‘I, Robot’: finalmente, cientistas produzem pele artificial flexível para dispositivos
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 2minImagem reproduzida de ETH Zürich
Esse grande feito foi dos pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETHZ), na Suíça. Eles desenvolveram um tipo de pele artificial para proteger estruturas de robôs de última geração. O interessante é que o material fornece às máquinas a sensação de toque parecida com a dos seres humanos – como o tato, na ponta dos nossos dedos. E por ser extremamente flexível, pode moldar dispositivos com superfícies variadas, mesmo que desiguais.
Uma “garra robótica” revestida com essa pele, por exemplo, poderia ser usada para manusear objetos pequenos e delicados. Isso porque seriam equipados com uma grande quantidade de receptores – sensores instalados milímetro a milímetro quadrado, compreendendo várias camadas. Seria como uma membrana condutora que, quando a pressão é aplicada, se deforma, fazendo com que o sinal medido pelos sensores também seja alterado e proporcione uma sensação de toque mais sutil. Também é possível medir o ângulo em que essa pressão foi realizada e determinar a qualidade e a textura da superfície tocada.
Universidade de Bristol, no Reino Unido: dedos robóticos impressos em 3D com terminações nervosas artificiais capazes de imitar o sentido do tato.
Universidade Carnegie Mellon em conjunto com a empresa Meta, nos EUA: produto ReSkin, que utiliza IA para que máquinas repitam a resposta tátil de próteses e robôs macios.
Universidade Nacional de Cingapura: espumas macias compostas por nervos artificiais, para replicar, com alta precisão, o sentido do tato em robôs.
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12 lugares no Rio de Janeiro que provam que a Engenharia vive na cidade
por Simone Tagliani | | ATUALIZADO EM 8minImagem de Simone Tagliani
Passei anos da minha vida ouvindo sobre o Rio de Janeiro. Quando chegou a oportunidade de visitar a cidade, não hesitei. A região é violenta? Claro, pois todas as cidades do mundo têm problemas e lá não diferiria, certamente. Só que, em contrapartida, voltaria sim e recomendaria milhões de vezes a visita ao Rio para quem aprecia história, ciência, arquitetura, urbanismo e além. Fiquei encantada com a quantidade de pontos turísticos culturais relacionados às engenharias. E resolvi compartilhar um pouco disso com o público do 360. Então, pega papel e caneta e anote as indicações apresentadas na lista a seguir!
1. Aeroporto Santos Dumont
Chegando na cidade, seja de carro, avião, barco ou ônibus, é claro que você começa a receber uma aula de Engenharia e Urbanismo. Só essa experiência já é válida, principalmente se sua origem é uma cidade menor, menos populosa. O contraste é grande e admirável. No meu caso, cheguei no Rio pelo SDU ou Aeroporto Santos Dumont.
Imagem de Simone Tagliani
2. Cristo Redentor
As imagens do Cristo Redentor não traduzem a beleza dessa obra, só compreendida vista de perto. E é um exemplo de Engenharia. Para quem não sabe, a estrutura do Cristo foi idealizada por engenheiros. Ela é feita de concreto armado, revestido com pedra sabão, e com armação interna de ferro.
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3. Forte de Copacabana – Museu Histórico do Exército
Esse Forte, construído em 1914, é o ponto do Rio de Janeiro que eu mais gostei. Para começar, na minha opinião, é o local com a melhor vista da cidade. De lá, dá para ver o mar – inclusive tendo a impressão de se estar dentro de um navio -, ver os prédios de luxo, mais perto da orla, e também algumas comunidades. Mas vamos falar da Engenharia. Ela está presente já na estrutura do pórtico ou Portão de Armas até a Câmara de Tiro. Por lá, é possível ver canhões de verdade, máquinas de todo tipo que ajudavam, no passado, no esquema da artilharia – inclusive com alguns detalhamentos de plantas baixas em quadros nas paredes -, revólveres, lunetas e muito mais – sendo que algumas peças expostas na parte do museu foram utilizadas em diversas operações de guerras com participação do Brasil.
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4. Casa dos Pilões – Jardim Botânico
Este local do Jardim Botânico tem, mais uma vez, conforme a minha opinião, o melhor aroma do Rio – poderia dizer que é uma mistura de terra úmida, jaca e algo parecido com uva, incrível mesmo. Esse casarão, hoje um pequeno museu arqueológico, já foi a Real Fábrica de Pólvora no Período Colonial. E muita coisa dessa arquitetura e engenharia está cuidadosamente bem exposta por lá. Ou seja, super vale a pena conferir!
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5. Estádio Jornalista Mário Filho – Maracanã
Óbvio que não se faz turismo no Rio sem dar uma passadinha no Maracanã, não é mesmo? Essa belíssima estrutura de concreto também é resultado de muita Engenharia, claro.
6. Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial
Esse ponto no Rio é incrível. Contudo, desconfio que poucas pessoas conhecem e se preocupam de colocar na lista de turismo. Em volta, o parque e a praia são muito bonitos. Mas o que eu queria destacar é a exposição de objetos que realmente pertenceram aos combatentes. A saber, o Brasil ajudou os americanos na libertação da Itália do exército alemão na Segunda Guerra. Foram 25 mil homens da FEB, 42 pilotos e 400 homens de apoio da FAB. Infelizmente, alguns desses estão enterrados no subsolo deste edifício. Outros, desaparecidos, são representados no local por uma cruz trazida direto do campo de batalha. Meu bisavô foi da Marinha; então, para mim, o significado de estar neste local é indescritível.
Imagem de Simone Tagliani
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7. Museu Naval
Um pequeno edifício, super charmoso, de belíssima arquitetura e pouquíssimo valorizado pela população, guarda um dos acervos históricos mais lindos que já vi. O mesmo conta, por meio de peças originais e protótipos, além de pinturas e esculturas, a história da exploração marítima realizada pelo povo brasileiro. Passando pela descoberta do nosso território pelos portugueses, as guerras que participamos – como a Batalha Naval do Riachuelo -, e as missões humanitárias mais recentes. Detalhes, nesse museu, dá para ver balas, morteiros, bombas, canhões e outros itens de verdade. Muito legal!
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8. Museu Histórico Nacional
Infelizmente, quando fui ao Rio, o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, já tinha sido destruído pelo incêndio de 2018. Contudo, visitei o Museu Histórico Nacional, que é outro ponto turístico incrível. Dentro do edifício, e em seus pátios, temos um relato completo da história do Brasil, desde a pré-história até os dias atuais. Há salas de exposições com elementos indígenas e outras do período colonial, algumas produzidas por escravos. De Engenharia, tem, por exemplo, itens de batalhas, velhos artigos industriais e agrícolas, além de peças para o lar e veículos.
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9. Paço Imperial – Antiga Agência Central dos Correios e Telégrafos
Esse foi o primeiro endereço da Família Real Portuguesa no Brasil. Hoje, funciona como centro cultural. Contudo, ao longo dos anos, foi também o Real Armazém, serviu de instalações para Casa da Moeda e para a Agência Central dos Correios e Telégrafos. Com relação ao uso como Casa da Moeda, resquícios disso foram preservados e deixados em exposição no primeiro piso do edifício.
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10. Pão de Açúcar
Óbvio que a estrutura do bondinho do Pão de Açúcar, no Morro da Urca, inaugurado em 1912, é um excelente exemplo de Engenharia. Exemplares dos carros teleféricos mais antigos, inclusive o primeiro – feito de madeira e sem janelas de proteção – estão expostos na primeira estação. É impressionante ver, encravados nas pedras, os pinos deixados pelos operários escaladores que levaram as peças até às duas alturas, fora toda a engrenagem que guia as cabines de um ponto a outro e mais estruturas, como dos mirantes e tapados das estações. Lembrando que, lá de cima, ainda dá para ver muito da cidade, incluindo o Instituto Militar de Engenharia.
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11. Porto Maravilha
Resolvi agrupar vários itens de Engenharia nesse item, pois eles fazem parte do Porto Maravilha, que é uma zona revitalizada da Região Portuária do Rio de Janeiro. Primeiro, destaco as estruturas impressionantes do Museu do Amanhã e do Museu de Arte (MAR), respectivamente com projetos arquitetônicos de Santiago Calatrava e Bernardes + Jacobsen. E é legal poder ver de perto também os transatlânticos atracados, a estrutura da roda gigante Yup Star, os trilhos do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e as réplicas das Naus Portuguesas do Museu da Marinha.
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12. Praça Quinze de Novembro
Para finalizar, quero destacar a oportunidade que eu tive de ver, no centro do Rio, diversas embarcações, inclusive as barcas que vão em direção à Niterói. Aliás, de dentro de uma dessas barcas, eu registrei – apesar da chuva, que comprometeu um pouco as fotos – uma estação de petróleo da Petrobras. E não posso deixar de contar que, para ir à Niterói, percorri de ônibus o maior vão em linha reta do mundo e o maior conjunto de estruturas protendidas da América, que é a Ponte Presidente Costa e Silva ou Ponte Rio Niterói, inaugurada em 1974.
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Então, é óbvio que deve haver vários outros bons exemplos de Engenharia espalhados pelo Rio. Eu mesma gostaria de ter imagens de algumas estações de metrô e túneis da cidade para compartilhar aqui. Fica a dica: conhecer a lindíssima Estação Cardeal Arcoverde, em Copacabana, pegar o trem e descer na Estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca; ou ainda cruzar pelo Túnel do Leme e seguir em direção ao Bairro do Botafogo, para conhecer o campos da UFRJ, uma das melhores universidades do Brasil.
Mas se você também conhece o Rio e lembra de outros pontos turísticos bacanas relacionados às engenharias, compartilhe conosco nos comentários!
Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.
O que é o tal ‘asfalto morno’ que algumas cidades brasileiras usam nas vias públicas?
por Simone Tagliani | | ATUALIZADO EM 4minImagem reproduzida de Alpha Autos
O Brasil é um país com tamanho praticamente continental, como bem sabemos. E a sua malha viária é de extrema importância para a economia, visto que temos uma deficiência histórica de ferrovias, além de que o transporte aéreo e marinho é muito caro e inviável para alguns tipos de cargas e rotas. Por isso, ruas e estradas do nosso território precisam passar por manutenções rigorosas constantes. Mas uma das preocupações dos engenheiros é como fazer essas melhorias de pavimentação através de processos mais sustentáveis, aliada à uma perspectiva de vida útil mais longa para os revestimentos.
Como você pode imaginar, essa questão é mesmo bastante complexa. Mas, dentre diversas alternativas consideradas, as chamadas misturas asfálticas mornas, em comparação a processos tradicionais, têm se mostrado de melhor potencial até agora, cumprindo os objetivos básicos traçados pelos pesquisadores. Seria uma mistura morna, bem como diz o nome, com menos viscosidade do ligante asfáltico – algo que se consegue por meio de aditivos ou processos físicos de modificação do ligante, entre outros mecanismos. A saber, sua usinagem passa por espumação do asfalto por adaptação das próprias usinas com incorporação de câmaras de expansão e bicos injetores.
Imagem reproduzida de DocPlayer
Essa tendência do asfalto morno começou em países como Estados Unidos, Inglaterra, Itália e França. Aqui, no Brasil, essa técnica de engenharia ficou mais popular por volta do final dos anos de 1990, com obras como a BR-277, no Paraná. E agora muitas cidades, por meio de projetos de suas secretarias municipais de serviços urbanos, têm usado esse tipo de asfalto para manutenção e conservação de vias públicas. Com relação aos projetos do governo federal, a ideia é ampliar isso para dar um salto na produtividade da economia, melhorando as condições do setor rodoviário nacional.
Os motivos que levam o Brasil a apostar no asfalto morno
Explicando melhor, o material mais usado atualmente para manutenção de vias no mundo é o Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), que precisa ser operado em altas temperaturas. O asfalto morno – ou Warm Mix Asphalt, no inglês – possibilitaria, portanto, a otimização das operações com esse concreto por conta de sua característica intrínseca, permitir a usinagem e compactação a temperaturas menores do que as usuais. E quais as vantagens disso? Listamos algumas:
Diminuir os efeitos de envelhecimento impostos ao ligante asfáltico durante a usinagem do concreto.
Aumentar a vida útil dos pavimentos.
Aumentar o tempo de percurso da massa asfáltica, permitindo que a massa de concreto seja transportada por um período de tempo maior, da usina para o local da obra, evitando que haja perda de qualidade final do serviço;
Reduzir a viscosidade do ligante, garantindo complicações reduzidas sem perda significativa na trabalhabilidade da massa.
Permitir a compactação de vias e em temperaturas menores do que as usuais.
E permitir a compactação em dias frios – inclusive com menos de 10 graus, algo comum no sul do Brasil. Isso permitiria abrir uma janela de horários de trabalhos bem maior, o que traria mais produtividade para os serviços, que poderiam começar cedo pela manhã, inclusive no inverno.
Então, se as obras de manutenção de ruas e estradas podem ser realizadas mais rápidos e sem necessidade de retrabalhos, só se colhe benefícios com a aposta. Por exemplo, menos bloqueios no trânsito. Aliás, a razão de classificar o asfalto morno como sustentável é porque o acréscimo dele na massa de concreto faz aumentar essa vida útil dos pavimentos, reduzindo a emissão de CO2 e NO2. E é esse tipo de olhar que precisamos ter para o uso de materiais na Engenharia, pensar que o retorno positivo para o meio ambiente é justamente por essa questão de ser mais durável. O que acha disso? Escreva a sua opinião na caixa de comentários, logo abaixo!
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Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.
Desvende as Pirâmides Escondidas na Amazônia e Explore outras 10 na América
por Simone Tagliani | | ATUALIZADO EM 4minImagem reproduzida de Quanto Custa Viajar
Cientistas revelam cidades pré-coloniais com pirâmides na Amazônia boliviana! Pesquisadores da Alemanha descobriram vestígios de organizações urbanas inteiras. Inclusive, acredita-se que, nesses locais, pelo que as análises de mapeamento apontaram, existiram pirâmides construídas de até 22 metros de altura; o estudo foi publicado na Revista Nature. Surpreendente, não?
Mas conta aí, você gosta de viajar? Já considerou visitar sítios arqueológicos e ruínas? Se respondeu, sim, às perguntas, vai adorar esse artigo do Engenharia 360. Antes de lhe passar um super roteiro de passeios possíveis para fazer bem aqui, na América, queremos compartilhar mais sobre as pirâmides da Amazônia. Confira o texto a seguir na íntegra!
Conhecendo as pirâmides da Amazônia
As pirâmides recém-descobertas teriam sido erguidas entre os anos de 500 a 1400 d.C., por povos da cultura Casarabe, tendo até 22 metros de altura. Isso significa que, quando os colonizadores chegaram por aqui, em tempos pré-hispânicos, a terra não estava tão desabitada quanto se pensava.
Basicamente, os achados revelam 2 grandes assentamentos urbanos de baixa densidade e mais outros 24 menores – desses 26, 11 ainda não eram conhecidos pelos pesquisadores. Eles estavam em locais isolados, e a vegetação densa na região pode ter dificultado o seu mapeamento antes. Foi preciso sobrevoar a área com um avião equipado com sistema de laser aéreo, disparando feixes infravermelhos e captando os sinais refletidos. Olha o resultado!
Imagem reproduzida de G1
Imagem reproduzida de Portal Amazônia
O que se viu nas imagens capturadas foi uma arquitetura bastante completa, com plataformas, canais de água, reservatórios, calçadas e até pirâmides cônicas. Pelo que os cientistas entenderam, a cultura Casarabe construiu nesses pontos um tipo de urbanismo agrário tropical. Conforme o arqueólogo Jonas Gregório de Souza, da Universidade Pompeu Fabra de Barcelona, em entrevista à Nature, “Esta é a primeira evidência clara de que havia sociedades urbanas nesta parte da Bacia Amazônica.”.
Imagem reproduzida de CanaltechImagem reproduzida de Canaltech
1. Pirâmide do Sol: localizada em Teotihuacán, terceira maior pirâmide do mundo, com 65 metros de altura e 225 metros de extensão.
Imagem reproduzida de Aventuras na História – UOL
2. Pirâmide de Tepanapa: localizada em Cholula, tem 66 metros de altura e é a maior pirâmide em termos de volume do mundo, com 4,5 milhões de metros cúbicos de pedra.
Imagem reproduzida de Aventuras na História – UOL
3. Templo das Inscrições: localizado em Palenque, de 23 metros de altura, pertencendo ao conjunto de ruínas Maia, local da tumba secreta do rei Pakal, que pode ser acessada por meio de escadas.
4. Pirâmide de Kukulcán: localizada em Chichén Itzá, na península de Yucatán, e tem 30 metros de altura.
Imagem reproduzida de Viagens Possíveis – Créditos para Trilhas e Aventuras
5. Pirâmide do Advindo: também conhecida como Pirâmide do Feiticeiro ou Advindo, localizada em Uxmal, e com 40 metros de altura e 81 metros de largura.
Imagem reproduzida de Quanto Custa Viajar
6. Pirâmide de Papantla: localizada em El Tajín, pertencente ao sítio arqueológico de Poza Rica, com 20 metros de altura.
Imagem reproduzida de TripAdvisor
Guatemala
7. Templo I ou Templo do Grande Jaguar: localizado no complexo Maia de Tikal, com 47 metros de altura.
Imagem reproduzida de Viajante Curioso
8. Templo II ou Templo das Máscaras: no mesmo endereço da pirâmide anterior, com 38 metros de altura.
Imagem reproduzida de Minube
Belize
9. Templo Alto: localizado no sítio de Lamanai, em Oranhe Walk, com 33 metros de altura.
Imagem reproduzida de The Maya Gods of Time
10. Pirâmide Caana: localizada no sítio arqueológico Caracol, também dos Maias, conhecida como “Lugar dos Céus”, com 40 metros de altura.
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Plataforma 3DExperience é utilizada para desenvolvimento de próteses inovadoras
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 2minImagem reproduzida de Innova Systems
Se você acompanha o Engenharia 360, já deve saber o que é a plataforma 3DExperience, oferecida pela Dassault Systèmes. Esse ambiente virtual permite a geração de projetos em sistema colaborativo, com possibilidade da participação simultânea de diversos profissionais e empresas. O mais legal é que esse web espaço dá abertura para especialistas compartilharem ideias para novas tecnologias e também informações para capacitação, aprendizagem e vivência de estudantes.
Inclusive, recentemente, a plataforma foi pano de fundo para o desenvolvimento do Projeto Colaborativo Internacional, que envolveu a participação de alunos de Engenharia do Brasil, Peru e Colômbia; uma realização da Dassault Systèmes, EDC Tecnologia e universidades. Dentro da 3DExperience, os mesmos desenvolveram protótipos para próteses transtibiais – compreendendo a parte abaixo do joelho e o pé. 26 estudantes de seis instituições puderam acompanhar sessões de orientação e treinamento especializado para futuros engenheiros.
“(…) desenvolvimento de próteses mecânicas mais duráveis, acessíveis, sustentáveis e confortáveis para as pessoas.”,
“Por meio da Plataforma 3DEXPERIENCE, esses estudantes puderam demonstrar suas ideias e avaliar questões que vão do desenho e ergonomia das soluções até a durabilidade e resistência de cada material aplicado, em simulações 3D que agilizam e simplificam todo o processo de criação destes produtos.”
– afirma Fabio Gomes, Gerente de Alianças da Dassault Systèmes para a América Latina.
Imagem reproduzida de Dassault Systèmes
O passo a passo criativo
O Projeto Colaborativo Internacional envolvendo os três países aconteceu assim, os alunos foram reunidos em seis grupos. Eles foram expostos a diversos desafios – a própria barreira idiomática já era um deles. Mas tudo foi bem preparado para incentivar os pensamentos, a colaboração e o aprendizado multidisciplinar. A ideia era aproveitar os diferentes pontos de vista e conhecimento. E mesmo distantes, todos tiveram a chance de interagir e trabalhar.
Na ocasião, foi possível explorar diversos recursos da 3DExperience. Cada grupo pôde traçar como fazer bom uso disso durante o projeto das próteses – como acompanhamento de calendário, etapas, resultados e mais. Ou seja, a plataforma foi o centro dessas atividades. No fim das contas, seis modelos finais foram apresentados, utilizando materiais como silicone, alumínio, fibra de carbono e aço para os diferentes pontos e elementos das próteses transtibiais.
No vídeo a seguir, você pode conferir projetos de próteses desenvolvidos em SolidWorks via plataforma 3DExperience:
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Tecnologias para a Copa do Mundo FIFA de 2022 – parte 2: ciências
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 3minImagem reproduzida de TecMundo
A Copa do Mundo FIFA está aí! O Engenharia 360 já trouxe algumas notícias sobre isso para o site. Inclusive, a parte 1 desse texto aborda a questão das novidades preparadas pelo Catar para o evento em termos de construção civil – engenharia, arquitetura e urbanismo. Agora, queremos contar duas outras curiosidades mais ligadas às ciências da saúde, ambas relacionadas indiretamente aos cuidados com o corpo humano.
Nota: as tecnologias a seguir foram muito bem planejadas e apresentadas como boas soluções para a Copa. Contudo, não parecem estar fazendo parte desta competição de 2022. Fica a pergunta: por quê?
Imagem reproduzida de AsiaNews
Camisetas inteligentes para a Copa
Os pesquisadores envolvidos na preparação da Copa do Mundo 2022 projetaram sensores de ultra-baixo consumo para medir o batimento cardíaco, a respiração e a hidratação dos trabalhadores e atletas – sendo essa uma tecnologia com potencial também de ser adaptada posteriormente para idosos, por exemplo.
Aliás, esses sensores foram pensados para serem aplicados a camisetas personalizadas. As mesmas teriam um sistema especial para conexão via bluetooth com os sensores. Os sinais vitais seriam monitorados pelos sensores – inclusive trocando informações com as camisetas ao redor e com uma estação base, que pode ser da própria empresa gestora das atividades. Qualquer problema identificado, colegas e socorristas são avisados e podem dar, assim, as devidas assistências o mais breve possível.
Notou como falarmos ‘seria’? É porque, na prática, não estamos vendo esta tecnologia sendo utilizada na Copa. Uma pena!
Observação: a imagem a seguir é meramente ilustrativa, já que as camisetas inteligentes da Copa do Catar são ainda um protótipo em estudo.
Imagem reproduzida de MBT Merchandise
Nuvem artificial para os campos de futebol
Já falamos antes que uma das maiores preocupações dos projetistas da Copa 2022 é com o calor que os atletas, trabalhadores e turistas precisam enfrentar. Mesmo o evento sendo realizado no inverno do Catar, as temperaturas são altas. Pensando nisso, uma das soluções propostas pelos cientistas é a de uma nuvem artificial.
Bem, não seria bem uma nuvem, mas um elemento, grande drone de carbono cheio de hélio e com quatro hélices. O mesmo seria deixado flutuando acima dos campos de futebol, como se fosse um grande guarda-sol, bloqueando os raios solares e ajudando, assim, a diminuir a sensação de calor. A saber, esse drone seria alimentado por eletricidade gerada por painéis solares instaladas na parte superior da sua estrutura.
Imagem reproduzida de Globo Esporte
Será que o Catar realmente pensou que poderia mesmo conquistar essa proeza? E será que outros países sedes da Copa um dia chegarão a apresentar este nível de tecnologia? O que você acha? Escreva nos comentários!
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MEC: como descobrir o conceito de um curso ou faculdade?
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 4minImagem de adoranicholson por Pixabay
Abrimos a internet a qualquer hora e levamos uma chuva de anúncios pela tela do celular, TV, tablet ou PC. Muitos desses anúncios nos prometem cursos superiores realizados pouco tempo, a baixo custo, em instalações de qualidade e com professores de excelência. E é claro que ficamos tentados em aceitar essas ofertas. Por quê? Porque desejamos melhorar o nosso currículo rapidamente. Contudo, o “barato” e “fácil” pode sair caro e decepcionante. Pois podemos ficar anos nos sacrificando em nosso estudo para ganhar um diploma que não vai responder às nossas expectativas, com pouca preparação para o mercado.
Qual a saída? Seria, antes da inscrição para o vestibular, pesquisar a reputação da escola e dos cursos que ela oferece. E o melhor parâmetro que podemos usar para isso é a avaliação do Ministério da Educação (MEC). Continue lendo este artigo para saber mais!
A avaliação do MEC
É óbvio que, se é para ficar anos e anos estudando, o mínimo que se espera é uma formação acadêmica qualificada, de excelência, não é mesmo? Mas como é que vamos saber se conseguiremos, por meio da instituição de ensino que escolhemos, explorar todas as potencialidades possíveis da nossa área de estudo? Se vamos conseguir extrair o máximo de conhecimento e aprendizado das aulas? Se o corpo docente e a estrutura física da escola são adequados? E se o histórico e a base curricular são certas para a nossa formação?
Bem, esses questionamentos são mesmo muito úteis! O que podemos lhe dizer, por hora, é que os cursos superiores no Brasil são avaliados anualmente para saber quanto os alunos estão aprendendo ou qual o seu desempenho. Esse é o jeito de deixar registrado o quanto as instituições, por meio dos seus professores e mecanismos de ensino, conseguem ensinar. O MEC faz isso com base em sua regulamentação. Esclarecendo, se as faculdades brasileiras seguirem parâmetros definidos pelo Ministério, o principal responsável pela autorização para a criação de novos cursos no país, devem receber uma boa nota e, assim, provarem para o mercado que são mesmo qualificadas suficientes para ofertar cursos aos estudantes, formando profissionais bem preparados.
Então, se você começar um curso em uma faculdade com uma boa nota no MEC é provável que terá mais retorno desse investimento – e não estamos falando apenas financeiro, mas de tempo, certo?
Imagem reproduzida de O Coletivo
As notas do MEC
O MEC avalia as instituições de ensino classificando-as de 1 a 5, significando, respectivamente, de menos satisfatório a maior nível de excelência. E como isso é feito? Através de avaliações específicas, como o ENADE. A saber, quando o conceito de um curso fica entre 1 ou 2, mesmo depois de uma segunda chance, o mesmo é descredenciado – e olha que diversos especialistas dizem que os índices teriam de ser até mais rigorosos.
Quer conferir essas informações disponíveis na internet? A consulta deve ser feita no sistema eletrônico e-MEC. Siga o passo a passo a seguir! Lembrando que quanto mais informações você der, mais refinada será a sua pesquisa!
Imagem reproduzida de Unicesumar
Imagem reproduzida de Luis Blog
No endereço eletrônico do MEC, procure pela opção “Instituição de Ensino Superior”, depois “Nome, Sigla ou Código”, e preencha com o nome da faculdade de seu interesse.
Digite o estado onde se localiza a instituição na aba “UF”. Os campos seguintes são opcionais.
Em “Categoria Administrativa”, responda com as opções se a escola que você busca é municipal, estadual, federal ou privada, ou pule a etapa.
Informe se a instituição é faculdade, universidade, instituto federal ou outro.
O curso é na modalidade presencial ou à distância.
E no campo “Índice” é possível filtrar os cursos oferecidos pela nota, de 1 a 5.
Então, basta digitar o código informado, para atentar que você não é um robô, e apertar em “Pesquisar”.
Imagem reproduzida de Normas ABNT
Os resultados vão aparecer no fim da página, abaixo de todos os campos preenchidos. Por exemplo, conceito de uma graduação específica, dados da universidade, histórico de índices da instituição de ensino, e mais. Especificamente as nota informadas devem mudar a cada 3 anos, de acordo com a realização das provas do ENADE, a avaliação do corpo docente e recursos didáticos-pedagógicos (CPC), além da realização do levantamento da diferença entre os desempenhos dos alunos concluintes dos cursos e os ingressantes (ENEM).
As ações do MEC visa padronizar normas e implantar políticas públicas para melhoria da qualidade do Ensino Superior. E as avaliações do ensino conduzidas por esse Ministério devem servir de referência para você escolher faculdades da forma mais embasada possível!
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AgroBrasília: confira quais são as novas tecnologias no setor da agricultura
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 3minImagem reproduzida de Ag Evolution – Canal Rural
Desde 2008, o Distrito Federal realiza a AgroBrasília, a maior feira de tecnologias ligadas ao agronegócio do Centro-Oeste. Este ano ela ocorreu entre os dias 17 e 21 de maio, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci. Entre 90 e 120 mil visitantes foram recebidos. Além de inúmeros produtores, em busca de tecnologia e visando mudanças e inovações em suas atividades, também esteve presente um público bem jovem – a nova geração de trabalhadores do campo -, fora os micro e grandes empresários.
Imagem reproduzida de Agro2
A produção dos indígenas agricultores
Claro que das presenças mais ilustres desta feira, estavam 30 agricultores indígenas de diferentes etnias do país – Haliti-Paresi (MT), Xavante (MT), Cinta Larga (RO), Suruí (RO), Guajajara (MA), Kaingang (SC) e Tapuia (GO). Eles estiveram na AgroBrasília como expositores, com apoio da Diretoria de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável (DPDS) da Funai, por meio da Coordenação-Geral de Promoção ao Etnodesenvolvimento. Na ocasião, eles contaram como cada comunidade sua desenvolve suas atividades de plantio, sempre buscando a sustentabilidade e preservação das terras. Pode-se dizer que esse intercâmbio de conhecimentos e experiências foi o ponto alto do evento!
Imagem reproduzida de Tribuna Popular
Na AgroBrasília, foram divulgadas algumas informações relevantes sobre a produção indígena no Brasil. Por exemplo, projetos em exercício para geração de rendas nas aldeias, recursos esses que devem ser destinados para a autossuficiência, como aquisição de materiais de pesca, sementes, mudas, insumos, ferramentas, maquinário agrícola, apoio para o escoamento da produção e realização de cursos de capacitação para os indígenas. Também há os projetos para lavouras em locais antropizados – ou seja, cujas características já foram alteradas, como zonas desmatadas ou mineralizadas -, para produção de soja, milho e feijão. E ainda modelos de produção sustentável, como de café indígena ou coleta e beneficiamento de castanha-da-Amazônia, possível por meio de acordo com empresas privadas.
Os novos agricultores e suas práticas
É claro que precisamos olhar diferente para essa questão de produzir e consumir alimentos, sobretudo que agridam menos a saúde humana e sejam menos agressivos ao meio ambiente. O desenvolvimento da agricultura por parte dos humanos não pode ser uma desculpa para desmatarmos mais, poluirmos mais, acabarmos mais com a vida dos outros animais. Essa é a filosofia dos povos indígenas e deveria ser de todos os produtores. Afinal, temos aí as inovações tecnológicas a nosso favor. Então, vamos aproveitar?!
O aprimoramento da agricultura deve estar alinhado aos discursos de ecologia e sustentabilidade, às novas formas de pensar, às recentes mudanças de comportamentos dos consumidores. E é preciso, sim, aproveitar a mente “fresca” dos filhos dos velhos produtores, que estão agora assumindo negócios familiares, mais abertos às tecnologias!
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Foram assuntos na AgroBrasilía, por exemplo:
novas práticas para uma agricultura mais equilibrada e eficiente;
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por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 4minImagem reproduzida de Encontre no Domo
O mundo está mudando cada vez mais rápido. Estamos vivendo uma fase de superpopulação em nosso planeta, grande escassez e muitas ameaças à nossa saúde. Por isso, é claro que nos preocupamos mais com o que consumimos e como isso chega até nós – sim, no geral, estamos mais conscientes. Em 2020, em plena pandemia, o segmento de alimentação cresceu bastante, ao mesmo tempo que mudou demais. A assistência das soluções tecnológicas nunca foi tão necessária. Assim cresce cada vez mais o conceito de foodtechs!
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O que são foodtechs?
A indústria internacional está reformulando e repensando a todo momento a cadeia de alimentos produzidos. Nesse processo, as startups possuem um papel fundamental também, ajudando a aprimorar modelos de negócios dentro de um setor super inovador e disruptivo. O conceito foodtech surgiu da ideia de unir a ideia de unir ‘alimentos’ e ‘tecnologia’, melhorando a agricultura e a produção de alimentos, além dos canais de distribuição, consequentemente o consumo de serviços, produtos e seu retorno ou reciclagem.
O legal do sistema de negócio baseado nas foodtechs é que ele identifica os gargalos do setor, tenta resolver de um jeito mais prático e ágil os problemas, lançando depois os itens no mercado de forma mais acessível para todos. No meio disso tudo, reduz o tempo de desperdício dos processos, otimiza operações logísticas, reduz desperdícios de materiais e interage melhor com o consumidor. Já ouviu falar em carne sintética, desenvolvida em laboratório? É mais ou menos nessa linha!
São exemplos de foodtechs: alimentos sintéticos, proteínas vegetais, refeições em cápsulas, superalimentos, suplementos, alimentos funcionais e tecnologias 3D para sua impressão.
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Impactos no setor alimentício
Neste ano de 2022, de acordo com a Research and Markets, o mercado global de tecnologia deve crescer US$ 250,4 bilhões graças às foodtechs. E em que a tecnologia pode contribuir dentro do setor alimentício? Por exemplo, resolvendo questões como dieta para um público com restrições alimentares, roteiros de entrega complexos e longos, escassez de recursos e materiais, metas de sustentabilidade e ecologia, limites de orçamentos, e mais. E os desafios só devem aumentar, pois estima-se que, em 2050, teremos 9,6 bilhões de habitantes no planeta, todos precisando se alimentar para sobreviver, somando 30 bilhões de refeições por dia. Nesse cenário, que é apontado pela FAO, a produção mundial de alimentos precisará crescer 70%, piorando drasticamente questões como desmatamento e emissão de gases geradores do efeito estufa no planeta. Uma perspectiva terrível, não é mesmo?
O comportamento dos consumidores também muda, muito por conta da demanda digital, que é uma forte tendência do mercado atual e futuro. As pessoas querem ter um relacionamento diferente com a comida, pensando em seus corpos, em sua longevidade, no seu conforto e agilidade que o dia-a-dia exige. E é claro que os profissionais, produtores, cooperativas e empresas precisam levar isso em consideração na tomada de decisão sobre os itens ofertados. Assim, as FoodTechs ganham mais e mais espaço no mercado!
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Tecnologias ligadas às foodtechs
Inteligência Artificial e Big Data, para coletar e analisar informações para criação de programa nutricional;
Internet das Coisas, ajudando a repor automaticamente o que estiver faltando;
Automação de processos, para tornar o serviço mais ágil, com menos falhas e diminuindo custos;
Sistemas de gestão, como para resíduos, e tecnologias de mapeamento, para, por exemplo, assegurar destinação de materiais em compostagem ou aterros sanitários;
Assinaturas eletrônicas, para contratos entre restaurantes e aplicativos, pensando em resolver a questão da logística.
Como está o mercado das foodtechs no Brasil?
Em 2018, um levantamento da Research and Markets revelou que o Brasil contava com 90 startups com trabalhos relacionados à foodtechs. Na verdade, de acordo com a Finistere Ventures, mais de 50% do investimento em startups brasileiras, no mesmo ano, foi feito em foodtechs – o que é bem impressionante. Infelizmente, poucas dessas empresas são conhecidas. Mas vamos torcer para que a realidade mude, pois o nosso país tem só a ganhar com o conceito. Por quê? Eis as razões:
O Brasil é umas das nações que mais desperdiça alimentos no mundo.
Ao mesmo tempo, somos grandes produtores e exportadores, tendo inúmeras multinacionais em nosso país. Inclusive, 50% da balança comercial brasileira vêm do segmento de alimentos.
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Vamos falar desses negócios, então? A iFood, do grupo Movili, é uma gigante do nosso mercado, avaliada em mais de US$ 1 bilhão. Mas o Brasil tem ainda 1.125 outras foodtechs mapeadas, movimentando atualmente R$ 2 trilhões por ano – desde o setor agro à indústria. Quer saber de outros exemplos bem sucedidos do nosso país? O pó para mistura de receitas fabricado pela N.Ovo, as bebidas da Pura Vida e os chás da TAO. Também o clube de assinatura de caixas para quem tem alimentação restrita da OneMarket, clube de assinaturas de vinhos da WineBox, e o clube de assinaturas de sementes Isla Sementes. As matérias-primas compostáveis da Biocycle e Solupack. A entregadora de comidas saudáveis LiveUp. E a produtora de laticínios a partir da castanha de caju NoMoo.
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Aquecedores Boiler: Uma análise abrangente sobre os tipos e o seu funcionamento
por Simone Tagliani | | ATUALIZADO EM 5minImagem reproduzida de Portal Solar
Se você mora em uma localidade do Brasil onde, na maior parte do ano, as temperaturas ficam baixas, por certo, já deve ter ouvido falar do boiler. E tem mais, hoje em dia, com a crise de energia elétrica, muitas pessoas estão optando pela instalação de placas solares. Então, se quiser também fazer funcionar um sistema para aquecimento solar para água do chuveiro e das torneiras da casa, precisará dessa peça. Trata-se de um modelo de reservatório térmico, que ajuda a manter o líquido aquecido, preservando a sua temperatura por bastante tempo.
Geralmente, encontramos boilers à venda em formato cilíndrico, na horizontal ou vertical. Aliás, há equipamentos de até 5 mil litros. Por quê? Porque os boilers são uma boa solução para rede de uso diário de residências a hotéis e até hospitais. E, só para esclarecer, a palavra ‘boiler’ vem do inglês ‘boilling’ ou, traduzindo, ‘fervura’, que é exatamente o que acontece com a água dentro desse tipo de reservatório.
Explicando melhor, o sistema de aquecimento utilizado na edificação aquece a água – pode ser o esquema de placas solares que captam o calor do sol. Depois, a água é encaminhada para os tubos do sistema hidráulico, chegando primeiro ao reservatório e depois distribuído para duchas, torneiras, banheiras, piscinas e onde mais é indicado ter água quente. Ressaltando que essa é uma boa solução de engenharia mesmo quando o número de pessoas que utilizam a água quente é simultaneamente elevado!
Imagem reproduzida de GLOBO RESISTENCIAS – Mercado Shops
Quais as razões para a instalação de boiler?
Além do maior abastecimento de água quente para diversos pontos de saída de água usados simultaneamente, como dito antes:
tem a questão do banho quente com uso de duchas, que se torna mais confortável com boiler;
também é possível economizar bastante energia com boiler solar;
e armazenar uma grande quantidade de água quente, um diferencial no inverno.
Citamos antes o boiler solar, então vamos começar por ele, o ‘melhor amigo’ do meio ambiente, forma mais econômica de obter energia, e a mais sustentável também. Melhor ainda se conseguirmos, nesse processo, reaproveitar a água da chuva – algo mais complexo, pois necessitaria do usuário instalar uma estação de tratamento dessa água. Mas, atenção, porque esse esquema básico precisa de sistema de apoio, elétrico ou a gás para aquecimento durante os períodos com pouco sol. E ainda será necessário placas solares para captar o calor do sol e aquecer a água por meio de serpentina – tubos de cobre – antes de chegar ao reservatório, boiler.
Imagem reproduzida de Blog Telhanorte
2. Gás
Nesse caso, o boiler realiza a queima do gás natural ou tipo GLP, com uma chama produzida – “chama piloto” – no tubo central do cilindro onde é mantida a água aquecida. A mesma pode ser regulada para aquecer mais ou menos a água de acordo com o desejo e necessidade dos usuários. As pessoas costumam desligar o gás quando não estão tomando banho ou algo assim. Então, quando ligam o sistema outra vez, precisam esperar a água ser aquecida para, enfim, fazer sua higiene. Mas fique ligado se o boiler adquirido possui um dispositivo que possa desligar o gás no caso de vazamentos!
O boiler elétrico, como já explica o nome, aquece a água por meio de um sistema com resistência ligada à energia elétrica, ligada quando a água atinge a temperatura ideal. Normalmente, as pessoas costumam programar a água para uma temperatura entre 45 e 50 graus. Se quiser economizar energia, vale instalar um timer para fazer o ligamento e desligamento do conjunto em horário determinado.
Só para finalizar, o tempo máximo de espera para o aquecimento da água, nos três casos, é algo em torno de 20 minutos. Mas isso vai depender do projeto hidráulico e a potência do equipamento, mais o volume do reservatório.
Imagem reproduzida de Luvizon
Bônus | Dicas adicionais para bom funcionamento de boiler
O ideal é usar somente água tratada dentro do boiler – nada de ferro, cloreto, magnésio e cálcio -, ou o mesmo corre o risco de ficar logo danificado, comprometendo o seu funcionamento.
Deve-se reservar uma área adequada para instalação do boiler, que não é um equipamento pequeno. O modelo que usa gás ainda precisa de ventilação, para não haver intoxicação por monóxido de carbono.
Quando fizer a instalação do boiler, será preciso fazer a troca dos chuveiros da casa por duchas e das torneiras por misturadores.
É preciso também saber o tamanho do reservatório de água necessário, compatível com a demanda diária da família, levando em conta o número de pontos de saída e frequência de abertura.
Água quente não pode ser conduzida por canos comuns de PCV, mas de cobre, CPVC ou PEX.
Para um melhor controle de temperatura e consumo de recursos, melhor a instalação de um termostato, aumentando a praticidade no dia-a-dia.
E, por fim, respeitar as instruções dos fabricantes e sempre fazer manutenção com assistência técnica credenciada e capacitada.
Imagem reproduzida de Globo Resistências
Claro que, antes de sair comprando equipamentos e mais, analise se a edificação precisa mesmo de um boiler. Porque existem outros tipos de aquecedores, mais compactos, eficientes e até mais baratos. Tudo vai depender caso a caso! Se a sua casa necessita de uma grande demanda de água quente, o boiler pode ser a melhor opção!
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Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.
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