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Especial 22 de abril: a tecnologia das naus portuguesas utilizadas nos descobrimentos

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por Redação 360
| 22/04/2022 4 min

Especial 22 de abril: a tecnologia das naus portuguesas utilizadas nos descobrimentos

por Redação 360 | 22/04/2022
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Frequentando a escola, você já deve ter ouvido um pouco da narrativa do descobrimento do Brasil, em 22 de abril de 1500. Então você sabe que os portugueses utilizaram a tecnologia das suas caravelas e naus para explorar o mundo em busca dos seus objetivos. É claro que outras nações também possuíam as suas embarcações e se aventuravam pelo mar, navegando em direção a destinos desconhecidos ou transportando muitas mercadorias. Contudo, pode-se dizer que as viagens costeiras de vanguarda dos portugueses mudaram tudo, forçando uma notável notificação das naves das embarcações, para poderem enfrentar justamente essas viagens oceânicas. E foi assim que eles criaram os modelos de naus!

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Imagem reproduzida de Mar Sem Fim

Mas, afinal, o que é nau?

Certamente, você já ouviu falar das caravelas portuguesas. Elas foram inventadas na época das grandes navegações. Eram navios médios, que dependiam do vento para se moverem. Pesavam cinquenta toneladas. Podiam ter uma tripulação de cerca de cinquenta tripulantes. Possuíam três mastros. Suas velas, inventadas no século XV e XVI, eram triangulares e faziam as embarcações serem de rápida condução e fácil manobra. E quando houvesse pouco sopro de vento, seria possível manejá-las por remos.

Já as naus, de naves armadas, eram navios muito maiores. Eles resistiam a percursos bem mais longínquos que as caravelas conseguiam realizar. Inclusive, esse é o motivo do porquê os portugueses utilizarem certos modelos como embarcações de guerra, com muitos canhões em suas laterais. Os primeiros modelos suportavam duzentas toneladas. Mas os modelos seguintes conseguiam levar outras trezentas. E por conta disso, as caravelas foram substituídas pouco a pouco pelas naus.

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Aliás, a expressão ‘nau’ era dada a navios de grande porte. ‘Nau’, do latim ‘navis’, ‘navio’. Então, em uma escala crescente, barcos, galé, galeões, caravelas e naus.

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Imagem reproduzida de navios e navegadores
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Imagem reproduzida de BBC

Veja Também: Como os navios novos são colocados na água?

Como aconteceu essa evolução tecnológica?

A época dos descobrimentos foi muito importante para a evolução da Engenharia Naval. Em 1434, Gil Eanes passou pelo Cabo Bojador com uma caravela. Na Baixa Idade Média, os desbravadores começaram a usar as naus e ainda foram mais longe. Isso ganhou proporções ainda maiores na época de Fernando I de Portugal. E por quê? Quanto mais o reino conquistava territórios e povos, mais a pirataria crescia ao redor da sua costa e era preciso um esforço para combater isso, e as naus acabaram como uma importante resposta para a marinha de guerra. Então, ela armou as suas naus e seguiu para muitos países, transportando homens, levando ferramentas e mais.

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Imagem reproduzida de RTP Ensina

Assim, os conhecimentos náuticos e geográficos nunca voltaram a ser iguais! O comércio marítimo pôde ser expandido; a capacidade do transporte de mercadorias, armamentos, marinheiros e soldados ficou maior; e o mundo deu seu primeiro passo em direção à globalização!

E como foi a participação das naus dos descobrimentos?

Em 1492, a bordo da nau Santa Maria – acompanhada das caravelas Pinta e Niña -, Cristóvão Colombo embarcou em direção às índias, mas acabou descobrindo um novo continente, a América. Cinco anos depois, Vasco da Gama partiu para a Índia já com três naus e uma caravela. E como ela era? Bem, dizem que ela era de grande porte; com castelos de proa e de popa; dois, três ou quatro mastros; duas ou três ordens de velas sobrepostas, de armação arredondada; velas latinas no mastro da ré, e duas cobertas.

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Imagem reproduzida de Revista Galileu – Globo

A nau do Rio de Janeiro

Você sabia que existe uma nau ancorada na cidade do Rio de Janeiro neste momento? Sim, trata-se de uma réplica da nau Capitânia, uma antiga embarcação portuguesa do século XV. Esta foi construída por Ralph Nicholson na Base Naval de Aratu, no Brasil, por conta das comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, em 2000. Hoje, ela funciona como um navio-museu, subordinado à Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha.

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Imagem reproduzida de Paçoca com Cebola

Fontes: Wikipedia, Mundo Lusiada.

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