O que a China tem que nós não temos? A BMW versão elétrica Série 3!
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 3minImagem reproduzida de Motor1 – UOL
Há alguns anos, quando a BMW lançou seu veículo i4, a empresa afirmou que não faria uma versão elétrica da sua Série 3. Contudo, parece que a coisa mudou. Isso porque, recentemente, ela revelou o i3 eDrive35L, criado especialmente para a China – com produção programada para Brilliance, em Shenyang.
O visual desse veículo é realmente semelhante ao da Série 3. Contudo, parece que a sua “dinâmica de direção esportiva” é inspirada no tradicional sedã, embora a suspensão seja adaptada para os padrões chineses. São 2,97 m entre-eixos e comprimento total de 4,87 m. O motor tem 285 cv e 40,8 kgfm. As baterias são de 66,1 kWh; a autonomia de 526 km; e a recarga de 10% a 80% pode ser feita em apenas 35 minutos.
Mas, calma coração, pois a BMW afirma ainda que tal i3 compartilha uma série de componentes com outros modelos elétricos da marca, como o próprio i4, além dos SUV iX3 e iX, ambos confirmados para o Brasil.
Confira, a seguir, imagens do i3 eDrive35L!
Imagem reproduzida de Tip3X
Imagem reproduzida de Garagem 360
Imagem reproduzida de Paul Tan’s Automotive NewsImagem reproduzida de Garagem 360
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O que são e como funcionam os microchips para implantes?
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 5minImagem reproduzida de BBC
A primeira vez que um microchip foi implantado em um ser humano foi no ano de 1998. Contudo, só em 2008 é que essa tecnologia ficou disponível comercialmente, acredita? E, de lá para cá, quantas vezes não nos perguntamos “E se colocarem microchips no meu corpo?”. Certamente, com base nos problemas de segurança da internet que vivenciamos nos últimos tempos, fica difícil de acreditar que algo assim possa mesmo dar certo. Mas, só para você saber, uma pesquisa realizada em 2022 apontou que mais de 4 mil pessoas no Reino Unido e União Europeia até considerariam fazer um implante. Parece assustador, não?
Ainda existe um lado sombrio escondido por trás dessa tecnologia. Quem ama liberdade vai duvidar desse potencial, pensando em situações de tentativa de controle, manipulação, opressão e roubo de dados. Mas, por hora, vamos deixar para depois essa questão de se é ou não é ético colocar chip em pessoas. Neste texto, vamos entender como os microchips funcionam!
Imagem reproduzida de greenMe
Afinal, o que são microchips?
Microchip nada mais é do que um circuito integrado (IC). Você vai ouvir falar disso se for trabalhar com eletrônica, por exemplo. Aliás, um microprocessador também é chamado, por vezes, de microchip. E os microchips são, sim, utilizados hoje em propósitos de identificação, como aqueles que são colocados em animais. Geralmente, eles também são conhecidos como tag PIT (transponder integrado passivo), têm cerca de 11 a 13 mm de comprimento – isso é praticamente o tamanho de um grão de arroz – e usam identificação por radiofrequência passiva (RFID).
Implantes de microchips
Um implante de microchip é um dispositivo RFID passivo. Sem uma forma de alimentação interna, ele permanece inerte até que seja alimentado por scanner ou outra fonte. O pequeno dispositivo também tem uma antena otimizada ligada a uma frequência específica. As ondas de rádio emitidas pelo scanner ativam o chip, fazendo com que o mesmo transmita o número de identificação ao scanner, e o scanner exibe o número na tela.
E os microchips para implantes são colocados dentro de cilindros de plástico ou vidro biocompatíveis, às vezes revestidos com polímeros de origem natural. Ademais, recebem um circuito integrado de identificação. A saber, os padrões relevantes para os chips são ISO 11784 e ISO 11785.
Explicando melhor, os implantes de microchips contêm um chip ou circuito integrado, um indutor de bonina – possivelmente com um núcleo de ferrite – e um capacitor. São os chips que levarão os dados de identificação exclusivos e circuitos eletrônicos para codificar essas informações. A bobina deve servir de transformador, recebendo energia acoplada indutivamente a ela do scanner. Mas a forma como o chip se comunica com o scanner não é pela bobina, mas via campo magnético.
Microchips são usados em animais de canis; também por corretores, em chaveiros de imóveis; em sistemas de grupos de resgate; em controles de pacientes de clínicas; etiquetas de lojas; e mais. E não podemos nos esquecer das fazendas, estábulos e ranchos. Nesses locais, os criadores costumam usar os microchips como etiquetas auriculares RFID anexadas externamente em animais – com exceção dos cavalos. E os mesmos podem ser lidos com o mesmo tipo de scanner usado em chips implantados.
Imagem reproduzida de Microchip Animal
Tecnologia similar a essa é bastante usada na agropecuária, no monitoramento da condição da saúde dos animais, como para a medição do seu comportamento de beber – tanto sozinhos ou em grupo -, estado de saúde e produtividade. Agora, ela é explorada pelo setor agroalimentar, abrangendo a maioria dos alimentos usuais, como todos os tipos de carnes, além de vários vegetais e frutas, por exemplo. E tudo isso tem dado muito mais segurança para os clientes!
Imagem reproduzida de Crypto ID
Claro que não podemos terminar esse texto sem voltar ao assunto ‘microchips em humanos’. Sabe qual a perspectiva do mercado? Explorar uma extensão da internet das coisas! Como? Através de uma nova maneira de conectar e trocar dados na forma de chips de pagamento implantados nas pessoas.
A empresa anglo-polonesa Walletmor seria a primeira a vender chips assim. Seu modelo pesaria menos um grama e seria um pouco maior que um grão de arroz. E especialistas comparam a comunicação que essa tecnologia usa como algo próximo ao NFC ou sistema de pagamento por aproximação em smartphones.
A Guerra da Ucrânia tem impactado a indústria de chips. Empresas como a Intel, AMD e Nvidia suspenderam a venda de seus produtos na Rússia, que era um grande consumidor da tecnologia. O país, hoje, não consegue obter estoque de chips por parte dos seus fornecedores habituais. Não restou outra alternativa se não a produção interna. O plano é reativar a fabricação de semicondutores no país – sobretudo os de 28 nm -, pelo menos até o ano de 2030. Entram nesta conta orçamentária os chips domésticos, as infraestruturas de data centers, o desenvolvimento de talentos locais e, obviamente, a comercialização de chips.
“(…) aumentar o número de centros de design para 300 até 2030. Cada um deve empregar pelo menos 100 especialistas, ou seja, estamos a falar de 30 a 50 mil pessoas. Tendo em conta que o ciclo de formação de um especialista é de pelo menos oito a nove anos, essas 50 mil pessoas já deveriam estar a ingressar nas universidades.” – uma fonte do setor tecnológico, em reportagem de Jornal Kommersant.
Falar dessa coisa de guerra, chips em humanos e controle de dados nos passa uma ideia bem ruim, não é mesmo? De fato, questões como invasão e segurança continuam sendo uma grande preocupação. Será mesmo que essa tecnologia nos levará a uma situação de privacidade vulnerável? Bem, é provável que a evolução dos serviços digitais pode vir a se tornar uma obrigatoriedade. Então, como você se sente diante disso? Escreva nos comentários!
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As melhores empresas para trabalhar com Engenharia em 2022
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 3minImagem reproduzida de Robert Half
É verdade, os tempos não estão fáceis! Existem muitas pessoas desempregadas em nosso país, mesmo com formação na área da Engenharia. Por isso mesmo é que devemos prestar mais atenção em cada passo que damos em nossa caminhada profissional. Não há tempo a perder! Todo o esforço precisa ser focado em soluções para o crescimento da nossa carreira. Por exemplo, concentrar a busca por emprego nas vagas abertas nas melhores empresas do momento, com maiores possibilidades de efetivação e oportunidades para subir de nível hierárquico em menos tempo.
Imagem reproduzida de Blog Conexão Carreira – ESEG
Recentemente, a plataforma LinkedIn divulgou uma matéria especial com o seu próprio ranking das melhores empresas para trabalhar em 2022. E destas, nós separamos aquelas com real potencial para os que são formados em Engenharia e que oferecem estabilidade, ou seja, que não apenas atraem, mas retêm bem os seus funcionários. Confira a seguir!
Com atuação em cidades como Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Atualmente tem 2.400 colaboradores no Brasil, trabalhando com migração de sistemas, arquitetura de rede e aplicativos em nuvem. E é possível encontrar vagas se você é engenheiro de suporte, especialista em Tecnologia da Informação.
E sabe por que deixamos a SAP no topo desta lista? Olha que legal, a empresa já desenvolveu uma plataforma que tem ajudado a combater incêndios florestais, a resgatar abelhas nativas e fazer o controle de reflorestamento e replantio de árvores da região de Brumadinho, em Minas Gerais.
Com atuação em cidades como Belo Horizonte, São Paulo e Curitiba. Atualmente tem 8.200 colaboradores no Brasil, trabalhando com sistemas de melhoria contínua, ciclo PDCA e mais. E é possível encontrar vagas se você é engenheiro especialista em logística, análises de logística, inspeção e controle de qualidade.
Imagem reproduzida de Integra – Engenharia de Sistemas
Com atuação em cidades como Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. Atualmente tem 8.400 colaboradores no Brasil, trabalhando com mecânica, energia eólica e metodologia Kaizen. E é possível encontrar vagas se você é engenheiro mecânico, principalmente se entender ainda de administração.
Com atuação em cidades como São Carlos, São Paulo e Rio de Janeiro. Atualmente tem 3.750 colaboradores no Brasil, trabalhando com emissão de certificados digitais e serviços da Amazon Web. E é possível encontrar vagas se você é engenheiro de software, especialista em Tecnologia da Informação, análise de sistemas, desenvolvimento de back end, e mais.
Da indústria automotiva, com atuação em cidades como Campinas, Belo Horizonte e São Paulo. Atualmente tem 12.166 colaboradores no Brasil, trabalhando com maquinários, produção e logística. E é possível encontrar vagas se você é engenheiro, especialista em produção, incluindo controle de qualidade e recursos humanos.
Com atuação em cidades como Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Atualmente tem 57.825 colaboradores no Brasil, trabalhando com melhoria contínua, negociação e mais. E é possível encontrar vagas se você é engenheiro, com conhecimento em operações financeiras, vendas e além.
Com atuação em cidades como Rio de Janeiro, Campinas e São Paulo. Atualmente tem 270.000 colaboradores no Brasil, trabalhando com design thinking, metodologias Agile e sistemas operacionais. E é possível encontrar vagas se você é engenheiro de software ou engenheiro de projetos.
Com atuação em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. Atualmente tem 2.669 colaboradores no Brasil, trabalhando análises de TI, análises de sistemas, análises de operações e mais. E é possível encontrar vagas se você é engenheiro, principalmente com conhecimento em Tecnologia da Informação e finanças.
Com atuação em diversas cidades. Atualmente tem 4.000 colaboradores no Brasil, trabalhando com mecânica, manutenção preventiva e além. E é possível encontrar vagas se você é engenheiro, especialista, por exemplo, em mecânica de manutenção, operações mecânicas, administração e mais.
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Fique ligado! CREA-SP seleciona artigos científicos para publicação
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 2minImagem reproduzida de AEAIR
Até o dia 30 deste mês de abril, você – estudante ou profissional – pode enviar seu artigo científico na área tecnológica para a Revista CREA-SP. O interesse do conselho é, de fato, divulgar a produção científica no país – sobretudo nos setores que mais se destacam, como Química e Agricultura. Os conteúdos selecionados devem sair na publicação da quarta edição da revista em formato totalmente digital.
Sobre o periódico CREA-SP
A Revista CREA-SP está, hoje em dia, conseguindo difundir de forma exemplar o conhecimento produzido pelas instituições de ensino do Estado. Aliás, só para você saber, da produção nacional de artigos científicos em revistas indexadas, cinquenta por cento é de São Paulo, segundo Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Claro que o conselho, atento a essa atuação da ciência paulista e o desejo de pesquisadores, profissionais e sociedade em compartilhar conhecimento, resolveu abrir essa oportunidade. Agora, será possível ver o relato dessas experiências – como projetos de extensão, oficinas, visitas técnicas, e mais – no corpo da revista. Inclusive, a diretora de Educação do Conselho, Profa. Dra. Eng. Andrea Cristiane Sanches, destacou em matéria recente do CREA a importância desse estímulo à divulgação da produção acadêmica das instituições de ensino, beneficiando professores e alunos.
Imagem reproduzida de pbs.twimg
Sobre a seleção de artigos
Se você ficou interessado na proposta do CREA-SP e tem um material que gostaria de divulgar, envie o conteúdo para o e-mail comunic@creasp.org.br – repetindo, até o dia 30 de abril. A análise e seleção do material será realizada pela Diretoria de Educação do Crea-SP e pela Coordenadoria do Colégio Estadual de Instituições de Ensino Superior de São Paulo (CIES). E olha que legal, a publicação na revista poderá ser contabilizada como “produção científica, cultural, artística ou tecnológica” nas avaliações para reconhecimento de cursos, assim como para o Índice de Seleção dos Avaliadores de Curso, ambas do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).
“Além de não exigirmos que o material publicado seja inédito, damos espaço e visibilidade ao que é desenvolvido dentro das instituições de ensino, visto que a Revista CREA São Paulo atinge um público de profissionais da área tecnológica, o que aproxima estes dois ambientes: o acadêmico e o profissional regularmente registrados no Conselho.” – Profa. Dra. Eng. Andrea Cristiane Sanches.
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Veja imagens das lindas estruturas montadas para o Festival Coachella 2022
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 4minImagem reproduzida de WeGoOut
O Coachella é um dos festivais de música mais aguardados de todos os anos. Mas, ao mesmo tempo, é espaço para mostras artísticas fantásticas, como instalações e estruturas de Arquitetura Efêmera. Em 2020 e 2021, por conta da pandemia, o evento precisou ser adiado. Contudo, este ano, ele aconteceu e foi incrível, com a participação até da cantora brasileira Anitta. Mas quem se interessa mesmo por Arquitetura, deve saber que o local das apresentações já contou com obras de renomados designers, como as do ganhador do Prêmio Pritzker 2022, Diébédo Francis Kéré, em 2019.
Imagem reproduzida de eletrovibez
Neste ano, mais uma vez, artistas de diversas nacionalidades deram uma mostra do seu talento no festival. Eles puderam manifestar a sua opinião sobre assuntos urgentes e temas globais, como a sustentabilidade e o diálogo multicultural.
Imagem reproduzida de Billboard Argentina
Imagem reproduzida de Brooklyn Vegan
Imagem reproduzida de Glamour UK
De todas as estruturas deste Coachella 2022, a que mais se destacou foi a Playground. Super colorida, ela era composta de uma grade modular em forma de agrupamento de quatro torres, variando de 12 a 20 metros de altura e ligadas por pontes suspensas e arcadas sobre praças. Esses elementos, feitos de aço, eram revestidos de policarbonato. E algumas partes continham filme dicróico que, na luz do dia, fazia o conjunto parecer renderizado digitalmente, com os materiais lançando cores no chão.
A saber, só esta instalação ocupava 1.966 metros quadrados. E os festivaleiros não podiam subir nas torres, mas eram convidados a caminhar pela instalação e habitar as praças.
“O design evoca uma paisagem urbana familiar, onde o significado do brincar é revertido para sua definição original de tempo livre pessoal, em outras palavras, um playground”,
“Ele oferece uma oportunidade de vivenciar um espaço de lazer sem o uso de tecnologia, simplesmente interagindo com o espaço e sua materialidade.”, “O usuário é ao mesmo tempo espectador e performer.”
– disse um representante da Architensions, escritório responsável pela estrutura The Playground, em reportagem de Dezeen.
The Playground – Architensions
https://www.instagram.com/p/CcuDXLjA48q/
Imagem reproduzida de Dezeen
Imagem reproduzida de The Press-Enterprise
Imagem reproduzida de Brooklyn Vegan
Circular Dimensions x Microscape – Cristopher Cichocki
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Conheça o projeto de edifício para Santa Catarina que recebeu selo LEED Platinum
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 4minImagem reproduzida de NSC Total
A Engenharia e Arquitetura de Santa Catarina são um exemplo para o Brasil! Alguns de seus edifícios já receberam o certificado LEED e 35% por cento destes eram Platinum, o mais alto nível de certificação do setor. Na comparação, apenas 9% dos projetos do resto do país chegaram a esse resultado. Mas pode ter certeza de que, se isso antes era uma novidade, deve se tornar padrão em breve. Por quê? Pois as crises que temos vivenciado nos últimos anos, como a crise hídrica, com baixa disponibilidade nos reservatórios, mais a crise do setor elétrico brasileiro deve obrigar as empresas do nosso país pensarem a mais em como aumentar a qualidade dos seus projetos, dependendo menos dos recursos limitados e contribuindo para diminuir cada vez mais os impactos sobre o meio ambiente.
Imagem reproduzida de DeOlhoNailha
O Edifício Primavera Office
O Primavera Office é um empreendimento do Grupo Pedra Branca. Localizado em Florianópolis – dentro de um complexo com bares, restaurantes e serviços -, o edifício comercial, também sede da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), que abriga diversas startups de tecnologia, possui 13,2 mil metros quadrados de área. E recentemente recebeu o selo LEED, sendo o primeiro projeto da capital a conquistar o mais alto nível de certificação.
A saber, o seu design foi todo pensado para proporcionar o máximo de bem-estar aos ocupantes, com soluções incríveis de Engenharia e Arquitetura para garantir boa resposta em questões como conforto térmico – a exemplo das instalações de vidros com proteção solar -, qualidade do ar interno, eficiência energética e de uso da água, além de ter espaços abertos para convivência e fácil acesso a transporte e serviços.
Imagem reproduzida de ARK7 Arquitetos
Imagem reproduzida de Optima Estrutural
Sobre o selo LEED
Já conversamos algumas vezes aqui, no Engenharia 360, sobre o significado do selo LEED, mas vamos recapitular! Trata-se de uma certificação concedida desde 1998 pela organização não governamental United States Green Building Council (USGBC) a construções que seguem um padrão sustentável. A ideia dessa premiação é estimular práticas de Engenharia e Arquitetura mais sustentáveis pelo mundo. E parece que tem dado certo, pois, hoje, existem milhares de projetos em fase de aprovação, com meio selo ou selo nível máximo ao redor do mundo!
Imagem reproduzida de Eficiência Energética e Sustentabilidade em Edificações – UFSC
“(…) quando a gente fala em sustentabilidade, o importante é pensar no longo prazo. Diversos elementos tecnológicos foram pensados para economizar água e energia (no Primavera Office) e, com isso, também garantir uma valorização do ativo a partir da percepção de valor do cliente.” – diretor-executivo da Pedra Branca, em reportagem de Ciclo Verde.
Características do projeto
O edifício Primavera Office apresenta diversas soluções de eficiência implantadas, desde fachadas, climatização de ar nos interiores, iluminação LED nas áreas comuns, ventilação por demanda nas garagens, e mais. Além disso, a construção possui um sistema fotovoltaico para geração de energia solar com potencial de geração de 33,8 MWh/ano. Esse conjunto é responsável por uma redução anual de 45% em energia para a edificação, o que equivale a uma economia de R$ 350 mil por ano para os inquilinos. Inclusive, vale destacar que o edifício oferece infraestrutura para carregamento de veículos elétricos e bicicletários.
Imagem reproduzida de NSC Total
Design de Ambientes
Os ambientes internos do Primavera Office são muito bem arejados. O objetivo dos projetistas, pensando em tudo que vivemos nos últimos anos, é evitar o surgimento e contágio de doenças respiratórias no local. Existe até instalado um sistema de ventiladores de renovação do ar ligados a um software de monitoramento dos níveis de monóxido de carbono.
Imagem reproduzida de Sala de Notícias
Para finalizar, “(o edifício) também proporciona vistas de qualidade do interior dos ambientes para o exterior, gerando conforto visual e reduzindo os níveis de estresse”, destaca o diretor-executivo da Pedra Branca. Além de contar com um ecossistema formado por espécies nativas ou adaptadas.
Imagem reproduzida de Prefeitura Municipal de Curitiba
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Pesquisadoras brasileiras da área médica da USP fazem grandes descobertas para a Ciência Global
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 4minImagem reproduzida de Anota Bahia
É engraçado como muitas pessoas pensam que o curso escolhido de Ensino Técnico ou Ensino Superior deve definir a sua trajetória profissional para sempre. Na verdade, ao longo da vida, você pode adquirir vários conhecimentos e praticar várias atividades, inclusive na área da Ciência, mesmo que por hobby. E pode ter certeza de que essas realizações, feitas com alegria e amor, podem te levar a grandes conquistas, fazendo você ser a mudança que seja ver no mundo, assim como disse Gandhi certa vez.
Estudante de Medicina premiada por descobrir 25 asteroides
A estudante de medicina da USP, Verena Paccola, começou a ficar interessada pelo campo da Astronomia em 2020, ainda enquanto se preparava para prestar vestibular e após realizar um curso Técnico em Enfermagem e fazer um intercâmbio no Canadá. Ao buscar melhor preparação, se deparou com o programa International Astronomical Search Collaboration, uma iniciativa da NASA, em parceria com a Universidade de Harvard e o MCTI.
“Eu sempre fui uma menina muito curiosa e com desejo de aprender sempre coisas novas, interessantes. A Astronomia surgiu por acaso. Quando soube da possibilidade de participar do programa, me inscrevi e fiz o treinamento para aprender a usar o software de monitoramento. A pandemia estava começando e o calendário do vestibular acabou atrasando, então decidi me engajar nesse programa.” – Verena Paccola, em reportagem de UOL.
Imagem reproduzida de MetrópolesImagem reproduzida de Só Notícia Boa
Depois disso, Verena teve a chance de observar vários corpos celestes. Mas ela passou a se dedicar à detecção de asteroides nos pacotes de imagens tiradas de um telescópio localizado no Havaí que recebia regularmente pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Conforme ela mesma destaca em reportagens, esses objetos se movem, portanto, aparecendo refletindo luz em pontos diferentes das fotografias.
De repente, no meio de tudo, Verena descobriu 25 asteroides novos. Entre eles, um que possui uma trajetória diferenciada e está se aproximando da Terra e um que ela chamou de “asteroide fraco”, que é de extremo interesse para a Agência Espacial Americana. Inclusive, por conta disso, a jovem foi chamada à Brasília para receber do MCTI uma premiação especial direto das mãos do então ministro Marcos Pontes.
“(…) já estou pensando em conhecer mais sobre medicina espacial.”, “Por enquanto, já estou feliz em poder contribuir para a divulgação científica no meu perfil do Instagram. E estimular outros jovens como eu a aprenderem a amar os estudos e as descobertas da ciência.”– Verena Paccola.
Professora na lista dos cientistas mais influentes do mundo
A cirurgiã Angelita Habr-Gama também é um dos grandes destaques da Ciência. Ela é referência em Gastroenterologia, especialista em Coloproctologia – que estuda as doenças do intestino grosso, do reto e ânus -, professora de Medicina emérita da USP – com carreira marcada pela formação e pela excelência no ensino, na pesquisa e na extensão – e foi a primeira mulher residente de cirurgia do Hospital das Clínicas (HC).
Durante a sua carreira, Angelita ganhou dezenas de prêmios nacionais e internacionais. Ela foi nomeada coordenadora no Brasil do Programa de Prevenção do Câncer Colorretal pela Organização Mundial de Gastroenterologia (OMGE), fundou a Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino (Abrapreci), preside inúmeras sociedades científicas e é membro honorária no centenário American College of Surgeons. Para completar, é a primeira mulher a integrar o seleto grupo de 17 Membros Honorários da European Surgical Association.
Imagem reproduzida de G1 – Globo
Recentemente, sua contribuição foi reconhecida pela Revista Forbes, nomeando-a como uma das mulheres mais influentes do Brasil; e a sua atuação no final de 2021 pela Universidade de Stanford, nos EUA, em parceria com a editora Elsevier BV. Mas, antes disso, em 2020, a médica precisou se recuperar da Covid.19. Ela ficou cinquenta dias sedada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Enfim, um exemplo de persistência e superação!
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Operação Marte: visitamos o evento realizado pela Inventação em parceria com a Unibes Cultural
por Rafael Panteri | | ATUALIZADO EM 5minImagem de Rafael Panteri
O Engenharia 360 esteve recentemente realizando a cobertura do evento Operação Marte, da Inventação em parceria com Unibes Cultural. O mesmo é realizado em endereço na Rua Oscar Freire, em Sumaré, São Paulo. E eu, Rafael Panteri, representei a equipe de redação do site realizando uma visitação e coletando informações para compartilhar com os nossos leitores. Confira a seguir!
Imagem de Rafael Panteri
Chegada no evento
Comprei meu ingresso online – a venda era feita através de aplicativo, site ou scanner do QR Code. Os valores das entradas eram relativamente acessíveis. O ingresso inteiro era R$ 50,00 e meia entrada, para idosos e crianças, era R$ 25,00. Contudo, não havia meia entrada para estudantes.
Já no próprio site do evento, é possível se ter uma ideia geral do prometido. “O principal objetivo da exposição é levar ao público algumas tecnologias atuais que serão imprescindíveis à colonização de Marte”. Para isso, eles dispõem de 14 ambientes interativos com atividades de automação, engenharia e design.
Mas, antes de entrar no evento, assistimos a um vídeo de apresentação, onde conhecemos os tripulantes da Operação Marte. Eles contam um pouco da importância dessa missão e pedem nossa ajuda para explorar o planeta vermelho.
As primeiras duas salas possuem televisões com imagens reais da estação espacial internacional, vídeos de lançamentos de satélites e fotos da Terra vista do espaço. Além disso, passam algumas simulações de sondas espaciais chegando a Marte. Essa primeira experiência é apenas visual, não temos nada interativo. E antes de ir para a próxima sala, pude tirar uma foto sentado em um banco que imitava uma cabine de lançamento.
Imagem de Rafael Panteri
Imagem de Rafael Panteri
Imagem de Rafael Panteri
Imagem de Rafael Panteri
Imagem de Rafael Panteri
Imagem de Rafael Panteri
Primeira
Na primeira sala interativa, temos à disposição 8 Arduinos. Nessa experiência, a exposição quer mostrar como a automação pode ajudar os astronautas a colonizar Marte. Toda programação já está feita, assim como todo o circuito montado. Nossa função é apenas selecionar as funções disponíveis para acender e apagar o LED.
Segunda
Seguindo para a próxima sala, temos o robô inteligente. Nessa sessão nos é apresentado um robô que desvia de obstáculos. Assim como na sala anterior, o Arduino é nosso personagem principal. Munido de sensor de proximidade (infravermelho) e motor para se mover, o Robô consegue detectar os objetos e se deslocar para não colidir. Toda a programação já está feita, assim como o robô está montado.
Imagem de Rafael Panteri
Imagem de Rafael Panteri
Imagem de Rafael Panteri
Terceira
A terceira sala possui uma plantação orgânica disposta no estilo “Perdido em Marte” – filme de 2015. Apenas visual.
Imagem de Rafael Panteri
Quarta
Na quarta sala, temos uma experiência um pouco mais prática. Com o contexto de que os tripulantes que conhecemos na entrada precisam de nossa ajuda, temos que montar um “robô limpador”. Basicamente, nossa interação é encaixar algumas peças na base do robô, alimentar o motor com a bateria e prender as peças soltas.
Imagem de Rafael Panteri
Imagem de Rafael Panteri
Imagem de Rafael Panteri
Imagem de Rafael Panteri
Quinta
Já na quinta sala, podemos utilizar o robô que acabamos de construir. Sua função é limpar os painéis solares, dessa forma a tripulação poderá gerar energia para a colônia em Marte. Essa experiência é uma junção de todas as anteriores.
Pelo valor do ingresso, achei que teriam mais interações – foi uma experiência bem curta. Quando o público começa a colocar a mão na massa, a exposição termina.
O ambiente está bem caracterizado e bem feito. A sala com a horta orgânica me surpreendeu.
Acho que para o público infantil é uma ótima atividade. Por serem experiências simples, com algum nível de aprendizado, a faixa etária que colocaram na descrição do evento é coerente.
Visitantes até 8 anos de idade poderão aproveitar os sons, imagens e a cenografia de ambientes espaciais;
Visitantes a partir de 8 anos de idade poderão aproveitar as atividades parcialmente; e
Visitantes a partir dos 11 anos de idade poderão aproveitar as atividades completamente.
Para um público mais velho, acho que a exposição oferece pouca atividade. Com a programação já feita e circuitos já montados, jovens interessados em automação podem ficar desanimados em apenas observar ou ligar e desligar um LED.
Estudante de Engenharia Elétrica no Instituto Mauá de Tecnologia, com parte da graduação em Shibaura Institute of Technology, no Japão; já atuou como estagiário em grande conglomerado industrial, no setor de Sistemas Elétricos de Potência.
Conheça o material “OSB”, sua fabricação e aplicação na Engenharia e Arquitetura
por Simone Tagliani | | ATUALIZADO EM 4minImagem reproduzida de O Blog do Sistema Light Steel Frame
Se você for precisar lidar com Engenharia e Arquitetura, uma hora ou outra vai ouvir falar do material Oriented Strand Board (OSB) ou, na tradução, “tiras de madeira orientadas”. Trata-se de uma placa composta, obviamente, por tiras de madeira organizadas na mesma direção. E assim como outros painéis de madeira, como MDF ou MDP, apresenta boas características, variações de espessura, densidade e pode ser utilizada para diversos fins. Saiba mais no texto a seguir!
Imagem reproduzida de Sul Módulos
Características do OSB
As lascas de madeira coladas e pressionadas em forma de placa tornam o material OSB bastante resistente a impactos físicos e à umidade – embora não à água em excesso. Mas justamente isso é que dá o aspecto rugoso tão charmoso de suas placas – o que, aliás, não compromete a sua qualidade, mas impede uma boa aderência de revestimentos laminados em sua superfície, só suportando vernizes e tintas.
Imagem reproduzida de dzainer
Chapas de OSB x chapas tradicionais de madeira
Cuidado para não confundir chapas de OSB com chapas de compensado, pois são coisas diferentes! Por exemplo, o OSB é feito de tiras de madeiras alinhadas, mas o compensado é produzido com lascas de tamanhos distintos e não alinhadas, o que gera bolsões de ar dentro da placa, tornando-a propensa a rachaduras.
Na comparação, o OSB tem qualidade superior, sendo muito mais durável. Também é mais econômico, estável, versátil, resistente às chamas – tendo um complemento retardante ao fogo -, possui ótimo isolamento térmico e acústico, e pode ser utilizado em diversas situações de Engenharia, Arquitetura e ainda Decoração de Ambientes.
Fabricação do material
As placas de OSB são compostas por quatro camadas com lascas de madeiras orientadas em direções diferentes. Agora, sabe porque o processo da sua fabricação é considerado sustentável ou menos impactante ao meio ambiente? Primeiro porque são utilizadas só madeiras de reflorestamento. Segundo, pois consegue-se aproveitar 90% do tronco das árvores.
As toras são descascadas e cortadas. Em seguida, isso é misturado em resina de colagem à prova d’água, parafina e inseticida. Após a secagem, as tiras de madeira são cortadas. O “colchão” de madeira é prensado em alta temperatura e pressão. E, enfim, as chapas de madeira são cortadas com maquinário especial.
O OSB pode ser usado na construção civil para o fechamento de estruturas de steel e wood frame, como telhados, paredes, pisos e lajes. Porém, cuidado, pois só se consegue passar a camada de massa corrida por cima disso utilizando grampos de fixação! Fora isso, também serve para fazer tapumes e barracões de obras.
Já no design de interiores, pode ser visto em luminárias, mesas, cadeiras, aparadores, bancadas, pallets, cômodas e outros mobiliários para decoração de aspecto rústico e industrial. Aliás, o OSB é um material muito bom para solucionar projetos de cozinhas e banheiros. E mesmo sem pintura, deixa os cômodos com visual super moderno e despojado ao mesmo tempo que acolhedor, conferindo conforto térmico e acústico. Contudo, é claro que é possível pintá-lo, sim, com as cores que combinam com a decoração proposta!
Imagem reproduzida de Obras360
Imagem reproduzida de Jular – Madeiras, Casas Modulares, Pavimentos, Decks, Estruturas, Revestimentos e Placas
“Mas, afinal, qual placa de OSB escolher para o meu projeto?”. Bem, montamos uma pequena lista com três exemplos para você! Veja!
Para paredes e telhados com perfis espaçados em 40 cm = placas de espessura 9,5 mm; 1,2 x 2,4 1,2 x 3 m; e peso 17,5 e 21,9 kg.
Para paredes e telhados com perfis espaçados em 60 cm = placas de espessura 11,1 mm; 1,2 x 2,4 1,2 x 3 m; e peso 20,4 e 25,6 kg.
Para paredes com perfis espaçados em 60 cm, paredes com perfis espaçados em 80 cm, além de pisos e lajes secas a 40 cm = placas de espessura 15,1 mm; 1,2 x 2,4 m; e peso 27,8 kg.
E para pisos e lajes com perfis espaçados em 60 cm = placas de espessura 18,3 mm; 1,2 x 2,4 m; e peso 33,7 kg.
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Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.
Apicultura: por que trabalhar com as abelhas pode inspirar seu lado engenheiro?
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 5minImagem reproduzida de SustentArqui
Ah, as abelhas! Animais encantadores e que possuem um papel fundamental no desenvolvimento da natureza terrena. Seus engenhosos favos de mel têm servido de inspiração para muitos trabalhos de design – isso inclui o desenvolvimento de projetos de edifícios, linhas de produção automobilísticas e além. Saiba mais sobre isso no texto a seguir!
As complexas estruturas construídas pelas abelhas
As abelhas são exímias projetistas por natureza! Mas você já se perguntou como esses pequenos insetos conseguem construir estruturas tão complexas como os favos de mel? Bem, saiba que esse trabalho é totalmente automático para elas. Inclusive, cada inseto vai participar da obra influenciado pela própria obra. Ou seja, construir esse ninho será o seu verdadeiro estímulo!
Imagem reproduzida de Zootecnia Brasil
As colmeias das abelhas apresentam esse formato hexagonal dos alvéolos; e não é de graça! As abelhas sabem que esse é o jeito de otimizar a sua produção de mel, encaixando os favos com menor perímetro em um maior espaço possível. Assim, o resultado final é uma estrutura com bastante estabilidade e leveza. E, por acaso, não é isso o que muitos engenheiros buscam para os seus projetos?
Sim, exatamente! A Engenharia é responsável pela construção de aviões, casas, carros e mais. E desde o corpo das abelhas até as estruturas perfeitas das suas casas – envolvendo todas as técnicas construtivas utilizadas – é inspiração para tal profissão humana! Aliás, dizem que as abelhas são excelentes calculistas! E bem que alguns engenheiros dirão o quanto têm inveja dessa sua capacidade!
“A natureza é como um enorme laboratório de inovação e, das abelhas às formigas e aos castores, os animais estão entre os melhores engenheiros do mundo.”,
“A capacidade que uma colmeia tem em formar uma estrutura extremamente rígida sem aumentar o peso foi já utilizada com grande sucesso em soluções altamente exigentes como foguetes espaciais, aviões a jato e automóveis superesportivos.”
– Bettina Veith, Engenheira-Chefe Adjunta de Desenvolvimento do Ford EcoSport, em reportagem de Abelha.org.
É o apicultor que trabalha com as abelhas, atuando na produção de mel, pólen, própolis e geléia real, além da produção de materiais biológicos como exames e rainhas.
Para se tornar um apicultor, é possível fazer um curso acadêmico de Tecnologia em Apicultura e Meliponicultura. Durante esta faculdade, é possível aprender ações de gerenciamento, de manejo, de qualidade e de produtividade apícola. E, após a formação, o profissional é capaz de planejar, operacionalizar e controlar as atividades, utilizando modernas metodologias e tecnologias de gestão para identificar as oportunidades de redução de custos, aumento da produção e da qualidade dos produtos.
O negócio em apicultura começa com exames nas colmeias, feitos com cera alveolada. Os quadros devem ser pulverizados com um chá que pode ser feito de capim santo ou erva-cidreira. Esses são separados em grupos de até vinte placas, todas colocadas dentro de caixas plásticas a uma distância de 50 centímetros a 1 metro. As colmeias são, então, fortalecidas a cada três dias durante 60 dias com xarope à base de água e açúcar. Depois disso, pode-se fazer a multiplicação das colmeias visando a ampliação do apiário.
No futuro, quando os quadros das colmeias estiverem cheios, já será possível fazer a retirada da cera protetora que veda os favos de mel. Claro que isso só será possível com um instrumento apropriado, chamado garfo desoperculador. Em seguida, os quadros são colocados na centrífuga, permitindo a saída do mel dos favos e sua coleta em baldes de inox, onde o material deve descansar por sete dias. Por fim, basta encontrar formas de comercialização do mel produzido. E nada é desperdiçado; até a cera é utilizada na indústria para a fabricação de velas decorativas.
Só que a nossa proposta aqui é provar a você quanto o trabalho das abelhas pode inspirar a Engenharia Contemporânea. Veja exemplos a seguir!
Imagem reproduzida de XipreImagem reproduzida de ArchDaily BrasilImagem reproduzida de The MirrorImagem reproduzida de Firstpost
Imagem reproduzida de World Architecture Community
Imagem reproduzida de SustentArqui
Imagem reproduzida de SEED studioImagem reproduzida de PinterestImagem reproduzida de Gazeta do PovoImagem reproduzida de Galeria da Arquitetura
Imagem reproduzida de Connect Parts
Imagem reproduzida de Galeria da Arquitetura
Imagem reproduzida de Loving New York
Imagem reproduzida de noiz architectsImagem reproduzida de Casa e Jardim – Globo
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