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[#surpreendente] Engenheiros colocam milhares de sinapses cerebrais artificiais em um único chip

por Rafael Panteri | 24/08/2021

Dispositivo menor que uma moeda capaz de trabalhar longe de supercomputadores e sem internet - engenheiros do MIT desenvolveram o “cérebro-no-chip” que promete revolucionar as tecnologias de inteligência artificial.

Uma equipe de engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveu um novo dispositivo para dispositivos portáteis capaz de completar tarefas computacionais tão complexas que hoje apenas supercomputadores dão conta. Batizado de “cérebro-no-chip”, a tecnologia é formada por dezenas de milhares de sinapses cerebrais artificiais chamadas de ‘memristors’.

Hoje a Inteligência Artificial existe como um software, em forma de programa. Com instrumentos como o “cérebro-no-chip” seria possível transformar esse tipo de tecnologia em hardware para Sistemas de Inteligência Artificial Portáteis.

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O desenvolvimento e teste do chip

Os pesquisadores do MIT utilizaram uma liga de prata e cobre sobre silício para construir os ‘memristors’. Essa composição permite que o chip grave imagens com grande nível de detalhes e às acesse quando for desejado, praticamente “lembrando” dos objetos.

Nos testes, o chip surpreendeu os desenvolvedores. Primeiro conseguiu lembrar e recriar uma imagem do escudo do Capitão América, personagem das histórias em quadrinho. Em um segundo teste, a Corte Killian, do MIT, foi borrada e desfocada pelo chip que, posteriormente, corrigiu a imagem. Esse processo foi realizado diversas vezes e as imagens eram ‘lembradas’ cada vez com mais quantidade de detalhes.

Corte de Killian, MIT (Imagem:Madcoverboy)

As possíveis aplicações para o futuro

Para Jeehwan Kim, professor de Engenharia Mecânica no MIT, o futuro começa agora!

“(…) imagine conectar esse tipo de dispositivo (chip) em uma câmera no seu carro; e, assim, reconhecer semáforos e objetos e tomar uma decisão imediatamente, sem conectar na internet”,

“(…) esse dispositivo trará diversos avanços em dispositivos portáteis de inteligência artificial”

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– acrescentou Kim, em artigo na Revista Nature.


Fontes: Nature.

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Rafael Panteri

Estudante de Engenharia Elétrica no Instituto Mauá de Tecnologia. Parte da graduação em Shibaura Institute of Technology - Japão.