Certamente, você já esteve na beira de uma praia ou já viu imagens de um local destinado a atividades esportivas com placas informando sobre as considerações de banho. ‘Próprio’ ou ‘impróprio’ para banho traduz-se como ‘em condições’ ou ‘em não condições’ para banho. Essa classificação considera uma medição de concentração de bactérias fecais presentes na água. Quanto maior é o valor medido, significa que mais alto é o nível de bactérias fecais. Continue lendo este texto do Engenharia 360 para entender melhor o conceito!

índice de balneabilidade
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Qual a importância da balneabilidade?

Os órgãos públicos se preocupam com o índice de balneabilidade das praias, rios e lagos por questão de saúde pública, já que água contaminada pode transmitir uma série de doenças. Além disso, a balneabilidade também é importante para a qualidade de vida das pessoas, pois permite que elas desfrutem dos benefícios de banhos e atividades esportivas em águas limpas e seguras, impulsionando o turismo.

índice de balneabilidade
Imagem de arquivo Flavio Tin via ND

O segredo para melhorar a balneabilidade de um local de banho e atividades esportivas é só um: investir em saneamento básico! Isso inclui, é claro, tratamento de esgoto, coleta de lixo e outros serviços que impeçam a contaminação do meio ambiente por esgoto e outros poluentes. Para reforçar as medidas, é preciso ainda investir em ações de educação da sociedade para preservação de recursos hídricos e da prevenção da poluição da água; ademais, o monitoramento regular da qualidade da água.

A balneabilidade é, portanto, um importante indicador da qualidade da água. Nesse cenário, os agestes fiscalizadores são os profissionais qualificados para identificar problemas de poluição e orientar sobre possíveis alternativas para remediar ou solucionar o caso.

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Como é medida a balneabilidade?

A balneabilidade é medida de acordo com a concentração de três indicadores microbiológicos de poluição:

  • Coliformes fecais (termotolerantes): são bactérias encontradas no intestino de animais de sangue quente, como humanos, e indicam contaminação da água por esgoto.
  • Escherichia coli: é uma bactéria específica do intestino humano e indica contaminação fecal recente.
  • Enterecocos: são bactérias que também podem ser encontradas no intestino humano, mas são mais resistentes que a Escherichia coli e podem sobreviver por mais tempo na água.

A água é considerada própria e imprópria para banho quando:

ParâmetroCondição para água própria para banhoCondição para água imprópria para banho
Coliformes fecais< 250 por 100 ml> 1.000 por 100 ml
Escherichia coli< 200 por 100 ml> 800 por 100 ml
Enterecocos< 25 por 100 ml> 100 por 100 ml

** Esses são números referenciais, cujos parâmetros podem mudar de acordo com o tipo de água (doce, salobra ou salina).

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Método de análise de balneabilidade

A análise de balneabilidade começa com a coleta de amostras em pontos estratégicos das praias, com base em técnicas especializadas, seguindo procedimentos padronizados e de acordo com um cronograma pré-estabelecido. Essas amostras são encaminhadas a um laboratório de análises para testes microbiológicos, que permitem a identificação e quantificação de microrganismos indicadores de contaminação fecal. Por fim, a interpretação dos resultados deve tomar como referência os critérios estabelecidos pela legislação vigente, que no Brasil é a Resolução CONAMA nº 274/2000.

Observação: A frequência de coleta das amostras pode variar de acordo com tipo de água.

índice de balneabilidade
Imagem de Ascom MPF em TNH 1

Critérios de balneabilidade

Algumas condições ambientais podem afetar nessa medição de balneabilidade. Para começar, qualquer incidência elevada ou anormal de enfermidades transmissíveis por via hídrica. Depois, resíduos ou despejos (sólidos ou líquidos), inclusive esgotos sanitários, óleos, graxas e outras substâncias, capazes de oferecer riscos à saúde ou tornar desagradável a recreação. Floração de algas ou outros organismos, e outras condições naturais excepcionais.

Quais os riscos de entrar em água imprópria para banho?

A poluição das águas pode prejudicar a vida aquática, incluindo peixes, plantas e invertebrados, causando a perda da biodiversidade e declínio da própria qualidade da água. Sem contar que ela pode gerar graves consequências para a saúde humana, especialmente em crianças e idosos. O risco maior, como dito antes, é contrair doenças via microorganismos contaminantes, como é o caso da cólera, hepatite A, disenteria, febre tifóide, leptospirose, e mais.

Para evitar doenças transmitidas pela água, é importante evitar entrar em água imprópria. No entanto, se você precisar entrar na água imprópria, siga estas dicas para reduzir o risco de infecção:

  • Tome banho antes e depois de entrar na água.
  • Use roupas de banho que cubram o máximo possível de pele.
  • Não engula a água.
  • Lave as mãos com água e sabão após sair da água.

Além disso, é importante estar atento aos avisos de balneabilidade emitidos pelas autoridades sanitárias. Se uma praia ou rio estiver com a balneabilidade imprópria, evite entrar na água.

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Fontes: GOV.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

A Agronomia e a Tecnologia de Transformação Agroalimentar são duas áreas que se relacionam com a produção e o processamento de alimentos. Ambas as carreiras oferecem boas perspectivas de emprego e crescimento profissional.

Continue lendo este texto do Engenharia 360 para saber mais sobre os dois cursos!

Agronomia

A Agronomia é a área do conhecimento que estuda a produção agrícola e a conservação dos recursos naturais.

O profissional formado em Agronomia, chamado de agrônomo, pode atuar em diversas áreas, como:

  • Planejamento e manejo de cultivos
  • Irrigação e drenagem
  • Fertilização e nutrição de plantas
  • Controle de pragas e doenças
  • Conservação de solos e água
  • Gestão de propriedades rurais
  • Pesquisa agrícola
Agronomia ou Tecnologia de Transformação Agroalimentar
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Tecnologia de Transformação Agroalimentar

A Tecnologia de Transformação Agroalimentar é a área do conhecimento que estuda a produção, o processamento e a conservação de alimentos.

O profissional formado em Tecnologia de Transformação Agroalimentar, chamado de tecnólogo de alimentos, pode atuar em diversas áreas, como:

  • Desenvolvimento de novos produtos alimentícios
  • Controle de qualidade de alimentos
  • Segurança alimentar
  • Tecnologia de embalagens
  • Gestão de indústrias de alimentos
  • Pesquisa de alimentos
Agronomia ou Tecnologia de Transformação Agroalimentar
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Agronomia ou Tecnologia de Transformação Agroalimentar
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Diferenças entre as duas carreiras

A principal diferença entre as duas carreiras é o foco de estudo. A Agronomia se concentra na produção agrícola e na conservação dos recursos naturais, enquanto a Tecnologia de Transformação Agroalimentar se concentra na produção, no processamento e na conservação de alimentos.

A seguir, uma tabela com as principais diferenças entre as duas carreiras:

CaracterísticaAgronomiaTecnologia de Transformação Agroalimentar
Foco de estudoProdução agrícola e conservação dos recursos naturaisProdução, processamento e conservação de alimentos
Áreas de atuaçãoPlanejamento e manejo de cultivos, irrigação e drenagem, fertilização e nutrição de plantas, controle de pragas e doenças, conservação de solos e água, gestão de propriedades rurais, pesquisa agrícolaDesenvolvimento de novos produtos alimentícios, controle de qualidade de alimentos, segurança alimentar, tecnologia de embalagens, gestão de indústrias de alimentos, pesquisa de alimentos
Agronomia ou Tecnologia de Transformação Agroalimentar
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Como escolher a melhor carreira

A escolha da melhor carreira depende de seus interesses e objetivos profissionais. Se você tem interesse em trabalhar com manejo de solos até a gestão de propriedades rurais, a Agronomia pode ser uma boa opção para você. Já se tem interesse na inovação, sustentabilidade e compreensão das demandas do mercado, sempre atento à qualidade de alimentos, a Tecnologia de Transformação Agroalimentar pode ser uma boa opção para você.

Aqui estão algumas perguntas que você pode se fazer para ajudar a escolher a melhor carreira:

  • Quais são minhas áreas de interesse?
  • Quais são meus objetivos profissionais?
  • Em que tipo de ambiente eu gostaria de trabalhar?
  • Que tipo de habilidades e conhecimentos eu tenho?
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O Futuro da Agronomia no Brasil

Enfim, a Agronomia e Tecnologia de Transformação Agroalimentar são duas áreas promissoras com boas perspectivas de emprego. Ao escolher a melhor carreira, é importante considerar seus interesses, objetivos profissionais e habilidades.

A agricultura de precisão, a biotecnologia e a ascensão da agricultura orgânica são as tendências que moldam o futuro da agronomia no Brasil. A busca por eficiência, sustentabilidade e adaptação às mudanças ambientais e de mercado reflete um setor agrícola dinâmico e em constante evolução.

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Fontes: USP, Unopar.

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Se você gosta de velocidade com certa pitada de elegância, aperte os cintos! Prepare-se para uma imersão na mais pura esportividade urbana com o novo Volkswagen Polo GTS 2024. Neste artigo do Engenharia, compartilhamos nossas impressões após um test drive detalhado. Junte-se à nós nessa viagem de descobrimento pelo asfalto!

Volkswagen Polo GTS 2024
Imagem de Rafael Rosa (@porteiradoalto) – Engenharia 360
Volkswagen Polo GTS 2024
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Primeiras impressões sobre o Polo GTS 2024

Logo que observamos o design do Polo GTS 2024, temos a sensação de que ele transmite seu DNA esportivo. Como primeiro ponto positivo, podemos destacar que a combinação dos tons de vermelho com os plásticos típicos da série GTS confere um ar agressivo, mas sem exagero. O design interno, com seu acabamento especial e costuras vermelhas, é um convite ao toque. E para concluir, a harmonia visual se destaca com as roda de 18 polegadas, que são como os “sapatos perfeitos em um traje de gala”: chamativos, mas na medida certa.

Percebe-se que o Volkswagen Polo GTS 2024 é um carro esportivo potente e divertido de dirigir, mas que também tem um certo refinamento e elegância.

Volkswagen Polo GTS 2024
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Desempenho e condução do veículo

Sob o capô, o Polo GTS 2024 é equipado com um motor 1.4 TSI de 150 cv. O câmbio automático de seis velocidades é bem escalonado e responde rapidamente aos comandos do motorista, proporcionando uma condução suave e prazerosa.

Aliás, a dinâmica de suspensão do veículo poderia sugerir algo exclusivamente voltado para o esporte, mas não. Ela é bem ajustada na dianteira e semi-independente na traseira, sendo perfeita para a realidade urbana com seus desafios e imperfeições.

Já na estrada, o Volkswagen Polo GTS 2024 se comporta com estabilidade e segurança, mesmo em velocidades elevadas. A suspensão filtra bem as irregularidades do piso, proporcionando um rodar confortável. No fim das contas, me senti seguro mesmo sob a chuva torrencial, com um controle que não deixou o carro se intimidar pela aquaplanagem.

Volkswagen Polo GTS 2024
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Faróis e tecnologia de iluminação IQ-Light Full

A experiência noturna de conduzir o Polo GTS 2024 é enriquecida pelo avanço dos faróis IQ-Light Full LED. Com sua combinação de LEDs de alta intensidade e um sistema de controle dinâmico, os faróis oferecem uma iluminação mais uniforme, mais ampla e mais eficiente do que os faróis convencionais. E a grade principal com elementos em formato de colmeia e luzes auxiliares nas extremidades do para-choque é um charme a mais.

Essas melhorias contribuem para uma experiência de condução noturna mais segura e confortável. O motorista tem uma visão mais clara da estrada e dos obstáculos, o que reduz o risco de colisões. Além disso, o consumo de energia dos faróis é reduzido, o que contribui para a sustentabilidade ambiental.

Volkswagen Polo GTS 2024
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A iluminação dos faróis de neblina em LED do Polo GTS 2024 proporciona uma visibilidade excepcional em condições de baixa luminosidade, como neblina, chuva ou noite. Os faróis utilizam LEDs de alta intensidade, que produzem uma luz branca e uniforme, com menor ofuscamento para os motoristas que vêm no sentido contrário.

Essa tecnologia contribui para a segurança ao permitir que o motorista tenha uma visão mais clara da estrada e dos obstáculos, o que reduz o risco de colisões. Além disso, os faróis de neblina em LED são mais eficientes do que os faróis convencionais, o que contribui para a sustentabilidade ambiental. Todos esses detalhes tecnológicos não apenas exalta o visual do Volkswagen Polo GTS 2024, mas também reforça o comprometimento da marca com a segurança dos usuários.

Conforto e design interior

O cockpit do Polo GTS 2024 é projetado para proporcionar uma experiência de condução prazerosa e envolvente. O espaço interno é bem aproveitado, com assentos confortáveis e ergonômicos. Os bancos esportivos, com apoio lateral pronunciado, oferecem excelente suporte nas curvas, contribuindo para a sensação de controle e estabilidade do veículo.

O sistema de infotainment, com tela ampla, é o centro de comando para todas as necessidades digitais do motorista. O sistema oferece uma ampla gama de recursos, incluindo navegação, entretenimento e conectividade. O ar-condicionado Dual Zone permite que o motorista e o passageiro do banco dianteiro ajustem a temperatura de forma independente, proporcionando maior conforto.

Volkswagen Polo GTS 2024
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Volkswagen Polo GTS 2024
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Praticidade e uso diário

Concluímos nossa análise enfatizando o tamanho compacto do Polo GTS 2024, que combina bem para uma condução urbana. O veículo é compacto suficiente para manobras em espaços reduzidos, graças ao sensor de estacionamento traseiro. E o porta-malas de 300 litros é suficiente para acomodar as compras da semana e outros objetos volumosos.

Volkswagen Polo GTS 2024
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Principais especificações técnicas

Segue a lista das principais especificações técnicas do Volkswagen Polo GTS 2024:

  • Motor: 1.4 TSI 250 turbo com 150 CV e torque de 25.5 mkgf;
  • Aceleração: de 0 a 100 km/h em apenas 6.7 segundos;
  • Tecnologia: carregamento por indução, duas portas USB-C, ar-condicionado digital Climatronic Touch, painel de instrumentos digital e central multimídia VW Play de 10 polegadas
  • Segurança: assistência de ponto cego e proteção proativa dos passageiros.

Observação: Confira mais informações técnicas sobre o veículo no site oficial da Volkswagen clicando aqui.

Volkswagen Polo GTS 2024
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Considerações finais do Engenharia 360

Entre detalhes estéticos marcantes e a performance sólida, o Volkswagen Polo GTS 2024 transita por muitos mundos. Não podemos dizer que ele é um supercarro esportivo, mas oferece uma experiência de condução envolvente e prazerosa. Trata-se de uma opção versátil, de performance sólida, adequada para uso urbano e rodoviário, e que pode ser utilizada tanto para o lazer quanto para o trabalho.

Dito isso, vou dar minha visão pessoal. Acredito que o Polo GTS 2024 representa bem a tradição e a inovação da marca Volkswagen. Para os apaixonados por automóveis, é uma opção atraente que oferece uma experiência de condução envolvente e prazerosa. Para quem procura um veículo versátil para o uso urbano e rodoviário, o Polo GTS 2024 também é uma boa escolha. De fato, o modelo cumpre o que promete em termos de aparência e performance, combinando elementos modernos com a alma de um esportivo.

Acredito que o Volkswagen Polo GTS 2024 é um veículo que certamente deixará sua marca, tanto no asfalto quanto no coração dos apaixonados por carros.


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Engenharia 360

Rafael Rosa

Um experiente desenvolvedor criativo e de negócios com mais de 20 anos no mercado de comunicações. Formado em Escola Panamericana de Arte e Design, com passagens na University of the Arts London. Já atuou da produção de conteúdo e outros projetos em famoso site de inovação e criatividade do Brasil, trabalhou como diretor de arte em agência, e lançou plataforma de conteúdo.

Circuitos elétricos são conjuntos de elementos que permitem a passagem de corrente elétrica. Eles são essenciais para o funcionamento de uma ampla variedade de dispositivos, desde lâmpadas e aparelhos eletrônicos até máquinas industriais e veículos.

Na área da eletricidade em geral, o caminho por onde se percorre uma corrente elétrica é chamado de circuitos elétricos. A princípio, esse caminho pode ser simples como a instalação de uma casa. Em contrapartida, pode ser tão complexo quanto uma placa eletrônica ou o comando de uma máquina. Entenda melhor o conceito no texto a seguir, do Engenharia 360!

O que é necessário para formar um circuito elétrico?

Para formar um circuito elétrico, são necessários no mínimo três elementos para ele ser funcional e haja uma corrente elétrica. São eles: fonte de tensão, carga e condutores.

A fonte de tensão é responsável por fornecer a diferença de potencial (ddp) para o circuito. As fontes de energia podem vir de baterias, pilhas, geradores à combustão, entre outras inúmeras opções.

Outro componente, como dito antes, é a carga ou receptor. Eles são dispositivos que vão interagir com a tensão no circuito alterando sua característica ou transformando a energia elétrica em outra qualquer. Podem ser elementos básicos como resistores, capacitores ou indutores, ou ainda motores, lâmpadas, etc.

Observação: Quando o circuito é fechado sem uma carga, damos o nome de curto-circuito, que é a ligação direta entre as polaridades da fonte, levando a corrente a níveis máximos, causando sobreaquecimento e danos aos componentes e cabos.

elétrica
Circuito | Imagem: ThoughtCo

Por último, para que uma corrente flua por esse circuito, é necessário o que se costuma de condutores. Esses elementos possuem baixa resistência, portanto, conseguem transportar os elétrons sem grandes perdas de energia. Podem ser cabos de cobre ou alumínio, ou ainda as trilhas das placas eletrônicas.

Dispositivos de controle como transistores e interruptores também podem estar presentes para abrir ou fechar o circuito.

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Como os circuitos elétricos são classificados?

Os circuitos elétricos podem ser classificados em dois tipos principais: série e paralelo. Combinando essas ligações várias vezes (o que chamamos ligações mistas ou série-paralelas), podemos formar circuitos com uma lógica bem complexa.

Uma ligação em série é aquela em que o terminal de um componente se liga a outro formando um único caminho possível para a corrente, portanto, sendo a mesma para todos os dispositivos. Por outro lado, a ligação paralela ocorre quando os terminais de um dispositivo se ligam com os dois de outro, formando dois caminhos ou mais para a corrente.

Observação: Além desses dois tipos principais, existem também os circuitos mistos, que combinam elementos conectados em série e em paralelo.

Circuito Série e Paralelo
Circuitos série e paralelo | Imagem: Toda Matéria

Diagramas e Simbologia

Para entender e exemplificar um circuito, é indispensável que se tenha um diagrama. Eles são utilizados para representar, através de símbolos, os caminhos que os condutores fazem e quais componentes são acionados, além de informações importantes sobre suas características. Além disso, sua utilização é muito importante para quem trabalha com projetos, instalação ou manutenção nas diversas áreas da eletricidade.

Um diagrama elétrico é apresentado, na maioria das vezes, de forma funcional, unifilar ou multifilar. Cada um com sua particularidade e aplicação.

Diagrama Funcional

Esse tipo de diagrama mostra com detalhe a conexão dos condutores e o funcionamento dos dispositivos do circuito. É um diagrama mais didático e mostra parte da instalação, não é muito utilizado em circuitos completos ou complexos.

Diagrama elétrico funcional
Diagrama funcional | Imagem: Blog Eletricidade sem segredos

Diagrama unifilar

O diagrama unifilar é muito utilizado em instalações prediais. Nele, através de uma única linha, é possível mostrar o caminho que um ou mais condutores percorrem. A NBR 5444 padroniza os símbolos para instalações elétricas prediais.

Definição de circuitos elétricos: o que são, elementos e tipos
Diagrama unifilar de residência | Imagem: Canal Trick Drawing

Diagrama Multifilar

Ele é bem utilizado em comandos elétricos, onde são apresentados todos os condutores utilizados no circuito, como as ligações de motores, contatores, botões de comandos e outros componentes utilizados.

Diagrama multifilar
Diagrama multifilar de partida de motor trifásico | Imagem: Atom elétrica

Diagrama esquemático

Existem ainda os diagramas de circuitos eletrônicos, ou ainda, diagramas esquemáticos, que também mostram como os dispositivos são interligados. Porém, tem sua própria simbologia e particularidades da eletrônica.

Diagrama esquemático
Diagrama esquemático eletrônico | Imagem: Blog Eletrogate

Por fim, confira nosso artigo sobre resistores, nele são explicadas a Lei de Ohm e associação de resistores, que são bem importantes para análise de circuitos elétricos!

Para análise de circuitos elétricos, existem também outras ferramentas como a Lei de Kirchhoff, teorema da superposição entre várias outras. Comente se você quer saber mais!

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Fontes: Mundo da elétrica, R. Boylestad: Introdução à análise de circuitos.

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Engenharia 360

Luan Rodrigues

Engenheiro eletricista e MBA em engenharia e gestão de energias renováveis. Fanático por filmes, música e tecnologia.

Você já se perguntou “O que é RRT”? Se está com planos de realizar uma construção ou reforma em casa, é importante saber a diferença entre ART e RRT. Esses documentos são exigidos por lei para obras e serviços técnicos realizados nas área de Arquitetura e Engenharia.

O texto a seguir, do Engenharia 360, traz uma reflexão sobre os profissionais habilitados para desenvolver tais projetos. Também quam fica responsável, nesse caso, pelo acompanhamento da obra. Ademais, quem será responsabilizado caso algo dê errado antes ou depois da execução, considerando as existências da ART e RRT. Confira!

O que é ART e o que é RRT?

Os profissionais arquitetos e engenheiros – devidamente registrados em seus respectivos conselhos -, respectivamente, devem assinar estes documentos legais para serem considerados responsáveis pela prestação dos seus serviços. Ao mesmo tempo, os mesmos documentos garantem que os profissionais tenham os seus direitos autorais respeitados e, ao final da prestação de serviço, o direito à remuneração.

Ou seja, ART e RRT, seria um comprovante de execução do seu serviço, a comprovação da existência de um contrato entre as partes, a definição dos limites da responsabilidade técnica (civil e criminal) de cada um, e a comprovação da experiência do profissional à medida que registra todas as atividades técnicas desempenhadas ao longo de sua carreira profissional.

Observação: se você é engenheiro, recomendamos que dê uma espiada na Lei n. 6.496/1977, Resoluções n.1025/2009 e 1033/2011 do CONFEA, assim como na Norma de Reformas da ABNT (NBR 16.280).

o que é rrt
Imagem de Waewkidja em Freepik

Veja Também: Como abrir uma empresa de engenharia em 2024: passo a passo completo

Qual o significado de ART e RRT?

ART

ART significa Anotação de Responsabilidade Técnica. É um documento emitido por profissionais registrados no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) para obras e serviços técnicos relacionados à Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia.

E qual a finalidade disso? Bem, como foi dito antes, denotar responsabilidade técnica pelo serviço ou projeto desenvolvido ao profissional que a emitiu. Pode-se dizer que é o seu “selo de garantia” que diz “sim, este trabalho foi desenvolvido por um profissional devidamente habilitado que ateste que se responsabiliza pelo serviço ou projeto que está entregando aos seus clientes, de acordo com as legislações e normas vigentes”.

Inclusive, justamente para dar entrada na aprovação de um projeto de engenharia, seria necessário aferir responsabilidade técnica sobre os dois temas relacionados à construção: o projeto e a obra.

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RRT

RRT significa Registro de Responsabilidade Técnica. É um documento emitido por profissionais registrados no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) para obras e serviços técnicos relacionados à Arquitetura e Urbanismo.

RRT é documento é bastante similar à ART. Qual a diferença? É que ele comprove exclusivamente trabalhos de projeto, acompanhamento de obras e outros serviços técnicos na área de Arquitetura e Urbanismo. Ou seja, só é desenvolvido por profissionais devidamente habilitados e registrados no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU).

Aliás, o artigo 3º da resolução da CAU determina que arquitetos e urbanistas são obrigados a emitir um RRT sempre que prestam algum serviço como criação de projeto, gestão e execução. E quando o serviço é uma execução de obra, o RRT precisa ser emitido antes do começo dos trabalhos. Já nos demais serviços, como projeto ou gestão, o RRT pode ser emitido antes ou durante a execução dos serviços.

Principais diferenças entre ART e RRT

Recapitulando: A ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) é emitida por um profissional registrado no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA). Já o RRT (Registro de Responsabilidade Técnica) diz que o projeto foi desempenhado por um profissional registrado no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU).

ART e RRT são importantes para garantir a segurança e qualidade de obras e serviços técnicos. Esses documentos asseguram que o serviço será executado por um profissional qualificado e habilitado, e que o responsável técnico estará comprometido com os resultados.

A principal diferença entre ART e RRT é o campo de atuação dos profissionais que os emitem. Outra diferença entre ART e RRT é a data de emissão. ART deve ser emitida antes do início da obra ou serviço técnico. RRT pode ser emitida antes ou durante a execução da obra ou serviço técnico.

Bônus | Além do ART e RRT, conheça a TRT

A sigla TRT tem relação com Termo de Responsabilidade Técnica. Esse documento – para obras, serviços, cargos ou função – substitui a antiga ART para aqueles que, agora, estão registrados no Conselho Federal dos Técnicos Industriais.

De todo modo, também é um documento que define, para os efeitos legais, os responsáveis técnicos pela execução de obras ou prestação de serviços relativos às profissões abrangidas pelo Sistema CFT/CRT. A saber, existe até um modelo de TRT – o TRT Derivado – utilizado para registrar quaisquer atividades técnicas formalizadas até 20 de dezembro de 2018 por meio de ART, unindo, dentro do SINCETI, o novo com o antigo acervo técnico que o técnico já havia constituído.

Se ainda tem dúvidas sobre a diferença entre ART, RRT e TRT, recomendamos que assista ao vídeo a seguir:

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Fontes: Salvador Engenheiros.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Para construir ou reformar uma casa, é importante calcular a quantidade de materiais necessários. Isso inclui tijolos, que são um dos materiais mais importantes para a construção de paredes. Já existem muitos programas de computador e aplicativos para celular que ajudam a realizar esses cálculos. Porém, é importante verificar se seus resultados realmente estão corretos. Qualquer erro pode comprometer o andamento de uma obra, acarretando, por exemplo, em gastos indesejados.

Para calcular a quantidade de tijolos necessária, você precisará saber o tamanho das paredes que serão construídas, o tipo de tijolo que será utilizado e o rendimento desse tipo de tijolo. Este artigo do Engenharia 360 traz um resumo, uma revisão do que se aprende sobre o consumo de blocos ou tijolos em qualquer obra. Confira o passo a passo!

Quantidade de tijolos para obra de casa: saiba como calcular agora mesmo!
(imagem extraída de Pixabay)

Como calcular a quantidade de tijolos por m²

Calcular a quantidade de tijolos de uma construção, a princípio, é uma tarefa relativamente simples. Esse é um assunto abordado em vários cursos, principalmente nos de Engenharia Civil, Arquitetura & Urbanismo e Técnico em Edificações. Geralmente, a disciplina é chamada de ‘Práticas Profissionais’, ‘Calculo de Materiais’ ou ‘Cálculo Estrutural’.

Variáveis importantes

O método mais rápido de se fazer o cálculo do consumo de tijolos em uma obra é multiplicando a área de uma parede, por exemplo – sendo sua altura vezes sua largura – pela quantidade de tijolos. Mas, o simples não é tão simples assim. Isso porque nessa fórmula foram desconsideradas algumas variáveis importantes.

Primeiro, é preciso lembrar que cada tipo de tijolo possui metragens diferentes e funções específicas. As paredes externas dos imóveis costumam receber tijolos de larguras maiores, em relação aos das paredes internas. Também há maneiras diferentes de posicioná-los para construir as fiadas. Então, tudo isso, no final, pode influenciar na quantidade de peças a ser comprada.

Observação: Para continuar o cálculo tenha em mãos todas as dimensões da parede, cômodo ou imóvel a ser construído; as dimensões do tijolo ou bloco a ser utilizado; e seu consumo por metro quadrado de superfície.

Quantidade de tijolos para obra de casa: saiba como calcular agora mesmo!
(imagem extraída de Public do Main Pictures)

Sobre os tijolos cerâmicos

No mercado mundial, existem tijolos feitos de concreto convencional, de concreto celular, de vidro, de lixo reciclado, de adobe ou outros materiais ecológicos. Porém, os tijolos cerâmicos são os mais empregados em obras brasileiras, principalmente naquelas de pequeno porte. E também como elementos de vedação em edifícios.

Os tamanhos mais comuns encontrados nas lojas de construção são os de 9x19x19 cm ou 9x19x29 cm. O rendimento desses modelos é de 25 e 17 peças por metro quadrado, respectivamente. Na NBR 15270/2005 pode-se conferir melhor os requisitos dimensionais dessas e de outras peças.

Outros rendimentos

Essas são as medidas e rendimentos de outros modelos de tijolos encontrados no mercado brasileiro:

  • Tijolo Maciço Comum – 5x9x19cm com rendimento de  80 peças por metro quadrado;
  • Tijolo Maciço Rústico – 5,5×9,5x21cm com rendimento de 70 peças por metro quadrado;
  • Tijolo Maciço Branco – 5,5×9,5x21cm com rendimento de 80 peças por metro quadrado;
  • Tijolo 18 Furos – 5,5x11x23cm com rendimento de 60 peças por metro quadrado; e
  • Tijolo 10 Furos – 5x9x19cm com rendimento de 80 peças por metro quadrado.
Quantidade de tijolos para obra de casa: saiba como calcular agora mesmo!
(imagem extraída de Pixabay)

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Consumo por m²

Para se encontrar o consumo de blocos por metro quadrado de superfície, primeiro deve-se achar, obviamente, a área que um único tijolo cobre – como foi demonstrado no item anterior. Para isso é necessário se multiplicar os valores de comprimento e altura da peça escolhida. Depois, divide-se esse valor encontrado por 1 m². Logo, a cada 1m² teremos aproximadamente ‘X’ tijolos.

Só que mesmo esse valor encontrado para ‘X’ no cálculo anterior não pode ser considerado como o resultado final. Isso porque ele não é preciso. Por exemplo, entre as peças haverá a massa de assentamento. Então, pode-se arredondar a quantia de tijolos para baixo. Em contrapartida, é aconselhável que se compre, no mínimo, dez por cento a mais sobre a quantidade total, visando à reposição para perdas e quebras durante a obra.

Quantidade de tijolos para obra de casa: saiba como calcular agora mesmo!
(imagem extraída de Pixabay)

O perímetro da edificação

Uma forma de calcular o consumo total de tijolos para uma edificação é através da soma de toda a extensão do seu perímetro, ou seja, somam-se os comprimentos de todos os cômodos da casa. Lembrando que, para uma construção mais simples, devem-se incluir no cálculo todas as paredes, de acordo com a altura do pé-direito – não se esquecendo do oitão, que sustentará o telhado.

Indica-se também, por questão de economia, a subtração da área referente aos vãos de janelas e portas. Depois, basta dividir essa área total pela área de cada tijolo.

Simulação de cálculo de tijolos por m²

Para uma construção mais simples, de apenas um pavimento, planta baixa quadrada e telhado de duas águas, eis os seguintes valores:

  • Duas paredes de 4 m e duas paredes de 2 m;
  • Pé-direito de 2,7 m;
  • Oitão de 80 cm;
  • Uma janela de 120×120 cm; e
  • Uma porta de 90×210 cm.

Somando o perímetro das paredes temos 12 m. Multiplicando esse valor pelo pé-direito tem-se 32,4 m². Somando esse valor à área dos oitões, de 3,2 m², chega-se a 35,6 m². Subtraindo a área das aberturas, a área total de paredes da casa é de 32,27 m². Com a utilização de um tijolo maciço, de rendimento de 80 tijolos por metro quadrado, pode-se estimar o consumo de aproximadamente 2582 peças para se erguer a construção. Acrescentando 10%, chega-se ao número final de 2840 tijolos.

Quantidade de tijolos para obra de casa: saiba como calcular agora mesmo!
(imagem extraída de Pixabay)

Enfim, projetar uma casa, um edifício e mais parece algo simples, mas, na verdade, é complexo. Só que as novas tecnologias também tem nos permitindo facilitar alguns processos. Desenhar um plano arquitetônico e estrutural, hoje, é uma atividade mais veloz e precisa.

Ainda bem que atualmente podemos contar com bons programas e plataformas, como Revit, que permitem a assistência e participação, em tempo real, de outros profissionais no projeto.

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Engenharia 360

Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.

O tagueamento é a prática de identificar equipamentos e componentes industriais com etiquetas ou placas. Essa identificação pode incluir informações diversas.

Antes de ir além em nossa explicação, vamos recapitular que, em linhas de produção, é comum vermos equipamentos e peças que possuem alguma identificação. Essas identificações podem ser sobre número de série, data de fabricação, entre outros. Mas existem também algumas identificações internas em formato de etiqueta que as fábricas adotam para identificar suas máquinas e seus componentes: o chamado tag. Continue lendo este texto do Engenharia 360 para saber mais!

Tagueamento
Exemplos de Tag

O que é um tag?

Traduzindo, a palavra “tag” significa “etiqueta”, normalmente usada para fazer a identificação de alguma coisa específica no mercadp. Portanto, quando falamos em fazer um tagueamento de máquinas e equipamentos, nada mais é do que fazer uma etiqueta de identificação para cada um deles; uma forma importante de fazer cadastro e rastreamento quanto à manutenção desses ativos.

Em outras palavras, podemos dizer que o tagueamento nada mais é que a emissão de uma identidade para cada máquina e equipamento e sua localização na planta industrial.

Baseado nessas informações é que entendemos que, na manutenção, esse tipo de identificação ou tagueamento é a base para a gestão de máquinas e equipamentos. Isso principalmente pela área do PCM que, por conta do uso de um software de manutenção, pode fazer um controle mais apurado de todas as intervenções feitas pelo setor de serviços da manutenção, planejamento dos serviços, geração de indicadores mais confiáveis por máquina, equipamento, conjuntos ou subconjuntos.

Veja Também: Walmart apresenta novas ferramentas de IA para busca, reabastecimento e checkout

Quais os benefícios do tagueamento?

Os principais benefícios do tagueamento são:

  • Aumento da eficiência
  • Redução do tempo de inatividade
  • Melhoria da segurança
  • Aumento da produtividade

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Como empreendedores do setor de engenharia podem maximizar seus negócios com IA?

Os 10 principais campos emergentes da engenharia: descubra as últimas tendências do setor

Tagueamento usado na prática para melhora da manutenção de equipamentos em empresas reais

Podemos afirmar que, para a Manutenção, a identificação ou o tagueamento é a base para a gestão de equipamentos. Seria possível, por exemplo, agilizar o planejamento e a programação de intervenções, facilitar a compra de material, evitar duplicidade de itens ou componentes, extrair informações para gestão de falhas, custo, disponibilidade, etc.

Na prática, uma empresa de manufatura, por exemplo, pode usar o tagueamento para identificar todas as suas máquinas e equipamentos. Isso tornaria mais fácil para os técnicos de manutenção localizar as máquinas que precisam de manutenção e acompanhar o histórico de manutenção de cada máquina.

O tagueamento também pode ser usado para identificar componentes individuais, como válvulas, motores e bombas. Isso pode ajudar os técnicos de manutenção a identificar rapidamente as causas de problemas e a substituir os componentes com defeito antes que eles causem uma falha catastrófica.

Tagueamento
Imagem de Freepik

O taguemanto também ajuda:

  • Na identificação das máquinas nas ordens de serviço destinadas aos técnicos de manutenção, fazendo com que eles não fiquem perdidos na hora de identificar o equipamento da ordem;
  • Gera histórico de peças e equipamentos no sistema de gestão da empresa;
  • Ajuda na elaboração de procedimentos referentes ao equipamento;
  • Na criação de planos de manutenção.

Existe alguma norma relacionada à tagueamento?

Norma ISA 5.1

Existe uma norma internacional de tagueamento, a Norma ISA 5.1 (International Society for Measurement and Control), que estabelece uma padronização para designar os instrumentos e sistemas de instrumentação usados para medição e controle em equipamentos e processos industriais. No caso de máquinas e equipamentos industriais, normalmente cada empresa procura estabelecer seu próprio padrão e que é definido de acordo com alguns critérios, podendo ser conforme seus padrões de qualidade, funcionalidade e porte principalmente.

Tagueamento
Formato de Tag para instrumentos da ISA 5.1 e ABNT – NBR 8190

NBR 8190

No Brasil a norma da ABNT – NBR 8190 que trata do mesmo assunto sobre tagueamento, foi cancelada em 02/12/2010. Como não foi substituída, ainda é usada para sua funcionalidade específica. Mas nem todas empresas tem essa visão de que identificar é uma das boas práticas de padronização. Então, qual o problema das empresas que não realizam este tipo de identificação? A resposta é simples: poucas empresas dão início às suas atividades pensando na manutenção e em seus processos internos.

Normalmente o que interessa é o início imediato da produção, e após sua partida, fica muito complicado ou mais caro realizar o levantamento de todos os itens, componentes e equipamentos; então, elas optam por substituir o que quebra ou então reparar conforme demanda. No caso dos processos internos, é praticamente na tentativa e erro. Esta infelizmente ainda é a situação de muitas empresas do nosso país, principalmente as de pequeno e médio porte.

Concluindo, trata-se de um recurso muito simples, que auxilia muito em várias ações, da Administração às Operações. É um procedimento comprovado, profissional, que agrega ganhos significativos, em qualidade, prazos e custos. Então, caso sua empresa não possua um sistema de tagueamento, adote essa ferramenta!

Tagueamento
Imagem de Freepik

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Engenharia 360

Kaíque Moura

Engenheiro de Produção; formado pelo Centro Universitário Santo Agostinho (UNIFSA); Pós-Graduando em Empreendedorismo e Inovação (IFPI); MBA em Management (iCEV); Técnico em Metrologia (IFRJ); Técnico em Serviços Jurídicos (IFPI) e Técnico em Mecânica (IFPI); profissional qualificado nas áreas de Gestão, Manutenção, Metrologia e Produção.

Walmart é uma multinacional estadunidense de lojas de departamento. Na edição de 2024 da CES, maior feira de tecnologia do mundo, a varejista anunciou que deve passar a utilizar um conjunto de novas ferramentas baseadas em Inteligência Artificial (IA) para melhorar a experiência dos seus clientes, incluindo um serviço de reabastecimento automatizado e uma tecnologia de pagamento sem contato. Continue lendo este texto do Engenharia 360 para saber mais!

novas ferramentas de IA do Walmart
Imagem reproduzida de Metaverse Post

Novas tecnologias utilizadas pela Walmart

1. Experiência de busca baseada em IA

O novo sistema de busca baseado em IA deve permitir que os clientes Walmart possam pesquisar mais facilmente na Internet, por produtos vendidos em suas lojas. O diferencial é que o filtro seria feito por meio de casos de uso específicos, em vez de nomes de marcas ou de itens. Isso poderia servir para encontrar itens para ocasiões especiais ou para planejar eventos.

Explicando melhor, um cliente pode pesquisar por “festa de assistir futebol” ou “me ajude a planejar uma festa temática de unicórnios para minha filha”. Nesse caso, o novo motor de busca faria um demonstrativo de lista selecionada de produtos, ao invés de buscar individualmente por salgadinhos, asas e balões, por exemplo.

novas ferramentas de IA do Walmart
Imagem de Walmart via ReadWrite

2. Serviço de reabastecimento automatizado

O Walmat também lançou em 2024 o InHome Replenishment, um modelo de serviço para reabastecimento automatizado. O mesmo serviria como auxiliar, ajudando os consumidores – aqueles que usam seu serviço de entrega InHome por assinatura – no preenchimento do ‘carrinho de compras online’. Por exemplo, já marcando previamente na lista os itens frequentemente solicitados nas compras anteriores.

Observação: Dentro do sistema InHome Replenishment, a IA aceleraria a análise de dados dos clientes e ainda poderia, com base nessas informações, sugerir itens para compra.

novas ferramentas de IA do Walmart
Imagem de Walmart via Hyscaler

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3. Tecnologia de pagamento sem contato

Por último, o Walmart também anunciou uma tecnologia de pagamento sem contato que está, atualmente, em fase de teste em suas lojas atacadistas. A mesma se vale de visão computacional, com dados coletados por câmeras e analisados por IA, para fazer a verificação de recibos de vendas detidos por compradores. Os dispositivos seriam instalados nas saídas das unidades de compras para captar imagens dos carrinhos e, assim, verificar todos os itens neles contidos, verificando se foram ou não pagos.

novas ferramentas de IA do Walmart
Imagem de Walmart via Metaverse Post

Veja Também: Rede de supermercados inaugura no Paraná supermercado autônomo, sem atendimento humano

Vantagens das novas ferramentas de IA do Walmart

As novas ferramentas de IA do Walmart têm potencial, como dito anteriormente, de melhorar a experiência do cliente de várias maneiras. Vamos recapitular?

  • Facilidade na busca por produtos à venda nas lojas.
  • Automatização de reabastecimento de lista de compras.
  • Pagamento sem contato para ajudar os clientes a sair das lojas mais rapidamente.

Vale destacar que essas ferramentas estão em desenvolvimento. Porém, o Walmart já tem um histórico bem-sucedido de adoção de novas tecnologias. Então, é provável que as experiências em 2024 deem igualmente certo, tornando as compras mais fáceis, convenientes e personalizadas.

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Fontes: Interesting Engineering.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

O ano de 2024 promete ser um ano de grandes avanços tecnológicos, sobretudo para as engenharias. Diversos projetos, sobretudo para novas soluções disruptivas, com grande potencial de revolucionar o mundo, devem moldar nossa vida nos próximos meses e anos. Inclusive, o Engenharia 360 selecionou cinco tecnologias programadas para serem lançadas ainda neste ano. Confira detalhes a seguir!

1. Tecnologias de Baterias Flexíveis

Especialistas em engenharia garantem que uma das tecnologias mais promissoras para 2024 é a de energia moldada pela flexibilidade.

Estamos falando das baterias flexíveis, que teriam capacidade de dobrar e flexionar sua estrutura, uma solução que faria toda a diferença em dispositivos de menor estrutura. A ideia é que elas possam ser adaptadas a diversas situações, cujo formato maleável possa otimizar espaços pequenos e não convencionais dentro de aparelhos que usamos em nosso cotidiano. Por exemplo, tecnologia vestível e eletrônicos compactos.

novas tecnologias disruptivas
Imagem reprodução Yonggang Huang, Northwestern University, via TechTudo

2. Inteligência Artificial Generativa

Agora vamos falar de uma tecnologia que pode revolucionar o local de trabalho não só de engenheiros como de muitos outros profissionais. Estamos falando da Inteligência Artificial Generativa. Sem dúvidas, ela já é o maior destaque de 2024, inclusive sendo tema de muitos projetos apresentados na última edição da CES, a maior feita de tecnologia do mundo.

A Inteligência Artificial Generativa é uma subárea da IA que se concentra na criação de novos dados, desde textos a vídeos, e que está prestes a se tornar mais acessível para todos. Novamente citamos os especialistas de mercado, que garantem que este ano iremos testemunhar grandes avanços em diversos segmentos por conta justamente da IA. Inclusive, uma revolução nos locais de trabalho, com o surgimento de novas vagas de trabalho, até mesmo nas indústrias.

novas tecnologias disruptivas
Imagem de vecstock em Freepik

Serão valorizados profissionais que saibam trabalhar com Processamento de Linguagem Natural (PLN), subconjunto da IA generativa. Essa tecnologia tem grande potencial de lidar com dados não estruturados, proporcionando oportunidades para equipes de sucesso do cliente e marketing obterem insights valiosos e tomarem decisões informadas.

3. Combustível de Aviação Sustentável

Assim como outros setores do mercado de engenharia, a aviação também promete ser mais sustentável em 2024. Ela está trabalhando para desenvolver e utilizar mais combustíveis de aviação sustentáveis (SAF), como até mesmo óleo de cozinha e materiais vegetais, alternativa ao combustível convencional, produzida a partir de recursos renováveis e com muito menos emissões de CO2. Traduzindo, a aviação passaria a depender bem menos de petróleo bruto.

novas tecnologias disruptivas
Imagem reproduzida e EPBR

4. Metaverso para a saúde

O metaverso é uma tecnologia que trabalha com Realidade Virtual (RV) imersiva. Ela não é uma novidade mais, claro. Porém, em 2024, a engenharia deve trabalhar para disponibilizá-la mais como um braço auxiliar para o campo da medicina. Uma hipótese é focar nas sessões terapêuticas para promoção da saúde mental, como o tratamento de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), ansiedade e fobias. Nesse caso, o metaverso funcionaria como um ambiente seguro e controlado para os pacientes. Já os profissionais explorariam esse ciberespaço para simular cenários para o tratamento dessas pessoas.

novas tecnologias disruptivas
Imagem de rawpixel.com em Freepik

5. Inteligência Artificial para a saúde

Para concluir, voltamos para a Inteligência Artificial. Não dissemos antes que a IA iria revolucionar o ano de 2024? Pois bem, de acordo com algumas previsões, a tecnologia também pode transformar o setor da saúde, sendo usada como ferramenta auxiliar para diagnóstico eficaz, possibilitando a medicina personalizada e acelerando a descoberta de medicamentos. A expectativa é que isso também possa levar a uma redução dos cursos de saúde e também à redefinição da forma como vivemos, trabalhamos e cuidamos de nossa saúde.

novas tecnologias disruptivas
Imagem de DCStudio em Freepik

Observação: Alguns especialistas questionam, porém, a questão ética no uso da IA na saúde, considerando que poderia levar ao comprometimento de privacidade e preconceitos algorítmicos, demandando regulamentação rigorosa.

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Fontes: Meu Valor Digital, Pensar Cursos, Poder 360, Meu Valor Digital.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Uma tecnologia que voltou com tudo para a indústria da engenharia é a dos dispositivos vestíveis, utilizados para auxiliar na movimentação humana. O tema está em alta nos últimos anos e cada vez ganhando mais atenção, sobretudo à medida que os softwares de design são aprimorados. Na prática, um exemplo é o exoesqueleto, estrutura mecânica com grande potencial de revolucionar a mobilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Inclusive, recentemente, a startup chinesa Hypershell lançou um novo modelo de exoesqueleto, o Omega, que utiliza Inteligência Artificial (IA) e promete proporcionar uma experiência ainda mais natural e eficiente para os usuários. Continue lendo este texto do Engenharia 360 para saber mais!

Exoesqueleto Omega
Imagem de Hypershell via Indiegogo

Características do exoesqueleto Omega

O exoesqueleto Omega, da Hypershell, foi desenhado para ser usado por humanos, próximo das pernas, sendo acoplado na região do corpo entre a lombar e os joelhos. O dispositivo vem com uma bateria removível com autonomia entre 19km e 35km, a depender do modo de uso. Além disso, há 14 sensores para monitoramento dos movimentos dos usuários e ajuste automático.

No modo de operação ‘normal’, é fornecida uma assistência moderada, facilitando atividades como caminhada ou corrida em superfícies planas. Já no modo ‘hyper’, ganha-se uma assistência mais intensa, para superação de obstáculos mais difíceis, como de subidas de ladeiras.

Exoesqueleto Omega
Imagem de Hypershell via Indiegogo
Exoesqueleto Omega
Imagem de Hypershell via Indiegogo
Exoesqueleto Omega
Imagem de Hypershell via Tecnoblog

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IA e Robótica para Todos: Como a Engenharia Melhora a Vida das Pessoas com Deficiência

Vantagens de uso do exoesqueleto Omega

Ao usar o exoesqueleto Omega, pessoas de todas as condições físicas ganham força extra e autonomia para a realização de atividades diversas com muito mais facilidade e conforto.

São exemplos de como o exoesqueleto Omega pode ser utilizado:

  • Auxiliar pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida a realizar atividades cotidianas com mais facilidade e independência.
  • Aumentar a produtividade de trabalhadores que realizam tarefas fisicamente exigentes.
  • Facilitar o deslocamento de pessoas em áreas rurais ou montanhosas.
Exoesqueleto Omega
Imagem de Hypershell via Indiegogo

A saber, o Omega já está disponível no mercado. Ele é vendido em janeiro de 2024 a um valor de US$ 1.299, ou cerca de R$ 6.355, o que pode até parecer um preço alto. Porém, analisando as possibilidades existentes, essa é uma alternativa considerada como acessível.

Concluindo, o exoesqueleto Omega, que se vale de Inteligência Artificial, é uma tecnologia bastante inovadora com grande potencial de revolucionar a mobilidade humana de diversas maneiras.

Exoesqueleto Omega
Imagem de Hypershell via Indiegogo

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Fontes: Olhar Digital.

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