Energia Nuclear é uma das alternativas ao uso de combustíveis fósseis para a produção energética no mundo. Conhecida desde 1940, ela é produzida a partir do átomo de urânio. Mas, infelizmente, além de ser uma tecnologia cara, gera resíduos que levam muitos anos para perder a radioatividade. Para complicar, acidentes como o de Chernobyl ou Fukushima acenderam um alerta quanto à segurança das usinas. E, por fim, guerras como a da Rússia contra Ucrânia fizeram todos voltar a pensar se a Engenharia Nuclear deveria mesmo fazer parte do nosso futuro como aldeia global.

E, quer saber? A resposta é ‘sim’! Porque o trabalho dos engenheiros nucleares vai muito além! E o Brasil dispõe de recursos para desenvolver uma boa Engenharia Nuclear, que atenda várias indústrias, aprimorando tecnologias e desenvolvendo inovações. Contudo, para isso, temos que acreditar no potencial dessa área de pesquisa científica. Continue lendo para saber mais!

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Imagem reproduzida de Defesa Aérea & Naval

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A evolução da Engenharia Nuclear no Brasil

Na década de 1950, o presidente norte-americano Dwight Eisenhower propôs a criação de um projeto especial para levar benefícios de tecnologia nuclear para todos os países aliados do país. Isso incluía, obviamente, o Brasil. E o fruto dessa parceria foi a construção do primeiro reator nuclear dentro do nosso território, o IEA-R1; a implantação do Instituto de Energia Atômica, dentro de onde hoje é parte do campus da USP no Butantã; e o desenvolvimento de projetos como o submarino nuclear e as usinas de Angra – no famoso “Ciclo do combustível nuclear”.

Com o passar dos anos, o Brasil tentou e conseguiu colocar em prática diversos projetos na área nuclear. Inclusive, dizem os especialistas que, até hoje, o nosso país é um dos poucos que dominam todo o ciclo do combustível nuclear – da extração ao gerenciamento de rejeitos. O problema é que, também com o tempo, enfraqueceu demais o ensino da Engenharia por aqui, assim como os investimentos no desenvolvimento de soluções ligadas a tal ciência. A falta de mão de obra tem se agravado cada vez mais. Então, tornou-se um problema encontrar quem opere ferramentas e equipamentos de Engenharia Nuclear.

Mas existem também boas notícias que podemos compartilhar neste texto! O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares ainda mantém suas pesquisas nucleares, principalmente na área de radioisótopos, reatores, gerenciamento de rejeitos radioativos, produção de radiofármacos para uso na medicina. Também trabalham com a tecnologia nuclear a Eletronuclear, as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), o Centro Experimental de Aramar da Marinha, e outros institutos no país. E, a partir de 2021, a Escola Politécnica (Poli) da USP passou a oferecer a habilitação em Engenharia Nuclear.

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Imagem reproduzida de Poli USP

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Os usos que o Brasil pode fazer da tecnologia nuclear

Então, resumindo, o Brasil ainda faz bastante uso da tecnologia nuclear; por isso a necessidade por capacitação contínua na área. Por exemplo, os materiais nucleares fazem parte da fabricação de fármacos para tratamentos e equipamentos médicos, como para exames de imagens. Outra contribuição é na agricultura, onde vários alimentos são submetidos a processos de radiação para eliminação de microorganismos. Na questão ambiental, a Engenharia Nuclear se alia ao tratamento de efluentes, inclusive apresentando novas estratégias ou novos métodos para a melhora da gestão de processos.

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Imagem reproduzida de Startupi
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Imagem reproduzida de Orientu
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Imagem reproduzida de EBC

E é claro que precisamos voltar na questão da produção de energia elétrica. O Brasil poderia explorar mais, melhor e com segurança essa alternativa, buscando depender cada vez menos da importação de recursos. Só frisando que existe uma diferença na linha tecnológica nuclear que é desenvolvida no Brasil com relação ao que é desenvolvido em países como o Japão. Ela garante menos acidentes em comparação com outros tipos de fontes de energia, mais segura do que uma hidroelétrica – por isso pode ser considerada para áreas urbanas; emite menos poluição causadora de efeito estufa na atmosfera do que termoelétricas; e não depende das condições climáticas, como ocorre com usinas eólicas.

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Imagem reproduzida de O Petróleo

Quer se convencer mais de que apostar em Engenharia Nuclear seria uma boa ideia? Confira mais vantagens desse tipo de tecnologia:

  • permite geração de energia com grande potencial em territórios com poucos recursos hídricos – em casos assim, as usinas nucleares se mostram soluções potencialmente interessantes -, sendo necessárias duas pequenas partículas de urânio com capacidade para atender as necessidades energéticas de uma cidade com 20 mil habitantes por 24 horas, e tudo isso em uma área de construção bem menor;
  • oferece um tipo de combustível mais barato do que o de origem petrolífera;
  • também um combustível com uma matéria-prima que não apresenta risco de escassez, como acontece com os combustíveis fósseis, pois há abundância do urânio, o que torna o custo de produção mais baixo;
  • e pode ser acompanhada por sistemas avançados de controle já existentes no mercado, emitindo alertas sempre que necessário.

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Fontes: USP, Hexag, MaximGroup.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Sim, a Pandemia não acabou! Contudo, depois que a vacinação avançou bastante no Brasil e houve a queda dos números de casos e a desobrigação do uso de máscara em várias localidades do país, passamos a aproveitar certa liberdade limitada. Só isso já bastou para aquecer um pouco a economia! Do mesmo modo, não podemos deixar de lembrar que o momento impulsiona uma forte transformação digital, beneficiando, de forma significativa, diversas profissões. Alguns técnicos empregados nestas áreas têm salários que ultrapassam R$25 mil. Porém, de modo geral, a expectativa é de que não ocorram, de imediato, grandes mudanças dentro das companhias. O melhor é mesmo driblar as dificuldades, focando nas profissões em alta e que podem ter um futuro promissor no mercado!

profissões em alta
Imagem reproduzida de Blog Ingram – Ingram Micro Brasil

Como se manter bem no mercado de trabalho?

De fato, o salto tecnológico que estamos vivemos não deve ser passageiro! É provável que, daqui para frente, o foco das empresas será os novos modelos de trabalho. O problema é que, mesmo abrindo oportunidades para essas carreiras, é provável que ainda existam poucos brasileiros qualificados para preencher as vagas. E mesmo aqueles perfis de profissionais que atendem os pré-requisitos, depois demonstram insatisfação com os resultados do país e, sobretudo, os salários oferecidos. De fato, não dá para culpá-los!

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Aqueles que não desejam desistir e querem se manter muito bem no mercado nacional, precisam estar constantemente de olho nas mudanças da sociedade e no desenvolvimento das tecnologias, que obviamente vão exigir novas formações técnicas. Deve-se olhar para o futuro e tentar entender o que se manterá importante, qual a caminhada que vamos trilhar nos próximos anos. E, desde já, é possível apontar algumas tendências. Por exemplo:

  • a reinvenção da logística com base nos novos hábitos de consumo e diferentes cadeias produtivas, algumas destas mudanças por conta do crescimento do comércio online e outras pelo aprimoramento da robótica para a implantação da Indústria 4.0;
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Imagem reproduzida de Russel Serviços
profissões em alta
Imagem reproduzida de Amcham Brasil
  • o desenvolvimento dos campos da computação e das telecomunicações, que mexe com o mercado de software e big data, visando comunicações mais sofisticadas;
  • o desenvolvimento de produtos variados, como equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos inteligentes, fora os dispositivos com tecnologia de internet das coisas;
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Imagem reproduzida de Cimento Itambé
  • a maior necessidade da proteção do meio ambiente estimulado por grandes organizações, que estão mais atentas à preservação dos recursos naturais e também ao cumprimento do marco legal do saneamento básico no Brasil;
  • e, por fim, o avanço da implantação de medidas para a preservação da saúde dos trabalhadores, como o e-Social.

Quais as profissões em alta dentro das engenharias?

Agora vamos relacionar tudo que dissemos antes com o “mundo das engenharias” e as profissões em alta neste e nos próximos anos. Claro que não podemos deixar para trás todas as experiências e habilidades já adquiridas. Mas é sempre bom agregar novas especializações e certificações – principalmente se existe a intenção de se recolocar no mercado. Mas, atenção, pois as tendências mudam muito rapidamente conforme as necessidades da sociedade se alteram.

profissões em alta
Imagem reproduzida de Engrenar Jr.

Parece que o objetivo de todos segue a mesma lógica, de atender a demanda, abrir espaço para inovações, permitir mais automações, reduzir custos, aumentar a produtividade e garantir a satisfação dos consumidores, sem jamais se esquecer do meio ambiente. Dito isso, eis algumas profissões em alta dentro das engenharias:

  • engenheiro física
  • engenheiro ambiental
  • engenheiro de Segurança do Trabalho
  • gerente de Supply Chain
  • comprador
  • gerente de vendas técnicas
  • engenheiro de Aplicação/Vendas
  • gerente de projetos/PMO
  • gerente de vendas técnicas
  • coordenador de planejamento
  • coordenador de Customer Service
  • gerente de QSMS
  • engenheiro de Produção/Processos
  • engenheiro de Softwares
  • engenheiro de Computação

A saber, especialmente dentro do nicho tecnológico, existem habilidades técnicas que podem fazer alguns profissionais se destacarem no mercado – como entender de Arquitetura de Cloud, VPN e mais. E os técnicos que devem começar a liderar logo todo o setor são os “hackers do bem”, ajudando as empresas na questão da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e segurança de informação.

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Fontes: Robert Half, Quero Bolsa, Forbes, UOL.

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Redação 360

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Gostaríamos de contar brevemente a história de Priyanjali Gupta. Ela é uma aluna da faculdade de Ciência da Computação do Vellore Institute of Technology, na Índia. E, recentemente, foi desafiada por sua mãe que disse “Agora que está estudando Engenharia, deveria criar algo de real valor!”. Isso tocou o seu coração de uma maneira muito intensa e especial. Ao ponto que a estudante começou, a partir daí, a desenvolver de um sistema de Inteligência Artificial utilizando webcam, capaz de traduzir, com grande precisão, a língua gestual ou linguagem de sinais de imediato – ou seja, em tempo real – para o inglês.

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Imagem reproduzida de Analytics Drift
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Imagem reproduzida de Flipboard

Priyanjali apresentou sua invenção nas redes sociais como um modelo de pré-treinamento, a ssd_mobilenet, para uma ferramenta inclusiva que pode até mesmo ajudar na detecção de objetos. O mesmo é capaz de trabalhar com frames individuais, como fotos das posições realizadas pelas mãos. Isso é feito do seguinte modo: a câmera traduz gestos simples da língua de sinais, como ‘olá’ e ‘obrigada’, após ser treinada por redes de memória longa de curto prazo via frames múltiplos. E chegar a esse resultado foi desafiador para a estudante, porque precisou contar com a comunidade dos softwares abertos para melhorar e ampliar sua criação.

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Imagem reproduzida de Zee News
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Imagem reproduzida de Republic World

A saber, o trabalho de Priyanjali tem como inspiração as investigações de Thomas Pryor e Navid Azodi, da Universidade de Washington, que, em 2016, inventaram uma luva chamada “SignAloud”, capaz de traduzir a linguagem de sinais em áudio e texto.

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Fontes: Notícias Magazine, Hypeness.

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Depois de, no mínimo, cinco anos de faculdade – com muita teoria e prática -, os estudantes de Ensino Superior podem se formar em Engenharia Civil e conseguir projetar, gerenciar e executar obras de construções. Mesmo assim, é comum que, depois disso, muitos desses profissionais formados busquem por uma especialização por meio de um curso de pós-graduação. Dentre as opções, algumas são focadas na área de Geociências. Saiba mais no texto a seguir!

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Imagem reproduzida de UNIFAP

As melhores opções de pós-graduação para Engenharia Civil

Inicialmente, podemos apresentar uma lista dos cursos de pós-graduação em Engenharia Civil que estão em alta.

Na área de projetos

Existem, por exemplo, cursos de pós-graduação para engenheiros civis com o tema ‘Arquitetura Sustentável‘, ensinando como os projetos de Engenharia e Arquitetura podem contribuir para construções mais sustentáveis – sobretudo com baixo impacto ambiental, como ter desempenho energético otimizado. Certos cursos se dedicam a dar instruções sobre sistemas construtivos para edificações. E outros dão noções para estruturas em geral, especialmente ensinando problemas que podem ocorrer e quais as possíveis formas de recuperação quando é utilizado determinado material na obra, como é o caso do concreto para alvenarias, fundações e até contenções.

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Imagem reproduzida de UNIG

Na área de gestão e obras

Engenheiros civis podem, então, se especializar em vários modelos de estruturas. Existem pós-graduações que dão um bom conhecimento sobre elaboração, execução e inclusive avaliação de projetos na área de construção. Aliás, há uma leva nova de opções apresentadas pelas instituições de ensino que faz relação com as tendências e realidades do mercado atual – levando em conta novos perfis de clientes, potenciais de empreendimento, uso racional dos materiais, economia com logística, e além.

Há profissionais que vão querer trabalhar com gestão de empreendimentos imobiliários. Nesse caminho, podem conseguir alcançar altos cargos executivos nas empresas que exigem mais experiência na área de Engenharia Civil. Olhando por outro ângulo, seu empenho garante uma melhoria da qualidade da produtividade e dos resultados obtidos com execução de obras, contribuindo para uma maior competitividade de todo o setor, em geral.

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Imagem reproduzida de Unopar

Na área de pós-construção

Por último, existem cursos de especialização que dão instruções para quem deseja trabalhar em órgãos como, por exemplo, a Justiça Federal e Estadual, auxiliando em bancos de avaliações de imóveis para financiamentos. Ou ainda empresas que executam análises e perícias de construções. E, assim, o aluno depois da devida instrução está apto a fazer laudos técnicos, avaliando os bens de terceiros segundo a legislação e as normas da ABNT.

A tendência dos cursos de especialização EAD

Alguns sites em especial, como o Quero Bolsa – que costumam divulgar quais as melhores opções de cursos disponíveis na atualidade -, relatam que, de acordo com as buscas dos seus usuários, existe uma tendência em crescimento pela busca de instruções oferecidas na modalidade EAD. Na área de Engenharia Civil, um exemplo é o curso de pós-graduação em Engenharia de Minas – dentro da área de Geociências -, voltado ao crescimento da indústria mineral e com o comprometimento no desenvolvimento sustentável dentro dos princípios éticos, legais e morais. No decorrer do aprendizado, o estudante consegue desenvolver seu olhar crítico, respeitando e valorizando a sociedade e o meio ambiente.

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Imagem reproduzida de GoKursos

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O trabalho da Engenharia Civil aliado à Geotecnia

É óbvio que a Engenharia Civil exerce um papel importante e complexo dentro das sociedades! Mas, neste momento, precisamos voltar a conversa deste texto para a questão do cuidado com o solo e rochas, materiais considerados heterogêneos, com características físicas e mecânicas variáveis. Digamos que é fundamental entender o mínimo disso disso, pois tudo que construímos tem como base o solo. Qualquer erro ligado à esta questão pode afetar as estruturas e consequentemente todos os projetos civis!

A missão da Geotecnia é estudar o comportamento dos fenômenos geológicos e geotécnicos que podem ser esperados no desenvolvimento de uma obra. Por exemplo, o movimento das rochas em decorrência de ações antrópicas – sobretudo ações humanas, que podem levar a desabamentos, desmoronamentos, deslizamentos, contaminação de lençóis freáticos, problemas de lixo, ocupações irregulares e mais. Sem esta análise nenhum projeto de Engenharia Civil teria sucesso, certamente!

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Imagem reproduzida de APL Engenharia

Para que os projetos sejam elaborados com mais segurança, a Geotecnia ensina métodos científicos e princípios de Engenharia para aquisição, interpretação e uso do conhecimento dos materiais da crosta terrestre para soluções de inúmeros problemas. Por exemplo, estabilidade de taludes, aterros, barragens, diques, contenção, entre outros. E alguns dados podem ser verificados e ter a correta interpretação feita já em laboratórios certificados. Por exemplo, curva granulométrica, limites de liquidez e plasticidade de material, e determinação de coeficiente de permeabilidade à carga constante e variável.

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Imagem reproduzida de FRG Geotecnia

Fontes: Quero Bolsa, WPós, UNASP, GeoScan, Instituto Minere.

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Fontes de energias renováveis são recursos naturais utilizados para geração de energia elétrica considerados inesgotáveis. Sua grande popularidade se deu pelo seu caráter ecológico e facilidade de geração. Com isso, diversos mitos e fake news surgiram sobre o tema – tanto para o lado positivo quanto para o negativo.

Conheça neste texto do Engenharia 360 os quatro mitos sobre essas fontes de energia!

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Placas solares – Imagem: Rafael Nakahara

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Mito 1 – Energias renováveis representam uma parcela insignificante das fontes energéticas

O argumento a favor desse mito afirma que mesmo com anos de subsídios e crescimento vertiginosos, as energias renováveis ainda representam uma pequena fração do sistema elétrico mundial. Segundo os dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, a energia elétrica proveniente do vento é um décimo da gerada pela queima do carvão.

Apesar dos dados sobre energia solar e eólica corroboram para esse mito, vale lembrar que usinas hidrelétricas são consideradas renováveis. Dessa forma, a soma de sua geração com a da biomassa, geotérmica, solar e eólica – todas renováveis, representou 12% da eletricidade produzida em 2020 em todo o mundo. Além disso, a frota nuclear fornece cerca de 19%.

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Mito 2 – Energias renováveis substituirão em poucos anos todos os combustíveis fósseis

Muitas empresas e governos tentam vender um futuro onde 100% dos combustíveis fósseis são substituídos por fontes renováveis. Essa ideia é interessante e tecnicamente possível, mas a previsão dos cientistas é que esse modelo não ocorra tão cedo.

Em um estudo sobre eletricidade, o Laboratório Nacional de Energias Renováveis – centro de pesquisa norte-americano -, afirmou que os EUA poderiam obter 80% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis até 2050. Com essa configuração, poderiam manter as luzes do país acesas todos os dias normalmente. Em nenhum momento do estudo há a menção de um cenário 100% renovável!

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Mito 3 – Fontes renováveis precisam de altos investimentos

Uma das principais críticas às fontes renováveis é que elas são formas caras de geração de energia elétrica. Para efeito de comparação, o Jornal de Estudos Ambientais publicou que a energia gerada do carvão custa em média 3 centavos de dólares para cada 1000 Watt-hora (kWh) produzido; usinas de gás a 6,2 centavos; eólica a 8 centavo; e solar custa 13,3 centavos por kWh.

Vale lembrar que essas tecnologias avançam rapidamente. Componentes e materiais mais baratos, somados às tecnologias mais eficientes contribuem para diminuição nos custos dessas gerações. Em estudo mais recente publicado pelo Jornal sugerem que o preço da energia eólica caiu para pouco mais de 4 centavos de dólares por kWh – podendo chegar a 2 centavos em regiões bem localizadas com maior capacidade de geração.

De forma semelhante, em relatório divulgado pelo Lawrence Berkeley National Laboratory, os custos de painéis solares residenciais de pequena escala caíram cerca de 13% em 2020. Esse barateamento foi causado pela diminuição nos valores dos componentes solares.

Mito 4 – O gás natural é superior a qualquer fonte de energia renovável

O gás natural é uma fonte de energia relativamente limpa e barata. Foi a grande aposta para superar todas as outras fontes renováveis, principalmente depois da alta na produção desse composto nos EUA. Não há dúvidas que esse gás transformou o setor elétrico mundial, mas isso não quer dizer que seja divergente às outras fontes renováveis – e sim complementares.

O crescimento da geração de energia por gás natural não impediu avanço de outras fontes. De 2009 a 2012 o gás natural teve um aumento de 34%, geração eólica avançou 92% e no mesmo período a solar quase se quadruplicou.

Os subsídios federais favorecem a geração por gás natural sobre solar e eólica, mas isso não impede que as demais fontes renováveis evoluam e tenham seu papel no cenário energético.

Veja Também:


Fontes Mitos Sobre Energias Renováveis, ONS

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Engenharia 360

Rafael Panteri

Estudante de Engenharia Elétrica no Instituto Mauá de Tecnologia, com parte da graduação em Shibaura Institute of Technology, no Japão; já atuou como estagiário em grande conglomerado industrial, no setor de Sistemas Elétricos de Potência.

Recentemente, lembramos da Engenharia, Arquitetura e Urbanismo de muitas capitais brasileiras por conta do seu aniversário. E antes de terminar este mês de março, não poderíamos deixar de homenagear as cidades de Salvador e Curitiba, que completam respectivamente 474 e 330 anos neste dia 29 (de 2023).

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Últimas cidades-capitais aniversariantes do mês

Salvador

Salvador, a capital do atual estado da Bahia, foi fundada no ano de 1549 pelo governador-geral do Brasil, Tomé de Souza. Na ocasião, ela recebeu o nome de Bahia de Todos os Santos, pois a primeira expedição exploratória dos portugueses em nosso território nacional aconteceu no dia 1º de novembro, dia de Todos dos Santos. Posteriormente, o Rei quis homenagear Deus, por isso São Salvador da Bahia de Todos os Santos. Por fim, ela se tornou a primeira sede da administração da colônia portuguesa no país e primeira capital do Brasil até 1763 – até que a mesma foi transferida para o Rio de Janeiro.

Hoje, Salvador é uma das cidades mais populosas do país, com quase 3 milhões de habitantes. É conhecida pela sua rica cultura – da gastronomia à música – influenciada por diversos povos, sobretudo de origem africana. Sempre muito animada, promove constantemente eventos variados, como feiras e exposições. O mais famoso deles é o Carnaval!

E os amantes de Engenharia e Arquitetura devem conhecer os seus seguintes pontos turísticos: Pelourinho, Elevador Lacerda, Farol da Barra, Basílica Nosso Senhor do Bonfim, dentre outros.

Salvador
Imagem reproduzida de Pelourinho – Fiesta Bahia Hotel
Salvador
Imagem reproduzida de Salvador – CVC
Salvador
Imagem reproduzida de Salvador da Bahia – Basílica Nosso Senhor do Bonfim
Salvador
Imagem reproduzida de Farol da Barra – Hit Hotel
Salvador
Imagem reproduzida de Elevador Lacerda – Vem Voar – Azul

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Curitiba

Agora a capital do Paraná. Esta cidade foi fundada em 1693. Na ocasião, seu nome era Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, e assim foi até 1721, quando foi batizada de Curitiba – palavra de origem indígena que veio do guarani ‘kur yt yba’, ou “grande quantidade de pinheiros”.

Hoje, esta é uma região muito próspera, com lindos parques e obras de Arquitetura. Dois maiores destaques, está o Palácio de Cristal do Jardim Botânico e o Museu Oscar Niemeyer.

Curitiba
Imagem reproduzida de Museu Oscar Niemeyer Curitiba – Cidade e Cultura
Curitiba

Imagem reproduzida de Arquitetura Curitiba – Viva Decora
Curitiba
Imagem reproduzida de Palácio de Cristal do Jardim Botânico Curitiba – Rodei Viagens
Curitiba
Imagem reproduzida de Curitiba – Prefeitura Municipal de Curitiba

Fontes: Calendarr, Prefeitura de Curitiba.

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Redação 360

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Durante a Pandemia, as pessoas começaram a olhar para as suas casas de um jeito diferente, como se esses imóveis fossem um casulo ou santuário de proteção. Por isso mesmo, elas passaram a investir mais em reformas e redecoração de ambientes, pensando em melhorar a qualidade dos espaços que habitam. Por consequência, engenheiros, arquitetos e designers tiveram que buscar novas inspirações para personalizar melhor os seus projetos, respondendo bem às preferências e necessidades dos seus clientes. Isso, obviamente, chegou também ao setor da Indústria Moveleira. Prova disso é o que se viu nas feiras Fimma e Movelsul 2022!

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Imagem reproduzida de Fimma

Este nicho do mercado precisou agir rápido para conseguir continuar fechando negócios e prestando adequadamente os seus serviços. E depois de dois anos driblando diversos desafios, os empresários se uniram novamente para a realização das feiras Fimma e Movelsul, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. Tradicionalmente, elas sempre ocorreram em anos distintos. Mas, para colocar as coisas em dia, precisaram ocorrer neste ano no mesmo período. Porém, de forma surpreendente, o protagonismo de uma não interferiu o da outra – nem mesmo na questão de logística, planejamento e organização. Pelo contrário, os resultados foram bem positivos! Saiba mais no texto a seguir!

fimma e movelsul
Imagem reproduzida de Portal Leouve

Sucesso em números

Neste ano, a Fimma – Feira Internacional de Fornecedores da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis – e Movelsul aconteceram entre os dias 14 e 17 de março. Durante este tempo, elas receberam 500 marcas e 30 mil visitantes, atraindo a atenção de compradores de 18 países. No fim, isso movimentou R$ 2 bilhões em negócios futuros.

Mas vamos entender melhor a proporção disso tudo! O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de móveis – 31º, na verdade – e o maior da América Latina. Hoje em dia, essa indústria emprega 240 mil pessoas em mais de 21 mil empresas. E quando o mercado está bem aquecido como está agora, representa uma boa fatia do PIB nacional.

Contudo, para que as coisas melhorem, os representantes do setor sabem que é preciso achar formas de reduzir a carga tributária, ter mais incentivo à exportação, investir em logística para diminuir custos de frete e apoiar mais capacitação e aperfeiçoamento de pessoas. E o bom das feiras é que elas são o local perfeito para mentes criativas apresentarem ideias revolucionárias, aquecendo ainda mais o mercado e abrindo a chance para a criação de mais empregos.

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Imagem reproduzida de Jornal Semanário

Compromisso da Engenharia

Agora, antes de falar das novidades apresentadas na Fimma e Movelsul, vamos entender onde entra a Engenharia nisso tudo. Bem, a primeira feira lida com a questão do fornecimento de materiais e equipamentos, enquanto a segunda tem a ver com design e vendas. Tudo que é apresentado nelas não seria possível sem a investigação de engenheiros, entre outros especialistas!

Para começar, nada chegaria ao consumidor sem planejamento de produção, extração de matéria-prima e logística. Imagine que no topo desta cadeia estão as florestas. Profissionais como os engenheiros ambientais, florestais e agrônomos precisam analisar como fazer plantações de árvores de forma correta e também a transformação de sua madeira em madeira serrada. Na sequência, outros engenheiros estudam como aproveitar ao máximo essa matéria-prima tão nobre e reduzir os seus desperdícios – sendo esse um dos maiores gargalos que há no segmento. E tem aqueles que se dedicam a desenvolver máquinas que realizam processos de corte otimizados a aliados com tecnologia e sistemas avançados.

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Imagem reproduzida de Portal Leouve

Novidades da Fimma e Movelsul

Durante as feiras Fimma e Movelsul, grandes novidades foram apresentadas. Em 58 mil metros quadrados de parque, muita coisa boa foi revelada pelos fabricantes. Parece que grandes mudanças quanto ao uso de matérias-primas, acessórios e produção vêm por aí! E é óbvio que o maior desafio do setor continua sendo unir design e funcionalidade! Por hora, parece que tem dado certo! Eis algumas revelações deste ano:

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Imagem reproduzida de Sindmóveis
  • móveis que incorporam ainda melhor as novas tecnologias, permitindo, por exemplo, a abertura de portas e gavetas com um simples toque, inclusive utilizando comando de voz com a ajuda da assistente virtual Alexa que, por meio da internet, envia informações para o dispositivo acoplado ao móvel e faz a abertura automática e sem as mãos;
  • mecanismo elétrico e acumulador de força que fica instalado na parte interna do móvel, para portas de elevação, gavetas, extensões e refrigeradores se abram sozinhas com a ajuda dessa tecnologia, como se não houvesse gravidade;
  • móveis em design minimalista, como os construídos em arame e vergalhões;
  • painéis em MDP, MDF, HDF com e sem revestimento – que são bases de móveis, gavetas e armação, além de portas, tampos, prateleiras e divisórias -, alguns com capacidade de matar germes e bactérias presentes no ar;
  • peças com bordas produzidas por meio de uma usinagem em curva, dando um novo visual para o produto;
  • e maquinário “porta-toras”, que corta e transforma toras de madeiras de até 1,30 m de diâmetro com a ajuda de um scanner, em que um sistema faz uma espécie de leitura da tora e identifica automaticamente qual é a melhor forma de a madeira ser processada – o processo é quase independente, sem a ajuda de mão de obra humana.
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Imagem reproduzida de G1 – Globo

Veja Também: Quais são os profissionais mais satisfeitos com os seus salários?


Fontes: ZH, ZH-2, Leouve.

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Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Já pensou em trabalhar em um novo setor do mercado? E quanto ganha um engenheiro no Brasil? Já parou para pensar?

Bem, talvez as perspectivas da Engenharia possam te animar! Passado o pico da Pandemia, com o avanço da vacinação pelo país e o retorno de diversas atividades econômicas, voltaram a surgir ótimas oportunidades para diversos profissionais, sobretudo de áreas específicas, como de tecnologia. A esperança dos analistas econômicos é de que, apesar de tudo, vamos entrar em um período de retomada de crescimento – mesmo que lento, vem com muito otimismo.

quanto ganha um engenheiro no brasil
Imagem reproduzida de Quero Bolsa

Média de quanto ganha um engenheiro no Brasil

Tem gente que ainda pensa, em pleno ano de 2022, se vale mesmo a pena cursar alguma Engenharia. E a resposta é ‘sim’! Sabe quanto ganha um engenheiro atualmente? Bem, claro que depende! Por exemplo, se ele é recém-formado, pleno ou sênior. Mas com base nos anúncios dos classificados dos últimos meses, um estagiário na área civil ganharia em média R$ 1.165,97. Já um trainee entre R$ 2.800,00 e R$ 5.370,00. E um engenheiro formado R$ 7.325.

O salário de outros engenheiros não fica muito para trás disso! Engenheiros de produção formados ganhariam cerca de R$ 7.312; de Telecomunicações R$ 7.080; e de Elétrica R$ 7.043. O que acha? Seria pouco ou muito? Responda para nós nos na aba de comentários deste texto!

Vamos comparar agora com os salários daqueles dentro de funções apontadas como tendência para 2022 e anos próximos:

  • Um desenvolvedor de softwares para o setor do agronegócio ganharia de R$ 7 mil a R$ 15 mil.
  • Na área de produção, manufatura e logística, cargos de gerente teriam salários de R$ 10 mil a R$ 22 mil.
  • Um engenheiro dedicado à área de finanças poderia ganhar de R$ 8 mil a R$ 20 mil.
  • Como captador estratégico de talentos para a empresa de R$ 6 mil a R$ 8 mil, ou gerente de aquisição de talentos de R$ 15 mil a R$ 25 mil.
  • Engenheiros gerentes de projetos em Tecnologia da Informação podem ganhar de R$ 12 mil a R$ 20 mil.
  • Desenvolvedores ou programadores de softwares de R$ 4 mil a R$ 13 mil;
  • Já na categoria ‘Gerente de Engenharia de Softwares’, o salário já sobre para de R$ 20 mil a R$ 35 mil.
  • Participando do time comercial pode somar mais R$ 2,5 mil a R$ 8 mil.
  • E pulando para a equipe de estratégia de Marketing da empresa de R$ 30 mil a R$ 40 mil.
salário engenheiro
Imagem reproduzida de FDR

Mas e um engenheiro fora do Brasil?

É claro que com a inflação galopante no Brasil, estes números de salários – mesmo os mais altos – podem não agradar às pessoas no geral. Muitos vão pensar que a melhor ideia é ir para fora do país. Bom, esse é um plano que pode dar certo, com certeza! Só que apenas se o profissional conseguir um visto de trabalho e validar o seu diploma. Lembrando que, mesmo assim, muito conhecimento adquirido aqui de nada adiantará lá fora, pois cada país possui suas regras diferentes!

E vale a pena este esforço todo? Talvez! Enquanto no Brasil um engenheiro civil ganha R$ 7.325 por mês, lá fora a média é de U$ 5.320 (mais de R$ 25 mil). Mas, dependendo do caso – cargo e país -, pode chegar a quase R$ 100 mil. E para quem pensava em Portugal… Bem, lá a concorrência está bem acirrada no momento, e a média salarial de um engenheiro é de 1167 € por mês ( R$ 6072,48).

Quer apostar num curso de Engenharia com melhor perspectiva de salário no exterior? Que tal trabalhar com computação? Nos Estados Unidos, o salário seria de entre US$ 105 mil e US$ 150 mil ao ano. E trabalhar com carros? Isso daria uma média anual de $ 56.000. Pense nisso!

salário engenheiro
Imagem reproduzida de Senge

Setores promissores para este ano de 2022

Mesmo diante da crise econômica mundial que vivemos nos dias de hoje, algumas categorias de serviços no Brasil podem chegar a salários de cinco dígitos por mês, pode acreditar! Parece que o foco do mercado é em tudo que engloba a onda gigantesca de transformação digital forçada por conta da Pandemia, afetando principalmente o comércio eletrônico e a inovação de sistemas. E é provável que haja uma tendência de contratações executivas ligadas ao planejamento financeiro, redução de custos e expansão de novos mercados, além de um maior volume de posições ligadas à diversidade e inclusão.

Dentro do “mundo das engenharias”, se destacam: a Engenharia Ambiental, de Petróleo, Civil, Elétrica, Controle e Automação, Produção, Mecânica, Metalurgia, Transportes e Química. Estas são consideradas algumas das profissões hoje com melhor remuneração no mercado!

salário engenheiro
Imagem reproduzida de Salário Mínimo 2022

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Fontes: Todas as Respostas, CNN.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Se, hoje, alguém perguntasse a você – engenheiro ou aspirante a engenheiro – “Como faço para estimar o raio da Terra?”, o que você responderia? Ou passaria essa questão para outro?

Pois bem, nessa matéria, o Engenharia 360 vai lhe mostrar que o nosso cérebro, quando devidamente estimulado pela curiosidade e algumas hipóteses assumidas, pode muita coisa, até calcular o raio da Terra com certa precisão!

Erastótenes
Imagem reproduzida de Fatos Desconhecidos

Quem foi Erastótenes?

Em 276 a.C., na cidade de Cirene, na Grécia, nascia o matemático, gramático, filósofo, astrônomo, poeta e bibliotecário Erastótenes.

Trata-se de um homem que produziu conhecimento através de obras filosóficas, além de poemas, histórias, diálogos e trabalhos sobre gramática.

Atribui-se a ele a criação da “Geografia”. Sua contribuição também chegou à Matemática, onde ainda hoje se utiliza o “crivo de Erastótenes” para números primos, além de abordar outros problemas importantes na época.

Erastótenes
Imagem reproduzida de Cantinho das Curiosidades

Alguns de seus contemporâneos, o chamavam de “beta”, por estar em segundo lugar em várias áreas do conhecimento; outros o chamavam de “pentatleta”, por sua diversidade de conhecimento. Trazendo o pensamento para os dias de hoje, percebe-se que tinha seguidores e haters. Nada mudou em relação ao comportamento humano…

Eratóstenes morreu aos 82 anos, na cidade de Alexandria, onde foi bibliotecário na extinta Biblioteca da cidade.

Veja Também: A Matemática Responde – parte 1: quem é maior, e^pi ou pi^e?

O que isso tem a ver com o raio da Terra?

Eratóstenes foi bibliotecário da Biblioteca de Alexandria (que foi incendiada acidentalmente em 48 a.C.).

Era um posto de certa nobreza, porque lhe permitia ter acesso ao conhecimento disponível no mundo ocidental até então.

Certa feita, Erastótenes estava lendo um manuscrito e algo lhe deixara curioso: durante o solstício de verão, na cidade de Siena (atual Assuão, região sul do Egito), ao meio-dia, o sol fica exatamente no zênite, ou seja, os raios solares incidem no solo sob um ângulo de 90°. É o famoso “sol a pino”!

E essa informação foi lida mais ou menos como segue: “na cidade de Siena, no solstício de verão, ao meio-dia, há um poço onde é possível, nessa data, observar o sol refletido em seu fundo”.

Erastótenes, então, aguardou o próximo ano, o próximo solstício. Meio-dia ele foi olhar o fundo do poço, mas não viu o sol refletido no fundo; e isso porque ele estava na cidade de Alexandria.

Então, no outro ano, pediu para alguém ir a Siena, averiguado o seguinte fato: lá, no dia e horário especificados, havia quase uma “atração turística”, o sol refletido no fundo do poço.

E o que ele fez?

Primeiro, Eratóstenes se perguntou “Por que, na mesma data e hora, em um local tem sombra e em outro não?”, “Por que isso ocorre?”.

Então, formulou estas hipóteses:

  • Para uma superfície (Terra) iluminada por uma fonte de luz (Sol) suficientemente distante, os raios oriundos dessa fonte atingem a superfície de forma paralela (essa hipótese é fortíssima e determinante para o cálculo que ele fez).
  • Mas, se pontos diferentes e distantes sobre essa superfície são atingidos por raios paralelos, então formam sombra com o mesmo comprimento se estiverem sobre uma superfície plana. Caso as sombras sejam diferentes, então a superfície necessariamente é curva.

Com essas hipóteses, calculou o raio da Terra. Conclusão:

  • No dia e hora exatos, lá em Siena um poste não faz sombra, certo? Mas em Alexandria faz!

Então ele cravou no chão uma estaca de madeira a 90° com o solo e mediu a sombra.

Conhecendo trigonometria básica, o comprimento do poste e o comprimento da sombra, calculou o ângulo feito pelo raio de luz e a estaca de madeira.

Conhecendo propriedades dos ângulos alternos-internos, o pesquisador concluiu que o ângulo calculado é justamente o ângulo interno no centro da Terra formado por Siena / Centro da Terra / Alexandria.

Sabendo esse ângulo interno e sabendo a distância entre Siena e Alexandria (que é o arco correspondente ao ângulo calculado), consegue-se via regra-de-três calcular o raio da Terra.

A imagem a seguir representa bem o descrito acima:

Erastótenes
Imagem reproduzida de Cantinho das Curiosidades

A saber, Erastótenes foi o primeiro homem a calcular o raio da Terra com um nível de precisão muito alto!

E como fez?

  • Principalmente, pois usou seu cérebro de forma apropriada.
  • Primeiro, atiçou a curiosidade, questionando um manuscrito que descrevia um fenômeno.
  • Depois, validou se a informação era verdadeira ou fake.
  • Formulou hipóteses.
  • Calculou o ângulo entre o raio e o poste de madeira, encontrando o valor 7,2° (ou 1/50 de circunferência).
  • Contratou um itinerante para medir, em passos constantes e bem calibrados (isso era um trabalho na época), a distância Alexandria – Siena, encontrando o valor de 5040 estádios (“estádio” era uma forma de medida, que variava de 156 m a 210 m). Uma pesquisa da década de 1970 avaliou qual teria sido o “estádio” usado por Erastótenes e concluiu que esse valor teria sido 157,7 m.
  • Então, fez a regra-de-três: se 1/50 de círculo corresponde ao arco “5040 estádios”, então o círculo inteiro corresponde a 50 x 5040 estádios.

Mas o comprimento inteiro, que é 50×5040 estádios, é o famoso 2πR. Então:

R = (50x5040x157,7)/(2π)
R = 6.325 km

Numa “googleada” qualquer, digite “raio da Terra” e obtenha o valor R = 6.371 km!

Veja Também: A Matemática Responde – parte 2: 0,999999…. ou 1, o número 666 e a dízima do 7 [Como é?]


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Engenharia 360

Cristiano Oliveira da Silva

Engenheiro Civil; formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo; com conhecimentos em 'BIM Manager at OEC'; promove palestras com foco em Capacitação e Disseminação de BIM / Soft Skills.

“Leal e Valerosa Cidade de Porto Alegre”

‘Porto do Viamão’, ‘Porto do Dorneles’, ‘Porto dos Casais’, ‘Porto de São Francisco dos Casais’, ‘Freguesia de Nossa Senhora Madre de Deus de Porto Alegre’, ‘Vila de Nossa Senhora Madre de Deus Porto Alegre’ e, finalmente, ‘Porto Alegre‘. A capital dos gaúchos, desde 1730, já recebeu vários nomes. Mas, sua fundação, de fato, foi oficializada em 1772, com 60 casais de portugueses açorianos que tinham sido mandados pelo rei de Portugal para povoar a região sul do Brasil.

Hoje, ‘POA’, é uma cidade muito bem arborizada e com um ótimo Índice de Desenvolvimento. É uma metrópole, mas com um ritmo mais pacato em comparação com outras capitais brasileiras. Seus 2.837,53 hab/km², podem aproveitar no dia a dia muitas feiras, entre outras atividades culturais – como as exposições no Museu Iberê Camargo e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) -, diversas praças e parques verdes – como a Redenção -, os animados jogos de futebol – sobretudo na Arena e no Beira Rio -, e o pôr-do-sol da bela orla do Rio Guaíba. Enfim, como diz na famosa música de Isabela Fogaça, “Porto Alegre é demais”! Confira através das imagens a seguir!

Porto Alegre
Orla do Guaíba | Imagem reproduzida de Revista Arena
Porto Alegre
Usina do Gasômetro | Imagem reproduzida de Hotéis Ficare
Porto Alegre
Casa de Cultura Mário Quintana | Imagem reproduzida de Estilo Sugar
Porto Alegre
Prefeitura de Porto Alegre | Imagem reproduzida de RDCTV
Porto Alegre
MARGS | Imagem reproduzida de Revista Arena
250 anos de Porto Alegre: conheça um pouco da capital dos gaúchos
Estádio Beira-Rio | Imagem reproduzida de GZH
Porto Alegre
UFRGS | Imagem reproduzida de UFRGS on Twitter
Porto Alegre
Centro Administrativo de Porto Alegre | Imagem reproduzida de Flickr
Porto Alegre
Fundação Iberê Camargo | Imagem reproduzida de CASACOR
Porto Alegre
Ponte Rui Guaíba | Imagem reproduzida de Agência Preview
Porto Alegre
Estádio Arena | Imagem reproduzida de Grêmio

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Fontes: Calendarr.

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Engenharia 360

Redação 360

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