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Energia Nuclear: americanos conseguem atingir estágio de "plasma em chamas" em experimento

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por Redação 360
| 16/02/2022 | Atualizado em 04/03/2022 3 min

Energia Nuclear: americanos conseguem atingir estágio de "plasma em chamas" em experimento

por Redação 360 | 16/02/2022 | Atualizado em 04/03/2022

Estamos vivendo, mais uma vez, uma fase bastante delicada da história da humanidade, com russos e norte-americanos falando em conflitos. No meio disso tudo, pesquisas bem ousadas avançam cada vez mais! Mas será que tudo que a ciência e engenharia descobre é para o mal? Claro que não! Por exemplo, o que você pensa quando falamos em energia nuclear? Pois, recentemente, os pesquisadores conseguiram alcançar um estágio novo de fusão nuclear, chamado “plasma em chamas“. Saiba mais sobre isso no texto a seguir!

Para que serviria o “plasma em chamas”?

Bem, a ideia dos pesquisadores era quebrar a energia de fusão para conseguir uma fonte ILIMITADA de energia; e a melhor parte é que ela ainda seria uma energia LIMPA. Isso foi obtido a partir de experimentos realizados dentro do National Ignition Facility (NIF), na Califórnia – algo que foi descrito em artigos publicados na revista acadêmica Nature. E, sim, esse é um marco muito importante para a humanidade!

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Para se ter uma ideia, em tentativas anteriores, a ação foi limitada por desafios de controle. Contudo, para o novo projeto experimental, foram usadas cápsulas que são capazes de duas coisas: conter mais combustível e absorver mais energia enquanto contém o plasma. Agora, o objetivo é alcançar a ignição e produção de energia verdadeiramente sustentável! E por que isso ainda não foi obtido? Pois a energia liberada através das reações de fusão excede a fornecida ao combustível pelo laser. Que laser? Veja no próximo tópico!

Lawrence Livermore National Laboratory

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Em que estágio acontece a fusão nuclear?

A fusão nuclear chamada de “plasma em chamas” acontece quando há reações de fusão que se tornam a fonte dominante de aquecimento no processo, em vez de energia introduzida de fora. A energia resultante depende de processo de fissão, onde um elemento químico pesado é dividido para produzir outros mais leves. Por fim, a fusão funciona combinando dois elementos leves para fazer um mais pesado. Mas de onde obter mais energia para continuar o processo continuamente? Bem, esse é o ‘X’ da questão!

Por hora, a solução dos pesquisadores é usar feixes deste laser para aquecer e comprimir o combustível de hidrogênio dentro de uma cápsula – do tamanho de um grão de pimenta e contendo deutério e trítio. É isso que acaba por gerar um gás eletricamente carregado chamado plasma, e onde as partículas de elétrons são retiradas dos átomos, deixando as partes conhecidas como núcleos atômicos. Mas a beleza disso tudo é que, realmente, quando as reações de fusão se tornam a fonte dominante de aquecimento no plasma, em vez da energia do laser necessária para iniciar o processo, o calor fornece a energia para ainda mais fusão.

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Agora, nessa última pesquisa, se conseguiu encontrar pela primeira vez um modelo de sistema em que a própria fusão fornece a maior parte do aquecimento!


Fusão nuclear é, basicamente, quando dois ou mais núcleos atômicos se juntam e formam outro núcleo de maior número atômico. Como vimos anteriormente, isso é algo que requer muita energia para acontecer, do mesmo modo que também libera muita energia. É maior ou menos o que acontece com o Sol, por exemplo. Mas transformar a “força” de uma fusão nuclear em fonte de energia segura para comercializar é um grande desafio, como é possível imaginar! Por isso, ao longo dos anos, ainda veremos muitas linhas de pesquisa nesse sentido!


Fontes: Jornal Txopela.

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