Você está em sua casa, abre a torneira, liga o chuveiro e aperta uma descarga e pronto, sai bastante água limpa dessas saídas. Como isso é possível? Como essa água chegou à sua residência? Sabe dizer? Pois, neste texto, o Engenharia 360 vai explicar, etapa por etapa, o funcionamento de um sistema de abastecimento de água padrão utilizado na maioria dos municípios do Brasil e do Mundo. Preparado para aprender? Então, continue lendo este post!

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Imagem reproduzida de Cagece

As etapas do abastecimento

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Imagem reproduzida de ALFACOMP

1. Escolha do manancial

Manancial é o local, que pode ser um rio, onde será feita a captação de água para posterior tratamento. É importante avaliar sua localização, topografia, vazão, possíveis focos de contaminação, e mais.

2. Captação

Pode-se fazer captação de água na parte superficial (por bombeamento ou gravidade) ou subterrânea de um manancial (via poços que acessam lençóis subterrâneos, em média com perfurações de 50 a 100 metros e água conduzida por motobombas até a estação de tratamento).

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Imagem reproduzida de G1 – Globo

3. Adubação

Assim é chamado o momento em que a água é levada do local de captação à zona de tratamento (ETA) – algo realizado por gravidade, recalque ou os dois. Nessa estação, deve-se ter reservatórios, bombas, e mais instalações e elementos de engenharia para levar a água – da bruta e tratada – ao seu destino. Por exemplo, as adutoras.

4. Tratamento

Esse tratamento não é obrigatório e pode variar, pois vai depender da qualidade da água captada. Entretanto, todos os sistemas existentes possuem no mínimo o tratamento com cloro e flúor. Em certos casos, o processo passa pelas seguintes fases: oxidação, coagulação, floculação, decantação, floração, filtração, desinfecção, correção de ph e fluoretação.

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5. Reserva

A água tratada é levada para os reservatórios da cidade para o seu armazenamento e será distribuída de acordo com as demandas de emergência, em pressão constante de rede e atendendo a variação de consumo da população – que pode mudar em cada estação ou situação de vida, como a pandemia. O projeto desta construção deve considerar o tamanho da população, perspectiva de crescimento, mudanças climáticas, bem como a reserva para caso de um incêndio, por exemplo.

Observação: dependendo da altura do local onde está o reservatório, pode ser preciso instalar ainda uma estação elevatória com bombas de maior potência. Da mesma maneira, nos locais com pressão em excesso, é necessário instalar válvulas para reduzir essa pressão.

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Imagem reproduzida de Prefeitura Municipal de São Miguel do Guamá

6. Distribuição

Por fim, a rede de distribuição é o conjunto de conexões hidráulicas – encanamentos e acessórios – que leva a água do reservatório da cidade até as unidades prediais mais próximas. Nesse ponto, é recomendada uma construção de rede por quadras, até para controlar possíveis vazamentos. E, da rede pública até o interior da sua casa, a água será transportada pelo ramal domiciliar.

A saber, em áreas habitacionais que ainda não são contempladas com sistema de abastecimento de água pública, a obtenção da água pode ser feita via poço artesiano ou tratamento de água de cisternas.

O início do sistema de abastecimento de água

O sistema de abastecimento de água que muitas comunidades adotam é o que faz levar água potável às novas residências. Ele contempla desde a fonte, onde a água é coletada nas melhores condições possíveis, até as unidades consumidoras e depois destas até o retorno à natureza. E isso tudo só é possível após a execução de uma série de obras, usos de equipamentos e desenvolvimento de serviços.

Na primeira etapa da construção desse sistema, é preciso realizar um estudo da sua possível localização e mão de obra especializada necessária. Ao mesmo tempo, é preciso definir a população que será atendida, a taxa de crescimento da cidade e suas necessidades econômicas.

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Imagem reproduzida de EOS Consultores

Com estas informações, já é possível fazer os demonstrativos de plantas. O memorial descritivo do projeto, esclarecendo técnicas a serem adotadas, materiais a serem empregados, e muito mais. Também o memorial de cálculo, com o dimensionamento do sistema, vazão necessária, quantitativo de materiais e laudos geológicos. A planilha orçamentária, com custos e respectivos encargos financeiros da obra, fases de construção, e os investimentos necessários para a realização de tudo. E o cronograma, relatando quais devem ser os prazos de entrega.

Lembrando que todos os conceitos técnicos desse projeto devem “casar” com o que diz a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e FUNASA – como níveis e padrões para distribuição de água à população. E que também, para a obra começar, é preciso ter os estudos de EIA e RIMA, além da emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), esta última concedida pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA).

A importância do abastecimento de água

Pois bem, a cultura do tratamento de água é praticada pelo homem por gerações, na medida que ele mesmo impacta o meio ambiente, e se mostrou essencial para o desenvolvimento das sociedades. Hoje, a água que consumimos não pode ser encontrada na natureza. Na verdade, a água de rios e lagos não é própria para consumo. Nem mesmo das chuvas, pois carrega impurezas – em grande parte, poluição. Portanto, sua qualidade precisa ser alterada até atender alguns requisitos de potabilidade para podermos beber.

Com o devido tratamento e abastecimento, é possível manter hábitos de higiene básica das populações, limpeza urbana, controlando e prevenindo doenças, além de aumentar a expectativa de vida de todos. Também propicia bem-estar, conforto e segurança. E já no “mundo das engenharias”, aumenta a produtividade dentro dos negócios, facilita a instalação de indústrias, proteção dos mananciais, controle do agronegócio, e além.

sistema de abastecimento de água | agronegócio
Imagem reproduzida de Smarket

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Fontes: EOS Consultores.

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Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.

Você já ouviu falar na VTEX Day? Trata-se, talvez, do maior evento sobre inovação digital da América Latina. Em 2022, ele aconteceu entre os dias 12 e 13 de abril, na São Paulo Expo. Na ocasião, diversas empresas compartilharam propostas para experiências mais imersivas relacionadas a diversos produtos e serviços. Também foi um momento de discutir tendências de mercado, que justamente podem ser levadas às empresas. O foco dos debates deste ano era: “Qual o futuro dos negócios, incluindo varejo tradicional, e-commerce e a inovação em diferentes setores?”.

evento VTEX Day
Imagem reproduzida de São Paulo Expo

As grandes novidades apresentadas no VTEX

Algo que foi bastante citado no evento VTEX Day é a importância da validação de dados com segurança e privacidade, inclusive para uma “vida digital” – pessoal ou profissional – mais conveniente. Também foi lembrado como mais e mais processos devem ser destravados neste presente em diante devido às identidades digitais. Por exemplo, para pagamentos eletrônicos, votações, conferências de cédulas de identidades, e além. E, nesse processo, a tecnologia de biometria facial deve se fazer muito útil.

Tudo isso deve impactar e criar ainda mais tendências dentro do varejo e e-commerce. Atendimento mais rápido aos clientes via leitura de imagem de rosto por meio de câmeras em lojas físicas. Além da experiência de autoatendimento para pedidos e recebimento de encomendas – o que até salvou muitas empresas durante a pandemia. Nessa linha, uma nova ferramenta de vendas pode ser o ‘live commerce’; além disso, lives de conversas estão sendo realizadas entre vendedores e influenciadores para ajudar na testagem de produtos.

evento VTEX Day
Imagem reproduzida de Linkedin

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Outra coisa muito importante e que nenhuma marca – não importa o segmento ou porte – poderá negar, será a necessidade crescente de uma boa integração entre canais digitais ou físicos e experiências para os consumidores, chamando a atenção dos clientes. Este será provavelmente um grande diferencial para a sobrevivência dos negócios!

E os palestrantes do VTEX Day ainda lembraram que o mundo entra no momento da Web 3.0, ou terceira onda da Internet, que deve revolucionar também as engenharias – desde informática, softwares e mais. Seria necessário ter maior controle e domínio dos sistemas, incluindo de navegação. Eis três super tendências apontadas:

evento VTEX Day
Imagem reproduzida de Assets

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Fontes: SEGS, Exame.

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Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Toda experiência ensina! Claro que não há quaisquer justificativas para as guerras! Contudo, a vida continua para muitos e precisamos tentar lidar com a realidade, usando tudo que aprendemos convertendo em soluções para um futuro melhor. Mas é difícil pensar que se pode tirar qualquer coisa de bom de momentos tão tristes assim. Só que até mesmo a Engenharia Reversa desenvolvida no Pós-Guerra prova que isso é possível. Hoje, muitas das tecnologias inventadas durante esses conflitos trágicos fazem parte do nosso cotidiano. Saiba mais neste post!

Algumas invenções desenvolvidas durante as guerras

Para superar os períodos mais tensos, com milhares vítimas e muita miséria, a humanidade precisou como nunca do conhecimento adquirido para superar os desafios e se reerguer, criando máquinas, indústrias e serviços. E o que surgiu disso foi adaptado e readaptado inúmeras vezes em outras pesquisas por diversos cientistas ao redor do mundo. Hoje, temos bem perto de nós algumas dessas invenções; por exemplo, os itens da lista a seguir! Confira!

1. Computação

O primeiro computador eletrônico do mundo foi desenvolvido na Segunda Guerra, em 1946, embora tenha ficado pronto só na Guerra Fria. Infelizmente, na época, ele serviu para cálculos de bomba de hidrogênio; pesava 30 toneladas e ocupava 167 metros quadrados. Mas, hoje, os novos PCs são pequenos, finos, leves e muito mais potentes, contribuindo para diversas atividades do nosso cotidiano.

E sabe a Internet que tanto usamos não só nos computadores, mas tablets, celulares e mais? Tal tecnologia foi aprimorada também durante a Guerra Fria, quando os norte-americanos buscavam um meio de comunicação e de armazenamento de dados que fosse descentralizado. Assim, surgiu a ARPANET – a “vovó” da Internet. Enfim, o que era antes restrito aos militares, agora chega à palma da mão, sendo usado em escolas, comércios, hospitais, entre outros locais e para os mais variados fins.

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2. Assistência à saúde

Sim, a Medicina já existe há milênios; e é claro que, desde os povos antigos, são criadas receitas de remédios para tratar os enfermos. Contudo, a produção de antibióticos aconteceu mesmo na Segunda Guerra, após a invenção da penicilina, com o objetivo de combater doenças como a sífilis e a gonorreia. Com o passar dos anos, isso abriu caminho para a criação de outros medicamentos, como remédios para malária, por exemplo.

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Imagem reproduzida de Freepik

Voltando alguns séculos no tempo, em 1487, a Rainha da Espanha, Isabela I, passou a destinar carruagens para buscar os feridos do seu reino depois das batalhas. Mas a invenção dos carros-ambulâncias aconteceu no século XV, com o exército espanhol, preocupado com a integridade física de seus soldados. Mas no século XVIII, por exemplo, os veículos já tinham quatro rodas.

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3. Monitoramento de tráfego

Imagina decolar, voar e pousar sem qualquer noção do que existe pela frente, sem ter certeza da distância que está do solo ou de outras superfícies, além das demais aeronaves. Para isso é que se faz necessário o controle de tráfego. A saber, na Primeira Guerra, os americanos instalaram o primeiro rádio de comunicação em duas vias.

E, em 1916, os técnicos conseguiram enviar uma mensagem via telégrafo a uma distância de 225 quilômetro de distância; isso foi um marco de engenharia!

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De fato, a comunicação de dados está quebrando barreiras à cada dia! Hoje temos tecnologia de sistema de navegação até mesmo em telefone celular. Parcialmente, o sistema via rádio tem a ver com isso. O LORAN ou Decca Navigator foi usado na Segunda Guerra. Agora, nações inteiras recorrem a projetos tipo GPS.

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4. Câmeras Digitais

Quem não deseja ter uma câmera potente para fazer suas fotos e filmes, inclusive para as redes sociais? A tecnologia maravilhosa que nos é disponível hoje começou pela necessidade das tropas de captar melhores imagens de territórios inimigos. Então, eles aprimoraram equipamentos, principalmente visando depender menos do processo de recuperação de filmes, que era algo trabalhoso demais. Assim, em 1976, a NASA lançou em órbita o satélite H-1 “Kennan”, equipado com uma câmera óptico-elétrica capaz de transmitir as imagens em formatos digitais. E diz-se que os fundamentos dessa tecnologia estão presentes até hoje nas câmeras digitais usadas por civis do mundo todo.

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Imagem reproduzida de Zoom

5. Micro-ondas

Para terminar, precisamos falar do micro-ondas. Esse equipamento parece tão simples, e muita gente tem um modelo dentro da cozinha de casa, para esquentar e cozinhar alimentos. Mas isso também é fruto de Engenharia Militar, sabia? Na Guerra Fria, os engenheiros trabalhavam com radares, construindo peças capazes de gerar ondas eletromagnéticas. E, meio sem querer, descobriam haver aí um potencial de nova técnica.

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Imagem de Freepik

Antes de terminar este texto, devemos lembrar de que a lista de invenções desenvolvidas durante as guerras é bem maior que isso. Não podemos nos esquecer das soluções de Arquitetura para Emergências; Engenharia de Segurança; Engenharia de Combate a Incêndios; Logística; e muito mais.

São coisas que – se não surgiram na ocasião – foram super aprimoradas nestes períodos tortuosos.

Não sei de você, mais eu preferia não ter nada disso, nenhum desses confortos e facilidades em troca da paz e da vida de tantos que se perderam. Sem dúvidas, apesar do grande salto de desenvolvimento tecnológico que o mundo deu, nada substitui os danos causados sobre nós, nossos irmãos e a natureza. Fica a reflexão!

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Fontes: Tecmundo.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Já percebeu como a Engenharia está por toda a parte ao nosso redor? Sua influência em nosso dia-a-dia é surpreendente, desde quando acordamos até a hora de deitar. Mas como ela surgiu?

Bem, tudo começou com a busca do homo sapiens por proteção. Com o tempo, o homem aprendeu a cultivar os alimentos que precisava, desenvolvendo a agricultura. Daí, foi possível se fixar, e refletir sobre o seu bem-estar, desenvolvendo modelos de construção de moradias. Ou seja, sobrevivência versus estabilização! Só que, desse momento até o começo oficial da Engenharia, tem muita história! E contamos um pouco dela no texto a seguir!

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Imagem reproduzida de Timetoast timelines

O desenvolvimento da Engenharia no mundo

Quando pensamos em ‘engenharias’, claro que nos vem primeiro à cabeça a Engenharia mais antiga, que é a Civil. Bem, e qual o construtor da antiguidade mais conhecido da história humana? Foi Imhotep, que viveu entre 2630 e 2611, funcionário do faraó egípcio Djoser e por muitos considerado como arquiteto, pois, no seu tempo, o termo ‘Engenharia’ ainda não era utilizado como profissão. Assim como ele, outros construtores do passado também não se referiam assim, como ‘engenheiros’; até porque, na época, quem era arquiteto ou engenheiro também poderia ser filósofo, astrônomo, médico e mais, a exemplo de Da Vinci.

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Imagem reproduzida de Dexter Engenharia
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Imagem reproduzida de LinkedIn

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Mas é claro que já se praticava Engenharia na antiguidade, como quando os Maias e Incas fizeram seus sistemas de irrigação ou os romanos os seus incríveis aquedutos. Porém, a palavra ‘engenheiro’ só começou a ser usada no século XI, justamente como referência para as invenções engenhosas e práticas criadas por gênios como Da Vinci.

Enfim, o primeiro autodeclarado ‘engenheiro’ foi o inglês John Smeaton, nascido em 1724. Considerado o “pai” da Engenharia Civil, ele desenvolveu cimento moderno, requisitos de composição de hidráulica básica, além de projetos de portos e drenagens.

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Imagem reproduzida de De olho na Engenharia

As primeiras escolas de Engenharia

No século XVIII, o discurso iluminista fez provocar várias mudanças no mundo, como uma menor influência da Igreja no ensino profissional. Inclusive, foi nesse momento da história mundial que surgiram as primeiras escolas de Engenharia.

Essas instituições, mesmo naquela época, eram bastante abertas às inovações científicas. As primeiras instruções oficiais que davam eram voltadas à Engenharia Civil, depois à Engenharia Naval, dando continuidade à exploração dos mares. Já quando chegou a Revolução Industrial, mais pessoas queriam aprender Mecânica e Elétrica. Na virada do século XIX para o XX, Produção e Logística – sobretudo com o aumento da necessidade de redução de custos de produção e máxima dos lucros. E, passada a primeira metade do século XX, Tecnologia, Computação e Eletrônica.

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Imagem reproduzida de Toledo Prudente
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Imagem reproduzida de Weekend – Perfil

A saber, a primeira escola de Engenharia do mundo foi a École Nationale des Ponts et Chaussées, fundada em 1747, na França.

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Imagem reproduzida de École Nationale des Ponts et Chaussées – Imagem de Mbzt em Wikimedia Commons – https://commons.wikimedia.org/wiki/File:P1090212_Paris_VI_rue_des_Saints-P%C3%A8res_rwk.JPG

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No Brasil

Hoje, em nosso país, já existem dezenas de tipos diferentes de cursos de Engenhara – incluindo EAD. Aliás, você sabe quantas engenharias existem? Já respondemos isso por aqui, no 360, com o post ‘Conheça os 39 tipos de engenharia que existem‘.

Mas é possível que muitas outras surjam em breve, assim como aumente as necessidades do mercado – do ser humano e do planeta – e o conhecimento em áreas específicas. Prova disso é o quanto a própria Engenharia atual está distante das práticas dos antigos artesãos.

Sim, existe uma urgência por soluções menos agressivas ao meio ambiente. Assim sendo, é provável que cada vez mais os nossos posts aqui do site abordem temas como carros elétricos, edifícios verdes, reciclagem de materiais, energia solar, entre outros temas relacionados à sustentabilidade e ecologia.

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Antiga escola de Engenharia em MG | Imagem reproduzida de Unicamp

Voltando ao surgimento das escolas de Engenharia. No Brasil, a primeira instituição a falar sobre Engenharia Civil, com foco em fortificações e desenhos técnicos, foi a Real Academia de Artilharia, no ano de 1792. Depois o ensino de Engenharia evoluiu. Vamos comparar, por exemplo, com o que houve no Rio de Janeiro. Em 1810, surgiu o curso na Academia Real Militar; em 1868, na Escola Central; 1874, Escola Polytechnica; 1937, Escola Nacional de Engenharia; 1965, Escola de Engenharia da UFRJ; e 2003, Escola Politécnica da UFRJ.

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Escola Politécnica – UFRJ | Imagem reproduzida de Sintufrj

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Fontes: UniLavras.

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Engenharia 360

Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.

A Arquitetura Contemporânea está sempre olhando para o futuro, mas sem se esquecer do passado. Aliás, ela se inspira em produções anteriores, dando atenção, sobretudo, para o uso de materiais e técnicas construtivas na criação de soluções inovadoras para os problemas atuais de nossas vidas – como conforto térmico e desafios de estruturas.

A saber, o Brasil apresenta uma grande diversidade de culturas, incluindo as indígenas. Foram estes povos que habitaram o nosso território por anos, antes do contato com os jesuítas, colonizadores e africanos. Por conta disso tudo, hoje o nosso país apresenta uma rica fusão de culturas. E o que chamamos hoje de ‘arquitetura tipicamente brasileira’ tem muito das antigas tradições indígenas. Saiba mais neste texto do Engenharia 360!

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Imagem reproduzida de Unicamp

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Os modelos construtivos tradicionais indígenas

Muitos índios brasileiros vivem, neste momento, do mesmo jeito que a maioria da população do nosso país, frequentando áreas urbanas, usando celular, dirigindo veículos com tecnologia de ponta, e mais. Contudo, é óbvio que isso representa só uma parcela muito, mas muito pequena dos grupos indígenas.

Existe, apesar das dificuldades, um movimento de resistência, que tenta manter, ao máximo, as tradições desses povos. Por isso, em muitas comunidades, o modo de vida se mantém igual por gerações, com sistemas construtivos parecidos.

Por exemplo, certamente você já deve ter ouvido falar das aldeias, que são clareiras abertas nas florestas com proteção de anel externo feito de vegetação natural. Do lado externo, os índios fazem o cultivo dos seus alimentos; já do lado de dentro, erguem as suas habitações, como as ocas. Esse é o nome dado às casas unifamiliares erguidas nas aldeias.

Claro que se trata apenas de uma solução arquitetônica entre muitas que podemos aprender com os índios. Tem ainda as malocas, que já são construções distribuídas ortogonalmente, formando uma grande praça central na qual atividades do cotidiano são realizadas, como festas, rituais sagrados e cerimônias.

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Imagem reproduzida de Viva Decora

As verdadeiras casas dos índios brasileiros

Os modelos de casas que apresentamos a seguir foram estudados durante séculos pela Arquitetura. Infelizmente, alguns deles foram alvos de ataques por missionários, exploradores de terras, entre outros; por conta disso, ficaram esquecidos, em completo abandono. Inclusive, essa é a maior justificativa do resgate desse conhecimento, para que as próximas gerações não esqueçam da herança indígena por meio dessas construções. Inspire-se com as informações transmitidas a seguir!

https://www.youtube.com/watch?v=pOsiXAkn_xU

Tipo 1 – Tupis

o primeiro modelo são as portabas, muito utilizadas por índios Tupis. São conjuntos de 4 a 10 ocas, onde residem várias famílias – podendo chegar a 400 pessoas. Casas distribuídas de forma ortogonal nas aldeias, com estruturas que chegam a ter cerca de 200 metros de comprimento e 12 metros de largura, com cobertura de palha.

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Imagem reproduzida de Comissão Pró-Índio de São Paulo

Tipo 2 – Jês e Xavantes

Os índios Jês e Xavantes já construíam um lar mais redondo, com a cumeeira apontada para cima e “portas” baixas, que os forçava a abaixar na passagem, em sinal de respeito.

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Imagem reproduzida de G1 – Globo
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Imagem reproduzida de Twitter Arqueo e Espírito

Tipo 3 – Carajás

Os Carajás moravam às margens do Rio Araguaia. Sua aldeia era bem mais complexa, com casas em formato retangular. Essas estruturas eram mais reforçadas, com 3 arcos paralelos formando um par de pilares fincados no chão e vigas amarradas em suas extremidades na cumeeira.

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Imagem reproduzida de mapio.net

Tipo 4 – Xingu

Olha que interessante, os índios do Xingu já fazem as suas ocas em formato lembrando partes de corpos de animais ou do próprio ser humano – sendo a frente da construção o “peito” e os fundos as “costas”. E tem ainda o modelo seguido pelos Xinguanos, que associa suas construções a espécies de proteção xamânica. Em ambos os casos, a zona íntima, por assim dizer, é diagramada pelos semicírculos laterais da edificação. E a vedação lateral é feita de madeira e bambu.

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Imagem reproduzida de Pinterest

Tipo 5 – Yanomamis

Os índios Yanomamis já constroem as suas casas – chamadas de shabonos – também em formato circular, com um vão central de 15 metros, coberto por folhas de palmeiras sobre grande estrutura de galhos e varas. Contudo, a dimensão do complexo vai depender do número de ocupantes que abriga, sendo apenas um grupo familiar em cada.

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Imagem reproduzida de Survival Internationa

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A influência das obras indígenas na Arquitetura atual

Muitas casas pequenas que construímos em áreas mais urbanas, sim, apresentam arquitetura que tem tudo a ver com as obras tradicionais indígenas. Também casas de roça, cabanas de palha, abrigos provisórios e malocas. Sem contar que as varandas são uma herança da cultura indígena, assim como estruturas com amarrações de varas, por exemplo. E aquelas “peneirinhas” muitas vezes usadas em fechamento de portas, janelas e forros? Exatamente! Está relacionado!

O modo vernacular de construção

Como é possível ver nas imagens deste texto, os índios sempre utilizaram muita madeira, palha e bambu. Essa é uma das características mais importantes das casas indígenas, ser uma construção que integra materiais vegetais – o que faz muito sentido com o local onde vivem esses povos e o seu modo de vida, bem mais em harmonia com a natureza. Isso inspira muitas outras pessoas ao redor do mundo, que desejam reduzir o impacto da sua existência sobre o meio ambiente.

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Imagem reproduzida de Archtrends Portobello
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Imagem reproduzida de Pinterest

Nesse contexto, uma consequência é o surgimento da Arquitetura Vernacular, cujas construções são erguidas com materiais menos elaborados. O produto é o que poderíamos chamar de ‘tecnologia avançada’, “que se vale de recursos humanos e materiais acessíveis para alcançar, mediante seu aperfeiçoamento e desenvolvimento, o mais alto grau de produtividade para conseguir um habitat adequado para cada região e seus modos de vida, tanto em qualidade como em quantidade”, lembrou Marina Waisman, em reportagem de ArchDaily. Você concorda? Escreva sua opinião nos comentários!

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Fontes: CAU – RN, Wikipedia, ArchTrends, ArchDaily.

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Foi na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Cientistas inventaram um painel solar que simplesmente consegue gerar eletricidade mesmo no período da noite ou em dias nublados. Isso é extraordinário, pois, como você sabe, hoje em dia, a residência ou o comércio que possui a instalação de placas solares precisa ter também a instalação de rede elétrica “comum”. Por quê? Um dos motivos é liberar o “excedente de produção” da sua unidade para a rede pública. Mas outra é porque, sem sol, não há produção. Só que, com esse painel, parece que a questão foi resolvida. Será mesmo? Veja no texto a seguir!

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Imagem reproduzida de HCC Energia Solar

Como funciona esse painel?

É assim, tentando explicar de forma mais didática possível, uma noite normal, só com a claridade da lua, produziria uma luz comparada com a infravermelha nas superfícies dos painéis solares. Esses equipamentos, por sua vez, seriam equipados, cada um, com um gerador termoelétrico. Durante o dia, a produção de eletricidade aconteceria a partir da pequena diferença de temperatura entre o ar ambiente e a superfície do painel solar. Já durante a noite, esses mesmos painéis emitiram fótons.

“Durante o dia, há uma luz vindo do Sol e atingindo a célula solar, mas durante a noite, algo inverso acontece.” – explica um representante do projeto, em reportagem de Interesting Energineering.

Explicando em outras palavras, o painel aquece só durante o dia. À noite – como tudo mais quente que o zero absoluto -, emite radiação infravermelha, usada para gerar eletricidade. Já os fótons que saem ajudam a resfriar a célula solar, carregando calor. Lembrando que o painel solar será alguns graus mais frio que o ar ao seu redor. E é justamente esse diferencial de temperatura que está sendo aproveitado pelo novo dispositivo, via gerador termoelétrico.

A saber, em uma noite clara, as peças testadas no telhado de Stanford geraram cerca de cinquenta miliwatts para cada metro quadrado de painel solar (50 mW/m 2).

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Imagem reproduzida de Oficina da Net
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Imagem reproduzida de Grupo Quality Ambiental

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Por que essa seria uma tecnologia revolucionária?

Imagine quantas pessoas estão, hoje, sem abastecimento de energia elétrica. Muitos sistemas de placas solares já foram propostos para áreas remotas, mas deixam muita gente “na mão” quando chove demais ou é noite. E, além do mais, esses geradores – do tipo ‘estado sólido’ – possuem maior vida útil. Fora que, com a adaptação da tecnologia, seria possível alimentar redes de sensores ambientais, como a que outros pesquisadores usam para acompanhar condições climáticas e mais.

Claro que os estudos não chegaram ao fim! Ainda existem muitos desafios de engenharia a serem superados. Compreender a física por trás desses painéis solares noturnos é apenas parte da batalha. Os engenheiros trabalham há anos para torná-los eficientes o suficiente para valer a pena para uso no mundo real. Nos últimos anos, durante a Pandemia, as interações dos dispositivos testados produziu apenas um décimo da quantidade de eletricidade que os cientistas esperavam. Por sorte, foi descoberto haver um problema em um circuito, possível de ser reparado.

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Imagem reproduzida de Blog Blue Sol

Porém, o que ainda está sem resposta é a energia que escapa pelas bordas do painel, comprometendo parte da produção. Dizem os pesquisadores que “Na verdade, uma célula solar não é um condutor de calor muito bom.”. Nesse caso, a energia térmica não consegue viajar pela própria célula solar. E, mesmo que resolver isso pareça simples, não é. Por hora, os engenheiros resolveram parcialmente o problema anexando célula solar diretamente à placa de alumínio, que conduz energia com muito mais eficiência.

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Fontes: Interesting Engineering.

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Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

É impressionante como podemos aproveitar tantas tecnologias graças às baterias. Aliás, versões mais primitivas delas já eram fabricadas desde o tempo dos romanos e egípcios – é verdade. Passados alguns séculos, começamos a utilizar as pilhas e tantos outros modelos afins. Alguns tiveram seus sistemas adaptados para a telefonia. Mas, hoje, parece que quanto mais funcionalidades os celulares ganham, mais sentimos que precisamos de baterias que duram além do tempo estimado, o que tem sido um desafio para os cientistas.

bateria celular
Imagem de ReadyElements em Pixabay

Veja Também: Como funciona a tecnologia dos telefones celulares?

Novas baterias trazem boas perspectivas para a Engenharia

Recentemente, os pesquisadores anunciaram algumas novidades interessantes sobre a tecnologia de baterias. Primeiro, a descoberta de um sistema para bateria de íon de lítio, que, quase bem perto de descarregar, tenta puxar uma corrente constante e opera em baixa voltagem, o que pode ser algo benéfico para os aparelhos. Depois, quanto mais carga é adquirida, mais cresce a tensão. Então, se mantida sempre entre 30 e 80 por cento, vai precisar de menos tensão, tendo sua vida útil prolongada. Isso representa o que tem de melhor hoje em densidade, capacidade energética e custo de produção em grande escala!

Já outra novidade são as baterias de sódio, que podem ser bem menores, baratas, mais estáveis e até eficientes que as baterias de lítio – que já começam a ser usadas nas maiorias dos equipamentos eletrônicos. Essa descoberta é atribuída a cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. Eles conseguiram eliminar o ânodo dessas células de energia. No caso o lítio é substituído pelo sódio e o ânodo deixa de ser necessário – um modelo de química antiga.

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Cuidados que se deve ter com as baterias de celular

Agora, não adianta as tecnologias evoluírem, lançando novos produtos com capacidade de aumentar a carga das baterias, se as nossas práticas equivocadas permanecerem. Sabia que alguns aparelhos conseguem, com apenas uma carga, funcionar no modo econômico por vários dias? Mas você coloca o seu celular na tomada a toda hora, não é mesmo? Claro que o que é feito com ele entre os intervalos pode lhe convencer de que precisa disso. Contudo, muitas vezes, o que está fazendo é apenas viciando ainda mais a bateria.

Para carregar o celular mais rápido, você deve:

  • Evitar deixar ligado em segundo plano recursos desnecessários do aparelho;
  • Quando a região apresentar problemas de sinal e você não precisar disso no momento, coloque-o no ‘modo avião’;
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Imagem de fabrikasimf em Freepik
  • Pode-se ainda ativar o ‘modo de economia de bateria’, para garantir um tempo de uso bem maior sem precisar recorrer à tomada;
  • Vale a pena diminuir o brilho da tela até o nível mínimo, mas ainda confortável, que você consiga enxergar o display – que é um dos componentes que mais “drena’ energia do celular;
  • Também reduzir o tempo limite da tela acesa enquanto você não utiliza o celular;
  • Desligar ou reduzir ‘modo vibração’ e desmarcar outros sistemas de notificações – como de aplicativos de jogos ou e-mail – não tão necessários para você, além da busca por conexões de rede adicionais, bluetooth, NFC e localização, mais assistentes como Siri e afins;
  • Usar o papel de parede mais simples para o celular – modelos dinâmicos são legais, mas consomem muita energia;
  • Por fim, manter aplicativos e sistemas, em geral, atualizados, pois alguns updates propostos pelos fabricantes podem ajudar a economizar bateria e gastar menos dados móveis.

E o que você NÃO pode fazer:

  • Para baterias tipo íon de lítio, por exemplo, não é recomendado 100% de carregamento – inclusive deixar o celular por horas na tomada, como ir dormir e só tirá-lo da rede pela manhã -, que pode comprometer a sua longevidade;
  • Também não presta deixar zerar a bateria antes de carregar, sendo melhor, portanto, mantê-la sempre na faixa entre 20 e 80 por cento;
  • Ou ainda expor o telefone constantemente ao calor excessivo, como é o caso de alguns motoristas que deixam seus aparelhos no painel do carro, pegando sol.
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Imagem de pvproductions em Freepik

Sim, é provável que todo eletrônico apresente certo desgaste natural com o tempo, por mais cuidadoso que você seja com ele. Só mantenha os bons hábitos, com ensinamos, para preservar seu “amigo e companheiro” funcionando pelo máximo de tempo possível e desejado!

Veja Também: Digitação no celular é tão rápida quanto em teclado convencional


Fontes: USA Today, Canal Tech, Canal Tech 2.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

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Na década de 1960, a expansão das tecnologias se tornou um foco crescente na mídia. Filmes e séries abordavam a corrida espacial, inspirando milhões a sonharem com viagens além da Terra. Ao mesmo tempo, a produção industrial ganhava força, e o design de produtos avançava, oferecendo soluções inovadoras que tornavam nossas casas mais confortáveis e nossas tarefas diárias mais práticas. Desde então, muitos se perguntam como a robótica, aliada à inteligência artificial, transformará nosso conceito de vida. Continuamos essa discussão no artigo a seguir, do Engenharia 360!

A presença da robótica no nosso cotidiano

Nas últimas décadas, os robôs começaram a fazer mais parte do nosso cotidiano. Talvez não do jeito como esperávamos. Mas, sim, eles estão ao nosso redor, nos auxiliando em tarefas domésticas – como é o caso dos robôs assistentes residenciais – e dividindo espaços de trabalho – como os Cobots, nas fábricas. A perspectiva é de que quase todos os setores fiquem, em breve, bem mais dependentes da robótica, de uma forma ou de outra. Então, por certo, este é um nicho de mercado bastante aquecido para as engenharias.

A pergunta que fica é: “Como saber mais sobre Engenharia Robótica, mas sem fazer, por hora, cursos muito extensos e caros?”. Bem, o Engenharia 360 trouxe algumas boas sugestões para você!

Cursos em universidades estrangeiras

Introdução à Robótica

Já começamos com duas super dicas! Primeiro o curso da MIT Open Courseware, totalmente gratuito, abordando temas como conceitos gerais da robótica, simulação 3D, dinâmica e controles inteligentes. Já a Universidade de Stanford tem outro curso semelhante, também gratuito, ensinando noções abrangentes, como modelagem, controle de robôs, e mais. São duas grandes oportunidades para iniciantes na carreira!

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Imagem de frimufilms em Freepik

Plataformas que fazem sucesso no Brasil

Udemy e Coursera

A plataforma Udemy, muito requisitada pelas universidades brasileiras e procurada por seus estudantes para a realização de cursos para horas complementares, oferece um curso super divertido sobre robótica. Trata-se do ‘LEGO MindStorms EV3 Robotics’, com a proposta de aprender por meio da prática ou “aprender fazendo”. São só duas horas de duração, mas que valem muito a pena!

Outra sugestão é a ‘Especialização em Robótica’ da Coursera, que explica um pouco sobre como os robôs são utilizados em situações de desastre, como nas áreas da saúde, tema bastante atual.

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Imagem de Freepik

Veja Também: Automação Industrial: pode haver perda de empregos com a expansão da robótica?

Mais plataformas queridas dos estudantes pelo mundo

Skillshare, Linkedin Learning, Udacity e edX

Aprenda noções básicas de robótica também no curso super qualificado ‘Robot Operating System’ (ROS), da Skillshare. Ele é gratuito e vem sendo usado por empresas e startups de tecnologia para formar especialistas em robótica.

Também existe o curso de ‘Automação de processos robóticos’, da LinkedIn Learning, conduzido por Ian Barkin. O mesmo fala desde o básico do RPA, pontos a serem lembrados ao adotá-lo em sua organização, as melhores práticas a serem empregadas para que a organização tenha sucesso, e mais.

Engenharia Robótica
Imagem reproduzida de edu.ieee.org

Já a Udacity tem na sua grade um curso de ‘Inteligência Artificial para Robótica’, desenvolvido pela Georgia Institute of Technology. Através de suas aulas é possível aprender alguns métodos de IA, como para rastreamentos e controle, e de programação para sistemas de carros robóticos.

Por fim, a edX, tem seu curso gratuito de ‘Robótica’, ideal para estudantes de nível intermediário, que trata sobre como os robôs podem ajudar os humanos na realização de tarefas do mundo real. E mais, como fazer a representação de robôs para poder realizar tais tarefas com facilidade.

Engenharia Robótica
Imagem reproduzida de Engenharia Aplicada

Veja Também: A Inteligência Artificial ao alcance das mãos: exemplos no nosso cotidiano e nas engenharias


Fontes: Analytics in Sight.

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Você é recém-formado ou está prestes a terminar a sua graduação e tem dúvidas sobre como dar continuidade aos seus estudos? Saiba que não está sozinho! Em um mercado de trabalho desafiador como o brasileiro, é essencial que o profissional se destaque dos demais. Nesse contexto, muitas vezes pode fazer sentido para o estudante buscar um curso de pós-graduação para poder desenvolver ainda mais as suas habilidades.

Uma coisa é certa, a tecnologia avança muito e rápido. Infelizmente, as ofertas de cursos de Engenharia não evoluem na mesma velocidade. Por isso, uma pós-graduação pode fazer muito sentido para quem quer se manter atualizado ou ser um vetor do avanço tecnológico no nosso país.

Este post especial Engenharia 360 busca guiar recém-formados e estudantes de Engenharia como você, que estão planejando os próximos passos de sua carreira. Trata-se de algumas perguntas simples que serão feitas, visando, em um primeiro momento, ajudar a organizar o seu pensamento para tomar a melhor decisão possível. Aliás, recomendamos que, a cada pergunta na lista abaixo, dedique um tempo para refletir se as informações fazem realmente sentido para você.

pós-graduação
Imagem reproduzida de Mensagens Com Amor

Por que devo fazer uma pós-graduação?

Nessa primeira etapa, é necessário que se tenha uma ideia do propósito por trás da sua escolha. Uma pergunta muito importante que você deve fazer para si mesmo é:

“Se eu fizer uma pós-graduação, será para a minha carreira como um todo ou somente para o meu emprego atual?”

Explicação: grande parte dos engenheiros que buscam uma pós o fazem baseados apenas no seu emprego atual – seja para tentar um diferencial competitivo dentro da empresa ou até mesmo por requisitos da própria empresa, para assumir cargos mais altos – e não necessariamente por vontade de desenvolvimento pessoal e profissional sem a necessidade de recompensa imediata. Saber qual é o motivo principal que está fazendo você cursar uma pós é, sem dúvida, o primeiro passo para que você tome uma decisão assertiva.

Como devo fazer a pós-graduação?

Neste aspecto, é importante avaliar quais as condições que você tem para realizar o curso. Algumas perguntas a se fazer são:

“Devo cursar presencial ou EAD? Quanto tempo posso me dedicar semanalmente aos estudos? E qual a minha disponibilidade financeira para o curso?”

Que tipo de conhecimento eu desejo ter?

A seguir vale a pena entender, baseado nos conhecimentos que você já tem da Engenharia, quais habilidades espera agregar. As principais opções são:

1. Focar em uma área dentro da engenharia graduada

Principalmente em engenharias com muitas áreas de atuação diferentes – como a Civil, Mecânica, Química e Elétrica, por exemplo. Pode ser útil que você busque alguma pós-graduação que permita que foque em algum nicho de mercado dentro da sua própria formação inicial.

2. Focar em uma área fora da engenharia graduada

Assim como há muitos estudantes que amam e buscam desenvolver suas habilidades dentro da Engenharia que se formou, outros assumem que não tomaram a melhor decisão possível e gostariam de seguir uma carreira diferente daquela graduada. Felizmente, a pós-graduação auxilia esses profissionais a conseguirem seguir a sua carreira em uma área diferente.

A necessidade crescente de engenheiros nos mais diversos setores, como o financeiro, demonstra a possibilidade dos mesmos trabalharem fora da área de graduação. A saber, uma pós-graduação pode te ajudar muito nesse aspecto, possibilitando também, em alguns casos, que se trabalhe em uma Engenharia diferente da graduada!

3. Aprender competências complementares

Pode acontecer da graduação realizada não se aprofundar em algum tema específico em que você gostaria de se especializar e, nesse caso, uma pós-graduação ser a resposta, te guiando nesse caminho tão desejado. Ainda, um importante aspecto aqui é conseguir se atualizar conforme o avanço da tecnologia e das novas demandas.

Finalmente, qual tipo de pós-graduação devo fazer?

Possivelmente a pergunta mais difícil de se fazer é qual o tipo de pós-graduação fazer. Entender esse desejo é crucial, pois definirá os tópicos e a profundidade do conhecimento a ser adquirido. Mencionaremos a seguir, de forma resumida, os dois principais tipos.

1. Pós-graduação lato sensu

É o tipo de pós-graduação mais abrangente e que fornece um conjunto de conhecimentos em um tópico específico. Muito voltado para a atividade profissional, este tipo de especialização oferece técnicas consolidadas prontas para serem implementadas. Neste nível encontram-se:

  • MBA;
  • Aperfeiçoamento; e
  • Especialização.

2. Pós-graduação stricto sensu

É o tipo de pós-graduação mais restrita e que permite maior aperfeiçoamento do estudante em alguma parte bem específica da ciência em si. Este tipo de pós-graduação se concentra mais no desenvolvimento de profissionais com conhecimento mais apurado, seja para a formação em trabalhos técnicos de maior complexidade ou para o ensino e pesquisa. Neste nível encontram-se:

  • Mestrado; e
  • Doutorado.

Em posse de todas essas informações, já vale a pena procurar os cursos que façam sentido para você, sempre pesquisando sobre todas as áreas possíveis para saber qual a melhor decisão. As nuances de cada uma das pós-graduações serão melhor desenvolvidas em textos futuros. Mas temos a certeza de que, depois de reler este texto e fazer mais algumas pesquisas, será possível encontrar o curso de pós-graduação que melhor se encaixa à sua realidade.

Alguma dúvida ou sugestão sobre o tema ‘pós-graduação’? Escreva-nos nos comentários!

Veja Também: Renove-se para o mercado: as especializações mais buscadas em Engenharia 2022


Fontes: Making the Most of a Master’s Degree.

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Victor Peron

Engenheiro Mecânico formado pela Fundação Educacional Inaciana (FEI); especialista em Administração Industrial; com mestrado com ênfase em Energia de Fluidos pela Escola Politécnica da USP; formação extracurricular em Matemática Aplicada no curso da Prandiano; e também experiência em CFD, utilizando principalmente o método dos elementos espectrais em solvers de código aberto.

Frequentemente, trazemos para o Engenharia 360 algumas novidades referentes ao mundo da Engenharia de Automóveis. De fato, apesar da crise mundial – e surpreendentemente -, nestes últimos anos, foram revelados projetos incríveis, com alta tecnologia e design bastante ousado. Por exemplo, veículos que mudam a cor da sua lataria ou com sistema avançado de automação. Agora, resolvemos apresentar mais quatro modelos de marcas famosas que foram notícias nas mídias nas últimas semanas ou meses. Preparado? Acompanhe o post a seguir para saber mais!

Tiggo 8 Pro

A empresa Chery lançou recentemente, no Salão do Automóvel de Pequim 2022, o novo design para o seu Tiggo 8 Pro, agora com uma grade em formato de ‘X’ com logotipo na parte superior, faróis estreitos de LED, e quatro saídas de escapamento. Por dentro, essa SUV parece que está mais atraente e tecnológica, com direito à central multimídia com tela de 24,6 polegadas, volante com câmbio automático. E mais outra novidade é o conjunto mecânico que dá à máquina um desempenho muito mais satisfatório.

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Imagem reproduzida de Motor1 – UOL
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Imagem reproduzida de Car Blog
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Imagem reproduzida de Revista Carro

VW Polo Track

Já a Volkswagen divulgou que deve lançar entre 2022 e 2023 um novo “popular”, o VW Polo Track, que pode até mesmo marcar, de vez, o fim produção do Gol, que estava há 42 anos só no mercado brasileiro. A ideia é que o Polo assuma o volume deixado pelo antigo veículo. Ele terá motor 1.0 MPI de até 84 cavalos (ou mais…), além de cambio manual. Não seria pouco? O que acha?

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Imagem reproduzida de Motor1 – UOL
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Imagem reproduzida de Mobiauto

Audi A6 Avant e-tron

A Audi pretende resgatar as peruas, que sempre foram mais populares na Europa do que aqui, no Brasil – ainda “vivas” por meio das stations. Logo deve estrear o Audi A6 Avant, que, por hora, está apenas no conceito. É para ser um veículo elétrico, com plataforma modular desenvolvida em conjunto com a Porsche, e design arrebatador, com portas sem maçanetas, câmeras no lugar dos espelhos e luzes com tecnologia laser – Matriz LED. Ele poderá chegar a uma autonomia de 700 km – equivalente a de um carro a combustão, por exemplo. E seus motores devem garantir potência equivalente a 470 cavalos e 35,7 kgfm de torque.

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Imagem reproduzida de UOL
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Imagem reproduzida de Revista Carro
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Imagem reproduzida de Som automotivo e automóveis
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Imagem reproduzida de Garagem 360
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Imagem reproduzida de Revista Carro

i3 eDrive35L

A fabricante BMW anunciou, não faz muito tempo, que, sim, fará uma versão elétrica da sua Série 3, o chamado i3 eDrive35L. Visualmente, esse veículo será muito semelhante a outros da série, inspirado no tradicional sedã. Ele deve compartilhar muitos componentes com outros elétricos da marca, como o i4. A máquina tem motor 285 cv e 40,8 kgfm, baterias de 66,1 kWh, e autonomia de 526 km – recarga de 10% a 80% em 35 minutos.

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Imagem reproduzida de Top Car News Network
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Imagem reproduzida de Top Car News Network
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Imagem reproduzida de Garagem 360
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Imagem reproduzida de Paul Tan’s Automotive News

Gostou do design de algum desses quatro automóveis? Compartilhe sua opinião conosco, via aba de comentários!

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Engenharia Automotiva: qual o futuro da mobilidade para 2025, 2030 e 2050?

“O carro veste você, ele expressa você”: conheça a tecnologia da BMW que faz SUV mudar de cor


Fontes: Auto Esporte, Canal Tech, Notícias Automotivas, Auto Esporte.

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