Alguma vez você já ouviu falar em chapas expandidas? Pois bem, elas são bastante utilizadas na construção civil, mas pouca gente fora desse setor do mercado conhece o material. E queremos esclarecer algumas questões importantes neste texto. A primeira delas é como funciona o processo de produção dessas chapas. Depois, falar sobre as características únicas desse produto industrial. Por fim, com estas informações expostas, você certamente poderá refletir sobre o porquê de tantos construtores acreditam que a utilização dessas chapas traria versatilidade e confiança para os seus projetos, sendo uma opção de excelente custo-benefício. Confira!

chapas expandidas
Imagem reproduzida de BEPEX
chapas expandidas
Imagem reproduzida de CERCAR TELAS

As aplicações das chapas expandidas na construção civil

Pode-se dizer que as chapas expandidas são uma escolha de primeira linha para projetos estruturais de Engenharia Civil e Arquitetura – aliás, talvez um dos melhores disponíveis atualmente no mercado. Elas têm diversas serventias e, assim, podem ser utilizadas em diferentes áreas construídas, com os mais variados objetivos. Por exemplo:

  • pisos de setores industriais;
  • cobertura de escadas, rampas e passarelas;
  • base para mezaninos;
  • base de mesas e bancadas de serviços;
  • revestimento de forros;
  • alternativa para grades;
  • contenção de áreas;
  • divisórias de ambientes;
  • parapeitos;
  • e estruturas de jardins verticais.

Já em outras engenharias, as chapas expandidas costumam ser utilizadas como bases de máquinas, revestimento de piso de ônibus, proteção de equipamentos, contêineres, câmaras frigoríficas, e além. Inclusive, os setores que mais vão se beneficiar desse tipo de material são o de transporte, marítimo, estaleiro, energético e na indústria sucroalcooleira.

Claro que, de todo modo, o objetivo de uso das chapas expandidas deve influenciar na escolha do material que vai confecciona-las, para que possam ter uma destinação ideal!

chapas expandidas
Imagem reproduzida de Açoplano
chapas expandidas
Imagem reproduzida de Cosiaço
chapas expandidas
Imagem reproduzida de Cosiaço

As formas de fabricação das chapas expandidas

As chapas expandidas podem ser feitas de aço inoxidável, carbono ou até mesmo alumínio; e elas precisam passar por uma série de processos industriais para adquirirem a característica de design do ‘tipo tela inteiriça’. E justamente o termo “expandidas” vem do fato de que, em muitos casos, as peças geradas acabam apresentando dimensões maiores do que as peças metálicas originais. Mas se você pensava que isso se tratava de uma solução atual de fabricação, está enganado, pois a primeira vez que algo assim foi realizado foi em 1880, no Reino Unido – claro que, agora, são utilizados métodos mais modernos e eficientes.

Tudo funciona assim, as chapas de metal são cortadas e estrategicamente “esticadas” por uma prensa dobradeira para o padrão pré-determinado em projeto, formando uma “tela de metal”, com uma área mais “aberta” em um padrão de malha de losangos, que deve fazer relação com a aplicação final da peça. E a máquina utilizada para esse processo assim o faz conforme vai sendo “alimentada”. Se isso acontecer de forma contínua, o padrão resultante de abertura também será uniforme! Já o que for sair dela pode ter o formato de novas chapas ou bobinas.

chapas expandidas
Imagem reproduzida de Shirlei Prezotto
chapas expandidas
Imagem reproduzida de Metaltec

Cada tipo de corte realizado na fabricação de chapas expandidas deve seguir o que os especialistas chamam de “linguagem”. As mesmas estão explicadas pela ABNT como:

  • Padrão EXP, indicado para aplicações mais leves, como filtragem, telas de proteção e divisórias; e
  • Padrão GME, para aplicações pesadas em diversos setores industriais e da construção civil, como pisos industriais, degraus e passarelas.
chapas expandidas
Imagem reproduzida de Souza Aços

As principais vantagens das chapas expandidas

Para não te sobrecarregar com informações, o Engenharia 360 resolveu montar, em forma de lista, a explicação sobre as principais vantagens das chapas metálicas:

  • oferecem versatilidade – já que podem receber cortes específicos para diferentes necessidades;
  • oferecem boa segurança – por serem antiderrapantes;
  • são de fácil manutenção e higienização;
  • são consideradas um ótimo custo-benefício – até porque dá para fazer um cálculo preciso da área de material necessário e, na fabricação, não deve haver perdas, mesmo quando a chapa exceder, de maneira ampla, o seu tamanho inicial;
  • apresentam alta durabilidade e resistência à umidade – por isso, uma boa alternativa para projetos de banheiros e áreas de serviços também;
  • apresentam leveza – o que torna o manuseio e instalação mais fáceis;
  • e muitas das peças também são galvanizadas a fogo – o que aumenta ainda mais sua resistência.
chapas expandidas
Imagem reproduzida de ArchiExpo
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Imagem reproduzida de Açoplano

Mas, atenção: lembre-se de optar sempre pelo modelo de chapa expandida adequada à demanda!

As chapas expandidas podem ser a solução que você buscava para o seu projeto de Engenharia ou Arquitetura! Elas são excelentes por seu quesito estético – permitindo a passagem de luz e de ar -, mas também pela qualidade de vida nos ambientes. Se isso tudo se encaixa com as necessidades e melhor escolha para a sua obra, aposte nesta ideia!

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Fontes: INBEC, ACO Plano.

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Engenharia 360

Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.

Em poucos meses, o famoso bilionário, Elon Musk, grande investidor da engenharia aeroespacial e dono da empresa SpaceX, “lançou” a moda de tentar lançar veículos que pudessem ir e voltar no mesmo ponto e em qualquer lugar. Óbvio que esse sistema iria inspirar outros empresários ao redor do mundo. Por exemplo, recentemente, a empresa Rocket Lab, da Nova Zelândia, realizou um exercício bem ousado no ar. Ela conseguiu capturar, com certo sucesso, um foguete com ajuda de um helicóptero. Esta missão foi chamada de “There And Back Again”!

Rocket Lab
Imagem reproduzida de Exame

O objetivo da Rocket Lab

A ideia da empresa Rocket Lab era conseguir fazer com que um modelo de seus foguetes chegasse em terra com ajuda de um helicóptero para que, em boas condições, fosse reutilizado em lançamentos futuros – na verdade, pelo menos a parte “mais pesada” do equipamento. Assim é o objetivo dos operadores de satélites, reduzir, ao máximo, os custos dessas operações.

“Trazer um foguete de volta ao espaço e pegá-lo com um helicóptero é uma espécie de balé supersônico. Um grande número de fatores precisa se alinhar e muitos sistemas precisam trabalhar juntos sem falhas, por isso estou incrivelmente orgulhoso dos esforços estelares de nossa equipe de recuperação e de todos os nossos engenheiros que fizeram desta missão e nossa primeira captura um sucesso.” – fundador e CEO do Rocket Lab, Peter Beck, em publicação na página oficial da empresa.

https://www.youtube.com/watch?v=r9sVWTMbfbw

O passo-a-passo do exercício

A primeira coisa que a equipe da Rocket Lab fez foi lançar o foguete Electron no ar – o que ocorreu no dia 02 de maio de 2022. Depois disso, o segundo estágio da espaçonave se separou dos propulsores e levou 34 pequenos satélites para a órbita da Terra. Então, o primeiro estágio do foguete voltou ao solo com velocidade de 10 metros por
segundo. De repente, abriu os seus paraquedas. Foi aí que a tripulação de um helicóptero próximo entrou em ação, balançando uma linha com um gancho abaixo da aeronave para prendê-la ao paraquedas do propulsor do foguete. Por fim, o mesmo foi “laçado”, e as pessoas que acompanhavam tudo da sala de controle da missão aplaudiram.

Rocket Lab
Imagem reproduzida de ResumoCast
Rocket Lab
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Rocket Lab
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Rocket Lab
Imagem reproduzida de Canaltech
Rocket Lab
Imagem reproduzida de Olhar Digital

Contando assim, até parece que as coisas deram 100% certo, mas não! O helicóptero não conseguiu segurar o foguete por muito tempo, pois a carga excedeu a sua capacidade – índice máximo estabelecido em testes e simulações. Deste modo, o foguete da Rocket Lab precisou ser solto no mar e resgatado por uma embarcação que o esperava. Mesmo assim, a empresa afirmou que, de modo geral, o exercício foi realizado com sucesso, de acordo com tudo que havia sido planejado.


Fontes: G1.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

O tempo vai passando e quanto mais perto do final da faculdade, mais pensamos em como será difícil o último semestre. Será mesmo que vamos conseguir realizar a última avaliação? Vamos precisar fazer mesmo um exercício tão complexo? E como escolher o tema deste trabalho?

Bem, pensando nisso, resolvemos perguntar como foram as experiências dos nossos colaboradores Engenharia 360 no momento do TCC ou Trabalho de Conclusão de Curso. Então, você pode ler suas histórias e quem sabe tirar delas inspirações para essa reta final da sua graduação!

Química

Começamos nossa conversa com o engenheiro Diego Rafael Santos. Ele contou o seguinte:

“Na graduação de Engenharia Química da universidade que estudei, meu TCC é chamado de ‘projeto final’. No caso, nós fomos divididos em equipes de cinco pessoas e nosso projeto foi dimensionar uma planta industrial inteira – por isso, são cinco pessoas.”

As equipes precisam fazer uma análise de mercado, escolher local de instalação, montar o fluxograma de processo, projetar todos os equipamentos, definir layout e tudo mais que é preciso para instalar uma planta química. Como é algo complexo e muito trabalhoso, a universidade escolhe a planta que cada equipe vai dimensionar.”

No meu caso, projetei uma planta produtora de butadieno a partir do etanol. O aprendizado foi imenso. Foi possível ter uma visão completa dos passos envolvidos em um projeto industrial. Na época, montamos a planta em 3D no SOLIDWORKS.”

Elétrica

Agora o testemunho do estudante Rafael Panteri Nakahara:

“Vamos lá! Como estou no quarto ano de Engenharia Elétrica, ainda não fiz meu TCC, mas já tenho um tema em mente, ligado às usinas fotovoltaicas. Atualmente estou desenvolvendo uma iniciação científica sobre esse tema e gostaria muito de levar para o TCC.”

Pegando o embalo, acho que daria um trabalho bacana e bem completo. Comecei a estudar esse assunto no meu estágio. Percebi que a maioria das obras de usinas fotovoltaicas apresenta alguma deficiência na parte de aterramento – muito provavelmente pela falta de normatização. Conversei com um professor da minha universidade e decidimos montar a iniciação científica com possível extensão para TCC. Espero completar essa tarefa com excelência!”

“Na minha faculdade é obrigatório fazer o TCC em grupo – pelo menos três pessoas. E o grupo é aberto. Você escolhe como quer trabalhar. A minha faculdade só tem Engenharia, Administração e Design, mas você pode mesclar com pessoal de qualquer curso. É mais comum o pessoal trabalhar com integrantes do mesmo curso, mas às vezes aparecem grupos bem diversificados.”

TCC - Trabalho de Conclusão da Faculdade
Imagem reproduzida de Tua Carreira

Construção Civil

Enfim, o testemunho do engenheiro Cristiano Oliveira da Silva:

“No início de 2002, nono semestre de Engenharia Civil, precisávamos montar um grupo com seis alunos para o TCC que iríamos apresentar a uma banca examinadora. A banca examinadora era composta por três membros. O Projeto era a ampliação de um terminal de contêineres de porto. Nosso estudo foi fazer um projeto para estimativa de investimento, budget. O mesmo era composto por basicamente duas partes: cais de atracação sobre estacas pré-moldadas de concreto e retroárea – armazenamento de contêineres, automóveis, um estacionamento gigante.”

“O que fizemos:
i) análise estrutural do cais, reforços, dimensionamento e detalhamento de fôrmas e armaduras (software Autocad, STRAP, MIX(!));
ii) modelagem do solo como apoio elástico (software ADINA) e dimensionamento do pavimento intertravado para tráfego de Reach Stackers de 45 toneladas e estocagem de até 5 linhas de contêineres;
iii) dimensionamento do sistema de drenagem da retroárea;
iv) estudo logístico – modelagem/estudo de formação de filas no sistema Anchieta-Imigrantes – impactos e programações otimizadas para chegada dos caminhões-cegonha.”

“A metodologia foi interessante, principalmente para quem é da área de projetos. No nono semestre, é apresentado o TCC I – Projeto Básico; e no último semestre, TCC II – Projeto Executivo. No TCC I, o foco era planejar as atividades e fazer as primeiras estimativas. Depois, no TCC II, concluí o estudo com material técnico suficiente para compor um estudo orçamentário.”

“Sinceramente, não me lembro se chegamos a estimar os custos. Contudo, lembro que nosso estudo foi apresentado à gestora do porto, operadora logística, e a obra aconteceu.”

TCC - Trabalho de Conclusão da Faculdade
Imagem reproduzida de Engenharia é

O sócio fundador do 360, Eduardo Mikail, também comentou rapidamente sobre o seu TCC em Engenharia Civil:

“No meu caso, optei por um tema no qual eu tinha interesse em me especializar na época. Mas, no fim, acabei não seguindo nesta área específica, que era na indústria de pré-moldados e pré-fabricados. Todavia, foi muito rica a experiência, pois visitei muitas fábricas e aprendi muito sobre os processos.”

Produção

Neste momento, veja o que disse o profissional Daniel dos Santos Silva:

“A minha universidade não faz TCC. Nos últimos semestres do curso de Tecnologia de Processos de Produção, você tem um projeto de um macaco hidráulico, onde deve usinar todas as peças e montar. Só que o projeto está errado -sim, uma ‘pegadinha’. Então, você tem que descobrir o erro, resolver e fazer ele aguentar mais que 3 kg. Veja neste vídeo!

TCC - Trabalho de Conclusão da Faculdade
Imagem reproduzida de Temas Para TCC

Mecânica

O engenheiro Victor Peron contou que:

“Na minha universidade, os TCCs de Mecânica são feitos em equipe, e em nossa equipe foi de nove pessoas. O primeiro desafio de cara que enfrentamos foi definir o tema, pois tivemos liberdade para fazer literalmente qualquer coisa. Depois de muitas opções que levantamos, escolhemos fazer na área de processos de fabricação.”

Tentando criar uma ferramenta de estampagem feito de material polimérico – o padrão é fazer com aços especiais para esse fim. A ideia surgiu como uma possibilidade inclusive de poder criar matrizes de estamparia em impressora 3D, o que reduziria muito o custo de fabricação desses componentes e possibilitaria geometrias mais complexas.”

“O desenvolvimento do TCC era feito no decorrer do ano inteiro, com algumas prévias no meio, onde apresentamos e sofremos as arguições dos professores. Estávamos sem dúvida tentando fazer um tema com conhecimentos que fugiam bastante da Engenharia Mecânica e iam para a Engenharia de Materiais, mas seguimos e conseguimos. Criamos uma ferramenta útil capaz de estampar.”

“As principais lições que eu aprendi foram como suportar pressão, principalmente a pressão de pessoas mais gabaritadas que você no assunto – durante as prévias -; também muito sobre liderança e sobre gerenciamento de projetos.”

As dicas principais que eu daria para quem for fazer TCC são:

  • Pergunte-se quem vai se beneficiar dessa ideia. É muito mais interessante fazer uma ideia voltada para a sociedade, para o ser humano que fazer uma ideia que reduza custo em uma empresa – que foi o que fizemos.
  • Pergunte-se se você tem domínio completo sobre a área e como o conhecimento dessa área é desenvolvido. Muitas áreas da engenharia confiam em fórmulas empíricas para o desenvolvimento de sua tecnologia e, se você for mudar algo, você vai precisar fazer longos testes para validar ou corrigir as fórmulas empíricas. Por outro lado, se o conhecimento obedece a leis físicas mais claras e deduzidas, fica mais fácil e barato inovar em algo.”
TCC - Trabalho de Conclusão da Faculdade
Imagem reproduzida de Blog MBA USP Esalq

Arquitetura

Por último, mas não menos importante, Simone Tagliani, formada em Arquitetura & Urbanismo, falou do seu TCC:

“Eu escolhi desenvolver um projeto para uma casa de passagem, para abrigar pacientes atendidos no complexo hospitalar da minha cidade. Escolhi o tema primeiro pelo terreno. Mas isso me levou a conhecer um universo novo e triste para quem depende desse serviço, visitando pacientes em tratamento, na fila de transplante e muito mais.”

Então, digo que o TCC mexeu comigo. E a dica que dou é o aluno se desprender um pouco das próprias amarras do curso nesse momento, das opiniões de colegas e professores – afinal, no último semestre já temos bastante bagagem para conduzir o trabalho com segurança. Deixar o coração lhe guiar, aproveitando o momento, pois o TCC pode ser divertido e menos estressante como dizem.”

“Por fim, só para esclarecer, preciso ressaltar que, na Arquitetura, TCC costuma ser chamado de TFG ou Trabalho Final de Graduação. Na minha instituição, o trabalho foi apresentado em um caderno resumo em tamanho A3, entregue durante a apresentação final. Também 16 pranchas tamanho A1 com todos os desenhos e detalhamentos. Mais maquete física e eletrônica da proposta.”

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Engenharia 360

Redação 360

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O Engenharia 360 está sempre trabalhando com a ideia de que a #engenhariatransforma! Por isso, de vez em quando, resolve trazer algumas histórias de inspiração para o site. Hoje, em especial, gostaríamos de compartilhar com você um breve relato da trajetória da ex-engenheira da NASA, Ludmila Pontremolez, que resolveu explorar sua capacidade empreendedora para fundar a fintech Zippi. Saiba mais no texto a seguir!

fintech
Imagem reproduzida de Exame

O começo da trajetória da engenheira

Ludmila nasceu em São José dos Campos, em São Paulo. Talvez tenha estudado Engenharia por influência da família, que apreciava a Ciência e a área das Exatas. Inclusive, não só ela, mas duas irmãs suas também acabaram se tornando engenheiras. Especialmente a protagonista dessa história estudou Engenharia da Computação no Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Depois disso, trabalhou em empresas como a multinacional Microsoft. Inclusive, teve participação na Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (NASA), contribuindo para o monitoramento do telescópio Hubble.

Depois desse período, Ludmila chegou a morar no Vale do Silício, na Califórnia, que é considerado por muitos como o “berço da inovação tecnológica do mundo e terra das grandes startups“. E, por lá, trabalhando com um amigo, aprendeu bastante sobre o mercado financeiro, ciência, tecnologia e empreendedorismo. Ela teve grandes aprendizados enquanto estava à frente da operação da startup Y Combinator – que lida com empresas como Airbnb, Dropbox e Reddit. Acompanhar essas acelerações fez expandir demais o seu conhecimento, visão empreendedora e espírito de liderança. E o legal é que toda essa bagagem ela trouxe de volta com ela, para o Brasil!

“Fiquei apaixonada pelo fato de que aquele universo empreendedor não exigir idade ou qualificação, apenas uma boa ideia e muita força de vontade.” – engenheira Ludmila Pontremolez, em reportagem de Revista Exame.

A criação da fintech Zipp no Brasil

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Imagem reproduzida de Guia do Investidor

Em determinado momento, enquanto trabalhava ainda nos Estados Unidos, na fintech Square, Ludmila pôde participar de projetos de criação de ferramentas de software para pequenas empresas. Nesse momento, ela entendeu qual missão de vida queria seguir: desenvolver produtos de tecnologia voltados para o empoderamento econômico de pequenos empresários, gerando um forte impacto no ecossistema empreendedor do país. E seguindo esse pensamento, ela conseguiu criar a empresa Zipp.

A proposta da Zipp é trabalhar com soluções financeiras, oferecendo cartões de crédito – com limites e faturas semanais – para profissionais autônomos e pequenos empreendedores. A ideia é gerar capital de giro para eles e movimentar, de forma ágil, as finanças de suas empresas, fugindo daquele velho ciclo de ‘pagamento e recebimento’. E há ainda o objetivo de, em breve, ser lançado um recurso que vai permitir o uso das linhas de créditos com pagamento via Pix.

O bom exemplo social

Ludmila também se preocupou com o exemplo que daria às outras mulheres na sociedade. A engenheira sempre trabalhou em ambientes quase que dominados por completo por homens. Então, pode-se dizer que ela sentiu na pele a importância de fomentar a diversidade de gênero no mercado de trabalho. Por isso, hoje, ela faz o que pode para incentivar, dentro da Zippi, a contratação de mulheres e valorizar o protagonismo das mesmas em cargos de liderança. E a própria Ludmila é, hoje, modelo de inspiração para que suas colegas sintam que também são capazes!

“Tive muita insegurança ao empreender, por exemplo, porque me vi sem nenhuma referência, por isso percebo o quanto isso é relevante.” – Ludmila Pontremolez.

Leve adiante essa história incrível da engenheira Ludmila compartilhando o artigo a quem possa interessar!

Veja Também: Conheça o programa da Google para incentivar startups de mulheres na América Latina


Fontes: Exame.

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Redação 360

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Se você já teve a chance de ficar frente a frente com um drone voando, sabe que uma das características desse tipo de aparelho é o som inconfundível das suas hélices, como de uma abelha gigante – que alguns até acham mais incômodo do que um tráfego rodoviário. Mas vamos combinar que esse tipo de coisa pode comprometer uma operação civil ou militar, por exemplo. Pensando nisso, a startup americana Underfined Technologies desenvolveu o Silent Ventus.

Este seria um modelo de drone 100% elétrico e que funciona com propulsão iônica, que é acelerada graças a um motor com duas camadas de grades de eletrodos, alimentadas com tensões altas e opostas. De acordo com os fabricantes, isso reduziria o ruído da aeronave para algo entre 50 a 70 dB. A saber, os drones comuns geram ruídos entre 85 e 96 dB, que ultrapassam o limite adequado para zonas residenciais, industriais e comerciais.

Por hora, o Silent Ventus é apenas um protótipo. Antes de ser lançado no mercado, os projetistas desejam conseguir aprimorar a tecnologia para aumentar o tempo de voo do aparelho – e, talvez, com sorte, reduzir ainda mais o nível do seu barulho. Outro objetivo é garantir que os próximos drones tenham uma “física inovadora”, tornando viável o uso de propulsão iônica em condições atmosféricas com desempenho superior de até 160% em comparação com as tecnologias atuais de propulsores iônicos.

Confira imagens do drone Silent Ventus

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Imagem reproduzida de List23
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Imagem reproduzida de Olhar digital
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Imagem reproduzida de Bitcoin Miners Hashrate
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Imagem reproduzida de Div Bracket

Então, gostou dessa novidade sobre tecnologia de drones? Comente logo abaixo!

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Fontes: Olhar Digital.

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Diga-nos: você é o tipo de pessoa que adora conteúdos em formatos de vídeo? Se respondeu ‘sim’, então é provável que já tenha ouvido falar do TikTok, um aplicativo de vídeos curtos que está dando o que falar. Só para saber, em 2021, ele foi o mais instalado no mundo, com 62 milhões de downloads; e, atualmente, está em 154 países, disponível em 39 idiomas e com 800 milhões de usuários ativos – a maioria entre 16 e 24 anos. Pensando nisso, algumas empresas, inclusive de Engenharia, resolveram começar a testar um espaço na rede.

Veja Também: Android: descubra quais os 8 melhores aplicativos destaque neste início de 2022

Antes de tudo, a polêmica

Ao mesmo tempo que tantas pessoas amam e veem um potencial no TikTok, outros alertam para o possível perigo que a rede representa. Recentemente, a revista Forbes apresentou um estudo que apontava os malefícios do sistema de exibição de vídeos em modo ‘infinito’. Já em outra conversa registrada no Reddit, um usuário, que se dizia sênior de software, recomendou que as pessoas parassem de usar o aplicativo, alertando sobre seu possível sistema de rastreamento intrusivo de usuários e outros problemas. De acordo com ele, “O TikTok se esforçou muito para impedir que pessoas como eu descubram como seu aplicativo funciona. Há uma tonelada de ofuscação envolvida em todos os níveis do aplicativo (…). ”, “O TikTok pode não atender aos critérios exatos para ser chamado de “Malware” (…).”.

tiktok
Imagem reproduzida de BBC

O outro lado da moeda

Essa rede social, que chegou de mansinho em nossa vida, talvez de forma traiçoeira, ficou bastante popular durante a pandemia, sendo os seus conteúdos divertidos e leves um refúgios para muitos que se viam estressados e depressivos com a situação mundial. De repente, as empresas começaram a prestar mais atenção nessa forma de distração, vendo nisso um bom potencial para o desenvolvimento de estratégias de Marketing em diversos setores. Até mesmo os engenheiros consideraram usar o aplicativo para atingir e conquistar o seu público.

Mas, atenção, antes de seguir o exemplo dessas pessoas, reveja suas estratégias e avalie o que faz sentido para o seu negócio! Tenha em mente que nem todos os caminhos podem ser benéficos para o seu negócio. E não esqueça de refletir sobre os esforços que você pode aplicar em outras frentes.

O TikTok ao seu favor

Aposto que essa você não sabia, mas o TikTok tem, sim, uma plataforma de contratação de publicidade, a ‘TikTok for Business’, onde você pode buscar como aumentar o alcance com outros produtos e estratégias. Dá para construir anúncios adequados à rede e campanhas baseadas em tendências. E a melhor parte é que nem precisa ter um perfil ativo na rede para isso!

Perda de tempo e dinheiro? Talvez não! Lembre-se que seu segmento de público pode não estar no TikTok hoje, mas isso pode mudar de uma hora para outra no futuro!

Veja Também: 3 redes sociais profissionais que você deve criar um perfil

Como se destacar na rede

  • Para não perder tempo, faça uma pesquisa antes pata saber se vale mesmo a pena a sua empresa de engenharia investir no TikTok;
  • Planeje como construir uma boa imagem e identidade dentro deste ambiente digital particular;
  • Toda ação de Marketing Digital que adotar deverá ser definida com planejamento e monitoramento constante, acompanhando as tendências da vez e alinhando com o público e certas questões – como impacto audiovisual, afirmação de valores da marca, e mais;
  • Não copie e cole no TikTok o mesmo conteúdo que fez em outras redes sociais – e não invista apenas nesse aplicativo, deixando o resto de lado;
  • Busque pelo diferencial, enfatizando aquilo que só a sua empresa pode oferecer ou sabe fazer melhor;
  • Gere sempre conteúdo de valor para seu público, mostrando como resolver seus problemas o melhor possível;
  • E não esqueça que mesmo que você saiba fazer vídeos educativos, eles devem ser mais descontraídos para o TikTok.
tiktok
Imagem reproduzida de BBC

Montamos uma pequena lista de TikToks para você assistir em sua hora de folga. Todos eles têm como tema ‘a Engenharia’. Confira:

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Imagem reproduzida de A Gazeta

Para finalizar, gostaríamos de comentar a história do engenheiro civil Matheus Emerich. Ele foi diagnosticado com uma condição bastante rara, a Tay-Sachs, uma deficiência na enzima hexosaminidase responsável pelo metabolismo das gorduras. Ela deixa o cérebro mais lento, provoca dificuldades de locomoção, falta de equilíbrio, e mais. E foi o que fez o jovem não conseguir exercer a profissão no qual se formou.

Só que hoje ele é exemplo no TikTok, com vídeos que viralizaram, somando milhares de visualizações – um hobby que pode virar a sua profissão e gerar renda. E você, qual a sua desculpa para não apostar no aplicativo? Quem sabe, na distração, não encontra um meio de alavancar o seu negócio de Engenharia!

Veja Também: Como as Redes Sociais podem ajudar no conhecimento do estudante?


Fontes: Conexorama, BBC, NEOTEL.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Hoje em dia, muitos discursam sobre “fazer uma sociedade mais igualitária e justa”, mas é mais fácil na teoria do que na prática. Pensar e realizar projetos, além de executar de Engenharia e Arquitetura que tragam mais qualidade de vida e inclusão às diversas pessoas – principalmente os deficientes e aqueles com mobilidade reduzida – é nossa obrigação, não caridade e nem promessas vagas de propaganda eleitoral.

Pense bem, de acordo com dados do IBGE, mais de 45 milhões de brasileiros possuem alguma deficiência – representando quase 24% da população total do nosso país. Então, porque acessibilidade é um tema ainda tão difícil de ser debatido em sala de aula? De ser considerado dentro das empresas? De ser lembrado pelos órgãos públicos, ou ser debatido dentro das rodas de amigos e familiares? Afinal, certamente todos gostariam e deveriam poder ter o direito de ir e vir, não é mesmo?

Agora, o que tem impedido? Bem, na maioria das vezes as barreiras que a própria Engenharia e Arquitetura deixa para trás! Por isso é que surgiu a NBR 9050!

NBR 9050
Imagem reproduzida de Binar Construtora

O surgimento de uma nova norma brasileira

Na década de 1960, surgiu um conceito dentro da área de projetos que foi chamado de ‘desenho universal’, que foi o resultado de um questionamento que os especialistas faziam da padronização de medidas e formas para ambientes feitos pelo homem. Assim, todos ao redor do mundo perceberam estar mais que na hora de se fazer obras de Design, Engenharia e Arquitetura mais acessíveis para todas as pessoas, independente das suas características individuais e habilidades, diferentes fases de vida e proporções corpóreas. A ideia era que qualquer um pudesse usufruir plenamente dos ambientes e de seus objetos.

A ABNT NBR 9050

Enfim, essas ideias que citamos antes é que serviram de base para a criação da ABNT NBR 9050, em 2004, sendo um regulamento para a promoção da acessibilidade. O texto foi atualizado em 2015, sob o Decreto 5.296 e Lei de Inclusão, e revisado em 2020. E, hoje em dia, é o que os projetistas usam como parâmetro para entender como deixar seus projetos – incluindo de prédios urbanos e públicos – mais sustentáveis e seguros, já que o texto traz orientações sobre rotas de fuga, áreas de resgate e até sinalização tátil, por exemplo – que também é algo que está descrito na ABNT NBR 16537:2018, sobre Diretrizes para elaboração de projetos e instalação.

O que a NBR 9050 fez pelas pessoas é forçar com que os projetos de Engenharia e Arquitetura realmente considerem todas as parcelas da sociedade – idosos, gestantes e mais -, oferecendo maior facilidade de mobilidade, qualidade de vida e de acesso a serviços básicos a todos. Em consequência, vemos hoje vários edifícios antigos adaptados e novos adequados às nossas necessidades, tornando mais simples o nosso dia a dia!

Saiba que quem assina o projeto arquitetônico de uma obra é que estará responsável por cumprir o que regulamenta a Norma – e não adianta alegar desconhecimento.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) são os órgãos responsáveis por verificar se a NBR 9050 está mesmo sendo cumprida por engenheiros e arquitetos. Isso será feito por meio da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de cada projeto.

Outros órgãos também podem realizar esse tipo de fiscalização, como setores municipais de aprovação de projetos. E se a obra analisada não respeitar os parâmetros, o responsável por ela pode ser intimado pela prefeitura, levar uma multa e receber outras penalidades até que apresente um plano de alteração e execução das alterações de projeto.

Os parâmetros técnicos encontrados na Norma

Dentro da NBR 9050, é possível encontrar vários parâmetros técnicos que vão auxiliar os projetistas a se guiarem no momento de projetar, para que suas obras – construção ou reforma – sejam, no fim, mais acessíveis. E o seu texto traz observações pertinentes sobre:

  • tamanho dos ambientes, como banheiros e estacionamentos;
  • tamanho de circulações, como rampas – pensando principalmente para uma cadeira de rodas -, sem se esquecer na sua correta inclinação;
  • mobiliário;
  • tecnologia assertiva;
  • sinalizações horizontal e vertical, algumas com informações em braile;
  • características de revestimentos de piso;
  • barreiras arquitetônicas;
  • plataformas elevatórias;
  • etc.
NBR 9050
Imagem reproduzida de Guiaderodas

O que a NBR 9050 pode ensinar para você

Essa Norma veio, certamente, para embasar as construções do futuro! Seguindo suas determinações e cumprindo a legislação do nosso país, você, como projetista, conseguirá realizar projetos e obras de muito mais sucesso, contribuindo para que a nossa sociedade viva em ambientes mais humanos e inclusivos. Seguindo esse pensamento, não esqueça de:

  • analisar, no seu projeto, acessos principais, rotas acessíveis e manobras de calçadas;
  • número de vagas exclusivas para deficientes com rota mais acessível à entrada;
  • quando houver catracas, que pelo menos uma seja acessível;
  • quando houver porta giratória, que haja, ao lado, uma entrada alternativa para acessibilidade;
  • rampas seguindo a fórmula I= h x100 / C, na qual I é a inclinação expressa em porcentagem, h é a altura do desnível e C é o comprimento da projeção horizontal;
  • portas com puxadores e maçanetas adequado a pessoas cegas;
  • quando adequada e necessária, a instalação de símbolos e desenhos representando obesos, idosos, grávidas, indivíduos com bebê de colo, pessoas com deficiência visual com ou sem cão-guia e aqueles com mobilidade reduzida;
  • e sinalização sonora em áreas de resgate, mostrando as rotas de fuga – também adaptadas a pessoas em cadeiras de rodas.
NBR 9050
Imagem reproduzida de Guiaderodas
NBR 9050
Imagem reproduzida de Arquitetando Varejo!

Aliás, falando em rota de fuga, a NBR 9050 fala que:

  • 0,90 m para os corredores de uso comum com extensão máxima de 4m;
  • 1,20m para corredores de uso comum com extensão máxima de 10m;
  • 1,5m para corredores com extensão superior a 10m ou corredores de uso público;
  • com mais de 1,5m para corredores com fluxo intenso de pessoas.
NBR 9050
Imagem reproduzida de ResearchGate
  • as portas de elevadores devem seguir outra regulamentação (NBR 313).
  • quando abertas, as portas dos ambientes tenham um vão livre de no mínimo 2,10m de altura e 0,80m de largura;
  • elas devem poder ser abertas com um só movimento e as maçanetas precisam ser do tipo alavanca, instaladas a uma altura entre 0,80m e 1,10m.
  • e, no caso das portas de vestiários e sanitários, é preciso que exista, no lado oposto ao da abertura, um puxador horizontal associado a uma maçaneta e localizado a uma distância de 0,10m da dobradiça.
NBR 9050
Imagem reproduzida de Arquitetura Legal

Veja Também: Você sabia que pode baixar todas as normas técnicas de acessibilidade gratuitamente?


Fontes: Total Construção, Noventa.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

O Engenharia 360 preparou uma série especial apresentando as surpresas preparadas pelo Catar para a Copa do Mundo FIFA de 2022. A competição acontece agora, entre os dias 21 de novembro e 18 de dezembro, sendo a primeira vez na história a ser realizada em um período no final do ano. Também a primeira vez em que esse campeonato masculino é realizado no Oriente Médio.

Até o final da competição, 32 equipes vão passar pelas rodadas realizadas em diversas cidades-sedes. E tanto os jogadores com suas comissões técnicas quanto os torcedores e residentes devem aproveitar as tecnologias desenvolvidas para a ocasião – muitas permanecerão funcionando depois como legado do evento. Começamos analisando as novidades na área da construção civil!

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Imagem reproduzida de GZH

Tecnologias da Copa do Mundo 2022 | Construção civil

1. Aldeias de fãs

O Catar está preparando há muitos anos diversas soluções inovadoras para apresentar na Copa do Mundo de 2022. Uma delas são os hotéis flutuantes para a Ilha Qetaifan do Norte. São 16 construções no total – com 16 metros de largura, 72 metros de comprimento, 4 metros de profundidade e 1.616 unidades habitacionais -, cujos quartos vão somar com os mais de 40 mil quartos já disponíveis na capital, Doha. Estima-se que, no período do campeonato, 1,2 milhões de torcedores devem circular pelo país. E quando o evento terminar, as construções poderão ser realocadas para outras praias, pois serão construídas em um sistema desmontável.

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Imagem reproduzida de MKT Esportivo
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Imagem reproduzida de Hotelnews

Veja Também: Cidade inteligente que vai receber a Copa de 2022 está em construção no Qatar

2. Zonas refrigeradas

Durante o ano, geralmente a temperatura média de Doha é entre 41 e 50 graus Celsius. Por isso é que se preferiu mudar a data do evento para o final do ano. Mas para ajudar ainda mais, o país fechou um acordo com a empresa britânica Arup, que desenvolveu um protótipo de sistema de resfriamento de ar com ar-condicionado instalado sobretudo nos estádios.

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Imagem reproduzida de UOL

3. Tetos retráteis

Essa coisa da temperatura é mesmo algo muito sério. Por isso, os projetistas da Copa do Mundo do Catar também pensaram em soluções de tetos retráteis para deslizar, abrir ou fechar os estádios, a depender das condições climáticas severas durante o evento. A ideia é “aliviar” também o uso de energia e água, necessários para a refrigeração das instalações.

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Imagem reproduzida de CIVILIZAÇÃO ENGENHEIRA

4. Túnel de vento

Outra coisa que tem ajudado a aliviar a temperatura dentro dos estádios, além do ar condicionado, é o próprio design da arquitetura das construções. As maquetes físicas dos modelos, antes de serem erguidas, foram submetidas a testes em túnel de vento. Assim foi possível obter dados sobre possíveis medidas a serem adotadas para refrigerar melhor cada local. A saber, nesse caso, até mesmo a influência dos corpos dos torcedores foi considerado como uma possível influência para o esfriamento ou aquecimento.

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Imagem reproduzida de Superinteressante

5. Luminárias de LED

Uma coisa que percebemos em nossas casas que compromete sempre a temperatura dos ambientes e ainda consome muita energia elétrica são as lâmpadas. Isso também foi considerado nos projetos da Copa do Mundo do Catar. A decisão final é de que todos os estádios devem ser iluminados com iluminação de LED – que também é não tóxica e com vida útil mais longa -, que deve mudar de cor e fazer um lindo jogo de luz para a abertura e encerramento do torneio, mostrando diferentes tipos de efeitos.

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Imagem reproduzida de Placar

6. Banheiros ecológicos

E imagine todas estas pessoas assistindo aos jogos. Alguma hora elas precisarão ir ao banheiro. Quando isso acontecer, em alguns locais, elas encontrarão mictórios sem água, que selam a urina graças a um fluido à base de óleo, especialmente desenvolvido para se acumular no cano de esgoto e também reter os odores; vasos sanitários de descarga dupla, o que torna muito mais fácil empurrar os resíduos pelo ralo; e torneiras com sensores de desligamento automático e arejadores que reduzem a quantidade de água que flui delas.

7. Estádios sustentáveis

Na verdade, os estádios da Copa do Mundo 2022 foram projetados desde o início para terem uma arquitetura adequada ao Sistema Global de Avaliação de Sustentabilidade (GSAS). Portanto, são construções consideradas verdes, apesar de altamente sofisticadas. Elas conseguem economizar 45% de energia e 44% de água em comparação com outras obras da mesma linha e de acordo com os padrões do Código Internacional de Canalização.

Veja Também: Entenda como a engenharia sustentável está presente na construção civil

Outra grande sensação desses projetos é a estrutura de contêineres coloridos e elementos de aço para um estádio – o ‘974’ – nome que faz relação ao número de contêineres utilizados e ao código de marcação internacional do país – de 40 mil lugares e localizado próximo ao porto de Doha. Esta arquitetura é considerada a primeira desmontável vista em copas.

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Imagem reproduzida de Diário do Nordeste
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Imagem reproduzida de Globo Esporte

E seria impossível terminar este texto sem citar o estádio do primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo de 2022, o Lusail. Ele tem capacidade para 80 mil pessoas, 9 andares, um inovador sistema de refrigeração e uma estrutura que será convertida em um espaço comunitário incluindo escolas, empresas, cafés e hospitais no final do torneio.

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Imagem reproduzida de Globo Esporte
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Imagem reproduzida de LANCE!

Veja Também: Estádio que receberá a Copa de 2022 é símbolo de sustentabilidade e inovação


Fontes: Bola VIP, Blog Attri.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Precisamos admitir que toda mãe é um pouco – ou muito – engenheira. Certa vez, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR) fez uma campanha de homenagem ao Dia das Mães que dizia que “ser mãe é construir, semear e transformar o mundo todos os dias“. Outra vez, a filial do Conselho no estado de Santa Catarina (CREA-SC) disse que “ser mãe é construir um novo mundo“. Lindas essas frases, não?!

De fato, as mães fazem muito por nós, até bem mais do que imaginamos. Muitas vezes, elas também nos inspiram a sermos bons profissionais e a seguirmos com os nossos planos, apesar dos desafios impostos pela vida. E justamente um dos momentos mais difíceis que um engenheiro passa é o período da sua graduação, quando é preciso conciliar diversas disciplinas de muitos créditos com palestras e outros cursos para somar horas extras, mais estágio ou um trabalho de período integral, sem contar os momentos de descanso e convivência com a família. Vida social? Praticamente não sobra tempo. E isso tudo acaba abalando a saúde do estudante, inclusive psicológica. Daí é nesse momento que entra a mãe-amiga, dando aquela palavra de apoio que o faz seguir em frente, com muito mais força e foco!

“Lembre-se que Engenharia é um dos cursos com mais oportunidades do mercado.”

dia das mães
Imagem reproduzida de iphaids

“Lembre-se como é bonito o trabalho de um engenheiro, ajudando a solucionar os problemas do mundo.”

dia das mães
Imagem reproduzida de vestgeek

“Não se esqueça que Engenharia tem em todo lugar e está em tudo ao nosso redor. Se o mercado não está bom aqui, sempre há como trabalhar no exterior, fazer um intercâmbio…”

dia das mães
Imagem reproduzida de Pinterest

“Não se esqueça que nada nesta vida é fácil! Superando esta fase, você estará pronto para muitos desafios!”

dia das mães
Imagem reproduzida de Tenor

“Conclua a faculdade. Depois, se quiser seguir em outra carreira, sem problemas, pois nenhum conhecimento é perdido!”

dia das mães
Imagem reproduzida de Claudia

“Siga o seu ritmo. Só não se esqueça de como você é uma pessoa privilegiada por conseguir chegar onde chegou!”

dia das mães
Imagem reproduzida de Linkedin Aline Nazare

“Mantenha-se forte, pois muito em breve será recompensado por todo o seu esforço!”

dia das mães
Imagem reproduzida de BanjomanBold

“E a mãe estará sempre torcendo pelo seu sucesso. E, independente dos caminhos que seguir, saiba que estarei aqui para lhe ajudar no que for possível!”

dia das mães
Imagem reproduzida de wifflegif

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

O mercado brasileiro não está nos seus melhores dias, certamente. Precisamos admitir que existe um baixo número de profissionais realmente qualificados para preencher todas as vagas oferecidas nas Ciênciaa, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). Mas por quê? Bem, talvez o problema já venha de trás, no baixo estímulo dos estudantes para seguir essas carreiras.

As últimas reformas educacionais e curriculares no país também não conseguiram contribuir para alterar o cenário. E existem poucas organizações não governamentais e projetos públicos voltados ao tema. Então, qual estímulo que as pessoas teriam para apostar nessas profissões? Neste texto, o Engenharia 360 quer falar sobre o que as escolas de educação básica e seus professores podem fazer para ajudar a mudar o futuro do nosso país. Confira a seguir!

educação básica
Imagem reproduzida de Colégios Maristas – Rede Marista

Pensar Engenharia

A Engenharia pode já começar a ser ensinada no período da educação básica, “escondida” dentro de diversas disciplinas e suas atividades, como na geometria explicada pela Matemática. Seus conceitos podem ser aproveitados para demonstrar às crianças ser melhores cidadãos críticos e questionadores. O próprio exercício de pensar as cidades e espaços pode acender nelas um alerta para diversos problemas e incentiva-las a projetarem no imaginário ideias criativas que possam realizar um dia em suas comunidades. O foco é trabalhar fundamentalmente com as descobertas!

Investigação de problemas = busca por alternativas e soluções = tomada de decisões com base em evidências

Nesse processo, são expostas informações instigando a dúvida e o ato de pensar. Então, os estudantes se sentem motivados a ir atrás de respostas, sabendo muito bem porque é importante e como impacta as suas realidades. No meio do caminho, as crianças descobrem meios de fazer as coisas funcionarem no mundo ao seu redor, ficam mais conscientes até como futuros executores ou consumidores de sistemas, produtos e serviços. O objetivo é mesmo que questionem tudo, mesmo que, no futuro, trabalhem em áreas diferentes das engenharias e afins.

educação básica
Imagem reproduzida de Nova Escola
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Imagem reproduzida de Mackenzie

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Viver Engenharia

Agora, não basta apenas os alunos pensarem na boa Engenharia como algo que acontece lá fora, bem distante da sua escola ou até da sua casa. Já começa que o maior erro que os professores cometem é ensinar artes e ciências separadamente, de modo desconexo. Outro problema são as próprias instalações das instituições. Saiba que a qualidade do ambiente escolar pode inspirar ou desestimular o uso prático dessas matérias pelas crianças – ou os futuros adultos – no seu dia-a-dia!

educação básica
Imagem reproduzida de Freepik

Se a sala de aula é bem preparada pela Engenharia, dando bons exemplos de construção civil, elétrica, conforto ambiental, decoração e mais; se as crianças olham ao seu redor e veem coisas boas; se entendem que o mundo pode ser melhor; elas vão acabar levando essa ideia para além da sua “bolha”.

A escola já pode ser o primeiro bom exemplo de um mundo físico que vão ter na vida; os espaços dessas construções já podem ser pensados para que contribuam com o ensino, mostrando como as coisas deveriam ser; completando com os exercícios que os professores podem fazer com os alunos para demonstrar como os artefatos funcionam e formas de modificá-los para que funcionem ainda melhor – a exemplo de um ventilador, uma tomada, uma torneira ou um videogame. Tudo é aprendizado, e todo aprendizado é válido!

educação básica
Imagem reproduzida de Viva Decora
educação básica
Imagem reproduzida de Viva Decora

E quando falamos que o ambiente escolar pode ficar melhor através de uma boa Engenharia, também estamos nos referindo ao uso das tecnologias digitais – que, no fim das contas, também levam para o estímulo ao aprendizado da Engenharia, como um ciclo. Com isso, os alunos poderiam, por exemplo, modelar objetos em simulação 3D, vendo como as suas ideias funcionariam antes de serem implementadas no mundo real. Assim, eles conseguiriam compreender melhor que o único meio de aprimorar esse tipo de conhecimento, identificando problemas e atuando no mercado para resolvê-los, é continuando em sala de aula

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Imagem reproduzida de Engineering For Kids

Enfim, a Engenharia está ao nosso redor, presente em vários momentos da nossa vida. As crianças precisam ser ensinadas desde cedo sobre isso. Inclusive de que a #engenhariatransforma!

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Fontes: Porvir.

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Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.