Muita gente relaciona a imagem de Florianópolis à imigração sobretudo portuguesa. Porém, a história da cidade começou bem antes disso, com os índios Carijó, que oficialmente foram os povoadores originais da ilha de Santa Catarina e arredores – na época chamada de Meiembipe. Eles formaram, no local, o que se pode chamar de primeira sociedade bem organizada e planejada, adaptada ao ambiente costeiro.

Santa Catarina - Florianópolis
Imagem reproduzida de Floripa Sustentável

Depois dos índios, Dias Velho, o paulista, ex-bandeirante e proprietário de terras, criou um plano de expansão comercial e começou a adquirir propriedades variadas na região – como casas e até uma capela, onde hoje é a Igreja Matriz. Foi justamente este homem que mandou 100 pessoas para povoar outra vez a Ilha – época em que o território fazia parte de Laguna. Assim começou o processo de transformação de Florianópolis – isso foi no século XVI!

Santa Catarina
Imagem reproduzida de Pousada dos Chás Hotel Boutique

Em 1726, a cidade, na ocasião chamada de Póvoa de Nossa Senhora do Desterro, foi finalmente emancipada e, na sequência, construída a antiga Câmara de Vereadores. Inclusive, é por isso que até existe uma polêmica com relação a data de fundação de Florianópolis. Outra história que gera bons debates é quanto à origem do nome. Parece que a inspiração seria o nome do Marechal de Ferro, ou Floriano Peixoto, que governou o Brasil entre 1891 e 1894. Então, esse batismo seria um movimento em resposta à Revolta Federalista.

Santa Catarina - Florianópolis
Imagem reproduzida de Laura Coutinho
Santa Catarina
Imagem reproduzida de NSC Total
Santa Catarina
Imagem reproduzida de greenMe
Santa Catarina - Florianópolis
Imagem reproduzida de ARV Construtora
Santa Catarina
Imagem reproduzida de Convite ao Turismo

A saber, em 2022, existe uma proposta de um vereador local para que os seus conterrâneos votem, em plebiscito durante as eleições, a troca do nome ‘Florianópolis’ para ‘Floripa’, como a cidade já é popularmente conhecida! O que você acha dessa ideia? Escreva nos comentários! E, por falar nisso, parabéns aos florianopolitanos pelos seus 349 anos!


Fontes: NSC Total.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Aqui, no Engenharia 360, já falamos sobre os transformadores, que são dispositivos que, entre muitas coisas, modificam valores das impedâncias elétricas em circuitos elétricos. Mas o que são circuitos elétricos? Bem, são ligações de elementos como geradores, receptores e mais, compostos por três elementos básicos. O primeiro é a fonte de tensão – que pode ser uma bateria. O segundo é a carga, ou seja, a energia. E o terceiro é o condutor, que são os cabos que conduzem a corrente elétrica da carga saída da fonte de tensão. Saiba mais no texto a seguir!

Engenharia Elétrica
Imagem reprodução de Hardware libre

Quais são os tipos de circuitos elétricos que existem?

  • Em série: com apenas uma carga, com um caminho a ser percorrido pela corrente;
  • Paralelos: cargas em paralelo, seguindo para mais de um caminho;
  • Mistos: com mais de duas cargas, onde circuitos podem ser ligados de forma mista – série e paralelo.

Como funcionam os circuitos elétricos, de modo geral?

Pode existir, sim, uma diferença de potencial em um circuito elétrico. Vai depender da fonte de tensão utilizada. E a energia nela contida é transformada enquanto passa pelos circuitos, virando luz, som, calor e mais. Os circuitos também podem ser utilizados para ligar dispositivos elétricos e eletrônicos de acordo com suas especificações de funcionamento, referentes à tensão elétrica de operação e à corrente elétrica suportada pelo dispositivo.

Engenharia Elétrica
Imagem reprodução de GoKursos7

A saber, são elementos básicos da representação desses circuitos os seguintes elementos básicos: ramos, malhas e nós! E toda e qualquer variável nesse conjunto pode ser avaliada por dispositivos de controle, como amperímetros e os voltímetros. No mais, a distribuição de energia por estes circuitos ajudaria, em residências e indústrias, a levar luz através de condutores, conectores e tomadas. Também eliminar picos de corrente, aumentar ou baixar tensão de entrada, e transformar corrente alternada em corrente contínua.

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Imagem reprodução de Loja do Mecânico

Como podem ser formados os circuitos elétricos?

Os circuitos elétricos podem ser formados por diversos elementos. Por exemplo:

  • Resistores: dispositivos elétricos com alta resistência elétrica que se opõem fortemente à passagem de corrente elétrica;
  • Receptores: dispositivos que transformam a energia elétrica presente em um circuito em outras formas de energia, inclusive calor – diferente dos resistores;
  • Geradores: elementos responsáveis por fornecer energia para os circuitos elétricos;
  • Capacitores: dispositivos são capazes de reter grandes quantidades de cargas elétricas, liberando-as rapidamente quando solicitado;
  • Fusíveis: dispositivos de segurança que interrompem a passagem de corrente elétrica nos circuitos caso exceda uma margem de segurança; e
  • Interruptores: dispositivos de segurança que servem para permitir ou interromper o fluxo de corrente elétrica.
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Imagem reprodução de ITPAC

Fontes: UOL, Mundo Elétrica.

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Engenharia 360

Redação 360

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Nota: Antes de falarmos sobre as etapas de tratamento de água, precisamos contar que a Inea-RJ multou no final de agosto de 2023 a empresa Burn em R$ 10,7 milhões pela presença excessiva de espuma no Rio Guandu, resultando na interrupção do fornecimento de água pela Cedae. A empresa é acusada de despejar uma quantidade de surfactantes acima do permitido por lei na galeria de águas pluviais em sua fábrica em Queimados, causando o fechamento da estação de tratamento. A Cedae fechou a captação de água para garantir a segurança da população diante da presença de espuma branca no manancial.

A saber, em algumas aplicações de tratamento de água, surfactantes podem ser usados para ajudar na dispersão de produtos químicos que tratam a água, melhorando sua eficiência.


Água é vida!“, assim dizem os livros e os professores, e é a mais pura verdade! Sem água não haveria nada neste planeta; simplesmente não seria possível manter a nossa sobrevivência, dos outros animais e das plantas. Por isso é que precisamos de profissionais, como os engenheiros hídricos, para analisar como explorar de forma consciente esse recurso precioso presente em nosso planeta. E contamos também com os serviços públicos de abastecimento para que justamente levem o fornecimento de água adequado às nossas casas, sempre de forma saudável e de boa qualidade. Saiba mais sobre isso no texto a seguir!

etapas de tratamento de água
Imagem reproduzida de Jornal NH

Como saber se é preciso tratamento de água para consumo?

Responder a essa questão é algo bastante complexo – nada simples até mesmo para um profissional experiente no assunto. Em resumo, o tratamento só deve ser realizado depois de uma análise bem apurada. Primeiro das necessidades. Depois, da qualidade da água; dos processos essenciais para captação e tratamentos; além de todos os processos exigidos e futuras inspeções sanitárias, incluindo análises físico-químicas e bacteriológicas. E é claro que, dependendo do cenário, da potabilização da água a ser distribuída, poderá ser preciso cumprir uma série de etapas de trabalhos.

etapas de tratamento água
Imagem reproduzida de Sienge

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Quais as etapas de tratamento geralmente cumpridas nas Estações de Tratamento?

etapas de tratamento água
Imagem reproduzida de ALFACOMP

ETAs, assim são chamadas as Estações de Tratamento de Água. De modo geral, todas elas cumprem certas fases para tratar o líquido e, assim, oferecê-lo nas melhores condições pensando na saúde das pessoas. Veja quais são:

Fase 1

A fase 1 engloba Coagulação e Floculação. Isso significa que é realizado um processo com reagentes – como Sulfato de Alumínio e Cloreto Férrico – para agrupar as partículas de impurezas na água para que possam ser coletadas. Depois é utilizado um alcalinizante para a correção de pH, o que ajuda na atuação efetiva do coagulante.

Fase 2

Na fase 2, a água vai para tanques retangulares e os flocos de impurezas são finalmente separados por meio da gravidade – processo chamado de decantação.

Fase 3

A terceira fase do tratamento envolve a filtração da água, encaminhada para novas unidades, por onde passa por um filtro constituído de um meio poroso granular, como areia, mais um sistema de drenagem poderoso.

Fase 4

Para fazer a desinfecção da água, na fase 4, é usado um agente físico ou químico, como um desinfetante – tipo cloro, ozônio, luz ultravioleta e íons de prata -, para a destruição dos microrganismos patogênicos que poderiam transmitir doenças.

Fase 5

Na última etapa, tem-se a fluoretação da água por base de flúor – íon fluoreto – para a redução da incidência, por exemplo, de cárie dentária.

etapas de tratamento água
Imagem reproduzida de CORSAN

Então, o que achou das etapas de tratamento de água para abastecimento pela rede pública? Mas ainda convidamos você para continuar esta leitura em “Alerta máximo! Período extremo de seca indica crise hídrica para o Brasil em 2022“!

Veja Também: Bioágua – entenda quais as perspectivas que a ciência dá para a agricultura em tempos de crise hídrica


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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

A caminhada profissional não é fácil para ninguém. Todos acabam tendo altos e baixos na trajetória. Claro que alguns erram mais por não se prepararem adequadamente para os desafios que lhe são colocados. Mas, em outros momentos, o que pesa mesmo é a situação do mercado. E, nestes últimos anos, temos sido colocados num grau ainda mais elevado de dificuldade, principalmente por conta do cenário pandêmico e mais. A pergunta que fica é: “Ainda vale a pena ser engenheiro no Brasil?”. Quem responde é o nosso colaborador 360 e engenheiro civil Cristiano Oliveira! Confira!

Eng. Cristiano Oliveira
Imagem de Eng. Cristiano Oliveira – Colaborador 360
1 – Para começar a nossa entrevista, conte para nós, de forma breve, por que você escolheu trabalhar com Engenharia. Depois, quais foram os desafios encontrados para a sua formação no período da faculdade, em termos de ensino dentro de sala de aula, analisando principalmente como as engenharias são valorizadas no setor universitário brasileiro.

“Eu escolhi fazer Engenharia no ano de 1996. Na época, eu trabalhava em uma empresa do ramo alimentício e decidi que não queria fazer aquilo para o resto da vida. Então, como gostava e tinha facilidade com exatas, acabei encontrando na Engenharia uma formação que eu me identificasse, embora, na época, não tivesse a mínima noção do que um engenheiro realmente fazia.

Naquele ano (em 1996), eu acabara de terminar o Ensino Médio (na época não chamava assim). E tinha um fator desafiador a mais: eu não tinha dinheiro para pagar uma faculdade. Nesse momento, avaliei as opções e a única opção era fazer uma universidade pública. Decidi fazer Poli. Após essa decisão, foram 3 anos de cursinho para conseguir entrar. Objetivo realizado, consegui passar na Fuvest na 3ª tentativa e o sonho de entrar na faculdade havia sido realizado. Agora o sonho era sair…

O cenário era muito pouco favorável: morava na região de São Miguel Paulista, não tinha carro, emprego e dispunha de um ‘patrimônio’ de R$1.500,00 que havia ganhado no processo de rescisão da ‘firma’.

Eu ia de ônibus e perdia em média umas 4 hs por dia só de traslado. Usava esses momentos para estudar, repassar a matéria, dormir… Ou seja, transformar esse ‘tempo perdido’ em ‘tempo útil’.

O curso de engenharia na Poli é integral, mas com algumas janelas. Nesses intervalos eu dava aulas particulares de Física e Matemática. Além disso, resolvia as listas de exercícios assim que elas saíam, para poder vender no xerox: além de estudar, conseguia R$15,00 por lista. Parece pouco (e é!), mas naquele tempo, conseguia 7 fichas para o bandejão (cada ficha na época era R$1,90).

Foram anos desafiadores! Mas não mudaria absolutamente nada, porque foi nessa época que aprendi a realizar metas pessoais (passar na Fuvest), organizar o tempo (morar longe, estudar, trabalhar, me formar em 5 anos…) e fazer o que eu havia me programado para fazer, que era cursar Engenharia no maior centro universitário da América Latina, a USP.
Quanto ao ensino em sala de aula, o desafio era passar e me formar mesmo.

Lembro nos primeiros anos da faculdade, via diversos colegas que costumavam ser referências em relação a exatas em seus colégios, chorando desesperados porque haviam tirado seu primeiro zero ‘meu pai vai me matar’, ‘isso nunca aconteceu comigo’… depois superaram e aprenderam que o jeito de estudar no colégio era bem diferente do jeito de estudar na faculdade.

Há professores muito bons e outros não. O fato é que aprendi a aprender sem depender da variável ‘professor’ em algumas matérias. Durante o processo eu não gostava, evidentemente, preferia quando havia um professor competente para passar a matéria. Mas, diante da adversidade, ou a gente xinga ou a gente encontra um jeito de superar a adversidade.

Hoje, vejo que aprender a aprender foi uma das maiores competências que eu desenvolvi, porque o mercado hoje é muito dinâmico e para você ficar para trás, basta ficar parado.”

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Imagem reproduzida de poli universidade – G1 – Globo
2 – Agora, vamos pular para a realidade do mercado atual. Sabemos que, desde a sua formação, o mercado mudou, se aprimorou ainda mais e passou a exigir outras qualidades e habilidades dos candidatos. Com base na sua vasta experiência, e olhando para trás, como você enxerga essa evolução, principalmente nos últimos anos, com a crise econômica e a necessidade de crescimento de alguns setores?

“Olhando sob o prisma técnico, desde a minha formação, houve mudanças, sem dúvida. Principalmente em relação às tecnologias (lembre-se que em 2003, praticamente 20 anos atrás, ainda havia barreiras tecnológicas que hoje não existem, os desafios são outros). Na Engenharia, portanto, é uma necessidade a atualização pessoal em relação às novas tecnologias, entender seus usos específicos e nos tornarmos aliados do que há de melhor no mercado (aprendizagem constante). Entretanto, como a cadeia da construção civil é muito extensa (estudos de viabilidade, projeto, planejamento, gestão da construção, gestão do ativo, e mais) e atinge diversos níveis de clientes (desde o ‘pessoa física’, que quer construir sua casa, até as multinacionais, que demandam grandes projetos e obras), há grandes distorções entre os modos de produção. Ou seja, há empresas no mercado da construção que já usam os benefícios tecnológicos a seu favor e há os que ainda trabalham como há 50 anos.”

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Imagem reproduzida de engenharia construção civil – Mapa da Obra

“Olhando sob o prisma mercadológico, no Brasil, o setor da construção civil está submetido a ciclos de picos de demanda e momentos de baixa. No momento atual, estamos vivendo uma retomada, caminhando para mais um pico nos próximos anos. Um dos fatores que torna esse pico incerto é a instabilidade política que vivemos. Isso afasta investimentos, mas não me aprofundei nisso.”

“O fato é que há muito a ser resolvido ainda em termos de infraestrutura (ainda sofremos com as enchentes, estradas em péssimo estado de conservação, coleta parcial de esgoto, dentre outros) e há demandas internas por profissionais para fazer acontecer.”

“Sendo assim, o mínimo que se espera de um bom profissional, é o domínio da sua técnica. São as chamadas ‘hard skills‘. Além destas habilidades, temos ainda as habilidades interpessoais, ou as ‘soft skills‘.”

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3 – Explique para os jovens leitores do Engenharia 360 o que são hard skills e soft skills e o que, dentro desses conceitos, seria fundamental para um candidato na área de Engenharia apresentar, pensando em uma seleção de vaga.

“Como dizia, as ‘hard skills’ são as habilidades técnicas adquiridas. Um carpinteiro precisa saber conceitos específicos do seu ramo. Assim como um médico, um dentista e um engenheiro. O mínimo que se espera de um bom profissional é que ele domine suas técnicas!

Já as chamadas ‘soft skills‘, eu costumo dizer que deveriam se chamar ‘fundamental skills’, porque são fundamentais mesmo, deveriam ser estimuladas, ensinadas e praticadas, porque são importantes para um ambiente de trabalho saudável – não só no ambiente de trabalho, na vida em geral.

São exemplos de soft skills: capacidade de liderança, saber trabalhar em equipe, formular bem objetivos, saber dar e receber feedback, gestão inteligente do tempo e das tarefas, comunicação assertiva, resiliência e postura solucionado.

Esta são habilidades sutis, e sua avaliação se dá pelo resultado no dia-a-dia. Já tive a oportunidade de trabalhar em times com profissionais que apresentavam muitas soft skills, e outros menos.

A diferença sentida na pele é gritante: trabalhar com um time técnico competente e que sabe se comunicar é realmente prazeroso. Você enxerga claramente seu papel e importância no todo.

O contrário, no entanto, é quase uma tortura!

O aprendizado que tirei dessas situações é o de sempre estimular a equipe a desenvolver as soft skills!

Algo que acho de extrema relevância: TODOS somos muito bons em, no mínimo, algum soft skill. O que ocorre é que, às vezes, não sabemos nem o que são e nem sabemos que temos por falta de autoconhecimento das nossas habilidades.

Então, um bom caminho é: conheça sobre soft skills, mapeie aquelas em que você é realmente bom e coloque foco nelas. Digo isso porque já vi pessoas mapeando suas skills e querendo desenvolver as que ele não é bom. Esse é um caminho também, mas antes, reforce aquilo que você é bom! Depois, se você almeja ser um profissional de destaque e tocar grandes projetos, desenvolva aquelas mais necessárias à sua área.

Importante salientar que, conhecendo ou não as suas soft skills, um recrutador bom saberá identificar seus pontos fortes e fracos. Por isso fazem dinâmicas e, se perceber bem, essas dinâmicas avaliam muito menos a parte técnica e mais a sua parte comportamental.

Nesse sentido, conhecimento é poder. Autoconhecimento, então, é a própria ‘força’.”

carreira engenharias
Imagem reproduzida de soft skills – LEC
4 – Aliás, falando em emprego, quais as dicas que você daria, neste momento, para os recém-formados e profissionais que estão voltando a atuar como engenheiros? Quais as estratégias eles devem adotar para conseguir encontrar não apenas um emprego, mas aquele emprego que vai lhe trazer bons retornos financeiros, de conhecimento e crescimento de carreira.

“O principal é fazer aquilo que você é bom. E ser bom no que faz!

Mas precisa saber no que você é bom… e realmente não é algo tão óbvio.

A responsabilidade da gestão da carreira de cada um é algo totalmente individual. É você quem define com o que quer trabalhar, por quanto tempo, onde quer chegar…

Bons rendimentos são reflexo de trabalho bem feito! Se conseguir um emprego que pague bem, mas se você não entrega resultado, esquece! Não se sustenta. Por outro lado, se você assume o compromisso de agregar valor à sua empresa, à sua carreira e à sua pessoa, é inevitável bons retornos financeiros.

Se você se formou e busca um bom lugar para trabalhar, é fundamental entender seu papel na empresa e traçar seu plano de carreira. E, para isso, é fundamental ter alguém em quem se espelhar: um líder que você quer ser daqui 5 anos, aquele profissional que você admira…, porque você vai ter condições de conversar e entender como ele chegou onde você quer estar.

E aí, o que observo no dia-a-dia é que as pessoas têm dificuldade em definir onde elas querem estar.

‘Ah Cristiano, mas não admiro ninguém no meu trabalho’. Então recomendo que mude de trabalho/ambiente. Ou passe a vida reclamando.

Estamos falando do Brasil, mas há inúmeras oportunidades em escritórios de Engenharia no mundo inteiro. Citarei dois exemplos: a Europa é um continente carente de mão-de-obra, em função da sua pirâmide populacional está quase invertida (a base muito menor que o topo); a Austrália está vivendo um “boom” do mercado da construção civil e super-empolgados com as possibilidades da Metodologia BIM. Há opções para quem busca se desenvolver e tem liberdade de mobilidade.

Seja no Brasil, seja fora, ninguém vai te dar um emprego para você trabalhar! Vão te pagar para você trazer soluções e agregar valor em termos de produtos e serviços. Quanto antes entender isso, melhores serão seus resultados.
Portanto, seja lá onde você for trabalhar, faça o seu melhor! Desenvolva-se sempre – por você!

Os trabalhos, chefes, empregos, são temporários. Mas o tempo vai recompensar seus investimentos em você mesmo!

Aprimore constantemente suas hard skills e soft skills. Aprimore constantemente a si mesmo. E em algum momento (quanto antes melhor), define quem você quer ser quando crescer e trace o caminho para atingir esse objetivo.”

carreira engenharias
Imagem reproduzida de Metodologia BIM – Grupo AJ
5 – Você já participou de algumas lives pelo 360, sempre incentivando que os estudantes e profissionais formados continuem alimentando constantemente a sua criatividade e fome de saber. Afinal, este é o melhor modo de se manter atualizado, não é mesmo? Mas como você indica que eles canalizem esta força de vontade e dedicação além dos livros? Na sua opinião, é possível aprender através da prática – extraclasse ou extra escritório – como?

“Sem dúvidas alimentar a curiosidade, criatividade e o desejo de entender as coisas é um bom caminho para se manter atualizado.

Manter-se atualizado na sua área, é imprescindível. Fundamentalmente, se você quiser se destacar e construir uma carreira sólida.

Dessa forma, são diversas as maneiras de aprendizagem:

  • Cursos específicos com foco em aprimorar as hard skills (aquele curso ou vídeo do YouTube daquele software, ou aquela nova tecnologia empregada em determinado lugar do mundo, por exemplo).
  • Desenvolver inteligência emocional e soft skills (porque o mercado é por vezes agressivo, você encontrará pessoas não tão preparadas quanto você e, principalmente, porque quem se conhece, conhece também aos outros e desenvolve maior capacidade de compreensão, empatia e sangue-frio para tomar decisões quando o ‘bixo tá pegando’).
  • Desenvolvimento pelo trabalho: é totalmente possível e recomendado desenvolver capacidade de observação e aprendizagem com os pares. Essa foi a principal fonte de aprendizagem no início de carreira, quando outros engenheiros me passavam os serviços e explicavam do que se tratava, o que precisava ser feito, quais os pontos de atenção, etc.
  • Eu fui muito pelo caminho dos cursos e treinamentos. Aprendi, estudei e ainda estudo muito sobre soft skills, já que hoje trabalho liderando equipes de projeto e a principal variável a ser cuidada numa equipe são as pessoas.”
6 – Para encerrar, gostaríamos que você desse uma opinião sobre o drama que alguns engenheiros vêm enfrentando nos últimos anos. Em diversas reportagens publicadas na mídia entre 2020 e 2022, profissionais com até mesmo mestrado e doutorado relatam o drama do desemprego. Como você enxerga que será o futuro destas pessoas? Ainda há vagas para as engenharias no Brasil? Diga por que, ao ler estas notícias, um jovem não deveria desistir da sua graduação?

“O problema sempre é o equilíbrio, ou encontrá-lo.

Mestrado, doutorado, pós são exemplos de aprimoramento das hard skills. São, inclusive, requisito para determinados trabalhos. Mas não são o único caminho e nem são garantia de emprego. Não adianta nada uma empresa ter um gênio com QI 170 que não é capaz de comunicar sua genialidade ou compartilhá-la para gerar valor para si. Da mesma forma, um cara que fala super bem em público, é resiliente e bom líder, sem bagagem técnica nunca será um bom gerente de Engenharia.

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Imagem reproduzida de hard skills – Lugarh

No meu caso, cheguei a começar duas vezes o mestrado e interrompi o primeiro por questões pessoais e o segundo porque tomei uma decisão naquele momento de: ou concluir o mestrado no próximo ano, ou viajar para o Rio de Janeiro e passar lá 4 anos em uma obra na área naval, em um estaleiro, realizando a conversão de duas plataformas de exploração de petróleo.

Nessa decisão pesou justamente isso: ter mestrado ou doutorado é bom, mas eu queria ter experiência de campo, já que meus primeiros 10 anos de formado foram em escritório de projeto. Minha prioridade foi me desenvolver como engenheiro e não me especializar através de uma titulação. Escolhas! Foi o caminho que vislumbrei e percorri.
E por que estou contando essa pequena história? Porque haverá sempre emprego para quem se capacitar e tomar consciência disso. No Brasil, as opções acabaram se limitando em virtude dos últimos anos terem sido bem desafiadores.

Mas, certamente, quem está na graduação e se identifica com o curso, evidentemente deve concluí-lo.
E já se antenar nas possíveis áreas de atuação, conversar com profissionais dessas áreas, entender suas rotinas, habilidades técnicas requeridas, etc.

Então, vislumbro nos próximos uma demanda crescente por profissionais. Sempre haverá vagas para as Engenharias, algumas mais limitadas, outras menos, mas sempre haverá vagas e demanda por bons profissionais.
Há inúmeros ‘lugares vagos’ esperando gente competente para assumir.”

7 – Gostaria de passar alguma mensagem final para os nossos leitores do Engenharia 360? Vou continuar recomendando que se capacitem sempre, essa estrada não acaba nunca! E quanto mais você se capacitar e agregar valor a si, maiores as chances de ESCOLHER onde você quer estar.

“Mas deve ser uma capacitação, além da técnica.

Entendam como funcionam sob pressão e se conheçam no momento do stress.

Muitas pessoas são contratadas por suas habilidades técnicas, mas dispensadas por falta de habilidades comportamentais.

Hoje, grandes empresas já levam em conta muito mais a parte comportamental do que a técnica, porque sabem que a técnica se desenvolve mais facilmente que os comportamentos. E quem se conhece, sabe fazer o Marketing correto de si mesmo, conhecendo seus pontos fracos e fortes. Isso impressiona positivamente o pessoal de RH (que é o primeiro filtro num processo seletivo).

Quem sabe isso e aplicá, tem um mundo inteiro para explorar, se assim desejar.”

E claro, continuem acompanhando nossas matérias por aqui, no Engenharia 360! Com certeza buscamos compartilhar aquilo que sabemos que pode agregar aos nossos amigos e seguidores!


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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Escolher uma profissão, um destino para a sua carreira, é algo muito sério. Talvez esteja no “top 10” das decisões mais difíceis que você terá de fazer depois do Ensino Médio. E é provável que, pela influência da escola e de todas as disciplinas que admira, sua escolha possa ser Biologia, que é a ciência responsável pelo estudo das diferentes formas de vida e de investigar a origem, evolução, estrutura e funcionamento de seres, organismos e meio ambiente. Mas e se, ao invés disso, ampliasse as opções e considerasse uma das engenharias?

Quais as outras opções para quem gosta de Biologia?

1. Engenharia Ambiental

Conheça quais as Engenharias relacionadas à Biologia
Imagem de PublicDomainPictures por Pixabay

Em primeiro lugar nesta lista, a Engenharia Ambiental é para quem gosta – além de biologia, física e química – de economia, política e antropologia. E essa profissão faz uso de recursos tecnológicos, como imagens de satélites, para lutar a favor da preservação do meio ambiente, sustentabilidade e outros desafios ambientais.

2. Engenharia Biomédica

Biologia e engenharia
Imagem de RAEng_Publications por Pixabay

Com essa profissão, é possível investigar sistemas para detecção de doenças nos seres humanos e suas causas, o que pode ajudar os médicos a desenvolver tratamentos para combatê-las.

3. Engenharia de Biotecnologia

Biologia e engenharia
Imagem de Michal Jarmoluk por Pixabay

Essa Engenharia trabalha com tecnologias voltadas às áreas da saúde, química, ambiental e mais que são utilizados no estudo de plantas e microrganismos prejudiciais aos seres humanos.

4. Engenharia Hídrica

Biologia e engenharia
Imagem de kubinger por Pixabay

Tal Engenharia, como algumas outras, analisa o uso de recursos naturais; nesse caso, o foco é a água e todo o impacto ambiental envolvido na sua exploração.

5. Engenharia Genética

Biologia e engenharia
Imagem de Mahmoud Ahmed por Pixabay

E essa é para quem gosta especialmente de Biologia Molecular e novas tecnologias que levam a pesquisas relacionadas à animais, plantas, bactérias, vírus, entre outros.

E quanto a Bioengenharia, considerada uma das carreiras mais promissoras?

Biologia
Imagem reproduzida de Bioengenharia – Fitness Magazine

Sim, pode-se dizer que a Bioengenharia é uma das profissões do futuro; isso porque lida com questões essenciais para o desenvolvimento da humanidade, unindo, como o próprio nome explica, Engenharia e Biologia, além de Medicina, Matemática, Química, Física e Tecnologia. O objetivo é desenvolver métodos e equipamentos inovadores. Por exemplo, equipamentos de diagnóstico e tratamento, aparelhos de respiração, órgãos artificiais, aparelhos de laboratório, centrífugas, incubadoras, maquinário necessário para o desenvolvimento genético, produção de energias renováveis, tratamento de água e resíduos químicos, produção de alimentos, e mais.

O único problema nesta história é que curso de Bioengenharia ainda não é oferecido por nenhuma universidade no Brasil. As alternativas mais perto disso são:

  • Engenharia Bioenergética
  • Engenharia Biomédica
  • Engenharia Bioquímica
  • Engenharia de Bioprocessos
  • Engenharia de Biossistemas
  • Engenharia de Biotecnologia

Fontes: Mais Bolsas, Guia da Carreira.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Com certeza, você já deve ter ouvido a seguinte expressão: que vivemos no ‘Planeta Água’ – isso por ter vindo de um engenheiro hídrico. Sim, o nosso país, visto de longe, inclusive é azul por conta da quantidade de água que possui – e isso quem constatou foram os primeiros astronautas que voaram para fora da Terra. Mas, apesar de ser um recurso natural abundante por aqui, ele falta para muitos ao redor do globo. Porque, na verdade, água qualquer é diferente de água potável para beber. Essa análise é feita por uma profissão que é, hoje, bastante promissora no mercado. Saiba mais no texto a seguir!

água - engenharia hídrica
Imagem de kubinger por Pixabay

Por que o Brasil precisa tanto de mais engenheiros hídricos?

De fato, as pessoas precisam realmente de melhor orientação de como explorar, de forma consciente, esse líquido tão precioso de nosso planeta. Óbvio que isso ficou mais evidente nestes últimos anos, quando tivemos um aumento de notificações de escassez e racionamento de água em regiões de nosso país e outros tantos. Só que essa é uma situação bem estranha, sobretudo quando pensamos no tamanho do território do Brasil e o enorme volume de água que sempre tivemos. Acontece que esse cálculo, de quanta água há disponível e o quanto é suficiente para abastecer, de forma correta, a natureza, as casas das pessoas, plantações e além, é algo bem mais complexo do que se poderia dizer em um texto tão curto quanto este!

Sim, a causa disso tudo, em parte, é o aquecimento global e o desmatamento. Mas alguns especialistas de mercado dizem que a falta de conhecimento e de planejamento por profissionais especializados atuantes dentro dos governos, especialmente para gerir melhor esse recurso, seria o mais grave. Imagine que, além da falta de infraestrutura e investimentos em soluções de recursos hídricos, ainda temos poucos estudantes interessados em estudar esse ramo da Engenharia.

Só que, agora, por necessidade, provavelmente a figura do engenheiro hídrico estará cada vez mais presente perto de nós, lidando com questões particulares sobre esse elemento tão indispensável para a vida no planeta. Ficou curioso? Quer saber se seguir essa carreira pode ser mesmo uma boa ideia neste momentos? Como a demanda por esse tipo de profissional tem aumentado nos últimos anos? Então, continue lendo este texto!

água - engenharia hídrica
Imagem de Lynn Greyling por Pixabay

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Afinal, qual a demanda para Engenharia Hídrica no mercado nacional?

Então, vamos à explicação mais resumida possível: Engenharia Hídrica é o campo especializado na exploração e gestão de recursos hídricos! Ou seja, o objetivo de qualquer engenheiro hídrico deve ser planejar como utilizar bem a água, visando evitar desperdícios; e prevenir que ela falte mediante escassez, sobretudo levando em consideração o impacto das atividades humanas, políticas, econômicas, costumes sociais e aspectos ambientais. Enfim, pensando em tudo isso, podemos afirmar que a Engenharia Hídrica tem um mercado em evidente crescimento diante dos desafios atuais e futuros!

Habilidades técnicas

E olha que legal, de acordo com a Resolução nº 492, de 30 de junho de 2006, o engenheiro hídrico pode trabalhar com:

  • Uso e gestão de recursos hídricos superficiais, sistemas hidrológicos, sistemas de informações hidrológicas e circuitos hídricos, incluindo seus aspectos técnicos, sociais e ambientais.
  • Supervisão, coordenação e orientação técnica.
  • Estudo, planejamento, projeto e especificação.
  • Estudo de viabilidade técnico-econômica.
  • Assistência, assessoria e consultoria.
  • Direção de obra e serviço técnico.
  • Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico.
  • Desempenho de cargo e função técnica.
  • Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica; extensão.
  • Elaboração de orçamento.
  • Padronização, mensuração e controle de qualidade.
  • Execução de obra e serviço técnico.
  • Fiscalização de obra e serviço técnico.
  • Produção técnica e especializada.
  • Condução de trabalho técnico.
  • Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção.
  • Execução de instalação, montagem e reparo.
  • Operação e manutenção de equipamento e instalação.
  • Execução de desenho técnico.

Crescimento e demanda

Os engenheiros hídricos têm muitas opções para seguir em sua carreira. Quer saber quais? Bem, por exemplo:

  • Trabalhos em saneamento básico.
  • Construções de barragens.
  • Irrigação.
  • Implantação de usinas hidrelétricas.
  • Infraestrutura aquática.
  • Drenagem de solos.
  • Indústria alimentícia.
  • E mais.
água - engenharia hídrica
Imagem de Jose Antonio Alba por Pixabay

Jornada de trabalho e piso salarial

Com base na Lei 4.950/A, de 22 de abril de 1966, que especifica o salário mínimo dos profissionais de Engenharia, um engenheiro hídrico pode cumprir:

  • 6 horas, a 6 salários mínimos.
  • 7 horas , a 7,25 salários mínimos.
  • ou 8 horas, a 8,5 salários mínimos.

Mas vale lembrar que esse salário pode mudar dependendo do tempo de experiência do profissional; outra coisa que pode influenciar essa análise é a região onde se busca as ofertas!

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E onde os brasileiros podem aprender Engenharia Hídrica?

Infelizmente, na real, existem poucas faculdades no Brasil que oferecem o curso de Engenharia Hídrica. Atualmente, o portal e-MEC, do Ministério da Educação, apresenta o nome de quatro instituições:

  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
  • Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI).
  • Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).
  • e Universidade Federal de Pelotas (UFPEL.

Outros cursos que chegam bem perto da grade curricular da Engenharia Hídrica são o Tecnólogo em Gestão Ambiental ou bacharelado em Engenharia Ambiental. Nos primeiros anos, o ensino é voltado às matérias comuns das engenharias. Já nos anos seguintes, têm-se noções de exploração e gestão dos recursos hídricos de uma forma
completa, multi e interdisciplinar. São cinco anos de faculdade, e ainda há a opção de pós-graduações na área!

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Fontes: Guia da Carreira, Voitto.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

O que um engenheiro faz nas horas vagas? Bem, Marcelo Lavrador, de 56 anos, funcionário da Embraer – hoje morando em Indian Harbour Beach, na Flórida, Estados Unidos -, resolveu construir um ‘carro voador’ ou eVTOL recreativo para ele mesmo, com objetivo de realizar voos curtos de 15 min pela cidade. E, agora, ele conta com a ajuda de um colega americano, o também engenheiro Álvaro Calvo.

Inicialmente, Marcelo chama o seu projeto, iniciado em 2019, de Human Drone Project. Os testes começaram já no ano passado, na terceira versão do carro – com oito motores e design que lembra um jet ski. Tudo acontece no próprio quintal da sua casa, que fica localizada em área de campo aberto. A ideia é consertar todos os possíveis erros para garantir que a aeronave seja extremamente segura. No momento, o equipamento foi programado para pousar sozinho caso algum sistema deixe de funcionar.

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A concorrência

O próprio engenheiro reconheceu, em entrevista recente, que já existe uma empresa no mercado que está desenvolvendo algo semelhante, que é a Jetson Aero, com o modelo de carro ‘One’ – com cabine inspirada em carros de corrida, controle feito por joystick e motor com capacidade de velocidade de 102 km/h. Mesmo assim, ele quer continuar a desenvolver o seu projeto, para que pessoas como eles possam comprar um produto mais conta e poder se divertir.

Por hora, Marcelo projeta que o Human Drone Project, dentro da categoria ‘ultraleve’, pode atingir até 100 km/h. Seu carro terá dois controles também parecidos com joysticks – embora hoje ele teste com rádio, semelhante ao que é usado para controlar drones, mas como uma solução provisória.

“Estou pesquisando joysticks de veículos industriais, como empilhadeiras, para testar como prova de conceito. Caso um dia o veículo se torne um produto comercial, obviamente teremos que colocar um de padrão aeronáutico.” – Marcelo Lavrador, em reportagem de G1.

Human Drone Project
Imagem reproduzida de G1 – Globo
Human Drone Project
Imagem reproduzida de G1 – Globo

Veja Também: Conheça o design da moto voadora ALI Technologies Xturismo [mais um eVTOL em teste]

Human Drone Project
Imagem reproduzida de G1 – Globo
Human Drone Project
Imagem reproduzida de G1 – Globo

Então, o que achou do projeto de ‘carro voador’ do engenheiro brasileiro Marcelo Lavrador? Escreva nos comentários!

Veja Também: Conheça a incrível moto voadora testada pela Polícia de Dubai


Fontes: G1.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Vai construir ou reformar uma casa? Então, o Engenharia 360 vai lhe passar algumas dicas! Vamos conversar sobre as muitas formas de fazer – com mais ou menos complexidade – assentamento de pisos de madeira, tijolinhos, pedra, chapas de pedra e cerâmica. Que tal exercitar a sua criatividade? Conhecendo estes padrões e tendo o mínimo de habilidade e capricho já será possível realizar um bom trabalho de execução de paginação!

Pisos de madeira

Vamos começar pelos pisos de madeira. No passado, era mais comum que salas e dormitórios de casas e apartamentos tivessem o piso revestido de parquet. Hoje, isso já não se usa mais em projetos de arquitetura de interiores. Claro que você poderá ver algo assim ainda em imóveis antigos, inclusive reformados. Por exemplo, desenhos como em formato quadrado, com tiras ora em pé ou deitado, tipo ‘dama’.

paginação de piso
Antigo piso de parquet | Imagem reprodução de Viva Decora

Agora, além dos tabuões de madeira, são utilizados bastante os pisos laminados. Os mesmos são instalados peça por peça. E há dois desenhos que vão se repetir mais nos projetos. Primeiro o de ‘amarração’, em linhas retas – sentido vertical ou horizontal -, mas em forma assimétrica, dando a impressão de que os ambientes são mais longos. Segundo, o tipo ‘diagonal’, dando a impressão de que os cenários são mais dinâmicos.

paginação de piso
Piso de tabuão de madeira natural | Imagem reprodução de Arquidicas
paginação de piso
Piso laminado de madeira | Imagem reprodução de Viva Decora

Pisos de tijolinhos e plaquetas de pedra

Pisos compostos de peças menores ficaram fora da moda por muitos anos, caindo em desuso. Contudo, voltaram para as propostas de arquitetura contemporânea. Agora não mais com o parquet, mas com materiais como tijolinhos e plaquetas de pedra. Porém, as novas tendências repetem os mesmos desenhos para cobertura de piso e paredes. Por exemplo, ‘espinha de peixe’, com peças em formato retangular formando um ‘V’. Ou ‘escama de peixe’, formando um ângulo reto ao invés de ‘V’. Por fim, em ‘diferentes tamanhos’, para uma paginação mista.

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Piso verde e piso de tijolinhos | Imagem reprodução de Master Plate
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Piso de pedra natural | Imagem reprodução de Pinterest
paginação de piso
Modelos de desenho de paginação de piso | Imagem reprodução de Model

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Pisos de chapas de pedra e cerâmica

Mais uma vez, a ‘escama de peixe’ é um desenho possível de ser feito, se as peças utilizadas forem retangulares. Mas há muito mais opções. Listamos as mais conhecidas e reproduzidas:

  • Tradicional: peças lado a lado, a paginação mais comum – podendo também seguir em sentido diagonal.
  • Tabuleiro de xadrez: quase igual ao modelo anterior, mas alternando as cores das peças – entre claro e escuro.
  • Amarração: popularmente conhecido como “mata junta”, irregular, com peças desencontradas – um desenho que, aliás, é comum em alvenarias de tijolinhos.
  • Dama: quase igual ao modelo tradicional, mas com desenhos ora em sentido vertical e ora na horizontal, alternados assim como no desenho de tabuleiro de xadrez.
  • Mosaicos: podendo assumir vários desenhos diferentes quando é possível utilizar peças de tamanhos diferentes – como uma peça pequena entre quatro grandes –, mas precisando de auxílio de um profissional mais capacitado para se chegar a um resultado satisfatório.
paginação de piso
Piso cerâmico | Imagem reprodução de Álamo Piso Térmico – Aquecimento de Ambientes – Piso Aquecido – Calefação por Piso
paginação de piso
Piso de porcelanato | Imagem reprodução de Decor Fácil

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Engenharia 360

Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.

Sabia que poderíamos começar a aprender Engenharia ainda na infância? É verdade! Aliás, dizem que é nesta fase da vida que absorvemos mais informação do mundo que está à nossa volta. Então, imagine que importância isso tem até mesmo a arquitetura das escolas e outros ambientes infantis. Mas queremos destacar, neste texto, o que se pode fazer para melhorar a formação dos alunos em termos de trabalhos pedagógicos. Conheça, a seguir, o projeto “Engenheiros da Infância”, prova de que a #engenhariatransforma!

crianças nas escolas
Imagem reproduzida de Jornal UFG

Alunos atuando na melhoria das escolas

Um grupo de alunos de Engenharia de Goiânia e entorno, inspirados por um professor, se juntaram para melhorar, com ajuda do seu conhecimento, as estruturas de ensino infantil público da região, viabilizando instalações físicas e materiais pedagógicos. Hoje, eles já trabalham com 10 centros municipais como parte de um projeto de extensão multidisciplinar da Universidade Federal de Goiás, formado por pessoas de diferentes níveis acadêmicos. Eles trabalham de forma voluntária e responsável para promover, ao máximo, a igualdade de acesso à educação.

O mais legal dessa história é que esse grupo se dedicou a criar soluções práticas, baratas e de qualidade para melhorar não apenas o cenário onde estas crianças se encontram – de estrutura física até fornecimento de equipamentos e brinquedos -, mas os exercícios criativos que levem os pequenos a aprender com as ciências. A ideia é ajudar os mais novos a entender, identificar e levar para a sua vida os ensinamentos das engenharias. Isso, óbvio, pode também influenciar o próprio trabalho dos professores, desde a apresentação de matérias à avaliação de alunos.

Veja Também: A Engenharia nas escolas: despertando nas crianças o interesse pelas Ciências Exatas

Modelos de Ações

Os alunos mais os colaboradores e professores do projeto “Engenheiros da Infância” têm trabalhado intensivamente nos últimos anos para ampliar as suas ações. Eles, primeiro, tentam entender as carências das escolas que visitam, como problemas estruturais, de conforto térmico, condições de paisagens externas, e mais. Na etapa seguinte, eles ajudam na produção de brinquedos para equipar essas instituições. E é aí que acontece a principal mágica! Esses criativos conseguem, com os materiais mais simples que se possa imaginar – como tubos de PVC, MDF cru, elástico, cola e mais -, mais a ajudinha de máquinas corte, de serra, furadeiras, lixas e mais, para criar elementos lúdicos baseados em técnicas da Engenharia.

Antes de apresentarmos exemplos disso, queremos destacar o retorno que esses futuros profissionais já tiveram ao participar do projeto. Porque além de terem a satisfação de ajudar o próximo, eles adicionam experiência ao currículo. Olha que legal, esse grupo até ganhou recentemente o prêmio Sebrae de Educação Empreendedora pelo reconhecimento dos seus esforços. É claro que isso só dá mais motivo para todos continuarem com esse lindo trabalho social. E aqui vai outro incentivo, o reconhecimento do Engenharia 360 destas realizações!

Fique agora com as imagens dos projetos, incluindo os kits de brinquedos pedagógicos desenvolvidos e mais!

https://www.instagram.com/p/B-9fogvnem5/
https://www.instagram.com/p/B9-TGwTnU85/
https://www.instagram.com/p/BoSjbD-Agpj/
https://www.instagram.com/p/BogyHYfgMc5/
https://www.instagram.com/p/B-pF1tjn8xX/

Veja Também: 3 razões do por que algumas pessoas encontram dificuldades no aprendizado de Ciências Exatas


Fontes: UFG.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Parece mentira, mas em pleno século XXI precisamos ainda discutir temas como preconceito, segregação e desigualdade racial. E assuntos como esse têm ganhado ainda mais força nos meios digitais, como redes sociais. Simplesmente, pelo que consta, a sociedade ao qual pertencemos não provém a mesma qualidade de vida para todas as pessoas. Existe uma violência descarada sobretudo contra o povo afrodescendente. Claro que isso acontece também dentro das engenharias, onde as oportunidades são apresentadas em proporções diferentes para cada perfil de candidato. Mas por que isso ainda acontece? Veja no texto a seguir!

discriminação racial
Imagem reproduzida de UNITAU

Como a herança histórica brasileira impacta o mercado de trabalho?

Nosso país, como todos sabem, é formado por uma linda miscigenação. Mas, ao mesmo tempo, o processo histórico de formação brasileiro é o que mexe até hoje no nosso mercado de trabalho. É evidente que os negros ainda são colocados em situação desfavorável, até mesmo no meio acadêmico. E não é só isso! De acordo com o IBGE, 70% da população do país é negra e pobre. Este é um número assustador que reflete de forma gritante a desigualdade na sociedade. A escravidão acabou, mas restaram as injúrias e o racismo, inclusive estrutural, ou seja, no meio profissional e social!

Vemos muito menos negros ocupando cargos de chefia de grandes empresas de Engenharia. Também preocupa quando olhamos para o que acontece dentro das universidades, os formadores de profissionais. Segundo números do Ranking Universitário Folha (RUF), apenas cerca de 20% dos alunos das 5 engenharias listadas são pardos ou negros, incluindo cotas raciais. A saber, de acordo com dados do IBGE, cerca de 49,5% da população brasileira é composta de negros e pardos, o que contrasta muito com a composição de alunos dos 10 melhores cursos universitários do país. Este é o triste e vergonhoso cenário que temos hoje em dia!

discriminação racial
Imagem reproduzida de SciELO – Taxa de Escolarização Líquida, segundo Cor ou Raça e Nível de Ensino – 2014

Observação: o primeiro negro a se tornar engenheiro no Brasil foi André Rebouças, em 1858. Ele e seu irmão são considerados como dois dos maiores engenheiros do país no século 19. Já a primeira mulher negra formada em Engenharia no nosso país, em 1945, foi Enedina Alves Marques.

discriminação racial
Imagem reproduzida de DomTotal

Veja Também: Mulheres negras nos cursos de Engenharia: relato de estudante da Poli mostra como é a realidade

Como a Engenharia pode mudar este cenário relacionado à questão da desigualdade racial no Brasil?

Podemos apostar toda a nossa esperança na educação! Só ela tem a força de transformação necessária na consciência das pessoas. A mesma também leva os profissionais a olharem mais atentamente e para as questões humanitárias, como política e ideologias, avaliando tudo com bom senso e empatia. A educação é capaz de acabar com o racismo estrutural – inclusive a partir de suas raízes, que são os jovens. E, sim, a Engenharia deve fazer parte desta luta, dando boas oportunidades e expondo adequadamente trabalhos de engenheiros negros, além de aproveitar sempre os incentivos tecnológicos em comunidades carentes.

discriminação racial
Imagem reproduzida de Centro do Professorado Paulista

Precisamos acabar com esse lamentável conflito de nossa sociedade – e o 360 escolheu fazer isso através do compartilhamento de informações. Brancos, negros, índios! A pele é apenas algo estético, não influencia na nossa capacidade e não deve limitar o nosso futuro, expectativa de vida e oportunidades de carreira!


Fontes: C2E.

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