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Entenda o que faz um engenheiro hídrico [atuações e curso superior]

por Redação 360 | 21/03/2022

Com certeza, você já deve ter ouvido a seguinte expressão: que vivemos no ‘Planeta Água’ – isso por ter vindo de um engenheiro hídrico. Sim, o nosso país, visto de longe, inclusive é azul por conta da quantidade de água que possui – e isso quem constatou foram os primeiros astronautas que voaram para fora da Terra. Mas, apesar de ser um recurso natural abundante por aqui, ele falta para muitos ao redor do globo. Porque, na verdade, água qualquer é diferente de água potável para beber. Essa análise é feita por uma profissão que é, hoje, bastante promissora no mercado. Saiba mais no texto a seguir!

água - engenheiro hídrico
Imagem reproduzida de Feira de Profissões – UFRPE

Por que o Brasil precisa tanto de mais engenheiros hídricos?

De fato, as pessoas precisam realmente de melhor orientação de como explorar, de forma consciente, esse líquido tão precioso de nosso planeta. Óbvio que isso ficou mais evidente nestes últimos anos, quando tivemos um aumento de notificações de escassez e racionamento de água em regiões de nosso país e outros tantos. Só que essa é uma situação bem estranha, sobretudo quando pensamos no tamanho do território do Brasil e o enorme volume de água que sempre tivemos. Acontece que esse cálculo, de quanta água há disponível e o quanto é suficiente para abastecer, de forma correta, a natureza, as casas das pessoas, plantações e além, é algo bem mais complexo do que se poderia dizer em um texto tão curto quanto este!

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Sim, a causa disso tudo, em parte, é o aquecimento global e o desmatamento. Mas alguns especialistas de mercado dizem que a falta de conhecimento e de planejamento por profissionais especializados atuantes dentro dos governos, especialmente para gerir melhor esse recurso, seria o mais grave. Imagine que, além da falta de infraestrutura e investimentos em soluções de recursos hídricos, ainda temos poucos estudantes interessados em estudar esse ramo da Engenharia.

Só que, agora, por necessidade, provavelmente a figura do engenheiro hídrico estará cada vez mais presente perto de nós, lidando com questões particulares sobre esse elemento tão indispensável para a vida no planeta. Ficou curioso? Quer saber se seguir essa carreira pode ser mesmo uma boa ideia neste momentos? Como a demanda por esse tipo de profissional tem aumentado nos últimos anos? Então, continue lendo este texto!

água
Imagem reproduzida de Jornal da Paraíba

Veja Também: Bioágua – entenda quais as perspectivas que a ciência dá para a agricultura em tempos de crise hídrica

Afinal, qual a demanda para Engenharia Hídrica no mercado nacional?

Então, vamos à explicação mais resumida possível: Engenharia Hídrica é o campo especializado na exploração e gestão de recursos hídricos! Ou seja, o objetivo de qualquer engenheiro hídrico deve ser planejar como utilizar bem a água, visando evitar desperdícios; e prevenir que ela falte mediante escassez, sobretudo levando em consideração o impacto das atividades humanas, políticas, econômicas, costumes sociais e aspectos ambientais. Enfim, pensando em tudo isso, podemos afirmar que a Engenharia Hídrica tem um mercado em evidente crescimento diante dos desafios atuais e futuros!

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água - engenheiro hídrico
Imagem reproduzida de Promoview

Habilidades técnicas

E olha que legal, de acordo com a Resolução nº 492, de 30 de junho de 2006, o engenheiro hídrico pode trabalhar com:

  • Uso e gestão de recursos hídricos superficiais, sistemas hidrológicos, sistemas de informações hidrológicas e circuitos hídricos, incluindo seus aspectos técnicos, sociais e ambientais.
  • Supervisão, coordenação e orientação técnica.
  • Estudo, planejamento, projeto e especificação.
  • Estudo de viabilidade técnico-econômica.
  • Assistência, assessoria e consultoria.
  • Direção de obra e serviço técnico.
  • Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico.
  • Desempenho de cargo e função técnica.
  • Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica; extensão.
  • Elaboração de orçamento.
  • Padronização, mensuração e controle de qualidade.
  • Execução de obra e serviço técnico.
  • Fiscalização de obra e serviço técnico.
  • Produção técnica e especializada.
  • Condução de trabalho técnico.
  • Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção.
  • Execução de instalação, montagem e reparo.
  • Operação e manutenção de equipamento e instalação.
  • Execução de desenho técnico.

Crescimento e demanda

Os engenheiros hídricos têm muitas opções para seguir em sua carreira. Quer saber quais? Bem, por exemplo:

  • Trabalhos em saneamento básico.
  • Construções de barragens.
  • Irrigação.
  • Implantação de usinas hidrelétricas.
  • Infraestrutura aquática.
  • Drenagem de solos.
  • Indústria alimentícia.
  • E mais.
água
Imagem reproduzida de SAFF Engenharia

Jornada de trabalho e piso salarial

Com base na Lei 4.950/A, de 22 de abril de 1966, que especifica o salário mínimo dos profissionais de Engenharia, um engenheiro hídrico pode cumprir:

  • 6 horas, a 6 salários mínimos.
  • 7 horas , a 7,25 salários mínimos.
  • ou 8 horas, a 8,5 salários mínimos.

Mas vale lembrar que esse salário pode mudar dependendo do tempo de experiência do profissional; outra coisa que pode influenciar essa análise é a região onde se busca as ofertas!

Veja Também: Alerta máximo! Período extremo de seca indica crise hídrica para o Brasil em 2022

E onde os brasileiros podem aprender Engenharia Hídrica?

Infelizmente, na real, existem poucas faculdades no Brasil que oferecem o curso de Engenharia Hídrica. Atualmente, o portal e-MEC, do Ministério da Educação, apresenta o nome de quatro instituições:

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  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
  • Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI).
  • Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).
  • e Universidade Federal de Pelotas (UFPEL.

Outros cursos que chegam bem perto da grade curricular da Engenharia Hídrica são o Tecnólogo em Gestão Ambiental ou bacharelado em Engenharia Ambiental. Nos primeiros anos, o ensino é voltado às matérias comuns das engenharias. Já nos anos seguintes, têm-se noções de exploração e gestão dos recursos hídricos de uma forma
completa, multi e interdisciplinar. São cinco anos de faculdade, e ainda há a opção de pós-graduações na área!

Veja Também: Indiano de 26 anos revitaliza lagoas mortas para lutar contra a crise hídrica


Fontes: Guia da Carreira, Voitto.

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