Atualmente, o planeta enfrenta uma situação de alerta global. Diante dos inúmeros eventos que ocorrem, foram divulgadas duas notícias preocupantes que podem afetar diretamente nossa rotina diária. As áreas da Engenharia que lidam com a preservação da qualidade do ar e da água devem agora levar em consideração um cenário em que essas substâncias estejam ainda mais contaminadas por resíduos nucleares. Neste artigo do Engenharia 360, iremos explicar as razões por trás dessa questão alarmante.

resíduos nucleares
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Quais as últimas notícias sobre contaminação de ar e água por resíduos nucleares?

Usina nuclear de Zaporíjia

Recentemente, soldados russos foram acusados de plantar explosivos na usina nuclear de Zaporíjia, na Ucrânia. A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) está investigando a suspeita, pois a colocação de explosivos nas áreas de resfriamento da usina representa uma ameaça direta.

A saber, hoje, a usina está desligada, mas o sexto reator ainda está em desligamento a quente. Uma explosão poderia resultar em liberação de radiação, semelhante a Fukushima. A área afetada dependeria das condições climáticas, podendo atingir até 20 km ao redor da usina, com possíveis consequências para a saúde em áreas até 550 km de distância.

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Usina nuclear de Fukushima

Aliás, falando em Fukushima, vamos à segunda notícia preocupante. Parece que o plano do Japão é despejar águas residuais tratadas da usina nuclear de Fukushima no oceano, o que tem gerado polêmica. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deu sua aprovação ao projeto, afirmando que ele atende aos padrões internacionais de segurança.

A água tratada contém substâncias radioativas, como trítio e carbono-14, que são difíceis de separar da água. A Tepco, empresa responsável pela usina, alega que o sistema de tratamento reduz a maioria das substâncias radioativas a níveis seguros. Muitos cientistas apoiam o plano, argumentando que os níveis extremamente baixos de radioisótopos não representam um risco significativo para a saúde. No entanto, críticos, incluindo a ONG Greenpeace e alguns cientistas, sem contar os governos da China e da Coreia do Sul, levantam preocupações sobre o processo de tratamento e os possíveis impactos na vida marinha.

resíduos nucleares
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Quais os possíveis desafios e soluções de Engenharia relacionados aos dois casos?

Caso 1

  • Detecção e prevenção de sabotagem: Melhorar medidas de segurança, aumentar vigilância, implantar sistemas de detecção avançados e implementar procedimentos de verificação rigorosos para garantir a segurança e evitar sabotagem na usina.
  • Reforço das áreas de resfriamento: Fortalecer estruturas de resfriamento existentes através de melhorias nos materiais, aumento da espessura das paredes e aplicação de revestimentos resistentes a explosões. Além disso, instalar sistemas redundantes de resfriamento.
  • Gerenciamento de risco e resposta a emergências: Ter um plano de gerenciamento de riscos e um sistema eficiente de resposta a emergências. Ademais, incluir treinamento adequado, simulações de cenários de emergência, desenvolvimento de protocolos de evacuação e coordenação com agências governamentais e organizações internacionais.
  • Fortalecimento da segurança cibernética: Proteger os sistemas de controle e tecnologias da informação contra ataques cibernéticos. E, por fim, implementar sistemas de segurança robustos, realizar auditorias regulares de segurança cibernética, educar funcionários sobre ameaças e implementar medidas de detecção e resposta a incidentes.

Caso 2

  • Tratamento e separação eficientes de substâncias radioativas: Investir em tecnologias avançadas, como adsorção seletiva ou destilação, para remover radioisótopos da água antes do despejo no oceano.
  • Monitoramento contínuo da água tratada e do meio ambiente marinho: Estabelecer programa de monitoramento regular da água tratada e áreas afetadas no oceano, analisando amostras de água e estudando a vida marinha para avaliar impactos e tomar medidas corretivas.
  • Transparência e comunicação efetiva: Fornecer informações detalhadas sobre os processos de tratamento, riscos e estudos científicos relacionados ao despejo da água tratada. Além disso, engajar partes interessadas, como ONGs, governos e comunidades pesqueiras, com comunicação clara e transparente.
  • Envolvimento e consulta das partes interessadas: Incluir governos vizinhos, comunidades pesqueiras e ONGs através de audiências públicas, grupos de trabalho e consultas formais, visando compreender preocupações, fornecer esclarecimentos e explorar alternativas para mitigar preocupações.
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Quais considerações as engenharias devem ter com ar e água contaminadas por resíduos nucleares?

Em uma realidade com ar e água poluídas por resíduos nucleares de usinas nucleares, todas as engenharias devem considerar algumas questões fundamentais. Em primeiro lugar, a segurança e a proteção devem ser prioridades, envolvendo o uso de equipamentos de proteção individual adequados e o desenvolvimento de técnicas eficientes de descontaminação. Além disso, é essencial o gerenciamento seguro e adequado dos resíduos nucleares, incluindo o projeto de instalações de armazenamento apropriadas e a pesquisa de tecnologias de reciclagem. A criação de sistemas de monitoramento ambiental contínuo também é crucial, assim como a busca por fontes de energia renováveis e alternativas.

Os engenheiros devem estar envolvidos na descontaminação e remediação de áreas afetadas, desenvolvendo tecnologias para a remoção de resíduos nucleares e tratamento de águas contaminadas. Além disso, a educação e conscientização da população sobre os riscos e a importância da sustentabilidade também são responsabilidades das engenharias nesse contexto.

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Reflexos no nosso cotidiano

Lembrando que, um mundo com ar e água contaminados por resíduos nucleares teria um impacto drástico em nossa rotina diária. Veja como:

  • A saúde seria severamente prejudicada, com aumento de doenças como câncer e mutações genéticas.
  • A escassez de água potável se tornaria um desafio, exigindo sistemas avançados de purificação ou dependência de fontes alternativas.
  • A produção de alimentos seria afetada, resultando em escassez e insegurança alimentar. A mobilidade seria restrita em áreas altamente contaminadas.
  • A indústria nuclear seria impactada, levando a uma diminuição na produção de energia nuclear e maior dependência de outras fontes.
  • O meio ambiente sofreria danos irreversíveis, afetando a biodiversidade.
  • Medidas de segurança e conscientização pública seriam necessárias para minimizar a exposição à radiação.

Em resumo, a contaminação por resíduos nucleares transformaria radicalmente nossa rotina, prejudicando nossa saúde, acesso a água e alimentos, mobilidade, energia e meio ambiente, requerendo ações abrangentes para lidar com os efeitos dessa contaminação.

Nota: Na atualização desse texto, em agosto de 2023, o Japão planeja liberar água radioativa de Fukushima no Oceano Pacífico após aprovação da AIEA. Há preocupações internas e de China/Coreia do Sul. Pescadores temem impacto em alimentos; China proíbe importações; Coreia do Sul enfrenta riscos econômicos. A saber, a água é usada para resfriar reatores, mas tornou-se radioativa em 2011. E o trítio não será filtrado, embora será diluído antes da liberação.

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Fontes: G1, G1 – 2.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Você lembra? Recentemente, uma mega obra de alargamento foi realizada em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Durante meses, a faixa de areia ficou interditada para a realização de trabalhos de Engenharia. E após a conclusão da obra, a largura da faixa de areia aumentou significativamente, passando de uma média de 25 metros para 70 metros.

Esse alargamento terminou em dezembro de 2021. A ampliação da praia ocorreu em toda a extensão da orla, que tem uma extensão de 5,8 quilômetros. Porém, já na época, a prefeitura de Balneário Camboriú previu o surgimento de “degraus gigantes” na zona da Praia Central e começou a adotar as estratégias com geotubos para amenizar as escarpas. Essas estruturas começam, então, a serem instaladas em locais mais afetados pela ressaca. Veja mais detalhes neste texto do Engenharia 360!

geotubos em Balneário Camboriú
Antes e depois do Balneário Camboriú | Imagem reproduzida de G1 – Globo

O que são geotubos e como eles funcionam?

Os benefícios da tecnologia dos geotubos incluem a proteção contra a erosão costeira, a restauração de praias e a mitigação de danos causados por tempestades.

Como dito antes, para amenizar os problemas do surgimento de “degraus gigantes” na faixa de alargamento, a prefeitura de Balneário Camboriú adotou os geotubos, que são bolsas de contenção ou tubulares feitas de materiais geossintéticos, como poliéster ou polipropileno, usadas para proteger áreas costeiras, rios e lagos contra a erosão. Claro que os materiais utilizados na fabricação dos geotubos são selecionados com base em sua resistência, permeabilidade controlada e durabilidade para suportar as condições ambientais.

geotubos
Imagem reproduzida de Rede Agronomia – NING
geotubos
Ilustração modelo de geotubo de contenção | Imagem reproduzida de Classenc em Wikipédia –
https://pt.wikipedia.org/wiki/Geotubo#/media/Ficheiro:TLB_GeoTubes.jpg
geotubos
Ilustração modelo de geotubo de contenção | Imagem reproduzida de Ayuntamiento de
Gavà via Gava Info – https://gava.info/instalados-unos-geotubos-
para-frenar-la-fuerza-del-oleaje-en-caso-de-temporal/

Nesse caso, a areia é depositada sobre os geotubos, equilibrando os níveis ao longo da praia, em áreas afetadas pela ressaca. Eles funcionam ao serem instalados e preenchidos com material granular, como areia ou sedimentos, proporcionando estabilidade. Portanto, a instalação dos geotubos envolve o planejamento do local, a preparação do terreno, o posicionamento dos geotubos, o enchimento controlado com o material granular, a compactação para aumentar a resistência e a proteção superficial contra a erosão.

Considerações ambientais e de manutenção relacionadas

Vamos considerar um cenário geral, não relacionado especificamente à Balneário Camboriú! É importante considerar o impacto dessa tecnologia no ecossistema durante a instalação, como a remoção de vegetação e perturbação do habitat local. Além disso, é crucial monitorar a qualidade da água para evitar vazamentos de materiais tóxicos e garantir que os geotubos não contaminem a água circundante.

Sobretudo quando usados para gerenciamento de resíduos, é essencial garantir que os materiais depositados nos geotubos não representem riscos ambientais e que sejam descartados corretamente. Já em relação à manutenção, é necessário realizar inspeções regulares para verificar a integridade dos geotubos, remover sedimentos acumulados e realizar reparos ou substituições quando necessário.

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Qual é a explicação da Engenheira Ambiental para esse fenômeno dos degraus gigantes?

Antes de tudo, precisamos dizer que os “degraus gigantes” são um fenômeno natural resultante do processo de conformação e equilíbrio da praia ao longo do tempo, sendo as ressacas marítimas uma das causas dessas ocorrências.

Hoje, a prefeitura de Balneário Camboriú acompanha esse processo por meio de monitoramento. E, mais uma vez, um fenômeno dos “degraus gigantes” sempre foi esperado e faz parte do trabalho natural de nivelamento da praia. Mas é claro que a utilização de geotubos para a proteção da praia alargada apresenta desafios, como a seleção adequada dos geotubos, a avaliação da topografia submarina e condições ambientais, a instalação correta dos geotubos com maquinário especializado e mão-de-obra qualificada, além da manutenção regular para garantir a estabilidade dos geotubos.

geotubos em Balneário Camboriú
Degrau em Praia Central de Balneário Camboriú | Imagem reproduzida de NSC TV, via Oeste Mais
geotubos em Balneário Camboriú
Simulação geotubos em Balneário Camboriú | Imagem reproduzida de NSC TV, via G1 – Globo

Por que os geólogos consideram a engenharia de geotubos uma solução paliativa?

Os geólogos consideram a engenharia de geotubos uma solução paliativa no caso de Balneário Camboriú porque o degrau encontrado na Praia Central é um evento localizado que ocorre devido às ondas e ressacas. Eles acreditam que esse degrau vai desaparecer e voltar com o tempo. Além disso, enfatizam que o engordamento da praia não conseguirá eliminar a elevação do nível do mar, que é causada pelo aquecimento global.

Segundo especialistas, o engordamento da praia também não conseguirá impedir o processo natural de erosão das áreas marítimas. Eles citam a importância da vegetação de restinga para manter a estabilidade da praia.

Utilizando a natureza para o nivelamento da praia

As plantas podem atuar como uma barreira natural. As raízes das plantas de restinga ajudam a fixar a areia e protegem a praia contra a ação das ondas e correntes marinhas. Além disso, a vegetação de restinga contribui para o nivelamento da praia e o espalhamento da areia na parte submersa por meio dos movimentos dos ventos, correntes e marés. Esse processo natural ajuda a manter a baixa declividade da praia e equilibra os níveis de areia ao longo da extensão alargada.

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Fontes: G1, CNN Brasil.

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Engenharia 360

Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.

Nota 1: Antes de falar sobre geoengenharia e ideias de bloquear o sol, queremos contar que a chuva de meteoros Perseidas, a maior do ano de 2023, terá seu pico de visibilidade no Brasil neste fim de semana, 12 e 13 de agosto, com até 100 meteoros por hora. O fenômeno poderá ser visto até o dia 24, mas com menor intensidade. Condições ideais de visualização devido à Lua se afastando, tornando o céu noturno escuro. Melhores cidades para observar incluem Manaus, Cuiabá e Belém, enquanto São Paulo e Curitiba podem ter baixa visibilidade devido a nuvens e chuva.

Meteoros Perseidas fazem parte do cometa Swift-Tuttle, último aparecimento em 1991, núcleo de 26 km. Aparecerá novamente somente em 2125. Para observar, procure a constelação de Perseus ou Cassiopeia, que se assemelha a um ‘w’. Aplicativos gratuitos para celular podem ajudar a identificar. Próximos eventos astronômicos incluem superluas, eclipses solares e lunares, e várias chuvas de meteoros como Taurids, Draconids, Orionids, Leônidas, Geminidas e Ursids.

Nota 2: Na atualização deste texto, no início de setembro de 2023, a Índia lançou um satélite para estudar o Sol após realizar na mesma semana um pouso histórico no polo sul da Lua, revelando a presença de água, oxigênio e outros elementos. A ideia é entender os ventos solares e os efeitos da radiação solar em satélites. A missão, chamada Aditya-L1, visa também investigar os impactos do Sol nos padrões climáticos da Terra.


Nos últimos anos, o planeta tem enfrentado recordes de temperatura. Essa tendência é atribuída a diversas razões, como as mudanças climáticas naturais, reconhecidas pela comunidade científica, o aquecimento global causado por atividades humanas e a deterioração da camada de ozônio. Diante desse cenário, muitos pesquisadores têm defendido uma solução: bloquear o sol como forma de reduzir as temperaturas globais. Expomos algumas soluções neste texto do Engenharia 360!

Antes, vale destacar que, recentemente, dezenas de cientistas assinaram um manifesto pedindo a proibição da geoengenharia solar. Eles estão preocupados com os possíveis efeitos imprevisíveis sobre populações e ecossistemas. Os riscos e impactos são mal compreendidos e variam entre regiões, afetando padrões climáticos, agricultura e suprimento de alimentos e água. A especulação sobre a geoengenharia solar pode desencorajar a descarbonização. Teme-se que seja usado como argumento para atrasar ações contra as mudanças climáticas.

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Bolhas de silicone para bloquear a radiação solar

Os testes iniciais, de James Early e Roger Angel, foram realizados com bolhas de silicone em condições similares as do espaço. Essas bolhas, do tamanho do Brasil, seriam colocadas em um dos Pontos de Lagrange, entre a Terra e o Sol, impedindo que parte da radiação solar atingisse o nosso planeta. O objetivo seria bloquear cerca de 1,8% da radiação solar, o que potencialmente poderia reverter os efeitos das mudanças climáticas nos próximos anos. No entanto, é importante ressaltar que essa seria apenas uma solução paliativa, pois não aborda a raiz do problema das mudanças climáticas.

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Imagem reproduzida de MIT via Olhar Digital

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Técnica polêmica do aerossol refletor do sol

Em 2021, Bill Gates começou a apoiar o desenvolvimento de uma tecnologia controversa chamada “dimmer solar”, que busca reduzir o aquecimento global ao refletir a luz solar da atmosfera da Terra. O Experimento de Perturbação Controlada Estratosférica (SCoPEx), liderado por cientistas da Universidade de Harvard, propôs a pulverização de poeira atóxica de carbonato de cálcio (CaCO3) na atmosfera como um aerossol refletor do sol.

No entanto, há receios de que as mudanças climáticas resultantes possam ser semelhantes aos padrões de aquecimento já observados. Além disso, os ambientalistas temem que essa abordagem possa permitir a continuidade das emissões de gases de efeito estufa sem a necessária mudança nos padrões atuais de consumo e produção.

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Embora existam preocupações legítimas sobre a geoengenharia solar, os cientistas envolvidos, incluindo David Keith da própria Universidade de Harvard, acreditam que pesquisas adicionais podem reduzir os riscos e aumentar a eficácia desses métodos. Eles sugerem que a poeira de CaCO3 pode ter benefícios, como ajudar a reabastecer a camada de ozônio por meio de reações com moléculas que a destroem, mas ainda são necessários estudos adicionais para avaliar os impactos e a viabilidade dessa abordagem.

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Balão de ar quente

Em 2020, o Grupo Keutsch anunciou que vem realizando um experimento inspirado na erupção do Monte Pinatubo de 1991. A saber, durante essa erupção, cerca de 20 milhões de toneladas de dióxido de enxofre foram lançadas na estratosfera, resultando em uma diminuição de aproximadamente 0,5°C na temperatura média da Terra por 18 meses.

O objetivo do experimento é enviar um dispositivo semelhante a um balão de ar quente, em parceria com a Swedish Space Corporation, para fora do Centro Espacial Esrange, na Suécia. Uma quantidade muito pequena de material, entre 100 g e 2 kg, seria liberada para criar uma massa de ar com um quilômetro de comprimento e cem metros de diâmetro. E nesse momento, a ideia é medir as mudanças resultantes na massa de ar afetada, densidade do aerossol, química atmosférica e dispersão da luz.

bloquear o Sol
Imagem reproduzida de Istoé Dinheiro

Defesas mais recentes para bloquear o sol

Em 2023, especialistas dos Estados Unidos e da União Europeia também defenderam nas mídias estudos vinculados à medidas para reduzir a incidência dos raios solares e minimizar os impactos das mudanças climáticas. Essas medidas incluem, além da injeção de aerossol estratosférico já citada, instalação de certos objetos no solo ou em altitudes elevadas que possam refletir a radiação solar, clareamento de nuvens – para que elas rebatam, em vez de absorver, os raios solares -, e métodos baseados no espaço.

No entanto, os europeus demonstraram ter preocupação com os potenciais efeitos de intervenções radicais. O governo dos Estados Unidos divulgou um relatório sobre a modificação da radiação solar, mas afirmou que isso não representa uma mudança na política ou atividade do governo e que não há planos em andamento para estabelecer um programa de pesquisa abrangente focado nessa área.

'bloquear o Sol' para reduzir temperaturas globais
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Conclusão

A questão é que bloquear parcialmente a radiação solar como solução para reverter o aquecimento global não é tão simples como pode parecer. Embora possa parecer uma solução fácil, os efeitos a longo prazo podem ser catastróficos e até mais danosos do que o próprio aquecimento global.

Em vez de depender de medidas paliativas como essa, o foco principal deve ser diminuir a emissão de gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2).

Essa redução nas emissões é a tarefa crucial que precisa ser realizada para realmente enfrentar o futuro sombrio do nosso planeta e preservar a vida na Terra!

Portanto, é importante buscar soluções sustentáveis que envolvam a transição para fontes de energia limpa e renovável, o aumento da eficiência energética, o desenvolvimento de tecnologias de captura e armazenamento de carbono, bem como mudanças nos padrões de consumo e estilo de vida. Essas medidas têm o potencial de fazer uma diferença significativa na luta contra as mudanças climáticas e proteger nosso planeta para as gerações futuras.

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Fontes: Galeria do Meteorito, CNN Brasil, Forbes, Globo.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Nota: A Cúpula da Amazônia começou em agosto de 2023, em Belém, no estado do Pará, com protestos por fim da exploração de petróleo na região. Documento de entidades pede eliminação imediata dos combustíveis fósseis e destaca preocupações com desmatamento, garimpo e questão indígena. Líderes discutem a possibilidade de ampliação da exploração de petróleo na área. Por exemplo, o Equador apresenta experiência problemática com exploração em reserva ambiental. Por isso, a sociedade civil brasileira pede participação efetiva na cúpula!

estudo da Amazônia
Imagem reproduzida de Diário do Pará – DOL

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Um grupo de cientistas de 12 países, incluindo o Brasil, está perfurando um poço na cidade de Rodrigues Alves, no Acre. A perfuração científica é a primeira feita na Amazônia com finalidade exclusivamente científica e a mais profunda já realizada na região, com 2 quilômetros de profundidade. A iniciativa envolve 60 pesquisadores e é patrocinada pelo International Continental Scientific Drilling Program (ICDP), um programa de apoio a projetos de perfuração científica, em parceria com outras instituições. Saiba mais no texto a seguir, do Engenharia 360!

estudo da Amazônia
Imagem reproduzida de Isaac Bezerra, via Alagoas Notícia Boa

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Qual é o objetivo da perfuração?

O objetivo da perfuração em questão é reconstituir a evolução da Amazônia, determinando a idade da floresta, como ela se formou e evoluiu para atingir a biodiversidade que tem hoje. Por fim, determinar como a floresta pode se comportar diante das mudanças climáticas.

Esse estudo pode ajudar a entender tal evolução desde o começo da era Cenozoica, 65 milhões de anos atrás, mostrando todas as alterações climáticas e geológicas que influenciaram a sua fauna, flora estruturação da Bacia Amazônica como um todo. 

A iniciativa conta com a parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a National Science Foundation (EUA) e o Smithsonian Tropical Research Institute (Panamá). A perfuração é a primeira feita na Amazônia com finalidade exclusivamente científica e a mais profunda, mesmo se comparada às de exploração mineral já feitas na região.

estudo da Amazônia
Imagem reproduzida de Isaac Bezerra, USP, Projeto de Perfuração Transamazônica, via Um só Planeta – Globo
estudo da Amazônia
Imagem reproduzida de Alagoas Notícia Boa

Observação: a perfuração científica mais profunda já realizada em terra foi iniciada no fim da década de 80 e terminou em 1995 no Norte da Baviera, na Alemanha. O poço atingiu 9.101 metros e o projeto teve a participação da iniciativa privada. O Centro Alemão de Pesquisa em Geociências utilizou o furo para instalar um observatório sísmico, que funcionou até 2001.

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O que são os “testemunhos” gerados pela perfuração?

Nesse estudo científico, serão coletadas amostras cilíndricas das camadas do solo retiradas durante a perfuração do poço, chamadas de “testemunhos”. Serão gerados 227 “testemunhos”. Os mesmos serão depositados na Universidade de Minnesota, nos EUA, em um repositório deste tipo de material. E é a partir disso que será possível, depois, reconstituir a evolução da Amazônia e determinar a idade da floresta.

estudo da Amazônia
Imagem reproduzida de Notícias de Mineração Brasil

Na fase seguinte, será utilizada a tecnologia molecular para análise das amostras, que carregam uma série de evidências físicas, químicas e biológicas. Ela pode ajudar a obter respostas mais rápidas sobre os impactos causados ao meio ambiente, como, por exemplo, no caso do sequenciamento genético de Collembolas para determinar o efeito de queimadas na saúde ecológica do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso. Falaremos mais sobre isso no tópico seguinte!

Como os Collembolas podem explicar o impacto das queimadas no Mato Grosso?

Hoje em dia, sabe-se que a migração de espécies em direção ao Sul aumentou ainda mais a diversidade de vida na região Amazônica. Achados fósseis mostram que a Amazônia já abrigou jacarés gigantes, de 15 metros de comprimento, tartarugas com mais de 2 metros de carapaça, e grandes roedores que acabaram extintos. Dentes de tubarão e fósseis de arraias, por exemplo, indicam até mesmo que ali já houve água salgada em algum momento. Por isso, territórios amazônicos distantes do seu núcleo no Amazonas são também verdadeiras preciosidades, devendo ser preservados.

Atualmente, é o Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê), em parceria com o ICMBio, órgão governamental que administra as unidades de conservação federais, que mais estuda os efeitos de queimadas na saúde ecológica do parque da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso.

Os collembolas, citados antes, são pequenos artrópodes responsáveis pela decomposição de vegetação morta. Seu sequenciamento genético pode ajudar os cientistas a entender especialmente o impacto das queimadas na Chapada dos Guimarães. Explicando melhor eles são como bioindicadores de qualidade do solo e o sequenciamento do DNA permite obter respostas mais rápidas sobre a floresta.

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Imagem reproduzida de Philippe Garcelon em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:
Deutonura_monticola_-_Flickr_-_Philippe_Garcelon.jpg

O que são os pulsos gerados por mudanças climáticas e geológicas?

Vamos recapitular algo que você pode lembrar as aulas de geografia! As camadas de solo são formadas por detritos de rochas e plantas, e contêm componentes biológicos, como microfósseis e pólens, e geológicos. Ademais, as bacias sedimentares também contêm componentes biológicos e geológicos que contribuem para remontar a história de um território, como da Amazônia.

Por meio de estudos diversos, como de camadas de solo, a ciência concluiu que a Amazônia teve fases de junção e fragmentação, onde foram criados habitats isolados uns dos outros, recortados por rios e montanhas. Cientistas acreditam que este mosaico pode ser a origem da enorme biodiversidade.

estudo da Amazônia
Imagem de Raimundo Teixeira estevesbae por Pixabay

A Cordilheira dos Andes influenciou a formação da Amazônia bloqueando os rios que até então desaguavam no Oceano Pacífico e no Caribe, a Oeste, e formando um lago gigante que se transformou num enorme pântano. Em seguida, os cursos dos rios mudaram para Leste, tal como são hoje.

Neste processo de drenagem. teria surgido o Rio Amazonas, o maior do mundo, cuja vazão em alguns trechos, avaliados por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), chega a 200 mil metros cúbicos por segundo, volume suficiente para encher a Baía da Guanabara em três minutos e meio.

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Fontes: O Globo, Alagoas Notícia Boa.

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Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), atualmente as fontes eólica e solar respondem a quase 90% da capacidade de geração de energia acrescida na rede do Brasil. No primeiro semestre deste ano, foram registradas 59 usinas em operação, somando 2,2 GW (42,76%). Agora, a novidade é a inauguração do maior complexo de energia solar do Brasil, resultante de um impressionante investimento da Elera Renováveis, do grupo canadense Brookfield Asset Management – que entre 2021 a 2023, aplicou R$ 5 bilhões no setor de projetos de geração de energia limpa usando fontes hídricas, eólicas e solares. Saiba mais neste texto do Engenharia 360!

maior complexo de energia solar do Brasil
Imagem reprodução de Elera Renováveis via Brasil Amazônia Agora

O local do maior complexo de energia solar do Brasil

O maior complexo de energia solar do Brasil foi inaugurado em Minas Gerais, mais precisamente no município de Janaúba, da microrregião da Serra Geral, cerca de 550 quilômetros ao norte de Belo Horizonte. A comunidade de pouco mais de 70 mil habitantes, viu sua economia – que antes era baseada no agronegócio – aquecer nos últimos anos por conta das obras usinassolares, recebendo cerca de 5 mil trabalhadores externos, segundo estimativa da prefeitura.

Hoje, Janaúba é considerada um dos maiores polos de investimentos em energia solar do país, o novo”eldourado” da energia. Não à toa, os cientistas já destacaram os motivos pelos quais o empresariado é tão atraído para a região, incluindo características como fortes índices de irradiação, pouca nebulosidade e terras baratas.

Observação: no fim de novembro de 2022, quase duas mil pessoas trabalhavam no projeto do maior complexo de energia solar do Brasil, em Janaúba.

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Os projetos já aprovados para Minas Gerais na área energética

A saber, já existem 83 projetos outorgados pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para produção de energia elétrica em Minas Gerais. O plano é a conclusão de 14 parques, contando com esse maior complexo de energia solar do Brasil, em Janaúba. Perto desse ponto do estado, também há outros parques operando ou em construção, como em Pirapora, Jaíba, Capitão Enéas, Januária e Itacarambi. Como resultado, Minas tem hoje a metade da geração fotovoltaica do país. Para se ter uma ideia, são 41 projetos com uma potência total de 1,8 GW (gigawatts).

As usinas de pequeno porte, por exemplo, apostam no modelo de economia compartilhada, como os aplicativos de mobilidade ou alojamento – clientes de todos os portes que compram uma “fatia da energia gerada” para ter desconto na conta de luz. Já as usinas maiores são voltadas para grandes clientes industriais ou comerciais, buscando melhorar sua “pegada ambiental”.

maior complexo de energia solar do Brasil
Imagem arte reproduzida de Valor Econômico – Globo

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As principais características do novo complexo de energia solar

O maior complexo de energia solar do Brasil, em Janaúba, ocupa uma área de 3.069 hectares – equivalente a 20 vezes o Parque Ibirapuera (SP) -, com 2,2 milhões de módulos fotovoltaicos divididos em 20 sítios para gerar 1,2 GW quando o empreendimento estiver concluído. Essa capacidade deve abastecer 6 milhões de pessoas ou 1 milhão de residências, fazendo valer os R$ 4 bilhões de investimentos, segundo a Elera.

https://www.instagram.com/p/CuP2BuDvuaN/
https://www.instagram.com/p/Ck8Tg1gvtHF/

Os painéis solares utilizados neste projeto foram fornecidos pelas companhias Trina Solar, Risen, Jink Solar e Longi. Muitos empregos foram gerados para as comunidades rurais durante o período da construção do complexo, sendo os profissionais de menor qualificação aproveitados nas obras civis. Porém, na próxima fase de operação, poucos empregados serão necessários, já que muitas atividades serão realizadas de forma remota.

maior complexo de energia solar do Brasil
Imagem reproduzida de Nova Participações
maior complexo de energia solar do Brasil
Imagem reproduzida de Nova Participações
maior complexo de energia solar do Brasil
Imagem reproduzida de Nova Participações
maior complexo de energia solar do Brasil
Imagem reproduzida de Elera Renováveis, via Correio de Minas
maior complexo de energia solar do Brasil
Imagem reproduzida de Elera Renováveis Diário do Comércio

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Fontes: Um Só Planeta – Globo, Folha de São Paulo, Nova Participações.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

O Rio de Janeiro atualmente enfrenta diversos problemas econômicos e sociais, com uma população de 6,5 milhões de habitantes, sendo mais de 1 milhão vivendo em favelas.

Através das visões artísticas e previsões da IA sobre a cidade, são reveladas as perspectivas para a cidade. Nesse contexto, certamente o Design, a Arquitetura e a Engenharia Urbana vão desempenhar um papel fundamental na criação de cenários sustentáveis e inovadores.

Ao combinar a criatividade humana com a capacidade preditiva da IA, é possível antecipar transformações urbanas que promovam qualidade de vida e mobilidade inteligente. Essa abordagem holística oferece uma nova perspectiva para moldar o futuro do Brasil a partir do Rio de Janeiro. Confira mais no texto a seguir, do Engenharia 360!

simulação rio de janeiro
Imagem reproduzida de Keep it Rio via Diário do Rio

Rio de Janeiro daqui a 100 anos

No concurso CityVision, arquitetos de todo o mundo apresentaram suas visões para o Rio de Janeiro daqui a 100 anos. O vencedor do concurso foi o arquiteto chinês Donghua Chen, com o projeto intitulado “Céu de Janeiro”. Sua proposta envolve uma cidade totalmente aérea, com moradias e transporte nas alturas, tendo o Cristo Redentor como um ponto central rodeado por essa cidade flutuante.

simulação rio de janeiro
Imagem reproduzida de Céu de Janeiro via Casa e Jardim

Além disso, outros projetos interessantes foram apresentados, como a “Tensile City” de Kyo Seon Lee, Yoon Kee Hong e Jin Young Song, que propõe a conexão de torres, e o “Latente Skyline” de Roberto Costa e Rodrigo Bocater, que sugere bairros subterrâneos sobre os morros. Por outro lado, Andrea Galli, Riccardo e Ottavio Berghella e Lorenzo Massimiano apresentaram um projeto sombrio chamado “Mántica”, em que a especulação imobiliária afasta as favelas e elas ocupam o espaço do Cristo Redentor.

simulação rio de janeiro
Imagem reproduzida de Tensile City via Casa e Jardim
simulação rio de janeiro
Imagem reproduzida de Mántica via Diário do Rio

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Esses projetos mostram diferentes visões do futuro do Rio de Janeiro, com ideias que vão desde a criação de estruturas aéreas para habitação até a ocupação subterrânea e os impactos socioeconômicos das transformações da paisagem. Enfim, o concurso CityVision proporcionou uma visão futurística da cidade maravilhosa, explorando diferentes abordagens para a organização urbana e arquitetônica.

simulação rio de janeiro
Imagem reproduzida de FARM prize via Diário do Rio

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Rio de Janeiro daqui a 500 anos

No aniversário de 450 anos do Rio de Janeiro, o jornal Diário do Rio publicou um texto destacando a necessidade de preocupação com o futuro da cidade, em vez de se concentrar em eventos festivos e obras de curto prazo.

O autor enfatizou a importância de pensar a longo prazo. Ele questionou se a cidade continuará dividida entre favelas e áreas asfaltadas, e se continuará enfrentando congestionamentos, ressaltando que a responsabilidade de resolver esses problemas recai sobre os próprios cariocas, já que, supõem-se que haverá mais de 10 governos municipais e estaduais até o Rio completar 500 anos.

Sua defesa é o envolvimento da sociedade civil nos próximos anos, afirmando que ter a cidade desejada depende mais dos milhões de cariocas do que de alguns poucos gestores públicos.

A imagem a seguir foi escolhida para retratar o Rio daqui a 500 anos na matéria!

simulação rio de janeiro
Imagem reproduzida de Diário do Rio

Rio de Janeiro daqui a milhares de anos

Recentemente, um canal do YouTube chamado “AI Imaginary World” recebeu uma sugestão de um inscrito para imaginar como seriam os países da Terra daqui a mil anos.

Utilizando Inteligência Artificial (IA), o canal criou imagens que retratam cidades futurísticas, com arranha-céus verticais, luzes LED, cúpulas de vidro e veículos voadores desconhecidos. O Brasil é representado pela cidade do Rio de Janeiro, com inúmeros arranha-céus em meio a formações rochosas. Resta saber se as previsões da IA serão acuradas, algo que só o ano 3000 revelará!

simulação rio de janeiro
Imagem reproduzida de AI Imaginary World, YouTube, via CNN

Por último, gostaríamos de comentar sobre a simulação apresentada em “Civilization: Beyond Earth”, que é um capítulo lançado em 2014 da popular série de simuladores de civilizações, desenvolvido por Sid Meier. O jogo se passa no futuro, claro, onde a raça humana procura colonizar outros planetas devido a eventos globais que deixaram o destino da Terra incerto.

simulação rio de janeiro
Imagem reproduzida de Beyond Earth, YouTube, via TechTudo

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Fontes: CNN Brasil, Diário do Rio, Casa e Jardim, TechTudo.

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Engenharia 360

Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.

Em junho de 2023, a notícia de um possível “Apocalipse da Internet” causado por uma tempestade solar viralizou nas redes sociais. A origem dos rumores remonta a um estudo conduzido pela Universidade da Califórnia em 2021, que discutia a vulnerabilidade dos cabos submarinos de fibra óptica.

Antes de discutir este assunto, nós, do Engenharia 360, lançamos uma pergunta à você: alguma vez já caiu numa Fake News? Aliás, sabe qual a origem dessas notícias falsas? Sim, boatos! Um exemplo são as notícias publicadas na Internet envolvendo a agência espacial norte-americana, NASA, e o tal “Apocalipse da Internet”. Os rumores são de que os cientistas teriam emitido alertas sobre um evento futuro que poderia causar interrupções generalizadas na Internet. Mas será mesmo verdade?

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O que foi publicado que causou tanta polêmica nas redes sociais?

A origem desse boato todo sobre “Apocalipse da Internet” remonta a um estudo conduzido por uma pesquisadora da Universidade da Califórnia em 2021, que discutia a vulnerabilidade dos cabos submarinos.

O estudo mostrou que uma tempestade solar de alta potência poderia causar danos aos cabos submarinos, o que poderia levar a interrupções generalizadas na Internet. No entanto, é importante ressaltar que as chances de isso acontecer são baixas. Então, de onde vieram os rumores?

Bem, tudo começou com uma reportagem do jornal britânico The Mirror, que usou um título sensacionalista para se referir ao estudo desse jeito, “Apocalipse da Internet”. E nesse meio tempo, especialistas chegaram a dar declarações de que uma interrupção generalizada devido a uma tempestade solar é uma possibilidade real. Mas não há indicação de que esteja iminente. Então, por que a preocupação?

Apocalipse da Internet
Imagem de kjpargeter em Freepik

O que as pesquisas relacionadas ao “Apocalipse da Internet” descobriram?

Aprofundamos nossa explicação destacando a importância de tudo que já foi compartilhado através das pesquisas com a sonda Parker Solar Probe, que têm como objetivo estudar o comportamento do Sol e entender como sua atividade afeta o espaço e a Terra. Contudo, nada disso tem a ver com esse caso, certo?

O estudo conduzido pela Universidade da Califórnia e que viralisou nas redes está relacionado à vulnerabilidade dos cabos submarinos de fibra óptica quando expostos a uma grande ejeção de massa coronal do Sol. Uma supertempestade solar poderia, por exemplo, interromper a conexão de Internet internacional ao afetar os cabos, semelhante a fechar o suprimento de água de uma casa quebrando o encanamento da rua. Fica a dúvida: há chances disso acontecer em breve?

Apocalipse da Internet
Imagem de vecstock em Freepik

Veja Também: O que é tempestade geomagnética, que interfere em sinal de Internet e celular?

O Ciclo Solar 25

O Ciclo Solar 25, que está em andamento, é um ciclo de atividade solar com maior probabilidade de ocorrer tempestades solares. A saber, durante esse tipo de ciclo, é normal que ocorram erupções solares e ejeções de massa coronal, arrebentações na superfície solar que liberam partículas carregadas e nuvens de plasma magnetizado.

Todos esses fenômenos podem afetar a Terra de várias maneiras, incluindo o desencadeamento de tempestades geomagnéticas na atmosfera. Essas tempestades podem causar interrupções nas comunicações e infraestruturas, como quedas de energia e danos a satélites. No entanto, mesmo que uma tempestade solar de alta potência ocorra, ainda é improvável que cause um “Apocalipse da Internet”.

apocalipse
Imagem de Peter Schmidt por Pixabay

As agências espaciais, como a NASA, monitoram de perto a atividade solar e estão preparadas para tomar medidas preventivas caso uma tempestade solar de alta potência ocorra.

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Fontes: Tudo Celular, Olhar Digital.

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Redação 360

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Nota: A arena MSG Sphere em Las Vegas foi finalmente inaugurada, em 29 de setembro de 2023, com um show do U2. A construção possui o maior painel de LED do mundo e é a maior estrutura esférica do mundo. Além de shows, foi projetada para exibições e experiências imersivas. Mais informações ainda nessa publicação!

MSG Sphere de Las Vegas
Imagem reprodução via G1
https://www.instagram.com/p/Cx0QZd1uzwh/

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Explorando a Geometria das Estruturas Geodésicas e suas Aplicações Arquitetônicas


Descrito como “arquitetura viva”, o MSG Sphere é a maior estrutura esférica do mundo e acendeu suas luzes pela primeira vez em Las Vegas, impressionando internautas e ganhando destaque nas redes sociais.

MSG Sphere
Imagem de @SphereVegas, reprodução via Deezen

Projetado pelo renomado estúdio de arquitetura Populous, responsável pelo icônico Madison Square Garden de Nova York, esse estádio de 54.000 metros quadrados está sendo utilizado para celebrar a NBA Summer League e se tornou uma mega construção emblemática de Las Vegas. Com sua localização em um terreno de 7,3 hectares em Paradise, Nevada, a estrutura promete ser um palco de shows musicais, jogos da NBA, liga de hóquei e lutas, oferecendo uma experiência futurística e imersiva que cativa a atenção do mundo. Saiba mais neste texto do Engenharia 360!

MSG Sphere
Imagem de Instagram @SphereVegas, reprodução via Casa e Jardim

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Quais as principais características do MSG Sphere de Las Vegas

O MSG Sphere de Las Vegas é, portanto, uma arena esférica. Sua capacidade é de 20.000 espectadores. Além disso, tem uma estrutura imponente de 112 metros de altura e 157 metros de largura no ponto máximo, e uma superfície total de 81.000 metros quadrados. E justamente sua capacidade de receber eventos de qualquer tipo o torna um espaço versátil e adaptável às necessidades dos organizadores.

MSG Sphere
Imagem de Instagram @SphereVegas, reprodução via Casa e Jardim
MSG Sphere
Imagem de Twitter @blueblrdhoneyy, reprodução via Casa e Jardim

Enfim, o MSG Sphere deve acomodar 20.000 espectadores em seu interior, garantindo que apresentações, shows e outras atividades de entretenimento de grande porte, incluindo jogos de basquete, lutas de boxe e jogos da liga americana de hóquei possam ser realizados com conforto e espaço suficiente para todos os presentes. Seus projetistas afirmam que esse espaço é único e inovador como nada visto antes.

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Como são realizados os shows de imagens no MSG Sphere de Las Vegas?

Realmente o show de imagens no edifício MSG Sphere é verdadeiramente impressionante!

É claro que a característica mais impressionante do MSG Sphere é, obviamente – como comprovado nas imagens deste texto -, a tecnologia de projeção utilizada em sua construção. Com aproximadamente 1,2 milhões de telas de LED revestindo sua estrutura, o local é capaz de produzir projeções de altíssima qualidade. Essas projeções criam imagens perfeitas e em altíssima resolução que parecem extremamente reais, proporcionando uma experiência visual incrível para os espectadores.

Com uma resolução de 16K e uma tela de LED envolvente com 15.000 metros quadrados, as projeções são de tirar o fôlego!

MSG Sphere
Imagem de @SphereVegas, reprodução via Deezen
MSG Sphere
Imagem de @SphereVegas, reprodução via Deezen
MSG Sphere
Imagem de @SphereVegas, reprodução via Deezen

Os LEDs podem ser programados para exibir imagens dinâmicas em grande escala. Isso permite que o edifício crie seu próprio espetáculo – semelhante aos cinemas 4D -, como a reprodução da Lua ou a exibição de um olho gigante. Certamente, essas projeções externas adicionam uma dimensão adicional ao ambiente ao redor do MSG Sphere. Confira mais imagens MSG Sphere de Las Vegas a seguir!

https://www.instagram.com/reel/CuT3aERN9je/?utm_source=ig_embed&ig_rid=67c45570-992b-4bda-8534-7bb731c61f1b

A saber, a construção do MSG Sphere de Las Vegas, inicialmente estimada em 1,2 bilhão de dólares, acabou custando 2,3 bilhões de dólares (quase 10 bilhões de reais) devido ao aumento dos custos.

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Fontes: 20 Minutos.

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A tecnologia das barraginhas tem se mostrado eficiente no “plantio de água” – reserva de água da chuva -, auxiliando na prevenção da seca nas lavouras. Produtores familiares de diversos estados brasileiros adotaram esse sistema de reservatório, que se espalhou pelo país. Esse tipo de solução, simples e de baixo custo, tem elevado a produtividade no campo, garantido o abastecimento de água e promovendo a sustentabilidade nas propriedades rurais.

Barraginhas
Imagem reproduzida de Revista Negócio Rural

Como as barraginhas se tornaram uma política pública brasileira?

A tecnologia das barraginhas consiste em bacias abertas que seguram a água das enxurradas, promovendo a infiltração no solo e mantendo a água no lençol freático. A instalação das barraginhas é simples e não exige licença ambiental, sendo um meio eficaz de proteger a água da evaporação. O processo envolve o mapeamento do local de passagem das enxurradas, a determinação do tamanho da barraginha e a escavação do buraco com o auxílio de máquinas. E o custo da construção geralmente é coberto pelo produtor ou pelo governo, dependendo da região.

As barraginhas foram inicialmente desenvolvidas em Minas Gerais, onde foram pesquisadas e implantadas em propriedades rurais há mais de 20 anos. Depois disso, essa tecnologia de reservatório de água tornou-se uma política pública no Espírito Santo em 2018 e se espalhou por outros estados do Brasil.

Barraginhas
Imagem reproduzida de Fernando Alves, via site Governo do Tocantins

Atualmente, produtores rurais em diversos estados, como Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pará, Maranhão, Piauí, Mato Grosso, Tocantins, Sergipe, Goiás, Bahia, São Paulo, Paraná, Distrito Federal, também adotaram as barraginhas e outras formas de reservação de água da chuva.

Quais são os benefícios das barraginhas para os agricultores e produtores rurais?

A tecnologia das barraginhas tem ajudado a aumentar a disponibilidade de água nas propriedades, melhorando a produtividade das lavouras e contribuindo para a sustentabilidade ambiental. Afinal, elas contribuem para conservar o solo, recarregar o lençol freático, preservar nascentes e rios, e reduzir a evaporação.

Barraginhas
Imagem reproduzida de Luciano CORDOVAL, via Embrapa
Barraginhas
Imagem reproduzida de Blog Projeto Barraginhas

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Quais são os requisitos para a construção das barraginhas e quem é responsável por fornecer os recursos?

Os requisitos para a construção das barraginhas incluem:

  • a identificação do local de passagem das enxurradas,
  • a determinação do tamanho e profundidade adequados da barraginha,
  • e a utilização de máquinas, como pá carregadeira, para escavar o buraco.

Vale ressaltar que a responsabilidade por fornecer os recursos para a construção das barraginhas pode variar. Em alguns casos, as prefeituras municipais disponibilizam máquinas e operadores, e os produtores rurais pagam apenas o custo do diesel pelas horas de trabalho. Em outros casos, o Estado ou instituições como a Fundação Banco do Brasil e a Petrobras oferecem suporte financeiro para a implementação das barraginhas.

Barraginhas
Imagem reproduzida de SEAMA

A expansão das barraginhas tem sido facilitada através de cursos e palestras ministradas pelo pesquisador Luciano Cordoval, que desenvolveu a tecnologia. Além disso, técnicos agrícolas, tanto privados quanto públicos, têm replicado a tecnologia aprendida nos cursos, disseminando-a por diferentes regiões do país.

Mesmo assim, os principais desafios enfrentados na implementação das barraginhas incluem a capacitação adequada dos produtores e técnicos envolvidos, o acesso aos recursos necessários, a identificação de áreas adequadas para a construção das barraginhas, e o cuidado para evitar a degradação de áreas de preservação permanente.

Informação importante: atualmente, está em tramitação na Câmara dos Deputados um projeto de lei que pode tornar as barraginhas uma política nacional. O projeto é de autoria do deputado federal Padre João (PT-MG), que já implantou 40 barraginhas em sua propriedade rural.

Barraginhas
Imagem reproduzida de Gazeta do Cerrado

Quais são outras formas de reservação de água da chuva utilizadas pelos produtores rurais?

Outras formas de reservação de água da chuva utilizadas pelos produtores rurais incluem:

  • Cisternas: Os produtores rurais podem utilizar cisternas para captar a água da chuva, armazenando-a para uso posterior nas lavouras e criação de animais. Essas cisternas podem ser instaladas nos telhados de aviários, granjas e outras estruturas.
  • Barragens: Em algumas regiões, os produtores rurais constroem barragens para a reservação de água da chuva. Essas barragens podem ser utilizadas para irrigar as lavouras, garantindo um suprimento constante de água.

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Fontes: Globo Rural.

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O primeiro satélite brasileiro lançado em fevereiro de 1993 foi o SCD-1 (Satélite de Coleta de Dados 1). Ele foi o primeiro satélite desenvolvido, construído e operado pelo Brasil e superou o recorde anterior da NASA e da JAXA ao ultrapassar sua expectativa de vida em mais de 30 vezes. O SCD-1 coleta dados ambientais e meteorológicos do território brasileiro e transmitia essas informações para centros de processamento. E ele fez parte da MECB.

Primeiro Satélite Brasileiro
Imagem reproduzida de Portal Gov.br
Primeiro Satélite Brasileiro
Imagem reproduzida de Portal Gov.br

A Missão Espacial Completa Brasileira (MECB) foi um projeto desenvolvido pelo governo brasileiro em 1979. Seu objetivo era alcançar a autonomia de acesso ao espaço e desenvolver satélites em território nacional. A saber, a responsabilidade pelo desenvolvimento dos satélites da MECB foi do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Confira mais informações no texto a seguir, do Engenharia 360!

Quais as principais características do primeiro satélite brasileiro?

O SCD-1 possui um formato de prisma octogonal, com 1 metro de largura e 1,45 metro de altura. Suas dimensões são compactas, pesando cerca de 115 kg. O satélite está posicionado a uma altitude de 750 km. Ele viaja a uma velocidade de 27 mil km por hora, o que permite dar uma volta completa na Terra em aproximadamente 1 hora e 40 minutos. E, por fim, ele passa sobre o território brasileiro cerca de 16 vezes por dia para cumprir suas funções.

Primeiro Satélite Brasileiro
Imagem reproduzida de Agrolink
Primeiro Satélite Brasileiro
Imagem reproduzida de INPE, via Apolo11.com

Quais são as principais informações coletadas pelo SCD-1?

O SCD-1 coleta dados ambientais e meteorológicos do espaço, incluindo informações como nível de água em rios e represas, qualidade da água, precipitação pluviométrica, pressão atmosférica, intensidade da radiação solar e temperatura do ar.

Atualmente, o SCD-1 possui 127 estações de monitoramento. Algumas das empresas e instituições que têm acesso aos dados fornecidos pelo SCD-1 incluem as agências ADA (Desenvolvimento da Amazônia) e Aneel (Nacional de Energia Elétrica), empresas como Alcoa, Eletronorte, Embraer, Embrapa e Sabesp, universidades como Furg, Unicamp e Unifei, usinas hidrelétricas de Cachoeira Dourada e Corumbá IV, Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), Defesa Civil, Fiocruz, Incra, Marinha do Brasil e Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia).

Primeiro Satélite Brasileiro
Imagem reproduzida de Eco4u – WordPress

Veja Também: O Desenvolvimento e Testes de Foguetes: o Brasil no Avanço da Engenharia Aeroespacial

Como acontece o funcionamento dessa tecnologia do SCD-1?

A tecnologia do SCD-1 é curiosa. Para começar, o satélite consegue funcionar mesmo com suas baterias enfraquecidas, porque foi projetado para funcionar apenas quando seus painéis solares estão iluminados pelo Sol. Assim, ele fica ligado cerca de 60% do tempo.

A bobina magnética desenvolvida pela equipe do engenheiro Sebastião Varotto é responsável por manter o eixo de rotação do satélite na orientação correta. Essa bobina é composta por um carretel de alumínio e um fio de cobre esmaltado fornecido pela Pirelli.

Mas os especialistas afirmam que o satélite brasileiro está hoje “cansado” devido ao desgaste ao longo dos anos, o que levou à diminuição de sua velocidade de rotação. Isso afeta a estabilidade da órbita e a operação do satélite.

Primeiro Satélite Brasileiro
Imagem reproduzida de INPE, via Revista Galileu – Globo

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Expectativa de vida para satélites pequenos

Satélites pequenos mais modernos normalmente têm uma expectativa de vida de cerca de cinco anos. No entanto, o SCD-1, primeiro satélite brasileiro, até que superou sua expectativa de vida inicial em mais de 30 vezes. Ele foi projetado para durar apenas um ano, mas continua em funcionamento até hoje, o que representa uma conquista significativa para a engenharia espacial brasileira.

Aqui vai uma informação bônus: o satélite recordista anterior ao SCD-1 foi o satélite Geotail, projetado pela NASA e pela JAXA (agência espacial japonesa), lançado em 24 de julho de 1992 e desativado em 28 de novembro de 2022. O SCD-1 superou esse recorde ao permanecer em órbita por mais tempo do que o Geotail.

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Fontes: UOL.

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