Todo millennial sabe mundo bem o que é um Tamagotchi, bichinho virtual que exigia cuidados constantes. Esse brinquedo eletrônico lançado em 1996 virou febre, ganhando o coração de milhões ao redor do mundo. Mas a história desse clássico ainda não acabou. Recentemente, a empresa japonesa Bandai lançou uma nova versão desse fenômeno, porém feita de casca de ovo reciclada. É um jeito de mostrar que a engenharia pode se aliar à responsabilidade ambiental. Confira mais detalhes no texto a seguir, do Engenharia 360!

Um novo capítulo para o Tamagotchi

Antes de tudo, sabia que o nome “Tamagotchi” é a combinação das palavras japonesas “tamago” (ovo) e “uotchi” (relógio)? Então, é por isso que esse amiguinho das crianças tem o formato ovalado.

Tamagotchi
Imagem divulgação Bandai reproduzida de TechTudo

Bem, se você andava se sentindo nostálgico, vai amar esta notícia: foi revelado na edição 2024 da Feira Internacional de Brinquedos de Tóquio o “Original Tamagotchi Celebration Egg“. Em termos de jogabilidade, essa releitura moderna é semelhante ao modelo anterior (os usuários ainda terão que cuidar do seu bichinho virtual alimentando-o, limpando suas sujeiras, dando remédios e até mesmo participando de minigames). Mas o diferencial é mesmo seu material de fabricação: casca de ovo reciclada.

Design inovador

Em verdade, essa última versão do Tamagotchi é uma poderosa ferramenta de Marketing. Isso porque ela carrega uma mensagem importante: de que as empresas de tecnologia precisam adotar mais práticas que beneficiem o meio ambiente e buscar soluções ecologicamente corretas para todos os seus produtos e serviços. Por último, buscando conscientizar os jovens, o design – ovo marrom com detalhes em verde e rosa – foi especialmente desenhado para atrair as novas gerações de usuários.

Tamagotchi
Imagem divulgação Bandai reproduzida de Hardware

A saber, nas propagandas, a Bandai posiciona o novo Tamagotchi como um item da moda, com uma corrente especial para que os usuários possam prender o dispositivo em suas roupas e bolsas.

Tamagotchi
Imagem divulgação Bandai reproduzida de Blog Tamagotchi
Tamagotchi
Imagem divulgação Bandai reproduzida de Blog Tamagotchi

Veja Também: Brinquedos criado por engenheira para futuras engenheiras

O legado sustentável

Precisava-se de uma justificativa para trazer de volta um ícone pop? Parece que sim! A fabricante queria celebrar com estilo o legado através de uma nova versão relevante e que servisse de símbolo para o início de uma nova era dos brinquedos digitais, adaptada às necessidades atuais e preocupações do mundo moderno. Então, neste contexto, era interessante uma abordagem sustentável e responsável, se valendo de materiais descartados e contribuindo para um futuro mais verde. Assim surgiu o novo Tamagotchi!

A equipe da Bandai passou por diversos protótipos até encontrar a fórmula perfeita. Incrivelmente, apesar do produto ser 30% à base de casca de ovo, ele é durável. Sua textura é única. E a aparência até que lembra mesmo de um ovo tradicional, preservando a essência do antigo brinquedo.

O futuro do Tamagotchi

A Bandai espera que os velhos admiradores do Tamagotchi apreciem o “Original Tamagotchi Celebration Egg”. O novo bichinho virtual será lançado no mercado dia 8 de fevereiro de 2025 – no Japão, América do Norte, Europa e outras regiões. O preço inicial será de aproximadamente R$135. Acessível ou não? Escreva o que você acha na aba de comentários logo abaixo!

Tamagotchi
Imagem divulgação Bandai reproduzida de Hardware

Fontes: Época Negócios, Hardware, TechTudo.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

A Google, uma das empresas mais influentes do mundo, está prestes a expandir suas operações no Brasil. Recentemente, ela anunciou que deve construir um centro de engenharia no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), localizado próximo à Universidade de São Paulo (USP). Esta notícia está empolgando os amantes das tecnologias no país. E não é por menos; este pode ser um marco no desenvolvimento da engenharia no Brasil, com foco em soluções em cibersegurança e Inteligência Artificial (IA). Leia mais no artigo a seguir, do Engenharia 360!

O novo capítulo da Google no Brasil

O primeiro escritório de engenharia da Google no Brasil foi inaugurado em 2006, em Belo Horizonte. Mas os planos da empresa para o país cresceram e, assim, chegou a hora de ampliar sua estrutura física, acompanhando as metas de melhoria de qualidade de serviços. Em princípio, o compromisso com o IPT é de 10 anos.

Google
Imagem de Google reproduzida de Blog do Google Brasil
Google
Imagem de Google reproduzida de Olhar Digital

Em um evento realizado na capital paulistana, representantes da Google apresentaram imagens do projeto do novo centro de engenharia, previsto para ser inaugurado em 2026. O mesmo será adaptado no Edifício Adriano Marchini, um importante remanescente de arquitetura da década de 1940 e que será revitalizado. A proposta de design é uma fusão inovadora entre história e modernidade, com preservação exterior e inovação interna – uma intervenção com o menor impacto ambiental possível, mas com direito a ventilação natural, placas fotovoltaicas, sistemas de captação da chuva e controle de enchentes.

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Imagem de Google reproduzida de Blog do Google Brasil
Google
Imagem de Google reproduzida de UOL

Serão 7 mil metros quadrados com espaços confortáveis para acomodar até 400 profissionais, engenheiros, designers e especialistas em ciência de dados; o prédio adaptado abrigará bibliotecas, acervos e outras instalações. As equipes devem se dedicar a desenvolver softwares e algoritmos, realizar gerenciamento de produtos, planejar as experiências dos usuários, além de trabalhar em projetos de cibersegurança e Inteligência Artificial. Tudo isso deve beneficiar não apenas clientes brasileiros, mas do mundo todo.

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Imagem de Google reproduzida de Blog do Google Brasil
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Imagem de Google reproduzida de Blog do Google Brasil

Veja Também: Conheça o novo escritório incrível do Google em SP

O que esperar do novo centro de engenharia

Como dito antes, o novo centro da Google em São Paulo (Google Safety Engineering Center) será um epicentro de soluções tecnológicas da empresa, com foco em cibersegurança. O GSEC será o quarto do tipo no mundo e o primeiro fora da Europa. Ele realizará trabalhos em estreita colaboração com outras sedes ao redor do mundo para o desenvolvimento e implantação de tecnologias. Além disso, contará com o Accessibility Discovery Centre (ADC), um espaço dedicado ao desenvolvimento e teste de tecnologias assistivas, promovendo a inclusão digital.

O impacto da expansão da Google no Brasil

A abertura do centro de engenharia do Google em São Paulo marca um novo capítulo na história da tecnologia no Brasil. Dezenas de vagas de trabalho serão abertas até janeiro de 2026 – encontradas no seu site dedicado a carreiras. Esse hub de inovação também será um espaço de descoberta de novos talentos, oferecendo oportunidade de crescimento para muitos profissionais e parceiros, incluindo startups, órgãos públicos e a comunidade em geral.

Google
Imagem de Google reproduzida de Olhar Digital

De fato, a Google acredita e confia no potencial do brasileiro; com isso, a empresa deve dar continuidade nos seus planos. Por exemplo, projetos como o ‘modo ladrão’ no Android, que bloqueia a tela do celular em caso de furto, e a funcionalidade de segurança no YouTube que autentica a identidade do usuário a partir de um vídeo de selfie. Essas serão algumas das inovações desenvolvidas localmente e aplicadas globalmente.

O novo centro também terá um papel crucial na melhoria da qualidade do buscador do Google, no desenvolvimento de ferramentas de proteção para crianças e na criação de tecnologias anti abuso para proteger os usuários do Gmail de ataques de phishing, malware e spam.


Fontes: O Globo, Google, Olhar Digital.

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As Paralimpíadas de Paris 2024 chegaram ao fim sendo consideradas um marco na história do esporte inclusivo. Primeiro porque este ano o Brasil bateu seu recorde de medalhas. Segundo, pois as competições foram mais inclusivas e acessíveis em termos de tecnologia. Porém, ainda há um longo caminho a se trilhar.

A engenharia deve continuar trabalhando para ajudar na inovação, sobretudo ao desenvolver projetos de equipamentos especializados, auxiliando sempre os atletas a obterem um melhor desempenho nas provas e elevando o nível de competição. Em breve teremos as edições de inverno. Vamos ver na lista a seguir, do Engenharia 360, o que foi novidade e o que mais explorar para redefinir o mundo do paradesporto.

1. Infraestrutura urbana de Paris mais acessível

Acessibilidade e inclusão eram alguns dos compromissos de Paris; mas se o evento de 2024 deu certo, ainda é cedo para dar um veredito final. Contudo, vale destacar que a capital da França era até então um dos locais na Europa que menos fornecia possibilidade de mobilidade para pessoas com deficiência terem acesso a produtos, serviços, informações e espaços de forma segura e autônoma. Mas a cidade estava comprometida em mudar este cenário.

paralimpíadas
Imagem gerada em IA de Freepik

Para as Olimpíadas e Paralimpíadas de 2024, o governo, o comitê esportivo e defensores dos direitos humanos planejaram reformas específicas para infraestrutura urbana e implementação de novas tecnologias. O objetivo era garantir que atletas, espectadores e turistas com diferentes necessidades de acessibilidade pudessem participar plenamente do evento, incluindo:

  • adaptação de estações de metrô com elevadores e rampas;
  • frota de ônibus adaptada a cadeiras de rodas;
  • aplicativos de navegação por GPS com comandos de voz e beacons Bluetooth; e
  • sistemas de autodescrição para acompanhamento dos jogos.

Resumindo, a primeira grande inovação de Paris 2024 foi um trabalho além da engenharia, mas só possível pela implementação de novas tecnologias, que é a promoção da inclusão social. Ao fornecer ferramentas e recursos que permitem a participação de atletas com deficiências, essas tecnologias estão desafiando estereótipos e inspirando pessoas de todas as idades e habilidades.

Sustentabilidade nas Paralimpíadas

Assim como citamos em nossas reportagens sobre as Olimpíadas, achamos que era válido lembrar neste texto quanto Paris trabalhou para organizar uma Paralimpíadas 2024 sustentáveis. A organização garantiu que 95% das construções sejam reutilizáveis ou temporárias, reduzindo o impacto ambiental. Além disso, a utilização de materiais reciclados, como assentos feitos de plástico reciclado, demonstra um compromisso com práticas sustentáveis.

2. Tecnologias assistivas transformando a experiência dos atletas

Antes de tudo, vale explicar a definição de tecnologia assistiva. Trata-se de um conjunto de recursos, equipamentos, estratégias, serviços e mais que visam promover a funcionalidade de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, proporcionando autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.

Podemos citar bons exemplos de inovação em tecnologia assistiva nas Paralimpíadas de Paris 2024:

  • novos rifles optrônicos, combinados com ouvido eletroacústicos, para atletas com deficiência visual, transformando visão em som;
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  • equipamentos e componentes, como próteses e órteses, mais bem personalizados graças à modelagem em 3D, com estruturas mais leves e otimizados em termos de desempenho e segurança;
  • bikes com amortecedores de choque avançados, mais responsivas ao terreno; e
  • novas análises biomecânicas, simulações de competições e sistemas de monitoramento de desempenho, ajudando a identificar pontos fortes e fracos dos atletas, além de personalizar seus treinos para alcançar o máximo potencial.
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3. Experiência dos torcedores nos Jogos transformada

Para finalizar esta lista de inovações, as novidades tecnológicas para as Paralimpíadas não se limitam aos atletas; a experiência dos torcedores nos Jogos também foi transformada. Um exemplo é o uso de campos interativos, permitindo que espectadores com deficiência visual acompanhem os jogos de futebol de cegos. Esses dispositivos ajudam a representar a posição da bola, permitindo uma experiência mais imersiva.

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Imagem gerada em IA de Freepik

Outras tecnologias também estão sendo implementadas pelo comitê nas próximas edições. Como dispositivos robóticos que enviam imagens e atualizações para crianças em hospitais ou que não possam comparecer aos eventos.

Tem ainda a “Agenda Olímpica de IA”, que visa explorar como essa tecnologia de Inteligência Artificial para melhorar a segurança e a análise de desempenho, além de gerar resumos personalizados dos eventos quase que em tempo real. Por fim, a realidade aumentada e virtual estão sendo usadas para os torcedores assistirem às partidas com dados sobrepostos aos jogadores, criando uma experiência mais envolvente.

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Imagem gerada em IA de Freepik

O futuro das Paralimpíadas: Desafios e oportunidades

Embora as inovações tecnológicas já tenham revolucionado as últimas edições das Paralimpíadas, incluindo a de Paris 2024, muitos desafios permanecem. A desigualdade de tecnologias assistivas entre países ricos e pobres é uma preocupação constante. Por isso, é preciso desenvolver mais projetos de engenharia e fechar parcerias entre governos, organizações esportivas e empresas para garantir que essas inovações sejam mais eficazes, seguras, duráveis, sustentáveis, ecológicas, econômicas e acessíveis para todos.

paralimpíadas
Imagem gerada em IA de Freepik

Veja Também:

Atletas-engenheiros usam tecnologia para brilhar nas Paralimpíadas

O Legado de Inclusão e Desempenho das Paralimpíadas 2024

Paris 2024: como a tecnologia está redefinindo o desempenho nos Jogos Paralímpicos


Fontes: The Conversation.

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Engenharia 360

Redação 360

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É insano o que temos vivido nos últimos anos. Não podemos negar que grande parte dos nossos problemas vem das mudanças climáticas; o aquecimento global está em ascensão e as temperaturas extremas estão se tornando cada vez mais comuns. Por isso, se faz urgente encontrar soluções para proteção eficaz contra o calor.

Não é brincadeira! Segundo dados recentes, mais de 50 mil pessoas perderam suas vidas na Europa devido ao calor intenso. Pensando nisso, cientistas da Escola de Moda e Têxteis da Universidade Politécnica de Hong Kong desenvolveram um tipo de roupa térmica robótica capaz de oferecer segurança e conforto mesmo nas condições mais extremas. Confira detalhes sobre essa nova tecnologia – suas características, benefícios e impactos em diversos setores – no texto a seguir, do Engenharia 360!

roupa térmica robótica
Imagem reproduzida de Universidade Politécnica de Hong Kong via Olhar Digital

O desafio das altas temperaturas e a necessidade de inovação

O aumento das temperaturas afeta demais o bem-estar do ser humano. Ao mesmo tempo, impacta a sua produtividade e saúde, podendo acarretar condições crônicas, como doenças cardiovasculares e respiratórias. E ainda precisamos lembrar que, independente das temperaturas em termômetros, existem profissionais que precisam lidar com o calor todos os dias, como os bombeiros combatendo incêndios. Essas pessoas precisam de uma proteção adequada ou morrem.

Infelizmente, as roupas tradicionais são completamente insuficientes para a nossa proteção a depender do cenário. E mesmo alguns modelos de roupas térmicas já desenvolvidos podem não oferecer o isolamento térmico ideal em ambientes de calor extremo, como enfrentado pelos operários da construção civil. Os macacões de proteção costumeiramente usados hoje podem superaquecer e levar ao desconforto, comprometendo a segurança desses profissionais.

temperaturas extremas
Imagem de @wirestock em Freepik

Veja Também: Conheça o tecido que promete reduzir temperatura corporal

A nova roupa térmica robótica inspirada nos pombos

A equipe de Hong Kong desenvolveu uma roupa térmica que utiliza tecidos robóticos e um sistema avançado de gerenciamento térmico adaptativo. Basicamente, quando a temperatura aumenta, a roupa expande e “engrossa”, formando algo como um colchão de ar, proporcionando o isolamento térmico. Estamos falando de um exemplo de engenharia biomimética!

Explicando melhor, segundo os cientistas, essa ideia partiu do mecanismo de regulação térmica dos pombos. Ou seja, ela foi inspirada na natureza. Isso porque esses animais conseguem regular sua temperatura através das penas, que “prendem” uma camada de ar ao redor da pele, reduzindo significativamente sua perda de calor. Quando a temperatura cai, eles afofam suas penas para reter o calor.

roupa térmica robótica
A roupa tem seu comportamento térmico adaptativo e dinâmico inspirado nos pombos. – Imagem reproduzida de Universidade Politécnica de Inovação Tecnológica

Funcionamento e resultados em testes

Com base nesse princípio, a equipe incorporou a uma roupa térmica robótica, feita de tecido macio e confortável, um exoesqueleto que encapsula um fluido especial. Esse fluido (não tóxico e de baixo ponto de ebulição) se transforma em gás quando aquecido, o que expande o tecido e aumenta a resistência térmica, mantendo a superfície interna da roupa até 10 °C mais fria em condições extremas.

Testes científicos provaram que essa nova roupa térmica é mesmo mais vantajosa que as roupas convencionais. Ela poderia suportar temperaturas até 120 °C, um cenário comum em ambientes de siderurgias ou em operações de combate a incêndios. Dito isso, talvez esse objeto possa vir a fazer parte, em breve, da lista de equipamentos de proteção individual (EPIs).

roupa térmica robótica
Esquema dos atuadores macios, responsáveis por fazer a roupa inchar e desinchar. – Imagem reproduzida de Universidade Politécnica de Inovação Tecnológica

Vantagens, aplicações e potencial

A principal vantagem dessa nova roupa térmica é que ela não requer nenhum tipo de consumo energético externo. Diferente de outros sistemas, que dependem de eletrônicos ou baterias, de materiais termoelétricos ou sistemas de resfriamento de líquido circulatório, a vestimenta regula a temperatura por si mesma, apenas utilizando as mudanças estruturais do tecido robótico. Sendo assim, é uma alternativa de proteção bastante sustentável.

Vale destacar que o material escolhido para a composição do seu tecido é um poliuretano termoplástico leve, resistente e durável. O Dr. Dahua Shou, líder do projeto, afirma que a tecnologia pode beneficiar bombeiros e trabalhadores da construção, reduzindo seu estresse e aumentando a eficiência no trabalho. Além disso, ela pode ser incorporada em roupas esportivas, jaquetas de inverno e vestuário para atividades ao ar livre.

O futuro da moda e da proteção pessoal

Enfim, as possibilidades de aplicação dessa roupa térmica robótica são vastas. E, ademais, ela poderia contribuir para a construção de isolamentos sustentáveis, ajudando a economizar energia em sistemas de aquecimento e ar condicionado.

Podemos estar diante de um avanço significativo na melhoria das condições de trabalho e qualidade de vida dos profissionais que operam em ambientes hostis. Também da evolução da moda adaptativa, com as roupas térmicas robóticas sendo uma tendência nesses novos tempos de mudanças climáticas.


Fontes: Olhar Digital, Inovação Tecnológica.

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A China está sempre nos surpreendendo com seu poder de inovação; o país é uma grande referência em tecnologia e engenharia. Agora mais recentemente apresentou ao mundo sua nova criação: o CoulombFly, o menor drone solar do mundo, tão leve quanto uma folha de papel A4. Seu projeto foi desenvolvido pela Universidade Beihang, em Pequim, com foco em setores como a agricultura e exploração espacial. Saiba mais sobre essa tecnologia no artigo a seguir, do Engenharia 360!

A evolução dos drones movidos a energia solar

Atualmente, muitas pessoas e empresas têm adquirido drones. Contudo, vale lembrar que, apesar dessa “febre” de mercado, tal tecnologia não é exatamente uma novidade. O que mudou de uns anos para cá é que os cientistas conseguiram deixar esses veículos aéreos menores e mais leves. Então, quando pesados, os drones não podiam ainda suportar captadores de energia solar; era demais.

Em 2019, a situação mudou. Pesquisadores da Universidade de Singapura desenvolveram um projeto de drone que surpreendeu a comunidade científica; ele era muito menor do que o outros modelos já concluídos. No entanto, a persistência e criatividade dos engenheiros continuou e assim, neste ano, a equipe liderada por Shen Wei, estudante de doutorado de Beihang, apresentou o drone solar CoulombFly, numa abordagem totalmente inovadora.

menor drone solar do mundo
Imagem reproduzida de The China Academy

A tecnologia por trás do drone solar CoulombFly

Shein iniciou sua jornada acadêmica lidando com motores eletrostáticos. Isso o inspirou a acoplar uma hélice a um motor, o que resultou no design do novo modelo de drone. Ele acreditou que, se pudesse desenhar uma estrutura diferente, esse motor geraria a velocidade ideal e a sustentação necessária para o voo. Assim surgiu o pequeno, mas eficiente CoulombFly, o menor drone solar do mundo.

Claro que o diferencial desse novo drone é operar de forma eficiente com energia solar. Isso significa que, ao contrário dos outros drones, que dependem de baterias pesadas e precisam ser recarregados com frequência, o CoulombFly pode voar por longos períodos sem a necessidade de recarga constante. A saber, essa característica é especialmente útil para aplicações em áreas remotas e de difícil acesso.

menor drone solar do mundo
Imagem reproduzida de The China Academy

Motores eletrostáticos e eficiência energética

Podemos concluir que a escolha de Shen Wei e seus colegas por usar motores eletrostáticos foi a decisão que levou ao sucesso do CoulombFly. Diferente dos motores elétricos tradicionais, que utilizam campos magnéticos para gerar movimento, esse tipo de motor aproveita a força entre cargas elétricas opostas.

Essa tecnologia é de alta eficiência e baixo consumo, e combinada a um design minimalista, em polímeros ultraleves e fibra de carbono, permitiu que o novo drone fosse resistente, flexível, menor e mais leve (só 4,2 gramas), alcançando velocidades de voo surpreendentes. Para completar, ele pode suportar uma carga extra útil (aproximadamente 1,59 gramas), como de pequenos sensores, controladores e câmeras.

menor drone solar do mundo
Gif reproduzido de The China Academy

A luz solar é captada pelo CoulombFly graças a células solares ultrafinas, que convertem a energia solar em energia elétrica, alimentando o motor do drone e permitindo que o mesmo possa voar por longos períodos. Sendo assim, zero dependente de combustíveis fósseis e perfeito para uma variedade de aplicações.

As possíveis aplicações do CoulombFly

A equipe de pesquisa de Shen Wei está trabalhando para tornar o CoulombFly perfeito para várias aplicações. Isso inclui, por exemplo:

  • Agricultura: Monitoramento de plantações, detecção de pragas e doenças, e aplicação precisa de fertilizantes e pesticidas.
  • Meio Ambiente: Monitoramento da qualidade do ar e da água, mapeamento de áreas de risco e estudo da vida selvagem.
  • Segurança: Vigilância de fronteiras, busca e resgate, e monitoramento de eventos.
  • Exploração Espacial: Missões de reconhecimento em outros planetas e satélites.

Veja Também: Maior Drone Agrícola Mundo Faz Voo Inaugural no Brasil

O futuro do CoulombFly e da tecnologia de drones

Apesar dos avanços nas pesquisas sobre tecnologia de drones, a minuaturização de componentes eletrônicos e sensores ainda precisa de aprimoramento, o que impede, neste momento, que o CoulombFly seja aproveitado no seu máximo. Além disso, é preciso aprimorar a tecnologia de microcircuitos. Por fim, ampliar o desenvolvimento de algoritmos de controle, permitindo que esses veículos aéreos sejam operados de forma autônoma e coordenada.

menor drone solar do mundo
Imagem reprodução via O Globo

Sem dúvidas, com o lançamento de drones como o pequeno CoulombFly, podemos já considerar a realização de tarefas antes impensáveis. Imagine um enxame de microdrones trabalhando em conjunto para realizar inspeções em infraestruturas críticas, como pontes e linhas de transmissão, ou coletando dados em áreas de difícil acesso. Então, essa é a proporção do grande impacto das novas tecnologias de drones em nosso dia a dia. Logo veremos drones ainda menores e mais eficientes; esse é só o começo!


Fontes: O Globo, Click Petróleo e Gás.

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As inteligências artificiais estão moldando o nosso mundo; já não podemos mais imaginar, por exemplo, o futuro da engenharia sem o suporte dessa tecnologia. E o Brasil precisa estar ligado nisso! Nosso país não pode ficar para trás, sobretudo se deseja, um dia, ser referência global em pesquisa e aplicação de Inteligência Artificial.

Esse foi um dos temas de debate na 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (5CNCTI), quando também foi apresentado o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) 2024-2028. Continue lendo este artigo do Engenharia 360 para saber mais!

plano brasileiro de Inteligência Artificial 2024-2028
Imagem gerada em IA de Freepik

O objetivo do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial

O Brasil está neste momento dando um passo importante rumo à sua revolução tecnológica com o lançamento do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) 2024-2028. Estão sendo investidos R$ 23 bilhões para a construção de infraestruturas, formação de talentos, incentivo à inovação empresarial, regulação e governança, além de melhoria de serviços públicos. A promessa do governo é transformar o país em uma potência na aplicação ética e sustentável de Inteligência Artificial – vamos torcer os dedos!

plano brasileiro de Inteligência Artificial 2024-2028
Imagem reproduzida de Governo Federal

Eixos do PBIA

De fato, o PBIA é um plano ambicioso. Em princípio, ele deve ser desenvolvido nos próximos cinco anos. A proposta é fruto de um processo de consultas com especialistas, acadêmicos e representantes de diversos setores. Juntos, eles bolaram um modelo intitulado “IA para o Bem de Todos” dividido nos seguintes eixos:

  • Infraestrutura (R$ 5,79 bilhões): Foco na construção de uma base sólida para sustentar o desenvolvimento da IA.
  • Formação e Capacitação de Pessoas (R$ 1,15 bilhão): Investimento em educação e formação de novos especialistas em IA.
  • Melhoria dos Serviços Públicos (R$ 1,76 bilhão): Implementação de soluções de IA para melhoria da eficiência dos serviços governamentais.
  • Inovação Empresarial (R$ 13,79 bilhões): Estímulo ao setor privado para desenvolver e aplicar tecnologias de IA.
  • Apoio à Regulação e Governança da IA ​​(R$ 103,25 milhões): Criação de diretrizes e regulamentações para garantir o uso responsável da IA.
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Além de todos os benefícios já citados, o plano fortaleceria no mundo a posição do Instituto De Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). Também ajudaria o Brasil a fornecer bolsas de pesquisa mais atrativas; a compartilhar o seu conhecimento e expertise; e implementar uma melhor infraestrutura energética renovável. Aliás, o PBIA prevê R$ 500 milhões para 42 projetos de geração de energia limpa, evitando que a tecnologia se torne insustentável.

plano brasileiro de Inteligência Artificial 2024-2028
Imagem gerada em IA de Freepik

A importância da Inteligência Artificial ​​para o Brasil

Segundo especialistas, se tudo der certo, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial 2024-2028 terá um ótimo impacto em diversas áreas – da saúde à agricultura -, colocando o país em uma posição de destaque no cenário global. Um ponto positivo é que o novo modelo traz diretrizes mais claras e bem definidas em relação a iniciativas anteriores, permitindo um avanço científico e tecnológico real.

Desafios e preocupações

Apesar das promessas, o PBIA enfrenta desafios significativos. Especialistas apontam para a burocracia e a necessidade de um planejamento de longo prazo como obstáculos potenciais.

plano brasileiro de Inteligência Artificial 2024-2028
Imagem gerada em IA de Freepik

Durante a 5CNCTI, alguns especialistas citam que algumas áreas, como de infraestrutura computacional, exigem investimentos contínuos para se manterem competitivas. Sendo assim, talvez falte uma visão estratégica mais abrangente por parte do governo para entender como alocar de modo eficaz os recursos de modo a não comprometer a efetividade do plano. O montante de investimento pode ser insuficiente para alcançar todos os objetivos – será que futuras infrações foram consideradas?

Atualmente, o Brasil enfrenta limitações na operação de equipamentos avançados, o que é apenas o início dos desafios. Uma solução para superar essas barreiras poderia ser a abertura do PBIA para parcerias internacionais no futuro, garantido, é claro, a proteção dos interesses nacionais.

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Fontes: USP, GOV.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Assim como as Olimpíadas de Paris, os Jogos Paralímpicos 2024 estão sendo um marco na história do esporte. Além de todas as competições e medalhas, vale destacar as inovações de engenharia que se desenrolam nos bastidores. Já citamos antes sobre atletas-engenheiros que usando conhecimento e tecnologia para melhorar seu desempenho nas provas. Mas vale destacar também o trabalho de empresas como a Airbus que contribuem com sua expertise em engenharia para transformar o mundo do paradesporto. Continue lendo este artigo do Engenharia 360 para saber mais!

Paralimpíadas
Imagem reproduzida de Wikipédia
Paralimpíadas
Imagem reproduzida de Airbus em Facebook

Airbus e a busca por inovação no esporte

Essa trajetória da Airbus – líder na indústria aeroespacial – contribuindo para o esporte paralímpico começou, na verdade, ainda em 2019, quando o campeão francês de badminton paraolímpico, David Toupé, procurou a empresa em busca de apoio financeiro. Depois, em 2021, a empresa fechou uma parceria com a Agência Nacional do Esporte da França. O objetivo era aplicar o conhecimento dos seus especialistas em engenharia para desenvolver equipamentos de alta performance, elevando o nível das competições nos Jogos.

Trajetória de criação

No primeiro ano, 40 engenheiros da Airbus se dedicaram a desenvolver uma nova cadeira de rodas para Toupé, levando em consideração suas necessidades específicas e buscando maximizar seu desempenho. O resultado foi uma cadeira de rodas revolucionária que permitiu o atleta competir em um nível nunca antes visto. Ao mesmo tempo, eles trabalharam com o campeão de esgrima Maxime Valet para projetar um novo cabo para as Paralimpíadas de Tóquio.

Já nos anos seguintes, com foco em Paris 2024, mais de uma dúzia de atletas e seus desafios serviram de exemplo de caso. Além disso, foram destinados 5 milhões de euros para as pesquisas. Dos 54 projetos iniciais, 17 foram concluídos com sucesso, incluindo uma ideia para os campeões da equipe paralímpica de ciclismo da França: um tandem (bicicleta dupla, com dois assentos) de peça única – testada pela equipe no Campeonato Mundial do Rio em março passado.

Paralimpíadas
Imagem reproduzida de Paralympic

Claro que muito dessa história foi impulsionado pela experiência de Christophe Debard, engenheiro da Airbus e fundador do Humanity Lab. Esse laboratório se tornou um espaço onde voluntários da empresa trabalham com criações tecnológicas voltadas às pessoas com deficiência.

Avanços tecnológicos que estão fazendo a diferença

Como podemos concluir, atualmente, a Airbus trabalha não apenas com equipamentos individuais, mas também com projetos coletivos. Após o término dos Jogos, com o encerramento do contrato com a ANS, não se sabe ao certo o que deve acontecer. Mas, pelo que tudo indica, as ações para auxílio dos atletas devem continuar. Até porque em dois anos teremos a edição das Olimpíadas e Paralimpíadas de Inverno, onde veremos disciplinas como esqui alpino, esqui cross-country, snowboard, curling em cadeira de rodas, etc.

É essencial que empresas como a Airbus continuem aplicando sua expertise em áreas como aerodinâmica, materiais e design para criar equipamentos personalizados que atendam melhor às necessidades específicas de todos os atletas.

Especialmente, a França já está se beneficiando demais com o trabalho da Airbus. Hoje, o país já está alcançando, em termos de rendimento, alguns de seus principais concorrentes europeus, como Alemanha e Inglaterra, que são líderes do paraesporte desde os Jogos Paralímpicos de Londres 2012. E isso num país com menos acessibilidade do continente. A saber, em Paris, apenas 9% da rede de metrô é acessível aos deficientes. Essas barreiras precisam ser ultrapassadas já!

Enfim, a Airbus prova que a tecnologia pode ser uma poderosa ferramenta para promoção da inclusão e o desenvolvimento do esporte paralímpico.

Paralimpíadas
Imagem reproduzida de Airbus em Facebook

O futuro do esporte paralímpico

Graças às novas tecnologias, podemos esperar um futuro promissor para o esporte paralímpico. Casos como o da parceria entre Airbus e ANS devem servir de inspiração para novos desenvolvimentos de projetos que beneficiarão ainda mais os atletas com deficiência. E talvez possamos sonhar com um momento em que o esporte será finalmente mais acessível e emocionante para todos.

Infelizmente, apesar dos avanços, o que vemos até agora é o alto custo dos equipamentos esportivos especializados.

Próteses esportivas, por exemplo, podem custar até 20.000 euros, e quase sempre não são cobertas pelas companhias de seguro ou planos de Seguridade Social, diferentemente das próteses de uso cotidiano. Essa falta de acessibilidade financeira impede competições igualitárias. Mais uma vez, a engenharia pode desempenhar um papel crucial na busca por soluções acessíveis, com inovações em materiais e técnicas de fabricação. Fica a reflexão!

Veja Também: O Legado de Inclusão e Desempenho das Paralimpíadas 2024


Fontes: WorldChurch, MSN.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

O Japão sempre esteve na vanguarda quando se trata de responsabilidade ambiental e inovação tecnológica. Inclusive, desde os anos de 1960, o país já vem implementado políticas rigorosas para combater a poluição industrial e promover o alto aproveitamento de recursos. Isso inspirou o desenvolvimento de diversos projetos de engenharia. Como exemplo, queremos citar a iniciativa da Universidade de Tóquio, que criou um modelo exemplar de tijolo verde para construção civil.

No artigo a seguir, do Engenharia 360, vamos explorar, por meio deste exemplo de caso, como engenheiros, cientistas e outros especialistas estão trabalhando para desenvolver tecnologias alinhas com os objetivos atuais de sustentabilidade global. Confira!

O problema do concreto tradicional e a revolução verde nos canteiros de obras

Antes de tudo, vale destacar que a produção do concreto tradicional – um dos materiais mais utilizados pela construção civil – envolve um processo industrial altamente poluente, custando muito ao meio ambiente. A etapa de calagem, por exemplo, exige altas temperaturas, liberando grandes quantidades de CO2 na atmosfera. Além disso, a extração de matéria-prima para fabricação da massa contribui para degradação ambiental e esgotamento de recursos naturais.

A saber, as reservas de calcário, essencial para a produção do cimento, estão contribuindo rapidamente, sobretudo em países com recursos naturais limitados, como é o caso do Japão.

Foi pensando nisso tudo que pesquisadores da Universidade de Tóquio pensaram em uma alternativa para a fabricação de concreto, considerando todo e qualquer impacto na indústria da construção. Assim, eles introduziram ao mundo um novo tipo de tijolo ecológico, o tijolo verde batizado de “Calcium Carbonate Circulation System for Construction” (C4S). O mesmo é feito a partir de concreto reciclado e dióxido de carbono (CO2).

tijolo verde
Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Freepik

A produção do tijolo verde de concreto reciclado e CO2

O desenvolvimento da fórmula do novo tijolo verde começou em 2021, mas só recentemente chegou ao conhecimento da comunidade científica. Como dito antes, o objetivo era encontrar uma solução para o alto custo ambiental da produção de concreto e a escassez de cálcio no Japão. Os engenheiros da Universidade de Tóquio aproveitaram os destroços de uma escola demolida para criar algo como um “pó carbonato”, com concreto reciclado com CO2 – que pode ser eventualmente capturado do ar ou de processos industriais.

As peças resultantes são chamadas de tijolos verdes porque a cor resultante das peças moldadas é, literalmente, mais próxima do verde. Além disso, porque são, claro, o produto de uma abordagem mais ecológica para a construção.

tijolo verde
Comparação entre um tijolo comum e o material da Universidade japonesa – Imagem divulgação Universidade de Tóquio via Olhar Digital

Passo a passo para fabricação

  1. Coleta de materiais: Para criar os novos tijolos, os pesquisadores de Tóquio pegaram primeiro concreto antigo.
  2. Moagem: As velhas peças de construção são trituradas.
  3. Mistura, pressurização e moldagem: O pó é então misturado a uma solução com bicarbonato de cálcio e colocado sob pressão e temperatura em moldes específicos. Neste processo, o CO2 é utilizado como aglomerante. O tempo de “cura” leva aproximadamente três meses.

O resultado são tijolos novos, robustos, com propriedades mecânicas semelhantes ao concreto tradicional, mas com um impacto ambiental significativamente menor. Os mesmos poderiam ser utilizados, em tese, para construção de casas e calçadas comuns.

Os principais benefícios dos tijolos ecológicos

Os tijolos ecológicos oferecem uma série de benefícios significativos:

  • Sustentabilidade: Redução da emissão de gases do efeito estufa, menor consumo de energia e água, e reutilização de materiais.
  • Economia circular: Fechamento do ciclo de vida do concreto, reduzindo a necessidade de extração de novas matérias-primas.
  • Versatilidade: Pode ser utilizado em diversas aplicações, como construção de casas, edifícios comerciais e infraestrutura.
  • Resistência: Apresenta propriedades mecânicas semelhantes ao concreto tradicional.
tijolo verde
Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Freepik

As perspectivas futuras para a construção civil

A condução de novos projetos de tijolos ecológicos indica que a indústria da construção civil caminha, sim, em direção a um futuro mais verde. Porém, a ciência ainda não tem informações suficientes sobre resistência e durabilidade para “bater o martelo” e afirmar que esses tijolos podem substituir cem por cento o concreto tradicional. Sem contar que as peças produzidas hoje ainda não são muito pequenas para grandes construções.

Os pesquisadores estão trabalhando para resolver todas essas questões. De fato, o objetivo é que os tijolos verdes sejam usados um dia em obras de estruturas maiores, feitas exclusivamente desse material.

tijolo verde
Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Freepik

Então aí, nesse cenário, veremos tal prática de engenharia – com uma pegada ecológica menor – mais comum na construção civil, contribuindo efetivamente para:

  • redução das emissões de carbono;
  • redução da dependência de novos recursos;
  • uso de materiais como concreto reciclado, bambu, madeira de reflorestamentos e materiais biodegradáveis;
  • mitigação das mudanças climáticas;
  • preservação do meio ambiente;
  • e promoção de um futuro mais sustentável.

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Fontes: Olhar Digital.

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Engenharia 360

Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.

No próximo dia 9 de setembro de 2024, a Apple está prometendo realizar um super lançamento do seu iPhone 16. E os admiradores da marca estão com grandes expectativas sobre as inovações que serão reveladas (incluindo design, recursos, IA e muito mais). Podemos estar diante de um marco da tecnologia, em que mudaremos a forma como interagimos com nossos smartphones. Nesta matéria do Engenharia 360, vamos adiantar o que se pode esperar deste novo produto. Não perca!

iphone 16 da Apple
Supostas especificações dos novos iPhones 16, Imagem de @theapplehub, em X, reproduzida de CanalTech

As grandes novidades do iPhone 16

Podemos dizer que empresas como a Apple raramente nos decepcionam, pois elas estão sempre muito ligadas nas mudanças de mercado, agindo rapidamente para adaptar suas tecnologias às circunstâncias. Neste momento, o iPhone 16 está no centro das atenções, abrindo uma nova temporada de lançamentos tecnológicos. A concorrência está acirrada! Por isso, especialistas e entusiastas acreditam que a empresa fará grandes anúncios na próxima segunda-feira. Confira alguns palpites:

Design

De acordo com rumores, a Apple deve trazer uma atualização estética para o iPhone neste modelo 16. Ele deve estar disponível em uma maior variedade de tons, seguindo o padrão de vidro traseiro colorido já adotado antes, com um efeito fosco contrastante com o quadro principal do dispositivo. A ideia é atrair um público mais amplo, especialmente aqueles que buscam personalização.

A tela frontal deve ficar maior, com 6,3 polegadas na versão Pro e 6,9 polegadas na versão Max. Já na traseira, as lentes do iPhone 16 devem estar rearranjadas verticalmente. Outra novidade será o botão Capture – um recurso semelhante ao botão de uma câmera DSLR, que possibilita captar imagens com diferentes níveis de pressão. E, além disso, deve haver um acréscimo de botão de ação mais amplo e novo posicionamento para a antena de conectividade 5G, entre outras alterações.

iphone 16 da Apple
Supostas especificações dos novos iPhones 16, Imagem de @theapplehub, em X, reproduzida de CanalTech

Hardware

Além das mudanças no design, o iPhone deve trazer também melhorias significativas em seu hardware. Já se sabe que a Apple vem desenvolvendo novos chips da série A, para mais eficiência e desempenho de seus aparelhos. Acredita-se que os modelos padrão e Pro podem ter versões diferentes desses chips, com os modelos Pro recebendo o chip mais avançado, o A18 Pro1.

Bateria

A capacidade de bateria do novo iPhone deve ser aprimorada. Por exemplo, o 16 Pro Max pode ter um aumento passando de 4.422 mAh para 4.676 mAh, permitindo mais autonomia do dispositivo junto de outras otimizações energéticas, incluindo a mudança de chip. Além disso, para que a Apple esteja considerando novas tecnologias que podem facilitar a remoção da bateria, atendendo às novas regulamentações da União Europeia.

Câmera

Com as lentes das câmeras na vertical, os usuários do iPhone 16 poderão capturar vídeos espaciais com mais qualidade via Vision Pro, o headset de realidade aumentada da Apple. Também espera-se que este novo smartphone apresente um novo componente de 48 MP para a lente ultrawide, melhorando a qualidade das fotos em modo 0,5 e as capacidades de vídeo. Sem contar o novo botão de captura, que garantirá um foco mais preciso – digno de uma câmera profissional.

Inteligência Artificial

Uma das novidades mais aguardadas pelos entusiastas das tecnologias para o iPhone 16 é a integração com a Apple Intelligence, uma plataforma avançada que já havia sido apresentada pela empresa em junho deste ano. Inicialmente, esta tecnologia será gratuita, mas poderá ter funcionalidades adicionais em modelos de assinatura. Isso inclui geração e edição inteligente de textos, transcrição de resumos de áudios e criação de imagens e emojis personalizados.

Para completar, a assistente virtual Siri foi aprimorada com recursos de IA generativa, incluindo integração com o ChatGPT, tornando-se mais inteligente e capaz de realizar tarefas complexas.

iphone 16 da Apple
Imagem reproduzida de Forbes USA

O impacto do lançamento do iPhone 16 no mercado

No momento, a Apple enfrenta uma crise de vendas de smartphones. A expectativa da empresa é que iPhone 16 traga um novo “gás” para as receitas da empresa, com as vendas já iniciando em 20 de setembro e com reforço no período das festas de fim de ano. Com a inclusão de IA e mais melhorias no iPhone, como nas câmeras, essa gigante de tecnologia pode atrair uma base de usuários maior e, de quebra, estabelecer novos padrões para o que os consumidores esperam de inovação no setor.

Veja Também:


Fontes: Exame, CanalTech.

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Engenharia 360

Redação 360

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Boa notícia para o meio ambiente! A Petrobras lançou recentemente a plataforma digital GIS CCUS Brasil como parte de uma iniciativa em favor da contra as mudanças climáticas e promoção da sustentabilidade no setor energético.

Petrobras
Imagem de Freepik

Esse é um passo importante e audacioso rumo à descarbonização, colocando a empresa na vanguarda da inovação tecnológica, além de reforçar seu compromisso com a sustentabilidade e a transição energética. Saiba mais no artigo a seguir, do Engenharia 360, o impacto de tudo isso no combate às emissões de carbono (CO2)!

O que é o GIS CCUS Brasil

Antes de explicar o que é o GIS CCUS Brasil, gostaríamos de lembrar que, nos últimos anos, o mundo tem sofrido demais com as alterações climáticas, em parte causadas pelas emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Por isso mesmo, a engenharia vem trabalhando de modo acelerado para encontrar formas de mitigar os impactos. Uma solução promissora é a captura e armazenamento de carbono (CCUS).

Acontece que a implementação eficaz de projetos CCUS na indústria enfrenta desafios, sobretudo pela falta de dados acessíveis e integrados sobre fontes de emissão, infraestrutura existente e potenciais locais de armazenamento.

Petrobras
A tecnologia reúne dados como as dimensões de potenciais reservatórios – Imagem reprodução Agência Petrobras via Mundo GEO

Construção de uma base de dados

A Petrobras, reconhecendo esse problema, decidiu desenvolver o GIS CCUS. Para isso ela contou com a parceria do Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais (IPR) da PUCRS. Foram cerca de R$ 2 milhões de investimentos (financiados através de recursos destinados à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da ANP) para o desenvolvimento da plataforma que, agora, será ofertada como ferramenta gratuita de dados de georreferenciados, cruciais para a captura e armazenamento de carbono, organizados em Sistema de Informações Geográficas (GIS).

Atualmente, o sistema se vale de dados de programas como a Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (Reate) e o Promar, além de fontes internacionais como o IPCC e o GHG Protocol, garantindo uma visão abrangente e integrada dos desafios e oportunidades no setor de CCUS.

Como funciona a plataforma digital da Petrobras

A plataforma digital GIS CCUS Brasil, da Petrobras, apresenta uma interface amigável e acessível, permitindo que usuários de diferentes setores acessem dados diversos, incluindo:

  • Localização e quantidade de emissões de mais de 15k fontes de CO2 – abrangendo setores de difícil abatimento e geração de energia.
  • Informações de 18 mil elementos de infraestrutura e logística que podem ser acionadas para a implementação de projetos de CCUS.
  • Dados de potencial de armazenamento geológico de CO2 nas bacias sedimentares brasileiras, incluindo dados sobre 30.621 poços exploratórios e 14.900 levantamentos geofísicos.
  • E identificação de mais de 370 mil áreas que podem ser restritas ou protegidas socioambientalmente, ajudando a garantir que os projetos de CCUS respeitem as normas ambientais.
Petrobras
A ferramenta traz a localização e quantidade de emissões de mais de 1.500 fontes de CO2 de difícil abatimento – Imagem reproduzida de Agência Petrobras
Petrobras
Por meio da plataforma é possível visualizar fontes de água subterrânea em bacias sedimentares – Imagem reproduzida de Agência Petrobras

Além disso, vale destacar que a plataforma é alimentada por uma base de dados própria, que inclui informações geológicas de 72 bacias sedimentares terrestres e marítimas brasileiras, análise do potencial de armazenamento geológico de CO2, e distribuição e espessura dos sistemas de armazenamento. O GIS CCUS Brasil oferece quatro painéis interativos específicos para a visualização espacial de fontes emissoras quantificadas, infraestrutura e logística, dados de subsuperfície e recursos de armazenamento.

O impacto esperado no mercado com o uso do GIS CCUS

A Petrobras e seus parceiros têm se esforçado em aprimorar o modelo da plataforma digital GIS CCUS Brasil para que ele atenda sempre às necessidades da indústria nacional, alinhado às melhores práticas internacionais em captura de carbono. A expectativa é que, a partir de agora, surjam novas parcerias para a implementação de projetos CCUS e a elaboração de regulamentações que incentivem a descarbonização do setor.

Petrobras
Imagem de wirestock em Freepik

Nos planos da Petrobras está ainda lançar, em breve, um novo atlas de CCUS, bilíngue, reunindo o máximo de conteúdo técnico científico relacionado ao tema ‘emissões de carbono’. Este deverá ser uma referência importante para pesquisadores, profissionais da indústria, investidores de projetos de descarbonização e formuladores de políticas, embasando discussões, impulsionando inovações tecnológicas, acelerando transição para economia de baixo carbono e encorajando o desenvolvimento sustentável do nosso país.

Veja Também: Petrobras Busca Talentos em “Profissões do Futuro”


Fontes: Mundo GEO, Petrobras.

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