Um enigma tem intrigado moradores de Vila Prudente, em São Paulo. Diversas residências da região estão apresentando um acúmulo inexplicável de energia elétrica, sendo sentido principalmente em pisos e corrimãos de escadas. Moradores relataram a jornalistas terem tomado choques dentro de casa ou sentindo o chão nos interiores do imóvel mais quente do que o normal. Temendo por sua segurança, chamaram as autoridades e pediram abertura de investigação.

Mas será que essa situação alarmante tem alguma explicação de engenharia? Bem, no artigo a seguir, do Engenharia 360, vamos explorar mais detalhes sobre esse caso e discutir algumas possíveis causas por trás desse fenômeno intrigante. Confira!

O início do mistério

Vários moradores de Vila Prudente perceberam um dia que paredes, pisos e corrimãos, além de outras estruturas metálicas de suas casas apresentavam um calor excessivo. Intrigados, alguns resolveram investigar por conta própria a origem do problema. Chegou-se a utilizar equipamentos de detecção de correntes elétricas, que constatam que, de fato, as superfícies estavam energizadas.

Ao discutir a situação com a vizinhança, foi revelado que o caso não era isolado; na verdade, muitos estavam enfrentando o mesmo problema. Então, a justificativa que alguns ouviram no telefone, quando ligaram para as autoridades, de que o problema era nos seus imóveis, já não se sustentava mais. A notícia se espalhou e logo foi notícia na televisão.

pisos e corrimãos energizados
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pisos e corrimãos energizados
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A comunidade se mobilizou e relatou os problemas às autoridades competentes, levando a defesa Civil e técnicas da Enel, concessionária de energia elétrica responsável pela distribuição na região, a realizarem uma análise detalhada nas zonas afetadas. Eles inspecionaram as casas, mas não foram encontrados vazamentos evidentes nas instalações elétricas, nem falhas nos transformadores locais. Então, a origem da energia acumulada continua desconhecida e o problema permaneceu.

pisos e corrimãos energizados
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As possíveis causas do acúmulo de energia

Chamou atenção dos moradores de Vila Prudente a realização de uma obra nas proximidades dos imóveis com pisos e corrimãos com acúmulo de energia. Então, por conta disso, a primeira suspeita era que algum tipo de interferência eletromagnética ou falha no isolamento dos equipamentos de construção havia causado o fenômeno. Lembrando que obras desse tipo envolvem o uso de máquinas pesadas e geradores de alta potência, que podem causar distúrbios na rede elétrica.

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O que está causando a eletricidade nos pisos e corrimãos em São Paulo?
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Infelizmente, nenhuma teoria foi confirmada pelas autoridades. Mesmo assim, especialistas em engenharia elétrica sugeriram várias causas desse acúmulo de eletricidade que poderiam ser possíveis a partir de uma combinação de fatores. São elas:

  • Presença de cabos mal instalados – que ficaram expostos por conta de movimentação no solo.
  • Falta de aterramento de sistemas elétricos – permitindo que a eletricidade se acumule em superfícies metálicas, como pisos e corrimãos.
  • Alteração de estruturas durante construções e reformas – afetando a fiação elétrica existente, causando falhas e acúmulo de energia.
  • Utilização de equipamentos elétricos danificados ou mal instalados – resultando em vazamentos de corrente.
  • Proximidade com linhas de tensão – causando a indução eletromagnética nas redes elétricas das casas e gerando um excesso de energia acumulada.
  • Falhas geológicas – com solo enriquecido com presença de minerais condutores criando campos elétricos naturais, amplificados por fatores externos.
  • Atividade solar intensa – uma hipótese menos provável, influenciando o campo magnético da Terra e causando anomalias elétricas pontuais.

Medidas temporárias e o futuro dos moradores

É claro que a situação não pode ficar por aí, já que ela está impactando demais a vida dos moradores de Vila Prudente. Muitos deixaram as suas casas temporariamente, buscando abrigo em locais mais seguros, como casas de parentes e abrigos fornecidos pela prefeitura. A Defesa Civil recomendou cortar provisoriamente a energia dos imóveis afetados, o que trouxe mais inconvenientes e dores de cabeça para as famílias.

Por hora, o indicado é evitar contato com os pisos e corrimãos que apresentaram acúmulo de eletricidade e calor. Ademais, deslizar os disjuntores e monitorar a temperatura das superfícies com termômetros ou equipamentos de medição. Os riscos são de choques elétricos, queimaduras leves e até arritmias cardíacas fatais, dependendo da intensidade das correntes, além de incêndios.

Especialistas em elétrica estão sendo convocados para auxiliar nas investigações. Mas, independente do desfecho, esse caso serve de lembrete da importância de se seguir as normas rígidas de segurança para as obras; usar materiais de boa qualidade; realizar instalação de sistemas de aterramento robustos; e fazer manutenção preventiva nas edificações, com substituição de cabos elétricos antigos.

Para as autoridades competentes fica a tarefa de impor normas mais rigorosas e fiscalizar as construções civis. Já para os moradores, a situação reforça a importância de reportar rapidamente qualquer anomalia percebida em suas residências para evitar riscos maiores.

Veja Também: O Que Causa Rachaduras em Casas?


Fontes: R7.

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Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Com foco nas preocupações ambientais, os fabricantes de veículos intensificaram nos últimos anos sua produção de carros elétricos. E esses veículos têm conquistado grande popularidade, baseada neste discurso de que a tecnologia é sustentável e de baixa pegada de carbono. No entanto, os usuários têm ficado com algumas dúvidas. Primeiro com relação à autonomia, mas também em como fica o desempenho e segurança dos veículos em diferentes climas.

No artigo a seguir, do Engenharia 360, vamos entender porque os climas extremos são considerados inimigos dos carros elétricos. Também quais as medidas indicadas pelos fabricantes em diferentes cenários. Confira!

O impacto do calor intenso nos carros elétricos

Começamos falando sobre as condições que mais impactam os carros elétricos, que são os dias quentes. As altas temperaturas comprometem a eficiência, vida útil e capacidade de armazenamento de energia de suas baterias, que são extremamente sensíveis ao calor. Neste caso, a autonomia do veículo despenca, sendo necessárias mais pausas para recargas. Também é possível que alguns componentes eletrônicos apresentem falhas.

carros elétricos
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Para mitigar os efeitos, os engenheiros têm equipado esses veículos com sistemas de gerenciamento térmico, que ajudam a manter a temperatura da bateria dentro dos limites seguros. Muitos carros elétricos modernos têm ainda sistemas de refrigeração de bateria. Mas o que ajuda é o usuário estacionar seu automóvel em locais sombreados ou cobertos, e ainda explorar os ajustes de temperatura interna (para uso enquanto o carro está sendo carregado) oferecidos pelos fabricantes – algo que deve ajudar a proteger a bateria.

A autonomia dos carros elétricos em condições de neve

Agora, vamos para um cenário oposto, mas igualmente desafiador. Em dias de neve, pode-se perceber uma redução de autonomia e tração limitada dos pneus nos carros elétricos, afetando seu desempenho. Nestes dias, ajuda se o usuário ativar o sistema de tração nas quatro rodas ou tecnologia de controle de tração. Essas funcionalidades ajudam a aumentar a segurança e a estabilidade do veículo em estradas escorregadias.

A energia necessária para aquecer a cabine e a bateria pode aumentar o consumo, resultando em uma autonomia reduzida.

Os fabricantes indicam ainda outras medidas para dias congelantes. Para começar, deixar o nível de carga acima de 20%, reduzindo o impacto das temperaturas baixas. Segundo, utilizar a partida programada, uma função que permite que o carro determine o melhor momento para iniciar o carregamento e o pré-condicionamento, garantindo eficiência.

carros elétricos
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A segurança de recarga dos carros elétricos em dias de chuva

Será que carros elétricos podem ser recarregados em dias de chuva? Bem, é óbvio que os fabricantes pensaram nisso. Então, sim, é seguro recarregar o veículo, mas só em condições de chuva leve a moderada. Vale destacar que, respeitando as condições de segurança, deve-se apenas utilizar carregadores e tomadas específicas para tal. Isso quer dizer: equipamentos à prova d’água ou para uso em ambientes úmidos.

Todavia, evite expor esses equipamentos direto com água. Ademais, verifique as condições do cabo antes de ligá-lo à energia, evitando curto-circuito.

carros elétricos
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Veja Também: Como funciona o carregador solar de carros elétricos

Os possíveis danos causados por enchentes

Os carros elétricos são projetados para resistir a condições de umidade. Porém, a exposição prolongada à água pode causar danos irreversíveis ao veículo, sobretudo à sua bateria e sistema elétrico tão complexo. Como já citado antes, há riscos de curtos-circuitos. Pode parecer óbvio, mas não custa lembrar: evite dirigir em áreas de enchentes! E se o carro for exposto à água, ele deve ser desconectado imediatamente da fonte de energia. Por fim, busque assistência técnica para avaliar e reparar possíveis danos.

Todas essas medidas são fundamentais para garantir a segurança e a integridade do veículo em situações de clima extremo!

carros elétricos
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Dicas extras para enfrentar climas extremos

  • Monitore as condições climáticas: Planejar suas viagens considerando as condições do clima pode evitar surpresas desagradáveis.
  • Faça manutenção preventiva: Manter o carro elétrico sempre revisado e em boas condições é crucial para garantir o melhor desempenho em qualquer clima.
  • Use recursos de pré-condicionamento: Aquecer ou resfriar o carro antes de entrar, enquanto ele continua conectado ao carregador, ajuda a economizar energia e preservar a bateria.

A indústria automotiva está sempre inovando para atender às demandas dos motoristas em condições adversas. Com os avanços tecnológicos, espera-se um aumento na eficiência e segurança dos carros elétricos. No entanto, é fundamental ampliar a infraestrutura de carregamento, facilitando o acesso dos motoristas à recarga dos seus veículos, independentemente das condições climáticas.

carros elétricos
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Veja Também: Melhores cidades brasileiras para carros elétricos


Fontes: Olhar Digital, UOL.

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Recentemente, ocorreu um acidente aéreo com um avião turboélice ATR-72 em Vinhedo, São Paulo, vitimando 62 pessoas. Em momentos assim, pensamos quem deve conduzir as investigações, incluindo nas caixas-pretas. Bem, no Brasil, existe o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). Esse órgão, gerido pelo Comando da Aeronáutica, é responsável pelo Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER). E ele também recebe a contribuição do Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (LABDATA).

Para quem não sabe, o LABDATA é um centro de excelência em ensino, pesquisa e consultoria em análise de informações técnicas, se valendo de tecnologia de ponta, como Inteligência Artificial. E justamente na investigação do acidente com a PS-VPB, o CENIPA contou com apoio de sua equipe técnica para extrair as informações dos gravadores de voo, essenciais para entender as situações do acidente.

caixas-pretas
Imagem reproduzida de Força Aérea Brasileira

No texto a seguir, do Engenharia 360, vamos entender melhor o que são as caixas-pretas como a expertise do LABDATA é vital para elevar a segurança e a eficiência das operações aéreas no Brasil. Confira!

Um pouco mais sobre CENIPA e LABDATA

A segurança aérea é um dos pilares da aviação mundial. Neste contexto, o CENIPA lidera esforços no Brasil com o LABDATA frente às investigações de acidentes aeronáuticos, extraindo e analisando informações vitais das famosas caixas-pretas.

O CENIPA surgiu como parte do Comando da Aeronáutica (COMAER), sendo fundado no ano de 1972, visando promover a segurança aérea nacional. Anos depois também foi criado SIPAER e o LABDATA, inclusive este centro é um dos poucos do tipo no hemisfério sul, comparado aos melhores laboratórios do mundo, como o da Austrália, com capacidade técnica de realizar investigações de caixas-pretas com alta precisão, atendendo aos rigorosos padrões internacionais.

Serventia das caixas-pretas em aeronaves

Caixas-pretas ou gravadores de voo são dispositivos projetados para registrar informações importantes sobre o desempenho das aeronaves e as comunicações na cabine. Eles são capazes de suportar condições extremas (altas temperaturas e pressões elevadas), como quedas e incêndios, e podendo ficar submersos até seis mil metros sem sofrer danos. Sua recuperação, como de seus dados, é fundamental para investigações de incidentes ou acidentes aeronáuticos.

A saber, dentro das caixas-pretas há dois gravadores principais, o Cockpit Voice Recorder (CVR), que captura as comunicações da cabine e outros sons, e o Flight Data Recorder (FDR), que armazena centenas de parâmetros de voo, como altitude, velocidade e trajetória.

caixas-pretas
Imagem reproduzida de Força Aérea Brasileira

Extração e análise de dados das caixas-pretas

Durante as investigações, CENIPA e LABDATA realizam um processo meticuloso de remoção de dados das caixas-pretas das aeronaves. Isso envolve a remoção de placas de memória dos gravadores e a verificação de seus componentes; os dados (sons de cabine e parâmetros de voo, como latitude e longitude) são recuperados eletronicamente. No processo, a equipe utiliza equipamentos de alta tecnologia, como microscópios, fornos específicos para secagem de componentes e ferramentas de Realidade Virtual.

caixas-pretas
Imagem reproduzida de Força Aérea Brasileira

Depois que todos os dados são recuperados e submetidos a análises detalhadas, são criadas simulações de voo em 3D para que os investigadores possam entender as condições do voo antes do acidente. As animações são baseadas apenas nas informações obtidas. Essa abordagem ajuda a esclarecer o que de fato aconteceu, fornecendo bases para a melhora futura da segurança aérea.

caixas-pretas
Imagem reproduzida de AEROIN

O futuro da segurança aérea no Brasil

Para que as apurações de informações de acidentes aeronáuticos melhorem continuamente, a evolução tecnológica é essencial. O Brasil precisa investir com frequência em novos equipamentos e contratação de profissionais capacitados em segurança de voo. E o CENIPA e o LABDATA devem contar com o apoio de parceiros internacionais e o investimento em inovações para manter o país entre os líderes em investigação e garantir a segurança nos céus.

Vale destacar que o CENIPA reitera sempre sua intenção de divulgar relatórios preliminares sobre os acidentes, proporcionando transparência e informações valiosas para a indústria da aviação.

caixas-pretas
Imagem reproduzida de AEROIN

Veja Também:


Fontes: AEROIN, Força Aérea Brasileira.

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Será que estamos perto do fim do mundo? Bem, no mês de setembro de 2024, o Brasil ficou totalmente encoberto pelas fumaças dos incêndios e queimadas. Acordamos por vários dias com o céu cinza-alaranjado por conta da poluição – seria esta a cor da morte? Isso é um cartaz escancarado de que algo está errado no planeta. Sofremos, sim, com a combinação de ações humanas errôneas e mudanças climáticas. Por isso, os cientistas propõem criar um cofre lunar ou um bunker do apocalipse. Mas por qual objetivo?

Então, esses incêndios e queimadas já estão nos colocando em uma crise ambiental, onde ocorre a perda da nossa biodiversidade. Um cofre lunar poderia, então, proteger amostras genéticas das espécies ameaçadas na Terra. Estamos falando num refúgio cósmico para a vida! Saiba mais sobre isto no artigo a seguir, do Engenharia 360!

ciência - cofre lunar
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A proposta do biorrepositório lunar

Em 2008, a Noruega inaugurou o chamado Silo Global de Sementes de Svalbard, também conhecido como ‘O Cofre do Apocalipse’. Esta estrutura foi especialmente projetada para proteger milhões de sementes contra desastres naturais e impactos climáticos severos. O problema é que o aquecimento global extremo previsto para os próximos anos e décadas deve comprometer a segurança dessa engenharia. E como esta temos outras 1.700 estruturas de bancos genéticos pelo mundo.

A saber, em 2017, o Silo de Svalbard sofreu uma inundação devido ao degelo do permafrost ártico, o que só deixou mais clara a vulnerabilidade desses repositórios terrestres.

Foi pensando nisso que cientistas de Harvard e do Instituto Smithsonian começaram a pensar em soluções mais robustas. Um artigo publicado na revista BioScience destaca a ideia de se construir uma espécie de Arca de Noé moderna ou biorrepositório fora da Terra, pensando em uma possível catástrofe global. O cofre lunar armazenaria células vivas, sementes, esporos, espermatozoides e óvulos de milhões de espécies, prontas para serem clonadas e reintroduzidas no planeta em caso de extinção em massa.

ciência - cofre lunar
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Os pesquisadores propõem que esse cofre lunar seja montado dentro da rede de antigos tubos de lava esculpidos descobertos em 2013. Eles têm cerca de 100 metros de diâmetro, fornecendo as condições perfeitas contra radiação solar, variações de temperatura e micrometeoritos.

Desafios da engenharia

Do ponto de vista técnico, a proposta de construção de um cofre lunar esbarra em alguns problemas. Antes de tudo, é preciso avançar nas tecnologias de criogênica e robótica. As baixas temperaturas podem causar problemas de congelamento e soldagem em peças metálicas, e ainda não se sabe como a falta de gravidade afetaria as amostras preservadas. Sem contar as complexidades de logística e questões geopolíticas cruciais. Se já não há cooperação internacional aqui, na Terra, que se dirá na Lua, não é mesmo?

ciência - cofre lunar
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O funcionamento do cofre lunar

A ideia dos cientistas é que, frequentemente, à medida que voltemos para a Lua no futuro, levemos junto um conjunto de amostras da maioria das espécies terrestres. O foco seria em animais mais ameaçados, como mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados. Depois, gradualmente, o número de amostras seria expandido, incluindo produtos primários (plantas e algas), polinizadores, “engenheiros” da paisagem (como cupins), parentes selvagens de espécies domesticadas, organismos extremófilos e peixes de águas frias e temperadas.

Vale destacar que, em princípio, se pensou em criopreservadas essas amostras do cofre lunar por meio dos foguetes já saídos da Terra. Assim, seria preciso cerca de 250 lançamentos para transformar aproximadamente 50 amostras de cada uma das 6,7 milhões de espécies estimadas. Já no satélite natural, elas seriam armazenadas em módulos, acessados por um elevador que partiria de uma base estratégica. E estes módulos por sua vez seriam alimentados por painéis solares, servindo também de centro de comando e controle para o cofre.

Cientistas propõem cofre lunar para preservar a vida em caso de apocalipse
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Por que a Lua é o local mais favorável

É interessante pensar na Lua como um bom local para a construção de um biorrepositório da vida na Terra, por se tratar justamente de um ambiente naturalmente hostil à vida. Porém, suas características, como ausência de atmosfera e as temperaturas extremamente baixas, especialmente em crateras polares permanentemente sombreadas, oferecem as condições perfeitas para essa preservação em criogenia.

A saber, em regiões polares lunares, por exemplo, as temperaturas chegam a – 200 °C. Então, se o cofre lunar fosse construído nesses pontos do satélite natural, não haveria necessidade de energia elétrica para manter as amostras congeladas. Lembrando que a geração e armazenamento de energia na Lua são um desafio que ainda precisa ser superado pelos cientistas.

Outras opções antes do cofre lunar

Os debates sobre a viabilidade para a construção do cofre lunar estão em andamento. Porém, os pesquisadores vêm explorando outros horizontes, refletindo sobre a ética da bioengenharia e o papel da humanidade na proteção do legado biológico do planeta.

Muitos cientistas defendem que, antes disso, precisamos investir em mais soluções sustentáveis, como combater as desigualdades sociais e proteger os ecossistemas terrestres – deixando a solução do cofre lunar, então, para um plano B. Afinal, não podemos perder de vista o principal: cuidar do único lar que conhecemos!

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Veja Também: Cientistas desenvolvem Técnica de Pavimentação da Lua


Fontes: VEJA.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Quem já não sonhou em ter um simulador tipo Fórmula 1 dentro de casa, não é mesmo? Bem, de algum modo, nós temos! É que a Ford trouxe para o Brasil um simulador estático avançado, o terceiro do tipo no mundo, revolucionando os testes automotivos desenvolvidos em nosso país. O mesmo está localizado no seu Centro de Desenvolvimento e Tecnologia, em Camaçari, São Paulo. Confira no artigo a seguir, do Engenharia 360, mais detalhes sobre este novo recurso, suas características e uso pela engenharia automotiva!

O Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da Ford no Brasil

O Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da Ford no Brasil, é uma instalação de grande porte, com muitos especialistas dedicados trabalhando no desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias automotivas. O mesmo inclui também o Centro de Teste em Tatuí, abrangendo uma área total de 4,66 milhões de metros quadrados (80% da área composta por zonas verdes preservadas), com direito a 20 km de pistas pavimentadas e 40 km de pistas de terra.

simulador estático Ford
Imagens de André Mós Pucciarelli (@andrepucciarelli) – Engenharia 360
simulador estático Ford
Imagens de André Mós Pucciarelli (@andrepucciarelli) – Engenharia 360

A estrutura do centro por completo – com laboratórios especializados em emissões, vibroacústica, desmontagem e análise de peças, além de dinanômetros de motores e simulador de estradas – permite a realização de centenas de tipos de testes diferentes, como de durabilidade, desempenho, segurança e conformidade com normas. São exemplos de inovações Ford:

  • Sistema One Pedal Drive, que permite dirigir usando apenas o acelerador, facilitando a frenagem e aumentando a eficiência.
  • Função Remote REV, que permite acelerar o carro remotamente, oferecendo conveniência e segurança.
simulador estático Ford
Imagem publicidade Ford reproduzida de Frita e Cia

O Simulador Estático da Ford no Centro de Testes de Tatuí

Além de todas as tecnologias avançadas que já existiam no Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da Ford no Brasil, agora foi instalado no Centro de Testes de Tatuí o novo simulador estático. Recentemente, o colaborador voluntário do Engenharia 360, André Mós Pucciarelli, pôde conferir de perto essa ferramenta de engenharia de ponta. De modo resumido, trata-se de uma tela de 4,5 metros que permite visão panorâmica de 210°. Também há seis computadores integrados, sendo três deles dedicados exclusivamente à exibição gráfica.

simulador estático Ford
Imagem publicidade Ford reproduzida de O Mecânico
simulador estático Ford
Imagem publicidade Ford reproduzida de O Mecânico

Como esse simulador, dedicado ao time de dinâmica veicular da Ford, só existem outros dois no mundo, estando os demais nos Estados Unidos e Alemanha. Eles são utilizados para reduzir o número de testes físicos e trazer para o ambiente virtual, ajudando na transição de desenvolvimento de novos programas. Aliás, o objetivo da engenharia global é justamente, um dia, não se precisar mais de testes físicos, o que seria uma maneira mais segura, rápida e econômica de validar o desempenho de componentes.

Veja Também: Ford Revela o Futuro dos Carros Conectados e IA

Vantagens para os testes automotivos

São os principais benefícios oferecidos pelo simulador estático Ford:

  • Redução de protótipos físicos e custos: Permite testes virtuais detalhados, diminuindo a necessidade de múltiplos protótipos e economizando recursos, além de acelerar o desenvolvimento e o lançamento de novos modelos.
  • Precisão e eficiência: Alta correlação entre testes virtuais e reais, proporcionando resultados confiáveis para decisões críticas no desenvolvimento dos veículos.
  • Versatilidade: Interface intuitiva que facilita ajustes rápidos nos parâmetros de teste, permitindo experimentação com diferentes configurações.
  • Aumento da eficiência: Permite a realização de múltiplos testes simultâneos em condições controladas, melhorando a precisão dos resultados e identificando problemas antes da produção.
  • Integração global: Suporta a integração de projetos globais, simulando diversas condições de pista e clima, o que auxilia no desenvolvimento de veículos para diferentes mercados.

Funcionamento do simulador

Essa tecnologia da Ford proporciona que um ser humano possa interagir com a simulação em tempo real. Então, com base nas ações do usuário, o computador calcula a física do carro – a mesma utilizada para desenvolvimento de novos carros – e devolve o para o motorista impute, fazendo com que a pessoa realmente pense que está dirigindo aquele carro. 

O simulador também consegue realizar essa simulação com hardwares físicos do carro. Ou seja, dá para conectar o módulo físico do carro com a simulação (em diversas condições de pista e clima, como piso molhado ou neblina), usando o computador para mandar sinais que o módulo precisaria para realizar tarefas, como aceleração lateral, velocidade de roda, etc.

O futuro dos testes automotivos na Ford

Sem dúvidas, o Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da Ford no Brasil, com a introdução desse novo simulador estático, acaba de dar um passo significativo na direção da modernização de testes automotivos. Este novo recurso pode não apenas ajudar na melhora do desenvolvimento de veículos, mas também colocar o Brasil em destaque no cenário global de engenharia. Tal ferramenta permite que possamos mudar a forma como conduzimos os testes, com análises mais detalhadas de componentes, desde suspensão a freios e pneus.

A Ford deve continuar investindo em tecnologias que aprimorem a experiência de conduzir e permitam a criação de veículos mais sustentáveis e eficientes. Esses investimentos em inovação e tecnologia no Brasil beneficiam a empresa, claro, mas também contribuem para o crescimento do setor automotivo no país.

Veja Também: Conheça a nova Ford F-150, com tecnologia de ponta e design inovador


Fontes: O Mecânico, Frota e Cia.

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Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Os engenheiros de petróleo são responsáveis por projetar, desenvolver e supervisionar a extração de petróleo bruto e gás natural tanto em terra quanto em plataformas marítimas. Esses profissionais trabalham em um ambiente desafiador e dinâmico, onde têm a oportunidade de aplicar seus conhecimentos técnicos para resolver problemas complexos.

Além disso, a indústria offshore oferece diversas oportunidades de crescimento e remuneração atrativa para os engenheiros de petróleo. Com a crescente demanda por energia, especialmente nos setores de petróleo e gás, as perspectivas de emprego nesse campo são promissoras. Saiba mais no artigo a seguir, do Engenharia 360!

O que é engenharia de petróleo?

Na engenharia de petróleo, os engenheiros são responsáveis por projetar e supervisionar as operações em campos de petróleo e gás, tanto em terra quanto em plataformas offshore. Eles aplicam princípios científicos e técnicos para maximizar a produção, garantir a segurança das operações e minimizar o impacto ambiental.

A engenharia de petróleo envolve uma série de disciplinas, como geologia, engenharia de reservatórios, perfuração e produção. Os profissionais trabalham em estreita colaboração com equipes multidisciplinares, incluindo geólogos, geofísicos e técnicos de perfuração, para garantir o sucesso das operações.

engenheiro de petróleo
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O papel de um engenheiro de petróleo

Os engenheiros de petróleo desempenham um papel crucial na indústria de petróleo e gás. Eles são responsáveis por várias tarefas, desde a identificação e avaliação de reservatórios de petróleo até a supervisão das operações de extração.

Uma das principais responsabilidades de um engenheiro de petróleo é projetar e desenvolver métodos eficientes de extração de petróleo e gás. Eles utilizam tecnologias avançadas, como simulações computacionais e análise de dados, para determinar as melhores estratégias de produção.

Outra função importante dos engenheiros de petróleo é monitorar a produção de petróleo e gás e identificar oportunidades de melhoria. Eles analisam os dados de produção, identificam problemas e implementam soluções para aumentar a eficiência e a rentabilidade das operações.

Benefícios de uma carreira em engenharia de petróleo

Uma carreira em engenharia de petróleo oferece uma série de benefícios e oportunidades. Aqui estão alguns dos principais benefícios de seguir essa carreira:

  • Remuneração atrativa: Os engenheiros de petróleo geralmente recebem salários altos devido à natureza desafiadora e especializada do trabalho.
  • Oportunidades de crescimento: Os engenheiros de petróleo podem avançar para cargos de gerência ou assumir responsabilidades adicionais em projetos mais complexos.
  • Ambiente de trabalho estimulante: Trabalhar como engenheiro de petróleo significa estar constantemente envolvido em desafios técnicos e científicos, aplicar seus conhecimentos e habilidades para resolver problemas complexos e inovar em suas abordagens.
  • Trabalho em equipe: Os engenheiros de petróleo trabalham em ambiente de trabalho colaborativo e enriquecedor, com oportunidade de aprender com profissionais de diferentes áreas e contribuir para soluções conjuntas.
  • Contribuição para a sociedade: A indústria de petróleo e gás desempenha um papel vital na economia global e no fornecimento de energia através do desenvolvimento de técnicas e tecnologias mais eficientes e sustentáveis ​​para a extração de petróleo e gás, o que contribui para o fornecimento seguro e confiável de energia.
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Salário de um engenheiro de petróleo

O salário de um engenheiro de petróleo pode variar dependendo de vários fatores, como o local de trabalho, a experiência e a qualificação do profissional. No Brasil, a média é de R$ 15.442,00 por mês, segundo o Glassdoor. A remuneração variável é de R$ 2.757,00, podendo variar entre R$ 1.654,00 e R$ 4.292,00. E um recém-formado pode esperar um salário inicial de cerca de R$ 6.500,00.

É importante observar que o salário de um engenheiro de petróleo também pode aumentar ao longo da carreira, à medida que o profissional ganha experiência e assume responsabilidades adicionais. Além disso, as oportunidades de crescimento e progressão na carreira podem levar a salários ainda mais altos.

O que são plataformas offshore?

As plataformas offshore são estruturas construídas no mar para a exploração e produção de petróleo e gás natural. Essas estruturas são projetadas para resistir às condições adversas do ambiente marinho, como ondas, ventos fortes e corrosão.

Suas engenharias são e abrigam uma variedade de equipamentos e sistemas, incluindo unidades de perfuração, sistemas de produção, sistemas de armazenamento e unidades de processamento. Elas são essenciais para a exploração e produção de petróleo e gás em áreas marinhas.

Tipos de plataformas

Existem diferentes tipos de plataformas offshore, dependendo da profundidade da água e das características geológicas do local. Alguns dos tipos mais comuns de plataformas offshore incluem:

  1. Plataformas fixas: Essas plataformas são ancoradas ao fundo do mar e são usadas em águas rasas. Elas são construídas em terra e, em seguida, transportadas para o local de instalação. As plataformas fixas são usadas quando a profundidade da água é inferior a 150 metros.
  2. Plataformas semissubmersíveis: Essas plataformas têm pernas ajustáveis ​​que podem ser estendidas ou recolhidas para ajustar a altura da plataforma em relação ao fundo do mar. As plataformas semissubmersíveis são usadas em águas mais profundas, onde a profundidade pode variar.
  3. Plataformas de perfuração: Essas plataformas são projetadas especificamente para perfurar poços de petróleo e gás. Elas podem ser fixas ou móveis, dependendo das necessidades da operação.
engenheiro de petróleo
Imagem meramente ilustrativa de chandlervid85 em Freepik

Como funciona o trabalho em plataformas offshore

O trabalho em plataformas offshore é único e desafiador. Os engenheiros de petróleo e outras equipes trabalham em um ambiente remoto e muitas vezes hostil, onde devem lidar com condições climáticas adversas e longas jornadas de trabalho.

Uma plataforma offshore é como uma pequena cidade, com várias equipes e departamentos trabalhando juntos para realizar as operações de extração. Os engenheiros de petróleo desempenham um papel essencial nessas operações, garantindo a produção segura e eficiente de petróleo e gás.

O trabalho em uma plataforma offshore geralmente é organizado em turnos, onde os trabalhadores ficam a bordo da plataforma por um período específico de tempo, como duas semanas, e depois têm um período de descanso em terra.

Durante o período a bordo, os engenheiros de petróleo são responsáveis ​​por várias tarefas, incluindo monitoramento da produção, manutenção de equipamentos, solução de problemas técnicos e implementação de medidas de segurança.

Além disso, os engenheiros de petróleo também trabalham em estreita colaboração com outras equipes, como as equipes de perfuração e produção, para garantir o sucesso das operações.

O trabalho em plataformas offshore requer habilidades técnicas avançadas, capacidade de trabalho em equipe, adaptabilidade e capacidade de tomar decisões sob pressão. Os engenheiros de petróleo devem estar preparados para enfrentar desafios diários e garantir a produção segura e sustentável de petróleo e gás.

Desafios e riscos da vida em plataformas offshore

A vida em plataformas offshore apresenta desafios e riscos únicos. Aqui estão alguns dos principais desafios e riscos enfrentados pelos profissionais que trabalham nessas estruturas:

  • Condições climáticas adversas: As plataformas offshore estão expostas a condições climáticas extremas, como ventos fortes, ondas grandes e tempestades. Os trabalhadores devem estar preparados para enfrentar essas condições e garantir sua segurança.
  • Isolamento e vida em comunidade: As plataformas offshore são ambientes isolados onde os trabalhadores vivem e trabalham em estreito contato uns com os outros. Isso pode levar a desafios sociais e emocionais, pois os trabalhadores estão longe de suas famílias e amigos por longos períodos.
  • Riscos de segurança: O trabalho em plataformas offshore envolve riscos de segurança, como incêndios, explosões e acidentes relacionados ao manuseio de equipamentos pesados. Os trabalhadores devem seguir procedimentos de segurança rigorosos e estar preparados para lidar com emergências.
  • Saúde e bem-estar: A vida em uma plataforma offshore pode ser fisicamente exigente e estressante. Os trabalhadores precisam cuidar de sua saúde e bem-estar para garantir que possam realizar suas tarefas com segurança e eficiência.
  • Impacto ambiental: As operações em plataformas offshore podem ter um impacto ambiental significativo, especialmente em relação à poluição do mar e ao vazamento de petróleo. Os profissionais que trabalham nessas estruturas devem estar cientes dos procedimentos de proteção ambiental e garantir que as operações sejam realizadas de forma segura e responsável.
engenheiro de petróleo
Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Freepik

Apesar dos desafios e riscos, muitos profissionais são atraídos pela vida em plataformas offshore devido às oportunidades de crescimento, remuneração atrativa e experiência única que essa carreira oferece.

Perspectivas de carreira na indústria offshore

As perspectivas de carreira na indústria offshore são promissoras para os engenheiros de petróleo. Com a crescente demanda por energia em todo o mundo, especialmente nos setores de petróleo e gás, há uma necessidade contínua de profissionais qualificados para trabalhar em plataformas offshore.

Os engenheiros de petróleo têm uma ampla gama de oportunidades de carreira na indústria offshore. Eles podem trabalhar como engenheiros de produção, engenheiros de perfuração, engenheiros de reservatórios ou em funções de gerenciamento.

As perspectivas de carreira na indústria offshore também podem incluir oportunidades de trabalhar em diferentes partes do mundo, já que a exploração e produção de petróleo e gás ocorrem em várias regiões.

As habilidades técnicas e a experiência adquirida trabalhando em plataformas offshore também podem ser transferidas para outras indústrias relacionadas, como a indústria de energia renovável offshore.

Mas, lembre-se: para se tornar um engenheiro de petróleo e ingressar na indústria offshore, é necessário obter uma formação educacional sólida e adquirir as habilidades técnicas necessárias para o trabalho. Além disso, a participação em cursos e a obtenção de certificações específicas para a indústria offshore podem ajudar os engenheiros de petróleo a se destacar no mercado de trabalho.

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Engenharia 360

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Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

O Marrocos está se preparando para a Copa de 2023, projetando ser a sede da final desse campeonato mundial de futebol masculino. Para marcar esse novo capítulo da história da engenharia, vários obras ousadas estão sendo erguidas, a exemplo do Grand Stade Hassan II, que poderá ser um dos maiores estádios do mundo, com capacidade para 115 mil pessoas. Confira mais detalhes no artigo a seguir, do Engenharia 360!

Um refúgio verde para Casablanca

O Grand Stade está previsto para ser construído em um terreno de 100 hectares em El Mansouria, no coração de Casablanca. Seu projeto de arquitetura é assinado pelo escritório Oualalou + Choi em parceria com especialistas da Populous. Ele combina a tradição marroquina com o design moderno, refletindo a ambição do país de se consolidar como uma potência esportiva global – peça-chave na visão do Rei Mohammed VI. Com jardins suspensos a 28 metros de altura ao redor, será como um refúgio verde em meio ao ambiente urbano.

Copa de 2030
Imagem de Populous, Oualolou + Choi, reprodução via Revista Exame
Copa de 2030
Imagem de Populous, Oualolou + Choi, reprodução via Infomoney
Copa de 2030
Imagem reproduzida de Casa Vogue

Aliás, a vegetação não será apenas um elemento decorativo, mas parte integrante do design, com paisagens exuberantes visíveis de praticamente todos os ângulos, seja nas arquibancadas ou nas áreas de circulação. E justamente essa integração no ambiente esportivo dará à obra um ar de oásis, promovendo aos torcedores uma experiência que vai além do futebol.

Já do lado de dentro, o estádio contará com três camadas de arquibancadas em cada extremidade. A visão do campo foi planejada para ser para todos a mais envolvente e vibrante. Aqueles que buscam por uma experiência exclusiva poderão contar com áreas de hospitalidade, incluindo camarotes privados, salas VIP e VVIP, onde o luxo e o conforto serão a norma.

Copa de 2030
Imagem reproduzida de Casa Vogue

O conceito por trás do design do Grand Stade

Segundo especialistas da Oualalou + Choi e Populous, a maior inspiração para o projeto do Grand Stade Hassan II foi a tradição marroquina do moussem, um tipo de festividade com encontros sociais que ocorrem a céu aberto. Por isso, o novo estádio apresentará um formato tipo tenda, feito com estrutura de alumínio especial e sustentado pelo anal de 32 arquibancadas, protegendo tanto os espectadores quanto os jardins ao redor. Ao mesmo tempo, os designers garantiram que o novo estádio atendará aos altos padrões FIFA.

Copa de 2030
Imagem Photo Provided reproduzida Atalayar
Copa de 2030
Imagem de Populous, Oualolou + Choi, reprodução via Revista Exame
Copa de 2030
Imagem de Populous, Oualolou + Choi, reprodução via Infomoney

Um gigante em construção

A construção do Grand Stade Hassan II já começou! Estão sendo empregados R$ 7 bilhões em recursos públicos para erguer esse novo centro esportivo. Os investidores confiam especialmente na vasta experiência do escritório Populous, reconhecido por projetos icônicos como o Tottenham Hotspur Stadium e o Emirates Stadium. Assim, o novo estádio será uma adição memorável ao seu portfólio.

Quando concluída, essa arquitetura será, além de um dos maiores estádios de futebol do mundo, uma prova viva da capacidade do Marrocos de combinar cultura, inovação e ambição em uma só obra-prima. Esse feito deve, enfim, solidificar o destino do país no cenário esportivo internacional.

Copa de 2030
Imagem reproduzida Atalayar

Veja Também: Marrocos inicia a construção do maior estádio do mundo para a Copa de 2030


Fontes: Exame.

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A busca por geração e armazenamento de energia é um dos objetivos da engenharia moderna – especialmente num mundo onde se precisa de mais energias renováveis. Além disso, vale citar que o concreto é um material muito explorado pela construção civil.

Pensando nisso, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveu algo totalmente novo: um concreto que é capaz de armazenar energia, como um supercapacitor. Saiba mais no artigo a seguir, do Engenharia 360!

A necessidade de novas soluções energéticas

Atualmente, o mundo tem duas necessidades urgentes: mais produção de energia e menos emissões de carbono. Essa matemática não é fácil, certamente! Só que a natureza de fontes como solar e eólica traz desafios significativos. Por isso é que a engenharia vem buscando soluções mais eficazes. Uma proposta já apresentada foram as baterias de íon-lítio, mas sua dependência de materiais como lítio levanta preocupações quanto à sustentabilidade. Então, o conceito apresentado pelo MIT, de “concreto-bateria”, até que parece ser uma boa alternativa.

MIT
Imagem reproduzida de MIT via Olhar Digital

A inovação do MIT

A equipe do MIT, liderada por Damian Stefaniuk, criou um novo tipo de material composto de água, cimento e carbono negro, uma versão impura de carbono. O mesmo tem potencial de transformar estruturas de concreto convencionais em soluções energéticas sustentáveis. Elas não apenas serviriam para construção, mas ainda poderiam armazenar energia de maneira eficiente, muito semelhante a uma bateria. Pode-se dizer que é uma inovação e tanto para a engenharia!

O funcionamento do supercapacitor de concreto

O princípio por trás do novo concreto do MIT é que, quando os ingredientes são misturados, criam uma rede condutora – uma camada de cimento e uma de carbono negro, separadas como uma membrana. Neste caso, a adição de sal eletrolítico, como o cloreto de potássio, melhoraria ainda mais a eficiência desse supercapacitor, permitindo que ele acumule e libera energia rapidamente.

A saber, os cientistas de Massachusetts garantem que seu concreto poderia armazenar 300 watts-hora por metro cúbico, que é o suficiente para alimentar uma lâmpada LED de 10 watts por até 30 horas. Pode parecer uma capacidade baixa em comparação às baterias convencionais, por exemplo. Porém, em contrapartida, uma fundação de 30 a 40 metros cúbicos chegaria a atender às necessidades diárias de energia de uma casa unifamiliar.

São possíveis aplicações para o concreto desenvolvido pelo MIT:

  • Infraestrutura de transporte: construção de estradas que carreguem sem fio veículos elétricos enquanto eles trafegam.
concreto MIT
  • Casas inteligentes: construção de paredes, fundações e colunas para fornecer energia para residências.
concreto MIT

Desafios e limitações

É importante destacar que, apesar das vantagens, o concreto supercapacitor não é ideal para armazenamento de longo prazo, como são as baterias de íon-lítio. Por outro lado, por carregar e descarregar mais rapidamente, é considerado mais adequado para aplicações que exigem uma rápida liberação de energia, em vez de um fornecimento constante.

Tem mais, a fórmula atual do supercapacitor é frágil justamente pela adição de carbono negro – isso por ter um impacto ambiental significativo. E lembrando que a produção de cimento – ingrediente principal do concreto – já emite bastante CO2. A boa notícia é que há iniciativas para desenvolver cimentos com menor impacto ambiental e para melhorar a tecnologia.

concreto MIT

De fato, esse é um momento de transição e as pesquisas estão nos estágios iniciais; há um longo caminho a percorrer antes de qualquer produção em larga escala. Até à prática, muitos serão os desafios. Mas a equipe do MIT está otimista de que, com o tempo, essas barreiras podem ser superadas.

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Fontes: Olhar Digital, BBC.

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Equipe de Redação

Somos a equipe de redação do Engenharia 360. Nosso objetivo é simplificar a complexidade técnica da Engenharia, tornando-a acessível a todos, desde profissionais experientes até aqueles curiosos sobre os avanços tecnológicos que moldam nosso mundo.

TDAH é sigla para ‘Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade‘, uma condição neuropsiquiátrica que afeta milhões de crianças e jovens em todo o mundo. Caracteriza-se por dificuldades em manter a atenção, hiperatividade e impulsividade, o que tende a impactar a vida escolar, social e familiar dos afetados. O tratamento tradicional é medicamentos e terapias, mas os cientistas estão apostando agora também em realidade virtual. Saiba mais no artigo a seguir, do Engenharia 360!

realidade virtual
Imagem reproduzida de RBS via G1

A inovação da UFRGS e Hospital de Clínicas

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em parceria com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, iniciaram estudos para avaliar os benefícios do uso de jogos de realidade virtual no tratamento de TDAH. O projeto, parte do Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade (ProDAH), foca em adolescentes de 12 a 17 anos que não estejam tomando medicamentos para a condição. Assim surgiu o jogo “Move Sapiens”, que combina tecnologia game e modelos de exercícios físicos.

realidade virtual
Imagem reproduzida de RBS via G1

Veja Também: Games no exercício do planejamento de engenharia em 3D

O jogo de realidade virtual “Move Sapiens”

O desenvolvimento do jogo “Move Sapiens” se baseou totalmente em evidências científicas, mas, ao mesmo tempo, oferece uma abordagem divertida e envolvente de tratamento para o TDAH. O mesmo simula uma disputa de boxe com robôs em um cenário futurista. E com a realidade virtual, a experiência é realmente imersiva, desafiando o cognitivo do jogador e o estimulando a realizar exercícios aeróbicos de alta intensidade – cada golpe desfere uma pontuação.

Aliás, a realidade virtual (com direito a controles e óculos) foi utilizada neste caso como um meio de atrair e engajar melhor os adolescentes a tratar o TDAH, um público naturalmente conectado à tecnologia.

realidade virtual
Imagem de fxquadro em Freepik

Vale destacar que o principal objetivo do “Move Sapiens”, com todos os seus estímulos visuais, é motivar o jogador, prender a sua atenção e fortalecer seu foco e função executiva. Durante o jogo, os participantes enfrentam adversários, desviam de bolas de fogo e contra-atacam, acumulando pontos com base na sua intensidade e precisão de movimentos. Assim, os adolescentes desenvolvem habilidades que impactam positivamente sua vida cotidiana.

Resultados e expectativas

Os pesquisadores da UFRGS e do Hospital de Clínicas desejam recrutar pacientes para realização de testes até dezembro; então, no próximo ano, eles devem fazer análises de desempenho. Nesse processo, o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) tem disso fundamental para dar andamento no estudo sobre a eficiência metabólica e segurança do jogo.

No futuro, será preciso fazer a validação do “Move Sapiens”, garantindo que o jogo é mesmo eficaz em adolescentes com TDAH. Por hora, os resultados já obtidos em experimentos foram promissores. Um dos participantes ficou tão animado com a brincadeira que decidiu começar a praticar boxe na vida real após a experiência no game. A resposta positiva só comprova que a realidade virtual poderá ser considerada, enfim, uma ferramenta de tratamento.


Fontes: G1.

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O que é uma festa sem cores vibrantes e muito brilho, não é mesmo? A maioria das decorações e maquiagens comemorativas levam glitter. Porém, esse material é feito de microplásticos que representam um sério risco ambiental. E se houvesse uma opção melhor, mais ecológica? Que tal um glitter vegano?

Entenda, as pequenas partículas de plástico já podem ser encontradas hoje em praticamente todos os lugares, inclusive, no fundo dos oceanos. Elas acabam com a vida marinha e afetam a saúde humana. A previsão é de que até 2040 haverá 10 milhões de toneladas de microplásticos no ambiente global. Não é desesperador?

biodegradável e sustentável
Microplásticos poluentes – Imagem de STATISTA reproduzida de Good Good Good

Cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, entenderam a urgência de se encontrar uma alternativa sustentável para esse material convencional. Assim surgiu o glitter feito de celulose de plantas, frutas e vegetais. O Engenharia 360 apresenta mais detalhes no artigo a seguir. Confira!

O fim do glitter tradicional

Tudo começou em 1908, quando o celofane foi inventado para ser usado como um envoltório transparente e biodegradável para alimentos e outros produtos. Infelizmente, ao longo dos anos, esse material foi amplamente substituído por plásticos baseados em processos petroquímicos. Esses por sua vez, sendo mais duráveis, foram adaptados a diversos usos. Agora os cientistas de Cambridge propõem trazer o celofane de volta para contornar o problema dos plásticos descartáveis.

biodegradável e sustentável
o glitter sustentável vem destas folhas à base de plantas – Imagem de Cambridge University reproduzida de Good Good Good

A equipe liderada pela professora Silvia Vignolini, do Departamento de Química da universidade, conseguiu criar em laboratório um novo tipo de glitter vegano biodegradável e muito menos prejudicial ao meio ambiente. Essa inovação poderia transformar a maneira como celebramos e protegemos nosso planeta!

O processo de produção do glitter vegano

Ao contrário do glitter tradicional, o novo glitter seria feito a partir de nanocristais de celulose, ou seja, de um material natural encontrado nas paredes celulares de plantas, frutas e vegetais. Seu processo de produção é bem mais sustentável, a partir de fontes renováveis, utilizando menos energia e com menor pegada ecológica. Ele envolve a fabricação de grandes folhas de celulose que são moídas em partículas minúsculas, sem uso de pigmentação tóxica ou uso de materiais não sustentáveis. Não é perfeito?

A saber, o produto final é seguro para o meio ambiente e para as crianças, permitindo que ele seja utilizado em projetos de artesanato sem preocupações.

glitter vegano
glitter vegano feito de polpa de fruta – Imagem de Cambridge University reproduzida de Good Good Good

Veja Também: Glitter e microplástico em ostras: Seguros para consumo?

Os benefícios ambientais e práticos do novo glitter

O novo glitter desenvolvido pelos cientistas da Universidade de Cambridge, ao contrário dos microlásticos que poluem águas e solos, poderiam se decompor naturalmente em 30 dias sem deixar resíduos prejudiciais e até ser ingerido por animais marinhos, sem problemas. Isso o torna uma escolha ideal para diversas aplicações, incluindo para cosméticos.

O glitter vegano é um material mais alinhado às novas tendências – que indicam uma mudança dos consumidores e fabricantes, que realizam escolhas mais conscientes e optam por produtos mais sustentáveis. Porém, a professora Vignolini observa que, embora ele seja feito de celulose, ainda pode ser bem “chato” de limpar quanto o glitter convencional. O importante é que sua aplicação prejudica menos a natureza!

biodegradável e sustentável
Imagem meramente ilustrativa de Alexander Grey em Unsplash

O futuro do glitter: Brilho sustentável para todos

É claro que a indústria precisará se adaptar para incorporar esses novos materiais, como o glitter vegano e biodegradável, na sua linha de produção. Além disso, é essencial que a educação sobre a importância da sustentabilidade continue a ser uma prioridade, para que mais pessoas possam fazer escolhas informadas sobre os produtos que utilizam. Por exemplo, na próxima festa que você quiser brilhar, pense bem no impacto das suas escolhas no meio ambiente!


Fontes: World Economic Forum, Good Good Good.

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