Você não vai acreditar! A Dell está lançando, em parceria com a Qualcomm, o primeiro notebook com IA feito no Brasil, o Inspiron 14 Plus – esse pode ser um divisor de águas no mercado nacional! Com um preço sugerido de R$ 8.499, este modelo promete revolucionar a forma como nós vemos e interagimos com os computadores portáteis. Descubra o que torna esta tecnologia tão especial no artigo a seguir, do Engenharia 360!

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Imagem de Dell reproduzida de Adrenaline

A tendência dos notebooks com IA

Nos últimos anos, temos testemunhado o ‘boom’ das inteligências artificiais, auxiliando os profissionais em suas pesquisas através do processo de dados e geração de respostas mais aceleradas. Seguindo esta tendência, as empresas de tecnologia passaram a projetar notebooks com IA, o que hoje já representa 14% das vendas globais de laptops, de acordo com a consultoria Canalys – a previsão é que, em cinco anos, esse número aumente para 50%. Por isso, a própria Dell planejou expandir seu portfólio para nove linhas de notebooks com foco até 2025.

Agora, vale destacar que notebooks com IA dependem, para mais velocidade e eficiência, de processadores avançados. É aí que entra a parceria da Dell com a Qualcomm, equipando o Inspiron 14 Plus com o Snapdragon X Plus, capaz de realizar mais de 40 trilhões de operações por segundo localmente, sem nem mesmo a necessidade de acessar uma nuvem. E esse processador ainda garante mais economia de energia por meio de sua unidade de processamento neural (NPU).

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Os principais recursos e funcionalidades do Inspiron 14 Plus

O novo notebook de última geração, com design premium e especificações robustas, Dell Inspiron 14 Plus é produzido na unidade da empresa em Hortolândia, em São Paulo. O mesmo vem equipado com o Copilot+, da Microsoft e mais uma gama de recursos e funcionalidades, incluindo:

  • Recurso Recall, que permite buscar informações em todo o aparelho, como mensagens e imagens em e-mails e sites.
  • Ferramenta CoCreator, para geração de imagens e textos diretamente no dispositivo.
  • Windows Studio Effects, que traz recursos avançados de câmera e áudio para chamadas de vídeo, como redução de ruído e foco no rosto.
  • Recurso Live Captions, para geração de legendas em tempo real durante videoconferências.
  • Capacidade para geração de imagens dos usuários durante videoconferências via câmera.
  • Chip Snapdragon, que potencializa aplicativos de IA para imagens, vídeos e edição de música, incluindo novas versões de softwares como Adobe Lightroom, Illustrator e Davinci.
  • Tela sensível ao toque de 14 polegadas em alta resolução QHD+ (2560×1600).
  • Painel anti-reflexo, suporte HDR Dolby Vision e luminosidade de até 400 nits.
  • Sistema de 4 alto falantes mais microfone duplo, webcam Full HD com redução de ruído e detecção de presença, além de um recurso que permite fechar fisicamente a câmera para garantir a privacidade do usuário.
  • Três portas USB, leitor de cartão Micro SD e suporte aos novos padrões Wi-Fi 7 e Bluetooth 5.4.
  • E bateria com duração de até 15 horas, ideal para quem está sempre em movimento.

Vale ainda destacar que o Inspiron 14 Plus é bastante leve e fácil de transportar, pesando apenas 1,4 kg e tendo só 16,9 mm de espessura. E com todos os seus recursos e funcionalidades, este notebook pode ser considerado um excelente assistente pessoal inteligente, pronto para ajudar seus usuários em uma ampla gama de tarefas diárias.

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A democratização do uso da IA em notebooks no Brasil

Ao iniciar no Brasil a fabricação de um notebook com tal qualidade, tendo processador que suporta funções avançadas, a Dell demonstra que está bem empenhada em democratizar o uso da IA no país. Já a Qualcomm possui outros quatro modelos de notebooks com seu processador de IA no país e continua expandindo suas parcerias. Sendo assim, podemos vislumbrar um futuro tecnológico cheio de grandes novidades, com as inteligências consolidadas como recurso padrão em laptops.

O fato de a produção do Inspiron 14 Plus ser local significa que a economia brasileira está sendo impulsionada. Além disso, há redução no tempo de entrega em comparação com modelos importados. Por último, ainda há a promessa de resposta mais ágil ao consumidor, especialmente em termos de suporte e reparos.

Enfim, os consumidores nacionais, sedentos por inovação e praticidade, podem presenciar um aumento na escalada de vendas de produtos com tecnologias de ponta, que facilitam a produtividade e oferecem uma experiência mais intuitiva e personalizada.

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Fontes: O Globo.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Os americanos sempre valorizaram muito as caminhonetes picapes, transformando-as em símbolo de força e utilidade. Não à toa que sua maior fabricante de automóveis, Ford, é também autora do projeto da picape mais vendida do mundo, a F-150. E acompanhando as necessidades do mercado, a marca passou a se dedicar a encontrar soluções para reduzir as emissões de carbono na indústria automotiva. Assim surgiu a picape elétrica F-150 Lightning.

Esse modelo Ford está revolucionando o mercado nos Estados Unidos, apresentando um novo conceito de mobilidade e energia. Ele combina com o mundo atual, extremamente alterado pelas mudanças climáticas e mais dependente de alternativas sustentáveis para resolver situações do cotidiano. Pois justamente uma das funcionalidades da F-150 Lightning é servir de usina móvel de energia em momentos de emergência, podendo abastecer uma casa em falta de luz. Mais detalhes no texto a seguir, do Engenharia 360!

Ford F-150 Lightning
Imagem divulgação Ford reproduzida de Auto Esporte Globo

A introdução do sistema Ford Home Backup Power

Começamos este texto destacando que a F-150 Lightning – versão totalmente elétrica da icônica picape F-150 -, chegou no mercado em 2022 com uma grande inovação tecnológica, o sistema Ford Home Backup Power, capaz de atuar como um poderoso gerador, podendo abastecer uma residência durante quedas de energia. Ou seja, a Ford fornece uma solução do tipo “powerbank” sobre rodas, de independência energética nunca vista nesse segmento.

A picape é equipada com sistema de baterias de íons de lítio que permite uma autonomia de até 483 km, de acordo com a versão escolhida. Segundo os especialistas, o veículo poderia fornecer energia elétrica por até três dias de uso normal ou até 10 dias com racionamento, a depender da capacidade da bateria e do consumo da casa. E com possibilidade de alcance estendido, a potência por hora (kWh) chegaria a 131 – nos Estados Unidos, isso equivale à alimentação de uma casa média.

A saber, para o desenvolvimento da engenharia da F-150 Lightning, a Ford contou com a parceria estratégica da empresa Sunrun, líder em energia solar nos Estados Unidos. Foi a combinação de suas expertises em tecnologias que permitiu a integração de sistemas e a criação de um modelo de fluxo contínuo de energia sustentável.

O abastecimento residencial com a F-150 Lightning

O sistema elétrico da F-150 Lightning pode ser configurado para fornecer energia automaticamente. Bastaria o proprietário instalar o Ford Charge Station Pro – carregador de 80 amperes – e o Home Integration System, que garantem a conexão da picape à rede elétrica de uma casa. O conjunto é composto por um inversor de energia, uma bateria de inicialização e um interruptor que permite o fluxo bidirecional de energia.

Então, quando o carro é conectado ao sistema, a ação de fornecimento de energia é logo ativada assim que identificada a falta de energia na residência, retomando a carga da picape quando a rede elétrica é restabelecida. Claro que os proprietários podem definir uma reserva fixa de energia para a picape, prevendo que sempre haja o mínimo de carga.

Já para quem trabalha no campo ou é entusiasta de camping, pode contar com o sistema Pro Power Onboard. O mesmo oferece 11 tomadas na caçamba, permitindo que equipamentos, ferramentas e até pequenas instalações, como cabanas, sejam alimentadas diretamente pela picape.

Ford F-150 Lightning
Imagem divulgação Ford reproduzida de Auto Esporte Globo
Ford F-150 Lightning
Imagem divulgação Ford reproduzida de Auto Esporte Globo

A versatilidade de uso da Ford F-150 Lightning

Olha que interessante: a Ford afirma que, com a colaboração da Sunrun, permite não apenas que os proprietários da F-150 Lightning instalem o sistema de backup como também integrem energia solar à sua casa.

Há muitos benefícios nisso, como a possibilidade de redução de contas de energia e aumento da autonomia energética das casas. E ainda há outro plano da marca que é para o lançamento do Ford Intelligent Power, que permitirá que os clientes energizem suas casas quando as tarifas de eletricidade estiverem mais altas e recarreguem o veículo apenas quando as taxas forem mais baixas – o que pode “aliviar” a pressão da rede elétrica em horários de pico.

Então, será que podemos esperar outros recursos adicionais para economizar dinheiro? Tudo indica que sim!

Ford F-150 Lightning
Imagem divulgação Ford reproduzida de CNN

O custo-benefício da compra desse veículo Ford

Como se pode imaginar, usufruir de um veículo de alta tecnologia, como é o caso da F-150 Lightning tem o seu preço. Também precisamos considerar que, para que o plano de carregar a casa dê certo, parte do investimento necessário deve ser direcionado para o Home Backup Power.

Nos Estados Unidos, o carregador Ford Charge Station Pro custa aproximadamente US$ 1.310, enquanto o Home Integration System pode custar cerca de US$ 3.895. Além disso, os custos de instalação podem variar bastante, dependendo das condições elétricas da residência. Em alguns casos, pode ser necessário atualizar a instalação elétrica da casa, incluindo a substituição de transformadores, para comportar o novo sistema. Então, o custo total pode ultrapassar 10% do valor da própria picape.

Ford F-150 Lightning
Imagem divulgação Ford reproduzida de CNN

Em contrapartida, a F-150 Lightning apresenta um desempenho impressionante; o veículo entrega até 571 cv e 107 kgfm de torque, proporcionando uma experiência de condução poderosa e responsiva. E com tudo mais, os proprietários podem aproveitar, ao máximo, a energia armazenada, mesmo que seja para uso dos seus veículos.

O futuro das picapes elétricas

Com a F-150 Lightning, a Ford prova para o mundo que picapes elétricas não precisam ser “apenas” ferramentas de trabalho ou veículos para o dia a dia. Afinal, seu modelo é praticamente uma plataforma tecnológica, redefinindo a forma como entendemos a mobilidade e a energia. Sua introdução no mercado marca, certamente, um ponto de virada na indústria automotiva, moldando nosso futuro para um futuro mais verde.

Veja Também: Conheça a nova Ford F-150, com tecnologia de ponta e design inovador


Fontes: CNN Brasil, INSIDEEVs – UOL, Auto Esporte – Globo.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

O esporte é uma das forças mais transformadoras de uma sociedade, inspirando sempre a engenharia no desenvolvimento de novas tecnologias. As Paralimpíadas, por exemplo, são praticamente um evento-vitrine de soluções em próteses, cadeiras de rodas e outras ideias inovadoras. Essa oportunidade surgiu depois da Segunda Guerra Mundial, quanto o movimento de reabilitação de soldados feridos incentivou as competições. Agora, a busca por medalhas impulsiona os avanços tecnológicos ainda mais.

Neste artigo do Engenharia 360, queremos conversar com você sobre como a engenharia do esporte tem contribuído para uma melhora da qualidade de vida de milhões de pessoas com deficiência. Em especial, falar sobre o legado das Paralimpíadas. Confira a seguir!

Paralimpíadas 2024
Imagem reproduzida de Paralympic
Paralimpíadas 2024
Imagem reproduzida de Blog Facens

O esporte como catalisador de mudanças

O neurologista alemão Dr. Ludwig Guttmann criou o primeiro centro de reabilitação do mundo, em Stoke Mandeville, na Inglaterra. E o cientista também organizou, em 1948, a primeira competição de veteranos, uma prova de tiro com arco. Justamente esse evento foi o que inspirou os Jogos Paralímpicos, sendo a primeira edição em Roma, no ano de 1960.

Desde então, os designers passaram a se dedicar a projetos que ajudam os amputados a levarem uma vida mais ativa e móvel. Por isso, podemos dizer que o esporte é um catalisador de mudanças, inclusive na engenharia. E o legado das Paralimpíadas vai além dos jogos, desempenhando um papel fundamental na inclusão de pessoas, combinando diversas áreas do conhecimento.

Graças ao esporte, às Paralimpíadas e o trabalho de engenheiros, a mobilidade e a independência de portadores de necessidades especiais, atletas ou não, têm se tornado uma realidade acessível para um número maior de pessoas.

Paralimpíadas 2024
Imagem reproduzida de Choose Paris Region

A evolução das tecnologias de próteses

A evolução das próteses, das cadeiras de rodas e outras engenharias é um reflexo direto do desenvolvimento do esporte paralímpico. Inicialmente, as atletas utilizavam modelos convencionais, que não eram adequados às demandas específicas das competições. Com o tempo, surgiram versões esportivas, projetadas para melhorar o desempenho atlético.

O desenvolvimento de novos materiais, técnicas médicas e cuidados de reabilitação têm contribuído para a evolução dessas tecnologias, o que naturalmente resultou num melhor desempenho dos atletas nas Paralimpíadas, especialmente no atletismo. Mesmo que alguns projetos de engenharia foquem inicialmente nos recordes e medalhas, todas as pessoas se beneficiam dessas inovações em seu cotidiano, o que só prova a versatilidade e a adaptabilidade das invenções.

Paralimpíadas 2024
Imagem reproduzida de International Wheelchair Basketball Federation

O desenvolvimento de próteses modernas

A participação ativa dos pacientes em adaptação é crucial no desenvolvimento de próteses, cadeiras de rodas e outras tecnologias com melhor design e funcionamento.

Cada paciente tem necessidades específicas, e para cada um deles, há uma engenharia apropriada disponível. Isso requer uma avaliação multidisciplinar, tanto para atletas quanto para pessoas comuns.

Um exemplo são os modelos de próteses usados por amputados tibiais, que funcionam como molas, proporcionando uma impulsão superior à da musculatura da panturrilha. Dentro das paralímpicas, há regras para sua utilização; mas fora das competições, as opções de uso são ilimitadas, incluindo as versões eletrônicas, que respondem aos impulsos elétricos do corpo humano.

Vale citar também as novas próteses para corrida. Elas são feitas de materiais leves e flexíveis, como fibra de carbono, permitindo que os atletas realizem movimentos que imitam a biomecânica natural. Muitos outros designs modernos estão sendo aprimorados constantemente pela engenharia, com foco em estética, segurança e conforto.

Paralimpíadas 2024
Imagem reproduzida de Stade de France

No entanto, essa tarefa esbarra em limites, como o financeiro. E é triste dizer que essa busca pode levar à criação de dispositivos que ofereçam vantagens injustas em algumas modalidades esportivas. Por isso, as federações esportivas estabelecem regras rigorosas para garantir a igualdade entre os atletas.

A batalha da engenharia pela inclusão social

Os Jogos Paralímpicos ajudam a conscientizar os engenheiros no seu papel na luta pela inclusão social. Pessoas portadoras de deficiência merecem assumir um papel mais ativo na sociedade, sem barreiras físicas, sem disfuncionalidades, sem preconceitos. E o trabalho dos designers, juntamente com o esporte, pode ajudar a mudar a mentalidade de todos, agregando valor (mais do que devido) aos indivíduos PcDs.

Nesse processo, a tecnologia por trás das próteses deve ser constantemente desafiada a se manter no limite, buscando sempre a excelência, o melhor desempenho possível. E graças aos avanços da tecnologia (fruto desta relação ciência e esporte), podemos esperar dispositivos cada vez mais personalizados, inteligentes e conectados – incluindo próteses controladas por pensamento. A bioimpressão, por exemplo, está facilitando a fabricação de modelos sob medida e a um custo mais barato.

O futuro do esporte e o legado das Paralimpíadas

Enfim, podemos concluir que o esporte paralímpico contribui para a quebra de paradigmas e a redução do preconceito, onde os atletas são valorizados por suas habilidades e potencialidades individuais. Ele também promove o surgimento de novos projetos de engenharia de próteses, cadeiras de rodas e além, levando mais independência, mobilidade e qualidade de vida a pessoas com deficiência – dentro ou fora das competições.

Paralimpíadas 2024
Imagem de Alessandra Cabral, CPB, reproduzida de Comitê Paralímpico Brasileiro

Apesar de tudo, o tema “‘acessibilidade às novas tecnologias de ponta” ainda requer novas discussões. O esporte por si só não consegue promover milagres sem a conscientização sobre inclusão. Quanto a isso, devemos cobrar mais os governos, organizações e sociedade civil para que haja um esforço conjunto, garantindo que todos tenham acesso às oportunidades que merecem.

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Fontes: Olimpíada Todo Dia.

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Engenharia 360

Redação 360

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Recentemente, a tecnologia VPN foi assunto nas mídias por conta da determinação da suspensão do X (antigo Twitter) no Brasil. Foi citada uma possível multa para quem driblasse a determinação usando a VPN para acessar a plataforma. Diante disso, o Engenharia 360 viu uma oportunidade para conversar com seus leitores e explicar o que é essa tecnologia, detalhando suas vantagens e como escolher a melhor opção para suas necessidades. Confira a seguir!

O que é e como funciona a VPN?

VPN é sigla em inglês para Virtual Private Network (Rede Privada Virtual), uma ferramenta utilizada para garantir uma navegação segura, privacidade online e proteção de dados sensíveis, algo que é crucial hoje para usuários e empresas.

Na prática, funciona assim: a tecnologia cria uma conexão criptografada entre dois dispositivos através da Internet. Ao acessar uma web, os dados são redirecionados para um servidor remoto, tendo o endereço de IP real ocultado, sendo alterado por um endereço VPN, que garante maior segurança na navegação. As informações podem ser, então, trocadas de forma confidencial, mesmo através de redes públicas, como o Wi-Fi em um café ou aeroporto.

tecnologia VPN
Ilustração reproduzida de Top10VPN

Explicando melhor, ao utilizar uma VPN, o tráfego de Internet do usuário seja redirecionado através de um servidor da VPN, que pode estar localizado em qualquer lugar do mundo, permitindo que as pessoas acessem conteúdos que podem estar restritos geograficamente – é aí que entra a história do X (Twitter). E as informações codificadas tornam-se ilegíveis para possíveis interceptadores, como hackers e outras entidades maliciosas.

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Quais os diferentes tipos de VPN que existem?

Existem basicamente três tipos de VPN, cada um com as suas características e especificações específicas:

VPN corporativa

Ideal para empresas, essa VPN permite que dispositivos se conectem à rede interna de forma segura. Ela é fundamental para acessar plataformas internas e compartilhar recursos empresariais.

VPN para Internet

Esses serviços comerciais são voltados para uso geral e podem ser pagos ou gratuitos. Eles são utilizados para melhorar a segurança e acessar conteúdos restritos geograficamente.

VPN para jogos

Especialmente desenvolvida para otimizar a experiência em jogos online, essas VPNs ajudam a reduzir a latência e melhorar o desempenho em jogos.

tecnologia VPN
Imagem de foto grátis em Freepik

Quais são os principais usos e benefícios da VPN?

  • Segurança em redes Wi-Fi públicas: evitando que hackers interceptem informações confidenciais, como senhas e dados bancários.
  • Acesso a conteúdo com restrição geográfica: acessando conteúdo online bloqueado, como catálogos estrangeiros de streaming e jogos não lançados localmente.
  • Anonimato e privacidade online: dificultando o rastreamento de atividades online, com nível adicional de privacidade, importante em um mundo cada vez mais digital.
  • Acesso remoto para empresas: permitindo que funcionários acessem a rede da empresa de forma segura, compartilhando arquivos, acessando servidores internos e mais.

Como e por que os engenheiros devem usar VPNs?

Como explicado antes, VPNs ajudam na proteção de dados confidenciais e ataques cibernéticos e acessos autorizados. Isso inclui, por exemplo, proteção de projetos de engenharia!

O cenário ideal para os engenheiros seria de navegação segura pela Internet, como para acesso remoto a redes e servidores corporativos, repositórios de código e ferramentas de desenvolvimento colaborativo. As VPNs permitiriam a realização de simulações em diferentes ambientes de rede para testes de aplicativos e serviços. Também criação de redes privadas para conexão e gerenciamento de dispositivos IoT. E ainda acesso a recursos de nuvem de forma segura e eficiente.

tecnologia VPN
Ilustração reproduzida de Hostinger

Mas usar VPN é seguro?

Antes de tudo, vale dizer que a segurança de uma VPN depende da qualidade de serviço prestado por uma empresa fornecedora, provedora da tecnologia. Então, não haveria uma solução que garanta, de fato, 100% de anonimato. Na dúvida, o melhor é sempre contratar uma empresa com boa reputação no mercado!

A saber, uma boa VPN deve usar protocolos de criptografia robustos como OpenVPN, L2TP/IPSec, IKEv2 ou WireGuard. Esses protocolos ajudam a proteger suas informações contra interceptações e ataques.

Serviços gratuitos de VPN apresentam mais riscos – o objetivo dessas empresas é coletar dados, redirecionando anúncios e informações para fins publicitários. Infelizmente, não é incomum que hackers criem perfis falsos de empresas oferecendo serviços de VPN. E ainda existem serviços de VPN infectados com malware, sem proteção contra phishing ou com provedores em países com leis de vigilância invasivas.

Como escolher uma VPN confiável?

Ao optar por uma VPN, considere os seguintes fatores:

  • Reputação e avaliações do provedor: Procure por resenhas e discussões em fóruns especializados para garantir que o serviço é mesmo confiável.
  • Política de privacidade e registros de atividades: Busque entender como a fornecedora de VPN trata os dados; o ideal é uma política transparente e que não armazena logs de atividade.
  • Localização da empresa e leis de privacidade aplicáveis
  • Protocolos de criptografia utilizados
  • Recursos adicionais, como bloqueio de anúncios e kill switch

As opções gratuitas como WindScribe e TunnelBear podem ser suficientes para necessidades básicas. Já as opções pagas costumam oferecer melhor desempenho, maior segurança e mais funcionalidades. Avalie suas necessidades e escolha o plano que melhor atende às suas expectativas!

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Fontes: TecTudo, Olhar Digital, TecnoBlog.

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Engenharia 360

Redação 360

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No dia 30 de agosto de 2024, ocorreu o desabamento de cobertura de uma igreja de Recife, em Pernambuco. O Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora da Conceição, de 1906, recebia fiéis para entrega de cestas básicas quando o evento trágico deixou duas pessoas mortas e vinte e cinco feridas. Logo a imprensa já começou a questionar as causas para esse colapso estrutural. Com base em testemunhos de locais, foi considerada a relação com a instalação recente de placas solares.

Essa onda de especulações é boa e, ao mesmo tempo, ruim para as investigações. Fato é que um acidente de Engenharia Civil, assim como de aeronaves, é quase sempre o resultado de um somatório de problemas. Por isso, vale a cobrança dos jornalistas para que se tenha uma resposta, que levem a responsabilizar possíveis culpados e aprimorar o conhecimento de profissionais construtores. Porém, também pode apressar as conclusões, levando a equívocos sobre o que realmente aconteceu.

Não podemos trabalhar com achismos! Pensando nisso, o Engenharia 360 resolveu trazer esse tema como pauta para o portal com o objetivo de estimular a discussão responsável, explorando todas as circunstâncias do acidente, as implicações da instalação de placas solares e mais fatores envolvidos.

causas queda igreja de recife
Imagem de TV Globo reprodução via G1

O que se sabe até agora

Antes de tudo, vale destacar que essa igreja de Recife é uma das mais frequentadas pelos fiéis católicos na cidade. Desde 2021, a edificação vem passando por reformas significativas. E mais recentemente, houve a instalação de placas solares. Tudo isso fazia parte de um projeto chamado “Santuário Sustentável“, que visava reduzir os custos de energia e melhorar o conforto das pessoas dentro desse espaço. A obra era conduzida com a ajuda financeira dos devotos.

No dia do acidente, cerca de 60 a 70 pessoas estavam presentes acompanhando a entrega de donativos. O telhado desabou de repente, causando pânico; partes da estrutura colapsada caíram sobre os bancos, o que evitou uma tragédia maior. E, por fim, as vítimas foram rapidamente socorridas com ajuda de voluntários e pelas equipes da SAMU e Defesa Civil.

O desabamento ocorreu durante a distribuição de cestas básicas, momento em que o santuário estava repleto de fieis e voluntários. Vídeos registrados no local mostram o telhado colapsando, com partes da estrutura caindo sobre os bancos da igreja e pessoas tentando resgatar as vítimas presas nos escombros.

causas queda igreja de recife
Imagem reproduzida de CNN
causas queda igreja de recife
Imagem reproduzida de CNN

A empresa responsável pela instalação das placas solares afirmou à imprensa que possuía um laudo estrutural autorizando a colocação do material. Chama atenção um relato dos moradores e trabalhadores da região – sendo que pode ter alguma ligação ou não com os eventos – de que no dia do incidente, havia ventos de força anormal.

Veja Também: O que é e quais as áreas de atuação da Engenharia Forense?

A resposta das autoridades e o início das investigações

O trabalho de remoção dos escombros da igreja de Recife começou no domingo, primeiro de setembro. Já se cogita também a construção de uma estrutura provisória ao lado do santuário para abrigar os representantes de autoridades que trabalham para as investigações do acidente, bem como para as missões da paróquia. Apesar da tragédia, as obras do projeto sustentável devem continuar nos próximos dias.

O prefeito da cidade garantiu no final de semana que as investigações das causas do desabamento já começaram, com direito a defesa Civil realizando sobrevoos com drones no local para coleta de imagens. Deve-se averiguar se a instalação das placas solares teve mesmo alguma relação com o acidente.

causas queda igreja de recife
Imagem reproduzida de CNN

Nota do CREA

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia também se manifestou, afirmando que acompanhará de perto essas análises. Inclusive, seu gerente de fiscalização, Nailson Pacelli, enfatizou em entrevista que outros fatores precisam ser considerados, por exemplo:

  • falta de um projeto correto,
  • utilização de materiais inadequados,
  • a manutenção da estrutura ao longo do tempo,
  • e condições climáticas adversas no dia do acidente.

Segundo nota do CREA, em princípio, só as placas solares sozinhas seriam incapazes de causar um colapso estrutural tão significativo.

ART e a responsabilidade técnica

Em momentos como este, é comum a sociedade questionar primeiro se estruturas colapsadas que estavam em obras de construção ou reforma tinham o acompanhamento técnico necessário. Ademais, quem deve, por justiça, ser responsabilizado pelo ocorrido. Para isso é que existe a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), documento emitido pelo CREA e que garante que projetos de engenharia sejam executados de acordo com as normas técnicas e com a supervisão de um profissional habilitado.

Especialmente com relação a placas solares, a ART deve registrar a responsabilidade tanto do projeto quanto da execução da obra, incluindo a avaliação da capacidade estrutural do local.

É importante comentar neste texto que a Secretaria Executiva de Controle Urbano (SECON) de Recife já esclareceu que a instalação das placas solares, segundo a legislação vigente, não requer um licenciamento específico, apenas a ART do engenheiro responsável. Entretanto, isso não é suficiente para garantir a segurança se o projeto não considerou todas as cargas e forças atuantes na estrutura da igreja.

Então, as placas solares são as verdadeiras culpadas?

O trabalho de instalação de placas solares em edificações está cada vez mais comum no Brasil. Infelizmente, no caso da obra na igreja de Recife, era inevitável, pela cronologia do caso, se levantar questões sobre a segurança e a adequação das estruturas que recebem esse tipo de serviço.

O acréscimo de peso extra na estrutura antiga do Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora da Conceição pode ter sido, sim, a causa do colapso estrutural ocorrido em 30 de agosto. Prova contrária seria a apresentação de um provável estudo prévio de capacidade de carga da edificação. A instalação desse tipo de equipamento de energia deveria ser acompanhada por um engenheiro eletricista e um engenheiro civil – sendo este último capaz de avaliar se a estrutura existente era mesmo suficiente para suportar o peso adicional.

causas queda igreja de recife
Imagem reproduzida de CNN

Projeto de verificação da estrutura

Nosso colaborador, o engenheiro Cristiano Oliveira, esclarece que o processo normal nesse caso da instalação das placas solares começa com o desenvolvimento de um projeto de verificação da estrutura. O engenheiro lança a nova estrutura e seu carregamento em modelo de simulação e avalia se esse carregamento adicional vai levar as estruturas existentes ao limite de segurança delas. Enfim, pode ter ocorrido um erro no laudo ou o laudo foi aprovado sem as verificações adequadas.

Em caso de realização de projeto de verificação, se a resposta for que a estrutura existente não aguenta a carga adicional, deve-se projetar reforços. Isso requer mais investimento financeiro para o projeto, compra de materiais, contratação de mão de obra, etc.

causas queda igreja de recife
Imagem reproduzida de CNN

Conclusão: Ações futuras e medidas de segurança

Até então, a igreja de Recife não apresentava problemas estruturais visíveis. Por isso é que outros fatores contribuintes devem ser avaliados. Os ventos fortes, confirmados pela meteorologia, podem ter, junto com a instalação das placas solares, exacerbado a fragilidade da estrutura. Às vezes, em edifícios antigos, mesmo que reformados, algumas vulnerabilidades não percebidas a olho nu, como fissuras, podem comprometer a segurança da obra. Só um parecer detalhado da perícia pode esclarecer essas dúvidas.

As autoridades de Recife se dizem comprometidas em investigar a fundo as causas do acidente e a implementar medidas que possam prevenir ocorrências semelhantes no futuro.

Agora, para evitar mesmo desastres como esse, é essencial que todas as intervenções em edifícios históricos ou que envolvam adição de peso às estruturas no Brasil sejam acompanhadas por avaliações técnicas detalhadas e realizadas por profissionais capacitados, com todas as ARTs devidamente registradas. Além disso, a conscientização sobre a manutenção preventiva e a inspeção regular de edifícios públicos pode ser uma ferramenta poderosa na prevenção de acidentes.


Fontes: G1, CNN, TNH1.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

A Autodesk University é um evento global organizado pela Autodesk, reunindo as principais empresas de design, engenharia e entretenimento que utilizam seus softwares, além de representantes da indústria e imprensa. O objetivo é apresentar as últimas inovações e tecnologias desenvolvidas pela Autodesk.

Para a AU 2024, que acontece entre os dias 15 e 17 de outubro, estão sendo preparadas uma série de novidades, apontando sobretudo as tendências que devem revolucionar o futuro de setores como design e a manufatura. Serão três dias imersivos em que participantes do mundo todo terão a chance de aprender com os principais líderes das áreas de engenharia, arquitetura, construção e mais sobre como enfrentar os desafios naturais.

Neste artigo do Engenharia 360, vamos explorar os principais destaques da Autodesk University 2024. Confira!

Autodesk University 2024
Imagem reproduzida de Autodesk

Arquitetura com RA, IA e sustentabilidade

Um dos pontos altos da Autodesk University 2024 deve ser os debates sobre como a Autodesk pode contribuir para os profissionais da arquitetura. Na ocasião, a empresa deve compartilhar como a Autodesk Forma pode ajudar a resolver problemas de escassez de mão de obra qualificada e interrupções na cadeia de suprimentos.

Os organizadores da AU 2024 garantem que os participantes poderão explorar nas aulas debates sobre realidade aumentada, Inteligência Artificial, Machine Learning, gestão de carbono, simulação e análise de arquitetura, design computacional, e mais. Será possível descobrir novas ferramentas para projetar de forma sustentável, inclusive minimizando o impacto ambiental.

Uma dica é participar do Forma Community Meetup para se conectar com outros profissionais da área e compartilhar insights sobre os avanços mais recentes.

Construção industrializada e fabricação de estruturas

Também será destaque da Autodesk University 2024 as sessões sobre engenharia estrutural e fabricação MEP, lideradas por especialistas da Autodesk. Na ocasião, será discutido sobre como as novas tecnologias devem facilitar a construção industrializada e a pré-fabricação de estruturas, permitindo que projetos complexos sejam entregues com mais precisão e menor custo.

Autodesk University 2024
Imagem reproduzida de Autodesk

Serão tópicos de destaque nessas sessões as inovações em modelagem e simulação com foco em melhorar a resistência e a eficiência de estruturas. Também técnicas avançadas que podem mudar a forma como os edifícios são projetados e construídos.

Vale procurar pelos profissionais de engenharia de edificações no Forma Community Meetup, Meetup de Líderes e Gestores de Pré-construção e na Meetup de Soluções de Sustentabilidade: Estrategistas, Tecnólogos e Profissionais.

Gerenciamento de projetos e construção digital

Outro tema da AU 2024 é a construção digital e conectada, permitindo o máximo de aproveitamento das empresas, melhora da coordenação de equipes e gerenciamento de documentos. No centro das discussões de algumas palestras estará a gestão de dados e a padronização de processos. O objetivo será apresentar modelos que ajudem na simplificação do trabalho e aumento de produtividade no canteiro de obras. Um exemplo da Autodesk para otimização de projetos é o Construction Cloud.

Fabricação de produtos e gerenciamento do ciclo de vida

Mais um assunto de discussão apresentado na Autodesk University 2024 é o design e engenharia de produtos. O foco estará em como as ferramentas de design digital e o gerenciamento do ciclo de vida dos produtos estão transformando a indústria. Isso inclui estratégias industriais, impressão 3D, eletrônica, prototipagem rápida e mais.

Algo que deve chamar a atenção dos engenheiros de manufatura são as atualizações sobre o Autodesk Fusion e os exemplos de tecnologias com Inteligência Artificial, que vão, sem dúvidas, ajudar as empresas a desbloquear novos níveis de produtividade.

Autodesk University 2024
Imagem reproduzida de Autodesk

Integração de sistemas de softwares e serviços de plataforma

Os desenvolvedores da Autodesk também devem falar sobre como estão expandindo suas capacidades de serviços. Isso inclui as novidades em softwares e Autodesk Platform Services ou APS (com melhora de colaboração), oferecendo novas oportunidades através de dados granulares, interoperáveis e em tempo real – o que deve criar oportunidades sem precedentes para a indústria.

Neste contexto, os desenvolvedores indicam os usuários dos produtos da marca explorarem melhor a “A Sensory Experience for Collaborative Clarity” da nuvem (ativação imersiva projetada para remodelar perspectivas e gerar novas abordagens para a colaboração na Plataforma Autodesk). Além disso, conferir na AU 2024 os insights sobre CAD, AutoCAD, BIM, inclusão digital, infraestruturas, sustentabilidade e mais.

Produção virtual e animação 3D para mídia e entretenimento

Por fim, pensando no setor de mídia e entretenimento, a Autodesk apresenta o Autodesk Flow, destacando como a plataforma de inovação que alavanca as IAs impulsionam a criatividade nesta nova era de inovação. Grande parte desse material de apresentação será voltado para criadores de conteúdo e jovens profissionais. Serão discutidas as ferramentas de projetos e visualização de design, assim como as técnicas mais avançadas para geração de efeitos visuais.

Autodesk University 2024
Imagem reproduzida de Autodesk

Enfim, a Autodesk University 2024 promete ser um evento transformador, com uma gama diversificada de tópicos que abordam as principais tendências e inovações em várias indústrias.


Fonte: Autodesk.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Os Jogos Paralímpicos são sinônimos de superação, resistência, inclusão e também de revolução tecnológica. As mais diversas soluções de engenharia vêm auxiliando no desempenho de atletas com deficiência. E especialmente pensando em Paris 2024, os cientistas desenvolveram desde novas próteses até cadeiras de rodas equipadas com sensores avançados. Isso deve ampliar ainda mais as possibilidades no mundo dos esportes, redefinindo os limites do que é possível. Continue lendo este artigo do Engenharia 360 para saber mais!

Jogos Paralímpicos de Paris 2024
Imagem de Alaor Filho, MPIX, CPB, reproduzida de Surto Olímpico

A evolução da tecnologia assistida para o esporte

Antes de tudo, você sabe o que é tecnologia assistida? Bem, é um conjunto de recursos (equipamentos, metodologias e mais) que ajudam na promoção e funcionalidade de pessoas com alguma deficiência ou mobilidade reduzida. E esse campo dentro das engenharias tem avançado demais nos últimos anos. Prova disso são os novos lançamentos de próteses, cadeiras de rodas, dispositivos vestimentais, entre outros. Os designs atuais estão mais personalizados do que nunca, contribuindo ainda mais para o bom desempenho dos atletas.

Aliás, os softwares de computador têm facilitado a criação de equipamentos sob medida, adaptados à fisiologia de cada pessoa. O que ainda ajuda a melhorar a experiência, tornando a prática do esporte mais confortável e segura.

Próteses e órteses

Especialmente as próteses e órteses estão agora mais inteligentes. Elas podem vir com sensores e atuadores, ajustando-se automaticamente aos movimentos dos atletas. Muitos desses dispositivos podem ser conectados via Bluetooth a sistemas digitais, permitindo que os usuários realizem ajustes durante as competições, garantindo máxima performance.

Jogos Paralímpicos de Paris 2024
Imagem de Ottobock reproduzida de WIPO

Cadeiras de rodas

As cadeiras de rodas de alto desempenho também estão sendo desenvolvidas com materiais inteligentes e sensores digitais, que ajudam a monitorar a rotação das rodas e pressão durante o movimento. Essa tecnologia permite, na prática, a adaptação a diferentes tipos de terreno, oferecendo mais estabilidade e eficiência aos atletas.

Jogos Paralímpicos de Paris 2024
Imagem reproduzida de Comitê Paralímpico Brasileiro

A neurotecnologia e a integração digital para os Jogos Paralímpicos

É importante destacar que, nas últimas edições dos Jogos Paralímpicos, muitos atletas têm se beneficiado de soluções tecnológicas que vão bem além dos dispositivos físicos – como próteses e cadeiras de rodas. Podemos citar, por exemplo, as interfaces cérebro-computador (BCIs) e sistemas de neurofeedback, que ajudam os esportistas a melhorar sua concentração, controlar o estresse e otimizar funções cognitivas durante as competições. São um suporte adicional, por assim dizer.

Análise de dados

Como falamos no tópico anterior, atualmente, a integração digital tem feito parte das Paralimpíadas, bem como de outras competições mundiais. Lembramos dos dispositivos conectados via Bluetooth, mas também devemos citar os sistemas de análise de dados. Um exemplo é o sistema TritonWear, que fornece informações detalhadas sobre a eficiência dos movimentos dos nadadores, permitindo que seus técnicos ajustem as estratégias de treinamento conforme o necessário.

As ferramentas de análise de dados também auxiliam no pós-evento. Softwares avançados processam as informações coletadas durante treinos e competições, oferecendo insights sobre o rendimento e estratégias para evitar lesões. Esta abordagem contribui para o desenvolvimento contínuo da ciência dos esportes adaptativos e para o aprimoramento dos atletas.

Jogos Paralímpicos de Paris 2024
Imagem de Daniel Zappe, Exemplus, CPB, reproduzida de Olimpíada Todo Dia

Inclusão e imersão na experiência dos espectadores

Para finalizar, as novas tecnologias também estão transformando a experiência de assistir aos Jogos Paralímpicos, tornando-a mais acessível e envolvente. Hoje os espectadores podem contar com descrições de falas, áudio Dolby Atmos e realidade virtual, proporcionando aos fãs dos esportes uma nova maneira de acompanhar os eventos, permitindo mais interação com as competições e os atletas – que veem essa inclusão também como uma espécie de vitrine para o seu talento e determinação.

Veja Também: Atletas-engenheiros usam tecnologia para brilhar nas Paralimpíadas

O futuro dos Jogos Paralímpicos com a Engenharia

Infelizmente, nem tudo são flores. Uma pesquisa recente da Universidade de Sorbonne, na França, destacou que enquanto os Jogos Paralímpicos promovem avanços recentes em termos de infraestrutura e acessibilidade, também expõem as fragilidades existentes, como disparidade no acesso a tecnologias assistidas – o que inspirou a campanha de conscientização “Equipped for Equity”, lançada pela OMS em parceria com o Comitê Paralímpico Internacional. Aliás, muitos nem têm acesso a tecnologias básicas, como cadeiras de rodas, punhos para esgrima e aparelhos auditivos de qualidade – a mesma triste realidade de 2,5 bilhões de pessoas no mundo.

Jogos Paralímpicos de Paris 2024
Imagem reproduzida de Corpus Ortopedia e Reabilitação

Nos Jogos Paralímpicos, temos representantes tanto de países ricos (usando soluções de última geração) quanto de países pobres (com próteses improvisadas e equipamentos obsoletos). E havendo essa disparidade, podemos colocar em cheque a validade dessas competições. Afinal, essa desigualdade limita o desempenho dos atletas e impede que muitas pessoas com deficiência, mas talento e habilidade, participem das atividades esportivas e sociais.

Se as Paralimpíadas são um marco na promoção de tecnologias, incluindo as assistidas e adaptativas, nada melhor do que usar este momento para refletir sobre o tema. Os engenheiros e empresas de engenharia têm o dever de contribuir com seu conhecimento de aerodinâmica, materiais leves e mais para ajudar a otimizar a performance e garantir o conforto dos atletas. Veja o caso da Airbus, que está trabalhando para desenvolver equipamentos paralímpicos de alto desempenho.

Jogos Paralímpicos de Paris 2024
Imagem reproduzida de Comitê Paralímpico Brasileiro

Para completar, a colaboração entre a indústria e o setor acadêmico é fundamental para impulsionar a inovação. Universidades e centros de pesquisa desenvolvem novas tecnologias e materiais, que são posteriormente adaptados e comercializados pela indústria.


Fontes: itforum, Diário da Feira, rfi.

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Engenharia 360

Equipe de Redação

Somos a equipe de redação do Engenharia 360. Nosso objetivo é simplificar a complexidade técnica da Engenharia, tornando-a acessível a todos, desde profissionais experientes até aqueles curiosos sobre os avanços tecnológicos que moldam nosso mundo.

A interseção entre esporte e tecnologia tem sido cada vez mais percebida – e necessária – nas competições das Paralimpíadas. Para este artigo do Engenharia 360, resolvemos trazer o exemplo inspirador de dois atletas com formação em engenharia que estão se valendo de suas habilidades técnicas para melhorar seu desempenho, criando uma vantagem competitiva única.

Austin Smeenk e Alexandre Hayward estão redefinindo as competições em Paris 2024. Eles levaram para a França seus equipamentos personalizados na esperança de que inovação e ciência possam fazer a diferença para as pistas e velódromos. Continue lendo para saber mais!

A importância da engenharia no esporte paralímpico

Adaptar os modelos de esporte tradicionais para atletas com diferentes graus de deficiência é uma tarefa complexa e que, desde sempre, exigiu ajuda da engenharia. Isso porque não bastam os esportistas treinarem seu corpo ao extremo, pois eles também vão depender, por vezes, de cadeiras de rodas, próteses, bicicletas especiais e mais. Esses modelos de design precisam ser ajustados, personalizados e otimizados para maximizar seu desempenho. E é aí que entra a expertise dos designers.

A boa notícia é que, nos últimos anos, o esporte paralímpico tem visto um aumento significativo no de novas tecnologias – muitas vezes idealizadas por engenheiros e autodidatas em engenharia -, ajudando a melhorar ainda mais as competições. E, neste contexto, Smeenk e Hayward são um bom exemplo dessa nova geração de atletas que usam suas habilidades além das quadras, pistas e mais para melhorar seu desempenho no esporte.

A engenharia biomecânica para cadeiras de rodas

Austin Smeenk é um atleta canadense que já conquistou medalhas importantes nas Paralimpíadas. Seus recordes mais importantes foram em campeonatos mundiais de corridas masculinas T35 de 800 e 400 metros. Mas seu trabalho tem se destacado ainda mais por sua abordagem científica. É que Smeenk, formado em Engenharia Eletromecânica, conseguiu aperfeiçoar sua cadeira de rodas.

Em colaboração com o Laboratório Camosun Innovates, o jovem usou uma analogia bem parecida com de carro de corrida para tornar a cadeira mais leve, permitindo a realização de corridas mais rápidas.

“Calculamos toda a ergonomia para garantir a melhor biomecânica em relação à cadeira”, “Força é igual a massa vezes aceleração; menos massa significa mais aceleração”, explicou Smeenk, o que significa que uma cadeira mais leve pode resultar em uma tração maior. Essa mentalidade de otimização é compartilhada por muitos atletas paralímpicos, o que significa que cada detalhe conta. Assim, foi possível fabricar um modelo com o máximo de eficiência e adaptação às suas necessidades específicas.

A aerodinâmica aplicada ao design de bicicletas

O conhecimento em biomecânica também inspirou outros atletas na personalização de dispositivos para as Paralimpíadas de Paris 2024. Outro exemplo que queremos destacar é o de Alexandre Hayward, ciclista canadense, ex-jogador de hóquei, que utilizou sua formação em engenharia para conduzir testes aerodinâmicos em sua bicicleta, visando otimizar o equipamento e melhorar seu desempenho.

Hayward analisou dados para garantir que cada aspecto de sua posição na bicicleta fosse de máxima eficiência. Essa abordagem científica permitiu que o jovem fizesse ajustes precisos na bike, como a posição do selim e os pontos de contato, essenciais para o desempenho em alta velocidade. “Gastei muito tempo estudando sobre engenheiros de equipes profissionais, ouvindo podcasts e tentando aplicar o que atletas sem deficiência estão fazendo”, conta.

No fim, o engenheiro conseguiu realizar melhorias importantes em cada componente do equipamento a ser utilizado nas competições. E isso possivelmente deve somar uma grande diferença no seu desempenho geral.

O futuro das Paralimpíadas com a engenharia

É importante destacar neste texto que, apesar das inovações já conquistadas, os atletas paralímpicos enfrentam muitos desafios. É que, para ter acesso a equipamentos de alta tecnologia, os esportistas dependem muito de auxílio financeiro. E, ao contrário de outros esportes de alta performance, para eles os recursos são ainda muito limitados. Por isso mesmo que qualquer conhecimento, habilidade, criatividade e capacidade de adaptação por parte desses esportistas é tão valorizado.

A mensagem que gostaríamos de deixar na conclusão deste artigo é o quanto o trabalho da engenharia pode ajudar os atletas paralímpicos, desenvolvendo e aprimorando soluções (sobretudo mais acessíveis e ergonômicas) que atendam às suas necessidades – sim, a individualidade é um fator crítico. Smeenk e Hayward se dizem prontos para enfrentar os desafios em Paris 2024. Que seus exemplos sirvam de inspiração para todos!

Paralimpíadas
Imagem reproduzida de Austin Smeenk em Instagram

Veja Também: Paris 2024: Os Jogos Olímpicos da Sustentabilidade


Fontes: Séries do Momento, CBC.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Você já se perguntou sobre como se tornar um engenheiro de AI? Com o avanço da tecnologia e a crescente demanda por soluções de Inteligência Artificial, essa carreira está se tornando cada vez mais promissora.

Neste artigo do Engenharia 360, vamos abordar tudo o que você precisa saber para se tornar um engenheiro de AI. Desde as habilidades técnicas necessárias até as oportunidades de emprego disponíveis, vamos te guiar pelo caminho para se tornar um especialista nessa área em ascensão.

engenheiro de AI
Imagem gerada em IA de Freepik

O que é Inteligência Artificial?

Antes de tudo, vale esclarecer que a Inteligência Artificial (IA) refere-se à capacidade de um sistema ou máquina de imitar a inteligência humana. É um campo multidisciplinar que combina conhecimentos de ciência da computação, matemática, estatística e ciências cognitivas. E, ademais, a IA busca desenvolver algoritmos e modelos que possam realizar tarefas com eficiência, aprendendo e se adaptando aos dados disponíveis.

Como já sabemos, essa tecnologia é amplamente utilizada em uma variedade de setores, como saúde, finanças, automação industrial e até mesmo em dispositivos eletrônicos do dia a dia, como assistentes virtuais. Ela tem o potencial de transformar a maneira como vivemos e trabalhamos, trazendo inovação e eficiência para diversos processos.

Inclusive, a área de IA é composta por diferentes especializações, e uma delas é a engenharia de IA, tema chave deste texto.

O papel do engenheiro de AI

O engenheiro de AI é responsável por projetar, desenvolver e implementar sistemas e algoritmos de IA. Ele trabalha em colaboração com cientistas de dados, especialistas em aprendizado de máquina e outros profissionais de tecnologia para criar soluções inteligentes que possam automatizar tarefas, analisar grandes volumes de dados e tomar decisões com base em padrões identificados.

Os engenheiros de IA também estão envolvidos na construção de modelos de aprendizado de máquina, treinando-os com conjuntos de dados relevantes e ajustando-os para melhorar o desempenho e a precisão. Eles devem ter sólidos conhecimentos de programação, matemática e algoritmos, além de habilidades de resolução de problemas e pensamento analítico.

Além disso, os engenheiros de IA precisam estar atualizados com as últimas tendências e avanços no campo da Inteligência Artificial. Eles devem ser capazes de aplicar os princípios e conceitos de IA em diferentes contextos e adaptar suas soluções de acordo com as necessidades específicas de cada projeto. Agora, vamos explorar as habilidades necessárias para se tornar um engenheiro de AI de sucesso.

engenheiro de IA
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Habilidades necessárias para se tornar um engenheiro de IA

Para se tornar um engenheiro de IA, é essencial possuir uma combinação de habilidades técnicas e conhecimentos teóricos. Aqui estão algumas das habilidades mais importantes necessárias para se destacar nesse campo:

  • Conhecimento em álgebra linear, cálculo, probabilidade e estatística, usados ​​para desenvolver e ajustar modelos de aprendizado de máquina, além de entender os princípios subjacentes aos algoritmos de IA.
  • Conhecimento de linguagens de programação comumente usadas.
  • Capacidade de escrever códigos eficientes e limpos, além de entender os princípios de estrutura de dados e algoritmos
  • Compreensão sólida dos conceitos e técnicas de aprendizado de máquina, como regressão, classificação, agrupamento e redes neurais.
  • Domínio de aplicação dessas técnicas para resolver problemas e melhorar o desempenho dos sistemas de IA.
  • Habilidades em manipulação e processamento de dados, além de extração de informações relevantes de grandes conjuntos de dados.
  • Capacidade de análise de problemas complexos e pensamento analítico, identificando padrões e tendências para tomar decisões com base em dados e evidências.
  • Comunicação eficaz, sabendo explicar conceitos complexos de forma clara e concisa.
  • E saber trabalhar em equipe para desenvolver soluções conjuntas.

O mercado de trabalho para os engenheiros de IA

O mercado de trabalho para os engenheiros de IA é altamente promissor e está em constante crescimento. Com a demanda crescente por soluções baseadas em Inteligência Artificial, as oportunidades de emprego nessa área estão se expandindo em todo o mundo.

As empresas estão buscando engenheiros de IA para desenvolver chatbots inteligentes, sistemas de recomendação, automação de processos, análise preditiva e muito mais. As indústrias de tecnologia, saúde, finanças e varejo estão entre as principais empregadoras de engenheiros de IA.

Além disso, startups de tecnologia e empresas de consultoria estão investindo cada vez mais em IA, criando novas oportunidades para profissionais qualificados nessa área. Os engenheiros de IA também podem trabalhar como consultores independentes, prestando serviços para diferentes empresas e projetos.

No entanto, é importante notar que a concorrência também é acirrada nesse campo. A demanda por engenheiros de IA está superando a oferta de profissionais qualificados. Portanto, é essencial possuir habilidades sólidas e estar atualizado com as últimas tendências e tecnologias em IA.

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Onde estudar para se tornar um engenheiro de IA

Existem várias opções de estudo para aqueles que desejam se tornar engenheiros de IA. Muitas universidades e instituições de ensino oferecem cursos de graduação e pós-graduação em ciência da computação, engenharia de software e áreas relacionadas à IA.

Além disso, existem programas de treinamento e certificações online que podem fornecer uma base sólida de conhecimentos em IA. Plataformas populares, como Coursera, Udacity e edX, oferecem cursos ministrados por especialistas renomados em IA e aprendizado de máquina.

Também é importante participar de projetos práticos e trabalhos acadêmicos para ganhar experiência no campo da IA. Isso pode ser feito por meio de estágios, participação em competições de ciência de dados ou colaboração com laboratórios de pesquisa.

Além disso, estar atualizado com as últimas pesquisas e avanços em IA é essencial para se manter competitivo no mercado de trabalho. Participar de conferências, fazer cursos de atualização e seguir blogs e publicações especializadas são ótimas maneiras de se manter informado.

Exemplos de aplicações da IA

A IA tem uma ampla variedade de aplicações práticas em diferentes setores. Aqui estão alguns exemplos de como a IA está sendo usada atualmente:

Saúde:

A IA é usada em diagnósticos médicos, análise de imagens médicas, descoberta de medicamentos e monitoramento de pacientes. Algoritmos de IA podem identificar padrões em imagens de raio-X, ressonâncias magnéticas e tomografias computadorizadas para auxiliar os médicos no diagnóstico e tratamento de doenças.

Finanças:

A IA é usada em análise de risco, detecção de fraudes, recomendações de investimento e processamento de linguagem natural para atendimento ao cliente. Algoritmos de IA podem analisar grandes volumes de dados financeiros e identificar padrões que ajudam a tomar decisões informadas e a detectar atividades suspeitas.

Varejo:

A IA é usada em recomendações de produtos, assistentes virtuais de compras e chatbots de atendimento ao cliente. Algoritmos de IA podem analisar o histórico de compras de um cliente e oferecer recomendações personalizadas com base em seus gostos e preferências.

Automotivo:

A IA é usada em sistemas de assistência ao motorista, como detecção de pedestres, reconhecimento de placas de trânsito e assistência de estacionamento. Algoritmos de IA podem analisar dados de sensores de um veículo e tomar decisões em tempo real para garantir a segurança e a eficiência durante a condução.

engenheiro de IA
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Ferramentas e tecnologias usadas pelos engenheiros de IA

Existem várias ferramentas e tecnologias que os engenheiros de IA utilizam em seu trabalho diário. Aqui estão algumas das mais populares:

Python:

Python é uma das linguagens de programação mais populares para desenvolvimento de IA. Ela possui uma ampla variedade de bibliotecas e frameworks, como TensorFlow, Keras e PyTorch, que permitem criar e treinar modelos de aprendizado de máquina de forma eficiente.

R:

R é uma linguagem de programação amplamente utilizada em estatística e análise de dados. Ela possui uma grande quantidade de pacotes especializados em aprendizado de máquina e visualização de dados, tornando-a uma escolha popular entre os engenheiros de IA.

TensorFlow:

TensorFlow é uma biblioteca de software de código aberto desenvolvida pelo Google para criar e treinar modelos de aprendizado de máquina. Ele oferece uma ampla gama de ferramentas e recursos para desenvolver soluções de IA escaláveis e eficientes.

PyTorch:

PyTorch é uma biblioteca de aprendizado de máquina de código aberto que oferece uma interface flexível e fácil de usar para desenvolver modelos de IA. Ele é amplamente utilizado em pesquisa e desenvolvimento de IA devido à sua capacidade de construir e treinar modelos de forma rápida e eficiente.

Scikit-learn:

Scikit-learn é uma biblioteca de aprendizado de máquina em Python que fornece uma ampla gama de algoritmos de aprendizado de máquina, além de ferramentas para pré-processamento de dados e avaliação de modelos. É uma escolha popular para iniciantes em IA devido à sua facilidade de uso e documentação abrangente.

Desafios e tendências em Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial enfrenta uma série de desafios e também está em constante evolução com novas tendências. Aqui estão alguns dos principais desafios e tendências na área de IA:

  • A IA levanta questões éticas e de privacidade, especialmente quando se trata de coleta e uso de dados pessoais.
  • Os modelos de IA podem ser complexos e difíceis de interpretar. E a interpretabilidade dos modelos é um campo de pesquisa ativo, com o objetivo de tornar os modelos de IA mais compreensíveis para os humanos.
  • A IA precisa evoluir mais suas capacidades de aprendizado contínuo, permitindo que os modelos se adaptem e melhorem com o tempo. Isso inclui técnicas como aprendizado incremental, transferência de aprendizado e aprendizado por reforço contínuo.

IA Explicável:

A IA explicável é uma tendência crescente na área de IA. A capacidade de explicar as decisões tomadas por um modelo de IA é essencial para garantir a confiança e compreensão dos usuários. Essa área de pesquisa visa desenvolver métodos e técnicas que tornem os modelos de IA mais transparentes e explicáveis.

IA em Edge Computing:

Edge computing refere-se à capacidade de realizar processamento de dados e análise em dispositivos próximos à fonte de dados, em vez de enviá-los para a nuvem. A IA em edge computing permite que dispositivos inteligentes, como smartphones e sensores, tomem decisões em tempo real sem depender de uma conexão constante com a nuvem.

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Salário médio de um engenheiro de IA

O salário de um engenheiro de IA pode variar dependendo de vários fatores, como localização, experiência e nível de habilidade. No entanto, a área de IA é conhecida por oferecer salários competitivos em comparação com outras áreas de tecnologia.

De acordo com o Glassdoor, a média salarial de um engenheiro de Inteligência Artificial (IA) no Brasil é de R$ 5.995, em agosto de 2024. Mas esse valor pode variar bastante, a depender da experiência e das habilidades do profissional.

Por exemplo, aquele mais experiente e com habilidades especiais pode ganhar mais de R$ 20.000 por mês (dados de 2024). Já a remuneração de um engenheiro de machine learning pode variar entre R$ 7.831 e R$ 74.400, com uma média de R$ 8.671. Por fim, um desenvolvedor de IA pode ganhar entre R$ 3.000 e R$ 6.000 por mês.

É importante notar que a demanda por engenheiros de IA está crescendo rapidamente, o que pode levar a um aumento nos salários devido à oferta limitada de profissionais qualificados. É uma carreira promissora em termos de crescimento profissional e remuneração.

Veja Também: Como se Tornar um Engenheiro de Inteligência Artificial?


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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

A mecatrônica e o controle e automação são áreas da engenharia que lidam com sistemas automatizados. Embora possam parecer semelhantes à primeira vista, essas áreas têm diferenças significativas em termos de foco e aplicação.

A mecatrônica combina elementos de mecânica, eletrônica e engenharia de controle para criar sistemas inteligentes e automatizados; é uma disciplina interdisciplinar que envolve o projeto, desenvolvimento e manutenção de máquinas e sistemas complexos. Por outro lado, o controle e automação concentra-se mais especificamente na gestão e desenvolvimento de sistemas automatizados.

No artigo a seguir, do Engenharia 360, confira essas diferenças com mais detalhes para ajudá-lo a tomar uma decisão informada sobre qual caminho seguir.

O campo da mecatrônica

Os profissionais de mecatrônica são responsáveis por projetar, desenvolver e manter sistemas automatizados complexos. Eles trabalham com uma variedade de dispositivos, desde robôs industriais até sistemas de automação residencial.

diferença entre Mecatrônica e Controle e Automação
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Um dos aspectos-chave da mecatrônica é a integração de componentes mecânicos, eletrônicos e de software para criar sistemas que possam realizar tarefas de forma autônoma. Isso envolve o uso de sensores, atuadores, controladores e algoritmos de controle para garantir que os sistemas mecatrônicos funcionem corretamente.

Campo de atuação do controle e automação

O controle e automação é uma disciplina que se concentra na gestão e desenvolvimento de sistemas automatizados. Os profissionais dessa área estão envolvidos no projeto e implementação de sistemas de controle que permitem operar e regular dispositivos e processos de forma automatizada.

Um dos principais objetivos do controle e automação é otimizar a eficiência e a produtividade dos sistemas automatizados. Isso envolve o desenvolvimento de algoritmos de controle, sistemas de supervisão e tecnologias que permitem monitorar e regular o desempenho dos sistemas em tempo real

Diferenças entre mecatrônica e controle e automação

Em termos de habilidades necessárias, os profissionais de mecatrônica precisam ter conhecimentos sólidos em mecânica, eletrônica, controle e programação. Eles também devem ter habilidades de resolução de problemas e pensamento criativo para lidar com os desafios de projetar sistemas automatizados complexos.

Já os profissionais de controle e automação devem ter habilidades em programação, algoritmos de controle, sistemas de supervisão e tecnologias de automação. Eles precisam entender os princípios de controle e ser capazes de projetar sistemas que melhorem a eficiência e a produtividade dos processos automatizados.

diferença entre Mecatrônica e Controle e Automação
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A escolha entre mecatrônica e controle e automação depende de seus interesses, habilidades e objetivos de carreira. Ambas as áreas oferecem oportunidades emocionantes e desafiadoras, mas é importante considerar o tipo de trabalho que você gostaria de realizar e o setor em que deseja trabalhar.

Cursos e formação acadêmica em mecatrônica e controle e automação

Para seguir uma carreira em mecatrônica ou controle e automação, é importante obter uma formação acadêmica sólida nessas áreas. Existem cursos de graduação e pós-graduação disponíveis em instituições de ensino em todo o país.

No campo da mecatrônica, é comum encontrar cursos de graduação em engenharia mecatrônica ou engenharia de controle e automação. Esses cursos geralmente oferecem uma combinação de disciplinas em mecânica, eletrônica, controle e programação, preparando os alunos para projetar e desenvolver sistemas automatizados complexos.

Para aqueles interessados em controle e automação, os cursos de graduação em engenharia elétrica ou engenharia de controle e automação são opções populares. Esses cursos cobrem disciplinas como eletrônica, controle, programação e sistemas de supervisão, fornecendo aos alunos as habilidades necessárias para projetar e implementar sistemas de controle automatizados.

Além dos cursos de graduação, existem também programas de pós-graduação em mecatrônica e controle e automação. Esses programas oferecem a oportunidade de aprofundar os conhecimentos nessas áreas e realizar pesquisas avançadas em tópicos relacionados à automação e controle.

Mercado de trabalho para profissionais de mecatrônica e controle e automação

O mercado de trabalho para profissionais de mecatrônica e controle e automação é promissor, com uma demanda crescente por especialistas nessas áreas. Empresas de diversos setores estão buscando automatizar processos e melhorar a eficiência de suas operações, o que cria oportunidades para profissionais qualificados.

Os profissionais de mecatrônica podem encontrar oportunidades em uma ampla variedade de setores, incluindo manufatura, automação industrial, robótica, eletrônica e automação residencial. Eles podem trabalhar em equipes multidisciplinares, colaborando com engenheiros mecânicos, eletricistas e de software para desenvolver soluções inovadoras.

diferença entre Mecatrônica e Controle e Automação
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Já os profissionais de controle e automação podem encontrar oportunidades em diversos setores, incluindo indústria, energia, transporte e infraestrutura. Eles trabalham em equipe com engenheiros elétricos, eletrônicos e de software para projetar e implementar sistemas de automação que melhorem a eficiência dos processos e reduzam os custos operacionais.

diferença entre Mecatrônica e Controle e Automação
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Salário médio para profissionais de mecatrônica e controle e automação

A remuneração para profissionais de mecatrônica e controle e automação varia dependendo do nível de experiência, setor de atuação e localização geográfica. No entanto, em geral, essas áreas oferecem salários competitivos e boas perspectivas de crescimento profissional.

De acordo com pesquisas salariais (dados de 2024), o salário de um engenheiro mecatrônico pode variar de acordo com a área de atuação, por exemplo, na automação industrial pode ser de R$ 6.000 a R$ 10.000, na indústria automobilística de R$ 8.000 a R$ 14.000, na robótica de R$ 9.000 a R$ 15.000, e na indústria aeronáutica de R$ 11.000 a R$ 20.000.

Já para um engenheiro de controle e automação, o salário inicial de um engenheiro de controle e automação é de R$ 5.485,00, podendo chegar a R$ 9.061,00, com uma média salarial de R$ 7.671,00.

Perspectivas futuras para mecatrônica e controle e automação

As perspectivas futuras para profissionais de mecatrônica e controle e automação são promissoras. Com a crescente demanda por automação e sistemas inteligentes, essas áreas devem continuar a oferecer boas oportunidades de carreira.

A automação está se tornando cada vez mais presente em diversos setores, desde a indústria até a área de saúde e serviços. Isso significa que a demanda por profissionais qualificados em mecatrônica e controle e automação continuará a crescer.

Além disso, os avanços tecnológicos, como a Internet das Coisas (IoT) e a Inteligência Artificial (IA), estão impulsionando o desenvolvimento de sistemas automatizados mais avançados e inteligentes. Isso cria novas oportunidades para profissionais que possuem habilidades em mecatrônica e controle e automação.

diferença entre Mecatrônica e Controle e Automação
Imagem gerada em IA de Freepik

Portanto, se você está considerando uma carreira em engenharia e tem interesse em automação, tanto a mecatrônica quanto o controle e automação são opções promissoras. Ambas as áreas oferecem oportunidades emocionantes e desafiadoras, com boas perspectivas de crescimento profissional no futuro.


Fontes: Guia do Estudante.

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Engenharia 360

Eduardo Mikail

Engenheiro Civil e empresário. Fundador da Mikail Engenharia, e do portal Engenharia360.com, um dos pioneiros e o maior site de engenharia independente no Brasil. É formado também em Administração com especialização em Marketing pela ESPM. Acredita que o conhecimento é a maior riqueza do ser humano.