A revolução da tecnologia esportiva está prestes a chegar até você! Imagine poder criar, no conforto da sua casa, um tênis esportivo totalmente sob medida para os seus pés e isso usando apenas seu smartphone e uma impressora 3D. Esqueça a busca interminável pelo modelo perfeito, na numeração exata, com o conforto ideal e um design que combine com seu estilo. Parece algo saído de um filme de ficção científica, mas essa inovação está cada vez mais próxima da nossa realidade.

Com o avanço da Inteligência Artificial, da digitalização 3D e da impressão 3D, o universo dos calçados esportivos está prestes a passar por uma transformação sem precedentes. Aquilo que antes era um segredo tecnológico restrito às grandes indústrias, em breve estará acessível a qualquer pessoa, seja em casa ou em pequenos centros de fabricação local.

Na prática, isso significa que os consumidores poderão projetar seus próprios calçados, feitos sob medida, unindo conforto, desempenho, personalização e sustentabilidade – tudo isso sem depender dos modelos padronizados da produção em massa. Descubra mais sobre essa inovação no artigo a seguir, do Engenharia 360!

O tênis esportivo que sai de uma impressora

O Stride 2, por exemplo, é um modelo de tênis esportivo desenvolvido especialmente para ser impresso em 3D. Seu design foi projetado para ajudar as pessoas a se locomoverem melhor, caminhando, correndo ou superando seus limites ao praticar esportes intensos. É claro que seu grande diferencial está na personalização.

tênis Stride 2
Imagem reproduzida de Fitasy
tênis Stride 2
Imagem reproduzida de Fitasy
tênis Stride 2
Imagem reproduzida de Fitasy

A proposta é utilizar um escaneamento 3D dos pés, feito diretamente pelo smartphone, para coletar o máximo de informações (levando em conta assimetrias entre um pé e outro – algo mais comum do que imaginamos) e, assim, personalizar o tênis de forma que ele se ajuste perfeitamente, proporcionando um encaixe preciso e muito mais conforto. O modelo final deve ser leve e oferecer alta responsividade, ou seja, ajudar a otimizar cada movimento, seja no treino, na recuperação de uma lesão ou nas atividades normais do dia a dia.

Como a inteligência está ajudando na personalização do tênis

Já citamos algumas vezes aqui em nosso portal sobre como a tecnologia de Inteligência Artificial está contribuindo para esclarecer algumas questões e incentivar os clientes a tomarem uma decisão mais acertada baseada em dados. Comprar uma roupa ou um calçado é sempre uma tarefa difícil. Isso acaba se revertendo quando, mesmo na distância, podemos entender como a peça ficará no nosso corpo. Ainda bem que temos hoje tecnologias como de realidade virtual e aumentada que podem ser associadas com aplicativos e outros acessórios para visualização de produtos em smartphones e até headsets.

Outra coisa que incomoda os consumidores, mais do que não poder ver os produtos ao vivo – quando se trata de compras online -, é não encontrar opções – mesmo em lojas físicas – que se encaixem perfeitamente aos seus corpos. Lembrando que os pés de uma pessoa podem ter tamanhos diferentes! Pensando nisso, a empresa americana Fitasy resolveu trazer para o mercado a IA junto da impressão 3D para criar calçados totalmente personalizados.

Então, os dados coletados pelo usuário via câmera do celular são transmitidos via aplicativo, encaminhados para o servidor da empresa, onde um sistema de inteligência analisa as informações, incluindo detalhes anatômicos (como curvatura, largura, altura e até deformações, como joanetes ou pés chatos). Depois disso, é desenvolvido um modelo digital ideal. No futuro, o mesmo poderá ser repassado para o cliente e o tênis pode ser então fabricado através de uma simples impressora 3D utilizando termoplástico, um material leve e resistente.

tênis Stride 2
Imagem reproduzida de Fitasy

Na prática, quer dizer que a pessoa compraria um projeto de design de tênis que não só se adaptaria perfeitamente à sua anatomia, mas que também incorporaria tecnologias específicas para melhorar sua performance esportiva e prevenir lesões.

Razões para comprar um design de tênis 3D

  • Ajuste perfeito ao formato dos pés
  • Adaptação para necessidades ortopédicas
  • Perspectiva de produção sustentável e com menos desperdício
  • Mais conforto, leveza e desempenho
  • Produção rápida e sob demanda
  • Design inovador e tecnológico
  • Suporte para correções ortopédicas

A Fitasy deve disponibilizar em breve no mercado modelos de tênis esportivos e casuais impressos em 3D prontos em todos os tamanhos padrões. Os preços – já contando com a impressão e entrega por parte da empresa – devem variar em torno de 85 euros para calçados casuais e até 315 euros para tênis esportivos personalizados. Será que vale a pena? Bem, talvez, pensando naqueles que desejam uma experiência completa, com o escaneamento 3D e design assistido por IA. A previsão é de que os modelos comecem a ser criados e entregues a partir do segundo trimestre de 2025, inclusive para os brasileiros.

Perspectivas para o futuro da tecnologia esportiva

Atualmente, temos visto uma popularização das impressoras 3D domésticas e um avanço das ferramentas de Inteligência Artificial. Então, é possível que em breve qualquer pessoa possa ter seu próprio laboratório de fabricação de calçados em casa. Isso talvez leve à democratização do acesso a produtos de alta tecnologia e também à transformação do conceito de consumo, que passaria a ser mais sustentável e personalizado. Essa é a visão mais otimista que podemos dar para o futuro da tecnologia esportiva!

Tal revolução impacta várias áreas da engenharia: o desenvolvimento de novos materiais na Engenharia de Materiais, o aprimoramento das impressoras na Engenharia Mecânica, a transformação da produção na Engenharia de Produção e soluções personalizadas na Engenharia Biomédica.

Hoje, essas impressoras domésticas já conseguem produzir peças em plástico, resina e até alguns materiais compostos. Contudo, ainda é necessário que a indústria adapte os materiais específicos utilizados nos calçados, como os termoplásticos de alta resistência, para o uso doméstico. Também é preciso que os softwares desenvolvidos para esse setor sejam mais intuitivos e baseados em IA, permitindo que qualquer pessoa faça o escaneamento 3D com o celular. Pelo menos, empresas como Fitasy mostram que o modelo de fabricação descentralizada é totalmente viável!

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Moonwalkers X: Uma nova era na mobilidade humana

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Fontes: Fitasy.

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Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Durante o mês de maio de 2025, uma notícia já antiga voltou às redes sociais e resgatou a polêmica do assento vertical na aviação comercial. Muitos questionam: qual a razão por trás disso? Seria a busca por reduzir custos e aumentar a capacidade de passageiros em aviões? Bem, certamente! Contudo, ainda podemos admirar este caso da Indústria Aeronáutica; é sempre bom ver a engenharia pensar um pouco fora da caixa – neste caso, fora do assento tradicional.

Estamos falando do conceito inovador e controverso Skyrider 2.0, apresentado pela empresa italiana Aviointeriors, especializada no design de interiores para aeronaves. Trata-se de um assento que permitiria aos passageiros viajarem praticamente em pé, com apoio para pernas, braços e costas, mas sem a possibilidade de sentar-se confortavelmente.

O que parecia apenas um conceito, depois um experimento distante, já está próximo de ser implementado em voos de curta distância, principalmente por companhias aéreas low cost na Europa. Confira mais sobre essa história no artigo a seguir, do Engenharia 360!

Aspectos técnicos e de engenharia do Skyrider 2.0

A ideia do Skyrider surgiu ainda nos anos de 2010 como protótipo, retornando agora na versão 2.0 com melhorias, prometendo aumentar a capacidade dos aviões em até 20%, sem alterar o tamanho das aeronaves. A proposta nasceu da necessidade de reduzir custos operacionais de companhias que voam na Europa e América Latina, tendo o modelo número um apresentado na Feira Aircraft Interior Expo, realizada em Hamburgo, na Alemanha.

Em princípio, a intenção é utilizar esses assentos, muito mais leves (50% menos que os convencionais), que ocupam muito menos espaço e têm menor custo de manutenção. Para os passageiros, a única vantagem é que isso também reduziria o valor das passagens.

Skyrider 2.0
Imagem Twitter @thatjon via El País

É claro que, do ponto de vista da engenharia, o Skyrider 2.0 representa uma grande inovação, mas um baita desafio. Afinal, como ficaria o cálculo de peso e combustível das aeronaves? Será que o design seria ergonômico o suficiente para suportar o passageiro em posição vertical? Quais soluções extras precisariam ser desenvolvidas pela engenharia para adaptar tal ideia àquilo que já está em funcionamento? São várias incógnitas!

Funcionamento do assento vertical Skyrider 2.0

Talvez faça mais sentido para você se, antes de tudo, nós esclarecermos que o Skyrider 2.0 teve seu design inspirado no formato de selas de equitação, com base estreita e rígida. Os passageiros ficariam numa posição semirreta, levemente inclinados para frente, afivelados parcialmente no assento com cintos de segurança. A distância entre as poltronas seria realmente bastante reduzida, algo como 58 cm – significativamente menor que os 71 cm tradicionais em aeronaves como Airbus 321, utilizados por companhias como a Latam.

Skyrider 2.0
Imagem reprodução X via GQ – Globo
Skyrider 2.0
Imagem Twitter @thatjon via El País 2

Até onde se sabe, esse assento seria acolchoado, com um desenho de inclinação próprio para ajustar o passageiro em postura estável durante o voo. A estrutura lateral que prenderia essa poltrona ao teto também ajudaria a distribuir a carga e a garantir a segurança em caso de turbulências. 

Segundo a Aviointeriors, nenhuma norma vigente seria descumprida e qualquer desconforto seria minimizado pela curta exposição, já que o uso do modelo seria limitado apenas para voos de curta duração.

Vantagens para passageiros e companhias aéreas

Talvez, com a utilização do Skyrider 2.0, seja possível aumentar a densidade de passageiros em um voo sem aumentar o tamanho da aeronave. A perspectiva é uma nova configuração que possa acomodar até 20% mais passageiros, o que significaria um aumento considerável na receita das companhias aéreas –  por exemplo, um Airbus 321, que normalmente transporta 240 pessoas, levaria até 288. Sem contar que a redução do peso dos acentos impactaria diretamente no consumo de combustível, o que, como já comentamos antes, resultaria em passagens mais baratas para os consumidores. 

Agora, diga aí: até onde será que estamos dispostos a abrir mão do conforto para pagar passagens aéreas mais baratas? Apesar de os assentos Skyrider 2.0 serem descritos como “confortáveis” por alguns engenheiros da Aviointeriors, aqueles que já testaram protótipos garantem que a experiência não é tão positiva assim. Especialistas em ergonomia questionam a viabilidade de um assento que compromete o conforto físico e emocional durante voos.

O que não se sabe:

  • Como seria feita a evacuação em caso de emergência com tantos passageiros tão próximos?
  • Onde os passageiros poderiam armazenar mochilas e bolsas com menos espaço disponível?
  • O desconforto, como joelhos encostando no banco da frente, seria suportável durante o voo?
  • Ficar em pé ou quase em pé por duas ou três horas pode causar dores e problemas circulatórios?
  • A proximidade dos assentos e a posição vertical comprometem a segurança em emergências?
  • Esse tipo de assento pode aumentar a desigualdade de conforto dentro da mesma aeronave?

O futuro das viagens aéreas com assentos verticais

A empresa Aviointeriors realmente acredita que o Skyrider 2.0 será a próxima fronteira para passagens aéreas de baixo custo, democratizando o acesso ao transporte aéreo. Mas será mesmo? 

É difícil responder essa pergunta. Recentemente, uma pesquisa realizada revelou que 42% dos entrevistados aceitavam voar dessa maneira em troca de uma redução no valor da passagem. Isso demonstra que, a depender da situação, as pessoas estão dispostas a colocar o custo-benefício acima do conforto. Realmente, podemos considerar que estamos diante do início de uma nova era na aviação comercial; uma era em que menos espaço e mais pessoas definem um novo padrão da classe econômica.

Fato é que o custo dos combustíveis está cada vez mais alto, ainda há as questões ambientais e econômicas em jogo, sem contar o aumento do preço das operações das companhias e a demanda por viagens econômicas. Caso a ideia do assento vertical seja aprovada pelas autoridades aeronáuticas, será que as companhias vão se importar com o aceite ou recusa do público em geral? Fica a reflexão!

Veja Também: Assentos em aviões de 2 andares


Fontes: VEJA, El País, IstoÉ Dinheiro, InfoMoney.

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Você é engenheiro ou estagiário, estudante de engenharia, e ainda não domina o Excel? Olha, então você está muito por fora do que é preciso para estar bem colocado no mercado de trabalho. Saiba que esse software da Microsoft deixou há muito tempo de ser apenas uma ferramenta de contabilidade. Na verdade, hoje ele é essencial para qualquer modalidade profissional, inclusive de engenharia. 

E não estamos falando de preencher células ou somar números, mas sim de automatizar processos, criar dashboards inteligentes, moldar tabelas dinâmicas complexas, programar macros em VBA, integrar dados, controlar custos, gerenciar cronogramas e muito mais.

Então diga aí: está afim de se destacar do mercado, aumentar seu salário, melhorar seu currículo e ganhar mais confiança nas suas entregas? Então, descubra o curso perfeito para dominar essa ferramenta poderosa que é o Excel!

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Imagem de rawpixel.com em Freepik

Por que os engenheiros devem aprender Excel?

Você sabia que hoje mais de 90% das empresas brasileiras utilizam o Excel em seus processos internos? Aliás, na engenharia esse número é praticamente 100%. Seja para controle de materiais, cálculos estruturais, análise de custos, gestão de obras, planejamento de projetos ou mesmo para apresentações técnicas, o Excel é sempre muito requisitado. 

Agora imagine que o seu chefe lhe pede para fazer uma análise rápida de custos ou organizar dados de um projeto. Você conseguiria se virar bem ou ficaria perdido? Pense em quantas horas você já perdeu digitando manualmente informações que poderiam ser automatizadas, como com uma fórmula ou macro? E mais ainda, quantas oportunidades de emprego ou promoções já perdeu por não saber extrair relatórios completos e profissionais a partir de uma base de dados?

excel
Imagem divulgação Excel

Temos uma dica incrível para você: a parceira do Engenharia 360, a Tesla Treinamentos, oferece um curso completo de Excel para você aprender do básico ao avançado de uma vez e alcançar um nível profissional e altamente valorizado no mercado.

Para quem é este curso?

Este curso foi criado especificamente para:

  • Estudantes de engenharia que querem sair na frente dos colegas.
  • Profissionais atuantes que buscam atualização e diferenciação.
  • Engenheiros que estão em busca de recolocação no mercado.
  • Empreendedores e autônomos que querem otimizar seus processos.
  • Profissionais liberais que lidam com controle financeiro, orçamentos e gestão de projetos.
  • Pessoas que nunca usaram o Excel e têm medo de começar.

Se você deseja…

  • Obter um currículo competitivo, impressionando os seus recrutadores e garantindo as melhores vagas de trabalho.
  • Ter o melhor salário, conseguindo negociar sua remuneração com mais confiança.
  • Se diferenciar dos candidatos concorrentes e ser o profissional que as empresas disputam.
  • Aumentar a produtividade do seu trabalho.

Diferenciais que fazem esse curso ser a melhor escolha para você

Queremos muito que você aproveite este curso da Tesla Treinamentos. Ele foi desenvolvido com o método simples, eficaz e focado em resultados reais para o mercado da engenharia. Todo o material é atualizado e produzido para um aprendizado 100% online, com aulas gravadas (disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana) para você estudar onde e quando quiser, inclusive pelo aplicativo para Android e iOS. 

Que tal aproveitar aquele tempo livre na sua casa, escritório ou até mesmo no intervalo do trabalho? E se tiver dúvidas, não se preocupe! A equipe da Tesla Treinamentos é composta por especialistas que realmente entendem do assunto e vivem a realidade da engenharia.

E o melhor: você não precisa pagar pelo software para!

Sim, os alunos da Tesla Treinamentos não precisarão se preocupar em pagar a mensalidade do software. Durante as aulas, você tem acesso ao programa sem nenhum custo adicional. Esse é o método de ensino mais realista e aplicável ao dia a dia profissional!

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Imagem de Freepik

O que você vai aprender no curso?

O curso da Tesla Treinamentos oferece uma imersão completa no Excel, desde conceitos básicos até automação. Aprenda funções, fórmulas, gráficos, tratamento de dados, validação, tabelas dinâmicas, suplementos, macros e VBA. No final, domine também a criação de dashboards dinâmicos e profissionais.

O objetivo é que, no final deste treinamento, você esteja capacitado para criar, gerenciar, formatar, calcular em qualquer planilha dentro do software Excel.

Além do conteúdo principal, você ganha bônus exclusivos:

  • Curso de Apresentações Incríveis no PowerPoint (15h)
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  • Curso de Oratória para Engenheiros (15h)
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Todos com certificado reconhecido e válido para seu currículo!

Como se inscrever e começar agora mesmo?

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Veja Também: Excel na Engenharia: Por Que é Indispensável?


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Nos últimos anos, cresceu o número de construções de parques eólicos offshore ao redor do mundo –  que são aquelas estações de geração de energia localizadas no meio do mar, onde os ventos são mais constantes e intensos. Ao mesmo tempo, cientistas, governos e investidores de negócios também começaram a observar o surgimento de um fenômeno bastante curioso, o que eles apelidaram de “roubo de vento”. Antes que você possa imaginar que trata de um crime, esclarecemos que isso tem mais a ver com o efeito físico conhecido como efeito esteira.

Acontece que o roubo de vento pode causar um impacto desastroso no planejamento e eficiência dos sistemas de energia eólica global. Esclarecemos melhor o assunto no artigo a seguir, no Engenharia 360!

O que é roubo de vento?

Atualmente, a engenharia está correndo contra o tempo para realizar a descarbonização do setor energético global. É claro que isso tem impulsionado mais o crescimento acelerado da energia eólica offshore. Porém, alguns parques eólicos vêm sendo afetados pelo chamado roubo de vento. Na prática, tem a ver com o fato dessa extração de energia cinética do vento pelas turbinas afetar, de algum modo, outros parques localizados na mesma direção do fluxo de vento. Isso reduz a velocidade das turbinas, criando o que os cientistas chamam de efeito esteira.

A saber, um rastro como esse de vento pode se estender por dezenas de quilômetros ou até chegar a 100 km de distância, a depender da densidade e do tamanho do parque eólico. E se o outro parque concorrente estiver localizado a favor do vento, o primeiro sofre uma redução significativa de eficiência. Inclusive, pesquisas indicam perdas de até 10% ou mais na produção de energia.

Resumindo, quando dois ou mais parques estão posicionados de forma que suas esteiras se sobrepõem, o resultado é uma redução acumulativa na produção total de energia.

energia eólica - roub de vento
Imagem reproduzida de Wind-Turbine and Wind-Farm Flows A Review via USP
energia eólica - roub de vento
Imagem reproduzida de Port´e-Agel via SBA – Sociedade Brasileira de Automática

Como ocorre o efeito esteira e quais as suas consequências?

Efeito esteira é quando turbinas eólicas retiram energia do vento ao girarem, criando uma região atrás delas onde o ar move-se com menor velocidade e maior turbulência. 

Já reparou, ao observar um parque eólico, que as torres eólicas não ficam uma em frente à outra, mas sim em posições intercaladas? Também já reparou que essas torres são voltadas para um determinado sentido, na direção do vento predominante? Então, um segundo parque eólico precisaria estar mais distante do primeiro, para não sofrer perdas significativas em sua geração de energia. Mas, especialmente na região entre Reino Unido e países nórdicos, os projetos vêm sendo implantados muito próximos uns aos outros, dada a pressão por atingir metas climáticas ambiciosas.

Nessa região, entre o mar do Norte e o mar Báltico são instaladas turbinas modernas e gigantes, com paz que ultrapassam os 100 metros, criando rastros mais longos e impactantes. O que acontece quando um parque cheio dessas torres está muito próximo do outro é que toda a zona de vento fica enfraquecida – aí está o problema, como bem sabemos a energia eólica é literalmente extraída do vento. A consequência é a menor produção de energia, a diminuição do retorno financeiro dos projetos e o comprometimento da estabilidade da rede energética.

energia eólica - roub de vento
Imagem de Enrique em Pexels

Por que o roubo de vento preocupa os governos?

A situação dos roubos de vento está tão crítica em algumas partes do mundo que já virou motivo para disputas legais e diplomáticas. Podemos citar o governo norueguês, que vem questionando o regulamento dos direitos de uso de áreas marítimas para geração de energia por concessões. Também os casos de disputas judiciais entre operadores de parques eólicos no Reino Unido, Dinamarca, Holanda e mais por conta de ocorrências de efeito e esteira. 

Do ponto de vista da engenharia, o efeito esteira representa hoje um obstáculo significativo para a maximização da capacidade instalada de geração eólica. Acontece que, em determinado momento, nos comprometemos como comunidade a atingir as emissões zero e, diante disso, vários governos optaram por investir ao máximo em sua capacidade eólica offshore. A perspectiva era de que, até 2030, já tivéssemos o triplo da capacidade que temos agora. No entanto, o espaço marítimo é limitado e o risco de interferências entre parques é considerável.

O único jeito de evitar esse tipo de problema é a engenharia realizar antes simulações mais precisas, detalhar modelos atmosféricos avançados e desenvolver estratégias de posicionamento inteligentes.

Infelizmente, como bem sabemos, às vezes, na pressa de cumprir uma promessa, o ser humano age com desrespeito às boas práticas de planejamento, colocando em risco a proteção ambiental e a viabilidade financeira dos empreendimentos.

energia eólica - roub de vento
Imagem de Kindel Media em Pexels

Como a engenharia pode evitar o colapso energético renovável?

É claro que a engenharia pode desempenhar um papel crucial na mitigação dos efeitos do roubo de vento, que tanto vem afetando a eficiência dos parques eólicos e, consequentemente, levando ao colapso energético renovável. Podemos citar algumas ideias:

  • Aprimoramento das simulações atmosféricas que possam ajudar a prever e otimizar o impacto das esteiras desde a fase de planejamento dos projetos de parques eólicos. Como exemplo, os modelos desenvolvidos pela Universidade de Manchester e Universidade de Tecnologia de Delfi. 
  • Criação de regulamentações mais claras sobre o uso compartilhado do recurso eólico, semelhantes às normas para recursos como pesca em águas internacionais, garantindo uma utilização sustentável e equitativa.
  • Inovação no design de turbinas com controle dinâmico de orientação e ajuste de pitch, que ajudam a minimizar a formação de esteiras ou a redirecioná-las, aumentando eficiência operacional dos parques.
  • Lançamento de novas tecnologias avançadas de simulação climática em alta resolução para prever com precisão os impactos de novos projetos sobre os parques eólicos existentes, facilitando o planejamento de expansões futuras.

Claro que todas essas abordagens de engenharia podem garantir a sustentabilidade e a estabilidade dos sistemas energéticos renováveis frente aos desafios ambientais e operacionais complexos. Porém, nada disso adiantará se não houver cooperação internacional no planejamento dos parques eólicos, evitando que turbinas posicionadas muito próximas uma das outras aumentem um efeito esteira, comprometendo a eficiência energética.

Veja Também: Energia Eólica: Impactos Ambientais Desconhecidos


Fontes: BBC, Tempo – METEORED.

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Em 1925, na cidade de Nashville, nos Estados Unidos, nasceu uma jovem que iria transformar a história da ciência. Nancy Grace Roman demonstrou desde cedo uma intensa fascinação pelo universo. Com cerca de 10 anos, ela já estudava corpos celestes. E, em 1949, concluiu seu doutorado em Astronomia pela Universidade de Chicago. Depois disso, começou a se valer da engenharia para exploração do cosmos. E até chegou a liderar a criação do primeiro maior telescópio espacial, o Telescópio Hubble. Confira mais sobre a sua história no artigo a seguir, do Engenharia 360!

Desafios acadêmicos e primeiros passos na ciência

Nancy era uma jovem de muito talento para a ciência. Seu chefe no departamento de física de Swarthmore College a convenceu de que poderia seguir uma carreira na física; ele até alertou de que a sociedade raramente incentivava mulheres, mas que ela talvez conseguisse. A jovem acabou seguindo carreira na sua área de formação, astronomia, trabalhando no Observatório de Yerkes, onde se destacou em pesquisas sobre a composição e o movimento das estrelas. 

Vale destacar que, nesse tempo, Nancy descobriu que as estrelas compostas sobretudo por hidrogênio e hélio se movimentavam mais rapidamente do que aquelas com elementos mais pesados.

Nancy Grace Roman
Imagem de NASA/ESA em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Telesc%C3%B3pio_Espacial_
Nancy_Grace_Roman#/media/Ficheiro:Nancy_Roman_Hubblecast.jpg

Ingresso na Agência Espacial

Percebendo que poderia não avançar no mercado de trabalho, a cientista tomou a difícil decisão de imigrar para o ambiente militar de pesquisa, aceitando um cargo no Laboratório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos. Por lá, ela liderou a sessão de espectroscopia de micro-ondas e mergulhou nos estudos de radioastronomia, que era um campo bastante emergente na época. Ainda na década de 1950, foi convidada a integrar a recém-formada Agência Espacial. Assim sendo, acabou como a primeira mulher a ocupar um cargo executivo na NASA.

Nancy foi pioneira na concepção e execução de programas de observação espacial dentro da agência. Por meio de suas pesquisas, ela concluiu que a atmosfera terrestre bloqueia grande parte das radiações do universo e que isso limita o alcance dos telescópios; por isso, era preciso criar instrumentos capazes de operar melhor fora da Terra. Com foco nessa conclusão e sob a supervisão de Roman, entre 1966 e 1972, foram lançados quatro Observatórios Astronômicos Orbitais. Dois tiveram êxito e abriram caminho para um projeto ainda mais ambicioso: o Telescópio Espacial Hubble.

Telescópio Hubble
Imagem de NASA em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Telesc%C3%B3pio_Espacial_Nancy_Grace_Roman#/media/
Ficheiro:WFIRST_spacecraft_model.png

A saber, Nancy também foi responsável por projetos como International Ultraviolet Explorer e o Cosmic Background Explorer.

O nascimento do projeto do Telescópio Hubble

Enquanto estava na NASA, Nancy formou uma poderosa equipe de engenheiros e astrônomos – mais tarde chefiados por Ed Weiler – para idealizar um telescópio espacial robusto e duradouro. Claro que não foi fácil convencer a própria agência, o congresso americano e a comunidade científica de que valia a pena investir em um projeto tão caro. Mas ela provou que a empreitada valia a pena – sua habilidade de comunicação foi fundamental, sem dúvidas -, permitindo a observação sem precedentes de galáxias distantes, nebulosas e até da expansão acelerada do universo.

Então, se hoje sabemos pouco sobre a energia escura, tem tudo a ver com o Telescópio Hubble e o trabalho de Nancy Grace Roman.

Telescópio Hubble
Imagem reproduzida de NASA

O impacto de Nancy Grace Roman na história da engenharia

Antes de Nancy Grace Roma e o Telescópio Hubble, os astrônomos dependiam de balões, foguetes e aviões para obter dados do espaço. O projeto do novo telescópio incentivou a criação de soluções inovadoras para desafios inéditos. Lembrando que os cientistas precisavam de um equipamento capaz de operar no vácuo do espaço, resistir à radiação, manter precisão óptica extrema e transmitir dados a milhares de quilômetros do planeta Terra. Além disso, a cientista também articulou as necessidades dos astrônomos e traduziu essas demandas em requisitos técnicos para os engenheiros.

Nancy Grace Roman
Imagem de NASA Hubble Space Telescope em Wikipédia – https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Nancy_Grace_Roman_with_Scale_
Model_of_Hubble_%2827257304197%29.jpg

Sob a liderança da cientista, foram investigados novos materiais. Também foram apresentadas inovações em mecânica de precisão, controle térmico, sistemas de alimentação elétrica e comunicação de dados. Sem contar que nasceram tecnologias que hoje são padrão em missões espaciais, como sistemas de controle de orientação, estruturas resistentes a temperaturas extremas e espelhos de alta performance. Assim, o mundo testemunhou um grande avanço no setor aeroespacial como um todo!

O legado para as mulheres na engenharia e na ciência

Nancy Grace Roman se aposentou da NASA no ano de 1979, mas continuou influente na comunidade científica mesmo após o seu falecimento em 2018. Ela mostrou que é possível unir paixão pela ciência, habilidade técnica e capacidade de gestão para transformar sonhos em realidade.

Recentemente, a Agência Espacial Americana anunciou que havia batizado seu novo projeto de telescópio espacial de Roman Space Telescope. O mesmo está previsto para ser lançado em 2027 e promete investigar mistérios como a energia escura e buscar exoplanetas, ampliando ainda mais nossa compreensão do universo. Até onde se sabe, esse novo telescópio terá um espelho primário do mesmo tamanho do Hubble, mas contará com instrumentos ainda mais avançados do que o James Webb (será?), o atual maior telescópio do mundo. Podemos esperar observações de fenômenos cósmicos com precisão inédita. Cruzem os dedos!

Nancy Grace Roman
Imagem de NASA Hubble Space Telescope em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Nancy_Grace_Roman_with_Jane_
Rigby_and_JWST_%2827154772507%29.jpg
Nancy Grace Roman
Imagem de NASA Goddard Space Flight Center em Wikipédia – https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Dr._Nancy_Grace_Roman_-_30099763287.jpg

Veja Também: NASA e SpaceX embarcam em força-tarefa para salvar o Telescópio Hubble


Fontes: NASA, Revista Galileu – Globo.

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Se você já se perguntou se é possível adicionar uma loja virtual ao aplicativo de TV OTT do seu hotel, a resposta é sim. Você pode integrar uma experiência de e-commerce ao seu sistema de OTT para hoteis, criando novas formas de engajar hóspedes e gerar receita extra durante a estadia. Com a evolução das soluções digitais, sua propriedade tem a chance de oferecer conveniência e personalização como nunca antes.

Ao apostar em OTT para hoteis, os serviços vão além do entretenimento tradicional e passam a ser uma ferramenta estratégica para impulsionar vendas e aumentar a satisfação dos hóspedes. Integrar uma loja no app de TV pode facilitar pedidos no quarto, promoções especiais ou até produtos e serviços locais, tudo acessível com poucos cliques.

Loja Virtual para Hotel
Imagem reproduzida de inorain

Neste artigo do Engenharia 360, você vai descobrir como a tecnologia está tornando isso viável, o que considerar antes de implementar e quais benefícios práticos esse modelo pode trazer para o seu negócio.

Viabilidade de adicionar uma loja de e-commerce ao app OTT do hotel

Adicionar uma loja de e-commerce ao seu app OTT de hotel pode ampliar a experiência do hóspede e gerar novas receitas. Esse processo envolve integração de plataformas, vantagens estratégicas e atenção à experiência do usuário.

Integração de plataformas e compatibilidade

Integrar uma loja de e-commerce em aplicativos OTT, como os de hoteis, exige atenção à compatibilidade entre sistemas. Plataformas de e-commerce conhecidas, como Shopify, oferecem APIs e ferramentas que facilitam essa integração com apps de streaming, como Plex, Netflix e Disney+.

Você precisa checar se o app OTT do seu hotel suporta a adição de módulos ou widgets externos. Além disso, será necessário garantir que os sistemas estejam protegidos com protocolos de segurança, principalmente para dados de pagamento.

É fundamental que a integração não prejudique o desempenho do streaming. Testes de compatibilidade são necessários para evitar travamentos ou lentidão, pois isso pode afetar a experiência do hóspede negativamente.

Loja Virtual para Hotel
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Vantagens estratégicas e diferenciais competitivos

Oferecer uma loja de e-commerce dentro do seu app OTT coloca seu hotel em posição de destaque no setor de hospitality industry. Com isso você pode vender produtos exclusivos do hotel, pacotes especiais, ou até parcerias locais diretamente na TV do quarto do hóspede.

A geração de novas fontes de receita é uma das principais vantagens. Por exemplo, você pode oferecer lembranças personalizadas, experiências de spa, reservas de restaurantes ou ingressos para eventos locais. Tudo isso sem exigir que o hóspede saia do conforto do quarto.

Veja exemplos de diferenciais:

VantagemDescrição
Nova fonte de receitaVendas diretas de produtos e serviços no app
Maior envolvimento do hóspedeOpções personalizadas durante a estadia
CompetitividadeDiferenciação frente a outros hoteis

Experiência do usuário e personalização

A experiência do usuário deve ser fácil e intuitiva. Use menus simples, imagens claras e destaque opções populares. É importante minimizar etapas para que o hóspede faça compras com poucos cliques no controle remoto.

Personalização é fundamental. Com base no perfil do hóspede, você pode sugerir produtos ou serviços que combinem com as preferências deles. Por exemplo, quem usa o app para ver filmes pode receber recomendações de snacks ou combos promocionais para aproveitar durante o streaming.

Leve em conta a acessibilidade, garantindo que pessoas de todas as idades e perfis consigam navegar e comprar de forma simples. Personalize notificações ou sugestões conforme o histórico de uso e preferências registradas no app OTT do hotel.

Benefícios e desafios para hoteis com lojas de e-commerce em apps OTT

Adicionar uma loja de e-commerce no app OTT da TV do seu hotel pode aumentar a conexão com seus hóspedes, melhorar operações e abrir caminho para o uso de tecnologias como realidade aumentada e Internet das Coisas. Porém, isso exige organização logística e atenção a temas como segurança digital.

1. Aumento do engajamento e satisfação do hóspede

Oferecer uma loja online acessível na TV do quarto aumenta as oportunidades de engajamento. Os hóspedes conseguem comprar comodidades extras, reservar experiências e até solicitar um berço ou upgrade de suíte sem precisar ligar para a recepção.

Loja Virtual para Hotel
Imagem reproduzida de inorain

A facilidade de compras durante a estadia pode aumentar a satisfação do hóspede, já que tudo é feito de forma rápida usando o controle remoto ou até por comandos de voz com Google Assistant ou dispositivos como Google Home. O acesso rápido e personalizado cria experiências mais marcantes, elevando o padrão de atendimento e ajudando seu hotel a competir com grandes redes e plataformas de reservas online.

Promoções especiais, recomendações personalizadas baseadas em análise de dados, e integração com apps do hotel no celular tornam o processo ainda mais intuitivo. Isso melhora o marketing de serviços internos, reduz cancelamentos e incentiva reservas diretas.

2. Gestão de inventário e logística

Gerenciar produtos vendidos pela loja, como amenities, tours, ou pacotes especiais, exige uma logística bem estruturada. O inventário precisa estar sincronizado em tempo real para evitar vendas duplicadas ou indisponibilidade.

Ferramentas de data analytics ajudam a prever demandas e ajustar o estoque. Integração com sistemas de gestão de reservas e plataformas de booking minimiza erros, enquanto o uso de smart technology permite monitoramento remoto de armários e depósitos nas áreas comuns.

A eficiência logística é fundamental para hoteis que buscam sustentabilidade e economia de custos. Automatizar processos reduz desperdícios e melhora o atendimento, mas também é necessário investir em cibersegurança para proteger dados de transações e informações pessoais dos hóspedes.

3. Tecnologias emergentes e futuro do setor

Tendências como realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR) estão começando a se integrar a apps OTT de hoteis. Com AR, o hóspede pode visualizar produtos, como decoração de suítes ou opções de cama, antes da compra. Tours virtuais (3D tours) mostram acomodações e espaços do hotel em detalhes.

A Internet das Coisas (IoT) conecta iluminação, climatização e até persianas, permitindo ofertas integradas dentro do próprio app OTT. Por exemplo, o hóspede pode usar o controle da TV para ajustar o quarto e comprar upgrades instantaneamente.

Soluções de inteligência artificial, como analytics preditivos, ajudam no marketing, sugerindo produtos que aumentam a receita e a satisfação do hóspede. Essas tecnologias também auxiliam na personalização do atendimento, essencial para hoteis boutique ou redes que buscam se diferenciar no mercado digital contemporâneo. Para conhecer mais sobre o avanço dessas soluções em hoteis, acesse como apps OTT melhoram experiências tecnológicas para hóspedes.

O futuro da hotelaria está na tela da TV

Adicionar uma loja de e-commerce ao app OTT do seu hotel pode ser uma forma prática de oferecer mais serviços aos seus hóspedes. Com isso, você facilita compras rápidas sem sair do conforto do quarto.

Loja Virtual para Hotel
Imagem reproduzida de inorain

Você pode vender produtos como snacks, lembranças ou serviços extras usando o próprio app. Assim, sua equipe tem menos demanda na recepção e os hóspedes ficam mais satisfeitos.


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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Você já deve ter ficado em dúvida ao comprar peixe na feira ou no supermercado, se perguntando se ele está realmente fresco. Quando o produto vem embalado, fica ainda mais difícil sentir o cheiro e saber se está próprio para consumo. Agora imagine se a própria embalagem pudesse avisar quando o peixe começa a se deteriorar. Parece coisa de filme, mas é uma tecnologia inovadora criada por cientistas brasileiros. A gente te conta tudo no artigo a seguir, do Engenharia 360!

embalagem de alimentos
Imagem gerada em IA de Gemini

A inovação proposta pelos pesquisadores brasileiros

Pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) desenvolveram, em parceria com a Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, um material inteligente capaz de monitorar a qualidade dos alimentos, especialmente peixes e frutos-do-mar. Esses itens alimentícios são especialmente delicados, altamente perecíveis e suscetíveis a deterioração rápida. Por isso, diante de qualquer suspeita, acabam sendo descartados. O problema é que vivemos um cenário de insegurança alimentar crescente, e esse tipo de desperdício só torna ainda mais difícil o enfrentamento da fome no mundo.

Mas toda essa história pode ter uma reviravolta em breve com o lançamento de uma nova embalagem inteligente. O mais impressionante é que o ingrediente-chave dessa inovação é algo extremamente simples, oriundo do já conhecido repolho roxo.

embalagem de alimentos
Imagem gerada em IA de Gemini

O funcionamento da embalagem “mágica” da Embrapa

O mercado está impressionado com essa inovação apresentada pelos pesquisadores brasileiros. E eles explicam que sua “mágica” está baseada nas antocianinas, que são pigmentos naturais encontrados em vegetais de cores vivas – é aí que entra o repolho roxo. Tais substâncias têm uma propriedade química fascinante: elas mudam de cor conforme o pH (nível de acidez) do ambiente ao redor varia.

Em outras palavras, à medida que o peixe embalado começa a se deteriorar, ocorre uma mudança na acidez, o que provoca a alteração da cor do pigmento aplicado na embalagem, sinalizando que o alimento não está mais próprio para consumo.

embalagem de alimentos
Imagem divulgação Embrapa via G1

A saber, o material recém-desenvolvido poderia detectar não só acidez, mas também compostos voláteis liberados durante a deterioração e o crescimento bacteriano.

O tecido inteligente que monitora alimentos

Durante experimentos, os cientistas utilizaram antocianinas para desenvolver um material flexível, com estruturas ultrafinas que lembram tecidos delicados, como o algodão. Esse material foi então incorporado às camadas internas e externas de embalagens de alimentos. O resultado? Assim que o alimento começou a se deteriorar, as embalagens reagiram instantaneamente, mudando de cor e indicando a perda de qualidade dos produtos.

A saber, os testes laboratoriais foram realizados com filés de merluza para verificar a eficácia da embalagem. O resultado foi impressionante:

  • No início (peixe fresco): A embalagem apresentava uma cor roxa vibrante.
  • Após 24 horas: A cor começou a perder intensidade.
  • Após 48 horas: Surgiram tons azulados e acinzentados.
  • Após 72 horas: A embalagem ficou azul, sinalizando claramente que o peixe estava estragado.

Fiação por sopro em solução

Vale destacar que as mantas de nanofibras manuseadas pelos cientistas foram fabricadas através da técnica de fiação por sopro em solução (Solution Blow Spinning), utilizando um gás comprimido para formar as fibras ultrafinas.

O método realmente se mostrou mais rápido em comparação com outros convencionais. Também econômico, consumindo menos energia. Acredita-se que ele permita a produção em larga escala; e ainda possa aproveitar restos de alimentos como matéria-prima, ajudando a reduzir o desperdício, tornando o processo mais sustentável.

embalagem de alimentos
Imagem divulgação Embrapa via Meio News

Vantagens da solução para a engenharia e indústria alimentícia

A tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros em parceria com a Universidade de Illinois pode oferecer muitos benefícios para a engenharia e a indústria alimentícia. Recapitulando:

  • Segurança alimentar: Evita intoxicações alimentares ao proteger contra o consumo de alimentos estragados.
  • Redução do desperdício: Permite identificar com precisão o estado dos alimentos, evitando descartes prematuros.
  • Engenharia e indústria alimentícia: Integração de tecnologias que reduzem perdas, garantem qualidade e facilitam a verificação do frescor.
  • Sustentabilidade: Utilização de materiais biodegradáveis e reaproveitamento de resíduos, reduzindo o consumo de plásticos convencionais.
  • Produção eficiente: Método de fabricação econômico e sustentável, com potencial para transformar o mercado e a vida do consumidor.

As possibilidades de introdução da tecnologia no mercado

Apesar dos resultados promissores, parece que a embalagem descrita neste texto ainda não tem previsão para chegar ao mercado. Mas os pesquisadores estão bastante animados, conscientes de que ainda precisam conduzir vários estudos para garantir que a tecnologia funcione com outros tipos de alimentos além de peixes e frutos-do-mar – já que cada um apresenta características químicas diferentes. 

Existe também o desafio da durabilidade da embalagem durante o transporte e armazenamento industrial, bem como a interação com diferentes temperaturas e condições climáticas. Além disso, é preciso avaliar a segurança da regulamentação para uso em contato com alimentos. E para completar, desenvolver parcerias com a indústria para produção e distribuição em larga escala.

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Fontes: G1.

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Engenharia 360

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O doutorado direto é uma modalidade de pós-graduação que permite ao estudante ingressar diretamente no doutorado, sem a necessidade de cursar o mestrado previamente. Essa iniciativa, recentemente formalizada em um acordo entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), visa acelerar a formação de doutores no Brasil, especialmente em áreas como engenharia, ciências exatas e biológicas.

O programa prevê a criação de centenas de bolsas anuais para estudantes que optarem por essa via, com metade delas destinadas à Universidade de São Paulo (USP) e o restante distribuído entre outras universidades públicas paulistas. Além disso, a Fapesp complementa as bolsas da Capes para equiparar os valores, tornando o doutorado direto financeiramente atraente para os alunos. Conversamos mais sobre o assunto no artigo a seguir, do Engenharia 360!

Qual o diferencial do doutorado direto em relação a outros sistemas educacionais?

A principal diferença do doutorado direto em relação ao sistema tradicional é a possibilidade de pular a etapa do mestrado, que historicamente é vista como obrigatória no Brasil. No entanto, essa obrigatoriedade é considerada uma “invenção recente” e sem fundamento sólido, segundo especialistas e dirigentes da Fapesp.

Acadêmicos que ingressam diretamente no doutorado já demonstram maturidade e excelência em pesquisa, muitas vezes comprovadas por um excelente histórico acadêmico e iniciação científica durante a graduação. Isso significa que o doutorado direto não é um atalho, mas sim um reconhecimento do mérito do aluno, que já possui as habilidades e conhecimentos que o mestrado tradicional buscaria desenvolver.

doutorado direto
Imagem reproduzida de Tima Miroshnichenko

Além disso, o programa permite que, em algumas áreas, alunos que iniciaram o mestrado possam converter seu curso para doutorado direto após o primeiro ano, evitando a burocracia e o hiato entre as etapas. Essa flexibilidade torna o processo mais dinâmico e adaptado às necessidades do estudante e da área de conhecimento.

Por que acelerar a formação de doutores no Brasil?

A necessidade de acelerar a formação de doutores no Brasil tem como principal motivação a idade avançada em que os pesquisadores atualmente concluem seus doutorados. A média nacional é de 38 anos, quase uma década maior do que nos anos 1960, quando a média era de 29 anos.

Essa demora reduz o tempo de vida produtiva dos cientistas, especialmente nos primeiros anos de carreira, que são cruciais para a inovação e a produção científica de alto impacto. Jovens pesquisadores tendem a ser mais criativos e dispostos a assumir riscos, qualidades essenciais para o avanço da ciência e tecnologia.

Além disso, o mercado de trabalho para doutores no Brasil, embora mais resiliente a crises econômicas, tem apresentado desafios, como a redução da proporção de doutores com emprego formal nos primeiros anos após a titulação. A formação mais rápida pode ajudar a ampliar a força de trabalho qualificada disponível para o setor público, indústria e inovação.

doutorado direto
Imagem reproduzida de Pavel Danilyuk

Como o doutorado direto pode impactar o meio acadêmico de engenharia?

No campo da engenharia, o doutorado direto pode representar uma mudança significativa na formação dos pesquisadores. Áreas como física, química e engenharia já possuem uma tradição maior na adoção desse modelo, pois os alunos frequentemente desenvolvem pesquisas avançadas ainda na graduação, o que os prepara para ingressar diretamente no doutorado.

Com a adoção do doutorado direto, espera-se um aumento na produção científica e tecnológica, já que os jovens engenheiros poderão dedicar mais anos à pesquisa avançada, sem o tempo adicional do mestrado. Isso pode acelerar o desenvolvimento de soluções inovadoras para desafios nacionais e globais, fortalecendo a posição do Brasil no cenário científico internacional.

Além disso, a maior agilidade na formação de doutores pode incentivar a renovação do corpo docente nas universidades, trazendo pesquisadores mais jovens e atualizados para o ensino e pesquisa. Isso também pode estimular a interdisciplinaridade e a integração entre academia e indústria, fundamentais para a engenharia moderna.

doutorado direto
Imagem reproduzida de Yaroslav Shuraev

Qual o impacto esperado no mercado de trabalho nacional?

No mercado de trabalho, a formação acelerada de doutores pode ampliar a oferta de profissionais altamente qualificados em engenharia e áreas correlatas, setores que demandam inovação constante e soluções tecnológicas avançadas. Com mais doutores disponíveis em idade produtiva, empresas e instituições poderão contar com talentos para pesquisa, desenvolvimento e liderança técnica.

Além disso, o doutorado direto pode contribuir para diversificar as oportunidades de emprego para doutores, incentivando a atuação em setores como indústria, serviços especializados, hospitais, laboratórios e empreendedorismo tecnológico. A formação mais rápida e focada pode preparar profissionais com habilidades específicas e atualizadas, alinhadas às demandas do mercado contemporâneo.

doutorado direto
Imagem reproduzida de ThisIsEngineering

Impactos e perspectivas para a engenharia no Brasil

Podemos concluir que o doutorado direto lançado pela Fapesp e Capes representa uma revolução na formação científica brasileira, especialmente para a engenharia.

Esse modelo, alinhado a práticas internacionais, desafia paradigmas tradicionais e abre caminho para uma ciência mais ágil, inovadora e conectada às necessidades do país. A expectativa é que, com a adesão crescente das universidades e a consolidação do programa, o Brasil possa formar mais doutores em menos tempo, impulsionando o desenvolvimento tecnológico e econômico nacional.

Veja Também: Qual a diferença entre PhD e doutorado em Engenharia?


Fontes: O Globo.

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A Apple está prestes a transformar radicalmente a forma como interagimos com nossos dispositivos eletrônicos! Diante disso, o Engenharia 360 gostaria de compartilhar com você a notícia de que essa gigante de tecnologia fechou recentemente uma parceria inovadora com a startup Synchron. Agora, as duas empresas vão desenvolver juntas uma interface cérebro-computador que deve permitir aos usuários o controle de iPhones, iPads e até do Apple Vision Pro apenas com o poder do pensamento. O que acha dessa ideia?

Essa iniciativa extremamente inovadora está neste momento em fase de testes e deve abrir portas para uma verdadeira acessibilidade digital. Certamente os maiores beneficiários dessa tecnologia serão as pessoas com mobilidade reduzida severa, como aquelas com lesões na medula espinhal ou doenças neurodegenerativas, como a esclerose lateral amiotrófica. Te contamos mais no artigo a seguir!

Tudo sobre a tecnologia Stentrode da Apple

O foco central do projeto conduzido pela Apple e Synchron é criar uma interface que capte ondas cerebrais por meio de um implante batizado de Stentrode. Esse dispositivo seria introduzido em uma veia próxima ao córtex motor do cérebro, como se fosse um stent, sem a necessidade de cirurgias no crânio. Sendo ele equipado com eletrodos, registraria os sinais de movimento e os converteria em comandos digitais para serem interpretados pelos eletrônicos da Apple. A saber, na engenharia essa conexão é chamada de ‘controle assistido’.

Apple e Synchron
Imagem reproduzida de Designboom

Segundo seus desenvolvedores, o procedimento de instalação seria minimamente invasivo, o que reduz riscos e torna a tecnologia mais acessível para pacientes que precisam dessa solução. Inclusive, desde 2019, segundo consta, protótipos já vêm sendo implantados em voluntários pacientes com esclerose. Um deles teria relatado ter conseguido, via Vision Pro, “visitar” os Alpes Suíços e sentir as pernas tremerem graças à imersão proporcionada pela tecnologia combinada, mesmo estando fisicamente imóvel em Pittsburgh. Impressionante, não é?

Apple e Synchron
Imagem divulgação Apple via Gadgets 360

Detalhes de funcionamento

Como explicamos antes, assim como os implantes da Neuralink, de Elon Musk, a nova tecnologia da Apple seria inserida no cérebro humano através de um procedimento endovascular. Uma vez posicionado, o dispositivo deve capturar sinais elétricos emitidos pelos neurônios associados ao movimento e os converter em dados interpretáveis por softwares. Esses sinais são integrados ao recurso Switch Control do iOS, existente nas soluções da empresa e que permite substituir ações físicas, como tocar a tela. Neste caso, o “interruptor” é o próprio pensamento do usuário!

Apple e Synchron
Imagem reproduzida de Designboom
Apple e Synchron
Imagem reproduzida de Designboom

Impacto na vida de pessoas com deficiências motoras

Segundo pesquisas recentes, existem hoje mais de 150 mil pessoas só nos Estados Unidos com comprometimento grave nos membros superiores. Essas pessoas poderiam ser as mais beneficiadas pela nova tecnologia da Apple. Especialmente para este produto, a empresa planeja algumas funções básicas de navegação e seleção de ícones – pelo menos assim que conseguir expandir a integração com outros recursos -, como o controle de dispositivos de automação residencial, a interação com assistentes de voz, ouso de aplicativos de comunicação e produtividade, e experiências imersivas via Apple Vision Pro.

Pense bem em como isso poderá transformar radicalmente a qualidade de vida dessas pessoas, permitindo que realizem tarefas cotidianas com autonomia!

Apple e Synchron
Imagem reproduzida de Designboom

Importância para a engenharia

Essa iniciativa da Apple e da Synchron deve inspirar muitos outros projetos de engenharia, principalmente na área biomédica, de computação neural e design de hardware. Afinal, a interação entre dispositivos implantáveis e sistemas operacionais comerciais exigem diversos avanços, como a miniaturização de sensores de circuitos, o aprimoramento de interfaces intuitivas codificação e interpretação de sinais neurais, transmissão sem fio segura eficiente de dados biológicos além da regulamentação e segurança médica.

Histórico de inovação e acessibilidade da Apple

Pelo que se sabe, essa interface cérebro-computador em fase de aprimoramento não é o primeiro projeto de acessibilidade conduzido pela Apple. Em 2014, a empresa lançou um padrão para aparelhos auditivos que se conectam via Bluetooth aos iPhones. E desde então, a companhia tem ampliado seus recursos, incluindo ferramentas de leitura em Braile, legendas em tempo real e funcionalidades para ampliar a visão em seus dispositivos. 

Por isso, podemos concluir que a Apple parece comprometida em criar tecnologias inclusivas para transformar a vida das pessoas, estabelecendo novos paradigmas para a interação entre humanos e máquinas!

Perspectivas para o futuro da interatividade humana

A engenharia ainda precisa avançar bastante quando se trata de acessibilidade – em todos os setores. Por exemplo, a tecnologia que temos hoje de controle mental não consegue simular bem com precisão o uso de um mouse ou touch screen. E muitas outras boas ideias estão engavetadas esperando a autorização de órgãos reguladores ao redor do mundo. Apple e Synchron acreditam que devem obter aprovação do seu projeto até 2030.

Independente de qualquer coisa, já podemos adiantar uma tendência para o futuro: a próxima revolução tecnológica será centrada no ser humano, explorando não apenas seus gestos e vozes, mas também seus pensamentos.

Veja Também: Apple Vision Pro e Dassault Systèmes: Revolução no Design


Fontes: Infomoney, Mundo Conectado.

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A ciência brasileira tem muito o que comemorar! Recentemente, uma engenheira do nosso país, chamada Mariangela Hungria da Cunha, microbiologista da Embrapa Soja e referência global no uso de fertilizantes biológicos, conquistou o World Food Prize, conhecido como o ‘Nobel da Agricultura’. Tem noção do que isso representa? É possível que de agora em diante iremos testemunhar uma verdadeira revolução na maneira como o Brasil cultiva e alimenta diversos povos – sim, lembrando que somos chamados de “o celeiro do mundo”.

Só para contextualizar, existem agricultores que ainda defendem o uso de insumos químicos para acelerar a produtividade agrícola. Contudo, a proposta de Mariangela está baseada em princípios da biotecnologia sustentável, prometendo até mesmo superar os métodos tradicionais. Te contamos mais no artigo a seguir, do Engenharia 360!

A importância do World Food Prize no meio científico

No ano de 1986, Norman Borlaug, ganhador do Nobel da Paz e figura central da ‘Revolução Verde’, criou o prêmio chamado World Food. Seu objetivo era homenagear adequadamente profissionais que fizessem avanços significativos para aumentar a qualidade, qualidade e acessibilidade dos alimentos no planeta. E agora temos a primeira mulher brasileira a ser laureada. Vale destacar que nenhum outro representante do Brasil, ganhador do Nobel, contribuiu diretamente para a transição da agricultura convencional para modelos biológicos e sustentáveis, como a paulistana Mariangela.

A saber, sua conquista foi anunciada recentemente em uma cerimônia na sede da fundação do World Food Prize, Des Moines, Iowa, Estados Unidos.

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Imagem arquivo pessoal Mariangela Hungria reproduzida de G1

A jornada da cientista brasileira Mariangela Hungria

A cientista Mariangela foi criada na cidade de Itapetininga e teve as suas primeiras experiências com a ciência ainda no Ensino Fundamental. Naquela época, ela já demonstrava extrema curiosidade e paixão pela microbiologia. Mais tarde ela se formou em Engenharia Agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ-USP), fez mestrado e doutorado em Ciência do Solo e ainda Pós-Doutorado nos Estados Unidos e na Espanha. E desde 1991, atua na Embrapa Soja, no Paraná, onde lidera pesquisas que colocam o Brasil no topo do uso de insumos biológicos na agricultura.

Sua trajetória acadêmica realmente impressiona: são mais de 500 publicações científicas, 200 alunos orientados, diversos prêmios nacionais e internacionais, e a autoria do primeiro manual em português sobre microbiologia do solo adaptado aos tópicos. Mas, dependendo para quem você perguntar, dirá que o maior legado de Mariangela foi popularizar uma agricultura regenerativa sustentável, com foco em pequenos produtores e agricultores familiares.

A proposta que pode mudar o rumo da agricultura mundial

A história de Mariangela Hungria é realmente muito inspiradora e representa o marco na história da engenharia de agricultura. Todo seu trabalho é baseado em ciência e numa visão estratégica que ajudou a bolar um plano para economizar cerca de 25 bilhões de dólares por ano e evitar mais de 230 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. Sua aposta está nos inoculantes biológicos, ou seja, bactérias e fungos que fixam nitrogênio, melhoram a absorção de nutrientes e aumentam a produtividade no campo de forma natural.

Basicamente, esse processo de fixação biológica do nitrogênio permite que as bactérias, por exemplo, “conversem” com o solo e “traduzam” o nitrogênio do ar em formas assimiláveis pelas plantas, substituindo fertilizantes sintéticos. Entendeu?

nobel de engenharia
Imagem World Food Prize reprodução via BBC

Durante alguns testes, a cientista fez uso de rizóbios, que são bactérias que vivem em simbiose com leguminosas, como a soja. E os resultados foram bastante satisfatórios! Esses microrganismos conseguiram substituir parcialmente o uso de fertilizantes sintéticos, aumentando a produtividade em até 8%. Depois disso, Mariangela ainda liderou o desenvolvimento comercial da Azospirillum Brasilense, outra bactéria promissora, capaz de melhorar a absorção de nutrientes em culturas como feijão e milho.

O impacto científico, social e econômico no Brasil

Pode-se dizer que o trabalho de Mariangela Hungria – ainda mais agora, depois de ela ter recebido esse Nobel de Agricultura – só ajuda a reforçar a imagem do Brasil como celeiro agrícola global. Mas isso tudo de uma forma diferente, muito menos destrutiva como normalmente nos vem à cabeça. De fato, ela nos ensina que é possível trilhar um caminho mais sustentável. Até porque devemos honrar com o nosso compromisso de alta produtividade com responsabilidade ambiental, não é mesmo?

A boa notícia é que esse tipo de solução, como proposta por Mariangela, tem grande potencial de ser exportada, abrindo portas para novos mercados e estabelecendo o Brasil como referência em engenharia e biotecnologia agrícola. Cientistas como ela só desejam que o nosso país possa cada vez mais investir em pesquisa, na indústria nacional e em políticas públicas que incentivem a adoção dessas tecnologias inovadoras. E mais, em ensino multidisciplinar nas universidades, que ajude os alunos a entender e resolver questões complexas, como a fome e a insegurança alimentar.

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Imagem de Tim Mossholder em Pexels

Para finalizar, nós do Engenharia 360 deixamos aqui os nossos sinceros desejos de ver mais participação feminina na ciência. E que o mundo possa ser conduzido numa visão ainda mais alinhada nos bons valores, com uma agricultura que cuide ao mesmo tempo do solo, do meio ambiente e das pessoas.

Veja Também: A Engenharia de Alimentos e os alimentos industrializados


Fontes: VEJA, G1, BBC.

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