Novo teatro em São Paulo tem arquitetura voltada para a Pandemia
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 3minImagem extraída de Stampstay
O novo Zoome Hall, assinado pelo filho do famoso arquiteto chinês Ieoh Ming Pei, promete ser a próxima sensação da indústria da cultura, apesar da Pandemia!
Depois da Pandemia de Covid-19, a indústria da cultura no mundo inteiro sofreu muitas mudanças. Casas de shows foram obrigadas a encerrar as suas atividades, como o Credicard Hall, na Zona Sul de São Paulo. Além disso, o teatro foi uma atividade muito afetada, perdendo uma presença que é muito difícil recuperar no meio online. Ademais, as pequenas apresentações em bares, praças e grandes estabelecimentos também diminuíram.
Entretanto, em breve, contrariando as expectativas, a capital paulista ganhará um novo espaço para shows e apresentações artísticas. Chamado de B32, o auditório será dentro do prédio comercial Zoome Hall. O projeto arquitetônico é assinado por Chien Chung Pei. O artífice é filho do famoso arquiteto chinês Ieoh Ming Pei, que foi responsável pelo projeto do museu do Louvre.
Imagem extraída de SkyscraperCity
Imagem extraída de SkyscraperCity
O local deve ser inaugurado no início de junho e teve custo de R$ 1,2 bilhão. Elaborado com recursos específicos para tempos pandêmicos, que em breve se tornarão um consenso, o teatro terá poltronas modulares. Assim, os 500 assentos da arena podem ser reorganizados em diferentes posições, facilitando o distanciamento do público. Aliás, eles também podem ser guardados no subsolo.
Casas de shows aderem a formatos híbridos
De fato, com o encerramento de grande parte das atividades de entretenimento, muitos artistas precisaram se adaptar às transmissões ao vivo pela Internet. Contudo, mesmo contando com poltronas móveis, o teatro B32 ainda não receberá público presencial.
Imagem extraída de UOL
Ricardo Kurtz, CEO da plataforma responsável pelo gerenciamento do lugar, ZoOme.TV, conta: “É também por isso que os artistas estão topando fazer os shows, porque não vamos gerar nenhuma polêmica com o nome deles”. Desde o início, a ideia era que o espaço fosse híbrido, contando com apresentações ao vivo ou presenciais, a depender das medidas de segurança sanitária.
O auditório contará com a tecnologia necessária para a transmissão de shows e espetáculos. Além disso, a ideia é o empreendimento estar preparado para a chegada de redes 5G no Brasil. A inauguração do local está marcada para o dia 4 de junho de 2021. E, para a ocasião, o Zoome Hall contará com shows de diversos artistas famosos do ramo musical brasileiro.
Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.
Laboratório brasileiro Sirius “abre as portas” para visitação online
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 2minImagem extraída de
sirius-cnpem
Recentemente, o laboratório brasileiro Sirius, celebrando o Dia internacional da Luz, possibilitou às pessoas visitarem online. Saiba+!
No último dia 17, em Campinas, São Paulo, o Laboratório Sirius abriu as suas portas para os espectadores virtuais. Sendo considerada a maior estrutura científica do Brasil, o Laboratório de Luz Síncrotron de 4ª geração é abrigado pelo CNPEM – Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais.
Fachada da Sírius – Imagem extraída de Nelson Kon
Na realidade, a visitação online celebra o Dia Internacional da Luz, que aconteceu no dia 16 de maio. Assim, é possível conhecer mais do novo acelerador de partículas, onde são utilizadas diferentes técnicas para a análise de materiais em escala atômica.
Acompanhe a visita virtual ao Sirius no vídeo a seguir:
Sirius em operação
Em julho de 2020, o Sirius foi protagonista dos primeiros experimentos que visavam obter imagens 3D de estruturas proteicas do Sars-cov-2. Em setembro do mesmo ano, o local também foi sede de experimentos do Instituto de Física da USP de São Carlos.
A princípio, os estudos realizados no Sirius envolviam apenas pesquisas relacionadas ao coronavírus. No entanto, depois de outubro de 2020, ele passou a aceitar outros focos de estudo.
Imagem extraída de
Revista Galileu – Globo
Interior Laboratório – Imagem extraída de Each, USP
O acelerador de partículas é também o principal projeto científico do Governo Federal. Sua utilidade é bastante ampla, trazendo avanços para pesquisas de diversos setores. Em todo o mundo, existe apenas um laboratório comparável com a potência do Sirius, que é o MAX-IV, localizado na Suécia.
E você, já conhecia o Sirius? Compartilhe esta notícia com quem possa interessar!
Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.
Entenda a óptica adaptativa, uma ferramenta muito poderosa para a Astronomia
por Rafael Panteri | | ATUALIZADO EM 3minhttps://www.eso.org/public/images/vlt-laser-potw/
A Astronomia é a ciência natural que estuda corpos celestes e fenômenos com origem fora da atmosfera terrestre. É uma das áreas de estudo mais antigas da humanidade. Mas só foi com o advento dos telescópios que atingimos a Ciência Natural Moderna. Contudo, apesar dos enormes avanços tecnológicos, uma observação crua feita por um telescópio ainda apresenta imperfeições e “ruídos”. E para corrigi-los, os cientistas utilizam a óptica adaptativa!
A óptica adaptativa é uma técnica instrumental que tem como objetivo corrigir defeitos ópticos dinamicamente – na Astronomia, essas aberrações são causadas pela atmosfera terrestre. O sistema consiste em um Sensor de Frente de Onda, responsável por detectar o “formato” da frente da onda que passa pelo sistema óptico; um Espelho Deformável, cujo formato é controlado eletronicamente; e um Subsistema de Controle.
Estrutura responsável pela óptica adaptativa de um telescópio. Imagem: GMT
Segundo o professor João Steiner, astrofísico do IAG – Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP -, a “óptica adaptativa realiza milagres na Astronomia”. Ele explica que a técnica “corrige as imagens em tempo real, deformando os espelhos do telescópio com a mesma frequência e a mesma fase que a turbulência”.
A imagem da esquerda foi feita sem a utilização da óptica adaptativa. A da direita foi utilizada a técnica na mesma região do céu. Imagem: GMT
O sistema da óptica adaptativa necessita de uma referência, a chamada “Estrela Guia” para calibrar o Sensor de Frente de Onda. Essa referência deve ser suficientemente brilhante e estar localizada na vizinhança da estrela observada.
Apesar da enorme quantidade de estrelas no céu, essa operação não é fácil. Por isso, os cientistas criaram uma estrela virtual – uma estrela laser. Um feixe de laser é enviado para camada de sódio da mesosfera – algo entre 50 e 100 quilômetros de altitude; e, ao “richecotear”, cria a tal estrela artificial.
Eis os principais telescópios que utilizam essa técnica: GMT ou Giant Magellan Telescope, ainda em construção, e VLT ou Very Large Telescope, ambos no Chile.
E você, o que achou dessa tecnologia? Escreva sua opinião nos comentários!
Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.
Estudante de Engenharia Elétrica no Instituto Mauá de Tecnologia, com parte da graduação em Shibaura Institute of Technology, no Japão; já atuou como estagiário em grande conglomerado industrial, no setor de Sistemas Elétricos de Potência.
Desabamento de trem na Cidade do México deixa mortos e feridos
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 3min
Embora considerada a linha mais moderna da Cidade do México, houve o desabamento de um de seus trechos suspensos, deixando dezenas de mortos e feridos.
A linha 12 do metrô da Cidade do México foi inaugurada em 2012 e, na época, foi considerada a linha metropolitana mais moderna da metrópole mexicana. No entanto, no dia 4 de maio de 2021, houve o desabamento de um de seus trechos suspensos, deixando dezenas de mortos e feridos.
O acidente ocorreu por volta das 22 horas, no horário local, na região sudeste da Cidade do México. Segundo autoridades locais, a linha 12 transporta mais de um milhão de pessoas por dia. O trecho era entre as estações Olivos e Tezonco, sendo a maioria dos passageiros trabalhadores que regressavam às suas casas.
Equipe de resgate trabalhando nos escombros. Fonte: The New York Times.
Acidente deixa dezenas de mortos e feridos
Em meio a vagões despedaçados, pedaços de metal retorcido e cabos elétricos emaranhados, a equipe de bombeiros e resgate resgatou dezenas de pessoas; lamentavelmente, 24 indivíduos foram encontrados mortos entre os escombros.
“Estou procurando meu filho”, disse Marisol Tapia, no momento do acidente. “Não o encontro em nenhum lugar, em nenhuma ambulância”. Seu filho, Brandon Giovani Hernández Tapia, de 13 anos, foi encontrado morto no local, horas depois.
Assim, Marisol foi uma entre vários familiares desesperados que buscavam os seus entes queridos no lugar do acidente. De acordo com Claudia Sheinbaum, o chefe de governo da capital mexicana, 79 feridos foram levados para hospitais, dos quais três não resistiram.
Linha 12 já apresentava falhas desde a sua inauguração
Marisol Tapia, mãe de Brandon Tapia, garoto de 13 anos morto no acidente. Fonte: The New York Times.
“O metrô não se construiu sozinho. Essa falha já existia há tempos, e ninguém fez nada!”, protesta Marisol, já no dia seguinte ao desastre. De fato, a linha 12 já havia sido submetida à análise pública devido a falhas que apresentava. Anteriormente, ao longo de nove anos, não foram poucas as deteriorações, interdições e reparos. No entanto, baixos orçamentos para a fiscalização do transporte impediram que tais falhas estruturais fossem corrigidas.
Andrés Manuel López Obrador, presidente do México eleito em 2018, recebeu muitas críticas por suas medidas de restrição fiscal. Tais críticas alegam que a capital se encontrou sem fundos para realizar fiscalizações e reparos nas estruturas do transporte metropolitano. Por outro lado, altos investimentos foram feitos para aumentar linhas de transporte – como, por exemplo, a própria linha 12.
Equipe de resgate trabalha no local do acidente. Fonte: The New York Times.
A saber, outra medida polêmica do presidente foi o cancelamento da construção de um aeroporto, que havia sido iniciada em mandato de um partido rival. Embora tenha demandado milhões de dólares do governo, todo o projeto foi cancelado para iniciar a construção de outro aeroporto, em outra localização.
Quedas de pontes foram recorrentes nos últimos 20 anos
Nos últimos 20 anos, o mundo tem assistido a uma série de desastres envolvendo o desabamento de pontes e estruturas de transporte. Por isso, pessoas do mundo todo são afetadas diretamente por desastres como esses, perdendo familiares e amigos, ou senão a própria vida.
Recentemente, completou-se 5 anos do desabamento da ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro. Mesmo com investimentos que ultrapassaram 44 milhões de reais à época, falhas de construção e análise geodésica foram as principais causas do problema.
Sobre o acidente no México, você pode obter mais informações no vídeo a seguir:
Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.
Rover Zhurong, da China, pousa em Marte [o país é o segundo a ter missão no solo do planeta vermelho]
por Rafael Panteri | | ATUALIZADO EM 2minrepresentação de zhurong
Depois do Perseverance, Rover Zhurong pousou no solo do planeta vermelho. Assim como o companheiro norte-americano, o robô chinês busca por sinais de vida!
Um módulo de pouso chinês, contendo o Rover Zhurong, pousou com sucesso na última sexta feira, 14 de Maio de 2021, em Marte. Com esse feito, a China se torna a segunda nação na história da Terra a completar uma missão no solo do planeta vermelho.
A notícia foi dada pela mídia estatal chinesa por volta das 20h – horário de Brasília. O nome ‘Zhurong’ é uma homenagem a um deus do fogo na mitologia do país. O pouso ocorreu em ‘Utopia Planitia’, uma região pré-selecionada em Marte.
Primeiras imagens de Zhurong em Marte – Imagem: CNSA
O Rover Zhurong possui seis rodas e é movido por energia solar. Pesando cerca de 240 quilos, o robô carrega seis instrumentos científicos para estudo do regolito – a camada solta e superficial que cobre uma rocha sólida -, rochas, geologia e atmosfera marcianos. Depois terá o mesmo objetivo de Perseverance – rover da NASA presente no território de Marte -, de procurar sinais ou evidências de vida antiga no planeta.
Zhurong e seus componentes – Imagem Zou Yongliao
Tianwen-1, orbitador que carregava o Rover Zhurong, foi lançado por um foguete “Long March 5” do centro de lançamento espacial Wenchang, em Haian, no dia 23 de julho de 2020. Após sete meses de viagem, o orbitador entrou na orbita de Marte, permanecendo assim por três meses para reconhecer e analisar a áreas de pouso antes de liberar Zhurong.
Veja o vídeo do pouso e a comemoração da equipe:
Coverage in Beijing Aerospace Control Center (BACC) at landing time. Brief translation: “Ok descending slowly. Notice the commend please, no rush. Ok uncontrolled mode. Down-down-down… Understood.” On screen is telesignal real time rendered movie of landing. Clap and hug. ☺️ pic.twitter.com/juBjqT8zRt
— Chinese Zhurong Mars Rover (@MarsZhurong) May 15, 2021
Últimas notícias
O programa espacial chinês gerou manchetes na última semana quando um foguete fora de controle mergulhou no Oceano Indico. Durante esse episódio, a NASA se pronunciou exigindo o cumprimento das responsabilidades em relação aos detritos espaciais chineses. Depois do sucesso de Zhurong, a confiança com o programa parece ter aumentado.
E você, está também animado com a exploração espacial? Conte para nós nos comentários!
Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.
Estudante de Engenharia Elétrica no Instituto Mauá de Tecnologia, com parte da graduação em Shibaura Institute of Technology, no Japão; já atuou como estagiário em grande conglomerado industrial, no setor de Sistemas Elétricos de Potência.
Como funciona uma placa fotovoltaica para energia limpa?
por Rafael Panteri | | ATUALIZADO EM 2minPainéis solares em campo aberto
As fontes renováveis estão ganhando cada vez mais espaço na geração de energia limpa. Entenda como os painéis fotovoltaicos trabalham com a energia do Sol!
Fontes de energia limpa desempenham um papel importantíssimo na preservação do planeta e no desenvolvimento da humanidade. É por isso que meios renováveis participam cada vez mais da geração de energia. Um ótimo exemplo é o Sol.
Qual a origem dessa energia limpa?
A estrela central do nosso sistema planetário apresenta energia infinita, se pensarmos na escala de tempo da humanidade. Toda essa energia chega à Terra em forma de luz – que se comporta como onda e como partícula em determinadas situações. E, enfim, as placas fotovoltaicas são uma opção para transformar a energia do Sol em eletricidade!
Placas fotovoltaicas instaladas em telhado de residência – ulleo
Como funcionam as placas?
A placa solar é formada por células solares feitas de materiais semicondutores, como o silício. Esse metal é muito abundante no Brasil e deve ser purificado antes da montagem da célula. As lâminas de silício puro são chamadas de “Wafers” e são contaminadas de forma controlada com boro e fósforo, polarizando a estrutura. E circuitos impressos em prata são adicionados para aumentar a capacidade de coletar eletricidade.
Composição física de uma célula fotovoltaica
O Efeito Fotovoltaico
Quando as partículas de luz solar – os fótons – colidem com os átomos desses materiais, provocam o deslocamento dos elétrons, gerando uma corrente elétrica que carrega a bateria. Esse processo é conhecido como Efeito Fotovoltaico e foi descoberto pelo físico alemão Heinrich R. Hertz, em 1887 – por falar nisso, a unidade de frequência ou ciclos por segundos é em sua homenagem.
A título de curiosidade, a exploração espacial, por exemplo, é uma área que explora a energia solar. Aliás, cada vez mais satélites e rovers espaciais são equipados com placas fotovoltaicas. Fora da atmosfera terrestre, esse sistema é capaz de absorver até 14% da energia solar que incide sobre ele.
O que acha da energia solar e onde pode ser aplicada? Escreva nos comentários!
Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.
Estudante de Engenharia Elétrica no Instituto Mauá de Tecnologia, com parte da graduação em Shibaura Institute of Technology, no Japão; já atuou como estagiário em grande conglomerado industrial, no setor de Sistemas Elétricos de Potência.
Identidade de Euler: conheça uma das mais belas identidades matemáticas
por Cristiano Oliveira da Silva | | ATUALIZADO EM 4minIdentidade de Euler – Imagem de Medium
Nessa matéria, o Engenharia 360 apresenta como se obtém uma das mais belas identidades matemáticas utilizando as Séries de Maclaurin, a Identidade Euler.
O 360 já fez excelentes artigos sobre matemática aplicada. Mas, agora, nesta matéria, apresentamos como obter uma das mais belas identidades matemáticas utilizando asSéries de Maclaurin, a Identidade de Euler!
A saber, essa identidade contém as principais constantes matemáticas e foi descoberta por Leonhart Euler, um dos matemáticos mais brilhantes que a humanidade já conheceu. Continue lendo para saber mais!
Matemático Leonhard Euler, descobridor da Identidade de Euler – Imagem de Wikipédia
Um pré-entendimento das partes envolvidas na Identidade de Euler
O número imaginário ‘i’
Qualquer estudante do Ensino Médio conhece o conceito do número ‘i’, que é um número imaginário definido como a raiz quadrada de -1. Esse domínio dos números complexos foi introduzido por René Descartes – já que não existe, no domínio dos números reais, a raiz quadrada ou qualquer raiz par de números negativos – de modo que, naquela época, acreditava-se que tais números não existiam.
Entretanto, ainda que “não existam”, são ferramentas matemáticas muito úteis para relacionar grandezas correlatas – como, por exemplo, campos eletromagnéticos (campos elétricos e magnéticos). Na verdade, matematicamente falando, o domínio dos números complexos existe e suas aplicações são indiretas. Mas existe! Além disso, a sua utilidade se estende às soluções de equações algébricas e equações diferenciais.
René Descartes, que introduziu no ensino o domínio dos números complexos – Imagem de Wikipédia
As constantes ‘π’ e ‘e’
Em outros momentos, apresentamos matérias explicando a origem do número “π” e do número “e“. Há um universo de estudos dos matemáticos acerca desses números, amplamente utilizados por profissionais da área de exatas – e as suas particularidades podem até ser conferidas em algumas das matérias que já publicamos aqui no site!
A relação da função exponencial com as funções trigonométricas
Inicialmente, vamos observar as séries de Maclaurin para as funções ex, sen(x) e cos(x):
Séries de Maclaurin para a função exponencial e as funções trigonométricas seno e cosseno
Se observarmos atentamente essas três expressões, é perceptível que elas se relacionam, a menos dos sinais dos termos. Ou seja: o sen(x) relaciona expoentes e fatoriais ímpares, ao passo que o cos(x) relaciona expoentes e fatoriais pares. Já a função ex, relaciona expoentes e fatoriais pares e ímpares.
Mas será que há uma forma de relacionar a função exponencial com as funções trigonométricas? A resposta é sim, e o crédito dessa relação é atribuído a Euler!
Suponha que o expoente x seja substituído por “θi”, onde o θ seja um número real – um ângulo em radianos, por exemplo – e ‘i’ a constante imaginária.
Sabe-se que ‘i’ apresenta uma relação de recorrência quando elevado a um número natural, ou seja:
i1= i
i2 = -1
i3 = -i
i4 = 1
i5 = i
i6 = -1
E assim se repete…
Sabendo disso, vamos substituir “θi” na expressão da função exponencial:
Substituindo os valores dos expoentes de ‘i’, a expressão pode ser reescrita da seguinte maneira:
Por fim, vamos colocar em ordem os termos em que aparecem ‘i’ e os que não aparecem:
Conseguem perceber o que acontece? Na primeira soma infinita, temos a função cos(θ) e na segunda expressão, fica i.sen(θ). Portanto, uma forma de escrever essa relação seria:
Essa expressão é bem conhecida dos Engenheiros Elétricos, que a utilizam para representar fatores de circuitos elétricos alternados!
Motor elétrico de corrente alternada, aplicação dos circuitos elétricos alternados em Engenharia Elétrica – Imagem de acervo.oifuturo
gráfico que ilustra como funciona uma corrente alternada – Imagem de Portal Solar
Colocando no plano dos números complexos, fica evidente a sua utilidade:
Fórmula de Euler no plano dos números complexos
Enfim, ela, a identidade
Mas, e se o ângulo θ for considerado como sendo π? Bem, aí basta substituirmos na expressão:
Logo,
Ou seja,
Esta é, portanto, uma relação que envolve as 5 principais constantes utilizadas na Matemática!
Na opinião do físico Richard Feynman, essa é a expressão mais bela de toda a Matemática. Já segundo Saloman Khan – Khan Academy -, “If this does not blow your mind, then you have no emotions”.
Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.
Engenheiro Civil; formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo; com conhecimentos em 'BIM Manager at OEC'; promove palestras com foco em Capacitação e Disseminação de BIM / Soft Skills.
Pavilhão Mourisco: conheça o belíssimo edifício da Fiocruz, símbolo da ciência brasileira
por Simone Tagliani | | ATUALIZADO EM 6minImagem extraída de Conhecendo Museus
A Fiocruz tem sido referência no enfrentamento do covid-19 no Brasil e seu edifício histórico é referência da arquitetura eclética nacional. Saiba+!
Recentemente, por conta da questão da Pandemia do covid-19, a Fiocruz passou a ser mais citada pelos veículos de imprensa. De fato, a instituição tem desempenhado um papel fundamental no enfrentamento de uma das maiores crises sanitárias, econômicas, sociais e humanitárias vividas pelo homem. Hoje, ela desenvolve vários projetos na área de vacinas e até já ajudou a inaugurar um novo Centro Hospitalar. Mas, neste texto, o Engenharia 360 quer destacar a beleza da sua incrível arquitetura. Considerado como um símbolo da ciência brasileira, seu majestoso edifício, localizado em meio a uma vasta área de vegetação, completou 100 anos em 2018 e merece ser citado agora pelo nosso site também! Continue lendo para saber mais!
Imagem extraída de Sopa Cultural
Sobre a Fundação Oswaldo Cruz
A Fundação Oswaldo Cruz é uma instituição de pesquisa e desenvolvimento em ciências biológicas, vinculada ao Ministério da Saúde do Brasil. O seu prédio principal está localizado em uma zona de edifícios históricos no bairro de Manguinhos, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Contudo, a Fiocruz também está presente em outros 10 estados brasileiros e possui um escritório internacional em Moçambique. No total, são 16 unidades voltadas para o ensino, inovação, assistência e mais trabalhos no âmbito da Saúde.
O Castelo da Fiocruz
O edifício da Fiocruz, também conhecido como Pavilhão Mourisco ou Palácio de Manguinhos, começou a ser construído no ano de 1904 e finalizado em 1918, com a melhor tecnologia que havia na época. Seu projeto é de autoria do arquiteto português Luís de Moraes Júnior, que se baseou em desenhos do próprio Oswaldo Cruz, falecido em 1917. A obra foi erguida em uma antiga fazenda, no lugar de instalações improvisadas do Instituto Soroterápico Federal, que havia sido criado em 1900. E o estilo arquitetônico utilizado foi inspirado na cultura hispano muçulmana no Brasil – um dos raros exemplos neomouriscos remanescentes. A ideia era ressaltar a importância da medicina árabe no país!
Mesmo antes da sua inauguração, em 1910, já se tinha laboratórios instalados no local. Agora, o edifício abriga áreas administrativas da Fundação e do Instituto Oswaldo Cruz e faz parte do circuito oferecido pelo Museu da Vida da Casa de Oswaldo Cruz. Só para se ter uma ideia da sua importância histórica, cultural e científica, em 1981, o local foi tombado pelo IPHAN e agora é considerado um candidato a Patrimônio Cultural da Humanidade.
“O castelo é um grande símbolo da ciência brasileira. Uma construção sólida e monumental para resistir através dos tempos.” – Renato Gama Rosa, em reportagem de O Globo.
Imagem extraída de História, Ciências, Saúde – Manguinhos – Fiocruz
Imagem extraída de Grafitto
A construção do complexo
O complexo da Fiocruz no Rio é formado por edifícios, em sua maioria, feitos com fundações corridas de blocos de granito, paredes de alvenaria de pedra e tijolos, lajes com vigas metálicas de perfil 1 com vãos preenchidos com tijolos furados abobadadas. Eis as construções:
Pavilhão do Relógio (1904, utilizado para experimentos na fabricação de vacinas contra a peste bubônica);
Pombal (1904, antigo biotério destinado a pequenos animais);
Cavalariça (1905, onde era extraído o sangue dos cavalos para a fabricação de vacinas contra a febre amarela);
Pavilhão Mourisco (1905-1917, principal edifício do conjunto arquitetônico e ocupado no início do século por bibliotecas, museu e laboratórios);
Hospital Evandro Chagas (1912-1917); e
Quinino (1919-1939, construído para abrigar laboratórios de química).
Imagem extraída de Instituto Oswaldo Cruz – Ciência e Saúde desde 1900
Sobre o Pavilhão Mourisco
O edifício-sede da Fiocruz é o maior símbolo da instituição, abrigando hoje também o centro de entomologia, biblioteca, museu e salas expositivas. Ele é considerado um exemplar da arquitetura eclética brasileira, misturando então essas referências mouriscas e europeias. Inclusive a sua construção foi executada por mão de obra estrangeira e muitos dos materiais utilizados, com exceção da madeira e do granito, foram importados. Resumidamente, este prédio lembra um palácio inglês do período elizabetano, com torres, galeria e mais. E vários dos seus detalhes de fachada, como a decoração geométrica, remetem à arquitetura da península Ibérica, dominada pelos árabes. E acredita-se que, em parte, o motivo da escolha dessas referências tenha sido a compra de um livro feito por Oswaldo Cruz – a obra “O Alhambra”.
Imagem extraída de Ana Perre
Imagem extraída de LITERATURA, RIO DE JANEIRO & SÃO PAULO
Detalhes de fachada
O Pavilhão Mourisco da Fiocruz possui cerca de 50 m de altura e 45 m de largura. Sua base é de granito negro e o corpo em tons sóbrios de avermelhado dos tijolos e de outros revestimentos – com destaque para as quinas do edifício, feitos de blocos fabricados em formato específico. Já as varandas são revestidas de azulejos portugueses, com pisos em mosaicos franceses que lembram bastante os desenhos dos tapetes árabes. E as portas, importante marcação de fachadas, são feitas de madeira peroba amarela entalhada, com maçanetas de bronze dourado.
Imagem extraída de Redalyc
Detalhes de interiores
O estilo neomourisco também se faz presente nos interiores do edifício da Fiocruz, principalmente no terceiro andar, onde está o salão de leitura. Neste local, existe uma elegante arcada apoiada sobre colunas, com paredes e teto em estuque branco esculpido com arcos, rosáceas e caneluras. Mas em cada andar, podem-se ver detalhes diferentes!
Em outros pontos do edifício, existem superfícies de estuque de cor Matte Dourado, trabalhos em alto relevo com desenhos geométricos – expressando realidades cósmicas e a cosmologia – luminárias em ferro fundido ou bronze dourados, cúpulas de opalina lilás, e gradeamentos com desenhos diferentes. No teto do último andar há um grande vitral em cores fortes. O elevador tem cabine de mogno, cúpula de espelhos e portas de cristal bisotado. E a escadaria central, com 101 degraus, é de ferro forjado e mármore de Carrara.
Imagem extraída de Thais Thieme em Pinterest – Créditos para Helio Salu
Imagem extraída de Thais Thieme em PinterestImagem extraída de LITERATURA, RIO DE JANEIRO & SÃO PAULO
Claro que o edifício da Fiocruz precisou, ao longo dos anos, passar por adequações para atender às exigências modernas – por exemplo, a instalação de redes de Internet e ar condicionado. Mas o que realmente importa para a Arquitetura é o esforço que tem sido feito nos últimos anos para a sua preservação – com impermeabilizações, recuperação de revestimentos e muito mais. E o nosso desejo é que este trabalho possa perdurar mesmo diante das crises, para que futuras gerações se beneficiem da importante pesquisa desenvolvida no local, carregando consigo as lindas lembranças da sua história.
Imagem extraída de Thais Thieme em PinterestImagem extraída de Thais Thieme em PinterestImagem extraída de Thais Thieme em PinterestImagem extraída de Thais Thieme em PinterestImagem extraída de LITERATURA, RIO DE JANEIRO & SÃO PAULO
Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.
Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.
Paulo Mendes da Rocha é homenageado durante Congresso da União Internacional dos Arquitetos
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 2minUiaRio2021
O já famoso e premiado arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, de 92 anos, recebe homenagem no Congresso Mundial de Arquitetos de 2021! Saiba+!
Na primeira semana de maio, a UIA – União Internacional de Arquitetos -, concedeu nova honraria ao arquiteto Paulo Mendes da Rocha. A homenagem será feita em julho, durante o 27º Congresso Mundial de Arquitetos, devido ao exemplo de “uma vida inteira dedicada a enfatizar a arquitetura como um ato público”.
Aos 92 anos, o capixaba que pertenceu à geração de arquitetos modernistas será o presidente do Comitê de Honra do Congresso. O evento, aliás, também fará homenagem a outros arquitetos do mundo, entre eles Francis Keré, de Burquina Fasso e Anupama Kundoo.
UiaRio2021
A escolha de Paulo para presidir o comitê foi unânime na UIA. “O júri aprecia o status único de Mendes da Rocha como umiconoclasta ousado, cujo trabalho levou a arquitetura a novos níveis de virtuosidade técnica“, “Suas obras também incorporam elementos fortes de integridade pessoal e social”, diz o anúncio no site da organização.
Imagem extraída de Casa Vogue
Homenagem confirma Paulo como referência mundial
Paulo também é um dos dois brasileiros vencedores doPrêmio Pritzker, considerado o “Oscar” da Arquitetura Mundial. Além dele, apenas Oscar Niemeyer recebeu tal condecoração. Sem dúvidas, o capixaba é um dos maiores arquitetos da história brasileira e mundial!
Paulo Mendes da Rocha foi autor de obras marcantes como o Pavilhão brasileiro da Feira Internacional de Osaka, no Japão; o Museu de Arte de Campinas; a Reconfiguração da Praça do Patriarca e a reforma da Pinacoteca de São Paulo, por exemplo. Além disso, teve atuação social e engajada, sendo fundador da Escola Paulista de Arquitetura em conjunto com outro arquiteto brasileiro notável, Vilanova Artigas.
Praça do Patriarca, obra de Paulo Mendes da Rocha | Imagem de edison hiroyama em Pinterest
Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.
Terrazzo: conheça este material que é uma forte tendência na Arquitetura de Interiores
por Simone Tagliani | | ATUALIZADO EM 4minImagens extraídas de Terrazzo
Você sabe qual a diferença entre Terrazzo e Granilite? Entenda por que os arquitetos a consideram uma boa solução de para pisos, paredes e bancadas!
Se para nos vestirmos muitas vezes nos preocupamos em seguir tendências, o mesmo também podemos fazer com relação à decoração das nossas casas. E alguns materiais vêm e vão na moda da Arquitetura e Design de Interiores. Afinal, por que desperdiçar o bom conhecimento do passado, não é mesmo? Sim, podemos fazer uma releitura dos sistemas, adaptando-os à contemporaneidade. Um exemplo é a utilização do revestimento terrazzo, que surgiu entre os anos de 1970 e 1980 e que voltou a ser um hit nos projetos atuais. Continue lendo este texto para entender o porquê!
Como dito anteriormente, terrazzo não é nenhuma novidade para o planejamento de interiores. Na verdade, aqui no Brasil, ele é mais conhecido por outro nome, granilite. E embora alguns profissionais discordem disso, o processo e acabamento deles é basicamente o mesmo, uma massa que é feita pela mistura de cimento com um mix de pedras ou até mesmo de sobras de pisos.
No vídeo a seguir, o famoso arquiteto da Internet, Paulo Biacchi, ensina a fazer uma massa diferente para granilite!
Marmorite
Explicando melhor, o terrazzo ou granilite leva tanto cimento comum quanto cimento branco, areia e água. E ainda dentro dessa massa vão diferentes pedriscos de granito e outros minerais – às vezes até vidro. O termo marmorite se refere a uma versão do granilite que é feito apenas com mármore em póou pedacinhos da pedra na massa cimentícia. E seu efeito visual é igualmente muito bonito!
Uma das características que mais chamam a atenção neste material é a durabilidade, que pode ser justamente atribuída ao acréscimo de pedras à mistura de cimento. E esta mistura também costuma ser bastante resistente à água e abrasão. Inclusive é por isso que o material sempre foi muito bem considerado para diversas propostas de Arquitetura.
Imagem extraída de Nina Cares
Como o terrazzo é utilizado nas arquiteturas?
O terrazzo ou granilite pode ser visto em diversos projetos antigos de residências e agora também em projetos atuais. Ele costuma ser mais utilizado como cobertura de pisos. Contudo, também é uma possibilidade de revestimento para paredes e bancadas, oferecendo um visual mais retrô para as decorações – sobretudo de banheiros e cozinhas.
Quais as possibilidades de acabamento para o terrazzo?
Algo no terrazzo ou granilite que agrada bastante os projetistas é a possibilidade da criação de superfícies em diferentes cores. Isso só é possível de acordo com o tipo de cimento e pedras utilizadas na mistura. São opções de cores para as massas: branco, cinza, preto, amarelo, rosa, verde, azul, entre outros.
As possibilidades para personalização de decorações não para por aí! Primeiro que, de acordo com a variedade de tamanho dos grânulos de pedras naturais utilizados, o efeito visual pode ser diferente – quanto mais clara for a massa e menores as pedrinhas, maior será a sensação de espaço amplo. E, segundo, também existem dois tipos diferentes de acabamentos que podem ser dados a essas superfícies.
Imagem extraída de naturalhair.bestnailideas.com em Pinterest
A versão polida é quando a superfície recebe uma camada extra superficial de resina impermeabilizante, ficando com um acabamento mais liso e com brilho. Ela é considerada perfeita para diferentes ambientes de interiores de construções – contudo, só para áreas que não serão molhadas!
Já a versão chamada de fulgêou fulget deve manter a irregularidade dos grânulos, oferecendo uma superfície mais áspera, porosa e antiderrapante, com aspecto mais rústico. E como é de se imaginar, este é um tipo de acabamento ideal para escadas, rampas e ambientes de áreas externas da casa – realmente por ser uma opção mais segura e não escorregadia.
“Qualquer tipo de situação monolítica é muito bem vinda, principalmente em espaços menores. Se eu tenho o mesmo material no piso e na parede, seja cimento ou granilite, você tem a sensação de que o ambiente se expande. Banheiros todos revestidos são uma boa pedida, só é preciso cuidado para não escorregar.” – designer de interiores Roberto Negrete, em reportagem de Revista Casa e Jardim.
Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.
Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.OK