Você já deve ter ouvido falar de Balneário Camboriú, uma linda praia de Santa Catarina, emancipada de Camboriú e onde foram construídos os maiores arranha-céus do Brasil. Mas é claro que esse grande movimento arquitetônico provocou igualmente uma enorme transformação urbana.

Por exemplo, agora alguns hotéis históricos e icônicos de BC serão demolidos para dar lugar a novas construções. Um deles é o Hotel Fischer, que chegou a hospedar dois ex-presidentes, Juscelino Kubitschek e João Goulart, mas foi derrubado em 2012 e deve ser substituído por duas torres de luxo com 165 metros cada. Outro é o Hotel Marambaia, construído em 1964, mas que terá apenas uma parte preservada.

Balneário Camboriú
Imagem reprodução de Turismo – iG

Patrimônio histórico de Balneário Camboriú ameaçado

Tudo isso já nem parece espantar os residentes. À beira-mar, são poucos os prédios com menos de 50 andares. Por exemplo, da construtora Pasqualotto&GT, as “torres gêmeas” da cidade lideram o ranking dos edifícios residenciais mais altos da América do Sul, com 281 metros de altura ou 81 andares. Mas  por que, então, a demolição destes dois edifícios históricos chama a atenção?

Bem, o Fischer, de apenas 12 andares, foi uma referência de arquitetura alemã e o primeiro prédio com heliponto da cidade; aliás, até chegou a participar de um processo de tombamento histórico.

Balneário Camboriú
Imagem reprodução de Pinterest
Balneário Camboriú: patrimônio histórico perde para arranha-céus de luxo
Imagem reprodução de BC Notícias
Balneário Camboriú
Imagem reprodução de Gabarito Imobiliária

Enquanto isso, o Marambaia, com fachada circular de estilo modernista, mesmo em área de interesse histórico do município pelo Plano Diretor, já precisou se despedir de vizinhos, demolidos. Ele abriga o acervo de Roberto Veronese. Só que passará pelas obras parciais já em 2023.

Balneário Camboriú
Imagem reprodução de KAYAK

Outros casos de “agressão” contra a arquitetura de BC

Parece que se tornou comum essa prática de transformação urbana em Balneário Camboriú por meio da intervenção sobre patrimônio histórico arquitetônico. Por exemplo, a Capela Luterana da Rua 2.300, uma construção dos anos de 1950 tombada, foi incorporada a um prédio de luxo e está rodeada de uma horrível muralha de concreto. Agora, além dela, está sob a mira dos construtores a Capela de Santo Amaro e a antiga casa de veraneio do ex-presidente João Goulart – tendo esta última obra passada por várias alterações ao longo dos anos, inclusive para virar restaurante, perdendo demais as características originais de residência.

De acordo com uma reportagem do G1, a 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Balneário Camboriú informou que tem em andamento uma ação civil pública que pede a atualização da lei do Plano Diretor. Torcemos para isso ser verdade e, assim, possam ser discutidas outras alternativas de continuar o progresso de BC, mas sem comprometer o que restou de seu patrimônio histórico!

Veja Também: Balneário Camboriú e Fortaleza: por que suas áreas de praia estão sendo ampliadas?


Fontes: G1.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Dizem que um dos maiores vilões para o consumo de água dentro de casa são as bacias sanitárias – cerca de 29% dos gastos residenciais. Mas o que podemos fazer? Se tem algo que não podemos evitar é fazer as nossas necessidades. Contudo, podemos buscar entender melhor os modelos de descargas para escolher qual o tipo que queremos usar nos banheiros de casa. Se vamos reformar estes ambientes, podemos aproveitar para atualizar o sistema e poupar água no futuro. O que acha?

bacia sanitária
Imagem de islandworks em Pixabay

Os diferentes sistemas para descargas de banheiros

Atualmente, nas casas brasileiras, você encontrará alguns modelos diferentes de sistemas de acionamento de descargas de banheiros. A versão mais antiga é aquela com caixa suspensa, funcionando por vácuo ou válvula – necessitando de coluna hidráulica embutida na parede. Já a versão mais atual é com caixa acoplada. Só lembrando que a descarga só estará mesmo completa pela última peça, que é a bacia sanitária.

Ambos os modelos, quando obsoletos, podem apresentar um fluxo contínuo de água, ou seja, um vazamento que deve aumentar horripilantemente a conta de consumo. Cuidado!

Ademais, hoje em dia, já existem descargas dos dois tipos com opção de acionamento com dois fluxos, o que também ajuda na economia de água.

Válvula de parede

Este modelo de descarga já foi até mais utilizado em projetos de arquitetura residencial. É um sistema reconhecido pela boa pressão – que pode ser regulada por um parafuso interno na peça embutida na parede. Sua aparência é discreta e compacta. A grande vantagem é possibilitar vazão de fluxo com duração que o usuário quiser. Porém, é justamente isso que faz aumentar a conta de água. Além do mais, é bastante difícil fazer a manutenção de tudo – às vezes, exigindo quebra de azulejo e alvenaria. Fora que exige um encanamento de alimentação de diâmetro maior, vindo independente e diretamente do reservatório. Então,… Vamos ao plano B?!

Caixa acoplada

descargas bacias sanitárias
Imagem reprodução da TubeSobre em YouTube

Este é o nosso plano B! A caixa acoplada é o modelo de descarga mais utilizado hoje nos projetos, pois apresenta um sistema conhecido pela economia de água, por não permitir descargas demoradas. Outra razão pela sua alta indicação é porque é fácil de ser instalada, sem maiores trabalhos em alvenaria. Sua manutenção também é menos cara, pois, internamente, é composta de peças de plástico. A principal desvantagem é apresentar baixa pressão, por conta do reservatório principal estar a poucos centímetros da própria bacia. E a outra é ocupar mais espaço de planta, por conta desse reservatório. Mas, no geral, vale muito mais a pena, não acha?

Informação Bônus

Medidas padrão:

Para válvula: altura de entrada de água deve ter de 33 cm e a distância da parede até a saída de esgoto 25 cm.
Para caixa acoplada: altura da entrada de água 20 cm e a distância da parede até a saída de esgoto 30,50 cm.

Veja Também: Ducha higiênica – saiba tudo sobre este acessório para banheiros


O Engenharia 360 tem muito mais a compartilhar com você! Confira ao webstories a seguir!


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Engenharia 360

Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.

Nem precisamos dizer que a Google é uma das companhias mundiais mais disputadas pelos candidatos às vagas de trabalho. Por isso, podemos usar justamente a visão desta empresa de ‘currículo ideal’ para entender o que fazemos de errado e o que podemos fazer de certo na hora de nos apresentarmos ao mercado. Saiba mais no texto a seguir!

Erro de currículo mais fatal cometido por inúmeros candidatos

Conforme a Google, a primeira coisa no qual podemos falhar, sem querer, é montar um currículo de diversas páginas, folhas e mais folhas tentando “resumir” uma vida inteira de experiências. É legal mostrar as coisas boas que pode oferecer a uma empresa, mas não precisa entregar estas informações já no currículo. Afinal, é para isso que existe a entrevista depois! Ou seja, tente ser o mais claro e objetivo possível com as informações fornecidas neste primeiro momento. A saber, o poder de síntese também é algo admirado pelos entrevistadores. Pense nisso!

seleção de empregos
Imagem reprodução da Startupi

Veja Também: Google acredita no Brasil! Empresa anuncia que vai contratar 200 engenheiros até 2023

Acertos muitos bem vindos para quem concorre a uma vaga de trabalho

Ser organizado é uma característica valiosa para a Google, e isso já pode ser demonstrado na montagem do seu currículo!

Monte este documento focando em relatar apenas aquilo que interessa para a vaga de trabalho para o qual está concorrendo! Inclusive, se você está buscando selecionar oportunidades em várias áreas, pode cogitar elaborar vários modelos de currículos diferentes para entregar – arquivos prontos que possam ser adaptados de acordo com cada processo. Assim, veja a que estas empresas estão se referindo nos anúncios e monte sua lista de competência usando estes mesmos parâmetros – ou o anúncio como guia – para a montagem do currículo.

Quanto mais simples ficar a apresentação desse documento, melhor! A Google ensina que deve-se começar pelas experiências profissionais e acadêmicas mais recentes e mais importantes – claro, que tenha a ver com o cargo pretendido. Seja bem específico também na descrição de habilidades como uso de ferramentas ou conhecimentos em idiomas. E, no cabeçalho do seu currículo, não podem faltar as seguintes informações:

⦁ contatos atualizados (nome, telefone e e-mail), mas evitando dados que possam te expor demais (como RG, CPF e número de carteira de motorista);
⦁ objetivos (para que tipo de empresa gostaria de trabalhar, o que gostaria de aprender e como gostaria de crescer como profissional);
⦁ e atividades extracurriculares relevantes (tipo competições).

plataforma de cursos
Imagem de Steven Weirather por Pixabay

Dicas extras do Engenharia 360 para você

Se você quer uma boa referência de currículo, pode se basear em outras pessoas que trabalham na empresa Google ou outra para o qual está se candidatando. Observe o que elas descrevem de especial em seu perfil no Linkedin, por exemplo. Veja que habilidades e competências elas citam, ou como falam dos projetos que participam. E não esqueça de avaliar a linguagem que a própria empresa usa nas redes sociais. Isso pode te ajudar a montar um documento mais de acordo, aumentando suas chances de ser escolhido.

Agora, reflita sobre você. Seu currículo deve ser um breve relato de sua história. Planeje as seções do documento sobre essa ideia! E boa sorte!


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Engenharia 360

Redação 360

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A física dos telefones é antiga e, ao mesmo tempo, bastante atual! Por isso, ela merece demais ser citada aqui, no Engenharia 360! Também, como não ficar admirado pela agilidade e facilidade da comunicação a longa distância promovidas por estes aparelhos? Não é à toa que ficaram populares – algo que pode ser comprovado através de dados da Indústria de Telecomunicação Móvel.

As vendas de produtos dessa linha cresceram demais nas últimas duas décadas, inclusive impulsionando o desenvolvimento de outras tecnologias – frutos do trabalho de vários cientistas, engenheiros e matemáticos. De repente, os celulares passaram a ser indispensáveis ao nosso estilo de vida moderno. Mas como explicar a capacidade de som dos aparelhos vendidos hoje nas lojas? Ou ainda o seu funcionamento de tela, decodificação de sinal, e mais? Em tudo isso estão anos e anos de pesquisas aplicadas à Física! Saiba mais no texto a seguir!

Como funciona a tecnologia dos telefones celulares?
Imagem de Firmbee por Pixabay

Por que alguns telefones são chamados de ‘celular’?

Celulares têm esse nome porque estão sujeitos, para o seu funcionamento, a um serviço que foi dividido em áreas chamadas justamente de ‘células’. Cada célula, que pode variar de tamanho conforme o volume médio de ligações realizados em uma região, possui uma estação de rádio base com uma ou mais antenas que captam as mensagens vindas dos aparelhos e, quando preciso, as transferindo para uma Central de Computação e Controle. Essa central pode, por exemplo, localizar um destinatário de ligação. Inclusive, é isso que a polícia faz, localizando a posição de um celular quando o mesmo estiver ligado.

Como funciona a tecnologia dos telefones celulares?
Imagem de natureaddict por Pixabay

Como funcionam os sistemas dos celulares?

Então, pelo que conseguimos entender, os celulares enviam sinais por ondas de rádio sem necessidade de fio. Assim, a voz que sai do usuário viaja pelo ar; “caminha” como ondas de rádio; é captada através de uma fina membrana diafragma por um microfone instalado no aparelho, que vibra com a incidência e que transforma isso em sinais elétricos. Aliás, o que faz vibrar essa membrana é uma bobina com um ímã ligado à circuitos elétricos – como poderia ser explicado na Lei de Faraday.

Transmissão de dados

Mas olha que interessante! A voz humana possui um timbre característico que se difere de outros sons que ouvimos. Isso foi entendido e estudado pelos cientistas na década de 1820. Na oportunidade, Jean-Baptiste Joseph Fourier desenvolveu um método matemático chamado de Transformada de Fourier, uma equação que permite transformar qualquer sinal periódico em uma soma de senos e cossenos. E se isso não tivesse acontecido não seria hoje possível realizar a transmissão digital de dados, pois implicaria um enorme tráfego para cada ligação. Por exemplo, essa tecnologia é aplicada nos dias atuais para a transmissão de áudio, compactação de imagens em extensões, como .jpeg, .jpg, algoritmos de reconhecimento de voz, entre outros.

Como funciona a tecnologia dos telefones celulares?
Imagem de Michael Schwarzenberger por Pixabay

Já em 1942, Hedy Lammar e George Antheil inventaram um sistema capaz de alterar frequências de rádio pensando em auxiliar as tropas americanas na Segunda Guerra Mundial. Isso, mais tarde, permitiu a mobilidade dos telefones celulares. Quando os primeiros celulares surgiram, a tecnologia foi implementada por meio da repetição de várias torres que cobriam pequenas células – assim como era utilizado para as rádios. Mas agora temos o auxílio de grandes torres, com muito maior cobertura, além dos satélites de telecomunicações.

Tecnologias de Tela

Os celulares mais modernos apresentam telas com tecnologias LED – diodo emissor de luz -, emitindo luz como resposta à passagem de uma corrente elétrica através de materiais semicondutores. Parece até bastante simples com esta explicação resumida. Contudo, por décadas, os físicos só conseguiam produzir LEDs verdes e vermelhos. Foram os japoneses Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura, nos anos de 1990, que conseguiram o primeiro LED azul, viabilizando a tecnologia por trás dos LEDs brancos. Agora, os LEDs estão cada vez mais presentes nos celulares. Mas uma nova promessa é a utilização do OLED – diodo emissor de luz orgânico, feito de sais de polímeros e complexos orgânicos fosforescentes – para telas maleáveis, curvas e dobráveis!

engenharia de telecomunicações
Imagem reprodução de Gizmodo

Veja Também: Celulares – quais as novas tecnologias e o que pode mudar nos próximos anos?


Fontes: Superinteressante, UOL,

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Redação 360

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Depois de 5 anos cursando o bacharelado em Engenharia Física – onde foi possível ver disciplinas de matemática, física, química, computação e estatística, além de administração, economia, materiais, produção e além -, o profissional está pronto para o mercado. Mas você realmente consegue entender o que esse engenheiro faz? Pois saiba que sua pesquisa e atuação científica é bastante importante em nossa sociedade. Saiba mais no texto a seguir!

Engenharia Física
Imagem reprodução da TecMundo

A aplicação do conhecimento de Engenharia Física, na prática

Os engenheiros físicos utilizam o seu conhecimento na pesquisa e desenvolvimento de materiais e novas tecnologias. Tentando resumir, diríamos que seu trabalho faz praticamente uma ponte entre a pesquisa científica pura e a sua aplicação tecnológica. Por fim, isso acaba fazendo a diferença em setores como produção de componentes eletrônicos e elementos para sondas e exploração de diagnósticos. 

Outros que se beneficiam do conhecimento dos engenheiros físicos são os médicos e biomédicos que utilizam os equipamentos por eles desenvolvidos – no caso daqueles que utilizam raios lasers. E ainda devemos destacar as indústrias química e petroquímica, onde estes engenheiros se envolvem em projetos e testes de novos produtos.

Engenharia Física
Imagem reprodução da Técnico Lisboa – Universidade de Lisboa

As áreas de atuação dos engenheiros físicos

Claro que depois de formado, o engenheiro físico precisa ter seu registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) para poder exercer a profissão. Mas, depois disso, ele pode fazer muita coisa no mercado de trabalho. Veja os exemplos!

  • Planejamento e gerenciamento da produção de componentes eletrônicos empregados em exploração de diagnóstico nas áreas médicas.
  • Desenvolvimento de novas tecnologias na área de transmissão de dados.
  • Desenvolvimento de equipamentos e outros componentes para transmissão de energia elétrica, solar ou nuclear.
  • Criação de dispositivos que utilizam cerâmicas supercondutoras.
  • E projetos e ampliações de dispositivos de instrumentação óptica que utilizam raios lasers empregados na realização de diagnósticos e pesquisas biomédicas.
Engenharia Física
Imagem reprodução da Orientu

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Engenharia 360

Redação 360

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O Engenharia 360 criou mais um artigo especial colaborativo para responder às questões enviadas por nossos leitores e seguidores. A pergunta apresentada neste momento é “Que software ou softwares os profissionais consideram essenciais nas áreas de Engenharia e por quê?”; além disso, “Qual ou quais softwares eles indicariam para iniciantes profissionais – mesmo ainda na faculdade -, para irem exercitando as suas habilidades?”. As respostas da nossa equipe você verá no texto a seguir!

Engenharias em Geral

O Eng. Eduardo Mikail ressaltou que, apesar do BIM estar cada vez mais dominando o mercado, ainda sim, o AutoCAD é muito usado. Mas também que vale o destaque para as ferramentas que já trabalham na metodologia BIM, como Enscape e Revit. Aliás, ele faz um convite muito especial para os leitores e expectadores do 360, que é aproveitar para conferir os cursos oferecidos pelo próprio Engenharia 360 na área de BIM. Acesse o link a seguir para saber mais!

Projete Fácil BIM – Engenharia 360 e A Arquiteta

programas engenharia e arquitetura
Imagem reprodução de AutoCad – All3DP

Engenharia Elétrica

O colaborador Eng. Rafael Panteri Nakahara comenta que, para a área de Elétrica, primeiro, recomenda o famoso AutoCAD. Já especialmente para simulações de circuitos elétricos e eletrônicos, o Multisim – bastante complexo, com todos os componentes necessários para o desenvolvimento dos trabalhos. Contudo, ele lembra ainda que ambos são pagos. Então, se o profissional desejar uma alternativa gratuita, Rafael orienta considerar o TinkerCad – outro com bastante componentes; “Dá para brincar bastante.”, ele disse. Inclusive, a sua sugestão é começar com este programa, que já possui algumas simulações elétricas e eletrônicas prontas. “Mas, saindo da parte da Elétrica em si, conhecer o Excel também seria importante!”.

programas engenharia e arquitetura
Imagem reprodução de Multisim – KubaDownload
programas engenharia e arquitetura
Imagem reprodução de TinkerCad – TECNOLOGIA EDUCA BRASIL

Veja Também:

TQS vs Eberick: Qual é a melhor opção de software?

Engenharia Química

O Eng. Diego Rafael Santos cita os Softwares de simulação da Aspentech, incluindo o Aspen Plus, que é um software de simulação de processos químicos utilizado para dimensionar equipamentos, analisar diferentes condições de processo e promover estratégias de otimização. Ele lembra que as ferramentas da Aspentech estão presentes em grandes empresas como Braskem, Shell, Evonik, Ajinomoto, Oxiteno, Petrobras e muitas outras. E também que algumas universidades utilizam as ferramentas da Aspentech nos cursos de Engenharia Química, como USP, UFPR e Unicamp.

programas engenharia e arquitetura
Imagem reprodução de Aspen Plus – The ChemEng Student

Diego também traz a sugestão do Power BI, da Microsoft, que é uma ferramenta de business intelligence formada por um conjunto de serviços de software, aplicativos e conectores. O programa poderia juntar diversas fontes de dados não relacionados e converter em informações tratadas, visualmente acessíveis e interativas através de dashboards. É uma ferramenta também muito utilizada na indústria e em grandes corporações. Aliás, não só o Power BI, mas também outras ferramentas de business intelligence, como Google Data Studio e Tableau, por exemplo.

programas engenharia e arquitetura
Imagem reprodução de Microsoft Power BI

“A saber, Aspen é uma ferramenta de Engenharia Química, mas o Power BI é utilizado em qualquer área. E pra quem trabalha com projetos, há os bons e velhos softwares 3D, como Catia, Inventor, SolidWorks e Solid Edge.”

Veja Também:

O futuro da modelagem 3D: Será que o BIM pode substituir AutoCAD?

Engenharia Civil

O Eng. Cristiano Oliveira da Silva começou sua análise sobre as atividades que realiza no seu dia a dia, atuando em trabalhos de cálculo de estruturas. Para começar, ele fala do Word, que ajudaria na criação de relatórios técnicos, memoriais descritivos e memória de cálculo; e do Excel, para planilhas de cálculo – recursos fundamentais para automatizar cálculos e inserir nos relatórios -, “(…) tenho exemplos das minhas planilhas e planilhas dos outros, porque dividimos e compartilhamos entre nós. São recursos fundamentais e muito práticos. Também uso “plug-ins”, programados em Visual Basic.”.

Agora, sobre softwares de cálculo estrutural, Cristiano diz que vai depender da cultura da empresa. “Já trabalhei com o Strap (hoje é o que a empresa que trabalho disponibiliza), SAP2000, F-Tool (educacional e gratuito!), TQS… O fato é que uma vez compreendida a lógica do software (que é: introduzir nós, barras, atribuir propriedades físicas e mecânicas, aplicar carregamento e processar), o desafio é escolher o que melhor se adeque à necessidade. Por exemplo: SAP2000 é ótimo para Estruturas Metálicas e Strap melhor para Estruturas de Concreto (isso é absolutamente subjetivo e pessoal, é uma preferência minha). Prédios com pavimentos-tipo bem definidos, o TQS é muito bom! E para projetos de movimentação de terra, terraplenagem, infraestrutura, o AutoCAD Civil 3D é muito bom.”.

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Imagem reprodução de Strap – ATIR Engineering Software

Para o contexto da obra, Cristiano recomenda o Navisworks, porque conversa com softwares de planejamento (MS Project, Primavera, etc); é um programa de gerenciamento e acessível a todos os envolvidos, de fácil manejo. Já para a produção de desenhos técnicos, ele lembra do Revit, que é uma “evolução” do AutoCAD. Aliás, ele ressalta como o AutoCAD ainda é muito difundido, porque a maioria dos usuários não são desenvolvedores. “Explico: os projetistas são os ‘pilotos’, mas a equipe que desenvolve o ‘carro’ é quem não pilota. Portanto, é uma etapa fundamental identificar as necessidades, os usos e desenvolver soluções otimizadas para atender a essa demanda. E aí, as soluções de softwares vão muito além do Revit. E há soluções além da Autodesk, como a Bentley, que apresenta softwares semelhantes.”.

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Imagem reprodução de Navisworks – Projeto Batente
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Imagem reprodução de Revit – Cursos Construir

Contexto BIM

Pensando num contexto BIM, Cristiano diz que é fundamental identificar o Fluxo de Trabalho. “Qual é o meu produto? Desenho técnico? Planejamento? Estimativa de custos? Desenhos paramétricos?. Na prática, não dá pra fugir de identificar o tal Fluxo de Trabalho. E quando pensamos em fluxo de trabalho, torna-se importante o conceito de Interoperabilidade, que é a capacidade de compartilhar informações entre softwares diversos.”. Também há softwares para gestão de modelos na nuvem (Autodesk 360, por exemplo).”

“Seja como for, repito o que aprendi na faculdade: software não faz nada sozinho! É preciso um bom modelador e alguém experiente para garantir que o que está sendo modelado respeita as normas e boas práticas de Engenharia. É o famoso ‘shit in – shit out’!

Os softwares são meros facilitadores do nosso trabalho e ajudam muito na geração de informação e documentação técnica. Não fazem mágica e se não souberem ser ‘pilotados’, são mais fonte de dor de cabeça do que de solução (ok, isso é óbvio, mas sempre bom reforçar que software é ferramenta).”

“Vivemos uma era em que não temos mais muito limite computacional (se sair o computador quântico, aí o limite tende a infinito!), uma infinidade de softwares e recursos disponíveis.”

Arquitetura

Por fim, a nossa colaboradora Simone Moraes Tagliani, formada desde 2008 em Arquitetura, lembra que o desenho a mão ainda é essencial em muitas fases, pois ele é libertador. Que os profissionais entendem que os softwares ainda travam demais a criatividade que se precisa ter. Mas uma hora chega a vez de fazer o projeto executivo, e daí não tem vez.

Ela fala que houve um tempo que os arquitetos usaram Form Z, Blender, 3D Studio, 3D Max e V Ray. Que o AutoCAD ainda é base nos escritórios. Mas que o Revit entrou com força no mercado para melhorar os trabalhos, adaptados agora ao conceito BIM.

Simone disse que sua admiração sempre será o VectorWorks, mas que acha que, atualmente, o queridinho de muitos para as maquetes 3D ainda é o Sketchup e sua SketchUp Extension Warehouse (embora não tenha mais sua versão gratuita como antes). Para os renders, a preferência dela é o Thea Render. E termina seu testemunho lembrando que aqueles que trabalham com interiores ainda podem precisar de programas como Archicad e Promob.

programas engenharia e arquitetura
Imagem reprodução de Vectorworks – Avaliações de softwares empresariais da Software Advice
programas engenharia e arquitetura
Imagem reprodução de sketchup – ArchDaily

Então, gostou das dicas apresentadas pelos colaboradores do Engenharia 360? Tem mais softwares que gostaria de acrescentar à esta lista? Escreva nos comentários!

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

É fato, precisamos constantemente voltar ao assunto ‘mulheres no mercado de trabalho‘! Por quê? Bem, como já sabemos, existem barreiras absurdas que ainda impõem a desigualdade de gênero em diversos setores e esferas brasileiras. Óbvio que, nesse contexto, estão as engenharias também! Aliás, existe, sim, um número muito menor de meninas que se interessam em ingressar nesse nicho de mercado. E a própria sociedade ainda, de vez em quando, lança suposições absurdas, como ‘ter mulheres em obras é sinônimo de fracasso dos planos’.

Neste Dia Internacional da Mulher, nós, do Engenharia 360, queremos reforçar a mensagem de que as mulheres são muito competentes, abrindo caminho nas áreas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática. E que elas são capazes de identificar prontamente soluções tecnológicas eficazes para os mais variados desafios sociais, ambientais, políticos e econômicos urgentes do mundo atual.

A trajetória das mulheres na Engenharia Brasileira

dia da mulher - mulheres no mercado
Imagem de sagoodi por Pixabay

Você pode não acreditar, mas, aqui no Brasil, as mulheres acima de 21 anos só puderam votar pela primeira vez, com direito garantido no Código Eleitoral, no ano de 1932. Isso foi bem antes da criação do Sistema CONFEA/CREA, por exemplo; fora que ainda levou dois anos para isso estar registrado na Constituição Federal. Atualmente, as mulheres representam a maioria dos eleitores do nosso país. Mas, se tivermos que falar sobre as brasileiras no mercado de trabalho, devemos destacar que só em 1945 é que se formou a primeira engenheira negra no setor civil da UFPR, a Enedina Alves Marques. A saber, ela participou da construção da maior hidrelétrica subterrânea do sul do país, a usina Capivari-Cachoeira.

Preconceito persistente contra toda mulher

dia da mulher - mulheres no mercado
Imagem de sawaeng wonglakorn por Pixabay

Hoje, a maioria da população brasileira é composta de mulheres. Mesmo assim, elas são minoria na política, dentro dos conselhos profissionais, no mercado de trabalho, na docência de universidades, no judiciário, nas engenharias, e mais. Inclusive, elas formam apenas 15% do quadro de registros do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA). Mas por quê? Talvez seja o reflexo do preconceito, de normas ultrapassadas, do machismo, do sexismo e de expectativas errôneas persistentes em toda a sociedade. De algum modo, tudo isso afasta muitas mulheres até mesmo da boa educação. Inclusive, de acordo com a UNESCO, por meio do relatório Cracking the code: Girls and women’s education in STEM -, apenas 35% dos estudantes do ensino superior nas áreas do STEM são mulheres.

A transformação desse cenário deve começar com a criação de mais oportunidades. Para começar, com uma educação para todos, independente de gênero ou etnia.

Sim, nosso país é muito bem democrático no discurso, mas, na prática… Nossos problemas sociais e políticos – em grande parte, contribuindo para a desinformação – ainda estão atrapalhando demais o crescimento das mulheres em várias frentes de carreira! Por isso, precisamos combater com a boa informação! E o 360 está tentando fazer a sua parte; a sua é compartilhar este texto!

Veja Também:

Especial Dia Internacional da Mulher: 360 Entrevista a Engenheira Mariangela Ikeda Ribeiro

Especial Dia Internacional da Mulher: 360 Entrevista a Engenheira Gênova Arruda

Urgência por mais mulheres no mercado de trabalho

Em 2019, havia apenas 12% de mulheres no plenário dos CREAs; em 2020, o aumento ainda foi muito baixo, para 14%. E há mais outros números desanimadores. Por exemplo, de acordo com o Relatório de Desigualdade Econômica e Gênero de 2021, do Fórum Econômico Social, no ritmo atual, o mundo levaria 135,6 anos para uma paridade de gênero. Não existem dúvidas de que, na última década, ainda tivemos um grande retrocesso na luta das causas femininas. Isso é inaceitável!

Precisamos discutir mais e de forma URGENTE por que mulheres ocupam menos espaços que já foram considerados majoritariamente masculinos. Por exemplo, conforme o último censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), só 37,3% dos formandos em cursos de graduação de engenharia, produção e construção eram do sexo feminino. E olha que interessante, estamos muitos passos atrás da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem, como um de seus propósitos, a equidade de gênero no mundo.

Para reforçar a discussão sobre a presença das mulheres no mercado de trabalho, sobretudo no setor das engenharias, recomendamos que você assista aos vídeos a seguir!

Devemos trabalhar, juntos, para aumentar cada vez mais a participação das mulheres também nas engenharias, agronomia, geociências e além. Afinal, qualidade técnica não deve ser avaliada por sexo, gênero, raça ou classe social. Lembre-se que o que diferencia um bom profissional de um ruim são as suas aptidões, habilidades para desenvolver soluções e competências para lidar com os desafios impostos pela carreira e pelo mercado!


Veja Também: Girl Power – como as mulheres têm se destacado nos cargos de alta gestão?


Fontes: Diário do Poder, O Popular, Confea.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Estamos vivendo uma fase de mudanças rápidas e agressivas. As pessoas se veem numa situação muito séria de isolamento social, onde passam a ficar mais tempo reclusas em suas áreas privativas. Mas, por outro lado, e talvez por esse motivo, elas também passaram a perceber melhor as áreas verdes e abertas de suas casas e escritórios. Isso obviamente aumentou o interesse de todos por assuntos ligados ao mundo do paisagismo – seja para casas de cidades, praias ou campos -; e assim, por consequência, houve uma maior valorização da categoria. Até mesmo podemos ver, nos últimos anos, uma reinvenção da profissão, pensando em criar propostas de espaços de jardins e de convivência que realmente mudem a rotina das pessoas, melhorando o seu contato com a natureza, consciência ambiental e qualidade de vida. E é para entender tudo isso que decidimos conversar com a arquiteta paisagista Caterina Poli (Catê Poli). Confira a entrevista no texto a seguir!

Arquitetura Paisagística
Imagem reprodução de Caterina Poli
1) Vamos começar esta conversa falando sobre os seus primeiros anos de carreira. Você se formou nos anos noventa pela FAU-USP, não é mesmo? Em uma entrevista para o site Paisagismo em Foco, você disse que começou seu trabalho já na faculdade, estagiando na área de paisagismo. Inclusive, você comentou que, na época, os desenhos eram feitos à mão. Conte como foi essa sua experiência inicial de carreira!

“O meu primeiro estágio foi porque meu pai estava querendo que eu estagiasse. Eu estava no terceiro ano de faculdade e uma amiga minha disse ‘Ah, minha mãe está precisando…’, e era estágio de paisagismo. Então, eu disse ‘Ah, vou fazer!’ e comecei na área. Até hoje, essa amiga é minha amiga. E eu não consegui ‘fugir’ do paisagismo; fui arrumando outros e outros estágios, sempre na área de paisagismo.

Acho que a minha turma de faculdade pegou justamente aquela fase do trabalho de TCC à mão. Alguns primeiros empregos foram com arquivos eletrônicos, quando o pessoal começou a fazer em AutoCad aqui, em São Paulo.”

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2) Quem lida com Arquitetura sabe que o paisagismo não se restringe ao plantio de espécies, mas também com questões de luminotécnica; planejamento de mobiliários, equipamentos e outras estruturas; paginação de pisos; e muito mais. É como formar uma moldura para a Arquitetura, valorizando ainda mais os seus espaços através de áreas personalizadas e integradas às zonas internas e externas das casas, edifícios e além. Pode definir melhor para nós o que significa ser paisagista?

“Na verdade, qualquer um pode ser paisagista, pois não é uma profissão regulamentada. Está em votação em Brasília, mas sabe como é essa vida dos políticos, né? Na Pandemia, deu uma parada; já foi votado na Câmara, falta ser votado no Senado para regulamentar a profissão de paisagista.

Então, teoricamente, qualquer um, neste momento, que quiser falar que é paisagista, pode ser. Mas um arquiteto paisagista que faz Arquitetura Paisagística, que é Arquitetura de Exteriores, não é uma pessoa que só faz, vamos dizer, jardinagem e plantio. Envolve todos os elementos construídos externos – piscina, pergolado, orquidário e redario, espelho d’água, caminhos, pisos, iluminação, além da própria vegetação em si. Então, não é só ‘colocar umas plantinhas’ Essas são as vantagens que eu vejo em ser um arquiteto paisagista!

Realmente, é uma área complementar da Arquitetura e está cada vez mais sendo procurada antes, né? No momento da aprovação, no Anteprojeto Arquitetônico ou na aprovação de um Projeto de Prefeitura. Então, o Paisagismo está entrando cada vez mais e ele entra antes da obra estar pronta e de ‘colocar as plantinhas’. O Paisagismo entra antes!”

3) Recentemente, o Governo Federal assinou um projeto de lei que, finalmente, regulamentou a profissão de paisagista no Brasil. Como, na prática, você acha que isso tem impactado quem trabalha ou deseja trabalhar na área?

“Como dito antes, não regulamentou ainda, infelizmente!”

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4) De acordo com a nossa pesquisa, imaginamos que você foca o seu trabalho no mercado residencial, é verdade? Mas agora especialmente gostaríamos que você comentasse como é a relação da execução do Paisagismo com a Engenharia. Em certo artigo, você comentou que alguns pensam que o Paisagismo “tira a cara de obra e humaniza a casa, faz em poucos dias o que a construção levou muitos meses”. Pode falar mais sobre isso, sobre essa relação Paisagismo e Engenharia?

“Acho que se você faz Arquitetura Paisagística você tem que ‘conversar’ não só com a Arquitetura, com o arquiteto da casa ou quem faz interiores, mas também a parte de Engenharia. Sempre tem um elemento externo construtivo – uma caixa de passagem, uma cisterna – que acaba interferindo. E você tem que entregar os desenhos executivos para que a Engenharia possa construir a parte Externa.

Sempre tem uma ‘interferência’ para atrapalhar o Paisagismo (risos). Você não pode plantar porque tem uma coisa no meio, uma coisa de hidráulica, de esgoto pluvial… Então, a gente também precisa analisar esta parte. E sempre faço com a Engenharia – um facilitando o trabalho do outro -, para que resulte num trabalho bacana.

Faço 98% residencial mesmo!

E o engenheiro sempre fala ‘Pô…’; vira e mexe eles falam ‘Pô, Catê, a gente foca um ano e meio na obra e você faz… a execução da obra é em duas, três semanas, e o jardim fica pronto imediatamente’. Não imediatamente, né? Tem que esperar para crescer! Um jardim nunca fica pronto imediatamente, mas é muito mais rápido do que uma construção. Plantio é um processo muito rápido!”

5) O mercado imobiliário tem crescido demais nos últimos anos, apesar das diversas crises que enfrentamos com a economia. Pode nos dizer qual a contribuição do Paisagismo nisso tudo? Quanto de valor é agregado sobre uma construção civil com o trabalho de Paisagismo? Afinal, por que os engenheiros deveriam apostar no “movimento verde”, principalmente pensando no cenário que vivemos?

“O mercado mobiliário vem crescendo, mas o crescimento maior se deu agora na Pandemia, principalmente de residências. O pessoal saindo em busca de qualidade de vida.”

“Acho que, na parte de escritórios, piorou muito.

O Paisagismo é, na verdade, como é uma tendência, então tem gente procurando por imóveis com mais paisagismo, né? O Paisagismo pode valorizar um imóvel! Tem gente procurando casa por causa do jardim.

Mas, é isso! Ainda tem um longo processo. Não é uma coisa imediata!”

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6) Ainda sobre o trabalho de paisagismo, poderíamos dizer que houve uma evolução enorme. A necessidade do desenho no computador em 2D permanece. Porém, as apresentações através de maquetes eletrônicas – e agora até das experiências em realidade virtual – facilita a compreensão das ideias, principalmente para os clientes. Conte como o Paisagismo aproveita hoje as novas tecnologias – como inteligência artificial, computação em nuvem, simulações em softwares e mais.

“É, eu acho que a gente tem que usar a tecnologia ao nosso favor, né? Para fazer o cliente compreender melhor o trabalho e evitar dúvidas ou incertezas, ou que a pessoa não entenda o que está acontecendo do que você está propondo. Então, eu acredito muito que o Paisagismo tem que acompanhar as tendências da Arquitetura e a Tecnologia. Não faz sentido ter uma apresentação 3D de uma casa e do Paisagismo ser em 2D.

Hoje em dia, acho primordial, tanto que eu tenho uns clientes que às vezes falam ‘Ah, para que 3D? Não precisa!’ e eu falo ‘Não abro mão do 3D’, porque todas as vezes… as últimas vezes que abrimos mão, o cliente não entendeu nada. Daí é pior, muito pior; economia porca! 3D é ferramenta de trabalho! Acho imprescindível; ADORO 3D!

A gente ainda não faz aquele super 3D no BIM. A gente faz no Sketchup, mas já dá para entender bem. E tem esta coisa de busca da tropicalização dos blocos de plantas, pois não tem ainda muitas plantas tropicais, porque a maioria dos softwares é de origem ‘gringa’. Então, tem algumas pessoas criando esses bloquinhos de plantas brasileiras, tropicais.”

7) Por certo, a arquitetura pode transformar o mundo de modos que nem imaginamos. Frequentemente, o Engenharia 360 noticia trabalhos de arquitetos e engenheiros que levam um pouco do seu conhecimento às camadas mais simples da população, inclusive ajudando na questão estética e ecológica das cidades. Dentro disso, como você acha que podemos democratizar a Arquitetura Paisagística?

“Eu acho que o paisagista pode estrar nas camadas mais simples, como para uma organização dos espaços urbanos, nas praças, nos parques, revitalização de áreas degradadas. Mas tudo isso depende da iniciativa pública, que é uma coisa mais difícil aqui, no Brasil, essa valorização… Porque as pessoas mal têm casa, saneamento básico, educação, não têm acesso à saúde – tem, mas nem todos têm. E se a gente pensar no Paisagismo, parece uma coisa de extremo luxo, mas pode entrar também nessa parte funcional, em hortas urbanas ou hortas comunitárias pensando nessa coisa de combater a fome mesmo. Daí não tanto como um desenho, mas como uma parte funcional mesmo, social.”

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8) É claro que o Paisagismo está fazendo o dia a dia das pessoas neste momento de covid muito melhor. Afinal, por que ter plantas em casa ajudaria na melhora da saúde das famílias e de suas próprias residências – lembrando também da questão do conforto ambiental?

“Na verdade, se as plantas trazem bem estar ou não, assim, se elas melhoram a saúde ou não, não sabemos. Mas elas trazem sensação de bem estar. Isso se você curte plantas. Se você não curte, também não adianta (risos)! E tem a parte de conforto térmico quando você tem um jardim externo. Acho que, se você tiver uma urban jungle com bastante plantas, você tem um ambiente mais fresco. Mas teria que ter muitas plantas. Se você tiver duas plantas em casa, uma no vaso, não adianta nada.

Mas acho que é isso! As pessoas começaram a valorizar o contato com a natureza, que traz um bem estar que traz uma sensação de melhora de qualidade de vida. Acho que é mais por isso mesmo!”

9) A pandemia também obrigou muitos profissionais a adotarem um esquema de trabalho diferente. Enfim, como foi para o Paisagismo manter equipes de projetos afastados, em home office, por exemplo? Foi possível tocar os negócios apenas através das apresentações de maquetes eletrônicas? As tecnologias realmente conseguem hoje substituir o contato humano tão necessário sobretudo nas etapas iniciais de concepção de projeto?

“A gente se adaptou num dia. A gente pensou que ficaria longe umas semanas e estamos online mais de dois anos, e tem arquitetas do escritório que foram morar em outra cidade, contratei estagiária de outra cidade também. A gente conseguiu trabalhar muito bem, a gente se adaptou muito bem, porque nosso escritório é basicamente de projetos. Então, acabou não fazendo visitas à obra, mas o desenvolvimento de projetos é feito cada um na sua casa.

E a ideia é voltar no híbrido, com alguns dias no escritório, um ou dois por semana, e todo mundo trabalhar tranquilo de casa, até mesmo num horário que for mais conveniente, com alguma flexibilidade. Eu acredito muito nisso, na pessoa trabalhar feliz, não trabalhar…não precisa vir, perder tempo, presencialmente ou ficando preso no trânsito ou no transporte coletivo.

Com clientes às vezes mais idosos, com dificuldade com tecnologia, foi um pouco mais penoso. Mas com a maioria, vamos dizer que 95%, foi muito tranquila a aceitação.

Mais econômico para o meio ambiente, mais eficiente, é tudo melhor! Não mudou em nada a qualidade da entrega do nosso projeto.

Tecnologia é VIDA!

Para Arquitetura, para Interiores, que são projetos mais complexos, que ficam, às vezes, um ano… Acho que é mais imprescindível o presencial. O Paisagismo é um processo muito rápido, de uns dois meses, de duas ou três reuniões só. Então, não tem a necessidade mesmo de ter o contato físico. Ninguém precisa ver meu corpo; ver meu rosto já está ótimo (risos).”

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10) Sabemos que, nessa crise, muitos profissionais encontraram na web uma forma de divulgar os seus trabalhos via redes sociais e conseguir manter contato com os seus clientes – e até adquirir novos. Será que essa seria a chave para manter o consumo do setor de Arquitetura e Engenharia mesmo depois da pandemia? Conte para nós como o novo Marketing ajuda o mercado de Paisagismo.

“Eu fiz pós em Marketing, na ESPM. Fiz Arquitetura na USP e depois eu fiz esta pós em Marketing na ESPM.

Acho que o Marketing faz sempre parte do business e sempre investi em alguma divulgação. E o Instagram deu muito certo pra gente; e, hoje, talvez uns 50% dos clientes venham do Instagram. Muito legal, pois a gente consegue atingir o Brasil inteiro. E acho que é isso ‘quem não é visto não é lembrado’! Acho difícil alguém não ter redes sociais hoje em dia… que seja para a vida profissional. Eu, na minha vida pessoal, não gosto de ficar aparecendo. Tenho Facebook só para os amigos. E não fico me postando muito no Instagram, acho meio brega; prefiro que apareça mais o meu trabalho – não é brega, acho meio esquisito aparecendo ali.

Não dá pra não ter perfil profissional pra divulgar seu trabalho mais. Tecnologia, de novo, trabalhando para nós!”


“Posso acrescentar uma coisa? Sobre sustentabilidade

Uma coisa que eu acho que o paisagista tem que se preocupar no trabalho não é só a beleza, a estética, a funcionalidade, a técnica, mas também um pouco com a sustentabilidade, porque a gente tem uma função. A gente pode ter também uma função de preservação ambiental, de plantar as árvores nativas. Acho que é uma tendência muito forte de Paisagismo Regenerativo.

Além do Paisagismo Funcional, as pessoas querem frutas, horta e verdura… Está aumentando também esta busca!

Acho que é isso!”


E para quem deseja saber mais sobre a qualidade do trabalho da arquiteta paisagista Caterina Poli, confira o testemunho de um dos seus parceiros e clientes, o Lufe Gomes, do famoso canal do YouTube ‘Life By Lufe’:

“Trabalhar com a Catê foi muito gostoso, porque ela compreendeu a nossa necessidade. Ou seja, a vontade que a gente tinha de ter uma casa nas alturas. A gente queria um jardim que nos desse um conforto que a gente sente através de árvores frutíferas, de colher as coisas no pé, de caminhar pelo jardim para poder colher as ervas espalhadas por todos os cantos. Ela teve a sensibilidade de saber exatamente as plantas que entrariam para dentro de casa visualmente quando a gente tivesse olhando de dentro para fora. Então, ela não fez apenas um jardim, ela compreendeu a gente em forma de plantas. E eu acho que isso é uma das coisas mais deliciosas de trabalhar com a Catê, sabe? É um prazer, realmente. E a gente é muito feliz com o trabalho dela!”

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Se já pensou em trabalhar com planejamento, supervisão e execução de projetos eletrônicos e eletrotécnicos, então a Engenharia Elétrica pode ser para você!

Cursando a faculdade, que dura cerca de cinco anos, seu destino poderá ser o de profissional em geração, transmissão e distribuição de energia em indústrias e usinas. Outra possibilidade é se envolver com atividades de computação, microeletrônica, circuitos integrados, telecomunicações e mais. E ainda é possível, na sequência, buscar realizar especialização em muitas outras áreas. Saiba mais no texto a seguir!

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As áreas de atuação da Engenharia Elétrica

O campo de atuação do engenheiro elétrico é bem vasto. E muitas dessas oportunidades são desconhecidas pela maior parte dos vestibulandos. Pensando nisso, nós, do Engenharia 360, montamos essa pequena lista de ideias:

  • Desenvolver sistemas de automação e controle de linha de produção de uma indústria;
  • Cuidar do projeto e manutenção de equipamentos eletrônicos também para linhas de produção;
  • Trabalhar em fábricas de aparelhos de celular e aparelhos de infraestrutura de telecomunicações, como antenas;
  • Trabalhar em parceria com engenharia biomédica através da administração dos equipamentos eletrônicos  – inclusive ajudando na manutenção e adaptação de uso dos mesmos – em laboratórios de análises, hospitais e clínicas;
  • Também, junto da biomedicina, ajudar a desenvolver instrumentos médicos;
  • Projetando e produzindo componentes microeletrônicos, como Chips;
  • Trabalhar com  construção de usinas de geração de energia e na ampliação e manutenção de redes de alta tensão;
  • E executar projetos e planejamento de serviços de expansão de telefonia e de transmissão de dados por imagem e som.
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A faculdade de Engenharia Elétrica

Nos dois primeiros anos da faculdade de Engenharia Elétrica, você terá contato com disciplinas básicas da Engenharia – sobretudo sobre cálculos, como Matemática, Física e Informática. Além disso, disciplinas administrativas, como administração e economia. 

De fato, é no terceiro ano que se começa a perceber a parte profissionalizante. Nessa fase são oferecidas aulas de projetos de sistemas elétricos, materiais elétricos, sistemas digitais e eletromagnetismo, entre outras. As instituições ainda propõem várias atividades em laboratório. E, para a conclusão do curso de Engenharia Elétrica, ainda deve-se fazer trabalho de conclusão.

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Imagem de pvproductions em Freepik

Veja Também: Dicas de instalação para tomadas, interruptores e demais pontos de elétrica


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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Um projeto hidráulico bem feito é essencial para garantir a segurança, a eficiência e o conforto do sistema hidráulico de uma casa. E as alturas dos pontos hidráulicos são um dos fatores mais importantes a serem considerados no projeto, pois influenciam diretamente na facilidade de uso e na funcionalidade dos aparelhos.

Está reformando a casa? Mas você já decidiu onde colocar os pontos hidráulicos no seu imóvel? É essencial pensar no caminho que as tubulações irão percorrer, além de todos os reservatórios e outros dispositivos necessários para o abastecimento dos pontos de utilização de água da edificação. Afinal, onde ficarão as torneiras, os vasos sanitários, os chuveiros e mais? Sim, nas cozinhas, banheiros e lavanderias. Mas a que altura? Sabe responder? Confira no texto a seguir, do Engenharia 360!

Entendendo a necessidade de projeto hidráulico

Antes disso, qual a sua opinião sobre a necessidade de se fazer um projeto hidráulico? Pois saiba que isso é de extrema importância! Por quê? Por exemplo, quantas vezes você ficou com medo de furar uma parede sem saber se iria acertar um cano e inundar a casa?

Bem, se você tem um plano que diz como todos os aparelhos que demandam água foram ligados, qual o desenho feito pelos sub-ramais, esta não mais será uma preocupação! E o projeto hidráulico ainda deve revelar o dimensionamento de tudo, incluindo a altura de instalação de todos os pontos hidráulicos, ou seja, de dispositivos que dependem, para seu funcionamento, de água fria e água quente, mais as saídas de água pluvial e esgoto.

pontos hidráulicos
Imagem reproduzida de ENGENHEIRO CIVIL LONDRINA

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Hidráulica de apartamento: desmistificando o que passa por dentro das estruturas de piso e paredes do banheiro

Regulamentação de projeto hidráulico

Sim, apresentar o projeto hidráulico de uma casa ou edifício é uma exigência de muitas prefeituras no momento de pedir a carta de permissão para a construção.

O desenvolvimento deste documento deve ser feito, inclusive, antes do pedido de ligação da água, precisando ser aprovado pelo setor de planejamento da cidade. Lembrando que só profissionais habilitados, como engenheiros civis e hidráulicos, podem fazer esse tipo de projeto. E eles usam como base aquilo dito nas Normas Técnicas Brasileiras, sendo o guia para normatização de tudo que diz respeito à construção civil em nosso país.

A saber, é a NBR 566 que trata exclusivamente de instalações hidráulicas!

engenharia hidráulica
Imagem reproduzida de Multipro Projetos

Alturas recomendadas para pontos hidráulicos

Saídas de água em um projeto hidráulico

As normas e outros documentos técnicos podem nos ajudar demais na hora de reformar uma casa e estabelecer as alturas de pontos hidráulicos. Mas nem sempre precisamos seguir rigorosamente tudo que é dito nesses textos.

Algumas coisas são regras obrigatórias e outras coisas são só parâmetros, podendo ser modificados livremente de acordo com o projeto hidráulico, por exemplo. Só que é legal você conhecer e seguir as alturas padrão recomendadas para cada aparelho, como pia, tanque, chuveiro e vaso sanitário. Veja a seguir!

engenharia hidráulica - casa
Imagem reproduzida de Lar & Ambiente

Banheiro

  • Torneira saindo da bancada: 0,50m a 0,60m do piso.
  • Torneira saindo da parede: 1,10 a 1,20m do piso.
  • Chuveiro: 2,10 a 2,30m do piso.
  • Registro para chuveiro: 1,30m do piso.
  • Vaso sanitário de caixa acoplada: 0,20m do piso e 0,15m deslocado do eixo do vaso.
  • Válvula de descarga para vaso sanitário simples: 1,10m do piso.
  • Caixa de descarga para vaso sanitário: 2,00 a 2,20m do piso.
  • Válvula de descarga para vaso sanitário simples: 1,10m do piso.
  • Caixa de descarga para vaso sanitário: 2,00 a 2,20m do piso.
  • Banheira: 0,50m do piso. Registro para banheira: 0,75m do piso.
  • Ducha higiênica: 0,50 a 0,55m do piso e 0,35m deslocado do eixo do vaso.

Cozinha

  • Torneira saindo da bancada: 0,50m a 0,60m do piso.
  • Torneira saindo da parede: 1,10m a 1,20m do piso.
  • Filtro de água: 1,80m do piso.
  • Máquina de lavar louça: 0,85m do piso.

Área de Serviço

  • Tanque de área de serviço: 1,10m a 1,20m do piso.
  • Máquina de lavar roupa: 0,60m do piso.

Atenção: É muito bom evitar pias em alturas irregulares, pois elas podem causar graves dores nas costas e lombares – claro que lembrando sempre a importância de adaptações específicas conforme a altura média dos moradores.

Saídas de esgoto em um projeto hidráulico

Banheiro

  • Pia de banheiro: 0,50m a 0,60m do piso.
  • Ralo do chuveiro: fica geralmente centralizado no box, mas pode ser linear ou ficar em qualquer posição desde que o piso tenha o caimento adequado para escoar a água.
  • Vaso sanitário de caixa acoplada: ponto de água no chão, o centro do cano deve estar afastado de 0,30 a 0,35m da parede – depende do modelo do vaso sanitário.

Cozinha

  • Pia da cozinha: 0,50m a 0,60m do piso.
  • Máquina de lavar louça: 0,60m do piso.

Área de Serviço

  • Tanque de área de serviço: 0,50m a 0,60m do piso.
  • Máquina de lavar roupa: 0,70m do piso.

Pontos de atenção no projeto hidráulico

Ter estas medidas de pontos hidráulicos em mente é muito, mas muito bom. Só que é fundamental buscar um profissional para fazer o projeto hidráulico completo da sua casa – preferencialmente apresentado de fácil leitura para que você e seu pedreiro possam entender como as coisas devem ser executadas.

Pode-se pedir que ele faça o acompanhamento da obra também. Aliás, isso agora é uma exigência de condomínios, fique ligado! Não aceite nada menos do que um sistema hidráulico seguro, eficaz e econômico, reduzindo as chances de incomodações futuras!

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Fontes: Homify.

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Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.