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Brasileira desenvolve método ecológico para criação de cintiladores

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por Colaboradores BDE
| 08/02/2014 3 min

Brasileira desenvolve método ecológico para criação de cintiladores

por Colaboradores BDE | 08/02/2014
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Aluna de doutorado em Ciência de Materiais e Engenharia da Universidade Federal de Sergipe e bolsista no Canadá pelo Programa Ciência sem Fronteiras, Verônica de Carvalho Teixeira relata sua experiência de estágio no Centro de Pesquisa Canadian Light Source (CLS) na área de nanomateriais.

Método ecológico, e de baixo custo, cria cintiladores que emitem luz de forma mais eficiente.

Método ecológico, e de baixo custo, cria cintiladores que emitem luz de forma mais eficiente.


Verônica está estudando desde dezembro de 2013 um tipo diferente de emissores de luz do corpo “os nanoscintillators”. Estes nanomateriais conseguem absorver energia quando expostos a uma fonte de radiação e, em seguida, brevemente re-emitem essa energia por meio de uma luz visível. Isso, segundo a bolsista, os torna ideais para a detecção de radiação para ajudar a garantir a saúde e a segurança humana.
A estudante explica que os cintiladores em maior escala são atualmente utilizados em equipamentos de imagens médicas, tais como scanners PET e câmeras de raios gama, utilizados para diagnosticar câncer e outras doenças. Outras aplicações incluem novos instrumentos científicos para a detecção de radiação e scanners de segurança de raios- X para verificação de bagagem e inspeção de carga.
No entanto, estes cintiladores possuem um custo mais elevado para produzir e muitas vezes são feitos a partir de substâncias químicas tóxicas que contêm metais pesados. E foi exatamente com esse problema detectado que a bolsista resolveu investir em uma maneira menos agressiva e mais avançada para o uso destes materiais. Verônica desenvolveu um novo método ecológico e de baixo custo para criar cintiladores que emitem luz de forma mais eficiente.
Seu primeiro desafio foi o de determinar a combinação certa de componentes. “Eu desenvolvi um processo híbrido modificando os métodos atuais utilizados para sintetizar cintiladores”, explica a estudante.
No seu laboratório brasileiro, a bolsista mistura sílica com os produtos químicos não tóxicos, tais como sais metálicos e água de coco, por exemplo, abundante no Brasil. Este age como um solvente natural para dissolver os sais. Uma vez aquecida, a mistura transforma-se em um pó cerâmico luminescente, que provou ser um detector de radiação de alta eficácia. Para estudar as propriedades físicas desses novos nano-materiais e como eles emitem luz, Verônica chegou à CLS na Universidade de Saskatchewan, no Canadá. O CLS é a casa da única linha de luz na América do Norte com a faixa de energia exata necessária para este tipo de experimento.
Embora sua pesquisa ainda seja experimental, com mais testes e desenvolvimento da nova tecnologia, o método pode ter muitas aplicações biomédicas. ” O método de Verônica pode reduzir os custos na produção de cintiladores”, afirma Mário Valério, seu supervisor no Brasil.
Verônica conta que, desde criança sonhava ser uma cientista. “Quando era bem pequena, recebi um livro de astronomia da minha avó e foi amor à primeira vista. Passava as noites olhando para as estrelas. Eu sabia que queria ser um cientista e que isso seria o meu futuro. A Ciência faz meus olhos brilharem”, conta a estudante.
Quando entrou para o programa Ciência sem Fronteiras com uma bolsa de estudos para um projeto de pesquisa de três meses na fonte luminosa canadense (CLS) denominada “síncrotron”, ela começou a realizar seu sonho de criança.
“É uma grande oportunidade para os jovens pesquisadores. Na CLS aprendi novas técnicas que vou usar no meu projeto de pós-doutorado e na minha futura vida profissional. O CsF permite que o Brasil avance na ciência e tecnologia preparando grandes pesquisadores para o amanhã com experiência internacional”, ressalta a bolsista.
Fonte: Portal Brasil
 


+ Texto por Douglas Moura. Estudante de Engenharia Civil, saxofonista amador e programador auto-didata, acredita que pode mudar o mundo um passo de cada vez. Ama jazz, software livre e ciências exatas.


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