Engenharia 360

5 temas que influenciam a matriz energética brasileira

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por Larissa Fereguetti
| 09/07/2013 | Atualizado em 06/10/2023 3 min
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5 temas que influenciam a matriz energética brasileira

por Larissa Fereguetti | 09/07/2013 | Atualizado em 06/10/2023
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Nota: Setembro de 2023, fase de atualização deste texto, foi o mês mais quente da história, com temperatura média global de 16,38ºC, superando o recorde anterior por 0,5ºC, segundo o Copernicus, serviço de mudanças climáticas da União Europeia.

Aliás, o ano de 2023 está se encaminhando para se tornar o mais quente já registrado, com temperaturas 1,4ºC acima da era pré-industrial, próxima à meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento a 1,5°C. Mudanças climáticas têm intensificado ondas de calor e eventos extremos como incêndios florestais e inundações.

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Por aqui, no Brasil, o consumo de energia aumentou mais de 6% em setembro, atingindo 68 mil megawatts médios, devido à onda de calor, que levou ao uso intensivo de ar-condicionado em residências e estabelecimentos comerciais. Maranhão, Rio de Janeiro e Acre registraram os maiores aumentos, enquanto apenas Amapá e Rio Grande do Norte tiveram queda no consumo. O mercado regulado (consumidores residenciais) cresceu 8,2%, e o mercado livre (indústrias e shoppings) cresceu 3% em comparação com o mesmo período do ano passado.

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De acordo com Amilcar Guerreiro, em entrevista de 2013, a matriz energética brasileira é moldada por cinco fatores cruciais: geopolítica energética global, mudança climática global, dinâmicas sociodemográficas, evolução do perfil da indústria e a competitividade da economia. Cada um desses elementos ainda desempenha um papel fundamental na determinação da trajetória energética do país.

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Mudanças Climáticas e a Vantagem Brasileira em Energias Renováveis

No que diz respeito à geopolítica energética mundial, o gás de xisto ainda mantém seu potencial para reconfigurar a ordem global de energia e afetar os preços dos recursos energéticos. As maiores reservas de gás de xisto ainda se concentram nos Estados Unidos e na China, enquanto as perspectivas para a exploração desse recurso e as reservas do pré-sal no Brasil continuam a ser de importância estratégica para a evolução da economia e da matriz energética nos próximos anos.

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Já no contexto das mudanças climáticas, a crescente preocupação com a redução das emissões de gases do efeito estufa permanece relevante, devido às consequências cada vez mais evidentes, como o aquecimento global. A participação significativa de fontes renováveis, como biomassa e hidrelétricas, na matriz energética brasileira continua a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, reforçando a vantagem ambiental do Brasil em comparação com outros países.

Perfil Sociodemográfico, Indústria e Competitividade

As mudanças no perfil sociodemográfico também continuam a influenciar o panorama energético brasileiro. O aumento da expectativa de vida, urbanização e maior participação das mulheres na sociedade, juntamente com a redução do número de filhos, ainda afetam os padrões de consumo de energia. O bônus demográfico, com uma população em idade produtiva maior que a de idosos e jovens, continua a impulsionar o crescimento econômico e a demanda por energia, apesar dos esforços em eficiência energética.

No setor industrial brasileiro, o consumo final de energia ainda se mantém relativamente estável. Embora a indústria de transformação possa ter perdido alguma participação na economia, as mudanças no perfil da indústria e a influência sobre o consumo setorial de energia permanecem como considerações importantes.

A busca por maior competitividade ainda é um fator crítico para o crescimento econômico. Medidas como a redução das taxas de juros e das tarifas de energia continuam a ser relevantes para produzir resultados positivos e influenciar diretamente o consumo de energia, estimulando o desenvolvimento econômico.

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Conclusão sobre a matriz energética brasileira

Amilcar Guerreiro concluiu destacando que o país vem embarcando em um novo ciclo de estudos para o planejamento energético, visando o Plano Nacional de Energia para o futuro. Esses estudos continuam sendo cruciais, uma vez que abordam temas que têm um potencial transformador e representam desafios significativos para o planejamento energético no Brasil no presente e no futuro.

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Larissa Fereguetti

Cientista e Engenheira de Saúde Pública, com mestrado, também doutorado em Modelagem Matemática e Computacional; com conhecimento em Sistemas Complexos, Redes e Epidemiologia; fascinada por tecnologia.

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