Nova Plataforma de ART do CREA-SP: Agilidade e Eficiência para Profissionais Tecnológicos
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 2minImagem reproduzida de Blog da Engenharia
O CREA-SP é o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo, responsável por regulamentar e fiscalizar atividades nas áreas tecnológicas. Recentemente, lançou uma plataforma inovadora para agilizar o processo de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). A perspectiva é continuar desenvolvendo o modelo para oferecer mais funcionalidades e modernizar os serviços para os profissionais representados pela entidade. Saiba mais no texto a seguir, do Engenharia 360!
Como a nova plataforma de ART se diferencia do CreaNet?
Antes de tudo, é importante dizer que ART é um documento obrigatório especialmente para profissionais das áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências, pois define quem é o responsável técnico por determinada obra ou serviço.
A saber, a nova plataforma de ART está sendo desenvolvida em fases, sendo inicialmente lançada em uma fase experimental com acesso limitado para cerca de 50 profissionais, os quais realizaram os primeiros testes. Agora, após essa etapa, em que o sistema passou por ajustes, foi liberado para cadastros mais amplos.
Imagem reproduzida de AEACJ
A principal diferença entre a nova plataforma de ART e o sistema anterior, chamado CreaNet, é que a nova plataforma é exclusivamente voltada para o registro da ART, enquanto o CreaNet era uma plataforma mais abrangente, possivelmente utilizada para diversos serviços e funcionalidades do CREA-SP. A nova plataforma tem um layout mais moderno e oferece diversas funcionalidades!
Quais são os benefícios que a nova plataforma de ART do CREA-SP traz para os profissionais?
A nova plataforma é bem mais funcional, reduzindo o tempo de preenchimento das atividades pela metade e fornecendo um resumo do cadastro para revisão antes do envio dos dados. Além disso, outras facilidades, como preenchimento automático do endereço por geolocalização e dos dados das empresas, estão sendo desenvolvidas para complementar a plataforma futuramente.
Além disso, beneficia os profissionais com acompanhamento em tempo real dos processos, comunicação eficiente com o CREA-SP e maior agilidade na resolução de pendências.
Sem dúvidas, essa inovação representa uma transformação na rotina dos profissionais da área, proporcionando maior eficiência, controle e segurança em seus registros e atuações.
Observação: Com o registro da ART, os profissionais têm proteção jurídica e delimitam sua atuação, e essas informações também compõem seu acervo técnico, formando um histórico de experiências.
Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.
O que é Urbanismo Tático que Transforma Ruas em Espaços de Convívio?
por Simone Tagliani | | ATUALIZADO EM 5minImagem reproduzida de Daniel Tavares, PCR, via UOL
O urbanismo tático é um conceito bem moderno dentro do urbanismo. Trata-se, na verdade, de uma estratégia mais prática do que projetual, que usa intervenções temporárias e de baixo custo, como parklets e pinturas no asfalto, para readequar o espaço público urbano. E a coisa mais incrível é que isso pode inspirar ações, estimular novos projetos e criar cidades mais seguras e inclusivas. Afinal, as intervenções permitem testar soluções, envolver a comunidade e coletar dados. Saiba mais no texto a seguir, do Engenharia 360!
Imagem reproduzida de Iggor Gomes, via Prefeitura de Recife
Imagem reproduzida de Samuel Caetano, CTTU, via CBN Recife
Quem são os agentes que lideram as iniciativas de urbanismo tático?
O urbanismo tático é uma estratégia para implementar projetos urbanos de forma rápida e temporária, utilizando materiais de baixo custo. Também conhecido como “urbanismo faça-você-mesmo” ou “acupuntura urbana”, essa técnica busca testar soluções, interagir com as pessoas que utilizam o espaço e avaliar os impactos das medidas adotadas na dinâmica local.
Os projetos de urbanismo tático têm como objetivo principal a readequação do espaço viário e/ou a valorização dos espaços públicos, mas variam de acordo com as necessidades de cada local.
Os agentes que lideram as iniciativas de urbanismo tático podem ser o poder público, organizações da sociedade civil, iniciativa privada ou a própria população. Mas é claro que, independentemente de quem está à frente da ação, é essencial haver um diálogo com a comunidade que será afetada pela mudança!
Quais são os objetivos principais dos projetos de urbanismo tático?
Os principais objetivos dos projetos de urbanismo tático incluem:
Inspirar e estimular a implementação de novos projetos urbanos.
Chamar a atenção para lacunas políticas ou de desenho urbano.
Ampliar a participação social, permitindo que as pessoas expressem suas visões e preferências através da vivência prática dos espaços públicos.
Aprofundar a compreensão das necessidades locais e coletar dados reais sobre o uso das vias e espaços públicos.
Estimular a cooperação entre vizinhos, organizações, comércio local e poder público.
Testar elementos de projetos ou planos antes de fazer investimentos políticos, ou financeiros em intervenções permanentes.
Imagem reproduzida de Rafael Tavares, Octopus Filmes, via ArchDaily
Imagem reproduzida de UOL
Imagem reproduzida de Daniel Tavares, PCR, via UOL
Qual é a importância da comunicação e do envolvimento da população no urbanismo tático?
Antes de tudo, vale destacar que o urbanismo tático oferece benefícios como a inspiração para novos projetos, o destaque de lacunas políticas ou de desenho urbano, ampliação da participação social e uma melhor compreensão das necessidades locais.
No urbanismo tático, podemos utilizar materiais como tinta, balizadores e tachões para implementar intervenções rápidas e temporárias no espaço urbano.
Nesse cenário, a comunicação e a participação social contribuem para a coleta de dados sobre o uso real dos espaços, além de fortalecer laços entre a comunidade, comerciantes locais e autoridades públicas. Contudo, é necessário um plano de manutenção para garantir que as intervenções temporárias continuem promovendo mudanças positivas e impactantes para a comunidade. Isso envolve a repintura do pavimento, a rega e poda da vegetação, a substituição de mobiliários e sinalizações danificadas, etc.
Imagem reproduzida de Arnau Rovira, via Casa Vogue
Imagem reproduzida de Follow The Colours
Como o urbanismo tático contribui para a criação de cidades mais inclusivas e seguras?
As intervenções de urbanismo tático beneficiam principalmente os moradores das cidades e as pessoas que utilizam o espaço público. Elas tornam as cidades mais amigáveis, incentivando o uso de modos ativos de mobilidade, como caminhar e andar de bicicleta. Além disso, grupos mais vulneráveis, como crianças, pessoas com deficiência e idosos, são particularmente beneficiados com medidas que tornam o espaço urbano mais acessível e seguro para eles.
Resumindo, a técnica do urbanismo tático promove a reapropriação do espaço urbano pelas pessoas. É importante dizer que ela tem ganhado força em contextos urbanos em crise, onde governos enfrentam dificuldades em oferecer serviços básicos, como transporte de qualidade e espaços livres adequados para mobilidade ativa e segura.
Existem diversos exemplos de sucesso de urbanismo tático em cidades brasileiras, como Fortaleza, São Paulo, São José dos Campos, Campinas e Diadema, onde essas intervenções contribuíram para melhorar a qualidade de vida dos moradores e tornar as cidades mais inclusivas e seguras.
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Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.
A Engenharia por Trás dos Drones Kamikazes: Tecnologia e Táticas para Operações Militares
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 6minImagem reproduzida de Gagadget
Há algum tempo, o Exército Brasileiro vem buscando expandir seu arsenal através de cotações internacionais, visando a aquisição de dois tipos distintos de munição para suas operações militares. Um dos objetivos é adquirir munição de curto alcance, com alcance mínimo de 10 km, e também munição de médio alcance, capaz de atingir cerca de 40 km.
Dentre as possibilidades consideradas, destaca-se a compra de drones “kamikazes”, conhecidos como munições vagantes, além de sistemas de controle e lançamento, cargas explosivas, simuladores de missão e treinamentos para os militares encarregados de operar esses armamentos.
Imagem reproduzida de Gagadget
Nesse contexto, o Engenharia 360 se propõe a explorar em detalhes a tecnologia dos drones “kamikazes”, uma inovação no campo das aeronaves não tripuladas. O foco é compreender as finalidades que despertam o interesse do Brasil e outros governos nesse tipo de arma. Além disso, o texto busca analisar o impacto desses drones nas guerras modernas, considerando tanto sua capacidade destrutiva quanto os custos envolvidos. Continue lendo para saber mais!
Imagem reproduzida de Ministério da Defesa da Ucrânia, via UOL
O que são drones kamikazes?
Projetados para funcionar como armas, os drones kamikazes, também conhecidos como drones suicidas ou loitering munitions, são veículos aéreos não tripulados equipados com cargas explosivas para atacar alvos inimigos. Suas vantagens incluem menor custo de produção e operação, facilidade de uso e tempo de resposta mais rápido em emergências. No entanto, eles possuem desvantagens como perda irreparável após o ataque, precisão limitada e vulnerabilidade a interceptações inimigas.
A segurança operacional dos drones kamikazes é uma preocupação essencial para evitar acidentes indesejados. Medidas como controle remoto avançado, tecnologia de detecção e evasão, além de protocolos de contingência, são empregadas para reduzir riscos. Mas, como pode-se imaginar, questões éticas e humanitárias relacionadas ao seu uso também devem ser consideradas.
Algumas características e especificações técnicas comuns encontradas em drones kamikazes são:
Tamanho compacto: Geralmente, drones kamikazes são projetados para serem portáteis e fáceis de transportar por militares ou unidades de combate.
Carga útil explosiva: Possuem uma ogiva explosiva ou carga útil embutida, permitindo que sejam usados para ataques diretos a alvos inimigos.
Tempo de voo: O tempo de voo varia de acordo com o modelo, mas geralmente é suficiente para permitir a localização e rastreamento do alvo antes do ataque.
Sistemas de orientação: São equipados com sistemas avançados de orientação e detecção que podem localizar alvos com precisão.
Autonomia: Podem operar de forma autônoma ou com intervenção mínima do operador.
Modos de ataque: Alguns drones kamikazes podem realizar ataques de mergulho, enquanto outros podem voar próximos ao alvo antes de colidir com ele.
Os drones kamikazes são controlados por operadores humanos que monitoram o voo e identificam alvos em tempo real. Alguns drones podem alterar sua trajetória antes do ataque final, permitindo ao operador cancelar o ataque se necessário. Além disso, podem operar autonomamente após receberem instruções iniciais do operador.
Esses modelos são construídos com materiais leves como fibra de carbono, tornando-os portáteis, e são equipados com motores elétricos ou a combustão para propulsão durante o voo. E possuem eletrônicos avançados, como sistemas de comunicação, sensores e orientação para localizar e realizar suas missões – falamos mais disso a seguir.
Imagem reproduzida de Gagadget
Imagem reproduzida de Gagadget
Sistemas de orientação e detecção
Em relação aos sistemas de orientação e detecção, os drones kamikazes contam com várias tecnologias, incluindo GPS para localização precisa, sensores de câmera e processamento de imagens para identificar alvos e navegar no ambiente, sensores infravermelhos e de calor para rastrear alvos com base na radiação térmica, além de sistemas de detecção de rádiofrequência para identificar sinais de comunicação inimigos ou radares. Alguns modelos incorporam ainda Inteligência Artificial para melhorar sua eficácia.
Os drones kamikazes enfrentam desafios complexos em sua fabricação, como integração de sistemas avançados e garantia de precisão. A legislação e regulamentação também são pontos críticos. Quanto à manutenção, é essencial avaliar dados pós-missão e reparar danos físicos. Sem contar a substituição de componentes e atualização de software são importantes.
O treinamento do pessoal é fundamental. O armazenamento adequado também é importante. Por fim, é necessário abordar a fabricação e uso desses drones com responsabilidade devido às suas implicações éticas e humanitárias.
Imagem reproduzida de Julian Herzog, via Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Loitering_munition#/media/ Ficheiro:IAI_Harop_PAS_2013_02.jpg
Imagem reproduzida de Gagadget
Como os drones kamikazes são utilizados em operações militares e de segurança?
Os drones kamikazes podem ser utilizados em engenharia e indústria para a demolição controlada de estruturas, por exemplo.
Seu planejamento de missões envolve a seleção do alvo e a identificação de vulnerabilidades, visando um emprego estratégico que maximize o impacto. Especialmente em operações militares, são usados como ataques de precisão contra alvos inimigos, enquanto em missões de busca e resgate, são usados para localizar e avaliar vítimas em áreas perigosas.
Vale destacar que o termo “kamikaze” refere-se a drones descartáveis e não a ataques suicidas de seres humanos.
Imagem reproduzida de Mil.gov.ua, via Wikipedia Commons, via Army Technology
Mercado
Diversas empresas, nacionais e internacionais, comercializam drones kamikazes no mercado. Algumas delas incluem:
Elbit Systems: Oferece o drone kamikaze Skystriker, movido por propulsão elétrica para voar em baixas altitudes sem detecção. Pode cobrir 20 km em cerca de 10 minutos.
AeroVironment: Produz o drone Switchblade, utilizado pelas tropas ucranianas no conflito contra a Rússia. Portátil e leve, possui alcance de mais de 10 km e autonomia de aproximadamente 20 minutos.
CASC: Fabrica o drone kamikaze CH-901, capaz de realizar operações de ataque e reconhecimento, com alcance de cerca de 15 km e autonomia de 40 minutos.
UVision: Desenvolveu a série de drones kamikazes HERO, disponível em modelos pequenos e grandes. Os modelos menores, como Hero-30, 90 e 120, podem ser operados por um único soldado, com alcance de cerca de 15 km e autonomia de 30 a 45 minutos. Os modelos maiores são lançados a partir de plataformas em veículos terrestres ou navais.
Tendências futuras
Quanto às tendências futuras, a miniaturização deve ser buscada cada vez mais para tornar os drones kamikazes menos detectáveis. Aumentar o alcance e a duração de voo também seria relevante. Prevê-se o aprimoramento das aplicações táticas e o desenvolvimento de contramedidas para neutralizar esses drones.
Para conluir este texto, precisamos citar sobre a importância da atuação dos drones nas guerras atuais. Em 22 de agosto de 2023, um drone ucraniano atacou apartamentos e carros perto de Moscou, segundo a Rússia. Aliás, autoridades russas derrubaram quatro veículos ucranianos nas regiões de Moscou e Bryansk. Infelizmente, casos assim se repetem enquanto essa terrível guerra não chega ao fim.
Já perto de Israel, que enfrenta hoje uma tensão com o Oriente Médio por conta da guerra em Gaza, o Irã investe no Shahed-136. Este é um drone não tripulado usado em ataques contra o país da Terra Santa bíblica. Ele pesa 200 kg, tem alcance de até 1.500 km e apresenta velocidade máxima de 185 km/h. Foi fabricado a partir de 2021 pela Shahed Aviation Industries e pode transportar até 40 kg de ogivas.
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18 Imagens que Evidenciam a Criatividade sem Barreiras na Engenharia
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 3minMaior escavadeira do mundo, MultiFunctionBot – Imagem reproduzida de Mistérios do Mundo
Nesta fascinante publicação do Engenharia 360, apresentamos uma seleção de 17 imagens que evidenciam a incrível criatividade sem limites na Engenharia. Essas imagens surpreendentes revelam como os engenheiros são capazes de criar soluções inovadoras e engenhosas. Desde máquinas arrojadas e objetos icônicos até protótipos de tecnologias revolucionárias, cada foto retrata o poder da mente humana em transformar ideias em realidade. Essa coleção inspiradora mostra que, quando se trata de Engenharia, não há barreiras para a imaginação e a capacidade de inovar. Confira!
1. Máquina que limpa valas
Imagem reproduzida de Criatives
2. Bicicleta com rodas quadradas
Imagem reproduzida de Click Petróleo e Gás
3. Pneus sem ar da Michelin
Imagem reproduzida de Criatives
4. Portas do Kaiser Darrin
Imagem reproduzida de Criatives
5. Fundação de uma ponte em um rio
Imagem reproduzida de Criatives
6. Edifício em estilo vitoriano transportado em São Francisco
Imagem reproduzida de C3 Clube
7. Arranha-céu projetado pela Safdie Architects, em Chongqing, na China
Imagem reproduzida de Casa Vogue
8. Maior escavadeira do mundo
Imagem reproduzida de MultiFunctionBot via Mistérios do Mundo
9. Piscina suspensa a mais de 35 metros de altura no topo de um edifício de 10 andares em Londres
Imagem reproduzida de Casa Vogue
10. Casinha microscópica feita de silicone
Imagem reproduzida de Reddit, via Mistérios do Mundo
11. Um grão de arroz comparado ao menor computador do mundo
Imagem reproduzida de Criatives
12. Escada com design incrível
Imagem reproduzida de Bored Panda, via Tudo Interessante
13. Garrafa com design que facilita a hora de beber água
Imagem reproduzida de Bored Panda, via Tudo Interessante
14. Fechadura para pessoas bêbadas
Imagem reproduzida de Bored Panda, via Tudo Interessante
15. Um submarino por dentro
Imagem reproduzida de Criatives
16. Máquina para abrir túneis
Imagem reproduzida de Criatives
17. Mala com balança embutida
Imagem reproduzida de Bored Panda, via Tudo Interessante
18. Pistas de estrada em Japão
Imagem reproduzida de Reddit via Mistérios do Mundo
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Tudo sobre Impermeabilizantes: Conheça os Tipos e Suas Funções na Construção Civil
por Simone Tagliani | | ATUALIZADO EM 5minImagem reproduzida de Quartzolit
Os impermeabilizantes são produtos utilizados na engenharia de construção civil com o objetivo de proteger superfícies contra a infiltração de água e umidade. Sua função primordial é evitar danos causados por vazamentos, infiltrações e umidade excessiva, preservando a integridade das estruturas e dos ambientes internos.
Considerados produtos essenciais para a manutenção do ambiente e a qualidade de vida dos moradores, os impermeabilizantes são aplicados em diversas superfícies, como lajes, paredes, pisos, telhados e reservatórios. Eles ajudam a evitar problemas como deterioração prematura de estruturas, formação de mofo e bolor, danos aos acabamentos e riscos à saúde dos ocupantes devido à presença de umidade.
Dessa forma, os impermeabilizantes desempenham um papel crucial na garantia da durabilidade, segurança e conforto das edificações, sendo amplamente utilizados em construções residenciais, comerciais e industriais. Conheça exemplos de materiais mais utilizados na construção civil neste texto especial do Engenharia 360!
O que diferencia na construção civil os impermeabilizantes flexíveis dos rígidos?
Existem impermeabilizantes flexíveis e rígidos usados na construção civil para proteger superfícies contra a água. Os flexíveis são indicados para áreas com movimentações estruturais, como lajes e terraços, e são compostos por materiais elásticos que acompanham as dilatações e contrações dos materiais de construção.
Já os impermeabilizantes rígidos são mais apropriados para locais sem movimentações frequentes, como reservatórios e fundações, sendo compostos por materiais duráveis e resistentes. A escolha adequada entre eles é fundamental para garantir a eficiência e durabilidade da impermeabilização em cada aplicação específica.
O que são impermeabilizantes sintéticos na construção civil?
Impermeabilizantes sintéticos na construção civil são materiais formulados para impedir a passagem de água e umidade em estruturas e superfícies, como lajes, paredes, pisos e telhados. Suas características de resistência variam dependendo do tipo específico de impermeabilizante, mas, em geral, são altamente resistentes à água, duráveis e flexíveis para acompanhar eventuais movimentações da estrutura.
Tipos de impermeabilizantes sintéticos flexíveis na construção civil e suas aplicações:
Mantas asfálticas
São aplicadas em lajes, paredes e pisos, proporcionando ótima resistência a variações de temperatura e movimentações estruturais.
Imagem reproduzida de Quartzolit
Membranas de polímeros
São aplicadas em lajes expostas, como telhados, e também em áreas sujeitas a pressão de água, como piscinas e reservatórios.
Imagem reproduzida de MC-Bauchemie
Poliuretano líquido
Utilizado em áreas com geometria complexa e sujeitas a fissuras, como juntas de dilatação e coberturas irregulares.
Tipos de impermeabilizantes sintéticos rígidos na construção civil e suas aplicações:
Cristalizantes
Aplicados em concretos e argamassas, reagem quimicamente com os componentes do substrato para formar cristais insolúveis que preenchem os poros, tornando o material impermeável.
Imagem reproduzida de Fibersals
Resinas epóxi e poliuretano
Utilizadas para impermeabilização de pisos industriais, áreas com grande circulação e ambientes com exposição química.
Imagem reproduzida de Retaprene Poliuretanos
O que são impermeabilizantes naturais na construção civil?
Impermeabilizantes naturais na construção civil são produtos que têm origem em materiais naturais e são utilizados para evitar a passagem de água ou umidade em estruturas, superfícies ou elementos construtivos. Suas características de resistência podem variar, mas geralmente incluem boa durabilidade, resistência à degradação causada por agentes naturais e químicos, além de serem ecologicamente mais amigáveis.
Tipos de impermeabilizantes naturais flexíveis na construção civil e onde são aplicados:
Betume
Obtido a partir da destilação do petróleo, pode ser aplicado em lajes, terraços, e fundações.
Imagem reproduzida de Fibersals
Borracha líquida
Feita a partir do látex de certas árvores, pode ser usada em superfícies como telhados, paredes e áreas molhadas.
Imagem reproduzida de HM Rubber
Polímeros naturais
Extraídos de plantas ou animais, são aplicados em áreas expostas à chuva, como fachadas e paredes externas.
Imagem reproduzida de InfoEscola
Tipos de impermeabilizantes naturais rígidos na construção civil e onde são aplicados:
Argamassa polimérica
Composta por cimento, agregados minerais e aditivos naturais, é utilizada em áreas sujeitas a pressões hidrostáticas, como subsolos e piscinas.
Imagem reproduzida de Fibersals
Manta asfáltica com juta
Combinação de asfalto e tecido de juta, é aplicada em áreas de grande exposição à água e umidade.
Imagem reproduzida de Elo7
Fibras vegetais com cal
Feita a partir da mistura de fibras vegetais com cal, é usada como revestimento impermeável em cisternas e reservatórios de água.
Imagem reproduzida de Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento
É importante ressaltar que a escolha do tipo de impermeabilizante e sua aplicação adequada dependem das características da estrutura, condições ambientais e necessidades específicas de cada projeto na construção civil. Recomenda-se sempre consultar um profissional qualificado para determinar o melhor tipo de impermeabilizante a ser utilizado em cada caso.
Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.
Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.
A Próxima Revolução na Engenharia: Metal e Outros Materiais Autocurantes
por Simone Tagliani | | ATUALIZADO EM 4minImagem reproduzida de Sandia National Laboratories e Texas A&M University, via Click Petróleo e Gás
Uma descoberta recente na Engenharia de Materiais está ganhando bastante repercussão nas mídias! Trata-se do metal que se cura automaticamente!
Saiba mais sobre esse material e seu impacto na indústria da Engenharia no texto a seguir, do Engenharia 360!
Como aconteceu a descoberta?
Durante experimentos de resistência, pesquisadores da Sandia National Laboratories e da Texas A&M University observaram que uma fina lâmina de platina, submetida a tensões repetidas, desenvolveu rachaduras microscópicas. No entanto, após 40 minutos, o metal surpreendentemente se autocurou, fundindo-se em escalas ultra pequenas.
Imagem reproduzida de Craig Fritz, Sandia National Laboratories, via Mundo Conectado
Imagem reproduzida de Dan Thompson, Sandia National Laboratories, via Mundo Conectado
Imagem reproduzida de Sandia National Laboratories e Texas A&M University, via Click Petróleo e Gás
Ainda não se sabe exatamente como o processo ocorre ou como reproduzi-lo, mas sua aplicação é promissora. Aliás, a saber, pesquisas anteriores já previam essa possibilidade, enquanto a autocura em temperatura ambiente torna o fenômeno ainda mais interessante para futuras aplicações.
Observação: Um cientista de materiais envolvido no estudo já havia pesquisado a autocura de nanofissuras, alterando os limites de resposta ao estresse dos metais através de mudanças nos grãos cristalinos. A descoberta também levanta a hipótese de que a soldagem a frio pode estar relacionada a autocura, ocorrendo quando superfícies metálicas se aproximam o suficiente para que seus átomos se emaranhem, especialmente em metais puros e no vácuo.
Quais são as propriedades do novo metal que autocura?
A autocura desse novo metal pode revolucionar a Engenharia, possibilitando o conserto de diversas estruturas, desde pontes até celulares.
Essa descoberta instiga pesquisadores a explorar novas possibilidades e entender as condições precisas em que a autocura ocorre, abrindo caminho para futuras aplicações práticas. A autocura pode se tornar uma tecnologia valiosa para aprimoramento de materiais utilizados em várias indústrias, caso seja compreendida e controlada adequadamente. Por exemplo, a criação de dispositivos eletrônicos mais resilientes.
Quais outros materiais com propriedades de autocura utilizados pela Engenharia?
Além do material de metal que se autocura, outras descobertas de materiais que também possuem propriedades de autocura têm sido estudadas e aplicadas na Engenharia. Alguns exemplos notáveis incluem:
Polímeros
Existem polímeros que podem se reparar automaticamente quando danificados. Esses materiais têm a capacidade de reagir a fatores externos, como calor ou pressão, para preencher as rachaduras ou fissuras, restaurando sua integridade original.
Imagem reproduzida de UFRGS
Concreto
O concreto é um dos materiais mais amplamente utilizados na construção civil, e pesquisadores têm trabalhado em desenvolver concretos autocurantes capazes de reparar pequenas fissuras e trincas que se formam ao longo do tempo. Isso aumenta a durabilidade das estruturas e reduz a necessidade de manutenção.
Alguns tipos de vidro foram projetados para se autocurar quando danificados. Esses vidros têm a capacidade de preencher pequenos arranhões e danos superficiais, mantendo a transparência e integridade estrutural.
Imagem reproduzida de Engenharia é
Ligas metálicas
Além do metal mencionado no texto, outros metais e ligas estão sendo estudados para desenvolver propriedades de autocura, especialmente em ambientes de alta tensão ou corrosão.
Imagem reproduzida de Sheng Xu, via Inovação Tecnológica
Betume
O betume utilizado em asfalto e pavimentação também pode ser desenvolvido para ter propriedades de autocura, fechando pequenos buracos e fissuras quando exposto ao calor do sol ou tráfego constante.
Imagem reproduzida de Jining Xunda_clipdrop-enhance
É importante ressaltar que muitas dessas tecnologias ainda estão em fase de pesquisa e desenvolvimento, e sua aplicação comercial pode levar algum tempo para se tornar amplamente disponível.
Essas descobertas têm o potencial de ter um grande impacto na indústria da Engenharia, tornando as estruturas mais resilientes e duradouras, além de reduzir custos de manutenção e aumentar a segurança das construções.
Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.
Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.
Entenda Como Funciona a Li-Fi, A Tecnologia que Vai Superar Wi-Fi e 5G
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 4minImagem reproduzida de TEG6
Acredite ou não, o Li-Fi é uma tecnologia de comunicação sem fio que utiliza lâmpadas LED para transmitir dados em alta velocidade por meio de luz visível. Embora ela já esteja em estudos desde a década passada, ganhou destaque com o padrão 802.11bb recentemente estabelecido pelo estabelecido pelo IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos), que o tornou uma potencial concorrência ao Wi-Fi tradicional por meio uma base padronizada para o seu desenvolvimento e implementação. Saiba mais neste texto do Engenharia 360!
O Li-Fi, abreviação de “Light Fidelity“, é, portanto, uma tecnologia de comunicação sem fio. Em vez de usar ondas de rádio, como o Wi-Fi tradicional, o Li-Fi usa lâmpadas LED para pulsar a luz em altas velocidades, transmitindo informações. Mas não se preocupe, pois essas oscilações na luz são imperceptíveis para os olhos humanos, embora possam ser captadas por sensores nos dispositivos, que as convertem em dados utilizáveis.
Imagem reproduzida de Goldsztern, lifi.co, via Wikipédia
Os componentes essenciais para implementar o Li-Fi incluem:
Lâmpadas LED: São usadas para emitir a luz modulada que contém os dados.
Sensores ou Fotodetectores: São colocados nos dispositivos que desejam receber os dados e são responsáveis por captar as oscilações na luz e convertê-las em informações.
Equipamentos de processamento: São necessários para processar os dados recebidos pelos sensores e torná-los utilizáveis pelos dispositivos.
Sistema de modulação: É usado para codificar os dados na luz que será transmitida pelas lâmpadas LED.
Quais são as vantagens do Li-Fi em relação ao Wi-Fi e ao 5G?
Com relação ao Wi-Fi e o 5G, o Li-Fi apresenta, sem dúvidas, uma velocidade potencialmente mais alta graças à ampla largura de banda disponível no espectro de luz. Mas sua principal vantagem é a maior segurança, uma vez que a luz não atravessa paredes, portas ou cortinas, mantendo os dados contidos em um único cômodo e tornando a rede menos suscetível a ataques externos. Essa característica também limita a cobertura da rede, tornando o Li-Fi confinado a um só cômodo.
Embora o Li-Fi ofereça velocidades potencialmente mais altas e segurança aprimorada, ele também possui algumas limitações. Por exemplo, a comunicação fica restrita à área de cobertura da luz, tornando-o mais adequado para ambientes internos. Além disso, a conexão pode ser interrompida se houver bloqueio direto da luz entre o emissor e o receptor.
O Li-Fi pode ser utilizado em diversos dispositivos além de celulares e computadores, desde que esses dispositivos possuam sensores que possam captar e interpretar as variações na luz visível emitida pelas lâmpadas de LED utilizadas para a transmissão do Li-Fi.
Internet para comunicação
Para finalizar, podemos comparar a tecnologia Li-Fi com a fibra óptica para Internet. Sim, em termos de comunicação, ambos os métodos utilizam luz para transmitir dados, mas há algumas diferenças importantes.
A fibra óptica utiliza cabos feitos de vidro ou plástico, onde a luz é transmitida ao longo das fibras, e a comunicação fica confinada nesses cabos. Já o Li-Fi, como dito antes, utiliza lâmpadas de LED com variações de luz visível para transmitir dados em uma área específica, não necessariamente confinada a cabos.
O Li-Fi pode ser mais vantajoso em situações onde a mobilidade e a comunicação sem fio em um espaço específico são mais relevantes.
Imagem reproduzida de TEG6
Bônus | O que é VoWiFi?
Antes de tudo, é importante dizer que VoWiFi (Voice over Wi-Fi) e Li-Fi (Light Fidelity) são duas tecnologias distintas, claro, usadas para diferentes propósitos.
O VoWiFi permite ligações de voz via redes Wi-Fi em substituição à rede móvel instável. É compatível com diversos modelos de celulares e operadoras. A tecnologia conecta-se aos servidores da operadora via Wi-Fi, garantindo transmissão limpa e nítida da chamada. Normalmente, não há custo adicional e está disponível em smartphones modernos. Para usar, basta acessar o aplicativo de chamadas, selecionar configurações e ativar a opção “Wi-Fi Calling”, verificando previamente com a operadora sobre cobranças e disponibilidade no dispositivo.
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O Brasil na Guerra: A Engenharia Nacional por Trás das Bombas de Fragmentação
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 5min Imagem reproduzida de U.S. Army via Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Bomba_de_fragmenta%C3%A7%C3%A3o#/media/Ficheiro:Demonstration_cluster_bomb.jpg
O Brasil na Guerra: A Engenharia Nacional por Trás das Bombas de Fragmentação
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 5minImagem reproduzida de U.S. Army via Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Bomba_de_fragmenta%C3%A7%C3%A3o#/media/Ficheiro:Demonstration_cluster_bomb.jpg
Aposto que essa você não sabia! Atualmente, o Brasil produz e exporta bombas de fragmentação, proibidas em 120 países.
As bombas de fragmentação são consideradas uma violação do direito internacional dos conflitos armados devido ao perigo que representam para civis e à possibilidade de falha no lançamento, deixando-as armazenadas no local por décadas após o conflito. Em 2008, uma convenção internacional chegou a proibir a fabricação e o uso dessas armas em países signatários, mas o Brasil se recusou a assinar o acordo. E essa posição do país levanta questões sobre a ética e responsabilidade na venda de armas proibidas internacionalmente.
Inclusive, a Otan, principal aliança intergovernamental militar do Ocidente, avalizou o uso das bombas de fragmentação pela Ucrânia em sua guerra contra a Rússia. Essa posição da Otan foi considerada “desconfortável” por alguns, pois essas armas são consideradas cruéis e representam um risco significativo para civis.
Imagem reproduzida de U.S. Air Force via Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Bomba_de_fragmenta%C3%A7%C3%A3o#/ media/Ficheiro:B1-B_Lancer_and_cluster_bombs.jpg
Como funciona o mecanismo de uma bomba de fragmentação?
Uma bomba de fragmentação, também conhecida como bomba cluster, é um tipo de armamento que inclui centenas de submunições ou fragmentos, chamados de submunições, armazenados em um contêiner. Essas submunições são dispersadas durante o lançamento, atingindo uma ampla área e representando um grande risco para civis, já que não conseguem diferenciar alvos combatentes de civis.
E justamente essas bombas é que são consideradas uma violação do direito internacional dos conflitos armados devido ao seu alto potencial de causar danos indiscriminados.
São as partes de uma bomba de fragmentação: corpo (invólucro externo), submunições (fragmentos projetados para se dispersarem), mecanismo de dispersão (libera as submunições), carga explosiva (responsável pela explosão e liberação das submunições), estabilizadores (garantem a estabilidade durante o lançamento). Claro que diferentes tipos de bombas cluster apresentam características distintas.
Imagem reproduzida de O Globo, via Folha PE
Mecanismo de dispersão de fragmentos em uma bomba de fragmentação
Durante o lançamento, a bomba cluster se abre, liberando as submunições contidas em seu interior. Essas submunições são projetadas para se espalharem sobre uma área relativamente grande, cobrindo uma região maior do que uma bomba convencional, aumentando assim sua eficácia de alcance.
Imagem reproduzida de O Globo
Tipos de bombas de fragmentação existentes
Existem diferentes tipos de bombas de fragmentação, incluindo:
Bombas de fragmentação por impacto: As submunições são liberadas quando a bomba atinge o solo ou o alvo. Elas possuem uma capacidade menor de cobrir grandes áreas.
Bombas de fragmentação de altitude: As submunições são liberadas a uma certa altitude acima do solo, o que permite uma dispersão mais ampla e eficaz.
Bombas de fragmentação de dispersão manual: Nesse tipo, a dispersão das submunições é realizada por paraquedas ou algum outro mecanismo que retarda a queda, permitindo que sejam lançadas a partir de aeronaves em voo baixo e criando uma cobertura mais ampla.
A carga explosiva é acionada de acordo com o tipo de bomba de fragmentação: por impacto quando atinge o solo, de altitude com programação para explosão em certa altura acima do solo, ou de dispersão manual, após a liberação das submunições para que se espalhem antes de atingir o solo. O uso dessas bombas é altamente controverso devido ao risco para civis, levando a proibições em acordos internacionais.
Como é feito o projeto e fabricação das bombas de fragmentação?
As bombas de fragmentação são projetadas e engenhadas para diversos propósitos, seja no âmbito militar ou civil, como em demolições controladas. A seleção cuidadosa de materiais, como aço endurecido ou ligas especiais, é essencial para garantir a resistência da carcaça às forças do explosivo e a condições adversas. A determinação das zonas de impacto e dispersão dos fragmentos é realizada por meio de simulações computacionais e testes físicos, levando em conta a quantidade de explosivo e a configuração interna dos fragmentos.
Agora, a segurança é uma preocupação primordial no projeto dessas bombas, e medidas preventivas são implementadas para evitar falhas prematuras ou acionamentos acidentais. Sistemas de travamento, dispositivos de segurança e protocolos de teste são empregados para mitigar riscos. No entanto, é importante ressaltar que bombas de fragmentação são armamentos controversos, devido ao seu impacto humanitário significativo, e são proibidas em algumas regiões. O respeito ao direito internacional humanitário e às normas de desarmamento é fundamental ao lidar com essas questões sensíveis.
A título de curiosidade, três empresas brasileiras produzem esse tipo de explosivo, e ele já foi vendido para outros países, incluindo Arábia Saudita, Iêmen, Irã, Iraque, Malásia e Zimbábue. No passado, as bombas brasileiras foram usadas pela Arábia Saudita no conflito no Iêmen.
Imagem reproduzida de U.S. Army via Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Bomba_de_fragmenta%C3%A7%C3%A3o#/media/Ficheiro:Demonstration_cluster_bomb.jpg
Quais são os efeitos colaterais e riscos associados ao uso de bombas de fragmentação?
As táticas militares com bombas de fragmentação envolvem o lançamento dessas armas, que dispersam inúmeras submunições em uma ampla área para atingir múltiplos alvos. No entanto, o uso dessas bombas em conflitos apresenta sérios riscos e efeitos colaterais, especialmente em áreas civis. A imprecisão das bombas pode levar a danos colaterais significativos, causando vítimas civis e danos a infraestruturas não militares.
Além disso, submunições não detonadas se tornam restos explosivos de guerra, representando ameaças contínuas à segurança dos civis, mesmo após o conflito. Para garantir a segurança, essas bombas são transportadas e armazenadas com cautela, geralmente em depósitos seguros e com medidas de controle rigorosas. Antes do uso em operações militares, as bombas de fragmentação passam por testes extensivos de desempenho, precisão e segurança, visando minimizar falhas e acidentes.
Quais são as alternativas para substituir ou mitigar o uso de bombas de fragmentação?
Existem várias alternativas e abordagens em desenvolvimento para substituir ou mitigar o uso de bombas de fragmentação, que são armas controversas devido ao grande impacto humanitário e ambiental que causam. Algumas das principais alternativas incluem:
Munições Guiadas de Precisão
Uso de Drones
Armas Não Letais
Armas Baseadas em Energia
Desenvolvimento de Normas Internacionais
Educação e Sensibilização
É importante notar que a substituição ou mitigação completa do uso de bombas de fragmentação pode levar tempo devido a questões políticas, orçamentárias e de segurança. No entanto, o esforço contínuo em direção a alternativas mais humanitárias e precisas é fundamental para reduzir os impactos negativos dessas armas em áreas civis e no meio ambiente.
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Engenharia Civil sob Ameaça: O Impacto da Mudança Climática nas Fundações de Prédios
por Simone Tagliani | | ATUALIZADO EM 3minImagem reproduzida de wirestock em Freepik
A mudança climática do subsolo é um fenômeno resultante do aquecimento nas grandes cidades ao redor do mundo. O solo se deforma com o aumento das temperaturas, afetando as fundações de prédios e infraestrutura civil.
Pesquisadores da Universidade Northwestern revelaram que essas variações térmicas podem gerar rachaduras e prejudicar edifícios a longo prazo. Embora não represente riscos imediatos à segurança, o fenômeno afetará a operação de sistemas de fundação e infraestrutura. Saiba mais a seguir, neste texto do Engenharia 360!
Imagem reproduzida de Loria, Northwestern University, via Revista Galileu
Por que as fundações de prédios não estão sendo projetadas para lidar com a mudança climática do subsolo?
Os prédios construídos em grandes cidades geralmente não são projetados para lidar com as deformações causadas pela mudança climática do subsolo provocado pelo fenômeno chamado de “mudança climática do subsolo” ou “ilhas de calor subterrâneas“. Esse fenômeno ocorre quando o calor proveniente das atividades humanas e da radiação solar é armazenado nos materiais de construção das cidades e, em seguida, liberado no subsolo, elevando a temperatura da região.
Essas deformações podem resultar em movimentações significativas da fundação dos prédios e rachaduras nas estruturas, afetando a durabilidade e a performance operacional dos edifícios a longo prazo. O fenômeno é considerado uma ameaça silenciosa. Como dito antes, não representa um perigo direto para a segurança das pessoas. Entretanto, ele pode impactar as operações normais dos sistemas de fundação e infraestruturas em geral.
Imagem reproduzida de Northwestern University, via Revista Galileu
Enfim, a adaptação e o planejamento urbano devem levar em conta a mudança climática do subsolo, a fim de proteger as fundações dos edifícios e garantir a sustentabilidade e resiliência das construções em meio às mudanças climáticas esperadas nos próximos anos.
Quais são as graves consequências do aumento da temperatura na superfície e no subterrâneo?
Um estudo da Universidade Northwestern abordou a relação entre a mudança climática e as deformações no solo em áreas urbanas. A conclusão é de que as temperaturas mais altas podem fazer o solo expandir e contrair, causando problemas na infraestrutura urbana. Mas não é só isso!
Parece que a mudança climática do subsolo também tem implicações ecológicas, como a contaminação da água do solo, e consequências para a saúde humana, incluindo problemas respiratórios e cardiovasculares.
Quais estratégias para lidar com os efeitos da mudança climática do subsolo em prédios urbanos?
O aumento das temperaturas esperado nos próximos anos pode agravar esses problemas, afetando ainda mais os prédios existentes. Portanto, é importante considerar estratégias de planejamento urbano minimizando o impacto da mudança climática nas fundações dos edifícios.
Os especialistas sugerem, para começar, monitorar e coletar dados sobre as temperaturas do solo ao redor dos prédios para compreender melhor as variações térmicas e os riscos associados. Avaliações regulares devem ser realizadas para identificar prédios mais vulneráveis a danos causados pela expansão e contração do solo.
Imagem reproduzida de frimufilms em Freepik
Além disso, a implementação de tecnologias geotermais é destacada como uma solução importante para enfrentar os desafios causados pelo aumento das temperaturas no subsolo urbano. Essas tecnologias coletam calor do solo e redistribuem-no para prédios que demandam aquecimento, ajudando a regular a temperatura do subsolo e reduzindo os efeitos negativos na infraestrutura.
Por fim, pede-se o desenvolvimento de soluções mais sustentáveis, evitando o consumo excessivo de energia para resfriar ativamente estruturas subterrâneas. O planejamento urbano consciente é crucial, com a consideração de materiais de construção e técnicas que minimizem o impacto térmico no subsolo.
Concluindo, o aumento das temperaturas nas cidades causará deformações no solo e afetará prédios urbanos. Projeções mostram inchaço de até 12 mm e contração de até 8 mm até 2051.
Você consegue imaginar outras tecnologias que possam ser usadas para mitigar impactos? Escreva na aba de comentários!
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Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.
xAI: a IA não politicamente correta de Elon Musk que desafia Google e OpenAI
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 4minImagem reproduzida de SoCientífica
Sabia que a trajetória profissional de Elon Musk está bastante relacioada com o desenvolvimento da tecnologia de Inteligência Artificial? Recentemente, o empresário lançou nas mídia a xAI, uma nova IA que promete ser uma alternativa mais confiável à OpenAI, Google e Microsoft. Aliás, a xAI foi estabelecida formalmente como objetivo de “entender a verdadeira natureza do universo”. Será mesmo?
Bem, vale destacar que Elon Musk se envolveu inicialmente com Inteligência Artificial ao fundar a OpenAI, uma organização de pesquisa em IA, em dezembro de 2015. A motivação por trás disso era avançar no campo da Inteligência Digital e beneficiar a humanidade sem restrições para gerar retorno financeiro. Só a história parece ter mudado? Veja a seguir, no Engenharia 360!
Imagem reproduzida de xAI via Creative Bloq
Qual a visão de Elonk Musk sobre Inteligência Artificial?
A verdade é que Musk deixou a OpenAI em 2018 sob circunstâncias pouco claras. Algumas fontes sugerem que ele saiu devido a conflitos de interesse, já que a Tesla, outra empresa de Musk, estava se concentrando mais em IA. Houve também relatos de conflitos com outros membros da diretoria e equipe em relação à abordagem da OpenAI em relação à segurança da IA.
Agora, o próprio Elon Musk afirma que a xAI, sua nova empresa de Inteligência Artificial, não será politicamente correta. Ele chegou a dizer que treinar uma IA para ser politicamente correta pode ser perigoso, pois poderia levar a uma limitação da liberdade de expressão da IA. Pode isso?
Os principais concorrentes da xAI são, hoje, a OpenAI, Google e Microsoft, empresas que também estão atuando no campo da Inteligência Artificial e desenvolvendo sistemas avançados.
Segundo Musk, a diferença entre a xAI e a OpenAI é que a xAI não será negociada publicamente e, portanto, não estará sujeita aos incentivos baseados no mercado nem às pressões relacionadas ao ESG (ambiental, social e governança) que podem influenciar as empresas públicas. Se podemos acreditar nesse discurso…
Por outro lado, Musk enfatizou a importância da regulamentação da IA para a empresa, mas não deu detalhes concretos sobre como isso seria implementado.
A saber, a equipe da xAI será liderada por Dan Hendrycks, um pesquisador e líder da Center for AI Safety, uma organização sem fins lucrativos que visa reduzir os riscos associados à IA.
Como deve funcionar a nova tecnologia de Inteligência Artificial xAI?
Em sua apresentação, Elon Musk deu poucos detalhes sobre a nova empresa de Inteligência Artificial chamada xAI. Ele apenas mencionou que a xAI usará tweets públicos para treinamento, o que é algo que muitas empresas de IA, grandes e pequenas, já fizeram ILEGALMENTE. Aliás, o empresário bem chegou a revelar informações concretas sobre o tipo de ferramenta que a xAI vai oferecer, quando estará disponível, quem poderá acessá-la ou se será gratuita. Ele também não apresentou uma demonstração visual de como a xAI vai funcionar. É muito mistério, não é mesmo?
É importante dizer que Musk mencionou que a xAI deve construir uma “boa AGI” (Inteligência Artificial Geral).
Imagem reproduzida de Blog da NVIDIA
Imagem reproduzida de Big Data Vietnam
AGI é a sigla para “Inteligência Artificial Geral”. Seria uma tecnologia que busca alcançar um nível de inteligência semelhante ao humano, capaz de realizar uma ampla gama de tarefas de maneira autônoma e inteligente. Portanto, a xAI entra na corrida para construir a AGI, buscando desenvolver máquinas com inteligência ao nível humano. Vamos aguardar os próximos capítulos dessa história!
Nota: Em reprotagem de CNN Brasil, a advogada Alessandra Borelli, do Opice Blum Advogados, enfatizou a necessidade de regulamentar a Inteligência Artificial. Ela destaca que estamos em contato com a IA desde antes do ChatGPT e que já existem leis, como o marco civil da internet e a Lei Geral de Proteção de Dados, que podem ser aplicadas a condutas de mau uso da IA. Portanto, juridicamente, não estamos desamparados, mas é crucial que as empresas envolvam todos os departamentos para garantir o cumprimento das regras.
Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.
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