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Bioengenheiros criam dispositivo de menos de R$1,00 que pode mudar a medicina em países pobres

por Clara Ribeiro | 06/02/2017
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Uma invenção que custa apenas moedas pode mudar alguns processos da medicina oferecidos em países pobres. Trata-se de um pequeno dispositivo batizado de “Paperfuge”, uma junção de paper (papel) e centrifuge (centrífuga), desenhado por pesquisadores da Universidade de Stanford. Um deles, Manu Prakash, um professor assistente de bioengenharia da mesma universidade, tem como linha de pesquisa a criação de soluções baratas com foco no cuidado da saúde em países que sofrem com falta de recursos e infraestrutura.
O Paperfuge é uma dessas soluções. Para fazê-lo é preciso desembolsar cerca de 20 centavos de dólares – perto de R$0,60 – e pode ter grande impacto positivo na saúde mundial.

As centrífugas se mostram essenciais para o diagnóstico de portadores do vírus HIV, confirmação de casos de malária, entre outros procedimentos médicos. Entretanto, as originais necessitam de espaço, pois geralmente são grandes, eletricidade e um bom orçamento.

Essas características vão contra o que os pesquisadores pretendem, já que o objetivo é atender comunidades carentes. “Um bilhão de pessoas em nosso planeta vive sem eletricidade, infraestrutura, estradas e qualquer tipo de assistência média”, diz Prakash em um vídeo produzido por Stanford.
Por conta disso, inspirados em um antigo brinquedo, surgiu o novo apetrecho, que substitui as centrífugas no trabalho de separar o plasma do sangue. Ao colocar um fino tubo de vidro preenchido com sangue e brincar com o Paperfuge, o conteúdo gira a uma grande velocidade.
Alguns testes mostraram que a amostra de sangue pode girar a até 125.000 rpm (rotações por minuto). Para comparação, uma centrífuga profissional gira a 15.800 rpm.
Veja abaixo um vídeo sobre o dispositivo:

Essa é uma alternativa econômica e eficaz para auxiliar a medicina de forma geral e conter, por exemplo, situações de epidemia de certas doenças. O que você achou? Conte para a gente!

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Clara Ribeiro

Jornalista especializada em arquitetura e engenharia. Ávida consumidora de informação; viciada em produzir conteúdo; amante das letras, das artes e da ciência.

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