Entenda como a engenharia biomédica está revolucionando a gestão de saúde
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 3minImagem ilustrativa gerada em IA de Google Flow
Uma área interdisciplinar essencial, que empresas e instituições públicas estão descobrindo nas últimas décadas como chave na gestão da saúde. Essa é a engenharia biomédica, que usa técnicas de engenharia para resolver problemas em biologia e medicina.
Em uma palestra em agosto de 2018, no auditório do Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo São Carlos da USP, o palestrante e professor Dr. Sérgio Mühlen, do Departamento de Engenharia Biomédica da Faculdade de Engenharia e de Computação (FEEC) da Unicamp detalhou as quatro divisões principais:
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bioengenharia,
engenharia médica e biológica,
engenharia clínica, e
engenharia de reabilitação.
1. Bioengenharia
Ela estuda fenômenos e sistemas biológicos com modelos físicos, matemáticos, experimentos em animais e preparações biológicas. “É a fundação para novas técnicas de pesquisa biológica, clínica e instrumentação médica. Atua no nível ‘célula'”, explica Mühlen.
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2. Engenharia Médica e Biológica
Foca no projeto de instrumentação, sensores, próteses e softwares para saúde. Aplica microeletrônica, nanotecnologia e microfluídica, integrando física, mecânica, informática e eletrônica. “Opera no nível ‘equipamento'”, resume o professor.
3. Engenharia Clínica
Surgida nos anos de 1960, atende problemas sistêmicos em hospitais. Profissionais gerenciam tecnologias, riscos de acidentes e regulamentações. “O Ministério da Saúde contratou engenheiros para isso, pois na saúde um produto ruim não sai do mercado sozinho”, destaca Mühlen.
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4. Engenharia de Reabilitação
Mescla engenharia clínica e médica, com interfaces em fisioterapia e terapia ocupacional. “Busca restabelecer funções perdidas e ganha força com o foco em acessibilidade”, afirma o especialista.
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Oportunidades e futuro da área
De acordo com os últimos relatórios do Ministério do Trabalho dos Estados Unidos, a taxa de crescimento de empregos para engenheiros biomédicos deve acontinuar aumentando nesta década, superando a média de outras ocupações. No Brasil, embora não existam dados consolidados, a tendência é semelhante e muito promissora. Para Mühlen, o desafio atual é claro:
“Não temos números sobre isso no Brasil, mas essa estatística nos permite dizer que é preciso aumentar o número de doutores nesta área, para que eles possam formar mais engenheiros e pesquisadores. Também é preciso estimular o empreendedorismo entre esses profissionais. Os empreendedores correm mais riscos, mas se tiverem bons projetos certamente conseguirão financiamentos.”
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