Hoje, 1º de março de 2023, a cidade do Rio de Janeiro, capital do Estado do Rio de Janeiro, comemora nada mais nada menos do que 458 anos. Seu aniversário, aliás, acontece no mesmo dia de homenagem ao seu padroeiro, São Sebastião, e do padroeiro do Estado, São Jorge. Esta já foi uma região habitada por índios. Os portugueses chegaram ao local no século XVI. Por exemplo, foi em 1 de janeiro de 1502 que a zona da Baía de Guanabara foi descoberta. Mas, em 1555, foram os franceses que dominaram a área. Cinco anos depois, portugueses e índios contra-atacaram e retomaram a propriedade. Foi Estácio de Sá que liderou as batalhas e fundou a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

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Pão de Açucar | Imagem reproduzida de A Arquiteta
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Teatro Municipal | Imagem reproduzida de Terceira Via
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Parque Lage | Imagem reproduzida de ArchDaily

Mais de um século depois, em 1763, o ministro Marquês do Pombal transferiu a sede da colônia Brasil de Salvador para o Rio. Inclusive, entre 1808 e 1815, foi capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Entre 1815 e abril de 1821, sediou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, após elevação do Brasil à parte integrante do reino unido supracitado. Após a independência, em 1822, virou capital do Império. Foi palco principal dos movimentos abolicionista e republicano na metade final do século XIX. Assistiu à Revolta da Vacina, em 1904; sediou a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992; os jogos da Copa do Mundo de 2014; e os Jogos Olímpicos de Verão de 2016. Desde 2012, parte da cidade foi designada pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade; e, em 2019, recebeu o título de primeira Capital Mundial da Arquitetura.

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Palácio Capanema | Imagem reproduzida de ARQGUIA
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Cidade das Artes | Imagem reproduzida de ArchDaily
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Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro | Imagem reproduzida de ArchDaily

A saber, em 1890, no Rio de Janeiro já havia 522 mil habitantes. Já, hoje, ocupando uma área de 1 200,329 km, a cidade tem quase sete milhões de habitantes. É um dos destinos turísticos mais procurados pelos viajantes. Apresenta uma intensa vida cultural, redes de lojas, museus, praias – como Copacabana, Ipanema e Leblon -, parques, além da maior floresta urbana do mundo. Realmente, é uma ‘Cidade Maravilhosa’! Parabéns aos cariocas!

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Maracanã | Imagem reproduzida de Prefeitura do Rio
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Museu do Amanhã | Imagem reproduzida de Blog da Compose Revestimentos
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Sapucaí | Imagem reproduzida de Casacor
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Lapa | Imagem reproduzida de A Arquiteta

Veja Também: Horta Manguinhos – conheça este maravilhoso projeto social do Rio de Janeiro


Fontes: Site Copacabana.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

O Carnaval é a festa mais popular do Brasil. Logo que esse costume chegou ao país passou a contar com outra prática europeia, que é o uso de carros alegóricos ou as alegorias para animar os desfiles. Mas é claro que, lá atrás, no passado, os carros eram diferentes. Depois de anos, as estruturas pequenas e puxadas por animais deram lugar para grandes estruturas motorizadas com direito a sistemas de iluminação e até abastecimento de água para a criação de efeitos pirotécnicos. Porém, advinha quem contribui para o projeto desses carros, incluindo cálculos matemáticos de cargas, ferragens e além? Sim, os engenheiros! Saiba mais sobre isso no texto a seguir!

Veja Também: Quanto a Engenharia está envolvida nas folias de Carnaval?

A Engenharia dentro das Escolas de Samba

Os engenheiros não devem ser meros espectadores do Carnaval! Eles devem, na verdade, fazer parte do corpo de funcionários das Escolas de Sambas. Isso não deve ser visto como criação de burocracias, mas de soluções por meio do auxílio técnico em diversas etapas dos trabalhos – projeto, aprovação, adequação às normas e mais. Por exemplo, todas estas grandiosas e lindas alegorias criadas para o Carnaval precisam ter, por exigência legal, ARTs (Anotações de Responsabilidade Técnica). E sabe quem assina esses documentos? Sim, mais uma vez, os engenheiros!

Saiba que esses trâmites burocráticos não são opcionais! Eles devem ser cumpridos com muito rigor pelas escolas – com risco de as agremiações serem penalizadas! E mesmo que alguns carnavalescos deem a desculpa de que isso trava, de certo modo, a liberdade de criatividade, é preciso dizer que nenhum décimo perdido em qualquer quesito pode ser interpretado como algo pior do que colocar a integridade de vida das pessoas em risco!

Engenharia de Carnaval
Imagem reproduzida de Agência Brasil – EBC

Por dentro de um carro alegórico

Há muita Engenharia dentro dos carros alegóricos. Por exemplo:

  • Componentes elétricos, computacionais e até hidráulicos, em alguns casos, para grandes alegorias;
  • Sistemas complexos de motor e mecânica – inclusive para braços robóticos;
  • Estruturas metálicas em vários níveis com fechamentos nos mais diferentes materiais -, com pessoas podendo ficar a 12 metros do chão – sendo necessário maquinário de elevação no próprio carro alegórico;
  • Por fim, os carros maiores podem ter “rodas malucas”, com eixo estendido sob as estruturas de chassi, que é uma mecânica bastante complexa.
Engenharia de Carnaval
Imagem reproduzida de O Globo

O papel do Conselho profissional no controle das alegorias

É óbvio que, se existe a atuação das engenharias na criação das alegorias de Carnaval, existe também a atuação do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia). O órgão será responsável por vistoriar, fiscalizar e liberar o funcionamento das estruturas presentes nos locais que ocorrem as festas, bem como averiguar as condições de barracões ao lado do Corpo de Bombeiros municipal. Sim, porque essas preocupações de segurança – com base em normatizações – devem fazer parte de todo o processo da festividade, protegendo os foliões de possíveis acidentes – além do meio ambiente de impactos negativos!

Engenharia de Carnaval
Imagem reproduzida de G1

Os pontos analisados pelo CREA na Engenharia de Alegorias

É preciso, antes de se aprofundar nessa questão da fiscalização dos carros alegóricos, lembrar que o CREA deve vistoriar também carros elétricos, estruturas de camarotes, palcos, arquibancadas, entre outros. Mas especialmente com relação aos carros alegóricos, o Conselho pode focar seu olhar para:

  • falhas mecânicas;
  • risco de incêndio e curto-circuito;
  • instabilidade e danos estruturais;
  • reaproveitamento indevido de materiais;
  • ausência de equipamentos de proteção coletiva, como extintores, sinalizações e guarda-corpos;
  • falta de plano de segurança e evacuação para uso da própria alegoria;
  • entre outros defeitos que podem provocar a morte dos foliões ou, no mínimo, a falta de acessibilidade disponível para pessoas com necessidades especiais.

Para concluir, sim, os engenheiros ou a Engenharia faz parte da construção dessa festa que nós, brasileiros, tanto amamos, o Carnaval! E é claro que as tecnologias são muito bem-vindas neste trabalho. Se você conhece alguma história exemplo disso, compartilhe conosco nos comentários!


Fontes: Linedin, Veja, 4ieng.

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O que vamos contar neste texto foi pouco noticiado nas mídias, mas, em 2021, em plena Pandemia e com o cancelamento dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro por conta do avanço do coronavírus, a Cidade do Samba, localizada na Zona Portuária, foi interditada pelo Ministério Público por risco de incêndios. Infelizmente, este não foi um caso isolado. Já houveram vários casos de chamas nos galpões desde a inauguração do complexo, no ano de 2006. Inclusive, em 2020, aconteceu um incidente bem preocupante na área da Viradouro. Mas o que aconteceu, de fato, e o que está sendo feito para impedir maiores desgraças? Veja a seguir!

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Imagem reproduzida de Correio Carioca

Últimos casos de incêndios na Cidade do Samba

O incêndio na quadra da Viradouro, em 2020, por sorte, não apresentou feridos. Também teve o acidente em 2019 na quadra da Império Serrano, com fogo iniciado em estrutura de carro alegórico que era desmontada dentro de uma unidade de galpão; uma grande quantidade de fumaça tóxica atingiu uma creche bem perto do local. Mas foi em 2011 o pior caso. Neste ano, 14 barracões sofreram com um incêndio iniciado entre as unidades da Portela, União da Ilha do Governador, Grande Rio e da Liesa, a administradora do local. No combate às chamas, o Corpo de Bombeiros teve que mobilizar 39 carros de sete quartéis e 80 homens. Mesmo assim, houve graves danos ao complexo, com queda de parede, estrutura superior e mais.

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Imagem reproduzida de O Globo

Mudanças determinadas pela justiça

Em 2021, o Ministério Público do Rio de Janeiro ressaltou que, sim, o Corpo de Bombeiros vem fazendo vistorias frequentes na Cidade do Samba. Parece que foram identificadas irregularidades no estado das instalações, como também a ausência de plano de controle e prevenção contra incêndios.

“(…) (a) eventual demora no julgamento do feito prolongará a situação de risco a que estão expostos não só os trabalhadores, como todas as pessoas que frequentam o local.” – Juízo na decisão.

O que foi determinado durante esta avaliação era a interdição da Cidade do Samba até que suas instalações estivessem em condições seguras. Veio a questão, então, da necessidade de um retrofit no complexo, ou seja, que tudo fosse reestruturado de forma a minimizar os riscos de incêndio, adequando-se às normas de prevenção e controle de fogo descritas no Decreto Estadual nº 897/76. A prefeitura do Rio e a Liesa ainda não se manifestaram adequadamente no último ano nas mídias sobre a decisão da Justiça. Mas o que se sabe é que o não cumprimento levará à uma multa diária de R$10 mil reais.

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Imagem reproduzida de O Globo

Veja Também: ‘Lei Kiss Federal’ entra em vigor este ano e divide opiniões

Treinamento de voluntários para combate a incêndios

Então, pelo que se entende, é de responsabilidade da prefeitura do Rio e da Liesa (que é a Liga Independente das Escolas de Samba) de ir atrás de soluções de Engenharia e Segurança para a Cidade do Samba. Mas é claro que as escolas podem “correr na frente” e consultar especialistas para prevenir possíveis danos ao seu patrimônio e garantir a segurança física de seus funcionários e visitantes.

Podemos dar como exemplo a própria Viradouro que decidiu oferecer dentro da escola um curso de Brigadista Voluntário de Combate a Incêndio para o seu quadro de trabalhadores que dá expediente no espaço de produção de alegorias e fantasias na Cidade do Samba. Assim, seus integrantes podem sempre estar preparados para lidar com situações de risco nas dependências do barracão.

Veja para o que esses profissionais voluntários foram treinados:

  • Conhecimento em todos os tipos de extintores – para identificar e corrigir situações que possam provocar incêndios;
  • Conhecimento em procedimentos básicos para evitar pânico;
  • E conhecimento em técnicas de primeiros socorros com vítimas em estados de choque, desmaio, hemorragia, além de prevenção de queimaduras.

O Engenharia 360 tem muito mais a compartilhar com você! Confira ao webstories a seguir!


Fontes: Extra Globo, Carnavalesco.

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Já ouviu falar no conceito de retrofit? O Engenharia 360 comentou algumas vezes sobre isso, mas não custa relembrar. Trata-se de uma técnica de construção civil, originada na Europa e nos EUA, englobando a Engenharia Civil e Arquitetura com foco em obras antigas. Só que, atenção, pois isso não tem a ver apenas com realizar uma simples reforma ou restauração. Seria o processo de modernizar um equipamento considerado ultrapassado ou fora de norma; pegar coisas utilizadas no passado e adaptá-las às necessidades atuais para continuarem tendo serventia.

Dá para entender só por essa explicação, portando, que tal ideia tem tudo a ver com o que deveria ser feito com todo o montante do Carnaval Brasileiro – entre estruturas de galpões, carros alegóricos e muito mais. Óbvio que a Engenharia precisa ter um olhar mais apurado para as possibilidades disso, incluindo ações de sustentabilidade e contribuição para o meio ambiente. E, inclusive, esse esforço pode ser o único caminho para que as escolas consigam manter e até aumentar as proporções dos seus trabalhos após as crises que temos vivido nos últimos anos, sobretudo no âmbito econômico, sem contar a escassez de recursos e matérias-primas.

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Imagem reproduzida de retrofit engenharia

Exemplos de caso de retrofits voltados ao Carnaval

Em meados de 2012, grandes escolas de samba do Rio de Janeiro – como Portela, Imperatriz Leopoldinense e Unidos de Vila Isabel – buscaram os serviços de empresas de Engenharia para avaliar as estruturas das obras das quadras de suas agremiações, que pareciam deterioradas. Foi identificada, na oportunidade, a necessidade de intervenções em diferentes espaços, visando aumentar não só a segurança, mas o conforto de todos na realização dos mais diferentes eventos nesses locais – por exemplo, os ensaios para os desfiles.

Especialmente a Portela, que teve a sua quadra destruída no ano anterior, precisou reconstruir novos espaços, com direito à cobertura e camarotes decorados como fachadas de casebres típicos do centro do Rio de Janeiro. Mas precisamos destacar essa obra em principal porque se trata também de um exemplo de retrofit. Isso porque os projetistas não se limitaram em reconstruir as coisas como eram anteriormente. Foram acrescentados itens ao plano original, como rampas de acessibilidade e elevadores, mais banheiros, entre outros espaços, como uma área para capacitação de moradores locais com direito à biblioteca e laboratório de informática.

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Imagem reproduzida de retrofit engenharia

Agora na quadra da Imperatriz Leopoldinense, que tem capacidade para mais de quatro mil pessoas, foram instaladas rampas de acesso para facilitar a locomoção de pessoas com mobilidade reduzida; além de portões de chapa de aço adequados às normas de emergência; novas instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias; e equipamentos para que a comunidade possa praticar esportes. Já o trabalho de Engenharia na quadra da Vila Isabel, a maior entre as quadras cariocas, com capacidade de onze mil pessoas, o serviço foi focado na melhora do conforto acústico – mais seguro e menos incômodo à vizinhança.

Razões que levam à realização de retrofit para Carnaval

Então, retrofit em Engenharia é atualizar, adaptar, modernizar e melhorar uma obra que desejamos preservar por mais tempo e sempre oferecendo segurança e conforto para todos, não importando o tamanho ou a situação atual. Não é preciso modificar tudo; pode-se até aproveitar as estruturas antigas para introduzir novas instalações modernas!

Ou seja, retrofit não tem nada a ver com a aparência final de alguma coisa, como a melhoria na estética de fachadas, por exemplo. Mas é claro que, unindo os conhecimentos de arquitetos e engenheiros, é possível se chegar a isso também, sim! Só não se pode confundir com restauração, que é o ato de renovar algo que tenha valor histórico. Nesse caso, o que importa é a serventia adequada às pessoas, menor impacto ao meio ambiente e diminuição de outros impactos gerados pelo setor como um todo – isso inclui uma avaliação de consumo de recursos naturais.

A saber, na visão do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, essa capacidade e potencialidade do retrofit deve ser sempre base para os métodos de modernização de edifícios na contemporaneidade. Só que se deve ter cuidado com a adoção do retrofit nos trabalhos do Carnaval. Não é porque se trata de um festival muito alegre e bem-humorado que as coisas precisam ser levadas na brincadeira! Deve-se respeitar a legislação e regras impostas pelo Corpo de Bombeiros, órgãos públicos e entidades de classe da categoria, como o CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) e CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo). Um exemplo é a norma de Desempenho de Edificações Habitacionais (NBR 15575), que disserta sobre isso.

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Imagem reproduzida de O Globo

Quando fazer retrofit?

É preciso destacar que não são os órgãos estaduais e federais que devem ir à caça de locais para praticar retrofit. São os próprios donos das propriedades que devem assumir a responsabilidade primeira de vigiar as estruturas e ir atrás de soluções de melhorias sempre que preciso. O momento certo é quando as instalações estiverem precárias ou quando for preciso adequar a geografia do imóvel. Um indicativo de problemas são os custos de manutenção, cada vez maiores – isso vale para fachadas, elevadores, proteção contra incêndios e mais. A recuperação reduziria esses números. E também, em certos casos, fica mesmo claro que só com alguma intervenção é que se conseguiria criar condições de novas funções e facilitar usos; do contrário, as limitações são demais.

Quais as formas possíveis de fazer retrofit?

  • Novos sistemas de segurança, internet e telefonia, se preciso;
  • Sistema de prevenção contra incêndios;
  • Sistema de identificação de funcionários, portaria, hall e elevadores;
  • Instalações elétricas, eletrônicas, de conforto, iluminação e mais;
  • Reforços ou trocas de estruturas, vidros e janelas;
  • Forro de gesso para esconder instalações elétricas;
  • Pintura com cores atuais ou troca de outros materiais de revestimento;
  • E nova distribuição de plantas no prédio, sem modificar a estrutura externa – nesse caso é necessária a aprovação da nova planta pela prefeitura.

Fontes: Retrofit Engenharia, Grupo Zangari.

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Engenharia 360

Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.

Todo bom gestor tem, entre tantos objetivos, o desejo de reduzir ao máximo os custos operacionais da sua empresa, visando, obviamente, o aumento dos lucros. Mas como fazer isso? Bem, por exemplo, a impressão 3D é uma forma eficaz, principalmente aliada à modelagem 3D e produção otimizada também. Aliás, a chegada das novas tecnologias traz uma solução eficiente para a otimização das operações industriais, como através dos processos de prototipagem e produção, ajudando substancialmente as empresas. Saiba mais sobre isso no texto a seguir!

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Imagem reproduzida de TechCD

O que é a prototipagem rápida?

A prototipagem rápida trata-se de um método moderno de desenvolvimento de produto. E qual a vantagem disso para os engenheiros? Bem, é poder compactar cronogramas de projetos, iterando mais rapidamente para chegar a um projeto final pronto para produção. E esse processo é baseado em um design também moderno para sistemas de manufatura, transferindo benefícios de eficiência por meio de um fluxo de trabalho voltado às impressoras de alta precisão. Com isso, é possível reduzir investimentos de ferramentas, repensar todos os processos de produção, melhorar a cadeia de suprimentos, reduzir preços de peças e, no fim, economizar com manufatura.

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Imagem reproduzida de SP3D – Impressão 3D e Prototipagem em São paulo

Outros benefícios da adoção de modelagens 3D nas indústrias

1. Economia de dinheiro

Criando mecanismos na própria peça tridimensional com intuito de diminuir a necessidade de ferramentas durante sua produção ou criando peças que não necessitem de um pós-processamento. São eliminadas grandes diferenças na seção transversal e no volume das peças. No geral, há menos desperdícios, menos gastos e maior integridade estrutural, ou seja, uma mudança benéfica em toda a cadeia de suprimentos. Aliás, para acrescentar, com as peças bem projetadas, as etapas pós-produção devem ser minimizadas!

2. Economia de tempo

Processo de desenvolvimento de produtos mais veloz, inclusive com preço reduzido pela possibilidade de impressão 3D, onde basta preparar o arquivo 3D em algum software de modelagem, onde é possível modificá-lo quantas vezes forem necessárias.

Nesses cenários, algumas peças são feitas em usinagem CNC. As máquinas recebem dados CAD 3D e já imediatamente conseguem imprimir o arquivo sem necessitar de nenhum tempo extra. E se é possível realizar a prototipagem mais veloz, também é possível lançar mais velozmente os projetos, além dos produtos, chegarem ao mercado com muito mais rapidez.

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Imagem reproduzida de CoemJr

3. Otimização de design 3D

Como dito antes, com a modelagem 3D, pode-se melhorar as peças impressas e reduzir o custo das produções industriais. E isso deve ser feito sobre um modelo ideal gerado em software de modelagem 3D – onde é possível estudar formas de usar a quantidade de material, evitando assim, desperdícios ou excessos. As peças são testadas em sua gama completa e justamente por meio da prototipagem rápida, num sistema de produção onde não poderiam ser produzidas com usinagem CNC. Mas já nos testes, é possível “afunilar” as opções para a produção final, reduzindo drasticamente os custos gerais para o desenvolvimento de produtos.

Certamente, economizar dinheiro é bastante atrativo. Só que, mais ainda, ter maior mitigação de risco antes que a peça seja fabricada com processos de produção caros, ou antes que o ferramental seja criado! E, nesse caso, a prototipagem rápida é decisiva!

modelagem 3d
Imagem reproduzida de Muv.

4. Fuga do tradicional

Fabricar peças com desenhos mais complexos pode ser mais simples com a modelagem 3D e a usinagem CNC! O arquivo é enviado para a impressora, que interpreta o modelo CAD, imprime e só fica faltando o trabalho de acabamento, quando houver! Definitivamente, os projetistas não precisam temer ousar no design, mesmo que queiram criar formas orgânicas, com furos, em blocos sólidos, e mais! É possível fazer até, desse modo, peças leves, mais resistentes – mesmo com menos espaços com preenchimento.

Como admirador ou profissional da área da Engenharia, deve buscar por mais informações sobre as boas oportunidades que a modelagem, simulação 3D e prototipagem podem oferecer, como a otimização nos processos de fabricação! Envie suas dúvidas sobre o assunto para o Engenharia 360 que logo responderemos em uma nova publicação!


Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

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Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Estamos em torno do Dia Internacional da Mulher e é impossível não ficarmos tocados por esta data. Isso não tem só a ver com tudo que as mulheres (incluindo toda engenheira) vêm sofrendo ao longo da história, mas com todos os desafios que ainda precisam enfrentar nos dias de hoje. Pois, sim, vivemos séculos e séculos – e tivemos tempo de sobra para evoluir. Mas, apesar disso, essa questão ainda precisa voltar várias e várias vezes para as rodas de debate. Isso porque alguns insistem em dizer que mulheres são menos capazes de realizar os mesmos feitos de um homem; até que seriam culpadas quando as coisas dão errado. Besteira total!

No geral, as mulheres no mercado de trabalho são determinadas e competentes. Elas estudam muito, se dedicam por mais tempo às suas tarefas, não têm medo dos desafios, se comprometem mais aos serviços e estão sempre em busca de atualização. Mesmo assim, na maioria das vezes, recebem salários inferiores dentro das empresas e são destinados a tarefas fora de sua contratação, com a desculpa de que podem “dar um toque feminino” àquilo que os homens desejam não fazer. Por fim, precisam trabalhar o dobro para provar que sabem fazer o mesmo, ou melhor que seus colegas – sendo que, em outros horários, ainda são mães, amigas, irmãs, filhas e esposas.

A saber, um estudo feito pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) aponta que, em 2021, eram 21,9 milhões de famílias chefiadas por mulheres no Brasil. Contudo, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), das mulheres no mercado de trabalho, apenas 37,4% possuíam cargos gerenciais em 2019.
Para marcar esta fase importante do ano, o Engenharia 360 trouxe uma profissional incrível para conversar conosco, a engenheira Mariangela Ikeda Ribeiro (das áreas de Engenharia de Alimentos, Comercial, Marketing e Supply Chain). Ela dará o seu testemunho aqui no site sobre mais do que ‘ser mulher no mercado de trabalho’, mas ‘ser uma profissional competente, sempre’. Quer dizer que seus ensinamentos são para pessoas de todos os gêneros. Aliás, é assim que deveríamos encarar as coisas, pessoas sendo apenas pessoas. Pois não existe essa de alguém ser melhor que outro alguém por idade, raça ou sexualidade. No mundo dos negócios, devemos ser apenas julgados por nossas capacidades e habilidades!

Engenharia de Alimentos
Engenheira Mariangela Ikeda Ribeiro
1) Engenheira Mariangela, em uma conversa anterior que teve com o Engenharia 360, você disse que saiu da Capital (São Paulo) e foi residir em Campinas (interior do Estado) para estudar na Unicamp, que é considerada uma das melhores universidades do país e da América Latina. Queremos começar a nossa entrevista com a sua avaliação de como é estudar em uma instituição pública. Quais as facilidades e os grandes desafios? E mais, pensando em toda a sua experiência de campus, como você avalia a atitude do MEC de aprovar o ensino de algumas engenharias à distância – o famoso ensino EAD?

“Estudar em uma Universidade Pública, como a Unicamp, é um privilégio. Por ser gratuita, a concorrência a uma vaga nessas Universidades é bem acirrada. Os alunos que conseguem passar pela peneira dos vestibulares dessas instituições são estudantes muito preparados. O convívio, a troca de experiências e o conhecimento são muito intensos. Na época em que estudei na Unicamp, tive a chance de conhecer alunos de outros países, pois a Universidade recebia estudantes estrangeiros.”

universidades
Unicamp | Imagem reproduzida de ACidadeON

“Além disso, o corpo docente é também muito capacitado e oferece ensino de alta qualidade. A carga horária é densa (os cursos de Engenharia exigem 5 anos de tempo integral) e bem distribuída, cabendo aos alunos aproveitarem o que lhes é oferecido, pois ficam mais livres para definir as matérias que querem priorizar ao longo dos anos do curso.
E não podemos negar que ter no currículo uma passagem por uma Universidade Pública, especialmente na graduação, confere status e abre muitas portas ao mercado de trabalho.

Quanto à atitude do MEC de aprovar o ensino à distância para algumas Engenharias, entendo que é necessário avaliar bem os critérios para a classificação/eleição dos cursos, dos métodos e das instituições. Grande parte das engenharias demanda a vivência em campo e/ou laboratórios.”

2) Sua decisão, num primeiro momento de caminhada profissional, foi estudar Engenharia de Alimentos. Compartilhe com os nossos leitores qual foi a sua motivação para fazer este bacharelado. Você chegou a citar que teria a ver com um ideal de propósito que era relacionado à profissão, mas que essa sua visão meio que caiu por terra quando se deparou com as questões de mercado. Enfim, você acredita que ainda teria feito as mesmas escolhas lá atrás se tivesse, em mente, o conhecimento adquirido que possui hoje?

“A Engenharia de Alimentos era uma das minhas opções. Também acenava com Engenharia Agrícola/Engenharia Agronômica e Ciência da Computação. Optei pela Engenharia de Alimentos pois era um curso novo que me atraía pela possibilidade de unir as ciências exatas, que eu tanto amava, ao mundo dos alimentos, tão vivo e desafiador. Além disso, estudar na Unicamp e morar em uma república era algo que me fazia sentir independente e sonhar com inúmeras possibilidades.

Tinha uma visão romântica sobre o assunto. Via um propósito em dar acesso e poder ampliar a oferta de alimentos a mais pessoas e de forma mais barata utilizando ciência, tecnologia e engenharia dos alimentos através do aumento da vida de prateleira dos produtos com segurança alimentar.”

produção - engenharia de alimentos
Imagem de DCStudio em Freepik

“Durante minha passagem pela indústria, mantive essa visão, mesmo tendo, já desde início, ingressado na área comercial da empresa e não em uma das áreas técnicas.

Mas quando entrei para o varejo alimentar, vi que muito do que eu imaginava que deveria ser produzido em centrais de produção ou por indústrias terceiras, era processado nas próprias lojas. Ficava perplexa e queria promover uma mudança radical propondo a construção de centrais de produção. Mas fui percebendo que para as categorias de transformação (padaria, rotisserie, açougue, peixaria) nas quais, na minha concepção, faziam sentido operar produções em centrais, valorizava-se muito o frescor. Não era apenas uma visão do varejo, mas também do consumidor.

A partir dessa constatação, fui evoluindo para mudar o que existia, me adequando ao que os clientes (internos e externos) esperavam e aprimorando a cadeia como um todo, desenvolvendo fornecedores, processos de lojas, treinamento, programas de qualidade e rastreabilidade.

Eu mudei meu olhar, mas não abri mão daquilo em que acreditava e me transformei numa especialista em alguns temas muito importantes para o varejo.

Minha formação em Engenharia de Alimentos foi fundamental para tudo o que vivi nesses 30 anos de carreira. Eu não faria nada diferente do que fiz.”

produção - engenharia de alimentos
Imagem de Steve Buissinne por Pixabay
3) Você se formou no ano de 1991, correto? Foi um período de muitas dificuldades para a economia brasileira. Sabemos que, de lá para cá, várias coisas mudaram no mercado. Acredita que o cenário atual é favorável para quem deseja cursar Engenharia de Alimentos? Aliás, qual o leque de possibilidades que um engenheiro de alimentos recém-formado teria para a sua carreira?

“Vivíamos um período de forte recessão na economia. Foi um ano dificílimo para o recém-formado. Mesmo com a quantidade de profissionais com nível superior bem menor do que temos na atualidade. Com o tempo, mais escolas de nível superior e cursos profissionalizantes surgiram. Vejo isso de forma muito positiva. Com mais pessoas com acesso a cursos técnicos e superiores, maior é o crescimento do país através da educação.

O mercado de maneira geral valoriza muito os engenheiros. Existe, de fato, muito respeito e admiração pela classe.
Quanto aos engenheiros de alimentos, especificamente, há ainda muita dúvida e desconhecimento sobre as potenciais áreas de atuação. Existe um amplo leque de possibilidades para eles. Podem atuar em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, controle de qualidade, segurança alimentar, produção, desenvolvimento de embalagens, etc. Há ainda a possibilidade de, com alguma especialização (como foi o meu caso), trilhar uma carreira executiva que pode ser alavancada mais facilmente com cursos complementares como pós-graduação ou MBA em Marketing, Supply Chain, Gestão de Negócios, entre outros.”

produção - engenharia de alimentos
Imagem de Photo Mix por Pixabay
4) Algo bastante curioso que você nos contou é a sua descendência japonesa. E sabemos que uma das características mais belas do povo japonês é a disciplina. Quanto dessa cultura está presente no seu espírito? O que dessa herança você carrega nos dias de hoje como profissional?

“A disciplina, não apenas no tocante ao cumprimento das regras, mas, principalmente, para definir um ritmo às nossas rotinas é importante para um caminhar de evolução contínua. Ela nos auxilia a desenvolver foco em resultados, melhorar nossa performance, gera autoconfiança e garante que trilhamos os caminhos mais curtos para o que queremos.”

“Muito da disciplina que eu adquiri veio do varejo. O varejo exige e reconhece a disciplina. Pode parecer pouco empolgante, pois nem todos apreciam ter uma rotina. Precisamos entender que ter disciplina não é o mesmo que fazer sempre as mesmas coisas, mas sim respeitar os tempos e não perder o ritmo das coisas.”

“Da cultura oriental herdei mais do que a disciplina, herdei o respeito ao outro. Saber ouvir com atenção e interesse, pois não somos melhores que ninguém. Ouvir é um exercício de humildade que nos leva a ser o melhor que podemos ser.”

5) Voltando para a sua caminhada, também foi muito legal ouvir sua narrativa de crescimento, que não parece ser por uma busca de sucesso financeiro, mas uma jornada de aprendizado através das experiências. Você trabalhou com análise de qualidade, na área de indústria, no setor laboratorial, varejista e de vendas. Por fim, entendendo precisar obter mais conhecimento em Estratégia e Marketing, fez uma especialização. Como você avalia este progresso?

“Eu realmente nunca me preocupei em perseguir um cargo ou uma posição. Sabia que as conquistas seriam o resultado do meu trabalho. Também nunca me preocupei se o que eu fazia estava ou não relacionado com a minha formação em Engenharia. As coisas foram acontecendo. Eu me interessava por tudo o que pudesse agregar valor e trazer diferenciação ao negócio. Ainda na indústria, já envolvida com o planejamento estratégico da companhia e responsável por um dos canais de distribuição mais promissores da empresa, decidi estudar Marketing e optei por uma pós-graduação na ESPM – a melhor escola de Marketing àquela época. Não era um curso barato, mas consegui que a empresa custeasse uma boa fração do valor do curso, e por isso, sou muito grata. Certamente o conhecimento adquirido me elevou a um outro patamar para ter segurança nas importantes definições estratégias que precisei conduzir.”

6) Queria que você também comentasse como foi trabalhar com atividades que são raramente citadas em sites de negócios, como refrigeração, congelados e foodservice. Quais os grandes ensinamentos que tirou destas fases da sua vida profissional?

“Eu sempre atuei nas áreas comerciais das empresas em que trabalhei. Nos primeiros 10 anos de minha carreira, trabalhei numa indústria de alimentos supergelados que também possuía uma operação de armazenagem frigorificada para outras indústrias de alimentos congelados. Lá atuei em diversos canais de distribuição como o ‘foodservice’ (atendia a hotéis, hospitais, caterings, redes de fast-food e casual dinning, cozinhas industriais de empresas, concorrências públicas), a indústria (que utilizava os produtos como matéria-prima), a venda em domicílio através de revendedores e o varejo.

Foi uma época de muito aprendizado e crescimento profissional. Uma indústria de médio porte que apostou na jovem profissional que eu era e que me propiciou conhecer muitas áreas distintas da empresa. Eu procurei compor a equipe comercial com profissionais com formação em alimentos. Foram 10 anos intensos e posso dizer que fui muito feliz.”

produção - engenharia de alimentos
Imagem de stokpic por Pixabay
7) Sua trajetória de carreira foi realmente surpreendente, trabalhando para grandes supermercadistas, uma hortifruti, uma empresa de renome no setor de material de embalagens, uma loja de produtos saudáveis e até uma rede de drogarias. Pode compartilhar algumas informações dos bastidores disso? Por exemplo, como estes grupos costumam olhar para as necessidades dos seus funcionários e clientes? E, acima de tudo, se possuem sentimento de responsabilidade social e ambiental?

“Trabalhei em empresas distintas e com diferentes graus de maturidade para temas como ambiente interno/cuidado com o colaborador, responsabilidade social, responsabilidade ambiental e diversidade.

As maiores corporações possuem comitês dedicados a esses temas, mas há ainda muito por fazer. Engenheiros possuem um altíssimo potencial para se aprofundar nesses temas e buscar caminhos de contribuição para esses desafios. Especialmente no tocante à responsabilidade ambiental. Ainda estamos engatinhando.”

8) Para finalizar, como uma representante das mulheres na Engenharia e também das mulheres no varejo, como você avalia o perfil das executivas brasileiras? Qual a necessidade ainda de promover a igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho?

“Temos executivas e engenheiras brilhantes, mas que não recebem o reconhecimento e a projeção que homens em posições semelhantes recebem, infelizmente.”

“As mulheres estão conquistando cada vez mais espaço no mercado de trabalho em cargos de liderança, mas ainda são – de longe – minoria, e isso é muito preocupante.”

engenheira
Imagem reproduzida de IT Forum

“Não raramente eu fui a única mulher numa sala de reuniões. Isso tem mudado, mas a passos muito curtos.
Vivi ciclos de mudanças nas empresas pelas quais passei onde, veladamente, mais mulheres foram desligadas proporcionalmente em cargos de liderança do que homens. É um sinal de comportamento de grupo e do machismo estrutural.”

“No varejo e na Engenharia, mulheres ainda precisam ganhar voz, peso, força. E essa não pode ser uma luta só das mulheres.”

“Mas precisamos ir além, precisamos viver a diversidade de fato. Diversidade de gênero, orientação sexual, raça, credo, idade, características físicas, com ou sem deficiência, e tudo aquilo que nos classifica partindo de algum preconceito. Machismo estrutural, racismo estrutural e qualquer outro comportamento sabidamente equivocado que vimos reproduzindo ao longo de gerações não cabem mais, não cabem há tempos.

É responsabilidade de cada um de nós, que temos a condição de mudar o cenário dentro das empresas em que trabalhamos, promover um ambiente que busque o equilíbrio dos times e persiga a equidade.”


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Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Já ouviu falar a obra ‘O menino que descobriu o vento‘ (The Boy Who Harnessed the Wind)?Bem, frequentemente, nós, do Engenharia 360, trazemos histórias inspiradoras para os nossos leitores. A hashtag #engenhariatransforma aparece diversas vezes em nossas publicações nas redes sociais, sempre relacionada a narrativas reais. Hoje, nosso foco é uma história contada na literatura e nos filmes, e que igualmente nos leva a refletir sobre a vida, as nossas atitudes, a Engenharia e as possibilidades! Saiba mais no texto a seguir!

Conhecendo Kamkwamba, o menino que descobriu o vento

Somos 189 países no mundo. O Malawi, que tem um solo riquíssimo, está em 171º em desenvolvimento humano, com alta mortalidade infantil. E foi neste lugar que nasceu William Kamkwamba, no ano de 1987. Ele teve uma vida difícil. E sua jornada foi contada em um livro de 2011 – sendo um dos títulos mais vendidos no Brasil neste ano.

O que tem de especial em sua história de vida? É que Kamkwamba, que era de uma família bastante pobre, conseguiu estudar frequentando clandestinamente a biblioteca da escola que o expulsava constantemente por falta de pagamento. Só isso, por si só, já é um feito bastante inspirador, sob diversos pontos de vista. Afinal, como prosperar em um cenário de condição histórica desfavorável, de continente atrasado e dependendo da ajuda de outros? Certamente, a resposta é ATITUDE! E disso esse jovem deve ter muito orgulho de si mesmo!

Kamkwamba
Imagem reproduzida de Pinterest

Veja Também: O Legado de Abilio Diniz: Impacto e Inspiração no Mundo das Engenharias

Ligando a história de ficção à engenharia real

William Kamkwamba leu muitos livros na biblioteca de sua escola. Mas especialmente a obra “Using Energy” lhe inspirou a criar uma solução incrível de Engenharia aos 14 anos de idade. Trata-se de um moinho acionado por uma bomba para captar água do solo ressequido da região onde morava. Diz-se que isso teria feito a sua família romper uma violenta seca pós inundação que submetia os moradores de Malawi à fome e miséria sem nenhuma ajuda do governo.

Com base na história que leu, Kamkwamba construiu esse moinho de vento de cinco metros de altura utilizando uma bicicleta quebrada, uma pá de ventilador de trator, um velho amortecedor e árvores de eucalipto azuis. Depois de ligar o moinho que inventou a uma bateria de carro, o sistema foi capaz de alimentar quatro lâmpadas e carregar os telefones celulares dos vizinhos. O esquema foi, depois, estendido para doze metros, para melhor captar o vento acima das árvores. E, agora, há um terceiro moinho para bombear água para irrigação.

Kamkwamba
Imagem reproduzida de Aventuras na História · – UOL
Kamkwamba
Imagem reproduzida de Realidade Simulada

No ano em que o livro sobre sua história foi publicado, William Kamkwamba tinha já 24 anos e estava estudando Engenharia Ambiental em Dartmouth, nos Estados Unidos. Mais tarde o roteiro foi adaptado para um filme produzido pela Netflix. Veja, a seguir, um dos vídeos gravados de suas conferências pela TED.

Não há dúvidas de que Kamkwamba deu a volta por cima; ele superou as privações da sua família e religião. Mas parece que suas grandes conquistas vieram sem qualquer pretensão maior. De acordo com ele mesmo, em entrevista à revista do Colégio em que estudava, só o que queria era conseguir estudar para “(…) resolver alguns dos problemas que o meu povo enfrenta”, “Estou sempre pensando é em como eu posso aplicar o que estou aprendendo aqui para ajudar aqueles em casa”.

É claro que com a sua inteligência, conhecimento e bom coração, William Kamkwamba foi mais longe! Em 2011, construiu também um poço em águas profundas com uma bomba movida a energia solar que toda a sua aldeia pode acessar e abriga uma fábrica de moagem de milho, além de uma associação sem fins lucrativos que conseguiu patrocinar um time de futebol para a sua aldeia, o que praticamente acabou com os problemas de jovens que já estavam entrando em vícios.

Kamkwamba
Imagem reproduzida de EcoSolar ER

Veja Também:


Fontes: G1.

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No dia em que a Rússia lamentavelmente invadiu a Ucrânia, nós, do Engenharia 360, trouxemos algumas informações sobre a zona de Chernobyl para lembrarmos o desastre que aconteceu há mais de trinta anos.

A usina de energia, localizada em Pripiat – antes pertencente à antiga União Soviética – começou a ser construída em 1972. No começo do seu funcionamento, era capaz de gerar mil megawatts ou 10% de energia da Ucrânia. A ideia era construir, no local, 12 reatores até 2010. Mas os planos foram suspensos no desastre de 1986. 

acidente nuclear
Imagem reprodução internet

O acidente aconteceu entre 25 e 26 de abril daquele ano, mais precisamente no reator número 4 de Chernobyl, durante um teste de segurança realizado no início da madrugada – que simulava uma falta de energia da estação, quando os sistemas de segurança de emergência e de regulagem de energia foram intencionalmente desligados. 

acidente nuclear
Imagem reprodução internet

Uma combinação de falhas resultou em condições descontroladas. A água superaquecida no local virou vapor e causou uma grande explosão. O fogo só foi contido semanas depois. E, oficialmente, no momento, duas pessoas morreram e mais de cem militares foram hospitalizados. Contudo, nas décadas seguintes, dezenas de ex-residentes da região morreram de câncer.

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Imagem reprodução internet
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Imagem reprodução internet photo: Michael Kötter
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Imagem reprodução internet
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Imagem reprodução internet
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Imagem reprodução internet
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Imagem reprodução internet
acidente nuclear
Imagem reprodução internet

Agora, a luta é por salvaguardar a área para evitar outro desastre na nossa história! Mas, neste momento, ucranianos e russos estão em combate justamente em área perto de Chernobyl

acidente nuclear
Imagem reprodução internet

Vamos torcer que essa situação lamentável chegue ao fim o mais rápido possível!

Veja Também: Além de Chernobyl: tudo que você precisa saber sobre usinas nucleares


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Na engenharia moderna, a integração com novas tecnologias é essencial. Ferramentas digitais, como softwares de modelagem 3D, transformam processos que vão desde o planejamento de projetos até a execução de obras. Essas inovações permitem que engenheiros criem modelos virtuais precisos e eficientes, otimizando tempo e recursos. Além disso, a representação tridimensional digital é uma das principais ferramentas usadas para a criação de protótipos e execução de obras através da impressão 3D.

Quer saber como a modelagem 3D pode impactar sua carreira ou o seu projeto de engenharia? Continue lendo este artigo do Engenharia 360 para descobrir!

O que é modelagem 3D na engenharia?

A modelagem 3D é uma representação gráfica tridimensional que simula objetos ou sistemas no mundo real. Usada principalmente para pré-visualização de projetos, ela facilita a análise de resultados e a correção de possíveis erros antes da execução física.

Atualmente, esses protótipos virtuais podem esclarecer uma série de questões das engenharias – como simular o funcionamento de sistemas montados, prever e corrigir problemas, e fazer o planejamento correto de processos de fabricação. E esse processo deve contar com a ajuda de softwares denominados CAD – Computer Aided Design -, como o SOLIDWORKS, que se valem de recursos matemáticos para representar diversas formas geométricas, das mais simples às mais complexas.

Modelagem 3D na engenharia
Imagem reproduzida de MAF Engenharia

Inclusive, vale destacar que a modelagem 3D pode ser utilizada até mesmo em canteiro de obras, servindo ao seu planejamento e organização, garantindo o seu funcionamento correto e a segurança de todos os envolvidos!

Veja Também: O que é CAD e para que servem os softwares CAD?

Quais os tipos de modelagem 3D utilizados na engenharia?

A modelagem 3D pode ser classificada em três tipos principais, de acordo com a abordagem e a aplicação:

  • Modelagem Sólida: Onde o projetista é capaz de elaborar peças e objetos com proporções e características similares a um modelo real seguindo a mesma lógica do processo de fabricação, podendo fazer alterações em cada etapa do projeto sem precisar começar do zero.
  • Modelagem de Superfície: Utilizada pelos projetistas para modelar as superfícies de uma peça, mas deixando o seu interior oco, apenas para avaliar as propriedades estéticas de um produto.
  • Modelagem Orgânica: Menos comum nas engenharias e mais comum na indústria cinematográfica, com a modelação feita direta nas superfícies, permitindo manipular os objetos de forma livre, como se faria para testar o design de aerodinâmicos automotivos.
Modelagem 3D na engenharia
Imagem reproduzida de GA Engenharia de Estruturas

Vantagens de aprender modelagem 3D na engenharia

Aprender a modelar projetos 3D é essencial para aqueles profissionais que desejam ser empreendedores ou se destacar de outros candidatos a vagas de trabalho nas engenharias. Pode-se dizer que é a melhor alternativa, hoje, para o desenvolvimento do design conceitual, modelagem de ideias e consolidação de protótipos. Tudo isso é feito com muito menos tempo e dinheiro, ainda com os trabalhos de todos os envolvidos muito bem sincronizados, atendendo bem e com mais qualidade às demandas dos clientes.

Com os 3Ds é possível controlar melhor locomoção e movimentação de maquinários em fábricas e canteiros de obras. Fazer adequações constantes dos modelos de produtos e da linha de produção. Prever e organizar sistemas de trabalho. Definir corretamente espaços destinados aos trabalhadores. E isso tudo é só o começo da lista!

Modelagem 3D na engenharia
Imagem reproduzida de FilipeFlop

Principais benefícios da modelagem 3D para a engenharia

  • Gerenciamento de produtos mais rápido e preciso, com validação e ressignificação das métricas;
  • Conciliação de inovação, criatividade e praticidade;
  • Melhor visualização das métricas das respectivas demandas;
  • Melhor elaborações de produtos, dimensionamento de peças e componentes, além de análises térmicas, estruturais, magnéticas, fluidodinâmicas, dentre outras, tornando os projetos mais confiáveis, eliminando potenciais erros de processos;
  • Elaboração de animações para propagandas e apresentações de trabalho;
  • Mais segurança para os canteiros de obras via modelo digitalizado das instalações e estruturas utilizadas, prevendo e, assim, evitando possíveis acidentes;
  • E diminuição do tempo gasto nas etapas, fazendo aumentar o grau de competitividade de um negócio.
Modelagem 3D na engenharia
Imagem reproduzida de LIFE Jr. Empresa júnior

Como a modelagem 3D se integra ao BIM para maior eficiência na engenharia

A integração da modelagem 3D com o sistema Building Information Modeling (BIM) potencializa ainda mais os benefícios dessa tecnologia. O BIM permite um planejamento mais colaborativo e eficiente, com um modelo digital compartilhado entre todos os envolvidos no projeto. Isso garante maior controle, qualidade e precisão, transformando a execução de obras e o design de produtos em processos mais ágeis e seguros.


Fontes: IBEC, CIMATECjr.

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Engenharia 360

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Tempo e planejamento‘, estas coisas são essenciais em ambientes modernos de trabalho – isso inclui também aqueles montados dentro de casa, claro. A boa organização desses espaços deve atingir tanto o meio digital quanto o meio físico também, pensando na boa saúde, melhora da produtividade, inspiração diária, conforto e até mesmo proteção. E uma opção de tendência em design para escritórios é o estilo minimalista; muito apropriado para home offices e que ajuda melhor justamente nesta questão da organização. Confira as dicas apresentadas a seguir e planeje seu local de serviços, o seu escritório, de um modo mais contemporâneo possível!

Planejando um escritório minimalista

Um escritório fora de casa, além de um home office ou cantinho de estudos dentro de casa; todos estes três tipos de espaços não precisam passar por grandes reformas para parecerem confortáveis. Conquistar isso pode ser mais fácil do que se imagina! Primeiro, você deve saber que, seguindo o conceito minimalista, “menos é mais“! Ou seja, priorize por amplitude e claridade; traduzindo esta ideia, use poucos móveis e ornamentos, além de uma paleta de cores mais neutra – preferencialmente com tons claros predominantes – e setores muito bem iluminados.

Kit Workplace
Imagem Engenharia 360

Esquema de cores

Como já era de se esperar, o branco é a cor mais indicada para escritórios minimalistas, pois é neutra, reflete melhor a luz e faz os ambientes parecerem maiores. E, como sabemos, a falta de espaço para home office é um dos problemas mais enfrentados por aqueles que precisaram adaptar rapidamente o seu regime de trabalho em tempos de pandemia. Óbvio que não devemos limitar a paleta da decoração somente nesta cor. Uma boa ideia é acrescentar toques de cinza, marinho, marrom, bege e até preto nesta composição, em tons fáceis de combinar em paredes e com itens decorativos, transmitindo a sensação de paz, de calmaria e de um espaço mais organizado.

Mobiliário

Adote, para o seu escritório ou home office, móveis em traços retos ou linhas limpas e em materiais como madeira e metal. Outro material que costuma fazer sucesso no estilo minimalista é o acrílico – peças transparentes contribuem para um visual “clean” e arejado. Mas você perceberá, ao final dessa produção, que ambientes assim não são nada “sem graça” ou “vazios”, “frios” ou “pouco convidativos” como seria possível imaginar com a breve explicação deste texto. É possível adicionar diferentes padrões, formas, cores, texturas e elementos industriais, escandinavos e modernos para diversificar e dar personalidade ao local.

O que não pode faltar nessa decoração são móveis que deixem pouco espaço visível para as “bagunças”. Nessa linha, há muitas unidades de armazenamento para guardar itens essenciais. Nichos, estantes, prateleiras, armários multifuncionais, gaveteiros, e mais. E é claro que não pode falar a importantíssima dupla mesa e cadeira, em design elegante.

Ornamentação

A própria presença da madeira ou de outros materiais em móveis, revestimentos e acessórios já deve deixar o seu escritório ou home office com um visual mais aquecido e agradável. Claro que a base ou pano de fundo deve ser mantido o mais leve e simples possível. Depois, vale trabalhar com vasos de folhagens, os materiais de escritórios e alguns elementos feitos de matéria-prima natural – como palha para os cachepôs, couro para os materiais de escritório e pedras para base de mesas.

E não esqueça da iluminação. A luz faz toda diferença em qualquer ambiente e é fundamental para suas atividades profissionais em escritórios e home offices. E, inclusive, as luminárias são uma peça-chave do estilo minimalista. Um modelo muito utilizado são as fixas na parede com suporte simples e reto, de madeira ou metal e com lâmpadas que deixam o filamento aparente. Você verá que poucos acessórios trarão mais personalidade a esse espaço e valorizarão as peças principais!

Kit Workplace
Imagem Engenharia 360

Motivos para apostar no minimalismo para escritórios

Minimalismo é uma tendência de design e decoração para escritórios com visual mais “clean” e organizado; um estilo bastante valorizado e que ganha cada vez mais adeptos no mundo, sendo capaz de gerar ambientes modernos. Só que esse é um movimento que vai muito além, abrangendo comportamentos e hábitos diferenciados. A ideia é fazer de tudo para aliviar os níveis de estresse, o que inclui até mesmo tentar diminuir a quantidade de informação ao redor que polui e satura a visão. A consequência disso é mais organização e praticidade para a vida!

E o legal de quando diminuímos as peças de decoração é que, nesse caso, acabamos valorizando o que permanece no espaço. Por exemplo, um kit de escritório!

“A ideia de viver de forma simples possibilita uma vida com menos estresse, mais liberdade, menos distração e mais tempo. Uma das coisas que me deixam obcecada é a quantidade de elementos de bom gosto que podem ser colocados em camadas para trazer profundidade e equilíbrio para qualquer ambiente.” –  Fundadora da FA Home, Acessórios de Moda, Chandrika Thatai, em reportagem de Decor Style, IG.

Conhecendo os produtos da Nordweg

Já ouviu falar da Nordweg? Este é uma empresa brasileira, com sede em Picada Café, uma pequena e charmosa cidade de colonização alemã em meio à serra do Rio Grande do Sul. Ela trabalha há mais de uma década com produtos de couro, todos feitos por habilidosos artesãos, que, até hoje, utilizam técnicas passadas através de gerações. Além do mais, conta-se com parceiros com processos sólidos, comprometidos com o meio ambiente. Inclusive, quando falamos em couro logo o que as pessoas questionam é exatamente esta questão dos impactos contra a natureza. Mas Nordweg pensou nisso também!

Sabia que o couro de origem bovina é uma das mais antigas formas de reciclagem? O material, que seria eventualmente descartado, é aproveitado da melhor forma possível na criação de bonitos produtos. E é claro que, quando tratado em um processo seguro e responsável, como é o caso da Nordweg e seus fornecedores, o couro tem um impacto ambiental muito menor que os sintéticos derivados do petróleo, produzidos em alta escala em grandes indústrias poluidoras na China, chamados de “ecológicos” – que levaram esse nome apenas para atrair consumidores.

Kit Workplace
Imagem Engenharia 360

Qualidade e durabilidade

Um produto realmente feito de couro apresenta mais qualidade e durabilidade, precisa de menos manutenção, é substituído com menos frequência e gera, na maior parte, apenas resíduos biodegradáveis. E especialmente os produtos da Nordweg são praticamente companheiros para a vida toda, com Garantia Vitalícia! Eles são bastante úteis, feitos em um processo de curtimento seguro e limpo, certificado pelos mais rigorosos padrões de sustentabilidade e segurança internacionais chamados REACH e LWG. A saber, o REACH é até mesmo usado pela União Europeia e se trata de uma lista de substâncias restritas.

Cuidados com manutenção

A decoração do seu escritório ou home office pode contar com muitos objetos feitos de couro; a cadeira seria um exemplo, assim como acessórios vendidos pela Nordweg. Este material, quando novo, apresenta toque suave, brilho e beleza; e assim queremos que ele permaneça por muitos anos, o que vai exigir manutenção constante. Por isso, tome cuidado com objetos pontiagudos e canetas; limpe tudo com pano umedecido com água, sem utilizar produtos químicos; hidrate as superfícies com cremes de manutenção, passados com panos macios e limpos, em movimentos circulares. Por fim, mantenha os objetos de couro em lugares secos, arejados e longe do sol intenso.

Kit Workplace
Imagem Engenharia 360

Kit Workplace

Como dito antes, devemos usar e abusar dos acessórios modernos, como os da Nordweg, em escritórios e home offices minimalistas. O que acontece nessa tendência é que diminuímos a quantidade e escolhemos melhor cada uma das peças para que a decoração final seja simples e elegante, focando no que é essencial para a rotina!

O Kit Workplace, da Nordweg, é composto de três produtos, disponíveis nas cores caramelo, café e preto. O primeiro deles é o Porta Objeto, ideal para organizar os objetos sobre a mesa de trabalho, deixando os pertences pessoais reunidos para que sejam facilmente acessados no dia a dia. Seu design, obviamente, é minimalista, seguindo o padrão dos demais itens produzidos pela empresa – também em couro resistente.

Já o segundo produto é o Desk Pad, uma base ideal para mouse, teclado ou notebook, no mesmo acabamento Premium das mochilas Nordweg – as quais já falamos algumas vezes por aqui. E o terceiro é o Organizador Tech, uma pequena bolsinha de mão para transportar e manter cabos, carregadores e outros itens eletrônicos bem organizados, tendo, por dentro, bolsos de malha elástica com espaço para armazenar todas as pequenas coisas que normalmente se perdem ou ficam soltas em sua mochila, ou bolsa.

O Engenharia 360 teve a incrível oportunidade de testar estes produtos, eis as nossas impressões:

Quem nos acompanha há alguns anos, sabe no nosso histórico de uso de produtos da marca, desde para o uso no dia a dia pesado da Engenharia e Obras – até em viagens de turismo e trabalho -, e também no mochilão que fizemos pela América do Sul, em condições mais “severas de uso”. Detalhe: todos os produtos ainda estão em excelentes condições!

Agora, falando sobre essa linha mais recente, além de ter deixado nosso ambiente de trabalho muito mais clean, deu uma motivação adicional para trabalhar e estudar. Os produtos possuem um acabamento ímpar, desde o porta-objetos que é muito útil quando chega da rua para jogar as chaves e carteira sem danificar a mesa ou deixar o ambiente bagunçado, até o Organizador Tech que é uma “mão-na-roda” para organizar os cabos do celular e computador, mouse, HD externo e até a Apple Pencil que vivia caindo pela mochila.

Kit Workplace
Imagem Engenharia 360
Kit Workplace
Imagem Engenharia 360

Para finalizar, precisamos falar também do Desk Pad, que é muito interessante, pois além de dar um charme à mesa, elimina a necessidade de usar um mouse pad abaixo do mouse.

E aí, conta para gente como é seu ambiente de trabalho e quais são os itens fundamentais para te ajudar a ter mais produtividade no home office!


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Eduardo Mikail

Engenheiro Civil e empresário. Fundador da Mikail Engenharia, e do portal Engenharia360.com, um dos pioneiros e o maior site de engenharia independente no Brasil. É formado também em Administração com especialização em Marketing pela ESPM. Acredita que o conhecimento é a maior riqueza do ser humano.