Todo bom plano possui começo, meio e fim esquematizados, não é mesmo? Estas etapas se relacionam e aponta para um objetivo comum. Assim são os diferentes modelos de memorial descritivo e de cálculos na engenharia, documentos essenciais para a engenharia que fornecem informações detalhadas de projetos, como especificações, quantidades, cálculos e dimensionamentos.

Esses documentos são usados para garantir que o projeto seja executado corretamente e que atenda aos requisitos do cliente. Continue lendo este texto do Engenharia 360 para saber mais!

memorial descritivo e de cálculos na engenharia
Imagem de Domínio público em Pxhere

Exemplos de uso do memorial descritivo e de cálculos

Os memoriais descritivo e de cálculos são usados em uma variedade de projetos de engenharia, incluindo:

  • Construção civil
  • Engenharia mecânica
  • Engenharia elétrica
  • Engenharia de software
  • Engenharia ambiental

Na prática, esses memoriais são usados, por exemplo, para descrever os custos da construção de uma edificação, considerando os materiais, métodos e procedimentos usados. Outra situação, é o demonstrativo de forças e tensões que um equipamento de mecânica pode suportar, descrevendo seu funcionamento. Também a carca elétrica que um sistema pode suportar. Os recursos necessários de hardware e software necessários para executar um software. Ou ainda como mitigar ou reduzir impactos ambientais em engenharia.

Como executar um memorial descritivo e de cálculos

Para a execução de um memorial descritivo e de cálculos, a colaboração de todos os profissionais envolvidos torna-se fundamental para que esse resultado seja satisfatório – sobretudo de acordo com as expectativas do cliente.

Claro que todo esse plano começa a tomar forma na etapa de projetos, afinal nem sempre quem projeta é quem executa. Entretanto, um necessariamente depende do outro, pois sem um bom projeto (planejamento) como é possível garantir uma boa obra (execução)?

Etapas colaborativas no projeto

Como uma receita de bolo, que dá os passos e ingredientes exatos ao confeiteiro para que o bolo possa ser elaborado e desfrutado, assim são os memoriais desenvolvidos pelos profissionais da área de projetos.

Neste exemplo, o bolo é o produto final, a receita faz papel de memorial que já foi estudado e planejado, comprovando sua eficácia, e o confeiteiro é o profissional executor (que pode ou não ter elaborado a receita). Da mesma forma que não é possível fazer o bolo apenas olhando para sua foto e imaginando exatamente quanto de cada ingrediente será utilizado, uma obra ou serviço não podem ser executados somente com desenhos – aliás, muito menos sem eles.

Portanto, o memorial descritivo e o memorial de cálculos são elaborador conforme uma necessidade, visando “dar um Norte” ao trabalho. Sem estes documentos, o executor tem dificuldades na construção, e sem a construção os projetos e memoriais são meras “receitas”.

memorial descritivo e de cálculos na engenharia
Imagem de Pixabay em Pexels

Veja Também: Projeto Arquitetônico: As Etapas Essenciais para uma Construção de Sucesso

Plano vs. Execução

Qualquer plano bem sucedido teve antes uma boa definição de etapas. Ou seja, a fase de projetos precisa ser a mais detalhada e analisada possível. Afinal, dela derivam as fases seguintes. Sendo assim, a coleta de informações iniciais, verificação de normativas, reuniões prévias, bem como o tempo de elaboração prestado em cada projeto tem que contribuir diretamente no resultado final.

Observação: Países como a China, Alemanha, Japão são ótimos exemplos de investimento na etapa de planejamento/projetos. Infelizmente, esse caminho ainda não é seguido tão fielmente assim pelo Brasil.

memorial descritivo e de cálculos na engenharia
Imagem de Vlada Karpovich em Pexels

Uso de BIM

Com base em todos os exemplos apresentados neste texto, e entre os pontos de destaque, pode-se dizer que o investimento nessa fase evita surpresas, obras paradas, falta de conhecimento aprofundado, entre outros. Sem detalhamentos, é natural que haja risco de um futuro desconhecido, com situações imprevistas e consequentemente mudança no orçamento/cronograma.

Nos dias atuais, o BIM veio para integrar essas etapas iniciais e apresentar um material de mais qualidade para a execução. Essa integração e análise global do projeto permitem informações mais claras expostas nos memoriais, além de quantidades, custos e processos mais fiéis à realidade. Inclusive, softwares BIM costumam gerar relatórios automaticamente a partir dos modelos, mas é obrigação do profissional a verificação de dados automáticos.

O que compõe um memorial descritivo e de cálculos na engenharia

Especificações, quantidades, cálculos, dimensionamentos, instruções, referências normativas são alguns exemplos dos itens que estes memoriais abrangem. São essas informações que comprovam a validade dos dados projetados.

memorial descritivo e de cálculos na engenharia
Imagem de Domínio público em Pxhere

É muito fácil e prático rabiscar paredes, portas, janelas e móveis no computador, mas sem base técnica (conhecimento) e legal (normas) fundamentadas em informações confiáveis, estes rabiscos não passam de… rabiscos. Porém o memorial vai além da facilidade na execução.

É neste documento que se baseia a análise de órgãos para aprovação dos projetos (processos legais anteriores à construção ou alvará de bombeiros, por exemplo). Também consta a especificação dos tipos e quantidades de materiais a serem adquiridos e utilizados na obra, entre outros fatores.

Em conjunto com os desenhos, o memorial explica o projeto a quem o tem em mãos, fazendo com que tudo esteja as claras. Relaciona também a responsabilidade técnica ao autor do projeto, apresentando seus dados e assinaturas de identificação.

Para concluir, é possível afirmar que um bom memorial traduz o projeto elaborado. Ele deve ser auto explicativo, permitindo fluidez nas etapas do serviço já desde o início.

memorial descritivo e de cálculos na engenharia
Imagem de Vlada Karpovich em Pexels

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Engenharia 360

Gabriel Brito

Engenheiro civil de origem em São Paulo com amor por Florianópolis. Filho do Rei, relacionamento concreto com a música, apaixonado por exatas, séries, tecnologia e viagens. Criador de conteúdo, anseia por aprendizado constante, gosta de transmitir o ensino e preza por uma vida feliz.

Concentradores solares são dispositivos estudados pelas engenharias Elétrica, Mecânica e de Energia. Seu funcionamento visa a coleta e concentração de luz do sol em áreas de dimensões reduzidas, aumentando a intensidade da radiação solar. E recentemente a Índia anunciou, para a sua região ocidental, a instalação do maior concentrador solar do mundo.

O eficiente SG4 Big Dish simboliza um importante avanço tecnológico, representando o compromisso da engenharia com a sustentabilidade e a inovação. Continue lendo este artigo do Engenharia 360 para saber mais!

Desafios e soluções na geração de energia solar

O mundo vive hoje uma crise energética, sobretudo por consequência das mudanças climáticas. Muitos países passaram a investir mais nos últimos anos em sistemas de geração baseado em recursos renováveis. Quanto à energia solar, são desafios apontados por especialistas a intermitência, a eficiência e o custo dos projetos. Dentre as soluções já apresentadas estão modelos mais potentes de armazenadores e painéis solares, e novas propostas de gestão para redução de custo da geração de energia.

Até onde se sabe, o projeto de engenharia do maior concentrador solar do mundo, o SG4 Big Dish, teve como principal desafio a maximização da eficiência operacional. Pensando em como garantir a captura máxima da irradiação solar, os designers propuseram o uso de sistema de monitoramento RaZON+ da Kipp & Zonen, que parece funcionar bem mesmo em dias cheios de nuvens, que afeta a energia recebida. Inclusive, a previsão do tempo tornou-se uma ferramenta essencial para otimizar seu desempenho.

maior concentrador solar do mundo
Imagem reproduzida de Ecoinventos

Veja Também: Conheça a polêmica torre solar “Olho de Sauron”

Construção e funcionamento do SG4 Big Dish

Vale ressaltar neste texto como funcionam os sistemas de concentradores solares. Pois bem, eles funcionam utilizando superfícies reflexivas, como espelhos parabólicos ou lentes, para redirecionar a luz solar para um ponto focal, onde a energia concentrada pode ser convertida em eletricidade. A mesma pode ser direcionada para diversas aplicações. Por exemplo, aquecimento de fluidos, processos industriais ou geração de eletricidade em usinas solares e em sistemas de aquecimento solar para água e ambientes.

Especialistas no setor destacam a complexidade da construção do SG4 Big Dish. Em termos técnicos, o projeto demanda rigorosos princípios de engenharia. Para começar, é preciso saber integrar, nesse caso, diversos tipos de subsistemas. O maior concentrador solar do mundo deve precisar de ferramentas ou dispositivos que permitam uma montagem estrutural extremamente precisa. Por hora, o gabarito desenhado, a partir de uma estrutura de alumínio, seria equipado com sensores que permitiam verificar a precisão da montagem em tempo real.

Benefícios do projeto para o bem-estar e desenvolvimento científico

O governo da Índia planeja usar o SG4 Big Dish, maior concentrador solar do mundo, para prover energia a um centro de pesquisa e hospital. Desse modo, a ciência estaria contribuindo para saúde e bem-estar das pessoas que habitam o território. Estima-se que o sistema tenha capacidade de fornecer energia para operações essenciais, como áreas de atividades como de esterilização, lavanderia, cozinha e mais. Por isso, será de extrema importância para a comunidade.

maior concentrador solar do mundo
Imagem reproduzida de Ecoinventos

O legado do maior concentrador solar do mundo

A concretização do projeto SG4 Big Dish, para o maior concentrador solar do mundo, é uma grande conquista para a engenharia global. Sua implementação deve inspirar novas propostas de desenvolvimento sustentável para o setor energético.

A inovação isoladamente deve beneficiar comunidades locais e estabelecimentos importantes. E o exemplo, para o mundo, dever servir como mais uma prova de que vale a pena apostar no potencial da energia solar, ao mesmo tempo na prática de políticas climáticas e ações de consumo mais conscientes, com foco num futuro mais verde e próspero para todos.

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Fontes: Click Petróleo e Gás, Meteored.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Google é uma das maiores empresas do mundo. E, assim como outras empresas no mercado global, ela está se esforçando cada vez mais para exercer práticas sustentáveis. Confira a seguir 6 práticas de sustentabilidade que essa multinacional de softwares e serviços online utiliza:

1. Programa de mobilidade Google

Como dito anteriormente, a Google adota práticas sustentáveis para reduzir seu impacto ambiental. Nos últimos anos, a empresa adotou diversos programas de mobilidade para seus funcionários. Um deles inclui ir ao trabalho caminhando, de bike e até mesmo de carona. Foi constatado que estes esforços fazem com que a empresa ajude a salvar 10.000 toneladas de CO2 todos os anos. 

2. Programa de alimentação saudável

Em todas as cidades onde a gigante da tecnologia opera, a Google também oferece comida bio sustentável, orgânicos e de consumo local. A empresa também suporta o consumo sustentável de frutos-do-mar e tenta reduzir a perda de alimentos, reciclando e doando comida não utilizada.

Escritório do Google em Amsterdã
Escritório do Google em Amsterdã (Fonte: Archdaily)

3. Data Centers sustentáveis

A Google também utiliza técnicas de arrefecimento livre para reduzir o consumo de energia. Para isso, ela foca sua atenção nos centros de armazenamento de dados, que reduzem ao mínimo a utilização de energia através da instalação de controles inteligentes de temperatura, da utilização de técnicas de arrefecimento livre, da medição da PUE (Power Usage Effectiveness), da gestão do fluxo de ar e da redistribuição racional da energia.

Um dos data centers do Google
Um dos data centers do Google (Fonte: Super Interessante)

4. Matéria-prima sustentável

A Google usa materiais livres de toxinas na construção de seus escritórios e data centers. Durante o processo de venda, é exigida transparência completa sobre os materiais utilizados. Ademais, a empresa trabalha próximo de pesquisas institucionais e governamentais sobre substâncias proibidas em materiais de construção.

Veja Também: Tendências da engenharia: ChatGPT, Bard e Copilot apontam para o que vem por aí

5. Escritórios Sustentáveis

Os escritórios da Google são projetados para terem diferentes estratégias com relação à economia de água e de energia. Aquecedores e ar condicionados são projetados para consumir a menor quantidade de energia possível. 

Escritório da Google em Londres
Escritório da Google em Londres (Fonte: Casa Abril)

6. Energia Sustentável

Para concluir, a Google investe em energia renovável. Aliás, é de praxe a empresa experimentar novas tecnologias em suas instalações. Um exemplo é a instalação do maior painel solar corporativo em Mountain View. E a multinacional também compra energia renovável (eólica e solar) a preços competitivos perto dos seus data centers, ajudando os produtores eólicos a expandir os seus esforços ecológicos.

E não poderíamos finalizar este texto sem citar os diversos projetos com relação à energia sustentável já comandados pela Google. Por exemplo, uma ferramenta de monitoramento energética gratuita, centrais solares na Califórnia, Atlantic Wind Connection (energia eólica offshore) e o Centro de Energia Eólica Alta (Alta Wind Energy Center) em Mojave. Em 2020, a empresa também investiu no armazenamento de energia térmica para refrigerar um novo centro de dados em Taiwan.

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Engenharia 360

Beatriz Zanut Barros

Engenheira de Energia; formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie; com Mestrado em Energia Renovável pela Universitat Politècnica de Catalunya, em Barcelona; profissional no setor de armazenamento de energia com vasta experiência em expansão de sistemas de transmissão e análise de mercado de energia em países latino-americanos.

Na construção civil, o muro de arrimo é uma estrutura fundamental para garantir a estabilidade de terrenos em desnível, prevenindo deslizamentos e erosões. A execução correta de um muro de arrimo envolve uma série de etapas técnicas que devem ser seguidas para assegurar sua eficácia e durabilidade. Este artigo do Engenharia 360 abordará o processo de construção de um muro de arrimo, destacando:

  • A importância do planejamento e do projeto estrutural
  • A seleção de materiais adequados
  • As técnicas de construção e os cuidados necessários
  • A manutenção para garantir a longevidade da estrutura

Planejamento e Projeto Estrutural

muro de arrimo na construção civil
Imagem gerada em IA

Antes de iniciar a construção de um muro de arrimo, é essencial realizar um planejamento detalhado e desenvolver um projeto estrutural. Este projeto deve considerar as características do solo, a altura do muro e as cargas que ele suportará. A análise geotécnica é um passo crucial para entender o comportamento do solo e definir o tipo de muro mais adequado.

Escolha dos Materiais

A seleção de materiais é determinante para a qualidade e a segurança do muro de arrimo. Materiais como concreto armado, blocos de concreto, pedras e até mesmo soluções ecológicas devem ser escolhidos com base na análise do projeto estrutural e nas condições locais.

Fundação do Muro

muro de arrimo na construção civil
Imagem gerada em IA

A fundação é a base de qualquer muro de arrimo e deve ser construída com atenção especial. A profundidade e o tipo de fundação variam de acordo com o solo e a carga do muro. Uma fundação mal executada pode comprometer toda a estrutura.

Construção e Montagem

O processo de construção deve seguir rigorosamente o projeto estrutural. A montagem das formas, a colocação da armadura de aço e a concretagem são etapas que exigem precisão e controle de qualidade.

Drenagem

Um sistema de drenagem eficiente é vital para a durabilidade do muro de arrimo. A água acumulada atrás do muro pode aumentar a pressão e levar a falhas estruturais. Canaletas, tubos de drenagem e geotêxteis são algumas das soluções utilizadas.

Acabamentos e Revestimentos

muro de arrimo na construção civil
Imagem gerada em IA

Os acabamentos e revestimentos não são apenas estéticos, mas também protegem o muro contra intempéries. A impermeabilização é uma etapa importante para evitar a infiltração de água.

Inspeção e Controle de Qualidade

Durante e após a construção, inspeções regulares são necessárias para garantir que o muro de arrimo esteja de acordo com o projeto e as normas técnicas. Qualquer desvio deve ser corrigido imediatamente.

Manutenção Preventiva

muro de arrimo na construção civil
Imagem gerada em IA

A manutenção preventiva é essencial para prolongar a vida útil do muro de arrimo. Isso inclui a limpeza de drenos, a inspeção de rachaduras e a verificação da estabilidade geral da estrutura.

Legislação e Normas Técnicas

É fundamental estar em conformidade com a legislação local e as normas técnicas durante a construção de um muro de arrimo. Isso assegura não apenas a segurança, mas também a legalidade da obra.

Considerações Ambientais

Aspectos ambientais devem ser levados em conta, como o impacto da construção no entorno e a escolha de materiais sustentáveis quando possível.

Perguntas Frequentes

Qual a importância de um projeto estrutural para o muro de arrimo?

O projeto estrutural é vital para definir as especificações técnicas do muro, garantindo que ele suporte as cargas previstas e se mantenha estável ao longo do tempo.

Como garantir uma boa drenagem no muro de arrimo?

Uma boa drenagem pode ser garantida pela instalação de sistemas que permitam o escoamento da água, como canaletas e tubos de drenagem, evitando a pressão hidrostática excessiva.

Quais são os principais tipos de manutenção em um muro de arrimo?

A manutenção pode ser corretiva, para reparar danos, ou preventiva, para evitar o surgimento de problemas. Inclui atividades como limpeza de drenos, inspeção de rachaduras e monitoramento da vegetação próxima ao muro.

Perspectivas futuras

A construção de um muro de arrimo é uma tarefa complexa que exige conhecimento técnico e atenção aos detalhes. Seguindo as etapas corretas e mantendo a manutenção em dia, é possível garantir a segurança e a funcionalidade dessa estrutura essencial na construção civil.

Curiosidade: Você sabia que os muros de arrimo também podem ser utilizados como elementos de paisagismo? Com um bom projeto, eles podem integrar harmoniosamente o ambiente construído ao natural.

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Engenharia 360

Time Engenharia 360

Grupo de engenheiros e entusiastas liderados por Eduardo Mikail, engenheiro civil e empreendedor apaixonado. Fundador da Mikail Engenharia e do portal Engenharia360.com. Com vasta experiência em grandes construtoras, Eduardo traz sua expertise para inspirar e compartilhar conhecimento. Engajados, inovadores e guiados pelo lema: "Empreender é construir o futuro".

Estamos vivendo uma Era Digital, com grande acesso à informação. Recentemente, passamos a ter acesso aos chatbots, que, como assistentes virtuais, nos auxiliam na busca por respostas. Pensando nisso, nós, do Engenharia 360, resolvemos fazer um teste curioso, pedindo para as IAs ChatGPT (da Open AI), Bard (da Google) e Copilot (da Microsoft) responder quais as possíveis tendências da engenharia para os próximos anos. Veja a seguir o que elas responderam!

Tendências da engenharia - ChatGPT, Bard e Copilot
Imagem reproduzida de UniHouse

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ChatGPT: Tendências na engenharia incluem automação, Inteligência Artificial, sustentabilidade e biotecnologia. Desafios: adaptação a novas tecnologias, ética no uso de IA, mudanças climáticas. Oportunidades: inovação, soluções sustentáveis, desenvolvimento de tecnologias avançadas.

Bard: O futuro da engenharia será marcado pelo avanço da Inteligência Artificial, Internet das Coisas, energias renováveis e robótica. Essas tendências representarão desafios e oportunidades para os engenheiros, que precisarão desenvolver novas habilidades e conhecimentos para se adaptar a um ambiente de trabalho em constante mudança.

Copilot: O futuro da engenharia envolve a engenharia verde, a engenharia digital e a engenharia biomédica, que trazem desafios e oportunidades para os engenheiros. Eles precisarão se adaptar, ser éticos, inovar e ser multidisciplinares, mas também poderão atuar em diversas áreas, ser valorizados e contribuir para o desenvolvimento sustentável.

Veja Também: Bate-papo com ChatGPT: a influência da inteligência artificial no futuro da engenharia

ChatGPT: As tendências na engenharia vão transformar o trabalho dos engenheiros, exigindo habilidades multidisciplinares e adaptabilidade. Eles precisarão de conhecimentos técnicos sólidos, capacidade de lidar com dados e colaborar em equipes diversas. Resolver problemas de forma ética e sustentável, além de se adaptar às mudanças tecnológicas, será fundamental.

Bard: Engenheiros do futuro precisarão de habilidades em tecnologias emergentes e habilidades interpessoais para se adaptar às mudanças no mercado de trabalho. Essas mudanças incluem a automação de tarefas, o desenvolvimento de novos produtos e serviços e o trabalho em projetos inovadores.

Copilot: As tendências da engenharia verde, digital e biomédica exigem que os engenheiros se adaptem, inovem e sejam responsáveis. Eles precisam de habilidades como comunicação, gestão, empreendedorismo, análise, tecnologia e atualização.

ChatGPT: A automação e a aprendizagem de máquina estão transformando a engenharia ao simplificar tarefas repetitivas e capacitar sistemas para analisar dados complexos. Essas tecnologias aceleram o desenvolvimento de soluções e permitem que os engenheiros se concentrem em áreas de maior valor, como resolução de problemas complexos e tomada de decisões estratégicas.

Bard: A automação e a aprendizagem de máquina estão automatizando tarefas, identificando padrões e criando novas soluções. Isso está liberando os engenheiros para se concentrarem em tarefas mais criativas e estratégicas, e está criando novas oportunidades para o desenvolvimento de soluções inovadoras.

Copilot: A automação e a aprendizagem de máquina permitem que as máquinas aprendam e decidam, processando dados. Elas criam novas soluções na engenharia, como otimizar processos, prever falhas, fazer sistemas inteligentes e integrar mecânica e eletrônica. Essas soluções aumentam a eficiência, produtividade, segurança e sustentabilidade.

ChatGPT: A crescente ênfase em sustentabilidade e responsabilidade social está moldando a engenharia, demandando soluções que minimizem impactos ambientais e sociais. Engenheiros têm um papel crucial ao integrar práticas sustentáveis em projetos, adotando materiais e métodos ecoeficientes, além de desenvolver tecnologias que reduzam desperdícios e promovam a conservação de recursos.

Bard: Engenheiros podem contribuir para o desenvolvimento sustentável desenvolvendo soluções que atendam às necessidades das pessoas sem comprometer o meio ambiente. Essas soluções podem incluir tecnologias que reduzem o consumo de recursos naturais, infraestrutura resiliente às mudanças climáticas e produtos e serviços sociais e ambientalmente responsáveis.

Copilot: Eu acredito que a sustentabilidade e a responsabilidade social vão impactar a engenharia de forma positiva, mas também desafiadora. A sustentabilidade e a responsabilidade social exigem que os engenheiros sejam éticos, inovadores e sistêmicos. Eles podem contribuir para o desenvolvimento sustentável usando seus conhecimentos para atender às necessidades humanas, sem comprometer os recursos naturais e o bem-estar social.

ChatGPT: A Inteligência Artificial está prestes a transformar a engenharia, impactando áreas como design de sistemas, fabricação, manutenção e análise de dados. Seus usos promissores incluem infraestrutura inteligente, simulações avançadas, automação industrial e soluções sustentáveis. Isso impulsionará a inovação e a eficiência na resolução de desafios complexos.

Bard: A Inteligência Artificial tem o potencial de automatizar tarefas, identificar padrões e criar novas soluções na engenharia. Isso pode liberar os engenheiros para se concentrarem em tarefas mais criativas e estratégicas, e pode criar novas oportunidades para o desenvolvimento de soluções inovadoras. Algumas aplicações promissoras da IA na engenharia incluem a automação de tarefas de projeto e engenharia, o desenvolvimento de novos algoritmos de controle e otimização, e o uso de aprendizado de máquina para identificar falhas e prevenir acidentes.

Copilot: A IA pode revolucionar a engenharia, criando soluções mais eficientes, inovadoras e sustentáveis. As aplicações mais promissoras da IA na engenharia são: o aprendizado de máquina, a manutenção preditiva, a construção modular e a impressão 3D, e a tomada de decisões estratégicas.

ChatGPT: A colaboração entre humanos e chatbots na engenharia promete impulsionar a inovação ao agilizar a análise de dados. Os chatbots, porém, enfrentam desafios ao integrar-se em ambientes técnicos, exigindo compreensão profunda do campo da engenharia e precisão na interpretação de termos específicos. É essencial garantir que essas ferramentas sejam confiáveis e se integrem bem aos profissionais humanos, atendendo às complexidades do setor.

Bard: Chatbots podem ajudar engenheiros a serem mais eficientes, precisos e inovadores, mas precisam superar desafios de treinamento e comunicação. Chatbots podem automatizar tarefas, analisar dados e identificar padrões. Para serem eficazes em ambientes de engenharia, chatbots precisam ser treinados em dados relevantes e ser capazes de se comunicar de forma eficaz com engenheiros humanos.

Copilot: Humanos e chatbots podem colaborar para criar soluções de engenharia inovadoras, usando a análise e interpretação de dados. Os chatbots enfrentam desafios como compreender a linguagem natural, medir o valor, garantir a segurança e a confiabilidade dos dados e se adaptar aos usuários.

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Fontes: Olhar Digital, TechTudo.

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Engenharia 360

Redação 360

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A engenharia trata da climatização dos espaços visando o conforto, produtividade e bem-estar das pessoas que os habitam. Além disso, ambientes com climatização eficiente consomem menos recursos, diminuindo as emissões de gases de efeito estufa e mitigando as ilhas de calor urbanas. Pesquisas no ramo ajudaram a aprimorar tecnologias nos últimos anos. Uma descoberta recente é de uma cerâmica que resfria ambientes sem usar energia.

A inovação, apresentada por cientistas chineses, abre portas para mais sustentabilidade e eficiência energética na construção civil. Continue lendo este artigo do Engenharia 360 para saber mais!

cerâmica que resfria ambientes sem usar energia
Imagem de Universidade da Cidade de Hong Kong via Olhar Digital

Descoberta e funcionamento da cerâmica que resfria ambientes

Pesquisadores da Universidade da Cidade de Hong Kong entendem que essa descoberta pode mudar a maneira como entendemos e lidamos com o resfriamento de espaços. A nova cerâmica que resfria ambientes pode ser um novo marco para a engenharia e biomimética. Ela é feita em sua maioria de alumínio e tem excelentes propriedades ópticas para refletir o calor, oferecendo excepcional resistência ao calor e raios UV.

Os cientistas garantem que essa cerâmica reduziria a necessidade de energia para manter ambientes frescos. As peças apresentaram boa capacidade de absorção de calor solar. E, ademais, sua estrutura, de modo bastante curioso, lembraria a de uma casca de escaravelho, sendo porosa e altamente reflexiva.

cerâmica que resfria ambientes sem usar energia
Imagem de Universidade da Cidade de Hong Kong via Inovação Tecnológica

Mecanismo e vantagens

A nova cerâmica que resfria ambientes funciona do seguinte modo: de maneira passiva, ela reflete o calor em frequências para as quais a atmosfera da Terra é transparente. No processo, não há gasto de energia contínua.

Estudos apontam que, com instalação do material em telhado, por exemplo, a economia no consumo de eletricidade com refrigeração via métodos tradicionais e ativos poderia chegar a 20%, ainda aliando a sobrecarga na rede elétrica da cidade. Aliás, por serem versáteis e duráveis, as peças podem ser usadas em uma ampla gama de aplicações na construção civil.

cerâmica que resfria ambientes sem usar energia
Imagem de Universidade da Cidade de Hong Kong via Blog Canal da Engenharia

Testes, potencial e futuro da nova cerâmica no mercado

Em diversos testes, foi comprovado que a nova cerâmica que resfria ambientes sem usar energia é resistente a intempéries, estável quimicamente e com boa resistência mecânica. E com o aprimoramento dos projetos de construção de espaços, espera-se que o material possa, em breve, contribuir para uma engenharia mais sustentável e amigável ao meio ambiente. Assim sendo, é provável que logo esteja sendo comercializado em larga escala.

cerâmica que resfria ambientes sem usar energia
Imagem de Universidade da Cidade de Hong Kong via Inovação Tecnológica

Outras opções de materiais para climatização de ambientes

Concluindo, o objetivo dos pesquisadores é desenvolver tecnologias e materiais que contribuam para a construção mais frescas, com ambientes confortáveis e sem precisar fazer uso de sistemas de ar-condicionado.

Atualmente, a engenharia explora outros materiais além da cerâmica citada neste texto. Por exemplo, os isolam a passagem de calor entre ambientes, como lã de vidro e rocha, poliestireno expandido e extrudado, vermiculita, perlita e fibra de coco. E materiais que refletem ou absorvem a luz, como tintas especiais, peças reflexivas, e materiais absorventes de calor.

Os materiais de isolamento térmico são usados para reduzir a perda de calor no inverno e o ganho de calor no verão. Os materiais de absorção solar podem ser usados para resfriar ambientes no verão ou para aquecer ambientes no inverno.

No caso específico da cerâmica de resfriamento passiva, o material é capaz de refletir a luz solar com eficiência, impedindo que o calor solar seja absorvido pela superfície. Além disso, a cerâmica também emite calor infravermelho com eficiência, dissipando o calor do ambiente.

cerâmica que resfria ambientes sem usar energia
Imagem de Universidade da Cidade de Hong Kong via Olhar Digital

Por fim, devemos citar os materiais que permitem a ventilação natural, como as peças de esquadrias. E, ademais, os materiais que permitem a evaporação da água, um processo que consome calor, ajudando a resfriar ambientes, como plantas, espelhos d’água e fontes.

A escolha dos materiais adequados para a climatização de ambientes deve levar em consideração fatores como o clima local, o tipo de construção e o uso pretendido.

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Fontes: Blog Canal da Engenharia, Inovação Tecnológica.

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Engenharia 360

Redação 360

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Navios porta-contêineres são um tipo de navio que transporta, obviamente, cargas em contêineres – grandes caixas metálicas padronizadas para o transporte de mercadorias em diferentes modais de transporte. Recentemente, a China anunciou o projeto do primeiro navio porta-contêineres do mundo movido a energia nuclear. Isso é consequência do esforço da engenharia em explorar novos combustíveis para o transporte marítimo. Eis as principais razões:

  • Diminuição das emissões de gases de efeito estufa.
  • Melhora da eficiência energética dos navios porta-contêineres.
  • Redução do custo operacional dos navios, para torná-los mais competitivos.
primeiro navio porta-contêineres do mundo movido a energia nuclear
Imagem de Pixabay em Pexels

Na virada de 2023 para 2024, com a estreia na Marintec China Expo em Xangai, a China State Shipbuilding Corporation (CSSC) tem agitado a Internet com o anúncio do KUN-24AP. Este que será o primeiro navio porta-contêineres do mundo movido a energia nuclear, com 24.000 TEU, impressiona por seu tamanho e uso de reator de sal fundido, operando com ciclo de combustível de elemento químico tório (Th). Saiba mais no texto a seguir, do Engenharia 360!

primeiro navio porta-contêineres do mundo movido a energia nuclear
Imagem reproduzida de iMarine via Olhar Digital

Veja Também: Brasil se destaca como maior operador de FPSOs do mundo: O que são essas unidades flutuantes?

Os maiores navios porta-contêineres do mundo

O projeto do KUN-24AP da Marintec China 2023 já é um marco na história da Engenharia Naval. Por outro lado, ele despertou especulações de especialistas, que questionam sobre seu sistema de propulsão por reator de sal fundido utilizando tório como combustível, pois o elemento, apesar de abundante e mais econômico que o urânio, é extremamente radioativo. Se o plano der certo, representa um salto tecnológico no setor da navegação comercial, que busca por alternativas energéticas mais limpas e eficientes.

Outros exemplos de navios porta-contêineres

De fato, o KUN-24AP é um projeto pioneiro. Mas vale destacar que, assim como os chineses, outras nações, como o próprio Brasil, buscam avançar no campo da propulsão nuclear, a exemplo do Submarino Convencionalmente Armado com Propulsão Nuclear (SCPN). Com relação à engenharia de navios porta-contêineres, esses estão cada vez maiores à medida que as empresas de transporte marítimo buscam eficiências operacionais.

Empresas de transporte marítimo da Ásia, como a Hyundai Merchant Marine, a Mediterranean Shipping Company (MSC) e a China Ocean Shipping Company (COSCO) são as que operam os maiores navios porta-contêineres do mundo. São exemplos:

  • HMM Algeciras, com capacidade de 24.000 TEUs
  • MSC Gülsün, com capacidade de 23.756 TEUs
  • CMA CGM Jacques Saade, com capacidade de 23.656 TEUs
  • Ever Ace, com capacidade de 23.092 TEUs
  • ONE Apus, com capacidade de 23.092 TEUs

Impacto do navio porta-contêineres nuclear KUN-24AP

Antes de tudo, vale destacar que quanto maiores as engenharias de navios porta-contêineres, mais se precisa de portos mais profundos; fora que existe uma maior dificuldade de atracar as embarcações em condições climáticas adversas. Mas com relação ao projeto do KUN-24AP, o primeiro navio porta-contêineres do mundo movido a energia nuclear, a questão que preocupa é o impacto ambiental e a sustentabilidade declarados pela China na implementação desta tecnologia nuclear. Inclusive, parece que há até implicações militares levantadas pelo Ocidente.

Vantagens do uso de energia nuclear

Navios movidos à energia nuclear seria interessante por vários motivos. Para começar, os reatores nucleares são mais eficientes, mais seguros e menos poluentes que os motores a diesel, por exemplo. E essas embarcações podem operar por meses sem necessidade de reabastecimento, permitindo viagens de maiores distâncias com autonomia.

Agora, nesse cenário, também existem desvantagens. Primeiro os custos de desenvolvimento e construção desses navios, que são mais altos. Outra questão que preocupa é a segurança nuclear. E no caso do KUN-24AP, junta tudo isso. O tório tem uma vida útil mais longa, podendo ser usado para gerar energia por mais tempo. Porém, ele representa um risco de segurança, se não for manuseado corretamente; exige uma engenharia de embarcações mais desenvolvida; e elevaria os custos de implantação da tecnologia.

primeiro navio porta-contêineres do mundo movido a energia nuclear
Imagem reproduzida de iMarine via Olhar Digital

A eficiência e sustentabilidade do navio porta-contêineres KUN-24AP

Concluindo, a escolha do tório pelos chineses tem uma razão. Impulsionar o transporte comercial com uso de navios que possam navegar por mais tempo e em velocidades superiores ao realizado por navios porta-contentores convencionais, ao mesmo tempo que elimina emissões prejudiciais. Ademais, a alta temperatura e baixa pressão de operação desse combustível minimizam a necessidade de grandes volumes de água para resfriamento, aumentando a segurança e eficiência da embarcação.

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Fontes: Olhar Digital.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Investir em carbono neutro é uma estratégia essencial para empresas brasileiras que buscam sustentabilidade e vantagem competitiva. A adoção de práticas que visam a neutralização das emissões de carbono não só contribui para a preservação do meio ambiente, mas também atende às crescentes demandas de consumidores e investidores por responsabilidade ambiental. Além disso, o Engenharia 360 lembra que isso pode resultar em benefícios econômicos a longo prazo, como a redução de custos operacionais e o acesso a novos mercados.

  • Contribuição para a sustentabilidade ambiental
  • Atendimento à demanda por responsabilidade social corporativa
  • Ganho de vantagem competitiva e acesso a novos mercados
  • Benefícios econômicos a longo prazo

Entendendo o Conceito de Carbono Neutro

carbono neutro
Imagem gerada de IA

O conceito de carbono neutro refere-se à compensação das emissões de dióxido de carbono (CO2) emitidas por uma empresa, através de ações que visam a sua absorção ou redução equivalente. Isso pode ser alcançado por meio de práticas como reflorestamento, uso de energias renováveis e eficiência energética.

A Importância do Carbono Neutro para o Meio Ambiente

A neutralização do carbono é vital para combater as mudanças climáticas, preservando a biodiversidade e os ecossistemas. Empresas que investem em carbono neutro demonstram compromisso com a preservação do planeta, o que é cada vez mais valorizado pela sociedade.

Legislação e Incentivos Fiscais

carbono neutro
Imagem gerada de IA

No Brasil, existem leis e incentivos fiscais que favorecem as empresas que adotam práticas sustentáveis, incluindo a neutralização de carbono. Estar em conformidade com a legislação ambiental não só evita penalidades, mas também pode resultar em benefícios econômicos.

Expectativas dos Consumidores e Investidores

Consumidores e investidores estão cada vez mais conscientes e exigentes em relação às práticas ambientais das empresas. Investir em carbono neutro pode fortalecer a imagem da marca e atrair investimentos, além de fidelizar clientes preocupados com o meio ambiente.

Redução de Custos Operacionais

Práticas sustentáveis frequentemente resultam em uma operação mais eficiente e econômica. A redução do consumo de energia e a utilização de recursos renováveis podem diminuir significativamente os custos operacionais.

Acesso a Novos Mercados

carbono neutro
Imagem gerada de IA

Empresas carbono neutro têm a oportunidade de acessar mercados que valorizam a sustentabilidade, podendo expandir suas atividades para consumidores que priorizam produtos e serviços ambientalmente responsáveis.

Fortalecimento da Marca e Confiança do Consumidor

Uma marca que se posiciona como ambientalmente responsável tende a ganhar a confiança e a lealdade dos consumidores, fortalecendo sua posição no mercado e diferenciando-se da concorrência.

Parcerias e Colaborações Estratégicas

carbono neutro
Imagem gerada de IA

Empresas que buscam a neutralidade de carbono podem estabelecer parcerias com outras organizações, governos e ONGs, criando uma rede de colaboração para alcançar objetivos ambientais comuns.

Inovação e Desenvolvimento Tecnológico

A busca pela neutralidade de carbono incentiva a inovação e o desenvolvimento de novas tecnologias, que podem ser aplicadas para melhorar a eficiência e reduzir o impacto ambiental das operações empresariais.

Preparação para o Futuro

Com a crescente pressão por regulamentações ambientais mais rígidas, as empresas que já investem em carbono neutro estarão à frente, adaptadas às futuras exigências do mercado e da legislação.

Perguntas Frequentes

Como uma empresa pode começar a investir em carbono neutro?

Para iniciar o investimento em carbono neutro, uma empresa deve primeiro medir suas emissões de CO2, identificar áreas para redução e buscar estratégias de compensação, como projetos de reflorestamento ou energia renovável.

Existem certificações para empresas carbono neutro?

Sim, existem certificações que atestam a neutralidade de carbono de uma empresa, como o selo Carbono Neutro, que garante que a organização compensou suas emissões de CO2.

Investir em carbono neutro é financeiramente viável para pequenas empresas?

Sim, investir em carbono neutro é viável para empresas de todos os tamanhos. Existem diversas opções de baixo custo e até mesmo incentivos fiscais que podem ajudar pequenas empresas a adotarem práticas sustentáveis.

A vantagem competitiva sustentável

Investir em carbono neutro é uma decisão estratégica que alinha responsabilidade ambiental com crescimento econômico. As empresas brasileiras que adotam essa postura não só contribuem para um futuro mais sustentável, mas também se beneficiam de vantagens competitivas, inovação e fortalecimento de marca.

Curiosidade: Você sabia que o Brasil é um dos países com maior potencial para desenvolvimento de projetos de carbono neutro devido à sua vasta biodiversidade e recursos naturais?

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Engenharia 360

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Explorando o mundo das engenharias com paixão! Nosso grupo interdisciplinar, formado por entusiastas, é liderado por Simone Tagliani, formada em Arquitetura, escritora e empresária, mergulhando na era digital e na convergência das ciências.

O vidro é um material versátil que pode ser usado em uma variedade de aplicações, incluindo portas, vitrines e divisórias. No entanto, existem diferentes tipos de vidro, cada um com suas próprias características e recomendações de uso.

Aliás, você sabia que há uma Norma ABNT que trata sobre a utilização de vidros na construção civil? A NBR 7199 é um texto técnico que traz as regras gerais sobre a utilização do vidro, e não só para profissionais do setor. Por exemplo, se você está planejando construir ou reformar, para economizar tempo e dinheiro, é importante conhecer as diferenças entre cada tipo de vidro e a melhor indicação de uso de cada um. Continue lendo este texto do Engenharia 360 para saber mais!

tipos de vidros
Imagem de pressfoto em Freepik

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Tipos de vidro

Existem vários tipos de vidro e cada um com uma recomendação de uso distinta. Por exemplo, cada vez é mais comum a utilização de vidros especiais, como o refletivo, que oferece proteção solar, e o autolimpante, que recebe uma camada externa que aproveita os raios UV e a água da chuva para combater a sujeira. Separamos a seguir os tipos mais comuns e a recomendação de uso. Confira!

Vidro temperado

O vidro temperado é considerado como um vidro de segurança, fabricado a partir do vidro float, transparente e homogêneo. Isso porque ele é cinco vezes mais resistente do que o vidro comum, algo que tem relação com o rápido processo de resfriamento e aquecimento pelo qual passa. Em caso de quebra, o vidro temperado se fragmenta em pequenos pedaços arredondados, o que reduz o risco de ferimentos. Assim sendo, é recomendado para utilização em portas, vitrines e janelas.

tipos de vidros
Imagem de ninjason1 em Freepik

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Vidro laminado

O vidro laminado é um dos vidros mais populares, com diversas possibilidades de uso, como portas, janelas, sacadas, coberturas e divisórias. Ele é composto por duas ou mais lâminas de vidro unidas por uma camada intermediária de polivinil butiral (PVB), que PVB impede que o vidro se estilhace em caso de quebra, o que confere ao vidro laminado maior resistência ao impacto. Além disso, também apresenta vantagens na proteção contra raios UV e contra ruídos externos.

tipos de vidros
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Vidro serigrafado

O vidro serigrafado é um vidro com desenhos ou texturas em sua superfície, sendo usado para fins decorativos ou para fornecer privacidade. O mesmo passa por um processo especial para aplicação de esmalte cerâmico e aquecimento em um forno de têmpera, a quase 600 graus. O resultado é um tipo de vidro altamente resistente, inclusive a riscos e manchas, e que pode ser utilizado em portas, janelas, divisórias, tampos de mesas e paredes decorativas.

tipos de vidros
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Tabela de comparação

A tabela abaixo compara as características dos diferentes tipos de vidro:

Tipo de vidroResistênciaSegurançaTransmissão de luzCusto
Vidro temperadoAltaAltaBoaMédio
Vidro laminadoAltaBoaBoaAlto
Vidro serigrafadoMédiaBoaBoaBaixo
tipos de vidros
Imagem de wirestock em Freepik

O vidro e seus usos

A variedade e as finalidade de cada tipo de vidro aumenta dia após dia. Já existem os vidros acústicos, voltados para o conforto sonoro, seja em residências ou prédios comerciais. E ainda os vidros com diferentes efeitos visuais e resistência, muitos deles utilizados na decoração, em móveis e eletrodomésticos, a exemplo do jateado (trabalhado com jatos de grãos de areia) e do acidado (produzido a partir de um ácido, que deixa o vidro com aspecto esbranquiçado).

tipos de vidros
Imagem de benzoix em Freepik

Para se ter uma ideia das possibilidades, algumas linhas de produtos oferecidos no mercado foram criadas com o objetivo de proporcionar mais proteção UV aos ambientes.

Se a escolha é pelo vidro da fachada, há opções refletivas ou mais neutras – e as opções foram pensadas para proporcionar a entrada de luz na medida certa na residência ou no ambiente de trabalho. Como característica própria das versões de vidro laminado e temperado, esses vidros foram criados com base em condições de segurança, justamente como forma de evitar acidentes, em caso de quebra do material.

A escolha do tipo de vidro ideal para portas, vitrines e divisórias depende de uma variedade de fatores, incluindo as necessidades de segurança, privacidade e estética. A tabela de comparação acima pode ajudar você a tomar uma decisão informada.

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Fontes: Abra Vidro.

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Engenharia 360

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Vamos começar este texto refletindo sobre o cenário atual do nosso planeta para justificar porque a ideia de uma moto que funciona com água é tão atraente.

Bem, vivemos uma fase de grandes alterações climáticas impulsionadas pelo aquecimento global. E sabe-se que uma das causas das mudanças climáticas é a emissão de gases poluentes na atmosfera, sobretudo como origem da queima de combustíveis fósseis. Por isso, a engenharia busca alternativas de tecnologia limpa e sustentável, sobretudo explorando fontes renováveis. Mas será que, com base na ciência, seria mesmo possível uma moto funcionando exclusivamente com água? Continue lendo este artigo do Engenharia 360 para saber a resposta!

Existe moto que funciona com água?

Em 2015, um inventor brasileiro chamado Ricardo Azevedo apresentou à imprensa uma criação sua. Seria a Moto Power H2O, que supostamente seria capaz de percorrer até 500 quilômetros com um litro de água. A notícia chamou a atenção de entusiastas da engenharia, que levantaram dúvidas sobre a veracidade da história. Logo as investigações apontaram que a moto de Azevedo era, na verdade, uma moto elétrica.

Moto que funciona com água
Imagem reproduzida de E-farsas

Explicando melhor, através de um sistema de eletrólise, o conjunto de motor da moto, alimentado por bateria de carro, consegue separar hidrogênio da água. O líquido utilizado é destilado e enriquecido com aditivos para melhorar sua eficiência durante o processo. Infelizmente, por conta disso, a solução torna-se menos sustentável do que uma moto elétrica convencional, que não requer o uso de água ou aditivos. Enfim, o caso Azevedo quase virou fake news.

A saber, a eletrólise é um processo que usa eletricidade para separar a água em seus componentes, hidrogênio e oxigênio.

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Projeto XT 500 H2O da Yamaha

Recentemente, o projetista Maxime Lefebvre lançou, a pedido da empresa japonesa Yamaha, o projeto conceitual da XT 500 H2O, que seria uma recriação moderna da XT500 dos anos 70. Essa moto seria, em tese, impulsionada por água, diferentemente das já conhecidas elétricas e a hidrogênio. Isso quer dizer que a marca considera uma evolução tecnológica que possibilite, no futuro, uma evolução dos veículos de duas rodas.

Moto que funciona com água
Imagem de Yamaha via O Estadão
Moto que funciona com água
Imagem de Yamaha via O Estadão

Por que uma moto movida exclusivamente a água não é viável?

É importante citarmos aqui as leis da termodinâmica, pois elas impedem que uma moto funcione exclusivamente com água.

  • A energia é sempre conservada, mas pode ser convertida de uma forma para outra.
  • Cada vez que a energia é convertida, parte dela é perdida.

A energia necessária para separar o hidrogênio da água é sempre maior do que a energia que o hidrogênio pode produzir quando é queimado. No caso citado, a eletrólise seria um processo ineficiente. Seria preciso uma fonte externa de energia para funcionar, o que torna tão poluente quanto uma moto movida a gasolina, pois a energia externa vem provavelmente de uma fonte fóssil.

No futuro, será possível criar uma moto movida a água?

Pode ser que, no futuro, a ciência encontre a resposta de como criar uma moto movida a água. Em verdade, os pesquisadores precisarão desenvolver um processo de eletrólise mais eficiente; isso facilitaria o desenvolvimento de projetos de motos que possam produzir mais energia do que consomem. Mas, por hora, os modelos movidos a gasolina, etanol ou eletricidade continuam sendo as opções mais viáveis.

Moto que funciona com água
Imagem reproduzida de Click Petróleo e Gás

Outra alternativa já existente no mercado são os veículos movidos a hidrogênio, recurso abundante e renovável, que justamente podeser extraído da água por meio do processo de eletrólise ou produzido via biomassa e energia solar. Depois, grandes quantidades de energia gerada podem ser armazenadas em volumes relativamente pequenos e usada em motores.

A questão é que a combustão do hidrogênio produz apenas vapor de água, o que não contribui para o aquecimento global ou a poluição do ar. Os únicos entraves para que possa ser mais explorado na engenharia é o custo e logística, mas isso é tema para outro texto. Apesar desses desafios, o hidrogênio é considerado uma boa opção de combustível para o futuro.

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Fontes: UOL, Click Petróleo e Gás, Hypeness.

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