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Ilhas de Calor urbanas: estenda este problema que afeta a saúde das pessoas e o meio ambiente

por Simone Tagliani | 30/04/2021

As mudanças climáticas em grande parte são fruto das ações humanas erradas que contribuem para a geração de ilhas de calor urbanas. Precisamos ser mais resilientes e nos preparar para um futuro inevitável! E novas estratégias de engenharia e arquitetura podem ajudar a amenizar parte destes problemas.

As mudanças climáticas em nosso planeta em parte são naturais. Contudo, não podemos negar que as ações humanas têm contribuído negativamente para a aceleração deste processo. É comum ouvirmos pessoas reclamando que não aguentam mais a temperatura nas grandes cidades, sentindo como se até o asfalto pudesse derreter. E o engraçado é que essas mesmas pessoas muitas vezes são as que defendem ações que contribuem para a geração de ilhas de calor urbanas. 

De acordo com a Agência Espacial Americana – a NASA – e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, o ano de 2019 registrou a segunda maior temperatura global na Terra desde o início da sua medição, em 1880. Ainda mais espantoso é que o ano de 2020 ultrapassou esta marca, e a tendência é só piorar! Mas, e se pudéssemos lançar novas estratégias de engenharia e arquitetura para garantir o bem-estar e a sobrevivência da população mundial por mais tempo? Bem, é possível! Isso inclui, sem dúvidas, a diminuição das ilhas de calor! Mas você sabe o que são ilhas de calor? Continue lendo e entenderá!

aquecimento global
Planeta em chamas – imagem de Sputnik Brasil

O que são ilhas de calor urbanas?

Ilhas de calor urbana são bolsões de ar quente gerados devido a temperaturas muito altas – comparadas às das áreas rurais próximas – concentradas dentro de uma cidade. Este é um problema que ocorre quando as superfícies da região deixam de absorver e reter adequadamente o calor.

É obrigação dos projetistas e gestores das cidades localizar estes pontos de calor no mapa e propor mudanças em arquitetura, engenharia e paisagem para resolver o problema!

Se nada for feito para conter as ilhas de calor, teremos um maior agravamento no aquecimento global, na concentração de gases tóxicos na atmosfera e, consequentemente, mais problemas respiratórios afetando a saúde de todos. Ademais, outro problema causado pelas ilhas de calor é o excesso de chuvas concentradas em uma única parcela urbana, causando severos alagamentos e desabamentos de terra. Por fim, as temperaturas altas ainda exigem um consumo excessivo de água e energia.

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Enchente Brasil – imagems de Aos Fatos
Exaustor de ar condicionado
ar condicionado – imagem de Archtrends

Como surgem as ilhas de calor?

Pense assim, o mundo era perfeito até o ser humano estragou! Para vivermos do jeito como vivemos hoje, a primeira coisa que fizemos foi remover grande parte da cobertura vegetal nas zonas de cidades e substituir por enormes construções, ruas e estacionamentos, formando verdadeiros labirintos impermeáveis e refletores de radiação solar, onde o ar mal consegue circular. Resultado: muito calor e um péssimo ciclo de água corrente e evaporação – algo que até poderia resfriar as superfícies! Será que faz algum sentido?! Claro que não, por isso precisamos mudar o sentido da nossa história!

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São Paulo – imagem de USP Imagens
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rua asfaltada – imagem de A Voz da Cidade

O que pode evitar as ilhas de calor nas cidades?

A primeira coisa que se deve fazer para acabar com as ilhas de calor nas grandes cidades é prever mais áreas de jardins verticais, coberturas verdes e praças e parques com plantio de árvores – o mesmo pensamento que devemos ter com as grandes florestas versus o desmatamento, entende? Também seria preciso tentar diminuir o controle de emissão de gases poluentes, começando por restringir a frota de veículos circulando pelas ruas – aliás fizemos uma ótima matéria falando sobre a criação de cidades em carros na China.

Veja Também: Cidade sem carros: conheça 2 novos modelos bem diferentes de planejamento urbano

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telhado verde – imagem de Ecotelhado
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parque São Paulo – imagem de Parque Ibirapuera

Se não podemos diminuir o número de veículos circulando nas grandes cidades brasileiras, talvez possamos investir em materiais que consigam fazer o tratamento do ar local – como é o caso do cimento fotocatalítico. E existem também alguns materiais capazes de absorver calor de superfícies urbanas; os mesmos não podem apresentar cores escuras e devem apresentar um alto índice de refletância solar. 

O efeito “cânion urbano”

Claro que tudo isso ainda não basta! Poderíamos criar propostas que ajudassem a inibir o consumo excessivo de combustão interna em residências e indústrias – que sempre aumentam o aquecimento da atmosfera. Também investir mais em projetos de espaços abertos e de edificações que apresentam um desenho que permite uma melhor circulação do ar entre quadras, evitando o efeito tipo “cânion urbano”. E a instalação de lagos e espelhos d’água em locais estratégicos seria bastante favorável para resfriar as cidades. E você, o que acha dessas ideias? Reflita sobre isto!

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cânion urbano – imagem de SciElo
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espelho d’água – imagem de UOL

Sim, imaginar o que são estas ilhas de calor e como agem sobre nós é mesmo assustador! Contudo, podemos mudar esta realidade! O que imagina que pode fazer a respeito? Registe nos comentários logo abaixo!


Fontes: Viva Decora, UOL, SustentArqui, SEED-Geografia, Wikipedia, Mundo Educação, Ecycle.

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Simone Tagliani

Graduada em Arquitetura & Urbanismo e Letras; especialista em Artes Visuais; estudante de Jornalismo Digital e proprietária da empresa Visual Ideias - Redação, Edição e Produção de Conteúdos.