A Bahia tem muito que comemorar neste momento! Deve ser construída para o estado simplesmente a maior ponte da América Latina, visando conectar o porto de Salvador à ilha de Itaparica, somando 12,4 quilômetros de extensão e integrando o Sistema Viário do Oeste. Este projeto é tão ambicioso que deve superar a Ponte Rio-Niterói, de 8,8 quilômetros, icônica para a história da Engenharia Brasileira. Continue lendo este texto do Engenharia 360 para saber mais!

Detalhes sobre a concessão do projeto da maior ponte da América Latina

A obra da Ponte Salvador-Itaparica é estimada entre R$ 9 bilhões e R$ 13 bilhões. A cobertura dessa quantidade será feita pela Parceria Público-Privada (PPP), com uma concessão projetada para abranger um período de 35 anos. São encarregadas pelo projeto as empresas CCCC (China Communications Construction Company) e a CRCC (China Railway 20 Bureau Group Corporation – vencedoras do leilão em 2019. Ambas vão liberar o consórcio de construção com uma participação de 50% cada, assim como o contrato assinado em 2020.

Existe uma discussão para que haja uma linha de financiamento de longo prazo com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), com um montante mínimo de US$ 500 milhões para a primeira fase do projeto. Ao mesmo tempo, também para contribuir com o financiamento da ponte, o governo da Bahia conseguiu uma linha de crédito de US$ 150 milhões junto ao CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina).

Maior Ponte da América Latina
Proposta Inicial para ponte | Imagem de divulgação, GOVBA, via G1
Maior Ponte da América Latina
Proposta final para ponte | Imagem de divulgação, GOVBA, via G1

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Desafios e Vantagens trazidas pela construção da Ponte Salvador-Itaparica

Claro que, com um projeto dessa envergadura, já era de se esperar que surgissem muitos desafios. Existe uma lista de desafios significativos para a obra da Ponte Salvador-Itaparica, desde a questão do financiamento à execução, envolvendo a participação de empresas chinesas e levando em conta o atual cenário das empreiteiras nacionais. Ademais, há de se considerar também os desafios logísticos e sanitários.

Porém, por outro lado, se tudo der certo, esse será um marco na infraestrutura da região. Ele pode gerar um impacto significativo no desenvolvimento econômico e na conectividade da Bahia. Projeta-se a geração de 7 mil empregos na construção, além de aproximadamente 100 mil postos de trabalho ao longo de 30 anos.

Vale destacar que o Sistema Viário do Oeste inclui ainda a implantação dos acessos à ponte em Salvador por meio de túneis e viadutos, em Vera Cruz com a ligação à BA-001, juntamente com uma nova rodovia expressa, e a interligação com a Ponte do Funil, que também será revitalizada.

Maior Ponte da América Latina
Imagem de divulgação via A Tarde
Maior Ponte da América Latina
Imagem de divulgação, GOVBA, via G1

Expectativa em relação ao início das obras da Ponte Salvador-Itaparica

No mês de setembro de 2023, a imprensa nacional colocou como expectativa o início da etapa de sondagem desta que será a maior ponte da América Latina, a Ponte Salvador-Itaparica, em até 3 meses. Isso também foi afirmado pelo governador Jerônimo Rodrigues.

A sondagem vai contribuir para levantar informações cruciais para a execução do projeto executivo, como a profundidade de pilares, o custo da obra e a definição final das ações necessárias. Só que isso ainda vai depender justamente da conclusão das negociações de financiamento, como a aprovação do pedido de crédito pelo Estado da Bahia por órgãos federais como a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGN). Isso, infelizmente, acabou sendo afetado pela pandemia. Mas parece que esses atrasos já estão sendo superados.

Maior Ponte da América Latina
Imagem de divulgação, TV Bahia, via G1

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Fontes: G1.

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Desde 2021, os cientistas vêm sendo desafiados por uma força poderosa, chamada de 5ª força fundamental da natureza. Pesquisadores de uma localidade perto de Chicago, nos Estados Unidos, detectaram sinais de comportamento incomum em partículas chamadas múons. Contudo, mesmo após muitas coletas de dados, as evidências ainda não são conclusivas. Mas as espectativas são já muito entusiasmantes, pois podemos estar prestes a presenciar uma revolução na física. Continue lendo este texto do Engenharia 360 para saber mais!

5ª Força Fundamental da Natureza
Imagem de Ryan Postel, Fermilab, via Engenharia Hoje

O que é a 5ª força fundamental da natureza?

Precisamos começar este texto destacando que, por muitas décadas, os pesquisadores se basearam em um modelo chamado de Modelo Padrão para a pesquisa do cosmos. Porém, essa jornada rumo ao desconhecido pode estar prestes a uma reviravolta. Se for verdade a 5ª força fundamental da natureza – além da gravidade, eletromagnetismo, força nuclear forte e força nuclear fraca -, a pesquisa científica pode dar um salto notável nos próximos anos em relação à comprensão do universo.

A 5ª força fundamental da natureza tem relação com uma nova força que não faz parte de nada ainda muito bem conhecido. O Modelo Padrão descreve a física das parttículas, mais precisamente as interações das partículas subatômicas e as forças fundamentais que atuam sobre elas. E, como dito antes, tem sido a base da física de partículas por décadas.

5ª Força Fundamental da Natureza
Imagem ilustração do sinal da nova partícula, uma espécie de fóton com massa, é conhecida como anomalia do berílio 8 (8Be), de Jonathan L. Feng et al., via Inovação Tecnológica

As medições realizadas recentemente não coincidem com o Modelo Padrão. Isso poderia indicar a existência de fenômenos ou partículas não previstas, levando consequentemente a uma revisão significativa de nossa compreensão atual da física de partículas e abrir novos caminhos para a pesquisa. Afinal, será que há mesmo mais do que as quatro forças conhecidas agindo no universo?

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Condução dos experimentos

O experimentos realizados para entendimento da 5ª força fundamental da natureza foram conduzidos por Fermilab (Fermi National Accelerator Laboratory), parte da colaboração internacional “Muon g-2”. Seus cientistas avaliaram as hipóteses com auxílio de um acelerador de partículas.

No momento do experimento “g menos dois (g-2)”, os pesquisadores aceleraram partículas subatômicas chamadas múons em torno de um anel de 15 metros de diâmetro, onde esses múons circularam cerca de 1.000 vezes quase à velocidade da luz. Eles observaram que essas partículas estão se comportando de uma maneira que não pode ser explicada pelo Modelo Padrão da física de partículas. Foi aí que se levou à especulação sobre a possível existência de uma “quinta força” da natureza.

5ª Força Fundamental da Natureza
Imagem do Fermilab, o principal laboratório de física de partículas dos EUA, reproduzida de Fermilab via Olhar Digital
5ª Força Fundamental da Natureza
Imagem Experimento Muon g-2. via Meteored

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Comportamento das partículas subatômicas múons

Antes de tudo, precisamos esclarecer o que são múons. Seriam partículas subatômicas semelhantes aos elétrons, mas 200 vezes mais pesados que eles. As mesmas não se desintegram em outras partículas como os elétrons e têm uma vida extremamente curta, durando apenas 2,2 microssegundos.

Os resultados iniciais sugeriram que os múons estavam oscilando mais rápido do que o previsto pelo Modelo Padrão, o que poderia ser devido à influência de uma nova força desconhecida. No entanto, os pesquisadores enfatizaram que ainda precisam de mais evidências conclusivas para validar suas hipóteses. Claro que, quanto a notícia vazou, começou uma verdadeira corrida contra o tempo. Agora, uma equipe rival europeia, do Grande Colisor de Hádrons (LHC) na Suíça, também começou a buscar resultados semelhantes e espera chegar a conclusões antes do Fermilab.

Vale esclarecer que, nesse cenário, a gravidade não está incorporada aos cálculos. Por exemplo, não foram encontradas partículas “gráviton” responsáveis por essa nova força. Aliás, incorporar a gravidade ao Modelo Padrão já é um desafio. Contudo, as oscilações dos múons são influenciadas pelo campo magnético em que são colocados. Então, no Modelo Padrão, nos últimos 50 anos, se conseguiu até que calcular bem essas oscilações; mas no novo modelo não. Curioso, não é mesmo?

5ª Força Fundamental da Natureza
Imagem Ímã quadrupolo levando ao anel de armazenamento de partículas Muon g-2, Fermilab via Meteored

Por que os cientistas acreditam que esta descoberta pode representar um marco importante na física?

De fato, a descoberta dessa 5ª força fundamental da natureza desafia as teorias atuais e abriria novas perspectivas na compreensão do universo. Pelo menos poderia explicar fenômenos não compreendidos, como a aceleração da expansão das galáxias e o giro acelerado das galáxias.

Na sequências, os cientistas devem continuar a realizar experimentos e coletar dados adicionais para aumentar a precisão das medições relacionadas ao comportamento dos múons. A ideia é trabalhar ao máximo para reduzir as incertezas na teoria atual, o Modelo Padrão, relacionadas ao comportamento dos múons. Isso pode incluir experimentos em diferentes configurações e com maior precisão para acumular mais evidências conclusivas. Esse será o “confronto final” entre a teoria (Modelo Padrão) e os resultados experimentais.

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Fontes: O Tempo.

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O Engenharia 360 tem uma boa novidade para compartilhar com você. Recentemente, pesquisadores do Imperial College, no Reino Unido, apresentaram o projeto de um mini propulsor espacial inovador. O projeto está sendo conduzido em colaboração com a URA Thrusters e foi desenvolvido especificamente para atender às demandas do mercado em rápido crescimento no campo da propulsão espacial. E isso surge como uma promessa de solução para a manobra de pequenos satélites, com potencial até de transformar a forma como são impulsionados no espaço. Veja a seguir!

O que é o ICE-Cube Thruster e qual é o seu objetivo?

“ICE” é referência para “Eletrólise Catalisada por Iridium”. Trata-se de um modelo de mini propulsor espacial inovador, com sistema sustentável baseado em eletrólise da água. E o objetivo de sua criação é possibilitar a manobra de pequenos satélites no espaço – sobretudo nanossatélites com peso inferior a 10 kg e com restrições rigorosas de tamanho, potência e propulsão. Vale destacar que, para montá-lo, é usada uma abordagem especial baseada em microeletrônica chamada MEMS (Micro-Electrical Mechanical Systems).

O ICE é realmente um dispositivo revolucionário. Mas talvez não tenhamos explicado tão bem o porquê. É que o mesmo apresenta o tamanho de uma unha. Sim, isso é extremamente pequeno! E mesmo assim, ele tem uma câmara de combustão e bico, que mede apenas 1 mm de comprimento.

Mini Propulsor Espacial
Imagem reprodução URA Thrusters, via Olhar Digital

Base de funcionamento do mini propulsor espacial

É impressionante como esse mini propulsor espacial tem desempenho. Em comparação, ele requer apenas uma fração da potência de dispositivos de propulsão elétrica comparáveis. É justamente isso que torna mais fácil a integração de sistemas de propulsão em nanossatélites que têm limitações de energia.

O ICE usa água para a propulsão, criando hidrogênio e oxigênio a partir da água, gerando impulso para movimentar satélites em órbita. Isso torna o dispositivo menos impactante ao meio ambiente, além de oferecer mais segurança, uma vez que a água não é tóxica e não apresenta riscos significativos. A saber, a eletrólise da água é um processo relativamente limpo. E vale lembrar que os propulsores tradicionais se valem de propelentes químicos altamente tóxicos.

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Primeiros experimentos realizados com o propulsor

Em alguns testes realizados, o ICE-Cube Thruster superou a marca de 1,25 milinewtons de empuxo em testes, demonstrando sua eficácia em laboratório. Percebeu-se que um eletrolisador associado gera hidrogênio e oxigênio a partir da água quando uma corrente de 20 watts é aplicada, e esses gases são utilizados para gerar impulso. Resumindo, é um alto desempenho em baixo consumo de energia!

Mini Propulsor Espacial
Imagem reproduzida de Imperial College, ESA, via Interesting Engineering

Quais são as principais vantagens do ICE-Cube Thruster?

Por fim, o mini propulsor espacial ICE pode ser fabricado com alta precisão, escalabilidade e baixo custo, usando técnicas de microeletrônica. Ademais, ele é bastante fácil de armazenar e parece estar amplamente disponível.

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Fontes: Science Direct.

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O setor da construção civil é um dos que mais passou por mudanças nos últimos anos. Muitas tendências foram lançadas, sendo uma delas a chamada “construção seca”.

O termo “construção seca” se refere a um método de projeto e construção de casa. Inclusive, a saber, um exemplo é o das empresas que vêm faturando alto – na casa dos milhões em 2022 – com a tecnologia conhecida como “steel frame”. Neste artigo do Engenharia 360, vamos explorar em profundidade o que é a construção seca, como funciona o steel frame e as oportunidades de empreender neste setor em crescimento.

Construção Seca Steel Frame
Imagem reproduzida de rawpixel | Original public domain image from Flickr

A Revolução na Indústria da Engenharia Civil com a Construção Seca

A construção seca é uma abordagem moderna, interessante e significativa no campo da construção civil. Contudo, a mesma, em comparação com os métodos de construção tradicionais, sofre bastante resistência por parte dos projetistas, construtores e clientes de Engenharia e Arquitetura.

Na construção seca não se costuma usar tijolos, e nada mesmo de cimentos e outros materiais nessa linha. No lugar, usa-se estruturas metálicas leves e pré-fabricadas, em que se faz a produção em massa dos principais elementos da estrutura, como paredes, partes hidráulicas, elétricas e de isolamento, em uma fábrica centralizada. Com isso, ganha-se muita, mas muita eficiência!

Explicando melhor, toda a estrutura de uma casa pode ser produzida com alta precisão na fábrica da empresa; desperdício de materiais, reduzindo significativamente o impacto ambiental em comparação com as construções tradicionais que geram grandes quantidades de entulho. Além disso, a construção seca elimina o desperdício de água, um recurso precioso e cada vez mais escasso.

Construção Seca Steel Frame
Imagem reproduzida de rawpixel | Original public domain image from Flickr

Veja Também: Casas pré-moldadas de metal: a chave para uma construção sustentável e eficiente no futuro

A Tecnologia por Trás da Construção Seca Steel Frame

Como já se pôde entender, adotando a técnica da construção seca, o processo de obras de Engenharia e Arquitetura torna-se surpreendentemente rápido e eficiente! O maior trabalho estará na montagem das estruturas pré-fabricadas e no acabamento final. E o tempo de conclusão só dependerá do tamanho da edificação erguida e da experiência da equipe de montagem.

A construção seca em steel frame se destaca por sua versatilidade e resistência. E é por isso que, apesar de qualquer resistência de mercado, já está sendo amplamente adotada em muitos projetos de construção de Engenharia e Arquitetura.

Vale lembrar que peças de aço como esqueleto principal são atrativas, pois podem criar estruturas de edifícios mais leves, duráveis e resistentes a incêndios, terremotos e outros desastres naturais. Especialmente o steel frame permite grande flexibilidade no design e na disposição interna dos edifícios, adaptando-se a uma variedade de usos, desde residenciais a comércios. Ademais, o modelo permite a instalação de isolamento térmico e acústico de alta qualidade, garantindo conforto interno e economia de energia.

Construção Seca Steel Frame
Imagem reproduzida de rawpixel | Original public domain image from Flickr

As Melhores Oportunidades de Empreendedorismo na Construção Seca

Agora vamos falar do aspecto financeiro dessa tecnologia. A construção seca tem hoje um grande potencial no mundo do empreendedorismo. Uma matéria publicada no G1 no mês de setembro de 2023 destacou a história de uma empresa em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, que faturou R$ 3 milhões em 2022 com steel frame. A justificativa? É que há uma crescente demanda por soluções de construção mais eficientes e ecológicas.

Para quem está interessado em ingressar nesse mercado, existem opções de franquia que oferecem uma entrada estratégica. O modelo de negócio mencionado no G1, por exemplo, envolve fornecer aos franqueados um kit completo para a montagem, juntamente com a tecnologia necessária. Claro que os franqueados ficam responsáveis pela construção das casas. O lado positivo de tudo é que reduz a barreira de entrada para novos empreendedores e oferece suporte técnico e orientação da empresa-mãe.

Construção Seca Steel Frame
Imagem reproduzida de rawpixel | Original public domain image from Flickr

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Ideias para novos empreendedores

Certamente, essa expansão do negócio através do sistema de franquias demonstra o potencial de empreendimento e crescimento neste campo. Mas é importante dizer que empreender na construção seca não se limita apenas à montagem de casas. Uma série de serviços relacionados também estão em demanda crescente. São mais oportunidades que os empreendedores podem explorar:

  • Fabricação de Componentes: Empresas que produzem componentes pré-fabricados, como painéis de parede, telhados e sistemas elétricos/hidráulicos, podem fornecer soluções para construtoras, impulsionando o crescimento e a lucratividade.
  • Treinamento e Consultoria: Empreendedores podem oferecer cursos, workshops e serviços de consultoria para profissionais da construção que desejam aprender e implementar a construção seca.
  • Design Sustentável: Especialização em projetar edifícios sustentáveis que maximizem a eficiência energética e minimizem o impacto ambiental, atendendo a uma clientela consciente da sustentabilidade.
  • Manutenção e Reparação: Empresas especializadas em oferecer serviços de manutenção para casas e edifícios construídos com a técnica de steel frame.
  • Revenda de Materiais e Equipamentos: Abrir lojas de suprimentos especializados que fornecem os materiais necessários para a construção seca, como estruturas metálicas e isolamento térmico.
  • Inovação Tecnológica: Oportunidades para desenvolver e comercializar novas tecnologias e ferramentas que tornem o processo de construção seca ainda mais eficiente e sustentável.

A ideia de trazermos esse debate sobre a construção seca em steel frame para o Engenharia 360 é inspirar novos empreendedores, empreendedores visionários, que desejam apostar numa solução viável, num campo fértil, e que desejam entrar em um setor em crescimento.

Portanto, para aqueles que buscam oportunidades de negócios inovadores, a construção seca é um campo a ser explorado com entusiasmo e determinação.

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Fontes: G1.

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Já parou para pensar como a nossa sociedade é dependente de energia elétrica? De fato, essa forma de energia impulsionada como nada igual a nossa sociedade moderna. A saber, a mesma é gerada por meio da conversão de diferentes formas de energia em eletricidade, utilizando tecnologias diversas. Os métodos mais comuns incluem:

  • usinas termoelétricas, que queimam combustíveis fósseis ou nucleares para produzir calor e, subsequentemente, eletricidade;
  • usinas hidrelétricas, que aproveitam a energia da água em movimento;
  • usinas eólicas, que capturam a energia cinética do vento; e
  • usinas solares, que convertem a luz solar em eletricidade.
Furacão para Gerar Energia Elétrica
Imagem gerada em Freepik IA

Agora, neste texto do Engenharia 360, queremos falar sobre os furacões, um dos fenômenos naturais mais devastadores, caracterizado por ventos ciclônicos intensos e chuvas torrenciais. Infelizmente, já conhecemos seu poder de destruição. Mas alguns questionam se essa mesma energia cinética das tempestades poderia ser direcionada para a geração de energia elétrica, o que poderia ser uma alternativa sustentável. Continue lendo para explorar essa perspectiva e suas implicações!

Afinal, é possível usar um furacão para gerar energia elétrica?

Antes de tudo, precisamos esclarecer que a maior parte da energia dos furacões é composta pelo calor armazenado, liberado à medida que o vapor de água se condensa em chuva, além do vento.

Furacão para Gerar Energia Elétrica
Imagem de Freepik

De acordo com o astrofísico Neil DeGrasse Tyson, diretor do Planetário Hayden no Centro Rose para a Terra e o Espaço e investigador associado do departamento de astrofísica no Museu Americano de História Natural, é possível usar a energia dos furacões para gerar energia elétrica. Ele afirma que os ventos de um furacão podem ser uma excelente fonte de energia eólica. Inclusive que as cidades atingidas poderiam considerar continuar funcionando com a energia gerada por eles. É quase aquele ditado do “faça do limão uma limonada”!

Portanto, com base na opinião de especialistas, a ideia é mesmo viável. Mas… teoricamente. Porque muitos obstáculos de engenharia e segurança, como na área de infraestrutura, ainda não foram testados. Como podemos imaginar, muitos desafios técnicos estariam envolvidos num projeto assim. A boa notícia é que já existem pesquisas em andamento para explorar as possibilidades e encontrar soluções práticas.

Furacão para Gerar Energia Elétrica
Imagem de vecstock em Freepik

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Quanto de energia um furacão é estimado para gerar?

Os cientistas estimam que cada furacão possa gerar certa quantidade massiva de energia. Para se ter uma ideia, isso pode chegar a 600 terawatts, o que é mais do que o dobro da produção anual de energia eólica em países como os Estados Unidos, por exemplo. Pensando nisso, Neil sugere que as nações pensem em explotar essa matéria-prima, como dito antes. Só que, nessa equação, ele pode estar desconsiderando desafios consideráveis.

Furacões de grande magnitude são realmente muito destrutivos. Hélices convencionais, usadas para geração de energia eólica, podem ser muito frágeis e leves diante de tamanha forma. Enfim, elas podem se tornar vulneráveis demais a ventos tão violentos. Lembrando que as mesmas teriam que ser desenvolvidas para resistir a rajadas de mais de 100 km/h. E esse seria um desafio significativo.

Também seria essencial considerar o calor armazenado nos furacões. O que fazer com ele ainda é um enigma! Pense em todo o aparato tecnológico necessário para implementar, na prática, qualquer plano proposto.

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Quais são os principais desafios de utilizar um furacão para geração de energia?

Embora furacões como fonte de energia seja uma ideia interessante, o trabalho de engenharia podem exigir um investimento muito além do que alguns governos possam estar dispostos a gastar neste momento.

Além das hélices mais resistentes, seria preciso turbinas com mais capacidade de adaptação, que possam ajustar automaticamente suas pás e ângulos para otimizar o aproveitamento da energia do furacão enquanto garantem sua própria integridade estrutural. Também devem entrar nesta lista, usinas em estações flutuantes, ancoradas em águas costeiras. E, por fim, sistemas de armazenamento e distribuição de energia para suportar flutuações e interrupções causadas por furacões, envolvendo uso de tecnologia inteligente e redundância para manter o fornecimento de energia durante eventos climáticos extremos.

Por trás disso, será preciso conduzir seriamente pesquisas de impacto ambiental, avaliando quaisquer implicações de remover energia de furacões, como impactos nos padrões climáticos e em ecossistemas marinhos. Ao mesmo tempo, construir um plano de contingência detalhado para interromper a geração de energia a partir de furacões caso haja ameaça iminente à segurança pública, garantindo que a prioridade seja a proteção das vidas humanas.

Furacão para Gerar Energia Elétrica
Imagem de Freepik

Em paralelo, para bancar todos os investimentos substanciais exigidos, a construção de parcerias público-privadas e cooperação internacional. E finalmente um trabalho de educação e conscientização pública, envolvendo público e os tomadores de decisão em discussões sobre os benefícios e riscos dessa abordagem, incentivando um diálogo transparente e a participação ativa na tomada de decisões.

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Fontes: Terra.

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Recentemente, a Arábia Saudita anunciou que retomou o seu projeto de construção da Torre de Jeddah. Se você nunca ouviu falar dessa história, tudo certo, o Engenharia 360 te conta! Bem, esse edifício arranha-céu, do escritório Adrian Smith + Gordon Gill Architecture, poderá ser o mais alto do mundo, ultrapassando o famoso Burj Khalifa, dos Emirados Árabes Unidos. Porém, ao mesmo tempo, o Egito projeta uma torre ainda maior, o Oblisco Capitale, ultrapassando a marca de 1000 metros de altura. Continue lendo este texto para saber mais!

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Quantos andares o Oblisco Capitale terá?

Enfim, o Oblisco Capitale poderá ser o próximo edifício mais alto do mundo, com 1080 metros de altura, ou 236 andares no total. Vamos fazer um comparativo: o Burj Khalifa, por exmeplo, tem 830 metros de altura – ou seja, o Oblisco Capitale será aproximadamente 200 metros mais alto. E o terreno reservado para ele é na área onde ficará a “Nova Capital Administrativa” do país.

Oblisco Capitale
Imagem reproduzida de Malevus
Oblisco Capitale
Imagem reproduzida de Malevus
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Por que o governo egípcio está construindo o Oblisco Capitale?

Antes de tudo, vamos explicar melhor essa questão da nova capital. Há anos, o Egito vem planejando soluções para o enfrentamento dos problemas da superpopulação do Cairo, desde trânsito, poluição e mais; percebeu-se até mesmo uma falta de ordenação na instalação de prédios governamentais. E a proposta aceita foi da criação de uma nova capital, ainda sem nome definitivo. A mesmo fará parte, então, de um projeto para reestruturar o Egito em termos econômicos, sociais e ambientais até 2030 (“Egypt Vision 2030”), iniciado em 2016.

Oblisco Capitale
Imagem reproduzida de Malevus
Oblisco Capitale
Imagem reproduzida de Malevus
Oblisco Capitale
Imagem reproduzida de Malevus

Resumindo, os objetivos do projeto da nova capital do país começam por concentra as estruturas do governo em uma única área para melhorar a eficiência administrativa. Depois, descongestionar o Cairo, criando uma cidade sustentável, moderna e cosmopolita com instalações e infraestrutura de classe mundial. Por último, promover melhor o desenvolvimento econômico e tecnológico no Oriente Médio.

O responsável pelo desenvolvimento desse plano ambicioso é o presidente Abdul Fatah Khalil Al-Sisi, justamente com as empresas El Nasr Housing and Development. Já o projeto do Oblisco Capitale é desenhado pelo escritório de arquitetura egípcia IDIA.

Como o design do Oblisco Capitale foi inspirado na cultura egípcia?

Não sei se você percebeu pelas imagens, mas o nome ‘Oblisco Capitale’ faz referência ao formado que o IDIA pensou para esse edifício, em formato de obelisco; a ideia é fazer referência à fase faraônica da nação. Outra proposta foi o uso do padrão do Lótus Egípcio na parte externa, uma planta com significado histórico na cultura egípcia antiga.

Ademais, diz-se que o Oblisco Capitale apresentará muitas boas características sustentáveis, incluindo o uso de vidros que giram para proporcionar sombra e reduzir o calor interno, bem como a incorporação de painéis solares que captam energia solar e a transformam em energia elétrica, cobrindo a fachada sul do prédio.

Oblisco Capitale
Imagem reproduzida de Real Estate
Oblisco Capitale
Imagem reproduzida de Malevus
Oblisco Capitale
Imagem reproduzida de Malevus

Na teoria, até agora tudo parece incrível, não é mesmo? Mas alguns argumentam que o Oblisco Capitale pode nem mesmo sair do papel, sobretudo porque seu projeto não atende bem às necessidades atuais do país. As críticas são muitas. Há especialistas que chegam afirmar que o projeto pode acelerar a favelização do Cairo e que o Egito tem questões mais urgentes a serem abordadas.

Vale destacar que projetos semelhantes no passado do Egito nem sempre foram totalmente bem-sucedidos, como na cidade de Sadat, que nunca se tornou a capital planejada.

Por hora, a previsão para construção do Oblisco Capitale está revisto para começar em 2024 e terminar em 2030. O custo estimado da obra do arranha-céu é de 3,2 bilhões de dólares, que deve ser financiado pela dívida da República Popular da China ao Egito.

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Fontes: Casa Vogue, Casa Vogue 2.

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Quando é que você já conseguiu escrever com água? Vamos supor que, talvez, com uma mangueirada contra um piso sujo, não é? Agora, imagine realizar escrita na água e até em outros líquidos. Isso é bem diferente, e é justamente o que conseguiram recentemente alguns cientistas alemães. Essa conquista representa uma prova de conceito do potencial da técnica de troca de íons. Continue lendo este texto do Engenharia 360 para saber mais!

escrita na água
Imagem de Freepik

Como os pesquisadores conseguiram escrever na água?

Vamos refletir bem sobre esse caso! Sabe-se que, tradicionalmente, a escrita depende de superfícies sólidas para manter traços fixos devido às forças moleculares. Se levarmos isso ao pé da letra, podemos dizer que escrita na água é impossível, não? Porém, os cientistas desenvolveram microesferas minúsculas que se movem na água sem causar turbulências significativas.

O que essas esferas fazem é usar um sistema de troca de íons para conseguir atrair partículas de tinta. Desse jeito seria possível marcar a água, criando desenhos ao mover o recipiente. E vale destacar que, sendo a tinta tornada sensível à luz UV, seria mais fácil fixar as linhas e letras no lugar por mais tempo.

Talvez estejamos num momento de revolução da escrita em meios líquidos, incluindo a escrita contínua, interrupções entre letras e correções.

escrita na água
Algumas das formas que os cientistas conseguiram criar com o método inédito de escrita na água. | Imagem reproduzida de Möller et al., Small, via Terra
escrita na água
Imagem reproduzida de Möller et al., Small, via Terra
escrita na água
Imagem reproduzida de Möller et al., Small, via Olhar Digital

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Qual foi o tamanho do padrão desenhado pelos pesquisadores para escrever na água?

Num determinado experimento, os pesquisadores movimentaram um recipiente para escrever na água usando uma microesfera com cerca de 20 a 50 micrômetros de diâmetro; a mesma não causava turbulências na água, mas mudam o pH local da água.

Os cientistas inclinaram o recipiente, permitindo que a microesfera mudasse o pH local da água. Isso provocou uma atração das partículas de tinta em direção às áreas por onde passava, deixando a região marcada. Isso permitiu a escrita contínua no líquido.

escrita na água
Alguns gráficos e cálculos acerca da capacidade de escrever em água do método — à esquerda, no topo, a representação de como funciona, com a microesfera deslizando na água e deixando a trajetória marcada com a “tinta” de pH. | Imagem reproduzida de Möller et al., Small, via CanalTech

Espera, isso até que lembra alguma coisa! Sim, a escrita realizada por aviões, que usam o ar como tela para deixar uma mensagem em fumaça; isso é feito através da emissão de fumaça de maneira controlada para criar letras ou símbolos no céu. E tem ainda técnicas como a litografia de sondas e a polimerização, para escrever debaixo d’água.

O resultado do experimento com escrita na água usando a técnica descrita pelos pesquisadores alemães foi de um padrão do tamanho de uma moeda, cuja escrita foi do tamanho do pingo de uma letra “i” em fonte 18.

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O que os pesquisadores planejam fazer no futuro para aprimorar essa técnica?

Vale destacarmos que tipo de vantagem essa técnica da escrita na água pode oferecer. Bem, em relação a outras formas de escrita, ela permite escrever em fluidos sem criar turbulência no meio. Seu aprimoramento – controlando a ativação e desativação da troca de íons – poderá criar linhas contínuas, fazer quebras entre as letras, apagar e corrigir o que foi escrito, e tornar a tinta “adesiva” sensível à luz UV para maior durabilidade.

Pense grande! Pode ser que, no futuro, essa técnica ganhe muitas possibilidades práticas e interessantes. Imagine poder escrever na água de piscinas e tanques, talvez numa situação de festa ou outros eventos especiais, como em pesquisas de escolas e faculdades. Seria possível fazer anotações em frascos de laboratórios, para um melhor acompanhamento da documentação; anotações em aquários públicos, com mensagens temporárias para os visitantes ou informações sobre os peixes e animais marinhos; um jeito criativo de fazer publicidade e marketing em eventos ao ar livre; escrita criativa para obras temporárias de artistas; marcação e efeitos visuais em pontos de apresentações de esportes aquáticos; e mais situações interessantes ara escrita em ambientes subaquáticos.

O que achou desta notícia e de todo o potencial dessa técnica descrita? Escreva suas sugestões de aplicações práticas na aba de comentários!

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Fontes: Olhar Digital.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Antes de falarmos sobre a Gasolina Carbono Neutro, recém-lançada pela Petrobras, nós, do Engenharia 360, gostaríamos de comentar sobre o mercado de carbono. Para quem não sabe, esse é um mecanismo fundamental na luta contra as mudanças climáticas e atingir as metas estabelecidas no Acordo de Paris, de 2015!

A razão dos governos investirem em gestão de mercado de carbono é para tentar compensar as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) por meio da negociação de créditos de carbono. Funciona assim: esses créditos vão representar a redução ou remoção de uma tonelada de dióxido de carbono equivalente (CO2) e podem ser adquiridos por empresas e países para compensar suas próprias emissões ou as de seus produtos. E é aí que entra a estatal brasileira!

Primeira Gasolina Carbono Neutro no Brasil
Imagem Agência Petrobras via Gazeta de Toledo

A Petrobras deu, recentemente, um passo significativo no sentido de lançar a Gasolina Petrobras Podium carbono neutro, a primeira gasolina brasileira a receber esse título. Sem contar que a empresa também adquiriu 175 mil créditos de carbono que foram gerados por meio de ações de preservação da Floresta Amazônica. Assim, ela se tornou a primeira empresa nacional a oferecer um combustível com emissões de GEE totalmente compensadas, reforçando seu compromisso com soluções de baixo carbono e produtos mais sustentáveis.

O mercado de carbono é fundamental nesse processo, pois permite a alocação eficiente de recursos para combater as mudanças climáticas, incentivando ações sustentáveis por parte das empresas.

O que significa dizer que a Gasolina Petrobras Podium é “carbono neutro”?

Na verdade, essa Gasolina Carbono Neutro já existe desde 2002, titulada como “combustível de alta performance”, por ter baixo teor de enxofre, maior octanagem de fábrica, reduzir a emissão dos gases de efeito estufa, e melhorar o desempenho dos veículos, contribuindo para sua eficiência em transporte.

Primeira Gasolina Carbono Neutro no Brasil
Imagem reproduzida de Petrobras

A nova Gasolina Carbono Neutro ou Gasolina Petrobras Podium recebeu esse rótulo, “carbono neutro”, justamente por esse esquema de compensação de emissões de gases de efeito estufa. Vale destacar que isso acontece durante o ciclo de vida do próprio combustível, através de ações de preservação e recuperação do meio ambiente. Essa ideia partiu da aplicação da metodologia de avaliação desse ciclo, em todas as suas etapas, desde a extração e produção das matérias-primas até o transporte, processamento, distribuição e uso final do combustível. A saber, os resultados dessa avaliação foram revisados por um painel de especialistas, garantindo sua confiabilidade.

Produção e venda da nova Gasolina Carbono Neutro

O fato é que a Petrobras quer mesmo ampliar seus investimentos em soluções de baixo carbono e oferecer produtos mais sustentáveis e eficientes.

A princípio, a produção da Gasolina Carbono Neutro acontece na Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, São Paulo, e logo estará disponível exclusivamente em postos selecionados da empresa nas principais cidades do país.

Primeira Gasolina Carbono Neutro no Brasil
Imagem divulgação Petrobras via Revista RPA News

Como as empresas podem compensar suas emissões de gases de efeito estufa por meio do mercado de carbono?

Então, a Petrobras começa com essa metodologia de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), que envolve mensurações de emissão em etapas, como citado antes. A saber, os dados são revisadas por especialistas da consultoria ACV Brasil.

No geral, as empresas podem compensar suas emissões de gases de efeito estufa por meio do mercado de carbono, voltando ao termo de mercado citado no início desse texto. Por exemplo, adquirindo créditos de carbono. No caso da Petrobras, essa compensação vem mesmo antes da venda do seu produto ao consumidor.

Depois de medir emissões, identificando fontes e quantidades, pode-se adotar medidas internas para reduzir suas emissões, como investir em eficiência energética ou energias renováveis. Só que, mesmo após essas reduções, se as emissões persistirem, as empresas podem comprar créditos de carbono.

São formas de obter créditos de carbono:

  • apoiar projetos ambientais e outros projetos de redução de emissões;
  • promover o reflorestamento;
  • e investir em energias limpas ou tecnologias de captura de carbono.

Na hora de comprar créditos de carbono, é necessário o investidor averiguar se esses créditos são de alta qualidade e verificados por padrões reconhecidos, como o Protocolo de Quioto ou o VCS (Verified Carbon Standard), para garantir a integridade ambiental dos mesmos. Depois será necessário formalizar a transação em comunicações corporativas e fazer o registro público dos créditos, como por meio do Registro de Créditos de Carbono da ONU, para garantir sua rastreabilidade e evitar a dupla contagem. Enfim, os créditos podem ser usados para compensar as emissões de carbono da sua empresa.

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Fontes: CNN Brasil.

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Engenharia 360

Redação 360

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Atualmente, a tecnologia “Tap-on-phone” está impactando a indústria de pagamentos no mundo. Especialmente a empresa Apple está investindo em uma inovação, que é o “Tap to Pay no iPhone”. E a boa notícia é que agora o sistema também passa a ser oferecido para o mercado brasileiro, permitindo que os comerciantes aceitem pagamentos sem contato, usando apenas seus iPhones. Saiba mais no texto a seguir, do Engenharia 360!

Qual é a diferença entre o Tap to Pay no iPhone e o Google Tap?

Muita gente já conhece a tecnologia Google Tap e logo passou a comparar o Tap to Pay no iPhone com ela, até porque ambas aceitam pagamentos sem contato de maneira eficiente. E não podemos nos esquecer de métodos ainda mais antigos, como o Apple Pay, cartões de crédito e débito sem contato, além de outras carteiras digitais, usando apenas um iPhone e um aplicativo correspondente.

A questão é que o Tap to Pay no iPhone parece oferecer mais vantagens através de uma série de recursos adicionais para os comerciantes.

Tap to Pay no iPhone
Imagem divulgação Apple, via Olhar Digital

Vantagens do Tap to Pay no iPhone

Para começar, eles podem validar cartões de pagamento e registrar compras sem efetuar uma cobrança, o que serve para adicionar cartões ao perfil dos clientes para futuros pagamentos ou para procurar compras anteriores, facilitando a emissão de reembolsos sem a necessidade de um recibo físico.

Além disso, o sistema permite a leitura e emissão de cartões de fidelidade, descontos e pontos habilitados para NFC na Apple Wallet. Isso pode ser feito de forma independente ou simultânea às transações de pagamento, e os comerciantes podem até convidar os clientes do Apple Pay a aderirem aos programas de fidelidade durante as transações.

Então, resumindo, não há necessidade de terminais de pagamento adicionais ou hardware extras, como máquinas físicas de cartão e despesas associadas. A experiência geral é mais fácil e segura. E os dados dos clientes são mais bem protegidos, permitindo a leitura de cartões de fidelidade. Ademais, transações sendo criptografadas e processadas por meio do Secure Element, garantindo que a Apple não tenha acesso às informações sobre as compras ou a identidade dos compradores.

Integração do Tap to Pay no iPhone

Vale o esclarecimento de algumas questões. Para que houvesse a integração o Tap to Pay no iPhone, dentro de sua lista de aplicativos, foi necessária a conexão com um provedor de serviços de pagamento (PSP) compatível. Tal integração envolveu o uso da API do PSP no aplicativo e a conformidade com as Diretrizes de Interface Humana da Apple. Após a integração, o aplicativo pôde ser submetido para revisão e, uma vez aprovado, está pronto para ser ofertado aos comerciantes.

Tap to Pay no iPhone
Imagem divulgação Apple

Como os comerciantes no Brasil podem usar o Tap to Pay no iPhone?

O Tap to Pay no iPhone é, agora, a terceira em participação de mercado de smartphones no Brasil, o que sugere um contexto importante para a introdução desse recurso no país.

Então, para os comerciantes brasileiros usarem o sistema, basta apenas um iPhone e o aplicativo correspondente. É preciso validar cartões de pagamento, ler e emitir cartões de fidelidade e integrar o Tap to Pay no iPhone por meio de um provedor de serviços de pagamento (PSP) compatível.

A adoção dessa forma de pagamento está em crescimento, sendo uma tendência em ascensão em vários países. Algumas pesquisas indicam que, no primeiro trimestre de 2023, quase 50% de compras presenciais feitas em cartão no Brasil já são via pagamento sem contato, só por aproximação. Por aqui, várias empresas parceiras estão envolvidas na implementação do Tap to Pay no iPhone, incluindo a CloudWalk, Granito, Nubank, Stone e SumUp. E diferentes PSPs oferecem suporte a essa tecnologia em diferentes regiões.

A saber, o Tap to Pay no iPhone está disponível em diversos países, incluindo: além do Brasil, Estados Unidos, Taiwan, Austrália, Reino Unido e Holanda.

Então, o que achou da novidade da Apple? Certamente o Tap to Pay no iPhone é um avanço tecnológico importante no setor de pagamentos

Essa tecnologia representa um avanço importante no setor de pagamentos, à medida que os pagamentos se tornam cada vez mais digitais. Essa talvez seja a solução atual mais versátil e segura para comerciantes em várias partes do mundo.

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Fontes: The Brazilian Report, Apple.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

O Engenharia 360 começa este texto destacando como a frota de veículos no Brasil atualmente é substancial. São, no início da década de 2020, aproximadamente 45 milhões de carros e 18 milhões de motocicletas. Isso representa um carro para cada quatro habitantes e uma moto para cada 11 pessoas. E essa realidade conturbada é o tema da Engenharia de Mobilidade.

Quer dizer que a nossa sociedade precisa de profissionais qualificados para lidar com os desafios urgentes da mobilidade urbana, apresentando soluções para a infraestrutura de transporte. E agora, com a volta do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), pelo Governo Federal, esse tema está ainda mais em alta. Continue lendo para saber mais sobre Engenharia de Mobilidade!

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Imagem de vecstock em Freepik

Quais são os conteúdos básicos e profissionalizantes em um curso de Engenharia de Mobilidade?

A saber, hoje em dia, no cenário educacional brasileiro, existe, por exemplo, o Bacharelado em Engenharia de Mobilidade. Uma instituição que oferece o curso é a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Joinville. E o mesmo tem duração de três a cinco anos.

São algumas disciplinas comuns no currículo do curso de Engenharia de Mobilidade:

  • Termodinâmica,
  • Desenho Aplicado,
  • Estatística,
  • Economia,
  • Química, Física e Matemática,
  • Mecânica dos Sólidos, Eletricidade Aplicada,
  • Fenômenos de Transporte e Mobilidade Urbana,
  • Fundamentos em Engenharia da Mobilidade,
  • Gestão de Projetos em Transporte,
  • Sustentabilidade,
  • Operação e Manutenção em Sistemas de Transportes,
  • Etc.

As obrigações acadêmicas em um curso de Engenharia de Mobilidade incluem a realização de um trabalho de conclusão de curso (TCC) e um estágio supervisionado com pelo menos 160 horas.

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O que faz um Engenheiro de Mobilidade e onde ele pode atuar?

Quando o engenheiro de mobilidade chega no mercado de trabalho, ele segue atuando em projetos de infraestrutura rodoviária, aérea e portuária, com foco na otimização do transporte urbano.

O engenheiro de mobilidade é o profissional mais qualificado para traçar estratégias para a eficiência dos fluxos de mobilidade para pessoas ou materiais, levando em consideração questões logísticas, econômicas, sociais e de qualidade de vida. Ele deve, portanto, projetar, operar e otimizar sistemas de transporte com foco na qualidade de vida nas cidades.

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Imagem de Freepik

Pensando em termos de Brasil, é claro que podemos concluir que essa profissão encontra um campo promissor, devido às crescentes necessidades, como de construção de novas estradas, monitoramento ferroviário, sinalização de tráfego, operação de veículos, etc. Só que, ao mesmo tempo, o engenheiro encontrará no mercado tanto oportunidades quanto desafios – sobretudo econômicos, sociais e ambientais críticos.

Existe um compromisso dos engenheiros de mobilidade trabalharem em prol de soluções para também impulsionarem a economia. Ao mesmo tempo, garantir um transporte mais acessível e seguro, considerando a inclusão social. No mais, reduzir congestionamentos, poluição e acidentes, contribuindo para ambientes urbanos mais saudáveis e sustentáveis.

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Onde um Engenheiro de Mobilidade pode encontrar oportunidades de trabalho?

No fim das contas, Engenharia de Mobilidade faz parte da trajetória evolutiva da construção civil, da indústria automotiva, e mais. Um profissional formado nessa área pode encontrar oportunidade de trabalho em:

Órgãos Públicos

Trabalhando em prefeituras, agências de transporte e entidades regulatórias para planejar e gerenciar sistemas de transporte público, desenvolver políticas de mobilidade e fiscalizar a infraestrutura de transporte.

Empresas Privadas

Atuando em empresas de consultoria em mobilidade, empresas de construção civil, fabricantes de veículos e fornecedores de sistemas de transporte, contribuindo para projetos de infraestrutura e soluções de mobilidade.

Educação

Lecionando em instituições de ensino superior e oferecendo treinamentos relacionados à engenharia de mobilidade.

Pesquisa e Desenvolvimento

Participando de pesquisas e projetos de inovação na área de mobilidade, desenvolvendo novas tecnologias e soluções para melhorar o transporte.

Setor Público e Planejamento Urbano

Trabalhando em órgãos governamentais e planejando o desenvolvimento de cidades, incluindo a elaboração de planos diretores de mobilidade e políticas de transporte.

Operações de Transporte

Gerenciando operações de transporte em diferentes modos, como rodoviário, ferroviário, aéreo ou portuário, para garantir a eficiência e a segurança do sistema.

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Fontes: Quero Bolsa.

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