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Bio Arquitetura: entenda o seu conceito e como ele tem influenciado o planejamento de espaços urbanos

por Simone Tagliani | 18/05/2021

Espaços urbanos bem planejados, inspirados na natureza, oferecem melhor qualidade para os seus usuários, fora que impactam menos o meio ambiente. Saiba+!

Cidades são como organismos vivos; e, no dia a dia, nós nos relacionamos com estes espaços urbanos de modos e intensidades diferentes!

Gerenciar os seus sistemas e o que faz tudo isso funcionar não é tarefa fácil! Existem diversos problemas a serem superados! Contudo, podemos nos inspirar até na própria natureza divina para encontrar ideias de como construir cidades melhores e mais sustentáveis!

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Este conceito está justamente ligado ao que propõe a Bio Arquitetura ou Bio Urbanismo – pensando numa alteração nos padrões atuais de consumo e avaliação do ciclo de vida dos insumos e recursos utilizados na cadeia da Construção Civil. A ideia é deixar um cenário mais promissor para as futuras gerações!

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Imagem extraída de Mobuss Construção

Qual o significado do conceito de Biofilia?

Infelizmente, o Brasil vive hoje um dos períodos de maior crise. Os problemas causados pela política têm impactado não só a natureza, mas as relações entre pessoas e o resgate dos valores essenciais para tornar o país melhor. Boa parte da população vive em grandes centros urbanos. Contudo, esses espaços urbanos apresentam graves problemas de construção e manutenção – que tem impactado seriamente na saúde física e mental das pessoas.

Em todo mundo, há um consenso de que nunca se teve tanto a necessidade de um maior contato com a natureza – e o respeito maior para com ela. A Biofilia trata justamente dessa ideia de ‘como precisamos e podemos interagir e nos relacionar com a natureza’. Claro que percebemos que esta realidade está longe de ser alcançada, visto que há uma dicotomia tradicional entre meio urbano e o meio rural!

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Imagem extraída de Namu

Como devem ser os novos espaços urbanos?

Tudo que estamos vivenciando no presente momento só é mais um lembrete de que existe uma necessidade urgente de mudança de paradigma com relação à forma como planejamos e construímos as nossas cidades e lidamos com a natureza. Para saber como devem ser as nossas ações daqui para adiante, teríamos que responder às seguintes questões: 

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  • Qual o potencial das nossas paisagens naturais e construídas? E como tirar o melhor proveito disso?
  • O que precisaríamos fazer para criar espaços urbanos mais adaptáveis, resistentes e eficientes?
  • Como os projetos de Arquitetura e Urbanismo podem tornar as cidades mais habitáveis, oferecendo melhor qualidade de vida para os seus habitantes?
  • Como usufruir melhor da economia verde?
  • O que fazer para transformar os planos diretores existentes em planos diretores verdes?
  • E como os sistemas gestores podem garantir melhor os direitos oferecidos pelos governos e pela natureza, promovendo um ambiente mais igualitário e sustentável?
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Imagem extraída de Arquitetura 101

A Biofilia na Arquitetura

Atualmente, o termo Biofilia tem sido bastante utilizado na defesa de estratégias de Projetos de Arquitetura que propõe a reconexão das pessoas com o ambiente natural através de um Design Biofílico. Contudo, a primeira vez que alguém realmente ouviu falar disso foi com o ecólogo americano Edward O. Wilson, em seu livro publicado no ano de 1984.

A saber, ‘Bio’ significa ‘vida’ e ‘Philia’ significa ‘amor ou satisfação’; já a junção significaria ‘amor pela vida’!

Já o analista alemão Erich Fromm descreve a Biofilia como “alimentação citológica de atração por tudo àquilo que é vivo e vital”. Pensando ainda na obra de Edward, poderíamos dizer que a Arquitetura Biofílica estaria voltada às pessoas que sentem essa falta de ligação emocional genética com a natureza – algo que sempre esteve presente em quase toda a história humana e que agora, na contemporaneidade, se perdeu.

Hoje, grande parte das pessoas vivem nas cidades, em um território limitado, com poucas áreas arborizadas e alta densidade de população. Em contrapartida, os pesquisadores têm estudado mais a natureza para entender todo o seu potencial. E os planejadores urbanos têm incentivado que os políticos aceitem a criação de mais áreas de praças, parques e outros tipos de cinturões em verdes, para melhorar a condição das cidades e do planeta, combatendo o Aquecimento Global com a redução das ilhas de calor urbanas

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Imagem extraída de Arquitetura e Construção

A Biomimétrica

A Biomimétrica é um processo integrado com a biotecnologia e que é utilizado na Arquitetura e no Design Urbano para o desenvolvimento de elementos e sistemas para construções civis com base naquilo que é encontrado no mundo natural. Pode-se dizer que é uma espécie de imitação da ciência da vida! Por exemplo, as casas construídas por cupins, as estruturas montadas por lagartas, as redes tecidas por aranhas, e mais. Sim, toda essa genialidade pode servir de inspiração para os projetos humanos!

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Imagem extraída de Archdaily
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Imagem extraída de Archdaily

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A Biofilia no Urbanismo

Precisamos destacar que a Biofilia é entendida pela Arquitetura não apenas como uma ferramenta, mais uma enorme fonte de conhecimento e de inspiração, abrindo caminho para um novo campo também no Urbanismo, o Bio Urbanismo.

Agora passamos a olhar de novo para o passado e entender o que é crucial para manter a qualidade de vida nas cidades – ou seja, como tornar o habitat humano mais habitável?!

Não era necessário dizer para os nossos antepassados que era preciso ter árvores e flores em seu jardim. Eles sabiam que isso era importante para que a biodiversidade local fosse alimentada. Naquele tempo, as cidades também tinham mais terrenos desocupados e as construções em geral eram feitas de materiais e em sistemas menos impactantes para a natureza. Mas hoje os urbanistas tentam entender como o que fazer para conscientizar as pessoas de que não podemos sobreviver simplesmente estando em meio a paredões de concreto e de como explorar a interseção entre as cidades e o mundo natural ao redor.

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Imagem extraída de Arquiteto Leandro Amaral

É claro que o Bio Urbanismo não pode ser pensado de modo isolado. Ele precisa estar alinhado ou ser um complemento da Arquitetura Verde, pensando desde o início para diminuir o impacto ambiental do mundo construído. Deve analisar as experiências pessoais, sociais e culturais das pessoas nos espaços urbanos em que elas vivem. Seus projetos ajudam a reforçar o contato perpétuo de todos com a natureza, propondo mais inclusão de espaços verdes integrados a soluções de design inteligente – que promovam o convívio social de pessoas em torno desta natureza. E, neste caso, cada construção é única, respeita e ajuda o meio ambiente!

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Imagem extraída de Archdaily

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Conclusão 

Nos últimos anos, nós, aqui no Brasil, temos vivido uma realidade muito triste – uma violência sem precedentes, muita poluição e degradação do meio ambiente, e um enorme desrespeito entre os cidadãos! Precisamos urgentemente retomar o vínculo com certos valores perdidos! E devemos nos unir na luta para salvar o único habitat que temos, a Terra!

Pois a Biofilia é um caminho para as cidades coexistirem com a natureza em perfeita harmonia! 

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Imagem extraída de Archtrends Portobello

Digamos que, portanto, a nova Arquitetura ou Arquitetura do Futuro precisa revolucionar a maneira como construímos os espaços urbanos, preservando e recuperando a natureza; mesclando melhoras as suas tecnologias com ecologia; investindo em planejamentos e projetos integrados; criando mais modelos de edifícios combinando arte e natureza. Mas é claro que isso só será possível através de uma educação ambiental melhor aplicada em todo o país! 

Comece você este movimento! Em sua casa, crie alguns símbolos do ambiente natural para educar as suas crianças! E coloque nas suas redes sociais mensagens curtas lembrando a sociedade da importância de se estar mais em contato com o meio ambiente, da ciência dos seus problemas e participação nas ações para a sua melhoria e preservação!

“Preservar o meio ambiente não é uma questão de “gostar ou não de natureza”, mas sim de sobrevivência e busca de equilíbrio com o planeta. Se não salvarmos espécies e ambientes, talvez não possamos salvar nós mesmos. Dependemos mais da natureza do que podemos imaginar.” – citação em reportagem de eCycle.

Compartilhe esse texto com pessoas que possam realmente ficar tocadas por esta mensagem!

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Fontes: ArchDaily, ArchDaily 2, Sustentarqui, Ecycle, Marcelo Vassalo.

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Simone Tagliani

Graduada em Arquitetura & Urbanismo e Letras; especialista em Artes Visuais; estudante de Jornalismo Digital e proprietária da empresa Visual Ideias - Redação, Edição e Produção de Conteúdos.