Engenharia 360

Afinal, quantos níveis de automação existem para veículos?

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por Redação 360
| 31/08/2022 | Atualizado em 05/10/2022 3 min

Afinal, quantos níveis de automação existem para veículos?

por Redação 360 | 31/08/2022 | Atualizado em 05/10/2022
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Sim, carros já podem andar sozinhos, sem motoristas! As montadoras ao redor do mundo estão muito focadas nessa possibilidade, já disponibilizando essa tecnologia nos seus modelos de ponta – embora digam que uma direção 100% autônoma realmente não seja possível no momento. E por quê? Bem, seria para permitir que os usuários dos seus automóveis possam ser liberados da tarefa de dirigir, podendo utilizar o tempo de trajeto para descansar, realizar trabalhos, estudar e mais. E você, abriria mão do prazer de dirigir?

Os 6 níveis de automação de veículos

Antes de tudo, é preciso esclarecer que o serviço de automação de veículos faz parte da tarefa de engenharia de direção dinâmica (DDT), padronizada pela Sociedade de Engenheiros Automotivos (SAE). Por meio dela, foram definidas e detalhadas os níveis de condução de automação, que vão de zero a cinco, de acordo com a dependência de um motorista para o carro. Veja a seguir!

Nível Zero

Neste nível não existe automação de condução. Ou seja, nesse caso, o veículo seria totalmente dependente de um motorista para dar a partida ou ligar e monitorar constantemente os seus sistemas.

Nível Um

Agora, neste nível, o usuário percebe um compartilhamento com a máquina de recursos de direção ou freio/aceleração. O motorista tem à disposição o assistente de centralização da pista e o assistente de controle de velocidade, para manter o veículo na faixa certa e a uma distância segura do tráfego ao redor. Mesmo assim, ainda é preciso se manter atento!

veículos autônomos
Imagem reproduzida de AutoPapo

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Nível Dois

Os assistentes que citamos antes, de velocidade e centralização da pista, são mantidos ligados ao mesmo tempo neste nível de automação, tendo o veículo um sistema de assistência à direção (ADAS) avançado, que, dependendo da situação, pode assumir a direção, aceleração e frenagem em cenários específicos. Mas o motorista ainda precisaria manter as mãos ao volante, orientando o sistema, acelerando e freando ativamente o veículo ao viajar em rodovias.

veículos autônomos
Imagem reproduzida de AutoPapo

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Nível Três

Este nível de automação é chamado de ‘condução condicional’. Neste caso, o sistema do veículo, com base em tecnologia de inteligência artificial, toma as decisões a depender da situação de direção apresentada ao redor. O motorista não precisa supervisionar nada, ficando mesmo liberado para realizar outras atividades que quiser. Mas sua presença e atenção ainda é bem-vinda, sobretudo em uma situação de risco ou falha do sistema, podendo assumir o controle no momento exato.

Nível Quatro

Este nível já é praticamente desconhecido pela maioria das pessoas. Trata-se de uma alta automação de condução – uma condição ideal para táxis e serviços de transporte público, por exemplo -, algo que só veremos disponível na maior parte da produção automotiva no futuro. Neste caso, o veículo poderia carregar humanos sem motorista. Mas ainda haveria algumas restrições, sendo a condução totalmente autônoma só ativada em determinadas condições.

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Imagem reproduzida de Pplware – SAPO

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Nível Cinco

Por fim, temos a automação de direção completa. O veículo se dirige sozinho para qualquer lugar e em todas as condições, sem ser limitado por nenhuma situação de via ou afetado por qualquer clima. O motorista só precisa informar para qual destino quer ir. E, sim, também é possível interagir com o sistema durante o trajeto por comando de voz. Um cenário bem de filme de ficção científica, não é mesmo? O que acha? Escreva nos comentários!

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Resumindo, do nível zero a dois de automação de veículo, o motorista precisa se manter ativo e engajado, ficando responsável pela operação do automóvel, supervisionando sua tecnologia constantemente e assumindo o controle sempre que necessário. Já do nível 3 a 5, a tecnologia de inteligência consegue assumir bem o controle, precisando cada vez menos de supervisão humana.


Fontes: Olhar Digital.

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