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Espuma de grafeno: evento no Rio apresenta material que pode minimizar desastres ambientais

por Redação 360 | 01/02/2022

Recentemente, nós, do Engenharia 360, revelamos muitas novidades apresentadas na Rio Innovation Week, que ocorreu neste início de ano na cidade do Rio de Janeiro. Mas deixamos de fora uma importante informação que só na última semana é que ganhou destaque na mídia. É que, com a presença do Ministro Marcos Pontes, representando o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil, foi apresentada às autoridades presentes no momento – entre pessoas de universidades públicas e outros centros de pesquisa do país – algo que pode mudar o cenário da ciência nacional, que é um tipo de espuma de grafeno.

ciência com grafeno
Imagem reproduzida de Voz de Brasília

Sobre a espuma de grafeno

Então, esta espuma de grafeno apresentada foi desenvolvida pelo programa de pós-graduação em Engenharia de Processos e Tecnologia da Universidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Tal pesquisa só foi possível graças ao CNPQ e Fundo de pesquisa do estado.

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Sim, gente! É o poder da ciência brasileira quando ela recebe financiamento suficiente! Infelizmente, a mesma ciência que tantas vezes é desacreditada e que tem seus recursos limitados – o porquê, não sabemos!

Mas, continuando, o objetivo dos cientistas era desenvolver espumas hidrofóbicas. Bem, parece que deu certo! A ideia é que o produto resultante possa ajudar na limpeza de mares, lagos e rios poluídos. Mas ele ainda está em fase de testes para poder ser produzido em escala comercial. Antes disso, existem diversas outras utilizações do mesmo mineral que podemos destacar!

ciência com grafeno
Imagem reproduzida de Diário do Porto

O uso do grafeno em outras possibilidades

Nos últimos anos, essa história de fazer uso de grafeno tem ganhado bastante destaque e incentivo nas pesquisas científicas brasileiras. Mas por quê? Bom, por exemplo, porque o material pode ser utilizado para possibilitar a fabricação de baterias de sódio. Mas há muito mais possibilidades. Leia sobre isso nestes textos já produzidos pelo 360:

Espuma de grafeno, na prática

É importante deixar claro que a espuma de grafeno para limpeza de água não é uma tecnologia inventada pelos brasileiros, assim como as vacinas para covid e mais – tanto que há uma versão muito conhecida que foi desenvolvida pelo MIT, nos Estados Unidos. Só que esta pesquisa de Caxias do Sul fez surgir uma nova solução, uma receita nacional e voltada para os problemas de poluição enfrentados aqui em nosso território. O importante agora é explicar para que tudo isso serve, de modo a inspirar diversos engenheiros pelo mundo!

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Pois bem, por exemplo, em caso de derramamento de petróleo seria possível utilizar esta espuma – que é feita de poliuretano revestido com grafeno, um material leve, forte e mais resistente – para coletar essa substância oleosa dos oceanos. A coisa toda acontece assim: há uma ação hidrofóbica que faz alterar as características da própria espuma, que faz tudo captar somente óleo e repelir água.

“Por ter um elevado volume de espaços vazios no seu interior e ser leve, a capacidade de sorção da espuma é elevada, podendo absorver uma quantidade superior aos sorventes convencionais.” – engenheira química Bruna Rossi Fenner, em reportagem do Governo Federal.

ciência com grafeno
Imagem reproduzida de Olhar Digital
ciência com grafeno
Imagem reproduzida de Governo Federal

A saber, depois de cem ciclos, a espuma com grafeno ainda teria perda mínima de capacidade de sorção. Além disso, ela deixaria o óleo coletado em boas condições para ser reutilizado. Por isso, sim, trata-se de uma solução sustentável!

Pense em como tecnologias desse tipo poderiam beneficiar o meio ambiente, um setor que tanto estamos pecando ultimamente!

Enfim, reforçamos, a mensagem de como a ciência é importante! Ela é que pode preservar a Amazônia; ajudar a encontrar substitutos para os combustíveis fósseis; contribuir para amenizar a crise hídrica, elétrica e sanitária que enfrentamos; fazer as pessoas voltarem a andar… Não podemos desistir da ciência brasileira, por favor! As respostas dessas pesquisas impactam nossa natureza, sociedade e economia!


Fontes: Capes – Governo Federal, Mais Conhecer.

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