Engenharia 360

ESCOLHA A ENGENHARIA
DO SEU INTERESSE

Digite sua Busca

Biotecnologia: bactérias podem produzir grafeno

Engenharia 360

2 min

POR Kamila Jessie 14/08/2019

A gente já comentou por aqui sobre como o grafeno vem revolucionando a indústria, da perspectiva dos materiais. Mas a demanda por esse insumo implica a busca por diferentes formas de produção dele, correto? E em um contexto em que biotecnologia se apresenta como um excelente recurso, de forma ousada, a engenharia recorreu às bactérias para a produção de grafeno!

bactérias grafeno
Imagem: onlinelibrary.wiley.com

O desafio da produção de grafeno em larga escala:

O grafeno é um nanomaterial de grande interesse na engenharia devido à sua alta capacidade de conduzir eletricidade, bem como a sua extraordinária força mecânica e flexibilidade. No entanto, o grande obstáculo em adotá-lo para aplicações cotidianas é a sua produção em grande escala, mantendo suas propriedades surpreendentes.

Uma equipe de pesquisadores em nanociência, liderados pela bióloga Dra. Meyer, descreveu seu método para produzir materiais de grafeno usando uma nova técnica: misturar grafite oxidada com… Bactérias! Segundo a equipe, a metodologia constitui uma maneira mais eficiente em termos de custo, economia de tempo e respeito ao meio ambiente, ao ser comparada com os métodos químicos de produção do grafeno.

grafeno bacterias
Imagem: phys.org

Produção biológica do grafeno:

A fim de produzir maiores quantidades de materiais de grafeno, a bióloga Meyer e seus colegas começaram com um mero frasco de grafite. Eles esfoliaram o grafite – derramando as camadas de material – para produzir o óxido de grafeno, que eles então misturaram com a bactéria Shewanella. Eles deixam o béquer de bactérias e materiais precursores repousar durante a noite, período em que as bactérias reduziram o óxido de grafite a um material de grafeno.

As bactérias removeram os grupos de oxigênio do material, transformando-o em condutível para eletricidade. Basicamente, fizeram o trabalho.

Aplicações para o grafeno produzido por bactérias:

O material de grafeno produzido por bactérias criado no laboratório de Meyer é condutor e também é mais fino e mais estável do que o grafeno produzido quimicamente. Além disso, ele pode ser armazenado por períodos mais longos.

Essas propriedades tornam o grafeno produzido biologicamente adequado para uma variedade de aplicações, incluindo biossensores de transistores de efeito de campo (FET) e tinta condutora. Os biossensores FET são dispositivos que detectam moléculas biológicas e poderiam ser usados para realizar, por exemplo, monitoramento de glicose em tempo real para diabéticos. Legal, né?

Imagem: graphenea.com

O artigo original está disponível na ChemPubSociety Europe e comentários dos autores podem ser consultados no Phys.org.

Biotecnologia
Grafeno
produção biológica de grafeno

Kamila Jessie

Doutoranda em Hidráulica e Saneamento na USP, formada em Engenheira Ambiental e Sanitária, sonhadora em tempo integral, amante de ciências e inventividades.

mais
Engenharia 360 Engenharia 360

VEJA TAMBÉM

6 Resultados
Sensor instalado em veículo em movimento consegue detectar objetos enterrados
Supercongelamento permite preservar tecido humano por mais tempo e pode facilitar a doação de órgãos
Pesquisadores estudam novas formas de carbono tão resistentes quanto diamante
Parques eólicos no oceano: saiba mais sobre a tecnologia offshore
Cientistas desenvolvem dispositivo que pode manipular células cerebrais pelo celular
Embalagem eco-friendly de games reduz uso de plástico
Podcast 360
Ouça ou baixe podcasts
exclusivos da engenharia
Ver Todos

RECOMENDAMOS PARA VOCÊ

6 Resultados