Engenharia 360

Engenheiros criam tecnologia eletrônica flexível

Engenharia 360
por Larissa Fereguetti
| 26/08/2019 | Atualizado em 16/06/2022 2 min

Engenheiros criam tecnologia eletrônica flexível

por Larissa Fereguetti | 26/08/2019 | Atualizado em 16/06/2022
Engenharia 360

Alguns engenheiros da Iowa State University e do Ames
Laboratory parecem ter empolgado um pouco com a pesquisa, já que eles saíram
imprimindo traços eletrônicos por toda parte, de pétalas de rosas até em
gelatina. A empolgação foi tanta que eles criaram até uma galeria para mostrar
o trabalho, que virou arte.

Na verdade, são todas aplicações da tecnologia de metal sob
refrigeração desenvolvida pelo grupo de pesquisa. Tal tecnologia apresenta
metal líquido (uma liga de bismuto, índio e estanho) aprisionado abaixo do seu
ponto de fusão em camadas de óxido polido, criando partículas com cerca de 10
milionésimos de diâmetro. Sob pressão mecânica ou dissolução química, essas
camadas são quebradas e o metal flui e solidifica, criando uma solda e
imprimindo linhas condutoras e traços em todo tipo de material.
eletrônica flexível | tecnologia
Imagem: eurekalert.org

Um dos pontos interessantes da pesquisa é que ela começou como
um exercício em sala de aula na turma de graduação. Um dos pesquisadores achou
que seria interessante fazer com que os alunos fizessem o experimento. Ele
ressalta, ainda, que é uma ferramenta de ensino benéfica, ainda mais que não é
preciso resolver equações para fazer essa ciência sofisticada. É assim que os
alunos aprendem algumas ferramentas e começam a resolver alguns dos desafios da
eletrônica flexível.

Ao longo do tempo, as ideias foram florescendo e eles não pararam mais. Os pesquisadores aprenderam a fazer traços de metal em tudo. Os experimentos destacam a versatilidade dessa nova abordagem, permitindo que vários produtos sejam fabricados sem danificar o material base no qual as linhas metálicas são impressas.

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eletrônica flexível
Imagem: news.iastate.edu

Atualmente, participam professores, alunos, ex-alunos de graduação e estudantes de pós-graduação em Engenharias e áreas correlatas. O projeto contou com apoio de fundos de startups universitárias para o desenvolvimento da pesquisa, além de bolsas de pesquisas em inovação da National Science Foundation.


Fontes: Phys.org; Science Daily.

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Larissa Fereguetti

Engenheira, com mestrado e doutorado. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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