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Robô inspirando em água-viva pode ter aplicações ambientais

por Kamila Jessie | 28/08/2019
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Um robô macio não conectado, de poucos milímetros de tamanho, inspirado em uma água-viva (Scyphomedusae ephyra), e que pode realizar funções como o transporte de objetos e escavação de buracos, foi descrito na Nature Communications. Como a gente adora novidades em robótica, resolvemos contar um pouco aqui. Basicamente, o estudo mostrou que o robô pode manipular a água que flui ao redor de seu corpo para completar uma série de tarefas. Olha só:

água-viva
Imagem: nature.com

Robôs que podem nadar:

Apesar da existência de projetos robóticos em miniatura que têm a capacidade de nadar, funcionalidades avançadas, como a manipulação mais elaborada de objetos, são desafiadoras à medida que o tamanho do robô diminui. Isso ocorre devido a limitações no tamanho dos componentes internos. Nos universos de aplicação da engenharia, essa migração de escala é muito importante, tornando as tecnologias mais palpáveis ou permitindo inseri-las em universos que a gente não é capaz de enxergar. No caso de robôs capazes de nadar, é possível dizer que são promissores em aplicações biomédicas e ambientais. Você pode encontrar um pouco sobre materiais ativos acionados pela água aqui.

Redução do tamanho da água-viva robótica:

Nesse cenário de demanda, pesquisadores do Physical Intelligence Department, Max Planck Institute for Intelligent Systems, na Alemanha, projetaram e construíram um robô de alguns milímetros de tamanho. Ele foi feito conectando-se um núcleo de elastômero composto magnético (com um diâmetro de 3mm) a oito abas dobráveis.

água-viva robô
Imagem: nature.com

Após a aplicação de um campo magnético oscilante, essas anas se contraem e se recuperam como uma água-viva nadadora. Além de nadar, seu robô semelhante a uma água-viva pode transportar seletivamente esferas de tamanhos diferentes para imitar a captura de alimentos, escavar contas finas para escapar de “predadores” ou objetos-alvo, misturar diferentes fluidos e gerar um caminho químico.

água-viva
Imagem: nature.com

Os autores do trabalho argumentam que seu design robótico também poderia ser usado como um sistema modelo para ajudar a entender como as mudanças no ambiente impactam a sobrevivência da água-viva ephyra, que o inspirou.

Fonte: Nature Asia.

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Kamila Jessie

Engenheira ambiental e sanitarista, MSc. e atualmente doutoranda em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo. http://orcid.org/0000-0002-6881-4217

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