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Pesquisa aponta que brasileiros querem menos carros. Qual a oportunidade para engenheiros nisso?

por Clara Ribeiro | 21/10/2016
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A mobilidade urbana é, sem sombra de dúvidas, um dos problemas mais graves das grandes cidades. Aqui no Brasil temos visto algumas tentativas de diminuir a quantidade de carros em trânsito e a lentidão do tráfego, assim como a redução do número de acidentes.
Muitas dessas alternativas não são vistas com bons olhos por parte da população, que as enxerga como medidas inexatas de se construir um trânsito melhor e imagina que tirar os veículos irá prejudicar suas vidas. Acontece que as metrópoles têm sofrido muito com o enorme número de carros particulares nas ruas, avenidas e rodovias, e uma parcela da sociedade está enxergando isso.
Uma prova disso é a pesquisa encomendada pelo Greenpeace ao Instituto Datafolha, que conclui que 74% dos brasileiros são a favor de ações que reduzam o espaço dos carros particulares nas ruas, caso o motivo seja implantar novas medidas de locomoção no mesmo local, como ciclofaixas, corredores de ônibus e calçadas para pedestres.

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Foto: Campanha “Respeite! Um carro a menos”


2.098 pessoas, com 16 anos ou mais, residentes de 132 municípios do Brasil foram entrevistadas. Elas responderam questões sobre medidas de desestímulo ao uso do carro, como redução do número de vagas de estacionamento nas vias, das faixas de rolamento e o fechamento de ruas para automóveis.
O fechamento de ruas para carros foi a pergunta que obteve maior número de votos contra: 36% a favor, 52% não gostariam que a medida fosse adotada, e os demais, indiferentes (8%) ou não responderam (3%).
Primeiro perguntamos para as pessoas o que elas achavam de cada uma dessas três medidas e em seguida perguntamos para as pessoas se, [por meio] dessas medidas de redução, fosse dado espaço para esses outros meios de transporte, se ela era contra ou a favor. A diferença é que a primeira vez perguntamos só com a medida em si. Mas quando explicamos que isso vai ser usado para dar espaço para outros modos de transporte, as pessoas são a favor”, explicou Vitor Leal, da campanha de Mobilidade Urbana do Greenpeace.
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Foto: Oswaldo Corneti/ Fotos Públicas


Para ele, as pessoas enxergam inicialmente a retirada do espaço para carros como uma perda, mas depois, começam a visualizar melhor o benefício, pois esse mesmo espaço será utilizado para fins muito proveitosos. O meio de transporte mais visado pelos entrevistados é o ônibus, que obteve 52% dos adeptos.
E isso foi uma grande surpresa para o Greenpeace: “São dados importantes para vermos que há uma valorização do transporte público e aí entendemos que o poder público não está respondendo adequadamente a isso, porque boa parte dos investimentos vai para espaços para o automóvel”, disse Leal.


Essa é uma discussão longa e que merece bastante atenção dos governantes e da população, duas partes que precisam manter um diálogo frequente para que a situações melhore.

Engenharia de Transportes

Tantos problemas de mobilidade faz com que o mercado de trabalho requisite profissionais qualificados, sobretudo engenheiros. Quem ainda está pensando ingressar em um curso, saiba que há um bem específico chamado Engenharia de Transportes – falamos tudo sobre ele neste post aqui.
Outro profissional que pode trabalhar com transporte urbano, de pessoas e veículos, é o de Engenharia Civil, mas que tenha boa ênfase em transportes. Nossas dicas de faculdades são: UFPR, COPPE-UFRJ, UFRGS e USP. Há ainda o curso “Engenharia de Mobilidade”, disponível na UFSC.
Fonte: Agência Brasil

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Clara Ribeiro

Jornalista especializada em arquitetura e engenharia. Ávida consumidora de informação; viciada em produzir conteúdo; amante das letras, das artes e da ciência.

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