Sabemos que todo grande projeto, antes de ser executado, precisa ter um orçamento pré-estabelecido. A construção civil, por exemplo, pode contar com o BDI (Benefícios e Despesas Indiretas). Esse é um índice que desempenha o papel de definição de custos indiretos das obras, visando as margens de lucro (possíveis) adequadas para crescimento e continuidade no mercado das empresas de engenharia.

Vale destacar que o cálculo desse índice ajuda a esclarecer questões como preço de venda de um empreendimento, com todas as suas despesas asseguradas. Mas isso não é fixo, variando de acordo com o tipo de obra executada, empresa gestora e características de projeto. Saiba mais sobre o assunto no artigo a seguir, do Engenharia 360!

BDI na construção civil
Imagem de Josue Isai Ramos Figueroa em Unsplash

A importância do BDI no orçamento de obras

O cálculo do BDI é crucial em trabalhos de construção civil. Explicamos: se um orçamento de obras é mal calculado, ele pode deixar o serviço com um preço muito elevado, tornando a empreitada inviável na visão dos clientes – ou pior, ficando baixo e resultando em prejuízos. Por isso, sua definição deve ser precisa, considerando diversas variáveis importantes e específicas do projeto.

A saber, índices como o BDI são fundamentais na etapa de elaboração do orçamento de obras de construção civil, pois fornecem uma metodologia confiável para determinação de custos.

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Aprenda a calcular orçamento de pilares de forma eficaz

Os custos abrangidos pelo BDI

Com a definição do BDI, as empresas de engenharia podem ter uma noção de qual será o custo total das obras. Como explicado antes, esse índice permite gerar um percentual dos custos indiretos.

BDI na construção civil
Imagem reproduzida de O Orcamentista

Na verdade, o BDI cobre uma série de custos indiretos que, embora não estejam diretamente ligados à execução das obras, são essenciais para o funcionamento dos projetos, incluindo:

  • Administração central: despesas com a gestão da empresa, como salários, aluguel de escritórios, marketing e departamentos financeiros e jurídicos.
  • Custos financeiros: perdas financeiras pelo capital investido que poderia estar rendendo em aplicações financeiras.
  • Seguro e garantias: custos com seguros obrigatórios e garantias contratuais exigidas no projeto.
  • Margem de incerteza: percentual destinado a cobrir eventuais imprevistos que não estão contemplados no seguro.
  • Tributos: impostos municipais, estaduais e federais, como ISS, ICMS e INSS.

Veja Também: Como fazer um orçamento de obra de maneira eficiente?

O cálculo do BDI para obras de engenharia

Justamente porque os custos indiretos das obras que influenciam o valor de BDI variam de acordo com as necessidades de obras, a fórmula desse índice nem sempre é igual. Porém, os especialistas apontam um modelo base para o direcionamento dos profissionais orçamentistas, essa é a melhor maneira de incluir os custos indiretos e os lucros de cada projeto.

Neste texto, apresentamos a recomendação do Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos (IBEC), que envolve a seguinte fórmula:

Onde:

  • AC é a porcentagem da administração central
  • CF é a porcentagem referente ao custo financeiro
  • S é a porcentagem referente aos seguros
  • MI é a margem de incerteza
  • T é a porcentagem resultante do soma dos tributos
  • L é a porcentagem referente aos lucros previstos
  • G é o custo para cumprir o contrato com as garantias
BDI na construção civil
Imagem de foto grátis em Freepik

Preço de venda

Assim, ao adicionar o BDI (com custos indiretos e margem de lucro) aos custos diretos de uma obra, a construtora responsável pode obter o valor de venda que cobrirá todas as despesas do seu trabalho e garantirá a lucratividade. Tal fórmula pode ser ajustada a depender do cenário de mercado, visando que o valor final fique justo e competitivo. Assim, tendo as informações necessários, essa é a fórmula do preço de venda:

Onde:

  • PV é preço de venda
  • CD é custos diretos
  • BDI é benefícios e despesas indiretas
BDI na construção civil
Imagem de foto grátis em Freepik

Bônus: Dicas de como garantir a precisão do cálculo do BDI

Para garantir a precisão no cálculo do BDI, é fundamental que a empresa tenha uma gestão eficiente de seus custos e utilize metodologias confiáveis para a orçamentação.

Ferramentas como o TCPO (Tabela de Composições de Preços para Obras) e o SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil) podem ser úteis. Mas vale lembrar que o SINAPI não inclui o BDI em suas tabelas, sendo necessário calcular esse percentual separadamente. Outro ponto importante é realizar uma análise detalhada de todos os custos indiretos envolvidos, garantindo que nenhum gasto seja deixado de fora do orçamento.


Fontes: Sienge, Mobuss Construção.

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Engenharia 360

Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.

Eventualmente, podemos observar no horizonte, em indústrias químicas, petroquímicas e de refino, além de plataformas de exploração offshore, plantas de processamento de gás natural e aterros sanitários, muita chama e fumaça de vapor saindo de torres. Essas torres são chamadas de ‘flare’. Trata-se de estruturas altas e finas, projetadas para funcionar como dispositivos de combustão de gás em queima controlada de resíduos. Mais informações no texto a seguir, do Engenharia 360!

Quando os flares são usados?

Os flares são acionados quando é realizada na indústria queimaduras controladas de gases residuais, como metano, que não podem ser processados ou capturados. Sua principal função na indústria petroquímica é garantir a segurança de operações ao liberar pressão excessiva, evitando explosões ou incêndios.

Vale destacar que, durante essas operações, a pressão interna dos sistemas deve ser mantida dentro dos limites ideais indicados. Então, assim, é feito de modo seguro o gerenciamento de gases residuais gerados durante a extração e processamento de elementos petroquímicos.

Qual a razão para se fazer queima controlada?

Em princípio, aos olhos dos leigos, essa queima para combustão ou gás residual não tem lógica; porém, há uma razão científica para isso. Entenda, quando o gás é queimado dentro da indústria, ele se transforma em dióxido de carbono (CO2) e vapor d’água. E embora o CO2 seja um gás de efeito estufa, sua queima, nesse cenário, reduz significativamente a liberação de metano na atmosfera. E o metano, para quem não sabe, é muito mais prejudicial à natureza, favorecendo o aquecimento global.

Resumindo, diferente do que parece, a prática do flaring (acendimento dos flares) tem um propósito positivo, que é minimizar os impactos ambientais associados à emissão de gases. E, quando a queima é eficiente, resulta em uma chama brilhante e alta, com redução de combustão completa e menor liberação de emissões. Mas isso, é claro, pode assustar aqueles mais desavisados!

Como os especialistas em meio ambiente veem o uso de flare?

Apesar das vantagens operacionais dos flares, sua utilização levanta muita preocupação em ambientalistas. A pergunta mais frequente está relacionada às emissões geradas durante a queima. Isso porque, embora a liberação de CO2 seja menos agravante do que a de metano, ela ainda é danosa à natureza, agravando o efeito estufa no planeta. Logo, faz-se necessário a apresentação de alternativas ao flaring.

flare - flaring
Imagem reproduzida de Blogue Engenharia Química

A saber, segundo dados da NASA, as temperaturas globais estão aumentando em média 0,2°C por década devido à concentração crescente de gases de efeito estufa. A poluição atmosférica afeta a saúde de milhões de pessoas, levando ao agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares. E, por fim, as mudanças climáticas estão contribuindo para a extinção de espécies e mudanças de ecossistemas.

São possíveis alternativas ao flaring:

  • Reinjeção do gás natural: Em vez de queimá-lo, o gás pode ser reinjetado nos poços para aumentar a produção de petróleo.
  • Captura e armazenamento de carbono (CAC): Tecnologias avançadas estão sendo pesquisadas para capturar CO2 antes que ele seja liberado na atmosfera.
  • Uso de tecnologias limpa: Investimentos em energias renováveis ​​e tecnologias mais limpas podem reduzir a dependência do petróleo e minimizar as emissões associadas.

Veja Também: Os melhores locais para engenheiros químicos encontrar emprego no Brasil

Qual a perspectiva para o futuro da indústria petroquímica?

A indústria petroquímica deve continuar a desempenhar um papel fundamental na economia global. Porém, diante da crise climática, ela provavelmente cederá às pressões e buscará formas de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Neste cenário, empresas e governos precisam adotar uma postura mais proativa, integrando práticas sustentáveis em suas operações, investindo em novas tecnologias de captura e armazenamento de carbono, e implementando políticas de gestão mais rigorosas.

flare - flaring
Imagem reproduzida de World Bank

Para concluir este texto, queremos falar do plano da Petrobras para sua descarbonização. O projeto prevê a separação de contaminantes em FPSOs (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência) e rejeitos em reservatórios. Em paralelo, estão sendo realizados estudos de como utilizar o CO2 em estado supercrítico (quando apresenta propriedades físicas entre os estados líquido e gasoso) para gerar energia elétrica em combinação com turbinas a gás, tanto no onshore quanto no offshore. Esse é um pequeno passo para uma grande transformação na indústria!


Fontes: Química Jr, oeco.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Nesta semana, durante o evento Meta Connect 2024, a empresa Meta – a mesma empresa controladora do Facebook – deu um passo adiante no mundo dos dispositivos de realidade virtual (RV). Ela lançou o Meta Quest 3S, prometendo revolucionar o mercado, sobretudo porque esse dispositivo – uma alternativa ao Meta Quest 3 – chega num preço mais acessível. No artigo a seguir, do Engenharia 360, exploramos quais são suas principais características e vantagens, dando destaque para as funcionalidades que devem enriquecer a experiência do usuário. Confira!

Meta Quest 3S
Imagem divulgação Meta via Olhar Digital

O que é Meta Quest 3S?

Meta Quest 3S é, portanto, o mais novo modelo de óculos de realidade mista da Meta. O mesmo combina elementos do mundo real com experiências virtuais.

Vale destacar que a proposta da Meta para esse produto é tentar democratizar o acesso à realidade virtual, tornando-a mais acessível ou mais viável a um público mais amplo; isso é especialmente relevante em um mercado onde muitos dispositivos semelhantes custam significativamente mais caro. Sendo assim, é uma das maiores vantagens apontadas para o Meta Quest 3S seu preço competitivo:

  • US$ 299,99, para a versão de 128 GB
  • US$ 399,99 para a versão de 256 GB
Meta Quest 3S
Imagem divulgação Meta via Olhar Digital

Infelizmente, por hora, a Meta ainda não tem planos de lançar esses óculos no Brasil. Contudo, a expectativa é que, quando isso acontecer, o preço siga a conversão direta para real, ficando em torno de R$ 1.640 para o modelo mais simples, sem incluir impostos. Então, será que valeria a pena?

Qualidade de exibição e design

O Meta Quest 3S oferece uma resolução de imagem 4,5 vezes maior que o dispositivo antecessor, o Quest 2, e com cores mais vibrantes – uma melhoria que permite uma experiência visual mais rica. Quanto ao design, vale enfatizar que sua visão de campo é mais estreita. A interface facial foi modificada para ser mais ‘respirável’, favorecendo quem faz exercícios físicos intensos. E, por fim, o sistema de áudio espacial foi atualizado, tornando a imersão mais realista e envolvente.

Meta Quest 3S

Dentre as melhorias significativas propostas pela Meta está o suporte a aplicativos em 2D. Sem contar que o Quest 3S se vale de um processador Snapdragon XR2 Gen 2, permitindo um desempenho fluido e rápido. Isso permite que ps usuários possam desfrutar de jogos e aplicativos sem atrasos.

Usos para entretenimento

É interessante que uma das promessas da Meta para o Meta Quest 3S é a capacidade de exibição tipo tela de cinema, transformando qualquer ambiente em um espaço cinematográfico pessoal e permitindo que os usuários assistam a filmes e séries com qualidade impressionante.

O plano é que o Quest 3S possa funcionar bem em diferentes contextos. Por exemplo, para assistir televisão em uma tela mais ampla, manter contato com um personal trainer virtual durante exercícios ou até ser utilizado em viagens com o Modo Viagem – já explicamos, calma. E ainda para melhorar essa experiência, pode-se contar com o suporte de áudio do Xbox Cloud Gaming e Dolby Atmos. Ou seja, uma experiência de entretenimento completa!

Meta Quest 3S
Imagem divulgação Meta via G1

Modo Viagem

O Modo Viagem é um recurso funcional do Meta Quest 3S que permite que os usuários aproveitem suas experiências virtuais nos óculos mesmo em voos ou viagens mais longas. Essa funcionalidade é ideal para quem deseja se divertir enquanto está longe de casa.

Compatibilidade com aplicativos populares

Pelo Quest 3S, as pessoas podem acessar diversos aplicativos populares, incluindo Facebook, Instagram, Twitch e YouTube, além de serviços de streaming como Prime Video e Netflix. O novo dispositivo tem a capacidade de rodar os mesmos jogos compatíveis com o seu antecessor; porém, com o acesso a uma biblioteca mais ampla. Essa compatibilidade faz dele um tipo de console de jogos e plataforma versátil de entretenimento e comunicação.

Considerações finais sobre o Meta Quest 3S

Para quem está se perguntando qual a diferença entre Meta Quest 3S e Quest 3S, aqui vai a nossa resposta. Primeiro, a duração de bateria ligeiramente superior (2,5 horas contra 2,2 horas). No lugar de sensores triangulares, temos agora sensores em forma de pílula – aliás, o novo modelo vem com sensor de profundidade, afetando a precisão em certos aplicativos de RV. E em vez de botão de toque duplo, “Botão de Ação”, que facilita a alternância entre modos de visualização imersiva e de passagem.

Onde o Quest 2 se destaca mais? Bem, é claro que estes óculos não ficam para trás! Seu campo de visão é mais amplo. E sua capacidade de armazenamento é maior, 512 GB, enquanto o novo modelo é até 256 GB). Todavia, podemos concluir que ambos os dispositivos valem a pena, pois compartilham a maioria dos recursos, como a utilização do chip Snapdragon XR2 Gen 2 e os controladores Touch Plus.

Outros lançamentos no Meta Connect 2024

A Meta também usou o evento Meta Connect 2024 para apresentar outras inovações. Foram exibidas tecnologias com uso de IA Llama 3.2 e novas opções de cores para o Ray-Ban Meta. Por fim, a empresa anunciou o Orion, um óculos de Realidade Aumentada que promete revolucionar o mercado de wearables. Mas esse é mais um produto que não tem previsão de lançamento ao público, apenas funcionários da Meta e pessoas selecionadas pelos desenvolvedores podem experimentá-lo.

Meta
Imagem divulgação Meta via TechTudo

Veja Também:


Fontes: G1, TechTudo.

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As tecnologias de modelagem 3D e realidade aumentada (RA) têm avançado e estão transformando a maneira como são realizados os trabalhos de engenharia na atualidade. Pensando nisso, o Engenharia 360 resolveu trazer esse tutorial, compartilhando dicas de como explorar o aplicativo AR Code para transformar objetos físicos em blocos (modelos digitais) para SketchUp, integrando-os aos projetos com precisão e detalhes impressionantes. Confira a seguir!

bloco para SketchUp
Imagem reproduzida de Medium

O que é SketchUp e como ele é utilizado pela engenharia?

SketchUp é um software de modelagem 3D amplamente utilizado no setor de engenharia, além da arquitetura e design de interiores. Sua interface é bastante intuitiva, permitindo a criação de modelos detalhados de edifícios, ambientes, móveis e mais de forma rápida e eficaz. E a versão mais recente, que conta com várias melhorias, incluindo a integração com RA, permite aos usuários importar modelos em três dimensões criados em aplicativos como o AR Code.

Vale destacar que o SketchUp, desde sua concepção, sempre contou com sua própria plataforma de compartilhamento de modelos em 3D, que é a 3D Warehouse. Por lá, é possível criar códigos QR que, ao serem escaneados, oferecem a visualização do modelo em realidade aumentada. Dessa forma, os designers podem compartilhar suas criações e visualizá-las no ambiente físico, numa experiência super imersiva e realista – inclusive se valendo de smartphones ou headsets AR/VR, como o Apple Vision Pro.

O que é AR Code e quais suas funcionalidades?

Agora vamos falar sobre o AR-Code. Este é um aplicativo de realidade aumentada que permite escanear qualquer objeto físico e transformá-lo em um modelo 3D, criando as mais diferentes experiências interativas. Graças às suas capacidades, os objetores escaneados podem ser capturados em todos os seus detalhes. Basta girar o visor da câmera em torno de um ponto fixo, criando uma digitalização precisa e completa.

O mais legal é que os blocos gerados pelo AR Code podem ser exportados para o SketchUp. Antes disso, os modelos digitais podem ser visualizados em um ambiente de realidade virtual. O aplicativo não requer outro aplicativo específico para isso, sendo acessível em uma ampla gama de dispositivos móveis.

Confira outros vídeos ilustrativos da capacidade do aplicativo AR Code no link a seguir: https://www.youtube.com/@arcodecom/shorts

Como transformar qualquer objeto em bloco para SketchUp via AR Code?

Passo 1

Baixar o aplicativo AR Code (AR Code Object Capture) via loja de aplicativos, como Apple Store. A saber, a tecnologia está disponível para iOS e iPadOS. Certifique-se de ter um dispositivo compatível para garantir a melhor experiência.

bloco para SketchUp
Imagem divulgação AR Code

Passo 2

Preparar o objeto a ser escaneado. O mesmo deve ser colocado em uma superfície plana, onde você possa circular ao redor dele facilmente (360 graus) para gravar todos os detalhes. É importante garantir que haja boa iluminação e que não haja objetos ao redor que possam interferir na captura.

Passo 3

Iniciar a digitalização, abrindo o AR Code e seguindo as instruções que o aplicativo apresenta na tela. Será preciso fazer uso da câmera do celular para escanear os objetos. Deve-se fazer um percurso ao redor deles, captando suas imagens de todos os ângulos – inclusive da parte inferior. Logo, a ferramenta deve processar os modelos digitais automaticamente, um processo que é rápido e eficaz.

bloco para SketchUp
Imagem reproduzida de AR Code

Passo 4

A etapa final é compartilhar o modelo gerado via função de compartilhamento do AR Code. Você pode, por exemplo, jogar o arquivo na nuvem e baixá-lo para o seu computador. Ao abrir o SketchUp, busque por ‘Arquivo’ e ‘Importar’. Navegue até o arquivo formato .sk que foi salvo, selecione-o e clique em importar. Enfim, você já pode usar o bloco em seus projetos de engenharia. Será possível editar, redimensionar ou combinar com outros elementos.

O vídeo a seguir ilustra melhor esse passo a passo. Confira!

Essa união AR Code e SketchUp promete! É impressionante como as tecnologias evoluíram. Quem diria que em poucos anos de evolução dos smartphones já seria possível usar celular para transformar objetos físicos em modelos digitais – e ainda mais os exportar para softwares de engenharia e integrá-los aos projetos. Sem dúvidas, ganha-se em agilidade no processo de criação de blocos 3D, como também garante a precisão e riqueza de detalhes que os profissionais tanto buscavam para suas maquetes 3D.

Veja Também: SketchUp: saiba tudo sobre o uso do software na Engenharia


Fontes: Agência Fabesp.

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A Engenharia Civil ganhou recentemente mais uma alternativa de material: um novo concreto inspirado na estrutura de ossos humanos. O mesmo seria 5,6 vezes mais resistente que o concreto convencional em obras de construção, capaz de suportar maiores cargas e resistir a danos de forma sem precedentes, tudo isso sem a necessidade de aditivos químicos adicionais. Saiba mais sobre essa inovação no artigo a seguir, do Engenharia 360!

Qualidades do concreto inspirado em ossos humanos

Antes de tudo, vale destacar que, para o desenvolvimento do novo material para construção civil, os cientistas se valeram do dos princípios da mecânica da fratura e estatística, de conceitos da arquitetura natural dos ossos humanos para melhora das suas propriedades Assim surgiu um concreto capaz de retardar propagação de rachaduras e evitar falhas catastróficas, oferecendo mais segurança e confiabilidade para as estruturas.

O diferencial desse material é utilizar sua própria estrutura geométrica para aumentar resistência, diminuir peso e reduzir a manutenção e reparos frequentes, imitando a composição dos ossos corticais – da camada densa e externa.

Concreto bioinspirado em ossos humanos para construção civil
Imagem reproduzida de Shashank Gupta et al. via Click Petróleo e Gás

Explicando melhor, dentro das “estruturas” humanas, encontram-se pequenos tubos cilíndricos e elípticos que ajudam a resistir a impactos sem falhas de forma abrupta. Já nos elementos em concreto, ao surgir uma rachadura, um tipo semelhante de tubo agiria como barreira retardando a propagação da fissura e dissipando a energia do impacto.

Concreto bioinspirado em ossos humanos para construção civil
Imagem reproduzida de Nerdizmo

Aplicações práticas

A introdução desse novo concreto no mercado pode levar à criação de edifícios mais altos e estruturas mais complexas que antes eram consideradas inviáveis devido às limitações dos materiais tradicionais. Além disso, essa inovação pode inspirar novas pesquisas em outros campos da engenharia e arquitetura.

Em princípio, os pesquisadores acreditam que esse concreto inspirado ou “bioinspirado” em ossos humanos pode oferecer diversas aplicações, incluindo pequenas construções, grandes edifícios, pontes até infraestruturas.

Geometria avançada do novo concreto

Então, com base no que explicamos no tópico anterior, todo o segredo desse novo concreto está nos tubos internos incorporados à sua estrutura. Eles criam um mecanismo potente de controle gradual de rachaduras, impedindo que elas se espalhem pelos elementos de engenharia de forma descontrolada, sendo “capturadas” pelos tubos e dissipando sua energia adicional. Assim, obtém-se estruturas mais tenazes e duráveis.

Concreto bioinspirado em ossos humanos para construção civil
Imagem reproduzida de Nerdizmo

Além de sua resistência e durabilidade superiores, o concreto bioinspirado também se destaca por sua sustentabilidade. Com menos necessidade de reparos estruturais, pode-se reduzir o consumo de recursos e materiais ao longo do tempo. Aliás, pelo concreto ser mais leve, a eficiência do processo construtivo é maior. Outra facilidade possível é o uso desse material para impressão 3D na construção, otimizando o tempo de execução das obras de engenharia.

Testes e resultados

A saber, os últimos testes realizados para avaliar as propriedades do novo concreto foram realizados pelos pesquisadores da Universidade de Princeton. Os resultados foram entusiasmantes. De fato, o material apresenta um desempenho superior em condições adversas, com resistência maior à fadiga e à deformação sob carga. Isso pode comprovar que o material atende a rigorosos padrões da indústria da construção civil.

Concreto bioinspirado em ossos humanos para construção civil
Imagem de Sameer A. Khan, Fotobuddy, reproduzida de Click Petróleo e Gás

Com o advento deste novo concreto, a Engenharia Civil pode se preparar para uma revolução. A capacidade de criar estruturas mais fortes e duráveis deve abrir novas possibilidades para projetos de engenharia inovadores.

Veja Também: Mão biônica inovadora une-se aos ossos e músculos


Fontes: Click Petróleo e Gás, Inovação Tecnológica, Nerdizmo.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

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Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.

As mudanças climáticas atingiram níveis impressionantes; temos uma realidade hoje que só era aguardada em 2050. Os fenômenos naturais estão causando uma devastação em áreas urbanas e rurais, a exemplo das enchentes e queimadas. Em 2023, o município de São Sebastião, localizado no litoral norte de São Paulo, sofreu com seguidos deslizamentos de terra após chuvas torrenciais, deixando um rastro de destruição e perda de vidas.

A saber, na ocasião, choveu 683 mm de chuva em menos de 15 horas – um volume recorde para uma região que tem como média mensal 300 mm. Antes disso, em 2018, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) já havia identificado cerca de 2.200 imóveis em áreas de risco. Porém, a crescente ocupação irregular do solo e as condições extremas do clima só aumentaram ainda mais a vulnerabilidade da população nos anos seguintes. Tudo isso foi tema de estudo da USP. Continue lendo este artigo do Engenharia 360 para saber mais!

tecnologia para prever deslizamentos em litoral
Imagem de Carlos Henrique Grohmann reproduzida de Geociências USP
tecnologia para prever deslizamentos em litoral
Imagem de Governo do Estado de São Paulo em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Enchentes_e_deslizamentos_no_litoral_norte_de_
S%C3%A3o_Paulo_em_2023#/media/Ficheiro:SP_55_pr%C3%B3ximo_a_Lagoinha_(52698194177).jpg

Uma nova abordagem científica para os deslizamentos

Sociedades resilientes devem se preparar para os desafios crescentes relacionados às mudanças climáticas. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade de São Paulo se dedicaram a desenvolver métodos científicos inovadores que possam facilitar a prevenção de deslizamentos, especialmente em regiões montanhosas. Eles optaram pelo uso da tecnologia LiDAR (Light Detection and Ranging) para a captura de imagens aéreas com alta resolução e precisão.

A saber, a proposta dos especialistas da USP é utilizar lasers pulsados para medir distâncias e criar modelos digitais detalhados dos terrenos, identificando possíveis características que possam levar a deslizamentos, evitando acidentes como o ocorrido em São Sebastião.

tecnologia para prever deslizamentos em litoral
Imagem de Carlos Henrique Grohmann reproduzida de Agência FAPESP
tecnologia para prever deslizamentos em litoral
Imagem de Carlos Henrique Grohmann reproduzida de Geociências USP

Os pesquisadores esperam implementar a nova metodologia até o final de 2025, começando por identificar áreas suscetíveis a deslizamentos em São Paulo, ajudando na prevenção de desastres e contribuindo com informações para enriquecer projetos de planejamento urbano e de políticas públicas.

Entendendo como funciona a tecnologia LiDAR

Vale explicar neste texto como funciona a tecnologia LiDAR que deve ser utilizada pelos pesquisadores da USP no novo método para prever deslizamentos. A mesma funciona emitindo pulsos de laser, que são refletidos pelos objetos na superfície terrestre. Isso permite a criação de modelos digitais – resolução espacial de até 1 metro -, dando bases para uma análise mais precisa de áreas vulneráveis, além de facilitar o acompanhamento das mudanças na superfície ao longo do tempo.

O tempo que leva para o laser retornar ao sensor é medido e usado para calcular a distância até o objeto. Isso resulta em dados tridimensionais que podem ser utilizados para mapear a topografia do terreno com uma resolução muito maior do que os métodos tradicionais.

Estratégias integradas para enfrentar os desafios dos deslizamentos

Diante das mudanças climáticas, é certo que a frequência e a intensidade dos eventos climáticos extremos só devem crescer. Só para se ter uma ideia, o Relatório Síntese 2023 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) apontou que a temperatura global já aumentou 1,1°C desde o período pré-industrial; e as perspectivas futuras são alarmantes. Como se não bastasse, ainda precisamos enfrentar desafios sociais significativos.

Não adianta ter uma tecnologia que alerte sobre áreas propensas a deslizamentos de terra, pois, pelo desespero das pessoas e falta de alternativas habitacionais, o urbanismo irregular deve continuar. Os gestores públicos precisam investir em medidas preventivas para situações de risco, desenvolvimento de estratégias de mitigação de desastres naturais, reflorestamento de áreas afetadas, educação das comunidades sobre riscos, contenção de encostas e construção de casas populações em zonas seguras.

tecnologia para prever deslizamentos em litoral
Imagem de Governo do Estado de São Paulo em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Enchentes_e_deslizamentos_no_litoral_norte_de_S%C3%A3o_
Paulo_em_2023#/media/Ficheiro:Emerg%C3%AAncia_-_Chuvas_no_litoral_norte_S%C3%A3o_Sebasti%C3%A3o_(52699315429).jpg
tecnologia para prever deslizamentos em litoral
Imagem de Governo do Estado de São Paulo em Wikipédia –
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Emerg%C3%AAncia_-_Chuvas_no_litoral_norte_S%C3%A3o_Sebasti%C3%A3o_%2852699054496%29.jpg

Quanto ao trabalho da USP, assim que concluído, ele deve ajudar o governo de São Paulo na atualização dos mapas de risco, essenciais para a tomada de decisões embasadas para proteção das comunidades vulneráveis. Por fim, inspirar parcerias entre universidades, governos locais, organizações não governamentais para o desenvolvimento de mais soluções inovadoras.

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Fontes: Agência Fabesp, AUN – USP.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

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Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Atualmente, um dos materiais mais utilizados pela construção civil é o concreto, com potencial de criar estruturas extremamente duráveis e seguras. Mas para garantir a qualidade da concretagem dos elementos de engenharia, especialmente quando se busca uma consistência sólida e rígida, são utilizados nas obras equipamentos especiais, como os vibradores de imersão. Explicamos como eles funcionam no artigo a seguir, do Engenharia 360!

O que são vibradores de imersão?

O funcionamento básico dos vibradores de imersão envolve um motor (elétrico, pneumático ou a combustão), que gera oscilações intensas em uma agulha. Essa agulha, quando inserida no concreto fresco, propaga vibrações (geradas por um eixo excêntrico giratório no interior da agulha) que ajudam a compactar a mistura. Isso é fundamental para eliminar aqueles vazios que podem ficar nas peças, comprometendo a resistência estrutural das obras.

Então, resumindo, os vibradores de imersão ajudam o concreto a se “acomodar” nas dentro das fôrmas de concretagem (moldes das peças de concreto), preenchendo todos os cantinhos e deixando a mistura bem homogênea.

vibradores de imersão
Imagem reproduzida Vibromak Equipamentos
vibradores de imersão
Imagem reproduzida de Royal Máquinas

Quando são usados os vibradores de imersão?

No canteiro de obras, os vibradores de imersão são usados para modificar o adensamento do concreto. O foco é em aumentar a durabilidade e a resistência da massa despejada nas fôrmas, reduzindo as chances de fissuras e infiltrações nas peças concretadas – o que levaria a um comprometimento das estruturas a longo prazo.

A saber, é possível ver os vibradores sendo utilizados em diversas etapas das construções, como na execução de sapatas, colunas, vigas e lajes.

Frequência, amplitude e raio de ação

Claro que o desempenho dos vibradores de imersão vai depender de alguns fatores, como:

  • Frequência: Medida em vibrações por minuto (vpm), varia entre 8.000 e 20.000 vpm. Quanto maior a frequência, mais rápidas serão as vibrações, o que favorece o adensamento de concretos com alto teor de argamassa, pois as partículas finas respondem melhor a essas vibrações.
  • Amplitude: Define a intensidade de cada vibração. Para concretos com maior proporção de agregados grandes, como britas, o uso de vibradores com maior amplitude e menor frequência é mais eficiente.
  • Raio de ação: Influenciado pela fluidez da mistura. Concretos mais fluidos permitem que as vibrações se propaguem em áreas maiores, enquanto misturas mais secas exigem pontos de vibração mais próximos.

Quais os tipos de vibradores de imersão que existem?

Os vibradores de imersão utilizados em obras de Engenharia Civil podem variar de tamanho, potência e tipo de motor.

Quanto aos tipos de motores desses vibradores, eles podem ser internos ou externos. Ou seja, dentro da agulha, oferecendo maior proteção contra poeira e resíduos, ou a parte de fora – alternativa mais comum pelo seu custo acessível e versatilidade.

Já quanto à fonte de alimentação, os elétricos são mais leves e práticos. Os à combustão (movidos a gasolina ou diesel) são mais pesados, porém, adequados para áreas sem eletricidade. E, por fim, os pneumáticos dispõem de compressores de ar.

vibradores de imersão
Imagem reproduzida de Royal Máquinas

Como escolher o melhor modelo de vibrador de imersão?

A escolha do modelo de vibrador de imersão vai depender das características da obra que está sendo executada, o tipo de concreto que será utilizado, se há disponibilidade de energia no canteiro, e mais. Observe na compra o diâmetro da agulha – as maiores são indicadas para estruturas robustas e as menores para estruturas estreitas.

vibradores de imersão
Imagem reproduzida de Royal Máquinas

Bônus: Dicas para uso eficiente dos vibradores de imersão

Para garantir a eficiência máxima no adensamento do concreto, é importante seguir algumas boas práticas ao usar vibradores de laboratório:

  • Camada de concreto: A camada de concreto não deve exceder três quartos do comprimento da agulha.
  • Posicionamento da Agulha: A agulha deve ser inserida de maneira lenta e vertical, sem tocar as laterais da forma.
  • Tempo de Imersão: O tempo de vibração deve ser entre 5 e 15 segundos por ponto de aplicação, dependendo da consistência do concreto.
  • Sobreposição de Camadas: Ao concretar em camadas, a agulha deve penetrar cerca de 10 cm na camada anterior para garantir a uniformidade.

Veja Também: Adensamento do concreto: Técnicas e dicas essenciais


Fontes: Royal Máquinas.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Atualmente, muitas pessoas aceitam investir em carros elétricos; e em países como os Estados Unidos, já é possível realizar viagens de longas distâncias com eles por conta dos investimentos em infraestrutura. Mas por que, então, ainda não temos estradas cobertas de placas solares, o que ajudaria não só a gerar energia para carregar esses veículos como também aumentar a segurança no trânsito? Tal visão futurista está mais perto de se tornar realidade.

painéis solares
Imagem gerada em IA de Freepik

Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências sugerem a construção de rodovias cobertas de painéis solares poderia ser uma solução eficiente diante da demanda crescente por energia limpa e redução de acidentes rodoviários. Sua pesquisa foi publicada recentemente na revista Earth’s Future e, desde então, tem gerado debates entre engenheiros. Discutimos esse assunto neste artigo do Engenharia 360!

Por que as rodovias solares são uma solução promissora

Começamos este texto apresentando alguns números para você: estima-se que 3,2 milhões de quilômetros de rodovias com painéis solares (ou rodovias solares, como alguns chamam) seriam capazes de gerar 17.578 TWh de eletricidade por ano – essa produção é o equivalente ao que milhões de lares do mundo consomem. E quanto mais potência e proteção correta tiverem os novos painéis, mais maximizada seria essa eficiência energética.

Com as tecnologias disponíveis hoje, essa alternativa já seria viável e eficaz. Então, por que não investimos nela? Bem, a questão pode não ser tão simples quanto parece. Seria preciso instalar painéis nas estradas principais e até mesmo nas secundárias, para aproveitar o espaço subutilizado para gerar eletricidade. De quebra, se conseguiria proteger os veículos das intempéries. Então, a proposta é mesmo muito boa, mas esbarra em problemas como custos e impactos ambientais.

painéis solares
Imagem gerada em IA de Freepik

Segurança rodoviária

Antes de falarmos em desafios, vamos focar nos benefícios da proposta. Segundo estudo dos chineses, cobrir rodovias com painéis solares poderia reduzir drasticamente as mortes em acidentes de trânsito em até 10,8%. Isso porque os painéis funcionariam como uma espécie de barreira protetora, especialmente em regiões onde o clima é mais severo. Eles aumentariam a visibilidade e melhorariam a tração em superfícies molhadas ou escorregadias, evitando acidentes.

Veja Também: Como é um projeto de estradas e rodovias

Exemplos de caso

Em várias partes do mundo, já se pode ver projetos-piloto de estradas com painéis solares sendo testados. Os exemplos ensinam muito sobre limitações e desafios de engenharia, oferecendo insights valiosos para futuros empreendimentos.

Podemos citar a rodovia A81, em Baden-Württemberg (rota para Alemanha, Áustria e Suíça). Ou ainda o projeto The Ray, para um trecho da Interestadual 85, na Geórgia, Estados Unidos. Esse último integra várias tecnologias renováveis à sua infraestrutura.

painéis solares
Imagem gerada em IA de Freepik

Desafios de projeto e o futuro das rodovias solares

Imagine a magnitude de um projeto para uma rodovia inteira com painéis solares, sem contar os custos de sua construção, manutenção, limpeza e melhorias de eficiência energética. Seria, certamente, um grande desafio de engenharia! Mas será que, pensando a longo prazo, tudo isso valeria a pena? Gerar energia e reduzir acidentes não justificaria o investimento? Bem, alguns especialistas garantem que sim!

Graças aos avanços das tecnologias, estamos diante de uma oportunidade única de transformar a maneira como geramos energia e também como pensamos a construção de malhas rodoviárias, rumo ao desenvolvimento global. Pense assim: se hoje as estradas servem só como meios de transporte, com a adição desses painéis, se tornariam instrumentos na luta contra as mudanças climáticas, peças-chave na transição para um futuro mais sustentável e seguro para todos.

painéis solares
Imagem gerada em IA de Freepik

As pesquisas sobre o tema devem continuar. Ainda não se sabe muito sobre os desafios técnicos, financeiros e ambientais a serem superados. Contudo, é provável que os benefícios potenciais dessa tecnologia sejam enormes. Adoraríamos saber sua opinião? Escreva na aba de comentários logo abaixo!

Veja Também: O que é a drenagem de rodovias?


Fontes: Blog Canal da Engenharia.

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Engenharia 360

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No mundo da engenharia, entender como as estruturas se comportam é essencial para o desenvolvimento de projetos inovadores. Mas não é tarefa fácil compreender esses modelos de estruturas complexas do mundo real de forma prática. Assim surgiu o projeto Mola, com seus kits especiais, a exemplo do Kit Estrutural Mola 4, com peças modulares e intuitivas para simulação de comportamento de pontes, edifícios e até obras de arte. Confira, neste artigo do Engenharia 360, o que é oferecido no Mola 4!

Kit Estrutural Mola 4
Imagem cedida por Mola
Kit Estrutural Mola 4
Imagem reproduzida de Kickstarter

O que é o KIT Mola Estrutural 4?

O KIT Mola Estrutural 4 representa uma revolução no campo da simulação de estruturas. Para começar, ele introduz conceitos como origami e barras curvas nesse exercício de engenharia, permitindo a construção de modelos de arcos ou abóbadas. Desse jeito, permite que estudantes e profissionais explorem sua compreensão do mundo real, se desprendendo do aprendizado teórico rumo à prática.

A ferramenta é muito fácil de ser manipulada – e divertida -, proporcionando vários níveis de experiência. Os componentes são coloridos e identificáveis. Mesmo sem conhecimento prévio sobre os comportamentos estruturais, os usuários podem brincar de montar, visualizar e sentir os modelos com as suas próprias mãos, transformando conceitos abstratos em aprendizagem tangível.

Razões para escolher o KIT Mola Estrutural 4

  • Aprendizado de estruturas de engenharia, na prática, e com diversão.
  • Versatilidade para testar uma ampla variedade de modelos de construção, do simples ao complexo.
  • Peças feitas de materiais de alta qualidade, garantindo a durabilidade e longevidade das simulações.
  • Facilidade de uso (monta e desmonta), o que torna o kit acessível para pessoas de todas as idades e níveis de habilidades.

O que vem na caixa do KIT Mola Estrutural 4?

Antes de tudo, vale destacar que as peças do Mola Estrutural 4 foram projetadas para que os usuários possam criar modelos realistas de estruturas. O Kit contém chave Allen, barras (inclusive arqueadas, para simular arcos), folhas de origami (com dobras pré-marcadas), conexões, suportes magnéticos, elementos de fundação, etc., que podem ser combinadas para formar outras mais. Vem junto também um manual detalhado (português e inglês) com instrumentos passo a passo.

Kit Estrutural Mola 4
Imagem reproduzida de Kickstarter
Kit Estrutural Mola 4
Imagem reproduzida de Kickstarter
Kit Estrutural Mola 4
Imagem cedida por Mola
Kit Estrutural Mola 4
Imagem cedida por Mola
Kit Estrutural Mola 4
Imagem cedida por Mola

Além dos componentes principais, o Mola 4 apresenta dois novos acessórios que potencializam ainda mais as possibilidades de construção. Primeiro, conexões ajustáveis, que ajudam a modelagem de arcos variados, personalizados, conectando barras retas em diferentes ângulos. E para aqueles que desejam montar estruturas maiores podem contar com os clipes de chão, com ímãs e tapete antiderrapante, facilitando a união de placas de base.

Kit Estrutural Mola 4
Gif reproduzido de Kickstarter
Kit Estrutural Mola 4
Imagem reproduzida de Kickstarter
Kit Estrutural Mola 4
Imagem cedida por Mola

Aplicações práticas

O KIT Mola Estrutural 4 não é apenas uma ferramenta educacional; ele também tem aplicações práticas em diversas áreas:

  • Aprendizado interativo: Ideal para escolas e universidades, onde os alunos podem aprender sobre engenharia estrutural através da prática.
  • Desenvolvimento de habilidades: Ajuda os alunos a desenvolver uma compreensão intuitiva do comportamento estrutural.
  • Prototipagem rápida: Engenheiros podem usar o kit para criar protótipos rápidos de novas ideias e conceitos.
  • Simulações realistas: Permite simular diferentes tipos de arcos e analisar seu comportamento sob várias condições.
Kit Estrutural Mola 4
Imagem cedida por Mola
Kit Estrutural Mola 4
Imagem reproduzida de Kickstarter
Kit Estrutural Mola 4
Imagem reproduzida de Kickstarter

Concluindo, se você está procurando uma maneira divertida e educativa de aprender sobre engenharia, o KIT Mola Estrutural 4 é a escolha perfeita. Prepare-se para transformar a maneira como aprimora suas habilidades ou simplesmente explora técnicas de construção. Definitivamente, este é um investimento que vale a pena!

Veja Também: KIT inovador MOLA ensina o comportamento das estruturas


Fontes: Mola Model.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

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Engenharia 360

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Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Você sabia que, segundo a Sociedade Americana de Engenharia, uma das sete maravilhas do mundo moderno é o Canal da Mancha? Sim, o Eurotúnel – nome oficial – é, sem dúvidas, uma obra emblemática da engenharia, símbolo de cooperação e inovação. O mesmo foi inaugurado em 1994 e conecta a Inglaterra à França através de um túnel de 50 km a uma profundidade de 75 metros no mar, facilitando o transporte entre os dois países.

Eurotúnel
Imagem de Weyoune, Mortadelo2005, em Wikipédia
Eurotúnel
Imagem reproduzida de Click Petróleo e Gás

Neste artigo do Engenharia 360, vamos explorar a história por trás da construção do Eurotúnel, com todos os seus desafios e impacto para a Europa. Confira!

A ideia para a construção do Eurotúnel

O engenheiro francês Albert Mathieu foi o primeiro a propor a construção de um túnel que ligasse a Inglaterra à França; o ano era 1802. Naquele tempo, as pessoas não deram muita bola à ideia – talvez pensando nas questões políticas e financeiras. Mesmo assim, volta e meia uma proposta para isso era apresentada. Até que em 1973 o assunto voltou à tona com a assinatura do Tratado Anglo-Francês.

Eurotúnel
Imagem de Getlink Group reproduzida de Celere

A primeira parceria empresarial para a construção do Canal da Mancha foi formada por construtoras britânicas e francesas na década de setenta. E finalmente em 1984 as obras começaram, sendo concluídas em 1994. Agora o transporte de pessoas e mercadorias entre duas das principais potências econômicas do mundo está simplificado, alavancando a economia local e promovendo o turismo.

Como foi a execução da obra do Eurotúnel

Cerca de 120 bilhões de reais foram destinados para a construção do Canal da Mancha. Esse empreendimento monumental envolveu diversos desafios técnicos. Mas, afinal, como poderia ser simples cavar dois túneis paralelos? E cavar túneis no fundo do mar para o transporte de veículos (Eurostar e Le Shuttle) mais um túnel de serviço para manutenção e ventilação? É claro que o projeto era ousado, mesmo para a engenharia moderna!

Eurotúnel
Imagem de Getlink Group reproduzida de Celere
Eurotúnel
Imagem de Getlink Group reproduzida de Celere

Deixando de lado as barreiras políticas, pode-se dizer que o primeiro grande problema enfrentado foi lidar, de modo seguro, com as questões de variação geológica da região. Para contornar a situação, foi preciso utilizar 11 tuneladoras (conhecidas como “tatuzão“) para realizar o trabalho de escavação dos túneis – o que ocorreu sempre em condições desafiadoras, incluindo infiltrações de água e rochas instáveis.

Eurotúnel
Imagem reproduzida de Mega Curioso

Para evitar o desmoronamento da estrutura, foi realizado simultaneamente um revestimento interno, com cada seção do túnel sendo formada por segmentos de concreto. E, aliás, para garantir que os lados britânicos e franceses se encontrassem corretamente, foram utilizados sonares e radares para mapear o subsolo. No final, tudo deu certo! Começava a nova era na conectividade europeia!

Características gerais da estrutura

  • Seção subaquática de 37,9 km – a maior do mundo.
  • Diâmetro das cavidades de 7,6 m, garantindo espaço suficiente para o tráfego eficiente.
  • E o número total de túneis é três paralelos, com dois dedicados ao transporte ferroviário de passageiros e veículos, enquanto o túnel central serve para ventilação e acesso de manutenção.

A saber, os trens para passageiros Eurostar seguem até Londres, Paris e Bruxelas, percorrendo o Canal da Mancha a uma velocidade média de 160 km/h. Ademais, vale dizer que as passagens transversais foram projetadas para se conectarem os túneis ferroviários ao túnel de serviço para evacuação em caso de emergência. São os sistemas de ventilação que garantem uma circulação mínima e adequada de ar no local.

Eurotúnel
Imagem reproduzida de Superinteressante

Os benefícios econômicos e sociais da obra

Desde a sua inauguração, o Eurotúnel só trouxe benefícios para Inglaterra e França. Estima-se que 26% dos produtos trocados entre os países e com a Europa Continental passem pelo canal. Além de facilitar o comércio, essa infraestrutura estimula o turismo, promovendo o intercâmbio cultural. Milhares de passageiros e veículos percorrem a rota todos os anos; a viagem no Eurostar entre Londres e Paris leva mesmo de duas horas e meia, o que antes eram seis horas.

Inclusive, a operação do Eurostar é tão eficiente que, em 2020, o trem transportou 2,5 milhões de passageiros, enquanto o Le Shuttle carregou 60 milhões de carros desde a sua apresentação. Esses números destacam a popularidade e a utilidade do Eurotúnel como uma das principais rotas de transporte na Europa.

Eurotúnel
Imagem de iPierre, Wikipedia, Creative Commons, reproduzida de Olhar Digital

Por outro lado, apesar dos benefícios, o Canal da Mancha enfrenta os desafios contemporâneos. Um dos principais problemas é a imigração ilegal. Infelizmente, o túnel se tornou uma rota atrativa para aqueles que buscam entrar clandestinamente no Reino Unido. Isso levou a tomadas de medidas adicionais, como o monitoramento intensificado nas entradas do túnel.

Apesar dos pesares, especialmente após o Brexit, com a necessidade de transporte eficiente entre Inglaterra e França continuando a crescer, o Eurotúnel permanece sendo relevante e a desempenhar um papel vital na conectividade europeia.

Eurotúnel
Imagem de Bechtel reproduzida de Celere

Veja Também:

Construção Túnel submerso marítimo Santos-Guarujá

Métodos Construtivos para Construções de Túneis


Fontes: Click Petróleo e Gás, Celere.

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Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.