Na última semana de 2025, vimos um avanço absurdo no setor de Inteligência Artificial. O mercado entrou em verdadeira ebulição com o anúncio do lançamento da nova IA DeepSeek-V3 e agora também com a Qwen 2.5-Max pela Alibaba Cloud.

A competição entre as gigantes chinesas provou que o domínio da mais alta tecnologia está agora no oriente e não mais no ocidente, desviando a atenção – e fazendo cair as ações – da OpenAI (dona do ChatGPT) e da Meta (dona da Llama-3.1-405B). Mas o que isso significa para o mercado global? Discutimos a questão no artigo a seguir, do Engenharia 360!

DeepSeek, a startup que abalou o mercado global

A DeepSeek, empresa fundada em Hangzhou, se tornou o assunto do momento. A empresa apresentou ao mundo seu novo modelo de IA, o DeepSeek-V3, que surpreendeu os especialistas devido ao seu alto desempenho e promessa de baixo custo de operação – pelo menos em comparação com a inteligência de sucesso ChatGPT. É claro que isso, como consequência, derrubou ações de grandes empresas de tecnologia, incluindo as da NVIDIA (que caíram 17%). Isso demonstra como a inovação e a competitividade podem influenciar drasticamente as dinâmicas do mercado.

inteligência artificial - Alibaba, Meta, Open Ai, DeepSeek
Imagem divulgação DeepSeek via IGN Brasil

A reação das gigantes da tecnologia e o lançamento da Alibaba

Óbvio que depois desse “tsunami” provocado pela DeepSeek, outras empresas chinesas iriam começar a reagir – e se as coisas já não estavam boas para o ocidente, ficaram ainda piores. A ByteDance, por exemplo, lançou uma versão aprimorada do seu modelo de IA, alegando superar qualquer outro Chatbot. E finalmente, a Alibaba, localizada na mesma cidade da DeepSeek, acelerou suas estratégias para apresentar o mais rápido possível uma solução competitiva, após investir pesado em sua divisão de computação em nuvem e reduzir os preços de seus modelos em até 97% para atrair investidores.

Assim foi lançado o Qwen 2.5-Max, o novo modelo de IA da Alibaba, batendo de frente com a DeepSeek, OpenAI e Meta. A big tech chinesa garante que seu produto oferece mais vantagens em benchmarks essenciais para o mercado de Inteligência Artificial Generativa – será mesmo? Bem, todavia, isso veio para acirrar a competição. Com mais essa empresa no páreo, sem dúvidas, deve haver um enfraquecimento nas concorrentes americanas.

inteligência artificial - Alibaba, Meta, Open Ai, DeepSeek
Imagem divulgação Alibaba via DigiAlps LTD

Veja Também: O que é o DeepSeek e por que está dominando o mercado?

Comparação com concorrentes

A Alibaba destacou que seu modelo obteve pontuações superiores em testes e que pode competir em preço com a concorrência chinesa:

  • Qwen 2.5-Max
    • Desempenho: Superior ao GPT-4
    • Preço: Reduzido em até 97%
  • DeepSeek-V3
    • Desempenho: Alto desempenho
    • Preço: Baixo custo
  • Modelo o1 (ByteDance)
    • Desempenho: Comparável ao GPT-4
    • Preço: Não divulgado

Diante desse cenário, já se pode ver uma movimentação também das empresas Tecent e Baidu, cortando custos dos seus modelos para tornar a IA mais acessível para uma ampla gama de usuários e startups. Esse movimento pode redefinir os rumos do mercado de tecnologia!

Por enquanto, as gigantes do Vale do Silício alegam violação de propriedade intelectual. A OpenAI levantou suspeitas de que a DeepSeek poderia estar usando técnicas de “destilação” para treinar seus modelos com base em tecnologias suas, o que violaria seus termos de serviço.

inteligência artificial - Alibaba, Meta, Open Ai, DeepSeek

Os rumos da IA e possíveis consequências para os consumidores

Essa questão legal ainda vai dar muito o que falar! Por medo de perder mercado, as empresas de tecnologia vão se esforçar como nunca para suportar umas às outras com inovações constantes em Inteligência Artificial. Mas nessa ganância, podem passar por cima de questões importantes, como propriedade intelectual, infringindo direitos autorais, assim como a OpenAI acusa a DeepSeek.

No fim das contas, quem vai dominar o mercado de IA? Bom, cada dia nos trará novas surpresas!

Por hora, fica claro que as empresas chinesas têm grande poder de competição, sabendo enfrentar com tranquilidade as gigantes americanas. O que pode acontecer é o mercado ficar mais fragmentado e menos dependente das tecnologias ocidentais; e para nós, consumidores, essa guerra pode até ser benéfica. Agora, será que desse jeito que está, com as empresas baixando preços e ampliando o leque de opções, não ficará comprometida a sustentabilidade desses negócios a longo prazo?

Bom, o que já sabemos? Num primeiro momento, as empresas americanas vão reavaliar suas estratégias para tentar voltar a uma posição dominante. A Alibaba tem poder financeiro e infraestrutura para continuar em destaque. E a DeepSeek deve continuar se consolidando como uma das principais forças do setor de tecnologia. Aliás, seu fundador expressou em entrevistas ambições para alcançar a Inteligência Artificial Geral (AGI), sistema autônomo capaz de superar humanos na execução de tarefas complexas.


Fontes: InfoMoney, O Globo, Exame, CNN Brasil.

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Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

A tecnologia de Inteligência Artificial tem mudado completamente o cenário da economia, impactando setores como Engenharia e Medicina. Aliás, por falar nisso, a empresa de pesquisa americana Grand View Research divulgou recentemente um relatório que aponta que até 2030 o mercado de saúde com IA deve alcançar US$ 187,7 bilhões. Esse modelo de negócio deve substituir os já existentes, oferecendo abordagens mais proativas e preditivas.

Estamos falando da IA sendo utilizada não só nas fábricas, ajudando a criar componentes, mas nos hospitais, lidando com o cuidado dos pacientes, os diagnósticos de doenças, o tratamento e a gestão de medicamentos. Essa ideia parece utópica, mas já está se tornando realidade. E o benefício é nós termos cada vez mais decisões bem informadas e assertivas quando se trata de saúde. Inclusive, podemos considerar usar sistemas de inteligência para prever e mitigar pandemias.

medicina com inteligência artificial
Imagem meramente ilustrativa | Figura gerada em Koala IA

Bom, sabemos o quanto a Covid-19 impactou o mundo, assustando especialmente a China, onde o caso número um surgiu. Talvez por isso o país investiu tanto na construção do primeiro hospital movido por IA. E olhando para esse caso podemos indagar: será que estamos no caminho certo contra as doenças emergentes? Debatemos essa questão no artigo a seguir, do Engenharia 360!

Os impactos da Inteligência Artificial na Medicina

Segundo os cientistas, a Inteligência Artificial vem impulsionando tratamentos mais personalizados e em tempo real. A tecnologia também está mudando a forma como entendemos a biologia das doenças e patologias dos pacientes. O campo de pesquisa e desenvolvimento de soluções científicas nunca esteve tão acelerado. E tudo tem a ver com a capacidade das IAs de processar grandes volumes de dados multidimensionais. Desse jeito, será cada vez mais fácil obter respostas para a criação de vacinas ou medicamentos.

Atualmente, tecnologias baseadas em IA estão sendo implementadas em diversos domínios do setor de saúde. Isso inclui assistentes virtuais, cirurgias assistidas por robôs, gestão de sinistros, cibersegurança e gestão de pacientes. Novas startups surgem todos os dias, várias delas – como Activate Health, Kahun, Likeminded e Pharmarun – dedicadas a promover a inovação e eficiência no mercado via plataforma de saúde com IA. E ainda vale citar grandes parcerias bilionárias, como a que a Amazon fez com a Anthopic para gerar soluções para a área da saúde.

IA em cirurgias assistidas por robôs

Desde 2023, procedimentos cirúrgicos realizados com ajuda de robôs têm aumentado expressivamente. Especialistas garantem que o número de casos deve seguir aumentando a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de destaque até 2030. O objetivo dos hospitais e clínicas é reduzir casos de erro humano e complicações pós-operatórias. E neste contexto, a Inteligência Artificial deve desempenhar um papel importante na melhoria da qualidade de atendimento e no aumento da eficiência do sistema de saúde global. 

medicina com inteligência artificial
Imagem meramente ilustrativa | Figura gerada em Koala IA

A nova era dos hospitais com IA na China

Certamente ninguém deseja vivenciar outra vez um surto epidêmico. Lembrando bem que durante o pico da Covid-19 todo o sistema de saúde global entrou em colapso, ficando sob muita pressão devido ao aumento da demanda por serviços médicos. Já se fosse hoje, mesmo que poucos anos depois, as novas tecnologias baseadas em IA poderiam aliviar demais essa carga. Pensando nisso, a China começou a investir em hospitais com Inteligência Artificial.

medicina com inteligência artificial
Imagem meramente ilustrativa | Figura gerada em Koala IA

O primeiro deles foi inaugurado em 2024, o Agent Hospital, localizado em Pequim. Seu funcionamento conta com 14 médicos robôs e 4 enfermeiras virtuais, atendendo milhares de pacientes por dia – um volume que levaria bem mais tempo se a instituição contasse apenas com médicos humanos. O surpreendente é que a taxa de precisão desse sistema é de 93,06% nos exames. Podemos considerar, portanto, que tal modelo deve servir de exemplo para programas de acessibilidade médica ao redor do mundo – quem sabe podemos sonhar com um SUS no Brasil ainda mais eficiente.

O futuro da Medicina global com as IAs

A introdução da Inteligência Artificial e da robótica em hospitais parece ser bastante positiva. Para começar, aliviando a pressão de trabalho de médicos e enfermeiros, permitindo que esses profissionais se concentrem melhor em tarefas mais complexas, deixando para a computação resolver aspectos rotineiros da assistência aos pacientes. Sim, a IA será apenas uma ferramenta complementar das atividades de saúde!

Justamente por tudo isso, os países precisam criar regulamentações adequadas para garantir que essas tecnologias sejam utilizadas de maneira ética e segura. E há outros desafios ainda a serem superados pela frente. Por exemplo, o custo de infraestrutura e treinamento para integração de Inteligência Artificial e robôs dentro de hospitais e clínicas de saúde. 

medicina com inteligência artificial
Imagem meramente ilustrativa | Figura gerada em Koala IA

Veja Também: Pequim projeta primeiro hospital com IA do futuro


Fontes: Grand View Research, The Daily PEC.

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Recentemente, a Agência Nacional de Telecomunicações do Brasil (Anatel) declarou que passará a dividir em 2026 a faixa de 6 GHz entre o Wi-Fi e a telefonia móvel, o que gerou muitas reações, sobretudo de provedores de Internet. Mesmo que você não entenda nada de Telecomunicações, precisa estar atento a essa notícia. Isso porque tal medida deve afetar diretamente seu acesso à Internet ou qualquer plano de inclusão digital em nosso país.

faixa de 6 GHz
Imagem divulgação Anatel via O Globo

Neste artigo do Engenharia 360, vamos explorar os detalhes dessa mudança, as reações de diferentes envolvidos e o impacto esperado. Confira!

O que significa “faixa de 6 GHz”?

Faixa de 6 GHz refere-se a um espectro radioelétrico. Desde 2020 ela é utilizada aqui, no Brasil, exclusivamente para redes Wi-Fi. Basicamente esse modelo se tornou pilar da conectividade sem fio no país, permitindo que em residências e empresas a transmissão de dados seja mais rápida e eficiente. Inclusive, isso tem sido crucial para a implementação por aqui de tecnologias emergentes, como Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7. Então, para acessá-la, bastava usar equipamentos compatíveis, sem a necessidade de licenciamento.

Vale destacar que, até agora, esse espectro era base para os planos de expansão de conexões de Internet das operadoras no Brasil, especialmente em áreas com pouca infraestrutura de rede fixa.

faixa de 6 GHz
Imagem reproduzida de Ezurio

Veja Também: Nova frequência de Wi-fi de 6 GHz é anunciada nos EUA

Qual a decisão controversa da Anatel?

Em dezembro de 2024, a Anatel começou a anunciar essa divisão da faixa de 6 GHz. Segundo o órgão, 60% dessa rede será destinada para uso de telefonia móveis. Qual o motivo? Bem, no discurso, diz-se que os provedores de Internet no Brasil não vêm investindo adequadamente nessa faixa – pelo menos não o suficiente para justificar seu uso exclusivo.

Logo os especialistas começaram a manifestar suas opiniões. A decisão foi amplamente criticada pelas entidades do setor, como a Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint). Todos argumentam que a medida será um retrocesso na inclusão digital no país. Muitos até preveem uma completa mudança no mercado de Wi-Fi, com operadoras que adquiriram concessão de uso da faixa indo para leilão – será que podemos prever um cenário de mais monopólio no setor?

faixa de 6 GHz
Imagem de Freepik

Quais as consequências para os usuários de provedores?

O que está em jogo são os preços dos planos de Internet!

Se você acessa sinal de Wi-Fi fornecido por uma operadora que usa espectro 6 GHz, pode ser que fique sem o serviço até 2026. As empresas que serão mais atingidas serão aquelas de menor capital. Certamente as operadoras móveis levarão mais vantagem em relação a outros serviços oferecidos. E, finalmente, veremos um retrocesso maior no acesso à Internet na população de baixa renda e pequenas empresas que depende desse tipo de rede.

A saber, segundo a Abrint, a rede sem fio representa quase 90% do tráfego de Internet no país e é o meio mais utilizado por escolas e pela população mais pobre.

faixa de 6 GHz
Imagem de Freepik

Qual pode ser o futuro do Wi-Fi no Brasil?

A crise em torno da faixa 6 GHz no Brasil está apenas começando. Infelizmente, essas decisões que estão sendo tomadas agora devem afetar a vida dos brasileiros por muitos anos – impactando até no setor político. Nosso país segue o “mau exemplo” da China e de países membros da União Europeia, que defendem o modelo híbrido, que mescla o uso da faixa entre Wi-Fi e telefonia móvel. Mas já existe um movimento contra, tentando barrar na justiça essas medidas da Anatel.

A Abrint entrou com um recurso para tentar anular a decisão, argumentando que a mudança prejudica a inclusão digital e não leva em consideração o impacto regulatório e as alternativas de convivência entre Wi-Fi e telefonia móvel. Além disso, a entidade destaca que a decisão foi tomada sem uma análise completa dos impactos econômicos e sociais da medida, como exige a Lei nº 13.848/2019. Ou seja, falta transparência no processo!

Outras entidades também estão se juntando à Abrint na causa. Eles pedem uma discussão mais ampla entre todos os envolvidos, incluindo a população; e exigem uma Análise de Impacto Regulatório (AIR).


Fontes: TecMundo, MSN, InforChannel.

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Os supercomputadores são máquinas extraordinárias desenvolvidas pela engenharia de computação, projetadas especialmente para executar bilhões ou trilhões de processamentos de dados por segundo. Para isso, vão utilizar várias CPUs, memórias e núcleos de processamento, dividindo as tarefas complexas solicitadas em partes menores até conseguí-las resolver simultaneamente – é o que os cientistas chamam de “processamento paralelo”.

Graças a essa incrível capacidade, os supercomputadores podem ser usados em diversas áreas, desde previsão do tempo até pesquisa médica, oferecendo soluções rápidas para o que a computação comum não consegue resolver. Saiba mais no artigo a seguir, do Engenharia 360!

supercomputador
Imagem de LeRoy N. Sanchez, Records Management, Media Services and Operations, em Wikipédia – httpspt.m.wikipedia.orgwikiFicheiroRoadrunner_supercomputer_HiRes.jpg

Quando os primeiros supercomputadores foram montados?

Segundo os historiadores, os primeiros supercomputadores foram desenvolvidos na década de 1960 pela empresa IBM, como o 7030 Stretch, com o objetivo de auxiliar nos cálculos militares. Com o tempo, seu uso expandiu para outras áreas científicas e industriais; a evolução contínua das tecnologias permitiu que esse tipo de máquina se tornasse mais acessível. Hoje, por conta do avanço das IAs, há uma crescente necessidade de desenvolver e implantar novos supercomputadores.

Exemplos de máquinas

  • Santos Dumont (Brasil): um dos mais potentes da América Latina, com capacidade de resolver bilhões de equações por segundo.
  • Dragão (Petrobras): utilizado para processamento de dados geofísicos na exploração de petróleo.
  • Fugaku (Japão): um dos mais rápidos do mundo, fabricado pela Fujitsu.
  • Jaguar (EUA): supercomputador do Laboratório Nacional de Oak Ridge.
  • Deep Blue (IBM): famoso por vencer o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov em 1997.

Como funcionam os supercomputadores?

Os supercomputadores são sistemas computacionais que possuem desempenho excepcionalmente alto. Como dito antes, eles são equipados com múltiplas CPUs (Unidades Centrais de Processamento), com muita memória, núcleos potentes. A saber, a velocidade de processamento obtida é medida em FLOPS (operações de ponto flutuante por segundo). Inclusive, os modelos mais avançados vão alcançar centenas de petaflops, ou seja, quadrilhões de cálculos por segundo.

Por exemplo, um processador Intel Core i7 pode atingir cerca de 100 gigaflops, enquanto um supercomputador como o Fugaku, da Fujitsu, pode operar a impressionantes 442.010 petaflops!

No coração desses supercomputadores está a memória RAM (de centenas de terabytes), que suporta grandes volumes de dados. Núcleos potentes aumentam a capacidade dos processadores, que trabalham em sua parte da tarefa ao mesmo tempo. Todos esses componentes vão trabalhar juntos até resolver questões complexas relacionadas às aplicações. Quanto ao sistema operacional utilizado, é especializado – geralmente uma versão otimizada do Linux, para maximizar o desempenho.

Vale citar aqui o modelo Pégaso, da Petrobras, que possui mais de 678 TB de RAM e mais de 233 mil núcleos.

Para que são usados os supercomputadores?

Atualmente, os supercomputadores são utilizados em diversas áreas de pesquisa e indústria, incluindo:

  • Mecânica quântica
  • Modelagem molecular
  • Previsão do tempo
  • Simulações físicas
  • Pesquisa de fusão nuclear
  • Processamento sísmico
  • Análise de dados geológicos
  • Localização de reservas naturais
  • Desenvolvimento de vacinas e medicamentos
  • Treinamentos de IA
  • Aprendizado de máquina
  • Aprimoramento de algoritmos
  • Segurança digital
  • Criação de códigos criptografados
supercomputador
Imagem de NASA Ames Research Center, Tom Trower em Wikipédia – httpspt.wikipedia.orgwikiSupercomputador#mediaFicheiroUs-nasa-columbia.jpg

Quais são os principais tipos de supercomputadores?

Na engenharia, os supercomputadores são classificados em várias categorias com base em suas configurações e propósitos:

  • Para fins especiais, projetados para resolver problemas específicos, como jogos de xadrez.
  • Vetoriais, utilizando CPUs com matrizes vetoriais para otimizar o desempenho em tarefas que exigem processamento intenso.
  • Virtuais, armazenando e processando dados de modo eficiente sem a necessidade de um hardware físico extenso.
  • Várias máquinas (clusters) interconectadas, trabalhando juntas para realizar tarefas complexas.
supercomputador
Imagem de Argonne National Laboratory’s Flickr page em Wikipédia – httpsen.wikipedia.orgwikiFileIBM_Blue_Gene_P_supercomputer.jpg

Como os supercomputadores são construídos?

Supercomputadores precisam de enormes espaços para operar e sistemas de refrigeração avançados para dissipar o calor gerado pelo processamento interno. Na engenharia de computação, estão classificados dois tipos de configurações para essas máquinas. O primeiro se vale de diversos computadores interligados em rede, compartilhando a capacidade de processamento. Já o segundo é monolítico, com uma mesma unidade com vários processadores e uma super memória.

O que esperar do futuro dos supercomputadores?

É claro que a cada nova geração, os supercomputadores ficam mais rápidos e eficientes. No futuro, essas máquinas serão ainda mais poderosas e vão desempenhar um papel ainda mais vital na pesquisa científica e tecnológica – os especialistas acreditam que as IAs e Big Data vão impulsionar o seu uso. E a expectativa é que os exaflops se tornam o novo padrão nas simulações científicas.

supercomputador
Imagem de U.S. Department of Energy em Wikipédia – httpsen.wikipedia.orgwikiSierra_supercomputer#mediaFileSierra_Supercomputer_(48002385338).jpg

Um campo muito promissor é o da computação quântica. Empresas como Google, IBM e outras gigantes da tecnologia estão investindo pesado nesse setor. E outro exemplo moderno que podemos citar é o trabalho da IBM com o supercomputador Summit, usado para resolver problemas de engenharia de energia e biomedicina.

Veja Também:

Conheça o novo Supercomputador da Unicamp

Conheça o Supercomputador Brasileiro Santos Dumont


Fontes: Olhar Digital, Tecnoblog, TechTudo.

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Engenharia 360

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O Engenharia 360 tem uma novidade para compartilhar com você: os cientistas criaram uma nova bateria de lítio-enxofre de estado sólido (ASSLSB, na sigla em inglês) que pode ser carregada em apenas um minuto e durar mais de 65 anos sem perder a eficiência. Imagine não precisar mais se preocupar com o carregamento do seu celular ou carro elétrico! Ficção científica? Não, verdade! Saiba mais sobre o potencial dessa tecnologia e as implicações para o futuro da engenharia no artigo a seguir!

bateria de lítio-enxofre de estado sólido
Imagem gerada em IA de Freepik

A descoberta revolucionária

Os cientistas descobriram recentemente que as baterias de lítio-enxofre (Li-S) podem ser uma alternativa promissora às tradicionais de íons de lítio. Isso porque elas teriam o potencial de armazenar mais energia por unidade de peso do que as baterias convencionais. Por um lado, o enxofre pode reagir inesperadamente durante ciclos de carga e descarga, levando à degradação do próprio dispositivo. Por outro lado, é um material considerado barato e amplamente disponível, o que reduziria custos de produção.

Então, é nessa questão do preço que está o “pulo do gato”! É que as baterias de íon de lítio, que hoje praticamente dominam o mercado, apresentam riscos de superaquecimento e ainda são caras para serem fabricadas. E se combinarmos enxofre com eletrólito sólido, temos como eliminar os possíveis problemas enfrentados. A saber, é o “recheio” das ASSLSB que impediram as reações indesejadas, permitindo um carregamento mais rápido e maior vida útil.

bateria de lítio-enxofre de estado sólido
Imagem de Egibe em Wikipédia – httpspt.wikipedia.orgwikiBateria_de_ltio-enxofre#mediaFicheiroLi-S_battery_EN.png

O funcionamento da nova bateria de lítio-enxofre

Segundo os cientistas, o segredo para o sucesso dessa nova bateria de lítio-enxofre seria o uso do eletrólito sólido feito de iodeto de lítio e tioborofosfato. O que acontece é que esse material não conduz íons com alta eficiência, mas impedem as reações químicas que degradam os dispositivos ao longo do tempo. Assim, esses dispositivos poderiam guardar energia por mais tempo e carregar em menos tempo, com mais de 25 mil ciclos de cargas e descarga garantidos.

As possíveis aplicabilidades das baterias Li-S

Conforme as características descritas, as baterias Li-S poderiam ter diversas aplicações e revolucionar a engenharia. São possíveis exemplos:

  • Eletrônicos: Celulares e laptops com baterias que duram décadas sem precisar de substituição.
  • Veículos Elétricos: Carros que carregam em segundos e podem rodar por anos sem troca de bateria.
  • Energia Renovável: Armazenamento eficiente (em períodos de baixa demanda) para redes elétricas solares e eólicas.

O futuro da tecnologia de baterias

A pesquisa sobre a nova bateria de lítio-enxofre foi publicada originalmente na renomada revista científica Nature, destacando bem a questão da adição de eletrólitos sólidos e o aumento da eficiência geral. O artigo fala ainda que há desafios a serem superados antes que a tecnologia possa ser adotada em larga escala, competindo com o que já existe no mercado. Por exemplo, o peso do dispositivo, que pode limitar sua aplicação em aparelhos portáteis; e a estabilidade do catodo para uso mais prolongado. 

Quando tudo isso for finalmente resolvido, talvez possamos dar adeus às recargas diárias e desperdícios de baterias descartáveis (incluindo pilhas). A pesquisa continua avançando! Iniciativas como a parceria entre a Stellantis e a Zeta Energy visam desenvolver essas baterias para veículos elétricos até 2030. Assim, o futuro da energia parece ser promissor – eficiente, sustentável e duradouro!

Veja Também: Brasil terá a primeira produção de baterias de lítio-enxofre


Fontes: Olhar Digital.

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A indústria automotiva está em constante evolução, e a década de 2020 trouxe uma revolução no segmento dos SUVs. Se antes um tempo de aceleração de 0 a 100 km/h em 4 segundos era impressionante, agora esse número caiu para apenas 3,5 segundos para figurar entre os mais velozes. Este artigo do Engenharia 360 apresenta os SUVs mais rápidos de 2025, destacando não apenas suas velocidades impressionantes, mas também a tecnologia que os impulsiona. Confira!

A nova era dos SUVs

Os utilitários esportivos estão se transformando em verdadeiros supercarros, combinando luxo, tecnologia e desempenho. Modelos que outrora dominavam o mercado, como o Range Rover Sport SV e o Mercedes-AMG GLE63 S, agora foram superados por novos concorrentes que desafiam as leis da física. Vamos explorar quais são esses veículos que estão redefinindo o conceito de velocidade.

A lista dos SUVs mais rápidos de 2025

Aqui está a lista dos SUVs que estão dominando as pistas em janeiro de 2025:

1. Tesla Model X Plaid

O Tesla Model X Plaid continua a ser o líder indiscutível em desempenho. Com uma aceleração de apenas 2,5 segundos para atingir os 100 km/h, este SUV elétrico combina potência com tecnologia avançada. Suas portas traseiras do tipo gaivota e interior luxuoso fazem dele um verdadeiro ícone.

SUVs velozes
Imagem divulgação Tesla

2. Rivian R1S Tri-Motor

O Rivian R1S Tri-Motor é um SUV que não só oferece velocidade com seus 2,9 segundos para os 100 km/h, mas também é projetado para aventuras off-road. Com três motores potentes, ele equilibra desempenho e segurança.

SUVs velozes
Imagem reproduzida de Rivian

Veja Também: Carro esportivo de luxo: teste a 100 km/h na água

3. Lotus Eletre R

A Lotus Eletre R impressiona com sua aceleração de 2,95 segundos. Este SUV elétrico combina potência com um design arrojado e tecnologia inovadora, refletindo a essência da marca Lotus.

SUVs velozes
Imagem reproduzida de Lotus

4. Aston Martin DBX707

O DBX707 não é apenas rápido; ele também é luxuoso. Com uma velocidade máxima de 310 km/h e uma aceleração de 3,1 segundos, este SUV representa o que há de melhor na engenharia britânica.

SUVs velozes
Imagem divulgação Aston Martin

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Porsche cria “Kombi futurista” elétrica e autônoma

5. Porsche Cayenne Turbo GT

O Cayenne Turbo GT, com seu motor V8 biturbo e aceleração de 3,1 segundos, é um dos SUVs mais potentes do mercado. Sua velocidade máxima atinge impressionantes 306 km/h, tornando-o um competidor feroz.

SUVs velozes
Imagem divulgação Porsche

6. Porsche Macan Turbo

O novo Macan Turbo também se destaca com uma aceleração rápida e um design esportivo. Ele combina conforto e desempenho em um pacote atraente.

SUVs velozes
Imagem divulgação Porsche

7. Ferrari Purosangue

Embora tecnicamente classificado como SUV, o Purosangue é um supercarro disfarçado. Com um motor V12 potente e uma aceleração de 3,3 segundos, ele oferece uma experiência única ao volante.

SUVs velozes
Imagem divulgação Ferrari

8. Hyundai Ioniq 5 N

O Ioniq 5 N é um SUV elétrico prático que se destaca pela sua performance esportiva. Com uma aceleração semelhante à do Purosangue, ele prova que a eletrificação não significa sacrificar a velocidade.

SUVs velozes
Imagem divulgação Hyundai

9. Ford Mustang Mach-E GT

O Mach-E GT traz a herança da Ford para o mundo dos SUVs elétricos. Com uma aceleração rápida e um preço acessível em comparação com outros modelos de alto desempenho, ele é uma opção atraente para os entusiastas.

SUVs velozes
Imagem divulgação Ford

10. Lamborghini Urus SE Hybrid

Por fim, o Urus SE Hybrid combina a tradição da Lamborghini com inovação tecnológica. Com uma velocidade máxima de 312 km/h, ele se posiciona como um dos SUVs mais rápidos do mundo.

SUVs velozes
Imagem divulgação Lamborghini

Por que a aceleração importa?

Quando se fala em SUVs esportivos, a aceleração é um dos fatores mais relevantes. Não apenas impressiona os entusiastas de velocidade, mas também oferece um indicativo da eficiência do motor e da aerodinâmica do veículo. SUVs rápidos como o Tesla Model X Plaid e o Lotus Eletre R mostram que é possível unir performance esportiva com características utilitárias.

Tecnologia e sustentabilidade caminhando juntas

Um aspecto notável dos SUVs mais rápidos de 2025 é o crescimento dos modelos elétricos e híbridos. Marcas como Tesla, Hyundai e Rivian estão liderando uma transformação significativa no mercado automotivo, provando que veículos sustentáveis podem ser tão emocionantes quanto os modelos a combustão tradicionais.

Por outro lado, marcas renomadas como Lamborghini e Ferrari continuam a mostrar que é possível incorporar tecnologia híbrida sem perder a essência de performance que define seus veículos.

O futuro dos SUVs de alta performance

Com a constante evolução da tecnologia, é seguro dizer que o futuro promete ainda mais inovações no segmento de SUVs esportivos. Modelos que hoje lideram podem ser rapidamente superados por lançamentos futuros, mas uma coisa é certa: a busca por velocidade, eficiência e inovação continuará a moldar o mercado.

Veja Também: N Vision 74: O supercarro que combina passado e futuro


Fontes: News Motor, Motor 1 – UOL.

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Podemos afirmar, com total certeza, que a maior inovação tecnológica dos últimos tempos está relacionada ao campo da Inteligência Artificial. O lançamento do ChatGPT pela OpenAI, em 2022, causou um grande “boom” no mercado. Até o setor de engenharia foi altamente impactado, provocando inclusive uma reviravolta na formação de profissionais e condução de operações. Agora podemos estar diante de mais uma transformação, com a ascensão da DeepSeek, uma poderosa startup chinesa.

DeepSeek
Imagem reproduzida de DeepSeek via Época Negócios – Globo

Muitos acreditavam que o domínio das IAs era completamente do mundo ocidental. Inocente quem pensa assim, pois estava menosprezando a capacidade de países como Singapura, Coreia e Índia, sempre tão inovadores. Então vem a superpotência econômica China e desafia essa narrativa! Ela apresenta um modelo de inteligência que promete ser mais acessível e eficiente.

Fique ligado! A DeepSeek não apenas superou já o ChatGPT em termos de downloads na App Stores dos Estados Unidos, como provocou em 27 de janeiro de 2025 uma super queda nas ações de gigantes, como NVIDIA e Oracle – esta última que, inclusive, disputa a compra do TikTok. Saiba mais no artigo a seguir, do Engenharia 360!

O surgimento da DeepSeek

Muito longe do Vale do Silício, a DeepSeek nasceu na China e foi fundada por Liang Wenfeng no ano de 2023; esse empresário já era um velho conhecido do mercado financeiro por investir pesado num fundo de hedge quantitativo chamado High-Flyer. Logo no início, a startup se propôs em democratizar o acesso à tecnologia de IA, indo contra ao que prega as grandes empresas ocidentais. O objetivo sempre foi criar um modelo inovador, eficiente e de baixo custo – pelo menos em comparação ao que existe, como os produtos da Meta e OpenAI.

Vale destacar que Wenfeng aposta em Inteligência Artificial desde 2021, quando adquiriu milhares de processadores da própria NVIDIA para treinar seus modelos.

Assim surgiu o modelo DeepSeek-R1, que foi lançado recentemente e tem provocado um verdadeiro terremoto nas bolsas. O que ele tem de diferente? Desempenho comparável ao GPT-4, só que com custos operacionais menores. Gostou dessa notícia?

DeepSeek
Imagem reproduzida de DeepSeek via Tribuna do Sertão

A tecnologia por trás do DeepSeek

O modelo de IA mais recente trabalhado pela DeepSeek é o V3. Em tese, trata-se de uma solução bem diferente de tudo que vemos por aí. Para começar, sua eficiência é maior, consumindo menos dados e se valendo de recursos limitados. A mesma foi desenvolvida sobre um modelo de chip NVIDIA H800. E atenção: seu custo operacional é 20 a 50 vezes menor do que os modelos da OpenAI, sendo estimado em cerca de US$ 6 milhões. Portanto, estamos diante de um desafio dos paradigmas tradicionais de investimentos em IA!

Em um mercado onde o alto consumo de energia e a dependência de recursos avançados têm sido pontos de crítica, a DeepSeek se destaca como uma alternativa mais positivia.

Os impactos da DeepSeek no mercado de tecnologia

Neste final de janeiro de 2025, a DeepSeek conseguiu fazer o que muitos duvidavam: colocar em xeque a liderança dos Estados Unidos no setor de Inteligência Artificial. A startup provou que é possível inovar e competir globalmente mesmo com restrições impostas, como as sanções americanas do novo governo Donald Trump sobre exportação de tecnologias avançadas para a China.

A ascensão da DeepSeek dominou as discussões do mercado, com repercussões no mundo todo. Também pudera! Enquanto Meta e OpenAI dependem de bilhões em infraestrutura, a empresa de Liang Wenfeng está conseguindo alcançar mais com menos recursos. Consequência? Só as ações da NVIDIA, Microsoft, Apple e outras despencaram bilhões de dólares em um único dia, uma queda impulsionada pela percepção de que a nova tecnologia poderia oferecer uma alternativa mais viável aos produtos das americanas.

DeepSeek
Imagem reproduzida de DeepSeek via TechTudo

A saber, já o modelo DeepSeek-R1 custa 0,14 dólares para ser desenvolvido. Enquanto o GPT-4 custa 2,50 dólares por milhão de tokens. No fim das contas, essa diferença significativa levanta questões sobre a viabilidade dos altos investimentos feitos por empresas ocidentais em IA.

O futuro da IA com a DeepSeek

Pode ter certeza de que o ocidente não vai ficar quieto vendo a ascensão de uma empresa chinesa sem chiar. Tem muita coisa em jogo! Podemos esperar desdobramentos geopolíticos dessa história. O próprio governo americano demonstrou preocupação com a segurança nacional diante da nova tecnologia. A coisa chegou a um nível que a DeepSeek sofreu ciberataques logo após o seu lançamento, levando-a a limitar temporariamente os cadastros de novos usuários.

Por outro lado, há analista financeiro que está encarando toda a situação com ceticismo, considerando que as oscilações de mercado são coisa de momento e que, na verdade, a DeepSeek seria incapaz de manter seu trabalho com esse custo de desenvolvimento assim como afirma. Ou seja, os gastos reais podem ser superiores às declarações feitas pela startup. Será? Afinal, haveria condições de sustentabilidade do negócio a longo prazo?

Podemos, sim, ficar animados com a chegada da DeepSeek no mercado. Por outro lado, não é errado temer que ela afete todo o ecossistema de IA já desenvolvido. Vai dizer que você não usa o ChatGPT no seu dia a dia? E se houver uma migração em massa de usuários? Pense nas implicações desse movimento no setor! De todo modo, parece que está aberta uma nova era de concorrência – com novos players na jogada – e isso não tem volta. É o “Efeito DeepSeek”!

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Fontes: Yahoo, Infomoney, G1, CNN, TechTudo.

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Redação 360

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O emergente mercado brasileiro tem demonstrado um grande interesse nos veículos elétricos. Inclusive, sabendo disso, a marca chinesa BYD chegou com tudo em nosso país, apresentando ofertas como o BYD Dolphin e o Dolphin Mini, que logo cativaram o público. Mas a concorrência não gostou nada disso. Agora recebemos a notícia de que a General Motors (GM) deve disputar espaço – e até mudar as regras do jogo – com o seu novo Spark EUV. 

Segundo a própria Chevrolet, este SUV elétrico não é “apenas” um carro; ele representa uma nova era de mobilidade e acessibilidade. Sua engenharia estaria totalmente alinhada ao novo cenário global, com consumidores dando prioridade à sustentabilidade e à inovação. 

Confira a seguir, neste artigo do Engenharia 360, as principais características do Spark EUV e como esse veículo pode impactar a indústria automotiva brasileira!

A grande aposta da GM para 2025

O Chevrolet Spark EUV é, portanto, a grande novidade da General Motors para o mercado brasileiro em 2025. Isso foi anunciado para a imprensa durante as celebrações dos cem anos da empresa no país. Um exemplar do SUV compacto fez uma rápida aparição no palco, criando grandes expectativas no público. Afinal, esse poderá ser o primeiro elétrico verdadeiramente popular em nosso território, um rival direto do já bem-sucedido BYD Dolphin Mini.

DNA chinês

Segundo os designers, o projeto do Spark EUV foi baseado no Baojun Yep Plus, um modelo moderno desenvolvido pela GM em parceria com as fabricantes chinesas SAIC e Wuling – se bem que até lembra um pouco do porte do Citroën C3. Ele tem mesmo pequenas dimensões (4 metros de comprimento, 2,56 metros de entre-eixos, 1,76 metros de largura e 1,73 metros de altura). O objetivo é que o veículo se adeque bem às proporções da malha urbana. 

Comparativo com concorrentes

Tentando bater de frente com a BYD, a Chevrolet estima vender o Spark EUV por aqui a um preço em torno de R$ 160 mil, ficando num meio-termo entre o Dolphin Mini (R$ 120 mil) e o Dolphin Plus (R$ 185 mil). A empresa acredita que vai conseguir pegar fácil uma fatia desse mercado de SUVs elétricos compactos e a preços acessíveis no Brasil. E a previsão é de, em breve, ampliar ainda mais essa competição com novos modelos elétricos e híbridos também. 

As principais características do novo Spark EUV

Do lado de fora, o Spark EUV apresenta um visual bem quadradão, robusto, com faróis de LED e lanternas traseiras estilosas, que dão um toque contemporâneo ao veículo. E do lado de dentro, esse Chevrolet replica o estilo “caixotinho”, com linhas retas e um capô horizontalizado – como da primeira geração do Tracker.

chevrolet Spark EUV
Imagem reprodução via Auto Esporte
chevrolet Spark EUV
Imagem reprodução via Auto Esporte

Especificações técnicas

No geral, os detalhes são simples, assim como os materiais usados (incluindo plásticos duros). E há duas telas digitais de 10,25 polegadas cada, onde podem ser acessados o painel de instrumentos e a central multimídia. Sabe-se que pelo menos na China, o modelo é vendido com um pacote especial de equipamentos, incluindo sistema ADAS de assistência à condução e câmeras com visão 360 graus, proporcionando segurança e conforto durante a condução. Mas ainda não foi revelado se a versão brasileira contará com os mesmos recursos.

chevrolet Spark EUV
Imagem reprodução via Auto Esporte

Quanto ao desempenho do Spark EUV, a promessa é que o veículo tenha autonomia de 400 km no ciclo WLTC (Worldwide Harmonized Light Vehicles Test Procedure) – ideal para uso urbano e viagens curtas. O motor usado é elétrico, de 102 cv de potência e 18,4 kgfm de torque, com a energia fornecida por baterias de íons de lítio de 41,9 kWh. Em tese, deverá ser possível chegar a uma velocidade máxima de 150 km/h, o que é adequado para as necessidades diárias dos motoristas brasileiros.

Vale lembrar que o BYD Dolphin Mini tem autonomia de 300 km e potência 95 cv, e o BYD Dolphin tem autonomia de 400 km e potência de 150 cv.

chevrolet Spark EUV
Imagem reproduzida de Auto Mais TV

As expectativas de vendas do Spark EUV no Brasil

A GM não anunciou a data oficial do lançamento do Chevrolet Spark EUV no Brasil. Porém, os especialistas em engenharia automotiva apostam no segundo semestre de 2025, ainda dentro deste ano de comemoração do centenário da marca no país. Todavia, a expectativa entre os engenheiros é alta!

Para nós, a introdução de um novo carro elétrico no mercado deve ser encarado como algo positivo, posi pode ajudar a impulsionar uma mudança na percepção dos consumidores sobre veículos elétricos.

Pense bem, essa será mais uma alternativa sustentável que teremos diante da crescente preocupação com as emissões de carbono e a poluição urbana. E caso você ainda tenha dúvida sobre os benefícios de se adquirir um carro elétrico, lembre-se que o custo por quilômetro rodado é geralmente menor em comparação aos veículos movidos a combustíveis fósseis.

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Fontes: Auto Esporte, Auto Mais TV, Insideevs – UOL.

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O cinema tem o poder de transportar-nos para mundos desconhecidos, despertar nossa curiosidade e expandir nossos horizontes – inclusive para a ciência!

filmes sobre ciência
Imagem reprodução Warner Bros

Aliás, quando se trata de ciência, diversos filmes conseguem combinar entretenimento e aprendizado de forma excepcional. A seguir, apresentamos uma seleção de 10 filmes que não apenas entretêm, mas também proporcionam uma compreensão mais profunda de conceitos científicos e das mentes brilhantes que os desenvolveram.

1. O Jogo da Imitação (2014)

Baseado na vida de Alan Turing, matemático britânico que decifrou o código Enigma durante a Segunda Guerra Mundial, este filme destaca a importância da lógica e da computação na história moderna. A atuação de Benedict Cumberbatch é notável, trazendo à tona a genialidade e os desafios pessoais de Turing.

2. Oppenheimer (2023)

Este filme retrata J. Robert Oppenheimer e seu papel no desenvolvimento da primeira bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial. “Oppenheimer” oferece uma visão profunda sobre as implicações éticas da ciência na guerra e na paz.

3. A Teoria de Tudo (2014)

Este filme biográfico retrata a vida do físico teórico Stephen Hawking, desde seus primeiros anos acadêmicos até suas contribuições revolucionárias sobre buracos negros e a origem do universo. A interpretação de Eddie Redmayne, que ganhou o Oscar de Melhor Ator, é impressionante e oferece uma visão íntima dos desafios enfrentados por Hawking.

Veja Também: 10 filmes de tecnologia do futuro que anteciparam inovações

4. Radium Girls (2018)

Baseado em eventos reais, “Radium Girls” conta a história das irmãs Bessie e Jo, que trabalham em uma fábrica onde o pigmento verde da tinta era radioativo. O filme destaca a luta por regulamentações de segurança no trabalho após as consequências trágicas da exposição ao rádio.

5. Radioactive (2019)

Este filme narra a vida da cientista Marie Curie e suas contribuições à física e química, além dos desafios enfrentados como mulher na ciência. “Radioactive” destaca as lutas pessoais e profissionais de Curie enquanto ela faz descobertas fundamentais na ciência.

6. Contágio (2011)

“Contágio” é um thriller médico dirigido por Steven Soderbergh que retrata a rápida disseminação de um vírus mortal pelo mundo. Com base em pesquisas científicas reais sobre virologia e epidemiologia, o filme oferece uma visão realista dos desafios enfrentados por cientistas em situações de crise sanitária. É especialmente relevante no contexto atual de pandemias.

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7. Estrelas Além do Tempo (2016)

Focado em três matemáticas afro-americanas da NASA, o filme destaca suas contribuições essenciais para o programa espacial dos Estados Unidos. Além de abordar temas como segregação racial e sexismo, a obra enfatiza a importância da matemática e da física na exploração espacial.

8. Criação (2009)

“Criação” retrata Charles Darwin em sua jornada para concluir “A Origem das Espécies“, enquanto lida com dilemas pessoais e profissionais. O filme oferece uma visão íntima das dificuldades enfrentadas por Darwin ao desenvolver suas teorias revolucionárias sobre a evolução.

7. O Homem que Viu o Infinito (2015)

A história de Srinivasa Ramanujan, matemático autodidata indiano que fez contribuições significativas à teoria dos números, é retratada neste filme. A obra destaca a beleza da matemática pura e os desafios enfrentados por Ramanujan ao buscar reconhecimento em um ambiente acadêmico elitista.

8. O Homem Bicentenário (1999)

Neste filme baseado em uma obra de Isaac Asimov, Robin Williams interpreta Andrew, um robô que busca se tornar humano ao longo de 200 anos. “O Homem Bicentenário” provoca reflexões profundas sobre Inteligência Artificial, ética e o que significa ser humano. É um excelente ponto de partida para discussões sobre tecnologia e suas implicações futuras.

9. Interstellar (2014)

Dirigido por Christopher Nolan, este filme de ficção científica explora conceitos avançados de física, como buracos negros, dilatação temporal e a teoria da relatividade. Embora seja uma obra de ficção, “Interstellar” apresenta discussões científicas profundas e visuais impressionantes que estimulam a curiosidade sobre o universo.

10. Apollo 13 (1995)

“Apollo 13”, dirigido por Ron Howard, narra a missão espacial real da NASA que quase terminou em tragédia devido a uma falha técnica. O filme exemplifica o trabalho em equipe e as inovações tecnológicas necessárias para resolver crises espaciais.

11. Contato (1997)

Baseado no romance de Carl Sagan, “Contato” segue a Dra. Ellie Arroway enquanto ela busca sinais de vida extraterrestre. O filme provoca reflexões sobre ciência, fé e o nosso lugar no universo.

12. 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)

Dirigido por Stanley Kubrick, este clássico aborda temas como evolução humana, Inteligência Artificial e vida extraterrestre. É notável por seu realismo científico e efeitos especiais pioneiros, sendo essencial para amantes da ficção científica.

13. Impacto Profundo (1998)

Neste thriller científico, um grupo tenta impedir um cometa prestes a colidir com a Terra. “Impacto Profundo” explora as reações humanas diante da catástrofe iminente e os esforços científicos para salvar o planeta.

14. Jurassic Park (1993)

Embora seja um filme de ficção científica, “Jurassic Park” introduz o público ao mundo da genética e da clonagem, temas que são discutidos até hoje na comunidade científica. A obra de Steven Spielberg combina entretenimento com conceitos científicos, tornando-os acessíveis e interessantes.

Veja Também: 12 Filmes com o tema ‘Construção Civil’


Fontes: National Geographic, Revista Galileu, Showmetech, Teoria Digital.

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Engenharia 360

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A Inteligência Artificial (IA) está transformando diversos setores, e a engenharia não é exceção. À medida que novas tecnologias emergem e se tornam parte integrante do nosso cotidiano, algumas habilidades que antes eram essenciais estão perdendo relevância. Este artigo do Engenharia 360 explora algumas habilidades que a IA já prevê como obsoletas, analisando o impacto dessas mudanças e o que os profissionais da área devem considerar para se manterem relevantes no mercado de trabalho. Confira!

A revolução da Inteligência Artificial na Engenharia

A IA está mudando a forma como os engenheiros trabalham, automatizando tarefas repetitivas e otimizando processos. Com isso, algumas competências tradicionais estão se tornando desnecessárias. Um estudo recente aponta que até 39% das habilidades atualmente utilizadas no mercado de trabalho podem se tornar obsoletas nos próximos anos. Isso levanta questões sobre quais habilidades os engenheiros devem priorizar em sua formação e desenvolvimento profissional.

1. Cálculo manual extensivo

Antigamente, a proficiência em cálculos manuais complexos era uma marca registrada dos engenheiros. Hoje, softwares avançados e ferramentas de simulação realizam esses cálculos com maior precisão e em menos tempo. A IA pode executar cálculos complexos em frações de segundo, permitindo que os engenheiros se concentrem em tarefas mais estratégicas. Enfim, a dependência de cálculos manuais está diminuindo, dando lugar à análise e interpretação dos resultados gerados por essas ferramentas.

habilidades que a IA já considera como "obsoletas" na engenharia
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2. Desenho técnico à mão

O desenho técnico manual foi fundamental na engenharia por décadas. Com o advento de softwares de CAD (Computer-Aided Design), a criação de projetos tornou-se mais eficiente e precisa. A IA também pode ajudar na geração automática de designs baseados em parâmetros definidos pelo engenheiro. Portando, a habilidade de desenhar à mão livre, embora ainda valorizada em contextos específicos, não é mais uma exigência central na maioria das disciplinas de engenharia.

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Imagem de Lex Photography em Pexels

3. Conhecimentos em tecnologias antigas

À medida que novas tecnologias emergem, o conhecimento sobre ferramentas antigas perde relevância. À medida que novas máquinas e sistemas são introduzidos, o foco está na adaptação e aprendizado contínuo, em vez de manter habilidades relacionadas a tecnologias desatualizadas. Os engenheiros precisam se adaptar rapidamente às inovações tecnológicas para permanecer competitivos no mercado.

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Imagem de cottonbro studio em Pexels

Veja Também: 10 Habilidades Cruciais que Todo Engenheiro Precisa Ter

4. Memorização de normas e padrões

Antes, engenheiros precisavam memorizar uma vasta gama de normas e padrões técnicos. Atualmente, essas informações estão facilmente acessíveis através de bancos de dados digitais e ferramentas de referência. A capacidade de encontrar e aplicar essas normas de forma eficaz é mais valorizada do que a simples memorização.

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5. Tarefas repetitivas e rotineiras

Muitas tarefas repetitivas na engenharia, como a coleta de dados e monitoramento de sistemas, estão sendo automatizadas por meio da IA. Com o avanço da robótica e da automação, essas tarefas estão sendo delegadas a máquinas. Isso não apenas aumenta a eficiência, mas também reduz custos operacionais para as empresas; permite que os engenheiros concentrem seus esforços em atividades que exigem criatividade, pensamento crítico e resolução de problemas complexos.

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6. Memorização de dados

Com acesso imediato à informação através da Internet e assistentes virtuais, a necessidade de memorizar grandes volumes de dados diminui. O foco agora deve ser em saber como pesquisar e aplicar informações.

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Imagem de cottonbro studio em Pexels

Veja Também: O futuro da engenharia no Brasil com IA

7. Escrita manual

A digitalização da comunicação reduziu a necessidade dessa habilidade. Ferramentas de autocorreção e processamento de texto tornaram a escrita manual menos relevante no dia a dia dos engenheiros.

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8. Programação em linguagens desatualizadas

Linguagens de programação que antes eram padrão na indústria estão sendo substituídas por linguagens mais modernas e eficientes. A proficiência em linguagens obsoletas é menos valorizada, enquanto o conhecimento em linguagens atuais e relevantes tornou-se essencial.

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9. Isolamento interdisciplinar

No passado, engenheiros frequentemente trabalhavam de forma isolada dentro de suas especializações. Hoje, a colaboração interdisciplinar é fundamental. A capacidade de trabalhar em equipes multifuncionais e comunicar-se efetivamente com profissionais de diferentes áreas é crucial no ambiente de engenharia moderno.

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Imagem de Tim Gouw em Pexels

O que vem a seguir?

À medida que algumas habilidades se tornam obsoletas, novas competências estão emergindo como essenciais para o futuro da engenharia:

  • Alfabetização digital: A capacidade de utilizar novas tecnologias será fundamental.
  • Pensamento crítico: A habilidade de analisar informações e tomar decisões informadas será cada vez mais valorizada.
  • Habilidades interpessoais: A comunicação eficaz e a empatia continuarão sendo cruciais, especialmente em trabalhos colaborativos.
  • Conhecimento em IA: Entender como aplicar inteligência artificial nas práticas diárias será um diferencial competitivo.

Fontes: O Globo.

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