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Saiba mais sobre a engenharia anti-sísmica do Japão

por Rafael Panteri | 20/08/2020
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Entenda como o país usa a engenharia para reduzir os impactos causados por terremotos.

O Japão está situado no encontro de três placas tectônicas (Pacífico, Euroasiática Oriental e das Filipinas). A localização do arquipélago japonês é a causa dos frequentes abalos sísmicos que o país enfrenta de tempos em tempos. Basicamente, a movimentação e o choque entre essas placas é o que provoca os abalos, assim como deslizamentos de terra e tsunamis. E é por isso que o país precisa investir em tecnologias anti-terremotos.

Diante desse tremores, o Japão apresenta estratégias para a redução de danos e proteção da população. Treinamentos de como agir durante os terremotos são realizados gratuitamente pelo corpo de bombeiros em todo o país.

Esses treinamentos contribuem muito para a proteção dos japoneses, mas o diferencial está na engenharia.

Os edifícios apresentam em suas fundações um sistema de molas para absorver os tremores. Nas junções entre as colunas é colocado um material especial que dissipa a energia quando a estrutura se movimenta em direções opostas.

Imagem de obra de edifício no Japão. Estruturas são projetadas para suportar abalos sísmicos
Imagem de obra de edifício – @rafapanteri_
Imagem da internet

Quando os edifícios estão muito próximos, uma mola é colocada entre eles para que não ocorram eventuais choques.

Em todos os andares, estruturas de aço internas nas paredes ajudam a suportar o peso do prédio.

Outra tecnologia importante é o uso de pêndulos para amortecimento inercial. Uma esfera suspensa e pesada movimenta o prédio no sentido contrário às vibrações ocasionadas pelo terremoto. Controlado eletronicamente, esse mecanismo diminui as vibrações dos prédios em até 60%.

Taipei 101 – prédio em Taiwan que utiliza a tecnologia de pêndulo para amortecimento inercial.

O custo dessas tecnologias anti-terremotos é elevado e apenas os prédios modernos as apresentam. É por isso que o governo japonês arca com uma porcentagem dos gastos para que edifícios antigos consigam se adequar. O valor para salvar um vida é inestimável.

Veja também: Como projetar edifícios à prova de terremotos (e por que isso é tão importante)

Referências: G1; PensarGeo; Constru360; TotalCAD.

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Rafael Panteri

Estudante de Engenharia Elétrica no Instituto Mauá de Tecnologia. Parte da graduação em Shibaura Institute of Technology - Japão.

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