O século XXI testemunha uma transformação profunda na maneira como concebemos e construímos nossos edifícios. Impulsionados pela crescente conscientização sobre as mudanças climáticas e a necessidade urgente de práticas mais sustentáveis, os “edifícios verdes” emergem como protagonistas de uma revolução na engenharia civil. Estas estruturas inovadoras não são apenas construções; são manifestações tangíveis de um compromisso com o meio ambiente, a eficiência energética e o bem-estar humano.

Em um planeta onde as cidades consomem 78% da energia global e geram 60% das emissões de gases de efeito estufa, a importância dos edifícios verdes se torna inegável. A busca por alternativas sustentáveis não é mais uma opção, mas uma necessidade premente. O artigo a seguir, do Engenharia 360 explora uma lista fascinante de edifícios que lideram o caminho para um futuro mais verde e resiliente. Confira!

O que define edifícios verdes?

Antes de mergulharmos na lista dos edifícios mais impressionantes, é crucial entender o que realmente define uma construção como “verde”. Um edifício verde, ou sustentável, é aquele que, desde a sua concepção até a sua operação, busca minimizar o impacto ambiental e maximizar a eficiência dos recursos.

Critérios de sustentabilidade

A certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) é um reconhecimento internacional que avalia a sustentabilidade de edifícios com base em critérios como localização estratégica, preservação ambiental, uso eficiente da água e energia, materiais sustentáveis e qualidade do ambiente interno. Além disso, incentiva inovação em projetos e melhorias regionais, promovendo construções ecologicamente responsáveis e socialmente benéficas.

Top 10 edifícios verdes pelo mundo

Agora, vamos explorar dez exemplos notáveis de edifícios verdes que estão redefinindo os padrões da construção sustentável em todo o mundo:

1. Torre Iberdrola, Bilbau, Espanha

Projetada pelo renomado arquiteto César Pelli, a Torre Iberdrola é um ícone financeiro e empresarial em Bilbau. Com seus 165 metros de altura e uma estrutura de vidro imponente, a torre é um exemplo de construção sustentável e eficiência energética. Seu anel de recuperação de energia reduz significativamente a pegada de carbono, demonstrando um compromisso com a responsabilidade ambiental.

Além de suas características sustentáveis, a Torre Iberdrola foi concebida para promover o bem-estar de seus ocupantes. A distribuição interna dos espaços incentiva o trabalho em equipe, a transferência de conhecimento e a aprendizagem organizacional, criando um ambiente de trabalho produtivo e sustentável.

edifícios mais verdes do mundo
Imagem de Zarateman em Wikipédia – https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Bilbao_-_Torre_Iberdrola_07.JPG

2. Biblioteca Pública de Beitou, Taipei, Taiwan

Localizada no Parque Beitou, em Taipei, esta biblioteca é a primeira construção verde de Taiwan. Seu design inovador visa reduzir o consumo de água e eletricidade, utilizando grandes janelas para maximizar a iluminação natural. A cobertura do edifício é parcialmente revestida com células fotovoltaicas para gerar energia solar, e um sistema de coleta de água da chuva é utilizado para alimentar os vasos sanitários.

A Biblioteca Pública de Beitou é um exemplo inspirador de como a arquitetura sustentável pode se integrar harmoniosamente com o meio ambiente, criando um espaço público agradável e eficiente.

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Imagem de Lijun em Wikipédia – https://en.wikipedia.org/wiki/File:BeitouLibrary.JPG

3. Academia de Ciências da Califórnia, São Francisco, EUA

Reconstruída em 2008 sob a visão do arquiteto Renzo Piano, a Academia de Ciências da Califórnia é um museu de história natural e instituto de pesquisa que incorpora práticas sustentáveis em todos os aspectos de seu design. O edifício recicla água da chuva, utiliza placas fotovoltaicas para gerar energia solar e possui uma cobertura verde de um hectare com milhões de plantas nativas da Califórnia.

A Academia de Ciências da Califórnia demonstra como a sustentabilidade pode ser integrada em grande escala, criando um espaço que educa e inspira sobre a importância da conservação ambiental.

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Imagem de Adamsofen em Wikipédia – https://ast.wikipedia.org/wiki/Academia_de_Ciencies_de_California#/
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4. World Trade Center, Manama, Bahrain

Este complexo de duas torres gêmeas de 240 metros de altura é o primeiro arranha-céu do mundo a integrar turbinas eólicas em seu design. As turbinas, que satisfazem 15% do consumo energético das torres, estão localizadas em pontes que conectam os edifícios. O design em forma de vela das torres otimiza a captação de vento, tornando o World Trade Center um exemplo pioneiro de energia renovável em edifícios altos.

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Imagem de Bahrain WTC em Wikipédia – https://en.wikipedia.org/wiki/Bahrain_World_Trade_Center#/media/File:Bahrain_WTC.JPG

5. Pixel Building, Melbourne, Austrália

O Pixel Building é o primeiro edifício de escritórios com pegada neutra de carbono da Austrália. Projetado como um protótipo para escritórios do futuro, o edifício possui uma cobertura verde com painéis solares para gerar sua própria energia e um sistema de coleta e armazenamento de água. A fachada multicolorida do Pixel Building permite o aproveitamento da ventilação e da iluminação natural, minimizando o consumo de energia.

edifícios mais verdes do mundo
Imagem reproduzida rchitecturePorn em Reddit

6. Museu do Amanhã, Rio de Janeiro, Brasil

Projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o Museu do Amanhã é um museu de ciências que incorpora soluções de sustentabilidade inovadoras. O museu utiliza painéis solares móveis, sistemas de reutilização de água da chuva e um sistema de ar condicionado que utiliza água da Baía de Guanabara. O design futurista e as práticas sustentáveis do museu o tornam um símbolo de esperança para um futuro mais verde.

A saber, este museu futurista incorpora o otimismo para o futuro com seu design bioclimático, painéis solares e sistema de reutilização de água da chuva.

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Imagem de Mario Roberto Durán Ortiz em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_do_Amanh%C3%A3#/media/Ficheiro:
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7. Turning Torso, Malmö, Suécia

Outro projeto de Santiago Calatrava, o Turning Torso é um arranha-céu de 190 metros de altura inspirado em um torso humano em movimento. O edifício é abastecido com energia renovável, cada apartamento gerencia seu consumo de aquecimento e água, e as cozinhas reciclam os resíduos orgânicos para produzir biogás. O Turning Torso demonstra como a sustentabilidade pode ser integrada em edifícios residenciais de grande escala.

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Imagem de Väsk em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Turning_Torso#/media/Ficheiro:Turning_Torso_3.jpg

8. Parkroyal Collection, Singapura, Singapura

Este hotel de luxo no centro de Singapura possui 15.000 m² de varandas ajardinadas, conhecidas como “sky gardens”. Os jardins são projetados para serem autossuficientes e consomem o mínimo de energia através do uso de células solares, sensores de movimento e captação de água da chuva para reciclagem. O Parkroyal Collection é um oásis verde no coração da cidade, oferecendo um refúgio sustentável para seus hóspedes.

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Imagem de Erwin Soo em Wikipédia – https://en.wikipedia.org/wiki/Parkroyal_Collection_Pickering#/media/
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9. Torre de Xangai, Xangai, China

Com 632 metros de altura, a Torre de Xangai é o segundo edifício mais alto do mundo e um exemplo notável de construção sustentável. O edifício foi projetado para coletar água da chuva e reciclar parte de suas águas residuais para uso interno. O design da fachada minimiza as rajadas de vento, reduzindo a quantidade de material necessária para sua construção.

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Imagem de GG001213 em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Shanghai_World_Financial_Center#/
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10. Torre Reforma, Cidade do México, México

Localizada no Paseo de la Reforma, na Cidade do México, a Torre Reforma é o terceiro arranha-céu mais alto do país. O edifício utiliza energia solar e eólica, e a água, além de ser reciclada, é usada para gerar eletricidade. O sistema de ar condicionado é controlado por inteligência artificial através de sensores espalhados pelo edifício, otimizando o uso de energia.

edifícios verdes
Imagem de México en Fotos em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Paseo_de_la_Reforma#/media/Ficheiro:CDMX_-_Paseo_de_la_Reforma.jpg

Bônus | Outros projetos icônicos

Para além da lista anterior, vale a pena destacar outros edifícios que representam o auge da arquitetura sustentável:

  • CopenHill, Copenhague, Dinamarca: Esta usina de geração de energia a partir de resíduos é um exemplo de transformação urbana sustentável, com pistas de esqui e trilhas para caminhada em seu telhado.
  • Gardens by the Bay, Singapura: Este jardim botânico futurista é uma prova do desenvolvimento urbano sustentável, com superárvores que abrigam jardins verticais e coletam energia solar.
  • Universidade Agostinho Neto, Luanda, Angola: Este campus universitário incorpora ventilação natural, técnicas de resfriamento passivo e coleta de água da chuva.
  • Bullitt Center, Seattle, EUA: Este edifício de escritórios atinge o uso líquido zero de energia através de painéis solares, coleta de água da chuva e um sistema de tratamento de água.
  • One Central Park, Sydney, Austrália: Este arranha-céu se destaca por sua deslumbrante parede de jardim vertical, que proporciona isolamento, reduz o consumo de energia e melhora a qualidade do ar.

Principais benefícios dos edifícios verdes

Os edifícios verdes vão além da sustentabilidade ambiental, proporcionando benefícios à saúde, economia e imagem corporativa. Eles melhoram a qualidade de vida dos ocupantes, reduzem ilhas de calor e promovem ambientes mais saudáveis. Além disso, apesar do investimento inicial, geram economias a longo prazo com eficiência energética e menor consumo de água. Para empresas, adotá-los fortalece a imagem sustentável e atrai clientes e investidores.

Perspectivas para um futuro mais verde e resiliente

Os edifícios verdes representam uma mudança de paradigma na engenharia civil. Eles são a prova de que é possível construir estruturas que sejam eficientes, sustentáveis e benéficas para o meio ambiente e para a sociedade. Ao adotar práticas construtivas mais responsáveis, podemos criar um futuro mais verde, resiliente e próspero para todos.

À medida que a tecnologia avança e a conscientização ambiental aumenta, podemos esperar ver ainda mais inovações no campo da construção sustentável. Os edifícios verdes não são apenas uma tendência; são o futuro da engenharia civil.

Veja Também: Conheça aqui o edifício residencial mais verde do Brasil


Fontes: Iberdrola, Exame, dormakaba.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Certamente você já ouviu falar na Torre Eiffel de Paris. Saiba que ela não é apenas um símbolo turístico, mas um ícone de Engenharia. Esta construção foi erguida em 1888 para a Exposição Mundial e tinha como propósito, segundo seus projetistas, ser o monumento às novas ideias, mudanças sociais, crescimento econômico e poder. Parece que deu certo!

Nós que amamos as engenharias devemos olhar com admiração para esta obra. Sabe por quê? Pois ela demonstra como é possível se chegar longe quando pequenos componentes se encaixam certo e assumem bem a sua função em nível de design – que hoje atingimos mais facilmente com simulações em 3D.

estruturas metálicas, pavilhões de exposições e lojas de departamento
Imagem reproduzida de Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Exposi%C3%A7%C3%A3o_Universal_de_1937#/media/Ficheiro:Paris-Expo-1937-carte_postale-00.jpg
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Torre Eiffel em Exposição Mundial – Imagem reproduzida de Wikipédia – https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Eiffel_Tower_and_
Champ_de_Mars_seen_from_Trocad%C3%A9ro_Palace,_Paris_Exposition,_1889.jpg

Pense bem no domínio de conhecimento das cargas que esses engenheiros já tinham naquela época, entendendo que quanto maior o controle das forças ativas, maior a expansão que pode ser obtida. Mas mais do que suportar forças, essa estrutura emite força (sabia disso?), que é a força da inspiração e criatividade que ela extrai de quem a observa. E esse plano que começou sem grandes pretensões, resultou em um estímulo às massas de pessoas que nem mesmo chegaram a ter influência no processo de concepção, mas que deveriam.

E tal massa que guia hoje a indústria? É para ela que projetamos mercadorias e erguemos edifícios! Justamente a produção em massa, para as massas, é que requereu no passado a construção de pavilhões de exposições. Continue lendo este artigo do Engenharia 360 para saber mais!

Novas construções impulsionadas pelas necessidades e possibilidades

A virada do século XIX para o século XX foi de grande efervescência; novas ideias surgiram em meio a debates calorosos. Também surgiu, com os movimentos de vanguardas, mais possibilidades de construção. É difícil dizer o que veio primeiro, à procura ou a oferta. Fato é que quando passamos a produzir máquinas e fabricar itens a uma velocidade mais rápida, isso permitiu a engenharia Inovar e apresentar essas inovações em grandes feiras para convencer as pessoas de que o moderno era melhor mesmo sendo industrial e não manual com menos ornamentos e ‘forma pela função’.

A engenharia de estruturas contribuiu bastante neste momento, desenvolvendo ou aprimorando  técnicas e materiais para construção de grandes vãos de telhados com muito mais articulações espaciais em total consonância com os novos tempos. Era preciso expandir a escola da construção civil !

Os primeiros palácios dedicados ao consumidor

A virada do século XIX para o século XX foi marcada pelas grandes exposições. Por conta disso, foram construídas edificações para tal funcionalidade como o Palácio de Cristal em Londres – que infelizmente já não existe mais -, o Grand Palais e o Petit Palai em Paris – que, aliás, brilharam nos Jogos Olímpicos de 2024. Estes vastos salões de aço e vidro foram os primeiros grandes espaços dedicados a receber a sociedade de consumo. 

Foi nesta época que a engenharia introduziu o aço como material de construção, o que tornou possível erguer em pouco tempo estruturas com enormes vãos. Além disso, paineis de vidro podiam agora ser inseridos nas molduras de aço do telhado, e a transparência resultante, dando a esses espaços uma atmosfera arejada e leve.

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Palácio de Cristal em Londres – Imagem de Dickinson Brothers em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Crystal_Palace_from_the_northeast_
from_Dickinson%27s_Comprehensive_Pictures_of_the_Great_Exhibition_of_1851._1854.jpg
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Palácio de Cristal em Londres – Imagem de J. McNeven em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Crystal_Palace_-_interior.jpg
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Grand Palais – Imagem reproduzida de Wikipédia – https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:The_Grand_Palace,_
Exposition_Universal,_1900,_Paris,_France.jpg
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Petit Palai – Imagem reproduzida de Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Petit_Palais#/media/
Ficheiro:The_little_Palace,_Exposition_Universal,_1900,_Paris,_France.jpg

Perceba que essas obras pareciam grandes redomas fechadas. Isso para proteger as pessoas e itens expostos às variações climáticas. Especialistas dizem que tais projetos foram inspirados em estufas como as de Kew Gardens de Londres. Por certo, por terem essa volumetria, grandes vãos e estruturas de aço, transmitem mesmo a ideia de que não se trata de uma construção convencional.

estruturas metálicas, pavilhões de exposições e lojas de departamento
Kew Gardens de Londres – Imagem de Diliff em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Reais_Jardins_Bot%C3%A2nicos_de_Kew#/
media/Ficheiro:Kew_Gardens_Palm_House,_London_-_July_2009.jpg

A pergunta que fica é: essas estruturas eram mesmo convencionais? Talvez não, porque embora o vasto telhado de vidro fornecesse uma excelente iluminação para grandes espaços, algumas colunas, por conta das cargas, limitavam o uso dos interiores. Fora que hoje, com as mudanças climáticas, essa transparência demasiada impacta a regulagem da temperatura e o conforto ambiental

As estruturas metálicas no Brasil

As estruturas metálicas foram bastante exploradas no Brasil na virada do século XIX para o século XX. Aliás, segundo historiadores isso chegou a ser um tipo de arquitetura oficial, principalmente em grandes edifícios públicos, a exemplo do Mercado de Carnes de Belém. Essas obras eram de muito bom gosto, de extrema beleza plástica, com uma engenharia digna de elogios até os dias de hoje.

estruturas metálicas, pavilhões de exposições e lojas de departamento
Mercado de Carnes de Belém – Imagem de Hans von Manteuffel em Wikipédia – https://en.wikipedia.org/wiki/Meat_Market,_Bel%C3%A9m#/media/File:VerOPeso_-_Mercado_da_Carne.jpg

A expansão da escala de consumo para lojas de departamento

Com o passar das décadas, as grandes salas de exposição de aço e vidro começaram a inspirar a criação de outros modelos arquitetônicos, como as amplas lojas de departamento.

Diferente dos bazares, mercados e ruas cobertas, onde vendedores individuais se reuniam sob o mesmo teto para vender, as lojas de departamento com administração centralizada atraiu um público mais variado. A diferença é que eram mais acessíveis aos compradores, com todos os pavimentos visíveis a partir de um vão central – e com telhado de vidro -, assim como os palácios de exposições. É o mesmo efeito espacial! Um exemplo que podemos citar é a Galeries Lafayette.

estruturas metálicas, pavilhões de exposições e lojas de departamento
Galeries Lafayette – Imagem de Miguel Mendez em Wikipédia – https://fr.wikipedia.org/wiki/Groupe_Galeries_Lafayette#/media/
Fichier:Galeries_Lafayette_(51723271767).jpg
estruturas metálicas, pavilhões de exposições e lojas de departamento
Galeries Lafayette – Imagem de Wouter Hagens em Wikipédia – https://en.wikipedia.org/wiki/File:Paris_Lafayette_inside.jpg

O que podemos dizer na conclusão deste texto é que, da Torre Eiffel às galerias de comércio, o objetivo sempre foi acolher as pessoas, cativá-las, encantá-las para consumir. O quê? Um roteiro de turismo ou produtos da moda? Não, um ideal de futuro, de possibilidades para as mudanças – estas que vão guiar a engenharia. Então, prepare-se para o futuro, pois, assim como o passado, promete ser fascinante!

Veja Também: Gameleira: O projeto de Oscar Niemeyer que desabou


Fonte: Livro Lições de Arquitetura (Herman Hertzberger, 2ª ed. – São Paulo: Martins Fontes, 1999).

Das exposições universais às lojas de departamento, descubra como as estruturas metálicas mudaram a arquiteturaImagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

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Engenharia 360

Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.

A engenharia civil, mais do que uma ciência, é uma arte que molda o mundo ao nosso redor. E no coração dessa arte, reside a maestria das misturas. Assim como um chef combina ingredientes para criar um prato sublime, o engenheiro domina a arte de mesclar materiais para construir estruturas que desafiam o tempo. Mas, quais são os segredos por trás dessas misturas? Quais são os ingredientes que dão vida a edifícios, pontes e estradas?

No artigo a seguir, do Engenharia 360, desvendamos os mistérios das principais misturas essenciais que sustentam a engenharia civil. Confira!

1. Concreto

O concreto é, sem dúvida, o material mais utilizado na engenharia civil em todo o mundo. Sua versatilidade, resistência e durabilidade o tornam a escolha ideal para uma vasta gama de aplicações, desde a fundação de edifícios até a construção de pontes e barragens.

O que é o concreto

O concreto é uma mistura composta por cimento Portland, agregados graúdos (brita), agregados miúdos (areia) e água. O cimento atua como um aglomerante, unindo os agregados e formando uma massa sólida e resistente. Em algumas situações, aditivos como a sílica são adicionados para potencializar algumas de suas características.

A “ciência do concreto” é fascinante, pois cada mistura é única e projetada para atender às necessidades específicas de cada obra. A proporção dos ingredientes, o tipo de cimento e os aditivos utilizados podem variar amplamente, resultando em concretos com diferentes propriedades e desempenhos.

misturas utilizadas na engenharia civil
Imagem de Life Of Pix em Pexels

Veja Também: Novo concreto sem cimento para construção sustentável

A importância do concreto

O concreto é um material indispensável na engenharia civil, proporcionando:

  • Resistência: Suporta grandes cargas e resiste a deformações.
  • Durabilidade: Mantém suas propriedades ao longo do tempo, resistindo a intempéries e agentes agressivos.
  • Versatilidade: Pode ser moldado em diversas formas e tamanhos, adaptando-se a diferentes projetos.
  • Economia: É um material relativamente barato e de fácil obtenção.

Tipos de concreto e suas aplicações

Existem diversos tipos de concreto, cada um com características e aplicações específicas. Vamos explorar alguns dos mais importantes:

  • Concreto convencional: É o tipo mais comum, utilizado em diversas aplicações, como fundações, lajes e pisos. Sua consistência mais seca exige o uso de vibradores para adensamento.
  • Concreto bombeável: Possui alta fluidez, permitindo que seja bombeado através de tubulações. Ideal para grandes obras verticais, onde o transporte rápido e eficiente é essencial.
  • Concreto armado: Incorpora armações de aço para aumentar sua resistência à tração e compressão. Amplamente utilizado em pilares, vigas, lajes e outros elementos estruturais.
  • Concreto protendido: Utiliza cabos de aço de alta resistência tensionados antes da concretagem. Permite a construção de vãos maiores e é frequentemente empregado em pré-moldados e reforço de estruturas.
  • Concreto leve: Possui baixa densidade, proporcionando excelente isolamento térmico e acústico. Utilizado em regularização de superfícies, envelopamento de tubulações e enchimento de lajes.
  • Concreto pesado: Apresenta alta densidade, ideal para aplicações que exigem proteção contra radiação, como gasodutos, câmaras de raio-x e usinas nucleares.
  • Concreto rolado: Utilizado em pavimentações urbanas, pisos de estacionamentos e barragens. Sua aplicação envolve compactação com rolos compressores, seguido de impermeabilização com emulsão asfáltica.
  • Concreto de alta resistência (CAR): Possui resistência superior aos concretos convencionais. Utilizado em fundações, lajes, pilares e vigas, permitindo a construção de estruturas mais esbeltas e econômicas.

2. Argamassa

A argamassa é outra mistura fundamental na engenharia civil, atuando como uma “cola” que une os diferentes elementos da construção, como tijolos, blocos e revestimentos.

O que é a argamassa

A argamassa é uma combinação de cimento, areia e água, com ou sem aditivos. A proporção dos ingredientes varia de acordo com a aplicação desejada.

misturas utilizadas na engenharia civil
Imagem de diana.grytsku em Freepik

A importância da argamassa

A argamassa desempenha um papel crucial na engenharia civil, garantindo:

  • Aderência: Promove a união entre os diferentes elementos da construção.
  • Resistência: Suporta cargas e resiste a deformações.
  • Impermeabilização: Protege as paredes contra a umidade.
  • Acabamento: Prepara a superfície para receber o revestimento final.

Tipos de argamassa e suas aplicações

Existem diversos tipos de argamassa, cada um com características e aplicações específicas:

  • Argamassa de assentamento: Utilizada para unir tijolos e blocos, proporcionando resistência e estabilidade às paredes.
  • Argamassa de revestimento: Aplicada sobre as paredes para regularizar a superfície e receber o acabamento final.
  • Argamassa colante: Utilizada para fixar revestimentos cerâmicos, porcelanatos e outros materiais.
  • Argamassa de grauteamento: Empregue para preencher espaços vazios em estruturas de concreto, como furos de chumbamento e alvenaria estrutural.

3. Chapisco

O chapisco é uma mistura simples, porém fundamental, utilizada como camada inicial para melhorar a aderência de revestimentos em paredes e tetos.

O que é o chapisco

O chapisco é composto por cimento e areia grossa, misturados com água até obter uma consistência fluida. A mistura é projetada sobre a superfície a ser revestida, criando uma camada áspera que facilita a aderência da argamassa de emboço.

misturas utilizadas na engenharia civil
Imagem reproduzida de Planilha levantamento quantitativo de materiais de construção

A Importância do chapisco

O chapisco garante:

  • Aderência: Cria uma superfície rugosa que aumenta a aderência da argamassa de emboço.
  • Impermeabilização: Reduz a absorção de água pela parede.
  • Proteção: Protege a parede contra a ação de agentes agressivos.

4. Emboço

O emboço é uma camada de argamassa aplicada sobre o chapisco, com o objetivo de regularizar a superfície e prepará-la para receber o reboco.

O que é o emboço

O emboço é composto por cimento, areia e água, com ou sem aditivos. A proporção dos ingredientes varia de acordo com a necessidade de regularização da superfície.

A importância do emboço

O emboço garante:

  • Regularização: Nivelamento da superfície, eliminando imperfeições e preparando-a para o reboco.
  • Aderência: Melhora a aderência do reboco à parede.
  • Proteção: Protege a parede contra a umidade e agentes agressivos.

5. Reboco

O reboco é a camada final de argamassa aplicada sobre o emboço, proporcionando um acabamento liso e uniforme às paredes.

O que é o reboco

O reboco é composto por cimento, cal, areia fina e água, com ou sem aditivos. A cal confere maior plasticidade à argamassa, facilitando o acabamento.

A importância do reboco

O reboco garante:

  • Acabamento: Proporciona uma superfície lisa e uniforme, pronta para receber a pintura ou outro revestimento final.
  • Estética: Melhora a aparência das paredes, conferindo um aspecto mais agradável e sofisticado.
  • Proteção: Protege a parede contra a umidade e agentes agressivos.

6. Misturas asfálticas

As misturas asfálticas são utilizadas na pavimentação de vias, proporcionando uma superfície lisa, resistente e durável para o tráfego de veículos.

O que são as misturas asfálticas

As misturas asfálticas são compostas por agregados (brita, areia) e ligantes asfálticos (CAP – Cimento Asfáltico de Petróleo). O ligante asfáltico envolve os agregados, formando uma massa coesa e impermeável.

misturas utilizadas na engenharia civil
Imagem de aleksandarlittlewolf em Freepik

A importância das misturas asfálticas

As misturas asfálticas garantem:

  • Resistência: Suportam o tráfego de veículos e resistem a deformações.
  • Durabilidade: Mantêm suas propriedades ao longo do tempo, resistindo a intempéries e agentes agressivos.
  • Segurança: Proporcionam uma superfície aderente, reduzindo o risco de acidentes.
  • Conforto: Reduzem o ruído do rolamento e proporcionam uma superfície lisa e uniforme.

Tipos de misturas asfálticas e suas aplicações

Existem diversos tipos de misturas asfálticas, cada um com características e aplicações específicas:

  • Concreto asfáltico: Mistura densa e resistente, utilizada em pavimentos de alto tráfego.
  • Asfalto borracha: Incorpora borracha moída de pneus reciclados, aumentando a durabilidade e reduzindo o ruído do rolamento.
  • Microrrevestimento asfáltico: Camada fina aplicada sobre pavimentos existentes para restaurar a superfície e prolongar a vida útil.

Veja Também: Tipos de tijolos e blocos para construção civil


Fontes: Afonso França Engenharia, Braver Engenharia.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

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Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

A escolha do curso superior é uma das decisões mais importantes na vida de um estudante. Com a rápida evolução da tecnologia e a ascensão da Inteligência Artificial (IA), o mercado de trabalho está passando por transformações significativas. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), 40% dos empregos em economias emergentes, como o Brasil, serão impactados pela IA nos próximos anos.

Para ajudar estudantes e profissionais a se prepararem para esse futuro, consultamos a publicação da CNN Brasil, com base nas principais IAs do mercado – ChatGPT, DeepSeek e Gemini -, para identificar os principais cursos universitários que oferecerão os maiores salários em 2040. Confira a lista a seguir e prepare-se para uma carreira de sucesso!

1. Inteligência Artificial e Machine Learning

Com o avanço da automação, a demanda por especialistas em Inteligência Artificial e aprendizado de máquina (machine learning) crescerá exponencialmente. Empresas de tecnologia, saúde, finanas e indústria buscarão profissionais capazes de criar soluções autônomas e inteligentes, o que garantirá altos salários para os formados nessa área.

2. Engenharia de Robótica

A robótica será fundamental para diversos setores, como manufatura, medicina e transportes. Com a ascensão de veículos autônomos e processos automatizados, engenheiros especializados em robótica serão altamente valorizados.

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Imagem de Mikhail Nilov em Pexels

3. Ciência de Dados e Análise de Dados

O volume de dados gerados mundialmente cresce de forma exponencial. A capacidade de analisar, interpretar e transformar esses dados em insights valiosos será uma habilidade indispensável. Profissionais de ciência de dados e análise de dados encontrarão oportunidades em setores como tecnologia, governança, marketing e saúde.

4. Segurança da Informação e Proteção de Dados

Com o aumento das ameaças cibernéticas, empresas e governos precisarão de especialistas em segurança da informação. O mercado para esses profissionais crescerá constantemente, tornando essa uma carreira promissora e lucrativa.

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Imagem de Kevin Ku em Pexels

5. Energias Renováveis

A busca por sustentabilidade impulsionará a demanda por profissionais especializados em energias renováveis, como solar, eólica e hidrogênio verde. Com incentivos governamentais e investimentos crescentes na transição energética, os salários dessa área tendem a ser muito atrativos.

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Imagem de Kindel Media em Pexels

6. Medicina e Biomedicina

A evolução da medicina e o uso de tecnologias como edição genética, diagnóstico por IA e terapias personalizadas garantirão altos salários para médicos e pesquisadores biomédicos. A área da saúde mental também ganhará destaque devido à crescente conscientização sobre o bem-estar mental.

7. Bioinformática e Biotecnologia

A interseção entre biologia e tecnologia impulsionará o desenvolvimento de novas terapias, soluções agrícolas e avanços na indústria farmacêutica. A bioinformática se tornará essencial para pesquisas genéticas e personalização de tratamentos.

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Imagem de ThisIsEngineering em Pexels

8. Internet das Coisas (IoT)

A crescente quantidade de dispositivos conectados fará com que especialistas em IoT sejam altamente requisitados. Empresas de tecnologia, automação industrial e segurança investirão em profissionais capazes de integrar sistemas inteligentes.

9. Engenharia de Software e Desenvolvimento de Sistemas

A digitalização de processos corporativos e industriais criará uma demanda crescente por engenheiros de software. Profissionais que dominam linguagens de programação e segurança cibernética terão espaço garantido no mercado de trabalho.

10. Blockchain e Fintechs

O blockchain vai muito além das criptomoedas. Sua aplicação se expandirá para áreas como saúde, logística e contratos inteligentes. Profissionais especializados em blockchain e fintechs serão altamente valorizados.

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Imagem de olia danilevich em Pexels

Podemos concluir que a escolha de um curso universitário pode ser desafiadora, mas considerar tendências futuras é essencial para garantir estabilidade financeira e crescimento profissional. As IAs apontam que as áreas de tecnologia, saúde e sustentabilidade lideram a corrida pelos altos salários em 2040. Se você busca uma carreira de sucesso, vale a pena considerar uma dessas opções!

Veja Também: Engenharia e IA: Profissões à Prova de Tecnologia até 2032


Fontes: CNN Brasil.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Cientistas espanhóis descobriram recentemente na Espanha uma construção de cerca de 6 mil anos. Dólmen de Menga seria a maior obra de engenharia civil da Idade da Pedra e está localizada em Antequera, ao sul do país. É aparentemente uma tumba, possuindo características bem curiosas, que desafiam tudo o que sabemos sobre povos pré-históricos. O estudo completo foi publicado na revista Science Advances.

Lembrando que os humanos do passado não tinham acesso ao mesmo tipo de tecnologia que temos hoje, mas talvez eles já tivessem um nível de conhecimento científico e técnico que muitos não imaginariam que existisse naquela época. Isso explicaria porque agora, depois de tantos séculos, este impressionante monumento megalítico da história ainda se mantém de pé, em excelente estado de conservação. Confira mais detalhes no artigo a seguir, do Engenharia 360!

arqueologia engenharia Cova da Menga Espanha
Imagem reproduzida de Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Dolmen_de_Menga_Antequera20.jpg

A descoberta revolucionária

A Cova da Menga (ou Dólmen de Menga) foi descoberta em 2020 e desde então os cientistas são unânimes em dizer que esta é uma das obras mais impressionantes da história da engenharia. Trata-se de uma tumba em forma de galeria. Vale destacar que ela não exibe nenhum design sofisticado, mas reflete um conhecimento relativamente avançado sobre matemática, física e arquitetura para época. Alguns especialistas chegam até a afirmar que talvez muitos nem conseguiriam hoje replicá-la se tivessem que utilizar apenas os recursos que estavam disponíveis para nossos ancestrais da Idade da Pedra.

O que se sabe é que o monumento foi construído utilizando megalíticos (pedras gigantes) – alguns com dezenas de toneladas. E esses blocos foram muito bem posicionados uns sobre os outros com um encaixe perfeito, sem uso de argamassa e com alinhamento milimétrico.

A engenharia avançada na Idade da Pedra

A estrutura da Cova da Menga possui 25 metros de profundidade e 4 metros de altura; no somatório são 32 megalíticos (rochas porosas) pesando 150 toneladas cada, todos supostamente trazidos de uma pedreira localizada a cerca de 850 metros do local – claro que o transporte devia ser bem meticuloso. Segundo engenheiros de estruturas, o design rigoroso de encaixe das pedras é o que proporciona uma estabilidade impressionante à obra.

arqueologia engenharia Cova da Menga Espanha
Imagem de Olaf Tausch em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Dolmen_de_Menga_07.jpg
arqueologia engenharia Cova da Menga Espanha
Imagem de Juan de Vojníkov em Wikipédia – https://en.wikipedia.org/wiki/File:Unidentified_object_in_the_Dolmen_of_Menga,_Antequera,_Spain.JPG

Um dos aspectos que mais intriga os historiadores sobre a Cova da Menga é a orientação. A saber, a entrada do monumento está voltada para o nascer do Sol durante o solstício de verão, permitindo que os raios solares iluminem o fundo da câmara principal. Aliás, parece que esse detalhe sugere uma conexão cultural e religiosa profunda dos povos antigos com o Sol, um tema recorrente em várias construções megalíticas ao redor do mundo.

arqueologia engenharia Cova da Menga Espanha
Imagem reproduzida de In The Mine

Para completar, os construtores do passado utilizaram em Cova da Menga um sistema de impermeabilização utilizando camadas de rochas menores do solo, que ajudaram a proteger a estrutura das intempéries – o que garantiu sua preservação ao longo dos milênios. Sem isso, por certo, a estrutura já teria desabado.

O conhecimento científico dos antigos

Segundo os arqueólogos, os engenheiros do passado aplicaram na Cova da Menga conceitos avançados de física – mesmo sem nunca terem ouvido falar de leis da mecânica, por exemplo. Eles entendiam de algum modo princípios como centro de massa, atrito e encaixe (fricção), e inclinação ideal para rampas. Isso revela não apenas habilidades práticas em engenharia civil, mas também uma aparente compreensão profunda das leis naturais.

Quer saber como nossos ancestrais conseguiram transportar pedras de tamanha magnitude sem rodas ou guindastes? Estudos indicam que eles possivelmente usaram troncos de árvores como roletes e alavancas para mover os blocos. Claro que essa técnica aliada ao conhecimento intuitivo sobre equilíbrio e força.

Comparação com outras estruturas megalíticas

Estudos indicam que existem semelhanças entre a construção da Cova da Menga na Espanha com outras obras de estruturas megalíticas, como encontradas na Irlanda, Suécia e Marrocos. Fato curioso: todas compartilham em comum um forte alinhamento com eventos astronômicos, como solstícios e equinócios. É interessante isso, não é mesmo? Como civilizações tão distantes geograficamente poderiam ter compartilhado conhecimentos ou desenvolvido teorias semelhantes de forma independente? Será que um dia encontraremos essa explicação?

arqueologia engenharia Cova da Menga Espanha
Imagem de Tony Makepeace em Wikipédia – https://en.wikipedia.org/wiki/Dolmen_of_Menga#/media/File:Dolmen_and_Torcal-008.jpg

O legado da engenharia Pré-Histórica

Precisamos admirar essa obra-prima da engenharia que é a Cova da Menga. É possível que, ao final deste texto, você, assim como nós, do Engenharia 360, tenha uma visão completamente diferente desses povos da Idade da Pedra. Sim, eles eram inteligentes, tinham muitas habilidades, certo conhecimento de ciências e astronomia, e ferramentas de engenharia civil.

arqueologia engenharia Cova da Menga Espanha
Imagem divulgação Scientific Reports via Aventuras da História

Veja Também: Saiba quais materiais eram empregados na engenharia da antiguidade


Fontes: Click Petróleo e Gás, Olhar Digital.

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Engenharia 360

Redação 360

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O Tesla Model 3 é um veículo elétrico (EV) que tem se destacado na indústria automotiva por conta do seu desempenho, autonomia e preço – pelo menos no mercado norte-americano. Atualmente, é considerado uma escolha popular entre os entusiastas de condução. O Engenharia 360 já teve oportunidade de testar uma versão recentemente e agora, por sua passagem em Houston, no Texas, para a cobertura do 3DEXPERIENCE World 2025, pode realizar um teste de direção numa unidade Model 3 2022. Confira como foi no artigo a seguir!

Tesla Model 3
Imagem de @eduardomikail de @engenharia360

Visão geral do Tesla Model 3

Antes de tudo, vale destacar que há três versões diferentes do Tesla Model 3 2022 no mercado: Rear-Wheel Drive (Tração Traseira), Long Range (Longa Autonomia) e Performance -, cada uma projetada para atender diferentes necessidades e preferências dos motoristas. Essa linha elétrica é bem popular nos Estados Unidos e ainda continua a impressionar, especialmente na versão Performance, por ser rápida e ágil.

Tesla Model 3
Imagem de @eduardomikail de @engenharia360
Tesla Model 3
Imagem de @eduardomikail de @engenharia360
Tesla Model 3
Imagem de @eduardomikail de @engenharia360

Motor, potência e desempenho

O Model 3, assim como todos os Teslas, carrega suas baterias sob o piso – por isso o centro de gravidade desse veículo é baixo. Na direção, você pode acessar três modelos de configurações para calibragem do “nível de esforço”. Mas, no geral, independente disso, pode-se dizer que a condução é firme – sem ser dura. Não se ouve qualquer barulho de motor como os a combustão. A troca de velocidade é suave justamente por conta do motor elétrico, que fornece uma potência impressionante desde a partida, passando de 0 a 100 quilômetros em cerca de quatro segundos.

A resposta desse Tesla é imediata, com o acelerador proporcionando uma boa sensação de controle e confiança, especialmente em ultrapassagens e arrancadas. Vale destacar que, embora a suspensão seja firme, ela absorve adequadamente as irregularidades da pista, garantindo conforto aos passageiros mesmo em trajetos urbanos.

Autonomia, carregamento e vida da bateria

Em termos de autonomia, o Model 3 2022 não decepciona! Dentre os três modelos disponíveis desse veículo, pode-se ter de 437 a 506 quilômetros – ideal para viagens longas -, a depender do processo de carregamento. Todavia, carregar esse Tesla é um processo facil, pelo menos nos EUA!

Nos Estados Unidos, há várias estações de processo rápido da Tesla, chamadas de “Superchargers”, com adaptadores públicos DC, tomadas de 240 e 120 volts; mas o proprietário pode instalar em casa sua própria estação.

Tesla Model 3
Imagem de @eduardomikail de @engenharia360

Claro que uma coisa que percebemos em nossos testes é que esses dados podem mudar a depender do estilo de condução do motorista, condições climáticas no momento de uso do carro e ativação de acessórios. Tudo isso pode influenciar a autonomia real do Model 3!

A saber, o Tesla Model 3 2022 apresenta diferentes índices de eficiência energética, conforme classificação da EPA, variando de 113 MPGe e 141 MPGe, a depender da versão, sendo a média em torno de 80 MPGe (na estrada a 75 mph).

Exterior, interior e conforto

Esse veículo Tesla é realmente cheio de detalhes impressionantes, com destaque para as maçanetas das portas e as câmeras espalhadas por todo o exterior.

Tesla Model 3
Imagem de @eduardomikail de @engenharia360

Já na parte de dentro do Tesla Model 3 2022 temos a surpresa de conferir um design super minimalista e futurista, que agrada. Quase tudo é controlado por uma tela sensível ao toque de 15 polegadas no centro do painel, eliminando a maioria dos botões físicos e criando uma estética limpa e moderna. O piso baixo e plano, além do vidro panorâmico, dá uma sensação de mais amplitude e sofisticação.

Os assentos são revestidos de material sintético e oferecem um suporte adequado para viagens longas, porém, o modelo que testamos eram brancos, o que pode não ser tão bom e prático a longo prazo. Os dianteiros são confortáveis, mas os traseiros podem parecer apertados dependendo do tamanho dos passageiros. É possível dobrar esses de trás para 60/40; o processo é simples e ajuda a expandir o tamanho do porta-malas (que é de 425 litros) – suficiente para umas cinco bagagens de mão. Há também compartimentos e nichos generosamente dimensionados por toda a cabine. 

Tesla Model 3
Imagem de @eduardomikail de @engenharia360
Tesla Model 3
Imagem de @eduardomikail de @engenharia360
Tesla Model 3
Imagem de @eduardomikail de @engenharia360

Tecnologia, entretenimento e segurança

O Tesla Model 3 2022 se destaca pela sua ampla gama de recursos tecnológicos. Para se ter uma ideia, a central multimídia integrada oferece conexão com Spotify, YouTube, Netflix e até jogos interativos para momentos de recarga. Para as versões Long Range e Performance do veículo há um sistema de áudio premium que oferece experiência sonora de alta qualidade.

O sistema Autopilot está presente em todas as versões e é, sem dúvidas, uma das tecnologias mais impressionantes neste veículo. O mesmo inclui funcionalidades como controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência e assistência na mudança de faixa. Fica como opcional o Full Self-Driving (FSD), para adicionar recursos avançados de direção autônoma, incluindo reconhecimento de semáforos e placas de trânsito.

A saber, a atualização desses sistemas pode ser remota, via software, com a Tesla adicionando novas funcionalidades e melhorias de segurança sempre que necessário, sem necessidade de visitas à concessionária.

O modelo que testamos, vinha com os recursos de direção autônoma, no entanto, talvez por não estar na versão mais atualizada, nos pareceu um pouco impreciso e chegou a errar saídas durante percurso em rodovia, diferente do Model S que testamos em 2024.

E quem se perguntava sobre segurança, vale destacar que esse Tesla já recebeu nota máxima em testes de colisão do NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration) e do IIHS (Insurance Institute for Highway Safety). São fatores que contribuíram para isso estrutura reforçada, aliada aos sistemas de assistência ao motorista.

Tesla Model 3
Imagem de @eduardomikail de @engenharia360

Considerações finais

Durante nossa passagem por Houston, pudemos mais uma vez experimentar um Tesla – no ano passado foi um Model S, clique aqui para conferir a matéria completa. Percebemos neste novo teste que a marca continua sendo referência no mercado de veículos elétricos, – mesmo com a BYI na cola ganhando mercado – com este modelo representando muito bem sua ambição por desempenho, autonomia, tecnologia e segurança. O Model 3 é uma opção no mercado para atender uma ampla gama de clientes, apaixonados por velocidade e que buscam por eficiência energética.

Se você está considerando também a transição para um carro elétrico, o Tesla Model 3 é, sem dúvida, uma opção que merece atenção! Você compraria um? Importaria dos EUA? Conta pra gente nos comentários!

Tesla Model 3
Imagem de @eduardomikail de @engenharia360

Veja Também: Tesla Model S: Experiência de Uso, Design e Tecnologia

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Engenharia 360

Eduardo Mikail

Engenheiro Civil e empresário. Fundador da Mikail Engenharia, e do portal Engenharia360.com, um dos pioneiros e o maior site de engenharia independente no Brasil. É formado também em Administração com especialização em Marketing pela ESPM. Acredita que o conhecimento é a maior riqueza do ser humano.

O mundo enfrenta hoje uma séria crise climática e ambiental, em grande parte agravada por conta da utilização de emissões de gases tóxicos na atmosfera. Imagina se, no futuro, não precisássemos nunca mais depender, por exemplo, de combustíveis fósseis para a geração de energia, complexas redes de distribuição ou de hidrelétricas, não seria bom? E mais, se no futuro a energia que usamos só brotasse da terra, impulsionada pela força silenciosa da natureza.

Pois um jovem engenheiro peruano muito visionário ficou inspirado com essa ideia e criou um dispositivo ao qual deu o nome de Alinti. Confira detalhes dessa tecnologia no artigo a seguir, do Engenharia 360!

A trajetória inspiradora do inventor Hernán Asto

Hernán Astro cresceu na região de Ayacucho, no Peru, enfrentando ao longo de sua vida muitos desafios, sobretudo socioeconômicos e de acesso a serviços básicos, como eletricidade. Ele sempre sentiu muita paixão pela ciência e tecnologia, mas até estudar era uma aventura, muitas vezes precisando ser à luz de velas. Seu espírito inventor então sentiu uma inquietação, uma vontade de transformar sua realidade e de toda a comunidade.

Alinti
Imagem reproduzida de FoodBiz Brasil

Ainda na escola, Hernán desenvolveu um projeto sobre geração de energia a partir das plantas. Já a faculdade de engenharia foi seu catalisador, quando ele finalmente pôde aprofundar seus conhecimentos no assunto, sempre se apoiando na sua origem humilde como fonte de motivação para a inovação. Sua perseverança e crença em um ideal levaram ao desenvolvimento do Alinti, uma solução que alia tecnologia e natureza para um futuro mais verde.

A saber, o trabalho de Hernán Asto chegou a receber prêmios internacionais, como o Green Bio-Circular, concedido pelo Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, e financiamentos de empresas como Facebook (Meta) e AT&T. O dispositivo criado por ele também se destacou em competições globais, incluindo o segundo lugar no concurso “Uma Ideia para Mudar a História”, organizado pelo History Channel, e a participação na Expo Dubai entre as 500 melhores inovações do mundo.

O que é Alinti e como ele funciona

Antes de tudo, é preciso dizer que o Alinti não é “apenas” um dispositivo, mas um conceito, uma filosofia, uma prova de que a inovação e a sustentabilidade podem caminhar juntas. Segundo Hernán, ele combinou sabedoria de culturas antigas com tecnologia moderna para conseguir da natureza exatamente o que ele queria, interagindo com ela de forma inteligente e respeitosa.

Alinti
Imagem de Alinti reproduzida de Portal Sustentabilidade

Basicamente, o Alinti é um dispositivo que transforma o processo de fotossíntese das plantas – conversão de energia luminosa em energia química – em energia elétrica via captação de elétrons liberados pelas raízes desses seres vivos. Esses elétrons, que antes se perdiam no solo, são capturados através de um sistema de eletrodos especialmente projetado. Então, essa “energia invisível” é armazenada em uma bateria, podendo ser utilizada depois para alimentar pequenos dispositivos, como luminárias com porta USB.

Caso você esteja curioso, o sistema idealizado pelo Hernán Asto é projetado para ser acessível e de fácil manutenção. Para garantir sua eficiência, basta regar as plantas a cada cinco dias. Seu sistema tem uma vida útil estimada de até dez anos, tornando-o uma solução de longo prazo para muitas famílias.

Ecossistema de soluções sustentáveis

O Alinti é, portanto, um biocarregador. E o engenheiro Hernán não se contenou em criar um único produto. Depois de sua descoberta, ele desenvolveu todo um ecossistema de soluções sustentáveis, adaptadas a diferentes necessidades e contextos. Por exemplo, o Alinti e-GRASS, para iluminação urbana, alimentado por CO2 e liberando oxigênio, o que ajuda a melhorar a qualidade do ar nas cidades. Também o Gleam, sistema inteligente que combina células bioeletroquímas e sensores de movimento, evitando desperdício de energia.

Alinti
Imagem de Alinti reproduzida de Portal Sustentabilidade

E como se não bastasse tudo isso, a startup fundada por Hernán ainda trabalha hoje no desenvolvimento do Alinti A-Bro, um modelo compacto e portátil que permite controle de intensidade luminosa por painel tátil e comandos de voz.

A aplicabilidade do dispositivo e impacto social

Para Hernán Asto, apesar de todas as premiações que já recebeu por seu trabalho, a maior alegria é a perspectiva do impacto social que o Alinti pode gerar na vida das pessoas, sobretudo nas comunidades rurais do seu país. Muitas poderão, através de sua tecnologia, ter acesso à eletricidade pela primeira vez, iluminando suas casas, ganhando mais segurança e oportunidades de estudo e trabalho – ou seja, melhor qualidade de vida. E sem dúvidas podemos aprender muito com essa história, de como a engenharia pode ser usada para criar um mundo mais justo, igualitário e sustentável!

Alinti
Imagem reproduzida de CESI Energy

Desde sua criação, a tecnologia de Hernán já beneficiou mais de 4.000 famílias, reduzindo significativamente em comunidades carentes o uso de querosene e velas. Além disso, a tecnologia te, evitado a emissão de toneladas de CO2, contribuindo para a preservação ambiental.

Veja Também: Células animais fazem fotossíntese pela primeira vez


Fontes: Foodbiz Brasil, Portal Sustentabilidade.

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Engenharia 360

Redação 360

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Reatores são utilizados pela engenharia para geração de energia. Ainda não existem modelos de pequenos reatores à venda nas lojas, sobretudo pensando em questões de segurança. Porém, já noticiamos aqui, no Engenharia 360, o experimento de um jovem que conseguiu desenvolver um protótipo em casa com a assistência da IA. Então, ouvimos falar de um tal de “Ovo Nuclear” que poderia ser o primeiro micro reator nuclear pessoal prestes a ser lançado no mercado. Verdade ou farsa?

Bem, imagine ter mesmo um reator nuclear compacto – e seguro, claro -, com capacidade suficiente para abastecer uma casa por dez anos sem necessidade de manutenção. Essa ideia parece até ter saído de um filme de ficção científica. O problema é que o anúncio do Enron Egg era apenas uma sátira da ambição tecnológica humana. Mas, mesmo assim, ficamos pensando: e se essa tecnologia fosse real? Quais seriam as implicações para a engenharia e para a sociedade como um todo? Então, vamos debater o assunto?

The Enron Egg
Imagem de Enron reproduzida de Dailymail

A proposta por trás do projeto Enron Egg

Enron é uma empresa norte-americana de energia, comunicações e serviços. Mas, detalhe, ela declarou falência em 2001, depois de ser vítima de fraudes contábeis e manipulação financeira. Há alguns anos, houve tentativas de resgatar a marca. Só que isso chegou meio em tom de comédia no mercado, evocando a desconfiança do mercado financeiro. O discurso dos seus representantes era o seguinte: “E se existisse um Ovo Nuclear? E se a Engenharia Nuclear pudesse se tornar uma realidade palpável?”.

É claro que podemos admitir que a ideia de ter um dispositivo assim em casa, capaz de gerar energia limpa e abundante, transformaria radicalmente a forma de consumirmos energia. Pense em quanto estamos hoje dependentes de grandes usinas e redes de distribuição. Por certo, isso acabaria sendo drasticamente reduzido, abrindo caminho para uma nova era de autonomia energética. Talvez seja esse o tipo de mensagem que a Enron queira transmitir a todos!

Os desafios técnicos para um reator nuclear doméstico

Por mais que o Enron Egg ou Ovo Nuclear seja uma brincadeira, sua proposta pode inspirar grandes projetos futuros. Em tese, para que algo assim desse certo, seria preciso utilizar um reator de fissão compacto, provavelmente baseado em combustível de hidreto de urânio e zircônio, gerando calor a partir da divisão de átomos, que, posteriormente, seria convertido em eletricidade.

A questão é que, hoje, a engenharia não tem desenvolvido nenhum sistema avançado (de múltiplas camadas) para evitar, num modelo de dispositivo assim, superaquecimentos ou acidentes envolvendo possíveis vazamentos radioativos. Ou seja, não há garantia de segurança! Um micro reator nuclear pessoal representaria sempre um risco catastrófico!

Ademais, não se sabe ainda como seria feito, nesse caso, o descarte do material radioativo ao final da vida útil do pequeno reator; a liberação de um produto assim exigiria mudanças radicais na legislação e normas de segurança. Pense no risco de proliferação nuclear se cada casa do mundo possuísse um dispositivo desses – ainda seria um problema mesmo se o Enron Egg utilizasse urânio com enriquecimento insuficiente para, por exemplo, criação de armas nucleares. Não é à toa que hoje o uso de energia nuclear é algo altamente controlado por órgãos internacionais.

The Enron Egg
Imagem de Enron reproduzida de Dailymail

Alguns especialistas em engenharia garantem que tudo daria certo se o “Ovo Enron” fosse monitorado 24 horas por dia por uma instalação de gerenciamento nuclear. E quem teria acesso a essas informações? Ou como impedir ataques cibernéticos? Já outros especialistas acreditam que a miniaturização de reator nuclear exigiria avanços inimagináveis em ciência dos materiais (criação de materiais resistentes à radiação, ao calor e à corrosão); eles são céticos quanto à viabilidade técnica da proposta.

Os possíveis impactos na engenharia e infraestrutura energética

Como dissemos anteriormente, se o Ovo Nuclear da Enron fosse real, haveria uma transformação sem precedentes no setor elétrico. Para começar, uma descentralização na produção de energia, eliminando a necessidade de redes de transmissão massivas, tornando as usinas de grande porte obsoletas. Por outro lado, a engenharia de redes inteligentes ganharia relevância, ajudando a monitorar e a equilibrar a geração de energia residencial.

Nesse cenário, os engenheiros precisariam aprimorar projetos de integração de múltiplos geradores individuais, também de armazenamento de eletricidade – lembrando que cada casa teria sua própria fonte de energia contínua.

As casas erguidas pelo setor da construção civil precisariam incorporar em planta baixa um espaço para os micro-reatores nucleares. Novos materiais e técnicas seriam desenvolvidos para garantir isolamento adequado e dissipação térmica eficiente. E sistemas de ventilação, barreiras de contenção e protocolos de emergência seriam requisitos obrigatórios nas obras.

As perspectivas para o futuro dos micro reatores nucleares pessoais

Talvez o investimento em um micro reator nuclear pessoal só valesse a pena se o mesmo garantisse pelo menos uns dez anos de energia ininterrupta, não concorda? Entretanto, a produção em massa de reatores ao longo do tempo demandaria um volume gigantesco de urânio e outros materiais. Toda essa atividade de mineração, reaproveitamento de combustível nuclear e gestão de resíduos seria bem desafiante e poderia impactar demais o meio ambiente.

Por outro lado, a democratização de soluções como o Ovo Enron impulsionaria o desenvolvimento econômico em áreas remotas e carentes, onde o acesso à eletricidade é limitado. Além disso, a redução da dependência de combustíveis fósseis poderia mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Então, no fim das contas, será que valeria a pena?

Uma coisa podemos afirmar, toda grande solução de engenharia sempre começou com seus riscos e desafios; pode ser que no fim, tudo dê certo! O importante dessa história do Enron Egg é que ela nos faz pensar fora da caixa, nos permitindo refletir sobre novas possibilidades para o futuro da engenharia. Se um dispositivo assim surgir um dia nas lojas, tomara que ele seja seguro e sustentável, e possamos aproveitá-lo com responsabilidade!

The Enron Egg
Imagem reproduzida de CNET

Veja Também: O que são e como funcionam os reatores nucleares?


Fontes: Forbes.

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A multinacional sul-coreana Hyundai apresentou recentemente uma inovação que promete revolucionar o mundo do trabalho, o X-ble Shoulder, um robô vestível projetado especialmente pensando no trabalhador. O objetivo é poder aumentar a sua força e eficiência, além de segurança em diversos cenários industriais; ao mesmo tempo, oferecendo mais conforto e reduzindo incidências de lesões musculoesqueléticas. Exploramos mais essa inovação no artigo a seguir, do Engenharia 360!

exoesqueleto X-ble Shoulder da Hyundai
Imagem divulgação Hyundai via Pplware Sapo

Características e funcionamento do X-ble Shoulder

O X-ble Shoulder poderia ser chamado de robô industrial, exoesqueleto industrial wearable ou dispositivo vestível. Ele foi desenvolvido pela Hyundai Motor Group Robotics Lab, sendo o primeiro da linha “X-ble”, que promete ser uma nova era de tecnologias de suporte ao trabalhador. A ideia para esse produto é que possa reduzir significativamente a carga nos ombros e nos braços (até 60%) e a tensão nos músculos (até 30%); só que, diferente de modelos similares, não dependeria de alimentação elétrica para operar.

A saber, no caso do X-ble Shoulder, o módulo de compensação muscular gera esse torque de assistência sem necessidade de recarga ou baterias. Por isso, esta é considerada uma solução prática e eficiente!

Vale destacar que o X-ble Shoulder utiliza uma estrutura de múltiplos elos. Na versão básica, consegue oferecer até 2,9 kgf de assistência, sendo recomendado para tarefas dinâmicas. Já na versão ajustável, oferece até 3,7 kgf de assistência, com configuração máxima em ângulo, ideal para tarefas repetitivas. Todavia, ambas possuem ajuste de comprimento entre 406 mm e 446 mm, permitindo liberdade total de movimento entre 0 e 180 graus.

exoesqueleto X-ble Shoulder da Hyundai
Imagem divulgação Hyundai via Pplware Sapo
exoesqueleto X-ble Shoulder da Hyundai
Imagem divulgação Hyundai via Pplware Sapo

Diferenciais do dispositivo X-ble Shoulder

Recapitulando, a Hyundai desenvolveu o X-ble Shoulder com foco em três aspectos principais: segurança, eficiência e conforto. O dispositivo é leve, podendo ser usado por longos períodos sem comprometer a mobilidade do trabalhador. É feito de materiais resistentes, como compostos de carbono. E possui componentes modulares, que podem ser ajustados para se adaptarem a diferentes tipos de corpos e tarefas. Além disso, sendo como um colete, é removível e até lavável, de fácil limpeza e manutenção.

Possibilidades de aplicação do X-ble Shoulder

Para garantir a eficácia de seu novo produto, a Hyundai conduziu entre 2022 e 2024 um teste envolvendo a participação de mais de 300 trabalhadores e especialistas da área de saúde ocupacional. Seu feedback é de que o X–ble Shoulder é, sim, fácil de usar; oferece conforto prolongado; adaptável aos movimentos naturais do corpo humano; e simples de ser limpo e sofrer manutenção.

Desse modo, os desenvolvedores concluíram que este exoesqueleto ou robô vestível tem um grande potencial, assim como imaginavam, podendo impactar diversos setores. Entre as áreas possivelmente beneficiadas estão:

  • Construção Civil: Reduzindo a fadiga em tarefas de levantamento de materiais.
  • Indústria Naval e Aeronáutica: Sendo suporte para trabalhos acima da cabeça.
  • Setor Automotivo: Oferecendo maior precisão e segurança na montagem de peças.
  • Agricultura: Minimizando o impacto do trabalho repetitivo na colheita e poda.
  • Logística: Facilitando o manuseio de cargas e a movimentação de mercadorias.
exoesqueleto X-ble Shoulder da Hyundai
Imagem divulgação Hyundai via Pplware Sapo

Perspectivas para a linha X-ble no mercado de robôs vestíveis

O X-ble Shoulder é a primeira “aventura”, por assim dizer, da Hyundai no mercado de robôs vestíveis; podemos esperar muitas outras grandes inovações pela frente. Neste momento, a empresa já está expandindo a linha X-ble com o X-ble Waist (para a região lombar, especial para o levantamento de cargas pesadas) e o X-ble MEX (para reabilitação motora de pacientes). E é normal que ela foque bem nesse setor do mercado, já que ele está aquecido por conta do aumento da demanda por soluções que melhorem a segurança e eficiência no trabalho.

Agora vamos lhe deixar muito animado, pois temos uma excelente notícia para compartilhar: é que o X-ble Shoulder será lançado no mercado coreano já neste primeiro semestre de 2025.

exoesqueleto X-ble Shoulder da Hyundai
Imagem divulgação Hyundai

A Hyundai planeja expandir as vendas para outros países, como os Estados Unidos e a Europa, em 2026. Lógico que a empresa deve implementar o dispositivo primeiro dentro de suas fábricas. Depois, ela pretende abrir consultoria para outras empresas que desejem implementar a tecnologia em suas operações. O processo incluiria análise de processos e avaliação de adequação.

Veja Também: N Vision 74: O supercarro que combina passado e futuro


Fontes: New Atlas, Hyundai.

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Em dezembro de 2024, a Google revelou o Willow, um chip quântico que, segundo a empresa, opera em múltiplos universos paralelos. Avanços como esse, no setor da computação, prometem revolucionar a maneira como processamos informações. E é claro que, como poderíamos imaginar, já estão provocando debates acalorados sobre as implicações científicas e tecnológicas. Pense bem, estamos diante da possibilidade de resolvermos um dos maiores mistérios da física moderna: a existência de multiverso. Saiba mais no artigo a seguir, do Engenharia 360!

chip quântico Willow Google
Imagem gerada em IA Imagen 3 de Gemini

A ciência por trás da computação quântica

Antes de tudo, vale destacar que a computação quântica baseia-se em princípios da mecânica quântica, como a superposição e o entrelaçamento. Ela se vale de qubits que, diferente dos bits, que podem variar entre 0 e 1, podem existir em múltiplos estados e isso simultaneamente, o que favorece a resolução de cálculos complexos a velocidades incríveis.

Os qubits entrelaçados ficam interconectados, influenciando uns aos outros. Mas manter esse estado sempre foi muito difícil para a ciência, já que interferências externas podem facilmente causar interrupções. Mas, agora, com novas abordagens, parece que esse desafio pode ter sido superado.

O fundador do projeto Google Quantum AI, Hartmut Neven, afirmou em entrevistas que o novo produto da Google, o chip Willow, é mais rápido e com desempenho extraordinário, que talvez seja até uma evidência de que estamos vivendo em um multiverso. Traduzindo, parece que, em testes, ele teria “capturado” poder computacional de outros universos. Isso indicaria que a computação quântica, em sua essência, ocorre em múltiplos universos paralelos, uma ideia que sempre é debatida no campo da física quântica. Estamos falando em realidades paralelas!

A tecnologia do novo chip Willow

A saber, o novo chip da Google foi projetado para ser, de fato, uma verdadeira revolução no campo da computação quântica. Ele opera com 105 qubits. E sua principal capacidade é realizar cálculos extremamente complexos em uma fração de tempo impensável para os supercomputadores tradicionais. Para se ter uma ideia, o Willow completou em um experimento uma tarefa que levaria 10 septilhões de anos para um supercomputador comum em menos de cinco minutos!

Pois justamente a velocidade e eficiência do Willow, segundo seus desenvolvedores, são atribuídas à sua capacidade de manter o entrelaçamento quântico por um período suficiente para a realização de cálculos complexos. Inclusive, a capacidade do chip de reduzir erros à medida que o número de qubits aumenta é um passo crucial para a construção de computadores quânticos em larga escala e com correção de erros. Lembrando mais uma vez que um dos principais obstáculos na computação quântica sempre foi a fragilidade dos qubits.

O ceticismo da comunidade científica

A teoria dos universos paralelos é intrigante e um objeto constante de debate e ceticismo na comunidade científica, envolvendo questões sobre os limites da nossa compreensão do universo. Muitos especialistas afirmam que, embora a computação quântica seja um campo promissor, conclusões como a de Hartmut Neven podem ser um pouco apressadas. Talvez o desempenho do Willow não seja extraordinário assim… Fato é que é difícil, por hora, tirar conclusões definitivas sobre o produto e sobre a validade da teoria do multiverso.

chip quântico Willow Google
Imagem gerada em IA Imagen 3 de Gemini

A concorrência pelo menos acredita no poder da computação quântica! Por exemplo, neste momento, a Microsoft está fazendo progressos significativos com o Majorana I, seu chip quântico que utiliza qubits topológicos – já falamos dele no Engenharia 360, clique aqui para ler a matéria completa. E a empresa tem planos de escalar seus chips até um milhão de qubits, o que pode transformar a maneira como processamos informações em áreas como criptografia, medicina e ciência dos materiais.

Enfim, estamos vendo uma corrida pela supremacia quântica: Google versus Microsoft! Então, quem ganha?

As perspectivas para o futuro da computação quântica

O futuro da computação quântica parece vasto e abrangente, principalmente agora que se pode combinar essa tecnologia com tecnologias digitais para criar arranjos híbridos que aumentem a sua eficiência e capacidade de processamento. Estamos à beira de uma revolução tecnológica! É possível que o Willow ofereça provas de que o multiverso existe, abrindo portas para inovações que nunca nem imaginamos serem possíveis. Tem muito “terreno” ainda inexplorado pela ciência. Vamos aguardar para ver o que o futuro nos reserva!

Veja Também: Majorana 1: O Chip Quântico da Microsoft


Fontes: Olhar Digital, Correio Braziliense.

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