Por que o planejamento é a fase mais decisiva para os projetos de engenharia?
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 3minImagem de Mikhail Nilov em Pexels
A obra na sua casa mal começou e o dinheiro acabou? Sabe qual foi o problema? Falta de planejamento! Todo engenheiro de sucessos sabe o quanto essa fase da empreitada é importante, principalmente para que os custos fiquem dentro do estimado. Pensando nisso, selecionamos algumas dicas básicas para você seguir com seus planos sem tropeços nas contas. Se liga!
1. Elabore uma planilha de orçamentos e serviços
Para não perder o foco na sua obra, não tem outro jeito. É preciso fazer uma planilha de orçamentos e serviços muito bem completa e detalhada. Afinal, são muitos detalhes e imprevistos que podem ocorrer durante a reforma ou construção. Sem um ponto de partida, pode ser bem difícil atingir as metas desejadas.
Nesta planilha deve constar tudo o que precisa para ser executado e comprado, e a relação final precisa dar uma estimativa do preço aproximado do serviço. Na dúvida, vale consultar as informações com um profissional, ele vai saber explicar melhor as fases mínimas da obra, da estrutura aos acabamentos.
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2. Tente prever o imprevisto
Quando se trata de construção civil, imprevistos podem acontecer – isso inclui as alterações climáticas e aumento no preço das commodities. Geralmente, a fase de execução das fundações e alteração de subsolo é a mais afetada. Outra fase bastante delicada é a de mudanças estruturais e reformas.
3. Faça uma reserva
É aconselhável guardar à parte um capital correspondente a cerca de 10% do orçamento total da obra. O valor é para custear as surpresas no meio do caminho.
Cuidado! Por algum motivo, certos investidores têm a tendência de levantar apenas o valor das tarefas mais evidentes. Contudo, o cenário real é bem mais complexo. Por exemplo, há os custos indiretos, diária de caçamba para remoção de entulho, impostos e taxas (incluindo alvarás), eventuais necessidades de terraplanagem, aterramento, instalações elétricas e hidráulicas, gasolina para deslocamento de equipe, etc. Tudo isso precisa também ser estimado.
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4. Organize na planilha as tarefas da fase pré-obra
Antes mesmo de se construir alicerces ou derrubar paredes, há muitas etapas preliminares – e que também precisam ser previstas; elas vão viabilizar a construção ou reforma. A elaboração de estudos (como de impacto ambiental) e encaminhamento de documentação (como para aprovação de projeto) devem somar até 12% do valor total de uma obra. Ademais, a implantação do próprio canteiro pode consumir 4% dos custos gerais, desde limpeza de terreno até demolições e retiradas de entulhos.
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Considerações finais
Mesmo com muito planejamento, imprevistos podem surgir. Por isso, é bom manter as economias por margem de segurança.
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Não se esqueça de que, se for contratar um engenheiro para fazer o projeto e acompanhar sua reforma ou construção, isso pode somar entre 5% a 15% dos custos – variando de acordo com a localização da obra. Cada serviço listado em contrato precisará ser discriminado na planilha de orçamento. Já se decidir tocar todo o serviço sozinho, prepare-se para arcar com as demandas e responsabilidades. Não esqueça que burlar a lei e exercer ilegalmente uma profissão é crime.
Observação importante: as tarefas com estimativas de custos por metro quadrado de instituições como Sinduscon ou FBGE servem de boa referência antes de começar a construção.
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4 ferramentas de IA para ajudar a distribuição espacial em projetos arquitetônicos
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 4minImagem de Freepik
A Inteligência Artificial (IA) está transformando diversos setores, e a arquitetura não é exceção. Com o avanço da tecnologia, surgem ferramentas de IA inovadoras que auxiliam arquitetos a otimizar a distribuição espacial em seus projetos, tornando-os mais eficientes, sustentáveis e criativos. O Engenharia 360 selecionou quatro ferramentas de IA que estão revolucionando a forma como os arquitetos projetam e planejam espaços. Confira!
1. Finch
Finch é uma ferramenta de IA desenvolvida para aprimorar o planejamento espacial em projetos arquitetônicos. Utilizando algoritmos avançados, ela analisa dados relacionados ao uso do espaço, comportamento dos usuários e requisitos funcionais para propor layouts eficientes. Com a capacidade de simular diferentes cenários, o Finch permite que os arquitetos visualizem e avaliem diversas opções de distribuição espacial, facilitando a tomada de decisões informadas.
Imagem reproduzida de Finch
Principais características do Finch:
Análise de dados em tempo real: Processa informações atualizadas sobre o uso do espaço para ajustar continuamente as propostas de layout.
Simulação de cenários: Permite testar diferentes configurações espaciais e avaliar seu impacto no fluxo de pessoas e na funcionalidade do ambiente.
Integração com softwares de design: Compatível com ferramentas de design arquitetônico populares, facilitando a incorporação de sugestões do Finch no processo de projeto.
2. Architectures
Architectures é uma plataforma de design generativo que utiliza IA para criar soluções arquitetônicas inovadoras. A ferramenta explora uma ampla gama de possibilidades de design, considerando fatores como iluminação natural, ventilação, acústica e ergonomia. Ao gerar múltiplas alternativas de layout, o Architectures permite que os arquitetos selecionem as opções que melhor atendem aos objetivos do projeto.
Imagem reproduzida de Architectures
Principais características do Architectures:
Geração de múltiplas alternativas: Cria diversas opções de design com base em parâmetros definidos, promovendo a exploração criativa.
Análise de desempenho: Avalia o desempenho de cada alternativa em termos de conforto ambiental e eficiência energética.
Feedback interativo: Oferece sugestões em tempo real, permitindo ajustes imediatos no design conforme necessário.
3. maket
Maket é uma ferramenta de IA focada na visualização e análise espacial de projetos arquitetônicos. Utilizando modelos 3D e realidade aumentada, o maket permite que os arquitetos explorem virtualmente os espaços planejados, identificando potenciais problemas de circulação, iluminação e funcionalidade antes da construção física. Essa antecipação contribui para a criação de ambientes mais eficientes e agradáveis.
Imagem reproduzida de maket
Principais características do maket:
Modelagem 3D detalhada: Cria representações tridimensionais precisas dos espaços, facilitando a compreensão espacial.
Realidade aumentada: Permite a visualização imersiva do projeto no ambiente real, auxiliando na identificação de ajustes necessários.
Análise de fluxo: Estuda o movimento previsto de usuários dentro do espaço, otimizando a circulação e acessibilidade.
4. Spacio
Spacio é uma solução de IA dedicada à gestão inteligente do espaço em projetos arquitetônicos. A ferramenta analisa dados sobre ocupação, uso e necessidades dos usuários para propor distribuições espaciais que maximizam a funcionalidade e o conforto. Além disso, o Spacio oferece insights sobre a utilização do espaço ao longo do tempo, auxiliando na adaptação e evolução dos ambientes conforme as necessidades mudam.
Imagem reproduzida de Spacio
Principais características do Spacio:
Análise de ocupação: Monitora e avalia os padrões de uso do espaço, identificando áreas subutilizadas ou sobrecarregadas.
Propostas de reconfiguração: Sugere alterações no layout para melhorar a eficiência e a satisfação dos usuários.
Relatórios de desempenho: Fornece dados sobre a eficácia do uso do espaço, apoiando decisões estratégicas de gestão.
Perspectivas para o futuro da arquitetura com a IA
As ferramentas de IA apresentadas neste artigo são apenas alguns exemplos do potencial da tecnologia para transformar a arquitetura. Com o avanço da IA, podemos esperar o surgimento de novas ferramentas e soluções que auxiliarão os arquitetos a criar projetos cada vez mais inovadores, eficientes e sustentáveis. A distribuição espacial, elemento fundamental na arquitetura, será otimizada através destas ferramentas de IA, permitindo aos arquitetos criarem espaços que não apenas atendam às necessidades funcionais, mas também proporcionem experiências sensoriais e emocionais únicas.
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Entenda como o Grande Incêndio de Chicago mudou a História da Engenharia
por Simone Tagliani | | ATUALIZADO EM 4minImagem reproduzida de Coisas da Arquitetura
Os engenheiros têm verdadeiro fascínio pela história dos arranha-céus que considerou não só dimensões como também questões de segurança e exploração. E em nosso site vale destacar a evolução das metrópoles norte-americanas, como Nova York, especialmente no período da virada do século XIX para o século XX, após o Grande Incêndio de Chicago.
Os projetos daquela época, símbolo de poder e prosperidade testaram e expuseram novas técnicas de construção e novas tipologias arquitetônicas (para prédios de vários andares), mudando a história da engenharia. E, sim, o surgimento dessas obras não foi a mero acaso, nem por motivos estéticos.
Pelo contrário, o surgimento dos arranha-céus está ligado a questões econômicas e um desejo de crescimento para as alturas das grandes cidades no mundo. Claro que a especulação imobiliária, que faz aumentar o preço do metro quadrado dos terrenos, também impulsionou e impulsiona até hoje essa expansão. Assim, quanto mais eficaz é a exploração de um terreno, mas gigantescas são as obras de construção civil. Debatemos mais o assunto neste artigo do Engenharia 360!
O incêndio de Chicago
Para além de Nova York, Chicago foi a cidade que impulsionou o surgimento de um novo movimento arquitetônico.
Em outubro de 1871, um grande incêndio (o Grande Incêndio de Chicago) devastou a região, reduzindo a maior parte das edificações existentes em escombros. As consequências desse incêndio foram as piores que se pode imaginar; mas um ponto positivo que a engenharia tirou de tudo isso foi o aprendizado com a reconstrução. Chicago depois disso se tornou mais moderna, com lindos e gigantescos arranha-céus, a exemplo do Marshall Field Wholesale Store de Henry Hobson Richardson, o primeiro edifício de esqueleto de aço.
Imagem de John R. Chapin em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Chicago-fire1.jpg
Imagem reproduzida de Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Chicago-fire2.jpeg
Um protagonista da revolução de engenharia foi Louis Sullivan. Ele foi um dos representantes da chamada ‘Escola de Chicago’, o movimento que gerou o novo modelo de arquitetura representativa dessa fase de transição de Chicago.
Exemplar da Escola de Chicago – Imagem reproduzida de Wikipédia – https://gl.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Carsons_Pirie_Scott_%26_Co.jpg
A Escola de Chicago
A Escola de Chicago foi a primeira grande tentativa de estudo dos centros urbanos combinando conceitos teóricos e pesquisa de campo. Chamada também de ‘Estilo Comercial’ representa um estilo de construção que substitui a madeira por ferro, sendo produzida em série com edifícios erguidos mais rápido e de forma mais prática.
Os edifícios desse movimento de arquitetura apresentavam uma reestruturação das fachadas, preferencialmente seguindo uma quadrícula rigorosa. As janelas eram oblongas (mais compridas do que largas) e acentuadas por esbeltos pinázios (elementos verticais). Percebe-se um equilíbrio entre os elementos horizontais e verticais.
Um novo modelo de planta baixa surgiu também, com um gabarito maior. Foram desenvolvidos projetos de elevadores elétricos. E sob influência do modernismo, as formas das edificações foram ficando cada vez mais neutras.
Exemplar da Escola de Chicago – Imagem de J. Crocker em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_de_Chicago_%28 arquitetura%29#/media/Ficheiro:2010-03-03_1856x2784_chicago_chicago_building.jpg
O engenheiro estrutural Fazlur Khan introduziu um novo sistema tubular (colunas externas interconectadas e devidamente espaçadas que resistiam a forças laterais em qualquer direção por meio do balanço desde a fundação); a maior parte das fachadas são então janelas.
A saber, o Home Insurance Building foi o primeiro arranha-céu do mundo construído em Chicago em 1885, mas demolido em 1931. Além disso, um dos mais conhecidos nomes desta escola foi Frank Lloyd Wright, que mesmo sem admitir seguir esta vertente, ajudou a impulsionar a arquitetura moderna na cidade e nos Estados Unidos.
Home Insurance Building – Imagem de Chicago Architectural Photographing Company em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Home_Insurance_Building#/ media/Ficheiro:Home_Insurance_Building.JPG
O concurso do Chicago Tribune
Um momento também bastante importante para a história de Chicago foi o lançamento do concurso do Chicago Tribune, em 1922, para o novo edifício da editora. Na propaganda, os dizeres de que este deveria ser o edifício mais bonito do mundo. Isso atraiu não só designers americanos quanto europeus como Walter Gropius e Adolf Loos.
Concurso Chicago Tribune – Imagem de Chicago Tribune em Wikipédia – https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Chicago_Tribune_Sun_Dec_3_1922_ page_3_%28Tribune_Tower_design_competition%29.jpg
Infelizmente, a proposta vencedora foi uma das mais conservadoras. Porém, todas as demais propostas ganharam destaque em periódicos da época, servindo de inspiração para projetos de outros engenheiros e arquitetos.
Por exemplo, Eliel Saarinen, o segundo colocado, apresentou a proposta de um edifício com extrema verticalidade. As fachadas eram estruturadas de modo a destacar as esquinas com pinázios. Além disso, a verticalidade sugerida seguia uma ideia de escalonamento, com intervalos relativamente pronunciados o que dava a elegância ao corpo do prédio, “coroado” por uma torre central dominando todo o complexo.
Proposta de Eliel Saarinen – Imagem de Eliel Saarinen em Wikipédia – https://en.wikipedia.org/wiki/Eliel_Saarinen%27s_Tribune_Tower_ design#/media/File:Eliel_Saarinen_Tribune_Tower_design_1922.jpg
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Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.
Os 5 Pontos da Arquitetura Moderna que Revolucionaram a Construção Civil
por Simone Tagliani | | ATUALIZADO EM 6minImagem de LStrike em Wikipédia
Será que alguma vez foi necessário resumir o Movimento Moderno? Bem, talvez foi preciso, sim, para explicar sua “simplicidade” e convencer as pessoas de que seus princípios têm mais do que lógica, mas coerência com os novos tempos. Foi isso que fez o arquiteto suíço Le Corbusier em 1926 em uma publicação especial.
Le Corbusier traduziu a engenharia e arquitetura moderna em cinco pontos: planta livre, fachada livre, pilotis, terraço jardim e janelas em fita. E isso, por algum motivo, serviu praticamente de guia para vários profissionais por muitas décadas – que encararam as orientações como se fossem uma cartilha de regras -, ainda impactando produções até os dias atuais. Entenda melhor o caso no artigo a seguir, do Engenharia 360!
Explicações dos cinco pontos da construção moderna
Os cinco pontos da nova construção civil são o resultado de pesquisas realizadas nos anos iniciais da carreira de Le Corbusier. O texto final foi publicado na revista L’Esprit Nouveau. Tais conceitos abordados permitiram tornar os elementos construtivos do projeto independentes uns dos outros, possibilitando maior liberdade de criação, assim foi dito pelos engenheiros e arquitetos na época.
O objetivo de Le Corbusier era adequar melhor as construções das cidades aos novos tempos, às novas necessidades impostas pela modernidade, com um olhar no futuro. Era uma nova perspectiva e ideia para a ocupação dos terrenos.
Imagem reproduzida de ResearchGate
1. Planta Livre
O conceito de planta livre se traduz por um modelo de planta baixa que não possui barreiras estruturais significativas, permitindo que possa ser personalizada de acordo com as necessidades e preferências do projetista ou seu cliente. Isso seria possível porque, nesse caso, as paredes não exercem função estrutural; assim, as colunas de sustentação ficam visíveis e independentes. É a situação ideal para lofts, apartamentos e espaços de escritórios.
Vale destacar que, com planta livre, os ambientes parecem maiores e mais claros. O mobiliário é que assume a definição de destinação de cada espaço. Fechamentos podem ser feitos com drywall. E o único desafio é obter privacidade e isolamento acústico por conta da ausência de paredes.
2. Fachada Livre
Mais uma vez, por conta da independência da estrutura, a fachada pode ser projetada sem impedimento – sendo totalmente fechada, com aberturas em diferentes tamanhos ou posições, ou ainda total com pele de vidro.
3. Pilotis
Esse sistema, com coluna substituindo paredes na sustentação, serve para elevar os prédios do chão, permitindo o trânsito por debaixo dos mesmos. Então, o espaço térreo fica mais livre, proporcionando visão ampla e mais espaço físico. Áreas assim podem ser usadas nas residências como zonas de circulação de pessoas e garagens. De todo modo, é um jeito de gerar maior conexão entre o espaço público da rua e o espaço privado do edifício.
4. Terraço jardim
Com terraço jardim, o telhado se transforma em espaços de lazer úteis para os usuários. É uma forma de se “recuperar” o solo ocupado pelo prédio, “transferindo” para cima o que havia embaixo. Por exemplo, muitas plantas, bancos de jardim, áreas de interação social, contemplação e muito mais.
5. Janelas em fita
Por último, a possibilidade também de ter a janela livre, permitindo que, dos interiores, as pessoas tenham relação desimpedida com a paisagem. De quebra, os ambientes ganham mais iluminação. Pode-se brincar com as possibilidades, criando geometrias variadas, como rasgos diferentes e muito vidro.
O exemplar mais notável de Le Corbusier: Ville Savoye
Se quer entender os cinco pontos da construção destacados por Le Corbusier, você precisa conhecer seu projeto para Ville Savoye, em Poissy, do ano de 1932. Essa casa, localizada nos arredores de Paris, é, provavelmente, o melhor exemplo de engenharia moderna.
Imagem de Alessio antonietti em Wikipédia – https://it.wikipedia.org/wiki/Villa_Savoye#/media/File:Villa_savoye_veduta_.JPG
A planta livre desta habitação demonstra bem a coerente exploração das novas possibilidades oferecidas pelo uso do concreto nas estruturas. Veem-se muitas colunas e paredes levemente curvadas, que ostentam essa liberdade da função de suportar o peso.
É possível que Le Corbusier tenha partido de um sistema regular, mas, durante o desenvolvimento do projeto, tenha sentido o impulso não só de adaptar as paredes às posições das colunas, mas também de deslocar as colunas em relação às paredes para obter a configuração correta.
Imagem reproduzida de Archi-Monarch
Imagem reproduzida de WikiArquitectura
Para muitos, a Ville Savoye é uma “máquina branca”, uma “nave espacial” que aterrissou em outro planeta em meio à natureza da França. Talvez esse possa ser, afinal, o resumo da arquitetura do século XX.
A saber, são outros designers expoentes do movimento moderno ao lado de Le Corbusier: Mies van der Rohe, Frank Wright e Oscar Niemeyer.
Exemplos do Modernismo no Brasil
O discurso de Le Corbusier sobre os cinco pontos da nova arquitetura se tornou bem popular. Com o passar das décadas, apesar das novas tecnologias, materiais e necessidades da sociedade, pudemos ver o “passo a passo” sendo repetido em muitos projetos ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Confira exemplos:
1. Edifício Copan em São Paulo
Projetado por Oscar Niemeyer com apoio do arquiteto Carlos Alberto Cerqueira Lemos, entre os anos de 1951 e 1966. O prédio é imponente, de linhas curvas, com fachada livre e repleto de janelas, é considerado uma área difícil do Brasil em estrutura de concreto.
Imagem de Pablo Trincado em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Edif%C3%ADcio_Copan#/media/Ficheiro:Edif%C3%ADcio_Copan_-_frente.jpg
2. Museu de Arte da Pampulha (MAP) em Minas Gerais
Outro projeto de Niemeyer inspirado na ideia de fachada livre – esse modelado por planos espelhados. Possui pilotis na entrada.
Imagem de Rodrigo Denúbila em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Arte_da_Pampulha#/media/ Ficheiro:Museu_de_Arte_da_Pampulha_1.jpg
3. Palácio do Alvorada em Brasília
Imagem de Robotmensch em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Pal%C3%A1cio_da_Alvorada,_Presidential_residence,_1957.jpg
4. Palácio Capanema no Rio de Janeiro
Conhecido também como Ministério da Educação e Cultura (MEC). O icônico palácio Capanema possui base em pilotis, fachadas envidraçadas e ainda recebeu terraço jardim desenhado por Burle Marx.
Imagem de Henrique Liberal em Wikipédia – https://en.wikipedia.org/wiki/Gustavo_Capanema_Palace#/media/ File:Vista_da_fachada_sul_do_Pal%C3%A1cio_Gustavo_Capanema.jpg
5. Congresso Nacional em Brasília
Imagem de Leandro Ciuffo em Wikipédia – https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Congresso_Nacional_Brasil.jpg
6. Catedral de Brasília
Imagem de Prandrade em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Catedral_Metropolitana_de_Bras%C3%ADlia_2.jpg
7. Casa de Vidro em São Paulo
Imagem de PCPetrachini em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_de_Vidro#/media/Ficheiro:Casa_de_Vidro_13.jpg
8. SESC Pompeia em São Paulo
Imagem de Thomas Hobbs em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Sesc_Pompeia#/media/Ficheiro:SESCPompeia.jpg
9. Museu de Arte de São Paulo (MASP)
Imagem de Wilfredor em Wikipédia – https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:MASP_Brazil.jpg
10. Museu de Arte do Rio de Janeiro
Para finalizar, trazemos para este texto um exemplo mais atual, o projeto do Museu de Arte do Rio de Janeiro, de Bernardes + Jacobsen Arquitetura, do ano de 2013. Esta obra une, por meio de uma cobertura em linhas fluidas e forma abstrata, três construções de características arquitetônicas distintas. Ela faz parte de um grande plano de intervenção na região central e antiga da cidade.
Na área de pilotis, encontra-se um grande foyer e exposições de esculturas. O fechamento da nova fachada é por perfis de vidro translúcido, tornando visível o sistema estrutural de colunas recuadas e revelando justamente os pilotis.
Imagem de Mario Roberto Durán Ortiz em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Arte_do_Rio#/media/ Ficheiro:Pra%C3%A7a_Mau%C3%A1_11_2015_Rio_708.JPG
Nestes exemplos, você pode identificar a aplicação de alguns ou de todos os cinco pontos da engenharia e arquitetura moderna. Se quiser continuar sua investigação de exemplares, sugerimos que pesquise por obras de autores como Lucio Costa, Carlos Leão, Affonso Eduardo Reidy, Ernani Vasconcellos e Jorge Machado Moreira.
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Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.
Conheça alternativas sustentáveis de materiais para construção de habitação popular
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 5minImagem divulgação Teto Brasil via Jornal O São Paulo
Nos últimos anos, a inovação na construção civil tem se tornado cada vez mais alinhada com as necessidades do meio ambiente e da sociedade. A busca por alternativas sustentáveis para a construção de habitação popular é um reflexo direto dessa mudança de paradigma. Nesse contexto, surgem soluções que não apenas resolvem o problema da falta de moradias dignas, mas também oferecem uma alternativa ecológica e socialmente responsável.
Entre as principais inovações, destacam-se os blocos de plástico reciclado e as telhas feitas de caixas de leite, que têm ganhado destaque na construção de moradias populares, proporcionando um impacto positivo tanto no meio ambiente quanto nas comunidades carentes. Mas como esses materiais se tornaram uma realidade no mercado da construção civil? E como eles contribuem para a criação de habitações mais seguras e sustentáveis? Vamos explorar tudo isso a seguir, neste artigo do Engenharia 360!
Imagem divulgação Teto Brasil, Estadão, via UOL
Alternativas de materiais para habitação popular
Blocos de plástico
Uma inovação na construção civil é o uso dos blocos de plástico reciclado. Esses blocos, leves e duráveis, podem ser montados rapidamente, permitindo que uma casa seja erguida em até quinze horas, dependendo da equipe de voluntários. A facilidade de montagem é uma das principais vantagens, já que os blocos são comparados a peças de LEGO, o que torna o processo de construção ágil e acessível.
Esses blocos são fabricados a partir de plásticos reciclados, retirados de garrafas PET e outros resíduos plásticos, contribuindo para a diminuição do lixo no meio ambiente. De acordo com os especialistas envolvidos no projeto, as peças têm uma durabilidade de mais de vinte anos, oferecendo uma solução de longo prazo para as famílias que antes viviam em barracos de madeira ou em situação de vulnerabilidade.
Além dos blocos de madeira, as telhas de caixas de leite são outro exemplo de como o desperdício de materiais pode ser transformado em uma solução eficaz e sustentável para a construção de moradias. Essas telhas são fabricadas a partir da reciclagem de caixas de leite e de creme dental, materiais que de outra forma seriam descartados de maneira inadequada no meio ambiente.
A produção dessas telhas recicladas contribui para a remoção de cerca de cinquenta mil unidades de resíduos de caixas de leite do meio ambiente, tornando-se uma solução não apenas para a construção, mas também para o reaproveitamento de materiais que poderiam poluir os oceanos e aterros sanitários. O uso dessas telhas também ajuda a reduzir o custo da construção, tornando as moradias mais acessíveis às famílias de baixa renda.
Imagem reproduzida de Ecoeficientes
Imagem reproduzida de Autossustentável
A implementação e os benefícios sociais
As alternativas sustentáveis, como o uso de blocos de plástico e telhas de caixas de leite, fazem parte de um movimento mais amplo que busca reduzir o impacto ambiental da construção civil, um dos setores mais poluentes do mundo. Ao reaproveitar materiais descartados e criar soluções acessíveis e duráveis, o projeto de moradias sustentáveis representa um avanço significativo na busca por soluções habitacionais para as populações mais vulneráveis.
Além disso, essas iniciativas podem servir como um modelo para outras partes do mundo que enfrentam problemas semelhantes de déficit habitacional e escassez de recursos. O uso de materiais recicláveis e processos de construção rápida é uma estratégia que pode ser escalada para atender a uma demanda global por moradias sustentáveis e de baixo custo.
Projeto Eco Sustentáveis
A primeira residência construída com esses materiais pelo ‘Eco Sustentáveis’ foi entregue em Carapicuíba, São Paulo, no segundo semestre de 2023. Desde então, o projeto tem se expandido. Cada habitação popular é construída com a ajuda de voluntários e uma equipe técnica especializada, e as comunidades locais são envolvidas no processo, garantindo que as necessidades específicas de cada região sejam atendidas.
O impacto social dessas moradias é significativo! Ao oferecer uma moradia segura e sustentável, essas construções proporcionam condições de vida mais dignas para as famílias, além de melhorar a qualidade de vida ao reduzir a exposição a condições climáticas adversas. As casas não apenas substituem as moradias de madeira e barro, mas também promovem a inclusão social e a conscientização ambiental nas comunidades.
O contexto da habitação popular no Brasil
No Brasil, a habitação popular tem sido um desafio persistente, com milhões de pessoas vivendo em condições precárias em favelas e assentamentos irregulares. A falta de infraestrutura, aliada a um crescente déficit habitacional, exige soluções urgentes e inovadoras. De acordo com dados da ONU, as condições de moradia precárias são diretamente responsáveis por agravar os impactos das mudanças climáticas, colocando os moradores em situações de vulnerabilidade extrema, como enchentes e desabamentos.
A saber, a TETO Brasil, uma organização não governamental, tem desenvolvido um projeto pioneiro de construção de moradias sustentáveis em favelas e áreas de vulnerabilidade. Em parceria com a organização chilena TECHO, o projeto tem utilizado materiais recicláveis, como blocos de plástico e telhas feitas de caixas de leite, para criar casas que são rápidas de montar, duráveis e ecologicamente responsáveis.
Imagem divulgação Teto Brasil via Portal Sustentabilidade
Imagem divulgação Teto Brasil via Jornal O São Paulo
O futuro das moradias sustentáveis
A utilização de blocos de plástico e telhas feitas a partir de caixas de leite representa uma revolução na forma como abordamos a habitação popular, inclusive no Brasil. A utilização de materiais reciclados, a inovação na montagem e a preocupação com o impacto social são elementos essenciais para a criação de moradias dignas e sustentáveis.
A engenharia civil tem um papel fundamental nessa transformação. Ao buscar soluções inovadoras e sustentáveis, os engenheiros podem contribuir para a construção de um mundo mais justo e equilibrado, onde todas as pessoas tenham acesso à moradia digna e o meio ambiente seja preservado.
Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.
Conheça a história de engenharia do Flatiron Building, um ícone de Nova York
por Simone Tagliani | | ATUALIZADO EM 4minImagem de Biblioteca do Congresso Americano em Wikipédia
O Flatiron Building, localizado em Nova York, é um dos edifícios mais exóticos da engenharia. Foi inaugurado em 1902 e, naquela época, era considerado o arranha-céu mais alto do mundo, tendo 87m de altura ou 22 andares – comparando com o que se tem hoje na cidade parece pouco, pois só o One World Observatory está a 543 m de altura. Não se pode visitar os seus andares, já que são de escritórios particulares. Mesmo assim, esse é um ponto turístico bastante procurado.
Sabe o que chama atenção das pessoas com relação a esse prédio? O formato! Sua volumetria é pontuda, com uma planta triangular, destoando da malha aparente perfeita de Manhattan. Veja mais detalhes no artigo a seguir, do Engenharia 360!
Imagem de Imelenchon em Wikipédia – https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Edificio_ Fuller_%28Flatiron%29_en_2010_desde_el_Empire_State.jpg
A história do Flatiron Building
A história do edifício Flatiron começa com Daniel H. Burnham, projetista “filho” do movimento da Escola de Chicago. Ele era muito famoso na época e, por isso, foi convidado para elaborar tal projeto – que infelizmente foi bastante ridicularizado pelos jornais, que o descreveram como “meramente fácil” ou “causador de problemas”. Curiosamente, em 1989,a construção foi nomeada como Marco Histórico Nacional. Hoje o patrimônio vale cerca de 190 milhões de dólares.
A saber, esse foi o primeiro arranha-céu mais alto de Nova York, o primeiro foi o Tower Building, com 11 andares. Mas ele foi demolido em 1913.
O que mudou nesse período? Com o incêndio de Chicago em 1871, começou uma revolução na engenharia novos materiais e técnicas passaram a ser explorados. Havia mais do que o desejo de embelezar as cidades, mas usar as estruturas como símbolo de poder dessa Nova Era Industrial e o que Burnham tentou fazer foi unir todos os conhecimentos (de design e engenharia) para criar o partido arquitetônico mais harmonioso para a cidade.
Imagem de M.P. Tillema em Wikipédia – https://en.wikipedia.org/wiki/File:Flatiron_Building.JPG
O formato resultante do sistema de grelha
No começo do século XX, as cidades americanas cresciam rapidamente. O sistema urbano tipo grelha era aplicado na sua forma mais elementar. Por um lado, isso ajudou a dar certa ordenação a ampla gama de soluções arquitetônicas que eram apresentadas para Nova York. Essa fria e determinada regularidade contrasta hoje com energia pulsante da cidade.
Mas o que queremos destacar aqui neste texto é que, por conta até mesmo da geografia, chegou-se um ponto que essa regularidade não podia ser mais levada adiante. De repente, em meio a um padrão surgiram as irregularidades, uma ruptura que desafiou os urbanistas. Assim surgiu o Flatiron, que se manifesta no tecido de Nova York da forma mais conveniente possível, preenchendo um lote em forma de Cunha – o que justifica o seu nome.
O lado positivo é que o Flatiron Building quebra qualquer monotonia espacial provocada por essa ordenação em grelha (tabuleiro de xadrez).
Imagem reproduzida de Estilos Arquitetônicos
Imagem de Biblioteca do Congresso Americano em Wikipédia – https://en.wikipedia.org/wiki/File:Flatiron_Building_Construction,_New_York_Times_-_Library_of_Congress,_1901-1902_crop.JPG
A engenharia e construção do Flatiron
Infelizmente, não demorou para as pessoas começarem a admirar a arquitetura do Flatiron Building. Logo os residentes locais expressaram genuíno interesse pela obra, por sua estrutura moderna e aerodinâmica. Isso porque a estrutura criou uma espécie de túnel de vento acima das ruas onde está localizada.
Mas antes disso, a obra foi concebida com base no princípio da coluna grega clássica, com base, corpo e capitel. Essa divisão pode ser muito bem percebida pelo revestimento de fachada, entre tijolos pálidos e terracota. Mesmo sendo um projeto imobiliário especulativo, com intenção de locação – primeira tentativa dos construtores antes de investir no novo Business Center no norte de Wall Street -, não se poupou no requinte e qualidade escultura. A saber, o espaço interno foi planejado com 20 pequenos escritórios por andar, com portas comunicantes.
Imagem reproduzida de Angel Muñiz em X
Imagem de D. H. Burnham & co em Wikipédia – https://en.wikipedia.org/wiki/Flatiron_Building#/media/File:Typical_floor_of_the_Flatiron_Building.jpg
Imagem de nautical2k em Wikipédia – https://en.wikipedia.org/wiki/File:Flatiron_Building_252930243_a57b1b3f78.jpg
Avanços na construção civil
Não poderíamos concluir este texto sem citar os avanços construtivos empregados no Flatiron. Até então as estruturas em aço eram moldadas em uma rede de caldeiras no canteiro de obras. Mas na obra de Burnham, o aço era pré-moldado. Todos os acessórios e rebites foram realizados utilizando ferramentas pneumáticas. Também se fez uso de tecnologia melhorada de britadeiras, capazes de aplicar 75% de rebites a mais por dia.
Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.
Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.
Descubra como a Bauhaus transformou a engenharia e a arquitetura para sempre
por Simone Tagliani | | ATUALIZADO EM 5minImagem reproduzida de SOUL ART
A engenharia arquitetura como conhecemos hoje só existe por conta da Bauhaus (Staatliches Bauhaus). Essa foi uma escola de arte vanguardista na Alemanha, fundada no ano de 1919, só chegando ao final um pouco antes da Segunda Guerra. Seu idealizador, Walter Gropius, queria criar um espaço de ensino que debatesse e desenvolvesse projetos práticos nas áreas de artes visuais, especialmente arquitetura e artesanato.
No início, as aulas-oficinas eram realizadas na República de Weimar, até que houve uma mudança no governo local e ela passou para Dessau e mais tarde para Berlim. Só o nazismo impediu a continuidade desse projeto. Mesmo assim, o trabalho da Bauhaus impactou o desenvolvimento artístico europeu, norte-americano e até brasileiro, destino de muitos exilados de guerra. Leia mais no artigo a seguir, do Engenharia 360!
Imagem reproduzida de Wikipédia
Imagem de Ralf Herrmann em Wikipédia – https://en.m.wikipedia.org/wiki/File:Bauhaus_weimar.jpg
A influência da Bauhaus no Brasil
A escola Bauhaus influenciou bastante a América do Sul, tendo um dos seus maiores representantes, o notável Oscar Niemeyer. Inclusive, segundo especialistas, o projeto para Brasília foi inspirado nas tendências modernas e funcionalistas inauguradas pelos “bauhausianos”.
Plano de ensino da Bauhaus
Entendo o seguinte: a Bauhaus não era igual a nenhuma outra escola que já existia naquela época ou mesmo existe nos dias de hoje. Ela propunha uma verdadeira revolução nas artes e no design. O trabalho artesanal era valorizado (escultura e pintura), assim como a industrialização e o desenho de produto, e até mesmo a dança, o teatro e a fotografia.
Imagem reproduzida de tecnolumen
No início do curso, o aluno era estimulado em sua liberdade de criação, com acesso a materiais variados, da pedra ao vidro. Sobretudo sem ouvir histórias do passado, a ideia era que a pessoa fosse guiada por princípios racionais e não herdados do passado. Só depois de uns três ou quatro anos de estudo é que eram transmitidas aulas teóricas com ensinamentos de história.
O mais interessante do currículo dessa escola é que todas as áreas da vida foram abordadas. Quase tudo relacionado às artes era debatido, reformado, reformulado ou aprimorado – inclusive a concepção de projetos arquitetônicos e métodos construtivos em engenharia. Nem mesmo de itens para casa ou brinquedos ficava de fora dessa lista.
A saber, a Bauhaus tinha uma forte ligação com o movimento Art and Crafts e a Deutscher Werkbund. E ainda hoje seus produtos são valorizados, vistos como atuais com a sua modernidade. Um exemplo clássico é o bule de chá de Marianne Brandt, de 1924.
Imagem reproduzida de Goethe-Zentrum Brasília
Arts and Crafts
O estilo Art and Crafts surgiu na Inglaterra na década de 1880, chegando rapidamente a outros países como os Estados Unidos. Seus precursores pareciam tanto quanto radicais. Eles realmente acreditavam que a industrialização ou a produção por maquinário era um mal para a qualidade das artes. Para eles, as obras “verdadeiras” eram feitas à mão com ornamentos simples. Claro que essa visão foi contestada pela Bauhaus, mas o conceito que permaneceu foi de se criar para uma finalidade adequada ao seu lugar.
Imagem reproduzida de ArchiMinimal
No começo, parecia que só se poderia valorizar ou só se poderia sentir o “prazer de possuir algo” se isso fosse feito à mão, moderado, orgânico e até vernacular. Tais pensamentos inspiraram nomes como Frank Lloyd Wright, Eliel Saarinen e Louis Sullivan. O problema é que seus projetos, muitas vezes de casas bem situadas em subúrbios ajardinados, eram para poucos.
Imagem reproduzida de Wright in Wisconsin – https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Bauhaus.JPG
Depois da Primeira Guerra, já se tinha o desejo e a necessidade de reconstrução. A indústria estava a todo vapor, produzindo cada vez mais e mais. E o que a Bauhaus propôs foi a união entre os dois mundos: produzir para as massas, mas com qualidade artística. Ou seja, uma arte mais acessível a todos.
Os ensinamentos da Bauhaus aplicados à Engenharia Civil
O primeiro grande exemplar da Bauhaus foi o próprio edifício da escola em Dessau, projetado por Walter Gropius, em 1926. A obra já materializou muito do seu ideal para a construção civil. Seu próprio volume expressava as diferentes funções para as quais era destinado. A ala das oficinas era banhada de luz pela pele de vidro, permitindo uma iluminação otimizada. Já a fachada do bloco habitacional dos estudantes destacava-se pelas varandas individuais à frente dos quartos. A cobertura em terraço – a “joia da coroa”, era sinônimo de arquitetura moderna.
Imagem de Mewes em Wikipédia
As reivindicações da Bauhaus passaram a ser refletidas pouco a pouco em outras produções. O construtivismo, bastante orientado pela estética, foi substituído por uma produção artística que se reclamava de uma organização rigorosamente científica. Enfim, o processo de criação e produção não era mais individual, mas coletivizado.
Imagem reproduzida de Arquitetura – Viva Decora
Infelizmente, as propostas da Bauhaus não agradaram a todos; mas seus ensinamentos influenciaram a engenharia até os dias de hoje. O que temos na contemporaneidade é uma diversidade de projetos que exploram a tecnologia aliada ao design e à manufatura para conferir escalabilidade às produções. O importante é criar soluções funcionais e acessíveis para nossa vida, atendendo ao máximo as necessidades de estudos com qualidade, eficiência e segurança.
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Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.
Como funciona a Escada de Penrose e por que ela engana o nosso cérebro?
por Simone Tagliani | | ATUALIZADO EM 5minImagem reproduzida de Archdaily
As escadas, apesar de simples conectores entre diferentes níveis, sempre foram elementos arquitetônicos fascinantes, muitas vezes consideradas verdadeiras obras de arte. Isso porque seu design pode desafiar a nossa percepção do espaço e desafiar a nossa compreensão da realidade. Quer um exemplo? Já ouviu falar da escada de Penrose? Ela guarda um enigma poderoso! Imagine subir seus degraus para sempre e jamais sair do lugar, num ciclo infinito. Será possível mesmo?
A essência da Escada de Penrose foi inventada em 1959 pelos matemáticos Lionel e Roger Penrose, pai e filho. Trata-se de um modelo de escada que desafia a geometria euclidiana, realizando um loop eterno, onde subir e descer se tornam ações simultâneas e paradoxais. Porém, isso é uma tremenda ilusão de óptica que, no fundo, só foi criada para provocar as pessoas, transcendendo a matemática e a física, influenciando na filosofia, design e arquitetura. Confira mais detalhes no artigo a seguir, do Engenharia 360!
A Escada de Penrose já foi fonte de inspiração de muitos artistas e pensadores de diversas áreas. Gostaríamos de citar neste texto o trabalho de M.C. Escher, um dos primeiros a incorporar esse modelo de escapa numa obra de arte. Ele fez, em 1960, uma litografia chamada “Ascendente e Descendente”, retratando monges subindo e descendo simultaneamente uma escada sem fim, sem esperança de alcançar um destino. Através desse trabalho, podemos aprender um pouco mais sobre tridimensionalidade em superfícies bidimensionais e como isso pode provocar ilusões.
A saber, “Ascendente e Descendente” é uma metáfora visual da condição humana com a nossa busca incessante por objetivos que são muitas vezes inalcançáveis.
Imagem reproduzida de
TechTudo
Numa primeira olhada, tudo parece normal. Mas ao observar melhor os detalhes da figura, percebemos que as escadas se encontram em ângulos impossíveis, desafiando as leis da física e da gravidade.
A Escada de Penrose é um paradoxo! Quando vista em duas dimensões, só no papel, como na obra de M.C. Escher, parece realmente uma estrutura contínua. Mas se acompanharmos cada linha, vem a revelação de que é impossível atingir um ponto final. Então, de alguma forma, parece que todo o espaço ao redor se transforma diante de nossos olhos e passamos a ter uma compreensão mais intuitiva da realidade.
Imagem de Netflix reproduzida de Archdaily
O poder da perspectiva. Será que é isso que deixa as pessoas fascinadas pela Escada de Penrose? Não podemos negar que a imagem dessa estrutura, embora não verossímil, preenche nossa mente com ideias sobre a coerência daquilo que observamos versus como nós interpretamos o que vemos. Essa é uma oportunidade de refletirmos sobre a natureza da realidade e nossa tendência em buscar padrões onde não há e coerência no mundo ao nosso redor.
Fato é que nosso cérebro está constantemente tentando organizar as informações que recebemos, criando modelos mentais que nos permitem interpretar e prever os eventos.
Lições aprendidas
Qual a lição? Bom, podemos pensar que é não precisarmos ficar tentando o tempo todo forçar modelos pré-existentes de engenharia nos projetos por obrigação, pois, no processo, podemos falhar. Pode ser desconfortante, mas valeria a pena deixarmos nossa mente mais livre, indo além da lógica para criar algo realmente único, resolvendo com mais eficiência os problemas do dia a dia. Afinal, às vezes, a resposta para o enigma está no inexplicável!
Nem tudo o que vemos é real; a realidade é complexa e multifacetada – sempre há mais para descobrir!
Então, sim, a Escada de Penrose pode ser impossível de construir em sua forma pura. Mas é uma oportunidade de “pensar fora da caixa”! O que você precisa ter em mente é o desafio de criatividade e design que seu conceito impõe sobre para a engenharia que, na tentativa de simulá-la, pode levar a inovações diversas em áreas como design de ambientes, criação de volumes, uso de materiais e técnicas construtivas, exploração de ambientes virtuais e em realidade aumentada.
Os exemplos de influência na arquitetura e cultura pop
A Escada de Penrose é uma fonte inesgotável de inspiração. Um exemplo de sua influência na arquitetura é o projeto ‘La Muralla Roja’, de Ricardo Bofill, um edifício labiríntico em Calpe, na Espanha, composto por uma série de escadas, plataformas e pontes interligadas que cruzam em ângulos inesperados, criando uma sensação de desorientação e vertigem.
Outro exemplo é a escultura ‘Umschreibung’, de Olafur Eliasson, em Munique, na Alemanha, uma escada espiral de nove metros que simboliza um loop infinito. E tem ainda a escultura ‘Diminish and Ascend’, do australiano David McCracken, uma escada que parece se elevar infinitamente em direção ao céu, criando a ilusão de que está desaparecendo no horizonte.
Indo para as telinhas, podemos citar a Escada de Penrose em jogos como o videogame ‘Monument Valley’, onde os gamers são desafiados a navegar por labirintos de escadas e caminhos impossíveis, explorando a geometria e a perspectiva para encontrar soluções para a estória. Por fim, o filme ‘A Origem’ ou ‘Interception’, de Christopher Nolan, onde, na trama, escadas são capazes de manipular a realidade dos sonhos. E não podemos esquecer o conto ‘Harry Potter’, de J. K. Rowling, com as escadas de Hogwarts.
Game Monument Valley – Imagem reproduzida de Archdaily
Filme Harry Potter – Imagem reproduzida de AvMakers
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Conheça o controverso projeto de viaduto habitável feito para o Rio de Janeiro
por Simone Tagliani | | ATUALIZADO EM 6minImagem divulgação via
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Charles-Édouard Jeanneret-Gris foi um famoso arquiteto de origem Suíça e naturalizado francês conhecido como Le Corbusier. Ele faleceu no ano de 1965, mas deixou um legado que inspira até hoje muitos engenheiros, arquitetos e designers. Suas obras são consideradas umas das referências mais importantes do modernismo ao lado de nomes como Frank Lloyd Wright, Alvar Aalto e Mies van der Rohe. E sabia que esse profissional teve uma passada no Brasil? Continue lendo esse artigo para descobrir como foi!
Imagem de Joop van Bilsen por Anefo em Wikipédia – https://en.wikipedia.org/wiki/Le_Corbusier#/media/File:Le_Corbusier_(1964).jpg
Visita de Le Corbusier ao Brasil
Em 1929, o arquiteto Le Corbusier visitou a capital do Brasil, que era até então o Rio de Janeiro. Essa viagem foi bem marcante, com grande repercussão na mídia – principalmente um ano depois, quando, inspirado em nosso país, lançou o livro ‘Precisões sobre um estado presente da arquitetura e do urbanismo’. Suas palestras guiaram muitos profissionais nas novas criações modernas – embora alguns seguissem suas palavras quase como uma cartilha de regras. De fato, suas contribuições para a escola de Belas Artes e nosso meio cultural como um todo foram inestimáveis.
Mas o que queremos destacar neste texto é a proposta que Le Corbusier fez para a cidade na ocasião: um projeto de viaduto habitável cortando a zona sul. Este projeto dito futurista cortaria bairros inteiros, do Leblon à Lagoa Rodrigo de Freitas, com conexão em Copacabana, Leme, passando pelo Flamengo e chegando ao Centro. Para o arquiteto, a edificação equilibraria a relação arquitetura e paisagem. Mas será mesmo?
Imagem reproduzida de
Rio de Janeiro Moderno
Le Corbusier chegou a apresentar esta proposta entre outras ideias ousadas como para o Ministério da Educação e Saúde e a Cidade Universitária, mas esse complexo habitacional chama mais atenção. Imagine um edifício com tamanha extensão, 12 níveis sobre pilotis, autopista no topo, calçadas, praças e jardins verticais. Como seria esta estrutura se tivesse sido construída? Será que seria como um elefante branco? Ou um lindo acréscimo à Cidade Maravilhosa?
Imagem reproduzida de Cronologia do Pensamento Urbanístico
É interessante essa fixação de Le Corbusier por um ideal de cidade linear. Em 1930, um ano depois de estar no Rio de Janeiro, o arquiteto foi chamado para participar da elaboração de um plano para a cidade de Argel, na Argélia. Na fase um, o projeto expressava a intenção de construção de uma mega estrutura. Especialistas garantem que essas se tratava de uma expressão que resumia seus 20 anos de investigação Urbana e também certa influência pelo projeto da Ville Radieuse também feito por ele.
A ideia era transformar Argel em uma cidade capital, que serviço de refúgio para o governo francês diante de uma possível ocupação nazista na França. Lembrando que Argélia era uma colônia francesa.
Imagem reproduzida de
Cronologia do Pensamento UrbanísticoImagem reproduzida de
Cronologia do Pensamento Urbanístico
Por conta da topografia irregular do local, Le Corbusier acreditava que o melhor seria uma cidade de um edifício só. Haveria o viaduto, habitado pelas classes trabalhadoras, o grande Complexo Residencial para a classe alta e as áreas de serviços. Sim, como no Titanic! No fim das contas, os desenvolvedores fragmentaram sua proposta e, no lugar do edifício, fizeram uma via linear costeando a praia. Mesmo assim, o discurso arquitetônico envolvendo esse projeto chegou aos quatro cantos do mundo, inspirando outros partidos arquitetônicos.
A estrutura com espinha dorsal generativa
Pense na complexidade que seria unir uma diversidade tão grande de pessoas, de formas individuais de expressão, em uma única estrutura. Será possível que haja algum mecanismo projetual tão poderoso capaz de conseguir resolver esse desafio? Bem, não é assim que tentamos viver? Toda cidade ou todo o tecido urbano já é uma forma de tentar ordenar o básico necessário para nossa sobrevivência em sociedade.
A ideia dessa mega estrutura alongada de Le Corbusier é uma proposta de ordenação apenas fora do convencional ao qual estamos acostumados. Mas vale destacar que as pessoas ainda teriam liberdade de personalizar, dentro dessa grade ou malha volumétrica, a sua unidade de moradia ao estilo que desejassem. O conceito é traduzido por “chãos artificiais”, com grandes lajes construídas em operação única, com vãos internos em subdivisões variadas. Isso é ou não a cara do movimento moderno?
Então, apesar da “força” de regularidade exercida pela mega estrutura projetada pelo arquiteto, as pessoas ainda seriam os próprios arquitetos dos seus espaços de habitação. A estrutura coletiva indica apenas os limites espaciais de cada moradia, mas o conjunto é que determina a aparência do todo – quase como brincar de LEGO. Inclusive, segundo Le Corbusier, nesse caso, métodos de construção diferentes poderiam coexistir harmoniosamente. Tal característica seria a maior qualidade dessa arquitetura!
O projeto de cidade futurista para a Arábia Saudita
Agora vamos dar um salto no tempo para provar que as ideias do modernismo de grandes projetistas como Le Corbusier ainda inspiram engenheiros e arquitetos mais do que muitos gostariam de admitir. Por exemplo, será que o projeto The Line para Arábia Saudita não teria suas raízes nos projetos de Le Corbusier para o Rio de Janeiro e a Argélia?
Caso você não conheça a proposta, vamos apresentá-la a você. Seria uma estrutura de 170 km, 500 m de altura e 200 m de largura. Essa cidade linear seria erguida sobre áreas desérticas, a cerca de 50 km do Golfo de Aqaba, tendo capacidade para 9 mil pessoas. A saber, a expectativa é que a primeira fase da obra seja concluída em breve, como parte de um programa de aceleração da economia até 2030.
Imagem divulgação The Line reprodudição via Exame
Imagem divulgação The Line reprodudição via Página Aberta
A proposta tem ganho destaque nos periódicos de engenharia por suas soluções avançadas. Isso inclui plano de produção de energia 100% renovável. A megalópole vertical futurista funcionaria sem carros, estradas ou emissões de carbono. As funções seriam sobrepostas, dando às pessoas a possibilidade de se moverem em três dimensões – trens fariam transporte em alta velocidade. E para delimitar o espaço urbano, dois paredões com exterior espelhado misturariam a fachada com a natureza ao redor. Interessante, não?
Diferente da realidade do que se tinha na época de Le Corbusier, agora, na contemporaneidade, se tem tecnologia suficiente para criar uma cidade linear de muito mais qualidade. Para Neom, a expectativa é que seja 2% da pegada de infraestrutura em comparação com a cidades tradicionais.
Muitos projetistas tentam convencer que o clima adverso desse tipo de cidade seria o maior atrativo – atraindo sobretudo turistas. Mas será que eles estão levando em conta questões como crescimento populacional, violência urbana ou situações de pandemia? Escreva para nós a sua opinião na aba de comentários logo abaixo.
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O que é ESG e como pode transformar sua empresa de engenharia?
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 5minImagem de redgreystock em Freepik
Nos últimos anos, tem uma sigla que tem sido bastante citada por investidores: “ESG”. Sabe o que ela significa? Bem, ela se refere à “Environmental, Social and Governance” (Ambiental, Social e Governança). Empresas que adotam tais práticas são vistas com bons olhos pelo mercado, reduzem seus riscos operacionais e jurídicos, e conquistam uma vantagem competitiva. A saber, isso também se aplica no setor de engenharia. Sabe como sua empresa pode aderir a essas diretrizes? Confira no artigo a seguir, do Engenharia 360!
O que significa ESG na prática?
O ESG pode ser traduzido como um conjunto de práticas e padrões que as empresas podem adotar para operar de forma mais sustentável, responsável e transparente. Vale destacar que é, portanto, um conceito que vai além do lucro financeiro, mas considerando o impacto que a empresa tem no meio ambiente, na sociedade e na forma em como é administrada. O retorno para as empresas? Melhor reputação, aumento da competitividade e mais investimentos! Que tal destrinchar essa explicação? Segue nossa lista!
Imagem de redgreystock em Freepik
Environmental
A engenharia é seriamente impactada pelas mudanças ambientais; ao mesmo tempo, ela é uma das que mais pode impactar o meio ambiente. Justamente por isso, em consideração, deveria considerar suas práticas e como elas podem ser mais eco friendly. Por exemplo, reduzindo o consumo de materiais naturais, usando materiais mais sustentáveis, gerando mais adequadamente resíduos e reciclagem, e reduzindo as emissões de poluentes.
Social
Além de tratar bem o meio ambiente, as empresas de engenharia precisam pensar em como tratar bem os de casa, ou seja, seus colaboradores. Além disso, manter uma boa relação com fornecedores e comunidade. Estamos falando em garantir condições seguras e saudáveis para seus trabalhadores, promover a diversidade e inclusão no ambiente corporativo, apoiar projetos sociais e educacionais, e respeitar direitos trabalhistas.
Governance
Por fim, as empresas de engenharia precisam, se querem manter sua boa imagem, incluir na sua base de gestão políticas anticorrupção e de prestação de contas às “partes” – pessoas, grupos e organizações – que possam ser impactadas pelos seus serviços. A depender do tamanho dessa empresa, pode haver até uma implementação de códigos de ética empresarial, planos de procedimentos de controle de atividades com normas regulatórias e auditorias independentes, entre outras medidas.
A saber, o termo ESG surgiu em 2004. Ele foi citado pela primeira vez em um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), chamado ‘Who Cares Wins’. Este documento destacou que era importante que as empresas passassem a integrar fatores ambientais, sociais e de governança nas suas decisões de investimentos.
Desde então, o conceito ganhou destaque no mundo dos negócios. E pouco a pouco ele tem sido encarado de modo natural, já que a própria sociedade e o mercado, de modo geral, estão mais exigentes, cobrando das empresas posturas mais responsáveis e transparentes.
Quais as vantagens de adotar práticas ESG nas empresas?
Atração de investimentos: Investidores valorizam empresas ESG por serem mais resilientes e inovadoras.
Melhoria da reputação e imagem da marca: Boas práticas ESG aumentam a confiança de clientes e parceiros.
Redução de riscos: Menor exposição a problemas legais, ambientais e trabalhistas.
Aumento da eficiência e produtividade: Gestão otimizada de recursos e processos.
Fidelização de clientes: Preferência por empresas comprometidas com sustentabilidade.
Atração e retenção de talentos: Profissionais procuram empresas alinhadas com seus valores.
Acesso a crédito verde: Facilidade para obter financiamento para projetos sustentáveis.
Emissão de green bonds: Captação de recursos para iniciativas ambientais.
Melhoria do ambiente interno: Ambiente de trabalho mais saudável e colaboradores mais engajados.
Como identificar se sua empresa de engenharia é ESG?
Já imaginou se sua empresa já é ESG? Tem um jeito de saber disso! Existem os que os especialistas chamam de “índices ESG”, que ajudam na verificação se uma empresa está comprometida com práticas de ‘Ambiental, Social e Governança’. A saber, esses índices são criados por agências especializadas em avaliação de desempenho no mundo dos negócios. Por aqui, no Brasil, são valorizados especialmente quatro índices: sustentabilidade empresarial (ISE B3), governança corporativa (IGCT), desempenho financeiro (S&P/B3), e gestão de emissões de carbono (ICO2).
Além dos índices da B3, as empresas também podem fazer parte de índices internacionais, como o Dow Jones Sustainability Index (DJSI) e o índice FTSE4Good.
Outra forma de identificar se uma empresa é ESG é verificar se ela é signatária do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), reportando seu progresso anualmente. Esse é um tipo de compromisso que ela faz de que está implantando esses princípios em suas operações.
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Como implementar o ESG na sua empresa de engenharia?
Empresas que seguem boas práticas ESG têm mais chances de crescimento. Além do mais, têm menor risco de enfrentar processos trabalhistas, ambientais e fraudes financeiras; isso resulta na redução de custos operacionais e aumento da eficiência. Aliás, os investidores priorizam negócios desse tipo, de marcas fortes, com funcionários engajados e produtivos, ambientes que promovem boas práticas, e que conquistaram seus clientes e parceiros. Fique ligado!
Aqui vão algumas ideias de como você pode implementar o ESG na sua empresa de engenharia:
Avalie as práticas ESG atuais e identifique melhorias.
Estabeleça objetivos mensuráveis e indicadores de desempenho.
Estruture ações, responsáveis e prazos para alcançar as metas.
Engaje stakeholders (colaboradores, clientes, investidores) no compromisso ESG.
Acompanhe indicadores e revise o plano conforme necessário.
Busque selos e normas como ISO 14001 e ISO 45001.
Utilize soluções sustentáveis para eficiência e menor impacto ambiental.
Promova treinamentos e incentive práticas sustentáveis na equipe.
Implemente boas práticas, códigos de conduta e auditorias.
Divulgue ações e resultados por relatórios, redes sociais e site corporativo.
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Qual o futuro da engenharia com ESG?
O ESG precisa se tornar uma realidade para todas as empresas de engenharia. Os benefícios são para todos! Além de gerar um impacto positivo no meio ambiente e na sociedade, sua empresa ganhará destaque no mercado, fortalecendo sua reputação e atraindo novos investimentos. Mas, do contrário, se seu negócio não for adaptado a esse novo momento de mercado, corre o risco de perder competitividade e ficar para trás.
Ficou na dúvida do que fazer? Que tal começar consultando o relatório de sustentabilidade de outras empresas só como inspiração. Esse documento é divulgado por muitas companhias anualmente, apresentando informações sobre o seu desempenho, como dados de consumo de energia, emissão de CO2, gestão de resíduos, combate à corrupção e mais. Use essas informações para avaliar como sua empresa pode caminhar rumo à sustentabilidade!
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Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.
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