A Modernização da ART e o Papel da Tecnologia na Revolução da Responsabilidade Técnica
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 3minImagem de Drazen Zigic
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A Resolução 1.137/2023, publicada em março deste ano, tem gerado debates no Sistema Confea/Crea devido à sua proposta de atualização da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), um processo conduzido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP). Essa resolução foi discutida durante a 3ª Reunião Ordinária do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea e Mútua, realizada em junho deste ano, em Campina Grande (PB). Saiba mais a seguir, neste texto do Engenharia 360!
Quais os motivos para a modernização da Anotação de Responsabilidade Técnica?
O objetivo dessa modernização da ART é tornar o processo mais eficiente e menos burocrático, proporcionando benefícios para os profissionais da área.
Por exemplo, a nova resolução traz mudanças significativas, como a criação da Certidão de Acervo Operacional (CAO) e a possibilidade de o próprio engenheiro atestar seu trabalho, eliminando a necessidade de outro profissional para a comprovação.
A saber, a CAO é um documento voltado para empresas e substitui a Anotação de Responsabilidade Técnica Complementar. Ela representa uma grande novidade, pois permite que o próprio engenheiro responsável pela execução de uma obra ateste o seu trabalho, sem a necessidade de outro profissional apresentar um laudo de execução.
Como a modernização da ART está sendo implementada?
Na Reunião Ordinária do Colégio, foram abordados diversos assuntos, incluindo as mudanças na ART, e faz parte dos eixos temáticos do Colégio de Inspetores, que tem como objetivo capacitar os profissionais da área tecnológica e elaborar relatórios técnicos para o desenvolvimento de cidades inteligentes. Foram discutidas as mudanças trazidas pela Resolução 1.137, incluindo a abolição da Anotação de Responsabilidade Técnica Complementar.
Nesse momento, o Crea busca conscientizar os profissionais sobre as novas regras da ART e promover a capacitação necessária para sua aplicação.
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A modernização da ART representa um passo significativo para o futuro da Engenharia, simbolizando a progressão da profissão em direção a uma era mais moderna e eficiente.
Quais são os benefícios da modernização da ART?
A Resolução 1.137 trouxe algumas mudanças em relação à ART e ao Acervo Técnico-Profissional. E, sim, a modernização da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) traz diversos benefícios para a Engenharia. Talvez a mais significativa seja, de fato, que o engenheiro responsável pela execução de uma obra agora pode atestar seu próprio trabalho.
Com a modernização, a ART será digital, permitindo que os profissionais acessem o documento de qualquer lugar, o que facilitará suas atividades profissionais. Além disso, a digitalização reduzirá o tempo de processamento, tornando o serviço mais eficiente.
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Enfim, a modernização da ART representa a adaptação da profissão aos tempos modernos, onde a digitalização e a eficiência são valorizadas.
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Marco na história: USP entre as melhores universidades do mundo em ranking global
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Nota: No dia da atualização deste texto, a Universidade de São Paulo, USP, foi considerada a melhor universidade da América Latina e do Caribe, de acordo com o QS World University Ranking. A QS Quacquarelli Symonds destacou a qualidade dos professores brasileiros, pesquisas de alta qualidade e reputação excelente entre empregadores como pontos fortes das universidades brasileiras.
A saber, outras universidades brasileiras no top 50 incluem UFRJ, Unesp, UFMG e PUC-Rio. As 10 melhores universidades da América Latina são: USP, Pontifícia Universidade Católica do Chile, Unicamp, Tecnológico de Monterrey, Universidade do Chile, Universidade de Los Andes, UNAM, UFRJ, UBA e Unesp.
Na última semana de junho de 2023, o governo brasileiro lançou mais uma edição do seu Censo, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma super pesquisa realizada ao longo das últimas décadas e que serve de base para estudos e planejamentos financeiros e científicos por todo o país. Dentre as informações reveladas sobre os estados, chama atenção como São Paulo está, em disparado, na liderança populacional – sendo que outros grandes estados, como Maranhão, caíram no ranking.
A saber, o IBGE visitou milhões de endereços em todo o país, coletando informações por meio de questionários respondidos presencialmente, pela internet ou por telefone.
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Analisando rapidamente os dados, nós, do Engenharia 360, concluímos que existe uma explicação bem óbvia para tal mudança. É que, seguindo a crise global, o Brasil enfrenta uma fase econômica bastante grave, levando os profissionais a migrarem para zonas com mais oportunidades de estudo e emprego. E, nesse sentido, São Paulo é o polo com mais potencial. E é nesse ponto do país que está localizada uma das melhores universidades do mundo, a USP, reconhecida em ranking internacional. Saiba mais a seguir!
Por que São Paulo se destaque entre os polos universitários do Brasil?
O estado de São Paulo se destaca entre os polos universitários devido a diversos fatores. Em primeiro lugar, São Paulo é, assim como explicado antes, uma das regiões mais desenvolvidas e industrializadas do Brasil, com uma economia forte e diversificada. Resumindo, isso atrai investimentos e oportunidades de emprego, o que consequentemente torna a região atraente para instituições de ensino e estudantes.
Conhecendo a USP
A Universidade de São Paulo (USP) é uma das principais instituições de ensino superior do país. Ela é reconhecida por sua excelência acadêmica, pesquisa de ponta e corpo docente altamente qualificado. A USP abrange diversas áreas do conhecimento, oferecendo uma ampla gama de cursos de graduação e pós-graduação.
Aliás, saiba que a reputação da USP é muito sólida, tanto nacional quanto internacionalmente. A universidade é constantemente classificada entre as melhores da América Latina e do mundo, em rankings como o QS World University Rankings e o Times Higher Education. A qualidade dos cursos e a produção científica da USP são altamente reconhecidas, o que confere prestígio e valor ao diploma obtido por seus estudantes.
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Oportunidades para engenheiros
No campo da engenharia, a USP também se destaca. A universidade oferece uma ampla variedade de cursos nessa área, abrangendo disciplinas como Engenharia Civil, Mecânica, Elétrica, Química, entre outras. Para melhorar, a instituição possui infraestrutura de ponta, laboratórios bem equipados e parcerias com empresas e instituições de pesquisa, o que proporciona aos estudantes uma formação atualizada.
Enfim, os engenheiros ou futuros engenheiros que desejam estudar em São Paulo, em uma universidade como a USP, têm acesso a um ambiente acadêmico estimulante e competitivo.
Qual é a posição da USP no QS World University Ranking?
O QS World University Ranking de 2024 já foi divulgado! Parece que a Universidade de São Paulo (USP) ocupa o 85º lugar, ultrapassando a posição anterior de 115º. Isso representa uma melhoria de 30 posições em comparação ao ano anterior.
A USP melhorou sua reputação internacional e aumentou a empregabilidade de seus ex-alunos, o que contribuiu para sua ascensão no ranking. Agora, a instituição está entre as 100 melhores universidades do mundo, tornando-se a líder na América Latina, ultrapassando a Universidade de Buenos Aires. O QS World University Ranking avalia diversos critérios, incluindo sustentabilidade, colocação no mercado de trabalho, citações em pesquisa e número de professores por estudante.
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Universidades líderes no ranking
O QS World University Ranking considera vários critérios para avaliar as universidades, incluindo reputação acadêmica, empregabilidade, número de professores por aluno, produção científica, taxa de estudantes internacionais, práticas de sustentabilidade, posicionamento no mercado de trabalho e relações internacionais na área de pesquisa.
As universidades líderes no ranking de 2024 são:
Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), EUA
Universidade de Cambridge, Reino Unido
Universidade de Oxford, Reino Unido
Universidade Harvard, EUA
Universidade Stanford, EUA
Imperial College London, Reino Unido
ETH Zurich, Suíça
Universidade Nacional de Singapura, Singapura
University College London (UCL), Reino Unido
Universidade da Califórnia, EUA
Além da Universidade de São Paulo (USP), que entrou no top 100 em 85º lugar, outras universidades brasileiras presentes no ranking de 2024 são:
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – 220º
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – 371º
Universidade Estadual Paulista (Unesp) – 419º
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) – 595º
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – entre 691º e 700º
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – entre 691º e 700º
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – entre 731º e 740º
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – entre 801º e 850º
Universidade de Brasília (UnB) – entre 801º e 850º
É importante destacar que a lista de universidades brasileiras no ranking vai além dessas mencionadas, mas as demais estão classificadas a partir da 500ª posição e são agrupadas por intervalos.
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Explorando a Engenharia do Canal do Panamá e Sua Importância no Controle da Inflação nos EUA
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 6minImagem de Steve Barker por Pixabay
O Canal do Panamá é uma via aquática estratégica que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico, localizada no istmo do Panamá, na América Central.
Claro que a construção do canal foi um marco na história da Engenharia, pois enfrentou enormes desafios geográficos e tecnológicos. A obra icônica é reconhecida por suas soluções inovadoras que permitiram a passagem de navios entre os dois oceanos. E, certamente, influenciou significativamente o desenvolvimento da engenharia pelo mundo, sendo como exemplo de grande escala e complexidade, impulsionando avanços de infraestrutura e capacidade de interconexão entre diferentes regiões. Saiba mais a seguir, neste artigo do Engenharia 360!
Imagem reproduzida de Stan Shebs em Wikipédia – https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Panama_Canal_Gatun_Locks.jpg
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Quais são as principais características de engenharia do Canal do Panamá?
O Canal do Panamá oferece várias lições aprendidas, que incluem a importância da coordenação internacional e cooperação para enfrentar desafios globais, a necessidade de soluções adaptáveis para superar condições geográficas adversas e a importância de medidas de saúde pública para garantir a segurança dos trabalhadores durante a construção. Além disso, o projeto demonstrou a importância da inovação tecnológica e da utilização de técnicas modernas de engenharia para alcançar objetivos ambiciosos.
Estrutura
Dentre as principais características estruturais do Canal do Panamá estão um sistema de eclusas para elevar e baixar navios entre os diferentes níveis dos oceanos, um lago artificial chamado Lago Gatún e um corte profundo através das montanhas.
Contrução
Durante a construção do Canal do Panamá, os engenheiros enfrentaram vários desafios. Alguns dos principais foram o clima tropical adverso, incluindo chuvas intensas e doenças tropicais, como a malária e a febre-amarela. Além disso, a topografia acidentada e a presença de rochas duras também apresentaram dificuldades significativas.
Para superar esses desafios, várias técnicas de engenharia foram utilizadas. Os engenheiros empregaram perfuração e explosões controladas para remover rochas, dragagem para remover sedimentos e escavação para criar o corte do canal. E foi aí que as eclusas foram construídas, permitindo a passagem de navios pelos diferentes níveis dos oceanos.
Já para superar os obstáculos geográficos e geológicos, por exemplo, foi criado o Lago Gatún, represando o rio Chagres, o que ajudou a minimizar a necessidade de escavação e dragagem em algumas áreas. Além disso, foram desenvolvidos métodos de drenagem para controlar as águas pluviais e evitar inundações.
Imagem reproduzida de Family collection of Infrogmation of New Orleans, em Wikipédia – https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Panama_Canal_Trip_1994_02.jpg
Meio ambiente
Vale destacar que a operação do Canal do Panamá tem implicações ambientais significativas. Afinal, a construção original resultou no desmatamento de áreas extensas e na perda de habitat para várias espécies. Além disso, a operação do canal provocou impactos na qualidade da água e na biodiversidade local.
No entanto, várias medidas foram tomadas para mitigar esses impactos. Isso inclui a implementação de programas de reflorestamento, ações para controle da poluição e conservação da água, e a criação de reservas naturais ao redor do canal. E a gestora do complexo também se diz comprometida em melhorar continuamente suas práticas ambientais e reduzir o impacto do canal no ecossistema circundante.
Quais as principais inovações técnicas de Engenharia do Canal do Panamá?
Dentre as inovações técnicas significativas de Engenharia do Canal do Panamá, devemos destacar, além das eclusas, o emprego de um sistema de corte e aterro para criar o lago artificial Gatún. Toda a operação envolveu a escavação de grandes quantidades de terra e a criação de diques e comportas para controlar o fluxo de água.
Ao longo dos anos, foram feitas várias melhorias na infraestrutura do Canal do Panamá. Em 2016, foi concluída a expansão do canal, que permitiu o trânsito de navios maiores, conhecidos como New Panamax, com capacidade para transportar até 14.000 contêineres. Essa expansão envolveu a construção de novas eclusas, mais largas e profundas, e aprofundamento e alargamento do canal existente. Além disso, foram feitas melhorias nos sistemas de sinalização, controle de tráfego e tecnologia de guindastes.
A saber, o Canal do Panamá é atualmente operado e mantido pela Autoridade do Canal do Panamá (ACP). A ACP supervisiona todas as operações. Nos seus planos futuros está a construção do terminal de contêineres Corozal para aumentar a capacidade do canal e melhorias na eficiência operacional, como a adoção de tecnologias de automação.
Imagem de Steve Barker por Pixabay
Como a seca no Panamá está afetando os custos de transporte marítimo?
Recapitulando, a Engenharia do Canal do Panamá tem um impacto significativo no comércio marítimo global. Nesse sentido, os benefícios econômicos incluem maior eficiência no transporte de mercadorias e aumento do comércio internacional. Em termos logísticos, o canal permitiu o transporte de cargas maiores e mais pesadas, melhorando a capacidade de movimentação de mercadorias, evitando a necessidade de contornar o Cabo Horn. E é importante dizer que ele desempenha um papel importante na facilitação do transporte de grãos, commodities agrícolas e bens de consumo da Ásia para os portos dos Estados Unidos.
No entanto, a seca na região está dificultando as operações. Os níveis de água no Lago Gatún estão extremamente baixos devido à seca severa, resultando em limitações no peso dos navios que podem atravessar as eclusas, restringindo os portos dos Estados Unidos nas costas leste e do Golfo, aumentando os custos e os tempos de transporte. Isso leva a um aumento das taxas de frete marítimo, já que os navios precisam transportar menos carga para atravessar o canal.
Essa situação preocupa economistas e especialistas em cadeia de suprimentos, pois os gargalos no transporte marítimo podem levar a aumentos nos preços de bens de consumo e industriais. Os especialistas acreditam que isso possa dificultar o objetivo do Federal Reserve de controlar a inflação.
Imagem reproduzida de Maurice Marcellin, em Wikipédia – https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Canal_de_Panam%C3%A1_Mayo_2008_342.jpg
Quais são as alternativas se os níveis baixos de água no Canal do Panamá persistirem?
Além do Canal do Panamá, outros problemas climáticos estão afetando o transporte de mercadorias em diferentes partes do mundo. Algumas dessas questões incluem a escassez de água em outras rotas comerciais importantes, como o Rio Reno, na Europa, e o Rio Yang-Tsé, na China, devido a altas temperaturas e falta de chuvas.
A previsão para os níveis de água no Canal do Panamá é preocupante. Para lidar com a seca e seus impactos, medidas podem ser tomadas, como a construção de represas ao longo de outros rios no país para criar reservatórios de água adicionais, o direcionamento de água de outras fontes e até mesmo a dessalinização da água do mar. Essas soluções podem ajudar a melhorar o fornecimento de água para o canal e garantir que os navios possam atravessar com capacidade total.
Imagem reproduzida de Stan Shebs em Wikipédia – https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Panama_Canal_Miraflores_Locks.jpg
Se as embarcações de GNL (Gás Natural Liquefeito), por exemplo, tiverem que evitar o Canal do Panamá, as alternativas seriam rotas mais longas ao redor do Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África, ou através do Canal de Suez. No entanto, essas rotas mais longas aumentariam significativamente o tempo de viagem, como se pode imaginar.
Por que os Estados Unidos têm interesse pelo controle do Canal do Panamá?
Os Estados Unidos têm interesse no controle do Canal do Panamá devido à sua importância estratégica para o comércio global e à segurança nacional. Afinal, como explicamos antes, o canal facilita o trânsito de mercadorias entre os oceanos Atlântico e Pacífico, sendo vital para a economia americana.
Recentemente, o novo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou preocupações sobre as tarifas elevadas cobradas pelo Panamá e a crescente influência da China na região, sugerindo a possibilidade de retomar o controle do canal. No entanto, o governo panamenho reafirmou a soberania do país sobre o canal, considerando-o uma “conquista irreversível”.
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De tradução de textos antigos a mapeamento de danos da Covid-19: a contribuição da IA
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 4min Imagem reproduzida de ArqueoHistória Almanaque – https://www.arqueohistoria.com.br/post/intelig%C3%AAncia-artificial-capaz-de-decifrar-tabuletas-escritas-em-cuneiforme
De tradução de textos antigos a mapeamento de danos da Covid-19: a contribuição da IA
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 4minImagem reproduzida de ArqueoHistória Almanaque – https://www.arqueohistoria.com.br/post/intelig%C3%AAncia-artificial-capaz-de-decifrar-tabuletas-escritas-em-cuneiforme
A Inteligência Artificial (IA) tem desempenhado um papel fundamental em diversas áreas da ciência. Com sua capacidade de processar grandes volumes de informações e aprender com base em padrões, a tecnologia tem revolucionado a forma como lidamos com desafios complexos.
Neste texto do Engenharia 360, exploraremos a notável contribuição da IA, abordando desde a recuperação e preservação de conhecimentos históricos até a análise e compreensão dos impactos da mais recente pandemia. Veremos como ela se tornou uma ferramenta poderosa para enfrentar esses desafios, ampliando nossa compreensão e possibilitando avanços significativos em diversas áreas do conhecimento.
Imagem reproduzida de ArqueoHistória Almanaque – https://www.arqueohistoria.com.br/post/intelig%C3%AAncia-artificial-capaz-de-decifrar-tabuletas-escritas-em-cuneiforme
IA na tradução de textos da antiguidade
A escrita cuneiforme acadiana é um sistema antigo de escrita usado na Mesopotâmia. As tábuas de argila inscritas nessa escrita são importantes porque fornecem informações sobre a vida das civilizações antigas.
A tradução desses textos é rara devido à falta de especialistas na área. Mas pesquisadores da Universidades de Tel Aviv e Ariel, em Israel, desenvolveram um modelo de Inteligência Artificial para traduzir textos cuneiformes acadianos. O objetivo da tradução para o inglês é facilitar o estudo dessa antiga forma de escrita.
Imagem reproduzida de Futuro Prossimo – https://pt.futuroprossimo.it/2021/09/scrittura-cuneiforme-una-ai-potrebbe-completare-le-tavole-mesopotamiche/
Como a Inteligência Artificial se saiu na tradução de textos acadianos?
O modelo de Inteligência Artificial para traduzir textos cuneiformes acadiano alcançou uma pontuação de 37,47 no BLEU4, que é um teste de correspondência entre traduções automáticas e traduções humanas. No entanto, a precisão na tradução de textos acadianos formais foi maior do que na tradução de textos literários e poéticos.
A saber, os pesquisadores utilizaram métodos de processamento de linguagem natural (NLP) para criar a tradução dos glifos cuneiformes para o inglês. O programa teve mais sucesso ao traduzir frases de até 118 caracteres e apresentou traduções errôneas ao lidar com textos mais longos.
Desde já, o código-fonte da tecnologia está disponível no GitHub e os pesquisadores também planejam desenvolver um aplicativo chamado Babylonian Engine para permitir que outras pessoas façam traduções da escrita cuneiforme.
Imagem reproduzida de Wikimedia Commons, Museu do Louvre, Rama, via UOL
Pesquisadores da Unicamp desenvolveram um método utilizando Inteligência Artificial para mapear os danos da Covid-19 nos pulmões de pacientes infectados. O objetivo é permitir um acompanhamento mais preciso da evolução da doença.
O método foi desenvolvido em 2020 e foi aplicado tanto para pacientes com Covid-19 quanto para estudar os efeitos da Covid longa. A pesquisa foi realizada pela equipe da Unicamp, com orientação da professora Letícia Rittner e do pesquisador Roberto de Alencar Lotufo. Mas, recentemente, um aluno da instituição foi aos Estados Unidos para estudar a aplicação do método em pacientes na Universidade de Iowa.
Imagem reproduzida de Diedre Carmo, Arquivo pessoal, via G1
Como o método de mapeamento foi adaptado para funcionar em diferentes contextos?
Na pesquisa da Unicamp utilizando Inteligência Artificial, um algoritmo foi treinado em imagens de tomografia computadorizada para identificar e sinalizar as partes não saudáveis dos pulmões. O método foi adaptado para funcionar em diferentes contextos e equipamentos de tomografia de diversos países. Aliás, o aluno Diedre Santos do Carmo estudou a aplicação desse método lá em Iowa.
Com o treinamento intensivo do algoritmo, feito em diferentes hospitais, obtêm-se imagenspor tomografia computadorizada. Nesse caso, a Inteligência Artificial delimita as bordas das partes não saudáveis do pulmão, fornecendo um número preciso que representa a porcentagem de comprometimento. Claro que esses resultados ainda requerem confirmação e investigação mais detalhada por outros grupos de pesquisa.
Além disso, a Inteligência Artificial também está sendo utilizada para estudar os efeitos da Covid longa. Os resultados preliminares indicam um nível menor de acometimento dos pulmões entre pacientes vacinados. O método está disponível para uso de pesquisadores, mas questões tecnológicas dificultam sua ampla utilização na rede pública de saúde.
No entanto, a ampla utilização do método na rede pública de saúde enfrenta alguns impedimentos. Um dos principais é a questão tecnológica, como a necessidade de computadores adequados nas unidades de atendimento. Superar esses desafios tecnológicos é essencial para que o método possa ser amplamente utilizado na prática clínica.
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Desvende a Física e Engenharia por Trás dos Espetaculares Globos da Morte
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 6minImagem reproduzida de Hondero
No final de junho de 2023, um grave acidente envolvendo dois motociclistas chocou os habitantes da região metropolitana de Curitiba. Um rapaz de 26 anos ficou ferido durante um show em um globo da morte em um circo em Fazenda Rio Grande. Apresentações como essa, em globos da morte, atraem muitos expectadores; porém, são altamente arriscadas. Nesse caso, por exemplo, duas motos colidiram, jogando os condutores ao chão. A reação de pânico da plateia foi imediata. Felizmente, o jovem não deve ter sequelas graves.
É preciso dizer que a experiência nessas atividades não livra dos riscos. Meses antes, outros dois motociclistas ficaram feridos em uma colisão dentro do “globo da morte” de um circo em Bom Jesus do Itabapoana, no estado do Rio de Janeiro. Um condutor perdeu o controle ao fazer manobras dentro da jaula, causando o acidente, deixando o público em choque. Mas como a física pode explicar esses dois eventos? Veja a seguir, neste artigo do Engenharia 360!
Imagem reprodução BandaB, via TNOnline – UOL
O que são e como surgiram os globos da morte?
Começamos este texto explicando que globo da morte é uma estrutura em forma de esfera de aço, semelhante a uma jaula, na qual motociclistas realizam performances. Acredita-se que tenha surgido na Alemanha no final do século XIX. Ao longo dos anos, foram registradas muitas mortes relacionadas a essas performances – sobretudo entre os anos de 1940 e 2000. Mas nem isso impediu que os globos da morte deixassem de ser uma atração popular em circos e shows de motociclistas em todo o mundo.
Dentro dessas estruturas, os motociclistas habilidosos realizam acrobacias ousadas, como andar nas paredes do globo, girar em alta velocidade e saltar por cima de outros motociclistas dentro do globo. As apresentações dos globos da morte focaram comuns em circos itinerantes e parques de diversões, proporcionando aos espectadores uma mistura de emoção, adrenalina e medo.
Imagem reproduzida de Hondero
Agora, atualmente, apesar de manter o nome dramático, acidentes fatais são raros nesse tipo de espetáculo, devido ao treinamento rigoroso e precauções de segurança dos motociclistas.
Quais as maiores estruturas de globos da morte do mundo?
A estrutura de globo da morte mais famosa por seu tamanho é a “Globe of Death”, construída pela equipe de acrobatas mexicanos conhecida como “Los Daredevils”. Ela possui quase 20 metros de diâmetro, capaz de acomodar até 8 motociclistas simultaneamente realizando manobras dentro dela. Em 2015, ela chegou a ser certificada pelo Guinness World Records como o maior globo da morte do mundo.
Além dessa estrutura, outras se tornaram famosas, como “The Steel Ball” (A Bola de Aço), atração do Cirque Berserk, no Reino Unido. Também podemos citar a “Globe of Steel” (Globo de Aço) no Parque de Diversões de Tusenfryd, na Noruega. Agora, talvez nada se compare ao que um grupo de brasileiros fez em Florianópolis, no início de 2023. Eles bateram recorde do Guinness Book de mais alta apresentação de globo de morte do mundo. A performance aconteceu a quase 60 metros de altura.
Imagem reproduzida de divulgação, via NSC Total
Imagem reproduzida de divulgação, via NSC Total
Imagem reproduzida de Luciano Nunes, divulgação, via ND Mais
Como são construídos os globos da morte?
Um globo da morte é uma estrutura composta por várias seções segmentadas e curvadas. Essas seções são encaixadas e rebitadas para formar o globo. O globo geralmente possui um painel de aço na parte inferior que funciona como um alçapão para permitir a entrada e saída dos passageiros e suas motos.
O material principal usado na construção do globo da morte é a malha soldada, que é resistente e capaz de suportar o peso das motos e dos artistas que se apresentam dentro do globo. Como explicado antes, existem diferentes tamanhos de globos da morte, sendo o mais comum um globo de 725 quilos e 4,8 metros de diâmetro. No entanto, algumas companhias de artistas podem usar globos menores ou maiores.
Imagem reproduzida de Globo de la Muerte, 3D Warehouse
As considerações de segurança ao projetar e operar um globo da morte incluem:
Estrutura robusta: O globo da morte deve ser construído com materiais fortes e duráveis, capazes de suportar as acrobacias e a velocidade das motocicletas.
Sistema de suporte: São utilizados cabos de aço ou barras de metal para manter o globo da morte no lugar durante as acrobacias. Esses sistemas de suporte devem ser adequadamente projetados e testados para garantir a segurança dos pilotos.
Estabilidade: O projeto do globo da morte deve levar em consideração a estabilidade do veículo durante as manobras. O centro de gravidade e o equilíbrio são aspectos críticos a serem considerados para evitar acidentes.
Medidas de segurança pessoal: Os pilotos devem utilizar equipamentos de proteção adequados, como capacetes, roupas acolchoadas e sistemas de retenção, para minimizar os riscos de lesões.
Testes e inspeções regulares: Antes de cada apresentação, é necessário realizar testes e inspeções minuciosas no globo da morte para identificar possíveis falhas ou danos que possam comprometer a segurança.
Resumindo, os desafios de Engenharia ao construir um globo da morte de grande escala envolvem o dimensionamento estrutural para suportar o tamanho, peso e forças g-força das motocicletas. Além disso, é necessário projetar o globo da morte para resistir a impactos significativos, garantindo a sua resistência ao impacto.
A estabilidade estrutural é fundamental para a segurança dos pilotos, exigindo uma base estável e um sistema de suspensão adequado. Também é importante considerar o gerenciamento de calor devido à fricção das motocicletas, evitando superaquecimento e danos aos veículos e pilotos.
Como a física age dentro dos globos da morte?
Durante uma apresentação no globo da morte, as forças e cargas são distribuídas de forma a aproveitar a força centrípeta. Essa força age em um objeto quando ele se move em um caminho circular e é direcionada para o centro desse caminho. A fórmula da força centrípeta é:
Fc = (m × v²) / r
Onde Fc é a força centrípeta, m é a massa do objeto, v é a velocidade e r é o raio do caminho circular.
Para completar um loop vertical, o piloto precisa alcançar uma velocidade mínima, que é v = √(g × r), sendo r o raio da esfera e g a aceleração da gravidade. A construção segura de um globo da morte envolve considerar esses princípios de Engenharia – listados no tópico anterior -, como garantir que o raio e a velocidade sejam adequados para manter o piloto seguro durante as acrobacias.
Imagem reproduzida de Essas e Outras
Influência sobre o desempenho dos motociclistas
A geometria do globo da morte afeta o desempenho dos motociclistas, proporcionando estabilidade e uma força centrífuga que os mantém no lugar durante as acrobacias. Já a aerodinâmica influencia o desempenho, permitindo velocidades mais altas e manobras mais suaves.
Vale destacar que os cálculos de estabilidade consideram, portanto, a geometria, tamanho, material e forças envolvidas, enquanto a resistência é analisada levando em conta a resistência do ar e características do motociclista. Esses cálculos visam garantir a segurança e o sucesso das acrobacias.
Observação: Em outubro de 2023, três pilotos ficaram feridos em um acidente em um globo da morte em Itumbiara, Goiás. O acidente ocorreu devido à quebra da balança de uma das motos durante uma apresentação no sábado à noite. Dois pilotos foram hospitalizados, um com quatro pontos no cotovelo e os outros dois com escoriações menores. Apesar disso, os ferimentos não foram graves, e os espetáculos do circo continuam normalmente, inclusive no domingo à noite.
Imagem divulgação Circo Mundo Mágico e Sávio Arantes, TV Anhanguera
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Aneel alerta que painéis solares no Minha Casa Minha Vida pode custar R$ 1 bilhão por ano aos consumidores
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 4minImagem reproduzida de Ubirajara Machado, MDS, Agência Senado
Aqui, no Brasil, a proposta aprovada pelo Congresso Nacional em relação aos painéis solares nos projetos habitacionais inclui a instalação desses painéis nos projetos do programa Minha Casa, Minha Vida. No entanto, a proposta também possui alguns pontos controversos. Um desses pontos pode pesar no bolso dos consumidores, em geral. Claro que essa proposta ainda aguarda a sanção do presidente para entrar em vigor. De todo modo, vale entender a situação. Confira mais informações sobre o caso neste artigo do Engenharia 360!
Imagem reproduzida de ClimaInfo
Quais são os pontos da proposta que causaram preocupação?
Começamos este texto citando que, de acordo com cálculos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), essa proposta do Congresso pode ter um potencial impacto anual de R$ 1 bilhão na conta de luz dos demais consumidores de energia, através de aumentos nas tarifas. Isso ocorreria devido aos subsídios cruzados no setor elétrico para o segmento de habitação, sem uma estimativa clara do impacto financeiro e tarifário.
Eis os pontos da proposta que mais causaram preocupação:
Compra compulsória dos excedentes de energia elétrica gerada pelas residências populares pelas distribuidoras.
Redução mínima de 50% no custo de disponibilidade dos consumidores inscritos no Cadastro Único.
Dispensa de licitação para órgãos públicos na aquisição de excedente de energia das unidades consumidoras de programas sociais ou habitacionais.
Essas medidas embutidas na proposta pelo Congresso geraram custos para os consumidores de energia elétrica, uma vez que aumentam as tarifas.
Imagem reproduzida de Otávio Almeida Greenpeace, via Senado Federal
Qual é a opinião da Aneel em relação à proposta?
A obrigatoriedade de compra adicional de eletricidade pelas distribuidoras é bem polêmica, pelo visto. Explicando melhor, as distribuidoras teriam que comprar a energia dos consumidores a um valor fixo estipulado, chamado de Valores Anuais de Referência Específicos (VRES), que é de R$ 601,51 por megawatt-hora (MWh) de acordo com os preços atualizados de abril de 2023. No entanto, as distribuidoras teriam que revender essa energia a um preço muito menor, o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), que está em R$ 69,04/MWh no valor mínimo. Isso resultaria em um custo adicional estimado de R$ 531 para cada MWh adquirido.
Agora você entende como essa proposta pode afetar a tarifa dos outros consumidores de energia, com tais custos adicionais decorrentes da compra repassados para as tarifas dos consumidores que não possuem painéis solares e continuam comprando energia das distribuidoras.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) avalia que os “jabutis” na proposta, ou seja, os trechos estranhos ao projeto inicial, são preocupantes e sugeriu a exclusão de algumas emendas aprovadas. Contudo, por outro lado, a agência destaca que a inclusão de geração distribuída no programa habitacional pode ser positiva para a democratização da geração solar. De fato, o que falta é mais transparência do processo.
Imagem reproduzida de Ubirajara Machado, MDS, Agência Senado
Qual a capacidade solar global até o momento?
Queremos terminar este texto com informações adicionais para você! Começando por falar sobre a capacidade mundial de geração de energia solar, que é de mais de um terawatt (1 trilhão de watts).
Estima-se que existam atualmente cerca de 2,5 bilhões de painéis solares no mundo.
Até o momento, foram instalados mais de um terawatt de capacidade solar globalmente.
Os painéis solares comuns têm uma capacidade média de cerca de 400 watts.
E a vida útil média dos painéis solares é de aproximadamente 25 anos.
Imagem de Maria Godfrida por Pixabay
Quanta sucata de painéis solares é esperada até 2050?
Muitos painéis solares são substituídos antes do fim de sua vida útil devido ao surgimento de projetos mais eficientes, resultando em um volume crescente de painéis descartados. A falta de infraestrutura de reciclagem pode levar a problemas ambientais, já que os painéis podem se acumular em aterros. Mas a reciclagem permite recuperar materiais preciosos, como prata e cobre, essenciais para fabricar novos painéis solares.
A extração eficiente desses materiais é crucial. Contudo, a reciclagem de painéis solares enfrenta desafios. A boa notícia é que iniciativas estão surgindo para lidar com o problema. Estima-se que até 2050 haverá uma grande quantidade de sucata de painéis solares, exigindo ações urgentes de reciclagem e descarte adequado.
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Como funciona o Serviço de Internet de Elon Musk usado na Missão do Submarino Desaparecido
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 4minImagem composição Kiko Perozo, via FayerWayer
Você acompanhou o caso do submarino Titan, que desapareceu ao mergulhar no oceano em busca dos destroços do Titanic? Bem, pode-se dizer que os serviços fornecidos pela empresa Starlink e sua tecnologia de comunicação podem ter alguma relação com essa trágica história. Será mesmo? Gostaria de descobrir? Então confira o artigo do Engenharia 360 para obter mais informações!
Imagem reproduzida de Starlink e Reuters, via G1
O que é e como funciona a Starlink?
A Starlink é um serviço de Internet via satélite fornecido pela empresa SpaceX, fundada pelo empresário Elon Musk.
Objetivo
Hoje, o maior objetivo da Starlink é criar uma “constelação” de milhares de satélites em órbita terrestre baixa, permitindo que áreas remotas e carentes de infraestrutura tenham acesso à conexão de Internet. Isso inclui áreas rurais, pequenas vilas, desertos, alto mar, aviões com wi-fi e até mesmo a Amazônia.
Satélites
Os satélites da Starlink são posicionados a uma altitude de 550 quilômetros (km), mais próxima da Terra em comparação com satélites geoestacionários, o que permite uma transmissão de sinal mais rápida. Aliás, a saber, empresa utiliza seu foguete Falcon 9 para lançar os satélites em missões regulares. Atualmente, a Starlink possui cerca de 3 mil satélites operacionais e tem como objetivo alcançar 42 mil em órbita terrestre baixa.
Imagem reprodução Starlink via CNN Brasil
Cobertura
Atualmente, a Starlink oferece serviço de Internet em vários países ao redor do mundo. No entanto, existem algumas restrições em alguns países, como Cuba, Venezuela, Rússia, China e Irã. E, claro, a empresa já está ativa em toda a América do Sul, incluindo o Brasil, Chile, Peru, Colômbia e Equador.
Concorrência
Em relação aos concorrentes, a Starlink enfrenta a concorrência do Project Kuiper, desenvolvido pela Amazon, que também planeja lançar satélites para fornecer Internet rápida as comunidades com dificuldade de acesso à comunicação. Outros concorrentes incluem a Viasat, que oferece serviços de Internet via satélite e a HughesNet, que também já opera no Brasil.
Como a Starlink opera no Brasil?
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a Starlink a operar no Brasil em janeiro de 2022. A mensalidade do serviço da empresa no país é de R$ 230, e o kit de equipamentos (antena, roteador e cabos) custa R$ 2.000 – dados de 2023.
Velocidade
A velocidade de conexão da Starlink varia, mas atualmente fica entre 100 Mb/s e 200 Mb/s (megabits por segundo). Só que a empresa tem como meta alcançar, em breve, velocidades de download de até 10 Gb/s (gigabits por segundo) no futuro.
Queremos fazer um comparativo com o que é oferecido pela HughesNet no Brasil. Aqui, a empresa tem como foco os produtores rurais que não têm acesso à Internet. E a empresa promete mais, lançar um novo satélite chamado Jupiter 3, que oferecerá uma velocidade de download de até 100 Mb/s.
No mais, sabe-se que a Viasat tem previsão de começar por aqui a partir do segundo semestre de 2023 com o ViaSat-3. E também é provável que a HughesNet consiga lançar o Jupiter 3 ainda em 2023 para melhorar seus serviços oferecidos.
Qual a realção da Starlink com o submarino que desapareceu?
Antes de tudo, é importante dizer que NÃO, a tecnologia da Starlink, serviço de Internet via satélite da SpaceX, NÃO funciona em submarinos!
Porém, a empresa responsável pela missão do submarino que desapareceu, a OceanGate, utilizava a Starlink para manter a comunicação com a superfície através do barco da missão, o “Polar Prince”. Só que não foi esclarecido ainda para a imprensa se o submarino Titan também utilizava o serviço de Internet.
Certa vez, a OceanGate chegou a declarar nas mídias o seguinte: “Apesar de estarmos no meio do Atlântico Norte, temos a conexão de internet necessária para fazer da nossa operação de mergulho ao Titanic um sucesso. Obrigado, Starlink!”. Este post foi recentemente descoberto por internautas, que cobraram de Musk alguma atitude para encontrar o submarino desaparecido. “Elon Musk, esses caras estão perdidos a 3.800 m debaixo d’água no Atlântico. Eles usam a Starlink para se comunicar com seus sub via texto. Você pode ajudar, por favor? Eles têm 96 horas de oxigênio.”, afirmou um deles.
Imagem reproduzida de Miawpukek Horizon Maritime Services, via OceanGate Expeditions
Acontece que a comunicação entre o navio e o submersível, depois de afundar, era feita com uma tecnologia totalmente diferente: sonar. A essas profundidades, não é possível usar GPS ou se comunicar por ondas de rádio. A solução precisa ser mecânica, por ondas sonoras. É o chamado link acústico, por meio de um transponder.
Imagem reproduzida de Michal Mrozek, Unsplash, via Canaltech
Resumindo, não há relação direta entre o desaparecimento do submarino e a Starlink, uma vez que a tecnologia não é projetada para funcionar em submarinos devido à reduzida capacidade de sinal em grandes profundidades.
É importante destacar as questões levantadas pelas pessoas, incluindo especialistas, em relação às medidas adotadas pela OceanGate para conduzir suas pesquisas e expedições ao Titanic. Será que a escolha de comunicação foi apropriada? O design do submarino estava em boas condições? Os parâmetros de segurança do equipamento foram seguidos e eram adequados?
Gostaríamos de saber a sua opinião sobre esse caso. Compartilhe seus pensamentos conosco na seção de comentários!
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Por que a pressão no fundo dos oceanos é tão forte?
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 4minImagem reprodução Tiktok via Olhar Digital
Na semana passada, recebemos com muita tristeza a notícia de que um submersível, conhecido como Titan, foi implodido durante sua descida para ver os destroços do famoso Titanic, mas os detalhes específicos sobre a implosão não foram divulgados. Por hora, o que se sabe é que a pressão no fundo dos oceanos é mesmo muito forte e que qualquer falha ou rachadura no submersível poderia ter causado a implosão. Mas, aliás, por que a pressão no fundo dos oceanos é mesmo tão forte? É isso que veremos neste texto do Engenharia 360!
Imagem reproduzida de G1 – Globo
O que é pressão e como é aplicada sobre uma área?
Sabe aquela sensação de ouvido tampado em um avião? Bem ela ocorre devido à diferença de pressão em diferentes altitudes. É que a atmosfera exerce peso sobre tudo que está na superfície terrestre, incluindo nossas cabeças. E a pressão é justamente a força aplicada sobre uma área. Já no nível do mar, nesse caso, onde estamos no local de menor altitude, a pressão é maior. Assim, conforme aumentamos a altitude, a coluna de ar sobre nossas cabeças diminui o que reduz a pressão exercida sobre elas. Essa diferença de pressão causa a sensação de ouvido tampado, pois o corpo tenta equilibrar essa diferença.
Imagem reproduzida de
Pressão hidrostática
No caso da pressão no fundo dos oceanos, ela é muito forte devido à pressão hidrostática causada pela coluna de água acima de nós, somada à pressão atmosférica que já estamos acostumados. A água é mais densa do que o ar, o que faz com que a pressão de uma coluna de água seja maior do que a de uma coluna de ar do mesmo tamanho.
Pressão média no nível do mar
A pressão média no nível do mar é de aproximadamente 1 atmosfera (1 atm) ou 101325 Pascal (Pa). À medida que aumentamos a altitude, a pressão diminui, pois a coluna de ar sobre nós diminui, resultando em menos peso e pressão exercida. A cada 10 metros de profundidade no mar, aumenta-se 1 atmosfera de pressão ou 1 atm.
Imagem reproduzida de Quora
Vale destacar que a alta pressão causada pela água no fundo do mar intensifica outros fenômenos, como a força de empuxo e a pressão exercida nas laterais do corpo ou de um objeto.
Como a Física explica a pressão no fundo dos oceanos?
Terceira Lei de Newton
Isaac Newton, um dos maiores físicos da História, fez diversas contribuições para a ciência. Ele introduziu as famosas Leis de Newton, que são fundamentais para explicar fenômenos do nosso dia a dia. A Terceira Lei de Newton, conhecida como a lei de ação e reação, estabelece que para toda ação há uma reação oposta, de igual intensidade. Essa lei explica que, quando uma força é aplicada a um corpo, há uma força no sentido oposto com a mesma intensidade.
Imagem de LuqueStock
em Freepik
Por falar nisso, a Terceira Lei de Newton não está diretamente relacionada ao equilíbrio do nosso corpo na superfície da Terra, mas sim à interação entre forças. No entanto, podemos inferir que o equilíbrio do nosso corpo na superfície da Terra é resultado de uma combinação de forças, incluindo a força da gravidade exercida pela Terra e as forças de reação exercidas pelo nosso corpo. Essas forças se equilibram, permitindo que permaneçamos em equilíbrio e não colapsemos. No entanto, em regiões onde esse equilíbrio é impossível, como no fundo dos oceanos, a pressão e outros fatores podem afetar nosso corpo de maneira significativa.
Lei de Boyle
Enfim, todos esses fenômenos citados estão relacionados às leis físicas, como a Terceira Lei de Newton. A Lei de Boyle também é relevante, pois ela estabelece que o volume de um gás é inversamente proporcional à pressão. Ou seja, quando a pressão aumenta, o volume diminui, e quando a pressão diminui, o volume aumenta.
Quais as medidas para evitar acidentes como do Titan?
Repetindo, no caso do submersível Titan, que foi implodido durante a descida para ver o Titanic, qualquer falha ou rachadura no submersível poderia ter causado a implosão, devido à diferença de pressão entre o interior do submersível e o oceano. Por isso, é fundamental que os submersíveis sejam avaliados com base nas normas de segurança para evitar falhas ou brechas que possam resultar na troca de pressão e evitar implosões.
Para evitar implosões em submersíveis, existem normas de segurança que devem ser seguidas. Essas normas incluem avaliação rigorosa dos submersíveis, garantindo que não haja falhas estruturais ou rachaduras que possam comprometer a integridade do objeto e permitir trocas de pressão com o ambiente externo. O cumprimento dessas normas é essencial para evitar implosões e garantir a segurança dos mergulhos em grandes profundidades.
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Mulheres na Engenharia: Conheça as Protagonistas do Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da Ford
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 4minImagem de Freepik
O dia 23 de junho é Dia Internacional das Mulheres na Engenharia. O objetivo de celebrar esta data é destacar o avanço das engenheiras em uma profissão historicamente dominada por homens. Aliás, a saber, a data, estabelecida em 2014 pela Women’s Engineering Society, busca promover a igualdade de gênero, valorizar e apoiar as mulheres engenheiras, além de ressaltar o protagonismo dessas profissionais na inovaçãotecnológica.
Imagem de Freepik
Nesse contexto, por exemplo, a empresa Ford, fabricante de automóveis multinacional estadunidense, reafirma seu compromisso com a diversidade, equidade e inclusão, valorizando e destacando as conquistas das mulheres engenheiras que fazem parte do Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da empresa. Saiba mais no texto a seguir do Engenharia 360!
Imagem reproduzida de Wikipédia
O futuro da mobilidade e os investimentos da Ford no setor
Existem várias áreas de engenharia que desempenham um papel importante na moldagem do futuro da mobilidade. Aqui estão algumas delas:
Engenharia de Energia
Se concentra em soluções de infraestrutura de carregamento eficientes e sustentáveis para a transição para veículos elétricos, incluindo redes de carregamento rápido, armazenamento de energia e tecnologias de transferência eficiente de energia.
Engenharia de Software
Desempenha um papel importante na mobilidade, por meio do desenvolvimento de algoritmos para veículos autônomos, sistemas de assistência ao motorista, aplicativos de compartilhamento de carros e soluções de conectividade.
Engenharia de Materiais
Está envolvida na criação de materiais mais leves e resistentes, como a fibra de carbono, além de desenvolver materiais para baterias mais eficientes e duráveis.
Engenharia de Controle e Robótica
Trabalha no desenvolvimento de sistemas de direção autônoma, controle de tráfego inteligente, drones de entrega e outras soluções robóticas para a mobilidade urbana.
Engenharia de Infraestrutura
É responsável pelo planejamento e projeto de redes de transporte eficientes, incluindo sistemas de transporte público, ciclovias, estações de carregamento e infraestrutura inteligente, fundamentais para a mobilidade sustentável.
Engenharia Automotiva
Busca desenvolver veículos mais eficientes e sustentáveis, por meio de avanços na tecnologia de motores, eletrificação, sistemas de bateria e estruturas mais leves e seguras.
Por falar nisso, a Ford possui nove centros de Engenharia no mundo. O principal Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da Ford no Brasil está localizado na Bahia. Nesse momento, a empresa está trabalhando em diversas áreas de Engenharia para moldar o futuro da mobilidade, incluindo veículos elétricos, conectados e tecnologias autônomas. Vale destacar neste texto o desenvolvimento de produtos, softwares e patentes relacionadas à mobilidade elétrica, sistemas de freios e veículos elétricos como o Mustang Mach-e e a F-150 Lightning.
Quais são alguns dos avanços feitos pelas mulheres engenheiras no Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da Ford?
A Ford valoriza e apoia as mulheres engenheiras por meio do fomento à diversidade, equidade e inclusão. A empresa reconhece o papel fundamental da diversidade na criação de ambientes criativos e no impulsionamento da inovação.
Algumas das realizações das mulheres engenheiras no Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da Ford incluem:
Engenheira Química
Cristiane Gonçalves é formada em Química Aplicada e contribuiu para pesquisas que resultaram em quatro patentes de novos materiais automotivos. Ela trabalha atualmente na verificação de documentações técnicas de segurança para sistemas eletroeletrônicos.
Imagem Cristiane Gonçalves via Ford – Ideal
Engenheira Mecânica
Silvia Iombriller é uma engenheira mecânica aeronáutica com vasta experiência no mercado automotivo. Ela lidera a área de desenvolvimento de freios dos veículos comerciais da Ford na América do Norte e o time global de freios a ar. Ela foi responsável pela introdução do ABS em veículos comerciais e pela revisão da normatização de freios no Brasil.
Imagem Silvia Iombriller via Ford – Ideal
Engenheira de Projetos
Júlia Matos é especializada no desenvolvimento de veículos elétricos. Ela está envolvida no desenvolvimento do Mustang Mach-e e da F-150 Lightning, trabalhando na validação de peças estruturais para garantir a segurança e durabilidade dos veículos.
Imagem Júlia Matos via Ford – Ideal
Engenheira Elétrica
Aline Santos é uma engenheira elétrica com experiência na Qualidade de Desenvolvimento do Produto. Ela participou do lançamento da Nova Ranger e está envolvida no lançamento global da Nova Explorer.
Imagem Aline Santos via Ford – Ideal
Concluímos, então, que essas engenheiras estão envolvidas em projetos inovadores relacionados a veículos elétricos, desenvolvimento de materiais, sistemas de freios e lançamento de novos modelos de veículos. E, sim, seus esforços contribuem para a criação de tecnologias avançadas, impulsionando a mobilidade do futuro e sendo uma inspiração, demonstrando o protagonismo das mulheres na engenharia e na inovação automotiva.
Veja Também:
Fontes texto e imagens: Ford, via Laura Souza, empresa Ideal.
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Implosão do Submarino Titan: Autoridades em Busca de Respostas para a Tragédia
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 3minImagem reproduzida de Hugo Gloss – UOL
O desastre do submarino Titan durante uma expedição aos destroços do Titanic deixou autoridades e especialistas em busca de respostas para essa terrível tragédia. O desaparecimento do submarino foi atribuído à implosão, resultando em um colapso repentino e devastador. Nesse caso, o submarino encontrava-se em uma profundidade impressionante de aproximadamente 3.800 metros, onde a pressão da água atinge níveis extremamente altos.
Imagem reproduzida de Blog Esmael Morais
Agora, esforços estão sendo direcionados para entender as circunstâncias exatas que levaram à implosão do submarino Titan, a fim de evitar futuros acidentes e garantir a segurança nas explorações submarinas. Confira mais informações neste texto do Engenharia 360!
Qual era o cenário provável no submarino Titan?
O submarino Titan foi construído com materiais como fibra de carbono e titânio. Esses materiais foram escolhidos por sua resistência e durabilidade. No entanto, a combinação desses materiais ainda é pouco estudada em relação ao comportamento sob diferentes pressões.
O cenário provável no submarino Titan é que a estrutura do casco tenha sofrido danos durante as submersões anteriores, acumulando amassados e trincas. Mesmo que o submarino tenha sido dimensionado corretamente para a missão inicial, esses danos podem levar a uma falha estrutural. Um pequeno amassado ou trinca, representando uma pequena porcentagem da superfície do casco, pode comprometer a resistência do submarino e reduzir sua capacidade de operar em profundidades extremas.
É claro que, devido à falta de clareza sobre as circunstâncias exatas do acidente, ainda não é possível determinar com certeza o que causou a implosão no submarino Titan. No entanto, sabe-se que a combinação de danos acumulados na estrutura do casco e a pressão extrema da água provavelmente desempenharam um papel importante no colapso do submarino. Explicamos melhor a seguir!
Imagem reproduzida de Correio Braziliense
Imagem reproduzida de Hugo Gloss – UOL
Como a pressão externa afeta um submarino como o Titan em grandes profundidades?
Fato, portanto, que a implosão do submarino Titan foi causada por uma falha catastrófica na câmara de pressão do submersível!
Os destroços encontrados indicam que a embarcação foi esmagada de fora para dentro devido à pressão na grande profundidade em que se encontrava. Essa pressão em grandes profundidades exerce uma força intensa sobre o casco dos dispositivos, que devem ser projetados para suportá-la. Qualquer pequeno dano na estrutura – trincas ou amassados acumulados ao longo do tempo – podem comprometer sua integridade e reduzir sua capacidade de resistência, com os materiais, se partindo ou ficando retorcidos devido à pressão intensa.
🚨 VEJA: Vídeo mostra como é uma implosão e como os tripulantes do submarino Titan devem ter morrido durante viagem ao Titanic. pic.twitter.com/C64DrOqMOF
Quais serão as consequências para futuras viagens submarinas após esse acidente?
Antes de tudo, vale destacar que a demora em alertar a Guarda Costeira sobre o desaparecimento do submarino Titan não foi explicada até o momento. As autoridades foram informadas do desaparecimento oito horas após o veículo perder contato com a superfície. Os representantes da empresa proprietária do navio se recusaram a explicar os motivos por trás dessa demora e afirmaram que todos os protocolos foram seguidos na missão.
Agora, a Guarda Costeira americana será responsável pela investigação do acidente. Ainda não há clareza sobre as ações que serão tomadas nesse sentido. No entanto, as consequências para futuras viagens submarinas após esse acidente podem incluir:
a criação de novos protocolos de segurança,
uma possível reforço na fiscalização desse tipo de atividade,
e uma maior atenção à tecnologia e estrutura dos submersíveis utilizados, visando evitar acidentes similares no futuro.
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