Atenção: a criação de um orçamento de serviços bem-planejado é fundamental para a relação com os clientes em projetos de Engenharia Civil!

Um orçamento eficiente auxilia no sucesso das obras, permitindo comparar custos planejados e reais. Nesse sentido, compreender os requisitos do projeto é essencial para elaborar um orçamento de serviços preciso e personalizado, gerando confiança com o cliente. Identificar os custos envolvidos, como mão de obra e materiais, resulta em um modelo transparente.

Pode-se dizer que essa é a base do sucesso em projetos de Engenharia Civil, estabelecendo confiança e demonstrando profissionalismo. Saiba mais a seguir, neste texto do Engenharia 360!

orçamento de serviços de engenheiro civil
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Como criar um orçamento de serviços para engenheiros civis passo a passo?

1. Coleta de Informações

O primeiro passo crucial na criação de um orçamento de serviços para engenheiros civis é realizar uma reunião inicial com o cliente. Nessa reunião, é fundamental compreender completamente os requisitos do projeto e estabelecer uma relação de confiança.

Discuta em detalhes o escopo do projeto, prazos, especificações técnicas e outras informações relevantes. Faça anotações abrangentes durante a reunião para referência futura, garantindo que todos os aspectos cruciais sejam capturados. Lembre-se de que uma comunicação clara e a compreensão profunda das necessidades do cliente são essenciais nesta fase inicial.

2. Montagem do Orçamento

Após coletar todas as informações necessárias, é hora de montar o orçamento de forma organizada e abrangente. Divida o orçamento em seções distintas que abordem cada componente do projeto, tais como mão de obra, materiais, despesas gerais e outros custos relevantes.

É igualmente importante incluir uma seção de termos e condições, onde você estabelecerá políticas de pagamento e aspectos contratuais relevantes. Certifique-se de fazer uma análise detalhada dos custos envolvidos em cada seção e leve em conta uma margem de lucro adequada ao estabelecer os preços dos serviços.

orçamento de serviços de engenheiro civil
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3. Apresentação do Orçamento

A apresentação do orçamento é uma etapa essencial para transmitir profissionalismo e clareza ao cliente.

Comece com um resumo executivo destacando os principais aspectos do orçamento. Organize o documento em seções claras e estruturadas, oferecendo uma descrição detalhada dos serviços, custos e prazos envolvidos. Considere também fornecer opções flexíveis de pagamento para tornar a proposta mais atraente para o cliente.

4. Manutenção do Orçamento

Manter uma comunicação clara e constante com o cliente durante todo o processo de elaboração do orçamento é fundamental para garantir que o documento final atenda às suas expectativas.

Esteja aberto a revisões e ajustes, especialmente se o cliente solicitar modificações ou se houver mudanças no escopo do projeto. Flexibilidade e prontidão para esclarecer dúvidas são características valorizadas em um profissional.

5. Dica Extra

Para facilitar o processo de criação de orçamentos, aproveite a disponibilidade de um gerador de orçamento gratuito em seu site ou plataforma online. Essa ferramenta permite criar orçamentos de forma rápida e eficiente, além de oferecer a praticidade de exportá-los em formato PDF para apresentação aos clientes.

Além disso, busque por outros recursos que possam auxiliar no aprimoramento de suas habilidades profissionais, garantindo que você esteja sempre preparado para fornecer orçamentos precisos e competitivos.

orçamento de serviços de engenheiro civil
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Com essas etapas bem definidas, você estará mais preparado para criar orçamentos de serviços eficientes, atender às necessidades de seus clientes e garantir o sucesso de seus projetos como engenheiro civil.

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Fontes: Marketing Team.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

O engenheiro mecânico espanhol chamado Juan Garrido Requena criou o motor 2 tempos “1Stroke Internal Combustion Engine (1S ICE)”, que promete revolucionar a indústria da mobilidade, especialmente a F1.

Por que esta notícia é importante? Bem, é que, com o avanço da eletrificação e a abolição dos veículos movidos a combustão em muitos países, o novo motor pode fornecer uma nova vida aos veículos à combustão e impulsionar a hibridização, apresentando potencial para revolucionar a indústria e recuperar energia dissipada nos gases de escape. Mas será que é mesmo 2 tempos ou 1 tempo? Saiba tudo no texto a seguir do Engenharia 360!

Motor 2 Tempos
Imagem reproduzida de Juan Garrido Requena, INNengine, via LinkedIn

Quais são as principais características do motor 2 tempos criado por Juan Garrido Requena?

Antes de tudo, vale dizer que o motor criado por Juan Garrido Requena pode ter um papel significativo no setor da mobilidade, especialmente em meio à transição para veículos mais limpos e sustentáveis. Seus atributos de eficiência energética, tamanho compacto e baixas emissões o tornam uma opção promissora para várias aplicações.

O “1Stroke Internal Combustion Engine (1S ICE)” é um motor de alto desempenho e arquitetura diferenciada. São algumas de suas principais características:

  • É significativamente menor em comparação com motores convencionais de capacidade volumétrica semelhante.
  • Apresenta baixas emissões de poluentes na atmosfera, tornando-o mais sustentável.
  • É projetado para reduzir consideravelmente as vibrações indesejadas, melhorando o conforto e a estabilidade do veículo.

O objetivo principal do novo motor é ser usado como gerador para motores elétricos, com estes últimos sendo a principal fonte de tração para o veículo. Isso sugere uma abordagem híbrida, onde o motor de combustão interna de Garrido complementa a propulsão elétrica.

Como o motor 2 tempos se compara aos motores 4 tempos comuns?

O motor Granadino apresenta, de fato, um conceito revolucionário de motor. Lembrando que ele promete potências equivalentes aos motores de 2.0 L convencionais, ocupando apenas um quarto do espaço e pesando menos.

Motor 2 Tempos
Imagem reproduzida de Quilometros que contam
Motor 2 Tempos
Imagem reproduzida de USPTO .report

Sua ausência de bielas, comando ou cabeçote com válvulas reduz o atrito, diminui a manutenção e aumenta a eficiência. Além disso, sua energia rotativa é gerada através de uma curva cinemática, proporcionando dois ‘pulsos de energia’ a cada volta, tornando-o mais eficiente. A ideia principal é utilizá-lo como gerador para motores elétricos e sua versatilidade.

Resumindo, com patente em diversos países – como Índia, China e Estados Unidos – e interesse de grandes empresas, o motor pode revolucionar a indústria de motores de combustão interna, oferecendo uma alternativa eficiente e sustentável em meio à transição para a eletrificação dos veículos.

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Quais são os planos do inventor para o desenvolvimento do motor?

Vale destacar que Juan Garrido Requena, antes de criar o protótipo para testes em um Mazda MX-5, fundou sua empresa, INNengine, e trabalhou no desenvolvimento do conceito por cerca de uma década.

Seu invento já atraiu a atenção de várias marcas e pode ser aplicado em diversos setores, como carros, motos, geradores elétricos, cortadores de grama, barcos a motor, moto-serras e ferramentas diversas. Além disso, o inventor tem planos de utilizá-lo em aviões e drones.

Por que até a Fórmula 1 está considerando a possibilidade de utilizar o conceito no futuro?

Neste momento, a notícia é de que a Fórmula 1 está, sim, considerando a possibilidade de utilizar o novo conceito de motor 2 tempos desenvolvido pelo engenheiro Juan Garrido Requena devido às vantagens e características promissoras do motor citadas antes.

A indústria automobilística está atenta ao motor, e a Fórmula 1 considera a possibilidade de utilizá-lo no futuro devido ao seu potencial revolucionário na eficiência energética e no desempenho. Enfim, a hibridização com esse motor parece ser uma opção mais eficiente no curto e médio prazo, permitindo que os veículos elétricos sejam usados de forma mais seletiva até que as cidades estejam mais preparadas para recebê-los.

Mas, afinal, esse seria um motor 2 tempos ou motor 1 tempo?

Recentemente, alguns dos nossos leitores têm questionado se o motor desenvolvido por Juan Garrido Requena seria classificado como um motor de 2 tempos, conforme anunciado por algumas mídias, ou um motor de 1 tempo, conforme mencionado pelo próprio fabricante em algumas entrevistas. Para esclarecer essa questão, buscamos a opinião de um especialista em Engenharia Mecânica.

É inegável que esse motor revoluciona todo o espectro do setor, realizando várias funções de maneira diferenciada. Nas imagens, podemos observar dois pistões, um de frente para o outro, ambos realizando um movimento. A classificação usual de motores em 2 tempos ou 4 tempos, encontrada nos veículos convencionais, baseia-se na construção tradicional de um motor, que possui um eixo com virabrequim na parte inferior. Em outras palavras, um motor de 2 tempos conclui todas as quatro etapas (admissão, compressão, explosão e exaustão) em uma única rotação completa do pistão, enquanto um motor de 4 tempos realiza essas etapas em duas rotações do pistão.

Talvez a dúvida surja do uso do termo “tempo” nesse contexto. Claro que existem razões para considerar que o motor 1S ICE (nome dado ao motor em questão) poderia ser chamado de um motor de 1 tempo, pois todas as etapas são realizadas no movimento de abrir e fechar do pistão. O desenvolvedor chama o motor de 1 tempo porque ‘1Stroke’ significa ‘1 tempo’. Além disso, há dois pistões no motor, e os quatro processos são divididos entre eles. Nesse cenário, cada pistão realiza metade do ciclo, o que justificaria chamar um motor com dois pistões de “um tempo”. No entanto, essa nomenclatura não se alinha à terminologia comumente usada em Engenharia.

As características apresentadas por Garrido para esse motor são inovadoras e não são comuns na prática. Em resumo, não há erro em chamar esse motor de 1 tempo ou de 2 tempos.

O desenvolvedor realmente o comercializa como um motor de 1 tempo. Ele explica em um vídeo anterior que há um ciclo (sobe e desce) a cada metade da rotação do eixo. No entanto, levando em consideração o conceito de ciclo conforme mencionado por Franco Brunetti em seu livro “Motores de Combustão Interna“, Vol. 1, pág. 36, da Editora Blucher, em 2018, que define o tempo como o curso do pistão, podemos argumentar que esse motor ‘1Stroke’, apesar do nome, poderia ser classificado como um motor de 2 tempos. O que você acha?

“Ciclo de operação, ou simplesmente ciclo, é a sequência de processos sofridos pelo FA, processos esses que se repetem periodicamente para a obtenção de trabalho útil. Entendem-se por tempo o curso do pistão, e não se deve confundir tempo com processo, pois, ao longo de um tempo, poderão acontecer diversos processos (…).” – Franco Brunetti.

Essa divergência de interpretação pode ser resultado de uma estratégia de marketing do desenvolvedor ou simplesmente uma diferença entre a inovação do produto e a terminologia existente, já que motores de 2 tempos convencionais já são conhecidos, embora o produto em questão seja de fato diferente. Deixe sua opinião na aba de comentários!

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Fontes: Moto Mundo, Quilometros que Contam.

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Engenharia 360

Redação 360

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Em julho de 2023, estreiou nos cinemas o filme Oppenheimer, trazendo a emocionante história do físico J. Robert Oppenheimer. A saber, ele é considerado o pai da bomba atômica e figura-chave no Projeto Manhattan.

Esse é o contexto da criação da bomba nuclear. Em resumo, Oppenheimer tinha a missão crucial de projetar e construir as primeiras bombas atômicas no Laboratório de Los Alamos durante o Projeto Manhattan. Sua jornada emocionante culmina nas trágicas consequências da utilização dessa poderosa arma nuclear nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em 1945. Saiba mais no texto a seguir, do Engenharia 360!

Oppenheimer
Imagem reproduzida de Oppenheimer, Universal, via Jovem Nerd

Como o Projeto Manhattan surgiu e qual era o seu principal objetivo?

J. Robert Oppenheimer foi um físico teórico norte-americano fundamental para o Projeto Manhattan durante a Segunda Guerra Mundial. Sua liderança uniu cientistas talentosos na tarefa complexa e sigilosa, como comentado antes, de desenvolver a primeira bomba atômica. No fim, ele contribuiu com seu conhecimento na escolha dos materiais e na supervisão da construção dos locais do projeto, enfrentando desafios técnicos, de produção e coordenação.

Oppenheimer
Imagem reproduzida de Atomic Heritage Foundation, Cortesia do Los Alamos National Laboratory, via CNN Brasil

A liderança de Oppenheimer

O Projeto Manhattan passou por várias etapas, e Oppenheimer liderou a equipe científica em todas elas, desde a pesquisa até o teste e uso da bomba atômica.

A liderança carismática e inspiradora de Oppenheimer motivou sua equipe a trabalhar arduamente e superar obstáculos significativos. Inclusive, dizem que a atmosfera colaborativa que ele criou em Los Alamos foi essencial para o sucesso do Projeto Manhattan.

Oppenheimer
Imagem reproduzida de US Army Corps of Engineers, via Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Hanford_B-Reactor_Area_1944.jpg

Que papel a engenharia desempenhou no desenvolvimento da bomba atômica durante o Projeto Manhattan?

Durante o Projeto Manhattan, a Engenharia desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da bomba atômica. A equipe de engenheiros trabalhou em várias frentes para superar desafios técnicos e projetar os componentes necessários para a construção das primeiras bombas nucleares.

Os engenheiros foram responsáveis pelo projeto e construção dos reatores nucleares que produziram o plutônio necessário para as bombas. Eles também trabalharam na concepção e engenharia das bombas propriamente ditas, desenvolvendo os mecanismos de detonação e aperfeiçoando os processos de implosão e fissão nuclear.

bombas de guerra
Imagem courtesy of US Govt. Defense Threat Reduction Agency, via Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/J._Robert_Oppenheimer#/media/Ficheiro:Einstein_oppenheimer.jpg
Oppenheimer
Imagem reproduzida de US government DOD and or DOE photograph, via Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Little_Boy#/media/Ficheiro:Little_boy.jpg
Oppenheimer
Imagem reproduzida de Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Gun-type_fission_weapon_en-labels_thin_lines.svg

Além disso, a engenharia teve um papel crítico na criação das instalações de enriquecimento de urânio, que foram essenciais para obter urânio enriquecido suficiente para a produção da primeira bomba atômica.

Ao longo do projeto, engenheiros de diversas áreas, como mecânica, eletrônica, civil e química, trabalharam em conjunto para enfrentar os desafios complexos relacionados à criação e ao controle da energia nuclear.

Oppenheimer
Imagem reproduzida de Sergeant Malcolm (Mickey) Thurgood, U. S. Army photographer assigned to Alsos Mission, via Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:German_Experimental_Pile_-_Haigerloch_-_April_1945.jpg

Veja Também: E=mc²: conheça a equação mais famosa de Albert Einstein que deu origem à bomba atômica

Quais foram os legados de Oppenheimer e do Projeto Manhattan para a engenharia nuclear e a pesquisa científica?

Os avanços tecnológicos e científicos alcançados durante o Projeto Manhattan incluíram o desenvolvimento de reatores nucleares, a separação de isótopos de urânio e solução de desafios técnicos para a construção da arma.

Oppenheimer
Imagem reproduzida de U.S. Government employee, via Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Thin_Man_plutonium_gun_bomb_casings.jpg

O impacto do projeto foi enorme – significativo e controverso – impulsionando pesquisas em física e ciência de materiais, especialmente devido ao seu uso durante a Segunda Guerra Mundial. Seu legado incluiu o desenvolvimento da tecnologia nuclear para fins pacíficos e militares, bem como o estabelecimento de regulamentações de segurança. Entre as principais lições aprendidas, destaca-se a necessidade de equilibrar o progresso científico com responsabilidade ética e consciência dos impactos da tecnologia na humanidade.

Concluindo, a criação da bomba atômica ressaltou a importância do controle de armas nucleares e da cooperação internacional para a segurança global e a paz. Mas será que aprendemos a lição?

Oppenheimer
Imagem reproduzida de Wikimedia Commons, via Defesa em Foco

Vale destacar que o desenvolvimento da bomba levantou questões éticas e morais, deixando Oppenheimer atormentado. Após o teste bem-sucedido, ele lutou contra a proliferação de armas nucleares e defendeu o controle internacional dessas armas.

Oppenheimer
Imagem reproduzida de George R. Caron e Charles Levy via Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Atomic_bombing_of_Japan.jpg

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Fontes: Brasil Escola – UOL, Wikipédia.

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Engenharia 360

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Dentro da Engenharia de Estruturas, os Estados Limites Últimos (ELU) e os Estados Limites de Serviço (ELS) são critérios de segurança estabelecidos pela ABNT NBR 6118:2014 para projetos de estruturas de concreto.

Resumidamente, o ELU refere-se à estrutura sem capacidade resistente, exigindo reparos ou substituição. Já o ELS relaciona-se ao conforto e durabilidade da estrutura. Ambos devem ser atendidos para garantir a segurança e o bom funcionamento da construção. Em projetos de Engenharia de Estruturas, é fundamental verificar e atender a esses estados limites. Pensando nisso, o Engenharia 360 elaborou esse resumo com o intuito de abordar esse tema de forma sucinta. Confira!

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Imagem reproduzida de Guia da Engenharia

O que é um estado limite em Engenharia de Estruturas?

Os estados limites em uma estrutura são pontos críticos em que a construção deixa de atender aos requisitos necessários para seu funcionamento seguro e adequado.

Existem dois tipos principais de estados limites: os Estados Limites Últimos (ELU), que representam risco iminente de ruína e exigem reparos ou substituição da estrutura, e os Estados Limites de Serviço (ELS), que estão relacionados ao conforto, durabilidade e bom funcionamento da construção.

A saber, é crucial conhecer e atender a esses estados limites no projeto estrutural para garantir a segurança dos usuários, evitar acidentes graves, reduzir custos de manutenção, proporcionar conforto e cumprir as normas técnicas e regulamentações. Considerar esses aspectos é fundamental para criar edificações confiáveis e duráveis, assegurando a integridade e satisfação a longo prazo.

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Imagem reproduzida de Philipe Lourenção – Engenharia e Avaliações, via Facebook

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Os Estados Limites Últimos (ELU) que merecem atenção na norma

  • Estado-limite último da perda de equilíbrio da estrutura, admitida como corpo rígido.
  • Estado-limite último de esgotamento da capacidade resistente da estrutura, considerando diversos fatores como esforços normais, tangenciais, efeitos de segunda ordem, solicitações dinâmicas, exposição ao fogo, ações sísmicas, entre outros.

Exemplos de erros que podem levar uma estrutura ao estado-limite último (ELU):

  • Pilar mal dimensionado, com insuficiência de armadura.
  • Utilização de materiais de qualidade diferente da especificada no projeto.

Os Estados Limites de Serviço (ELS) que merecem atenção na norma

  • Estado limite de formação de fissuras (ELS-F).
  • Estado limite de abertura das fissuras (ELS-W).
  • Estado limite de deformações excessivas (ELS-DEF).
  • Estado limite de descompressão (ELS-D).
  • Estado limite de descompressão parcial (ELS-DP).
  • Estado limite de compressão excessiva (ELS-CE).
  • Estado limite de vibrações excessivas (ELS-VE).

Exemplos de problemas relacionados aos Estados Limites de Serviço (ELS) em uma estrutura:

  • Flechas excessivas em lajes ou vigas.
  • Fissuração exagerada.
  • Forte vibração da estrutura.
  • Recalques consideráveis.

É fundamental entender a diferença entre os Estados Limites Últimos e os Estados Limites de Serviço, uma vez que os primeiros indicam situações de risco iminente de ruína, enquanto os últimos estão relacionados ao conforto, durabilidade e funcionamento adequado da estrutura. Conhecer e atender aos requisitos de segurança presentes na norma é essencial para garantir a viabilidade e segurança das edificações.

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Qual é a principal diferença entre o ELU e o ELS?

O risco associado ao Estado Limite Último (ELU) em comparação ao Estado Limite de Serviço (ELS) é que o ELU representa uma condição crítica em que a estrutura está prestes a colapsar ou sofrer danos permanentes que comprometem sua segurança e integridade. Em outras palavras, o ELU é o estado em que a estrutura deixa de atender aos requisitos mínimos de resistência e pode entrar em colapso.

Por outro lado, o Estado Limite de Serviço (ELS) refere-se a condições em que a estrutura ainda é segura para uso, mas pode apresentar deformações excessivas, fissuras ou desconfortos aos usuários. Embora o ELS não represente um risco iminente de colapso, ele indica que a estrutura está operando fora dos padrões normais de funcionamento e, portanto, não deve ser negligenciado.

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Imagem reproduzida de cne-concursos

Resumindo, a principal diferença entre o ELU e o ELS é que o ELU representa a condição mais indesejável para um engenheiro, pois indica a iminência de falha estrutural, enquanto o ELS indica um desempenho insatisfatório, mas sem risco imediato de colapso.

Qual é a importância do cálculo de estado limite para estruturas de concreto armado?

Como exemplo, para o cálculo e dimensionamento das estruturas de concreto armado, os Estados Limites Últimos e Estados Limites de Serviço são considerados para garantir a segurança e o bom funcionamento da construção. Primeiro, a estrutura é projetada para resistir aos estados limites últimos, garantindo que não entre em colapso sob as cargas máximas previstas em sua vida útil. Em seguida, o dimensionamento é verificado em relação aos estados limites de serviço, para garantir que a estrutura funcione adequadamente e com conforto para os usuários ao longo de sua vida útil.

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Imagem reproduzida de Guia da Engenharia

O BIM aplicado a projetos estruturais de concreto armado

O uso correto dos Estados Limites é essencial para garantir segurança e durabilidade. E nesse cenário, o BIM facilita a análise, planejamento e coordenação, reduzindo erros e riscos na construção e vida útil da estrutura.

Aliás, a saber, BIM (Building Information Modeling) é uma metodologia que utiliza modelos digitais para planejar, projetar, construir e gerenciar edificações. Em projetos estruturais de concreto armado, o BIM traz vantagens como coordenação entre profissionais, análises precisas, detecção de conflitos e geração de documentação.

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Portanto, entender e considerar os estados limites é fundamental para garantir a segurança, a durabilidade e a funcionalidade de uma estrutura de concreto armado, conforme especificado pela norma ABNT NBR 6118:2014.

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Fontes: Clube do Concreto, Guia da Engenharia.

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Engenharia 360

Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.

Aplicativos de Engenharia são essenciais para engenheiros, simplificando tarefas complexas e aumentando a eficiência. A disponibilidade de aplicativos – ainda mais gratuitos – é crucial, permitindo que mais profissionais tenham acesso às melhores funcionalidades. Essas ferramentas possibilitam cálculos, simulações e análises rápidas e precisas, capacitar os engenheiros a tomar decisões fundamentadas, otimizar processos e impulsionar a inovação. Enfim, o uso adequado desses aplicativos melhora habilidades, economiza tempo e recursos, garantindo resultados confiáveis.

Diante disso, a equipe interna do Engenharia 360 preparou uma seleção especial de aplicativos de engenharia, visando simplificar suas atividades como engenheiro. Não deixe de conferir as dicas a seguir!

Aplicativos de Engenharia
Imagem de pressfoto em Freepik

1. Unit Converter

O Unit Converter é, dentre as opções de aplicativos de engenharia, uma ferramenta que permite aos engenheiros converter diferentes unidades de medida, como comprimento, massa, temperatura, velocidade, pressão, entre outras. Isso é extremamente útil em engenharia, onde frequentemente é necessário converter valores entre sistemas métricos e imperiais, por exemplo.

2. Emu48 for Android

O Emu48 é uma calculadora científica avançada que emula a calculadora HP 48GX. Essa calculadora é amplamente utilizada em várias disciplinas de engenharia e ciências exatas, pois possui funções complexas e capacidade de lidar com cálculos avançados, como matrizes, equações diferenciais e programação.

3. Avenza Maps: Mapas Offline

Essa aplicação permite aos engenheiros acessar mapas offline em seus dispositivos móveis. Isso é particularmente útil em trabalhos de campo, levantamentos topográficos e análises geoespaciais, onde a disponibilidade de mapas atualizados é essencial.

4. QField for QGIS

QField é, dentre as opções de aplicativos de engenharia, uma extensão do software QGIS (Sistema de Informação Geográfica de Código Aberto) para dispositivos móveis. Permite aos engenheiros coletar, editar e visualizar dados geográficos diretamente em campo, utilizando dispositivos móveis, como smartphones e tablets.

5. PLC Ladder Simulator 2

Essa aplicação é um simulador de diagramas Ladder para controladores lógicos programáveis (PLCs). É valioso para engenheiros envolvidos em automação industrial, pois permite criar e testar programas de controle em um ambiente virtual antes de implementá-los em PLCs reais.

6. Trello

Embora o Trello seja uma ferramenta de gerenciamento de projetos geral, muitos engenheiros o utilizam para organizar tarefas, cronogramas de projetos, listas de verificação e colaboração em equipe. É útil para gerenciar projetos de engenharia de forma mais eficiente.

7. Draw.io

O Draw.io é uma plataforma de criação de diagramas e fluxogramas. Engenheiros o usam para criar diagramas técnicos, esquemas de circuitos, layouts de engenharia e outros desenhos técnicos.

8. Notion – notas, tarefas

O Notion é, dentre as opções de aplicativos de engenharia, uma ferramenta de organização e produtividade que muitos engenheiros usam para tomar notas, planejar projetos, compartilhar informações com equipes e colaborar em documentos técnicos.

9. Miro: Online whiteboard

O Miro é uma lousa virtual online, que permite aos engenheiros colaborarem remotamente em projetos, desenhos técnicos, protótipos, mapas conceituais e outras atividades criativas.

10. AutoCAD – Editor de DWG

O AutoCAD é, dentre as opções de aplicativos de engenharia, um software de design assistido por computador (CAD) usado principalmente por engenheiros e projetistas para criar e editar desenhos técnicos em formato DWG. Essa ferramenta é amplamente utilizada em várias disciplinas de engenharia.

11. PROTO – simulador de circuito

O PROTO é, dentre as opções de aplicativos de engenharia, um simulador de circuito eletrônico que permite aos engenheiros projetar e testar circuitos digitais e analógicos virtualmente antes de construí-los fisicamente. É especialmente útil em projetos de eletrônica e sistemas embarcados.

12. CamScanner – PDF Scanner App

Embora o CamScanner não seja diretamente uma ferramenta de engenharia, muitos engenheiros o utilizam para digitalizar documentos técnicos, esquemas, desenhos à mão e outras informações relevantes para o trabalho, permitindo que eles os acessem e compartilhem facilmente em formato PDF.


Participaram da montagem deste artigo os seguintes redatores voluntários: Victor Peron, Lucas Souza Venciguerra, Brehme D’napoli Reis de Mesquita, Karla Rayane, Lucas Duarte Lacerda, Eduardo Mikail, Mauricio da Silva.

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Engenharia 360

Redação 360

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Atualmente, o maior rio artificial do mundo está em construção, sabia disso? Antes, precisamos explicar que um rio artificial é uma estrutura construída pelo homem para imitar um rio natural. Algo assim pode ser criado para suprir a escassez de água em uma região, mas também para uma variedade de outras razões, como controle de enchentes, navegação e desenvolvimento urbano.

Vamos pegar o caso do Egito como exemplo, o território enfrenta hoje muita escassez de água devido ao aumento da demanda, desperdício e mudanças climáticas. E olha que interessante, na região, a atividade agrícola existe há milhares de anos. E é claro que ela depende da água para irrigação.

maior rio artificial do mundo
Imagem reproduzida de Monitor do Oriente
rio artificial
Imagem reproduzida de Farming in Egypt

Nesse caso, um rio artificial poderia melhorar a agricultura fornecendo água adicional, reduzindo a dependência do Rio Nilo e permitindo um melhor controle do fluxo de água. Isso aumentaria a produção agrícola, a segurança alimentar e impulsionaria o desenvolvimento econômico. Não à toa que o Egito está construindo o maior rio artificial do mundo. Confira mais informações sobre o caso no texto a seguir, do Engenharia 360!

rio artificial
Imagem reproduzida de Wikipédia via Blog Abrace o Mundo

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Quem está liderando a construção do maior rio artificial do mundo no Egito?

A saber, o Novo Projeto do Delta é um empreendimento realizado pelo Egito com o objetivo principal de transformar milhões de hectares de terras no Deserto Ocidental em áreas aráveis através da construção do maior rio artificial do mundo.

Em resumo, o projeto busca melhorar a produção agrícola, recuperar terras e aumentar a área de cultivo do país, fornecendo água necessária para cultivar até quase 9.200 km², utilizando biotecnologia.

O presidente egípcio Abdel Fattah el-Sisi lidera a construção do projeto. Ele participou recentemente de uma reunião com o primeiro-ministro Mostafa Madbouly, o ministro da Agricultura Alsayid Al-Qaseer, o ministro de Recursos Hídricos Hani Sweilem e comandantes das Forças Armadas.

Para garantir o sucesso do projeto, o presidente ressaltou a importância da coordenação entre as partes envolvidas, o uso de sistemas modernos de irrigação e a eficiência na gestão da água. Isso indica uma preocupação em racionalizar o consumo de água e garantir a sustentabilidade do projeto.

maior rio artificial do mundo
Imagem reproduzida de twitter @engazatmasr2020, via Blog Canal da Engenharia
maior rio artificial do mundo
Imagem reproduzida de twitter @engazatmasr2020, via Blog Canal da Engenharia

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Qual é o tamanho previsto do novo rio artificial do Egito e o valor estimado para sua construção?

A infraestrutura do projeto inclui cerca de 22 quilômetros de canos subterrâneos para transporte de água, drenagem e tratamento na estação de saneamento de Al-Hamam. O rio artificial se estenderá por 92 km, e 35% das obras subterrâneas e 65% do trabalho na área aberta já foram concluídos até o momento.

Além disso, o Egito planeja construir um rio artificial adicional de 114 km como parte do projeto New Delta, visando aumentar a segurança alimentar e impulsionar as exportações agrícolas. As autoridades egípcias afirmam que o projeto cobrirá inicialmente um milhão de acres (cerca de 4.050 km²) e é uma das iniciativas para expandir as terras agrícolas do país em 15%.

Em um contexto em que a Etiópia está finalizando a construção da Grande Represa da Renascença, que pode reduzir o fluxo a jusante do Nilo em até 25%, o Egito busca garantir a estabilidade social e econômica, bem como a segurança alimentar. O investimento total do projeto Novo Delta está avaliado em 160 bilhões de libras egípcias (cerca de US$ 5,25 bilhões).

Quais são os exemplos de outros rios artificiais construídos ao redor do mundo?

  • Rio Água Branca, Brasil: O Rio Água Branca é um rio artificial localizado em São Paulo, Brasil, construído como parte de um projeto de revitalização urbana.
  • Canal do Panamá, Panamá: Uma hidrovia artificial importante que liga o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico, permitindo a passagem de navios pelo istmo do Panamá.
  • Rio Los Angeles, Estados Unidos: O Rio Los Angeles foi modificado para atender às necessidades de água da cidade de Los Angeles, sendo agora composto principalmente por canais de concreto.
  • Rio Tâmisa, Reino Unido: O Rio Tâmisa passou por modificações para melhorar a navegação e a drenagem, com trechos controlados por comportas e barragens.
  • Canal do Norte, China: O Canal do Norte, também chamado de Grande Canal, é uma série de rios e canais artificiais que conectam cidades como Pequim e Tianjin, sendo considerado uma das maiores obras de engenharia do mundo antigo.

Transposição do Rio São Francisco

Queremos abrir um capítulo a parte neste texto para analisar o caso da transposição do rio São Francisco. Trata-se de um projeto de deslocamento de parte das águas do rio São Francisco – popularmente conhecido por Velho Chico -, no nordeste brasileiro. Sua extensão hoje é de 477 km, sendo que o original era de 699 km.

Bem, alguns especialistas dizem que essa transposição não pode ser considerada um caso de construção de rio artificial. Ele envolveu a interligação de rios já existentes para permitir o desvio de águas de uma bacia hidrográfica para outra. Nesse caso, o projeto visa transferir água do Rio São Francisco, que é uma das principais bacias hidrográficas do Brasil, para outras bacias que sofrem com a escassez de água no nordeste brasileiro.

Para muitos cientistas, embora seja um projeto controverso e debatido há muitos anos, a transposição não cria um rio artificial. Qual a sua opinião? Escreva na aba de comentários para enriquecer nossa discussão!

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Fontes: Monitor do Oriente, Blog Canal da Engenharia.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Começamos este texto do Engenharia 360 apresentando um exemplo de solução para combater as perdas e interrupções na produção de equipamentos automatizados. Trata-se da Maximize Overall Equipment Effectiveness (MOEE), que é uma ferramenta de software desenvolvida pela equipe de pesquisa do Fraunhofer IPA em Stuttgart. Ficou interessado em aprender mais sobre o tema? Então, continue lendo!

Equipamentos Automatizados
Imagem de jcomp em Freepik

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Conhecendo a ferramenta Maximize Overall Equipment Effectiveness

Antes de tudo, precisamos destacar que a MOEE utiliza algoritmos que analisam automaticamente o comportamento do equipamento para criar um modelo de processo individual. Ela avalia as etapas do processo em um ciclo de produção, considerando desempenho, qualidade e disponibilidade.

Combinando modelagem automática de processos com aprendizado de máquina, a MOEE detecta perdas de produção no momento em que ocorrem, permitindo resolver rapidamente as interrupções.

A ferramenta utiliza, por exemplo, a interface de E/S (Entrada/Saída) do sistema de controle para conduzir análises. Isso permite detectar perdas de produção no nível do sinal, aumentar a disponibilidade e desempenho, e identificar variações na qualidade.

Ao detectar as perdas no momento em que ocorrem, os operadores podem ser notificados apenas em caso de problema e resolver as interrupções de forma mais rápida e eficiente, aumentando a disponibilidade e o desempenho do equipamento.

Equipamentos Automatizados
Imagem reproduzida de The SOLIDWORKS Blog –

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Quais são os parâmetros em que o MOEE baseia-se?

A ferramenta MOEE possui algoritmos implementados que auxiliam na detecção das causas das perdas de produção e na rápida resolução de interrupções.

Vale ressaltar que os parâmetros em que o MOEE baseia-se para detectar perdas de produção em equipamentos conectados e automatizados são:

  • Desempenho: Os algoritmos analisam o comportamento do equipamento e calculam quais processos ocorrem, quando e em que ordem, bem como o tempo que cada etapa do processo dura. Se os estágios do processo não ocorrerem na velocidade necessária e não estiverem sintonizados de maneira ideal, isso indica perdas de desempenho.
  • Qualidade: A ferramenta monitora a produção para determinar a porcentagem de produtos de qualidade que o equipamento produz enquanto opera em uma determinada velocidade. Variações na qualidade são identificadas e consideradas perdas de produção.
  • Disponibilidade: O MOEE rastreia o tempo em que o equipamento fica indisponível para produção, seja por paradas programadas, falhas de componentes, gargalos ou outros problemas. Esse tempo não produtivo é registrado como perda de disponibilidade.

Explicando melhor, para identificar as causas das perdas de produção, os algoritmos implementados na ferramenta MOEE utilizam uma combinação de modelagem automática de processos e aprendizado de máquina. Eles analisam o comportamento do equipamento em tempo real, detectam perdas de produção no momento em que ocorrem e codificam meticulosamente cada estado do equipamento.

Dessa forma, o MOEE pode detectar períodos fracionários de parada que seriam invisíveis a olho nu, gargalos na produção e falhas nos componentes da máquina, como emperramento ou aplicação insuficiente de uma camada de lubrificação.

Que tipos de falhas ou interrupções o MOEE pode detectar nos equipamentos automatizados?

O Maximize Overall Equipment Effectiveness pode detectar vários tipos de falhas ou interrupções nos equipamentos automatizados. Ele pode identificar períodos de parada que são invisíveis a olho nu, bem como gargalos em sistemas dinâmicos causados pelo congestionamento da produção. Além disso, o software também registra falhas, como componentes da máquina emperrados ou aplicação insuficiente de uma camada de lubrificação. Ele codifica meticulosamente cada estado, permitindo a análise detalhada e a detecção de causas de perdas de produção.

Equipamentos Automatizados
Imagem reproduzida de Limbre CMMS, via Hallmark Nameplate

O MOEE utiliza a interface de entrada/saída (I/O) do sistema de controle do equipamento para conduzir suas análises. Essa interface é essencialmente o “cérebro” da máquina, e o software monitora o comportamento do equipamento diretamente a partir do sistema de controle. Tal abordagem ajuda a aumentar a disponibilidade e o desempenho dos equipamentos, além de identificar variações na qualidade.

Quanto ao significado de rastrear as perdas de desempenho e qualidade até o nível dos componentes do equipamento, significa que o MOEE é capaz de identificar quais componentes específicos do equipamento estão contribuindo para as perdas de eficiência ou problemas na qualidade do produto. Por exemplo, ele pode detectar que uma única válvula está funcionando abaixo do desempenho esperado, o que pode estar afetando negativamente a produção geral. Ao rastrear essas perdas até o nível dos componentes, os operadores podem realizar intervenções precisas e corretivas para melhorar a eficiência e a qualidade do processo de produção.

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Fontes: Techxplore.

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Engenharia 360

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Bill Gates é um visionário empresário e filantropo co-fundador da Microsoft. Sua contribuição para a computação pessoal e o desenvolvimento do Windows o tornam inspirador para novas gerações de profissionais, incluindo engenheiros, mostrando que a inovação e a determinação podem fazer a diferença no mundo. Sua trajetória é, portanto, uma fonte de motivação para quem deseja seguir carreira na engenharia e impactar positivamente a sociedade.

Certa vez, Bill Gates realizou um inspirador discurso de formatura na Universidade do Norte do Arizona (NAU), dirigido aos graduados da Faculdade de Engenharia, Informática e Ciências Aplicadas, e de Meio Ambiente e Ciências Naturais. Em seu papel de ativista e apaixonado por essas áreas, Gates compartilhou valiosas dicas que aprendeu ao longo de sua vida, mesmo tendo abandonado a faculdade. Transmitido ao vivo, o discurso proporcionou uma riqueza de conselhos para a turma, ressaltando o valor do conhecimento, da inovação e do comprometimento com a filantropia.

bill gates
Imagem reproduzida de United States Department of Health and Human Services em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Bill_Gates#/media/Ficheiro:Bill_Gates_2018.jpg

Conselhos de carreira de Bill Gates

1. A Vida como uma Jornada de Diversos Atos

Bill Gates enfatizou que a carreira é uma jornada composta por diversos atos, encorajando os formandos a não sentirem pressão por tomarem decisões definitivas nesse momento crucial de suas vidas. Ele compartilhou sua própria trajetória, mencionando que, embora tenha começado na Microsoft, eventualmente descobriu uma nova vocação na filantropia, dedicando-se às áreas de mudança climática e desigualdades globais. O recado é que é perfeitamente normal e até positivo mudar de rumo, reinventar-se ou abraçar uma segunda carreira ao longo do tempo.

2. A Busca Incansável por Conhecimento

No segundo ponto, Bill Gates reforçou a importância de buscar conhecimento contínuo ao longo da vida. Ele próprio reconheceu que, ao sair da faculdade, achava que sabia tudo, mas posteriormente percebeu que estar aberto a aprender com outras pessoas e até com quem está um passo à frente na jornada é essencial para o crescimento profissional. Gates incentivou os formandos a não se intimidarem ao enfrentar problemas desafiadores, sugerindo que busquem a orientação de colegas mais experientes, graduados que trazem perspectivas diferentes ou especialistas dispostos a compartilhar seus conhecimentos.

3. O Enconstro de Propósito ao Resolver Problemas

O bilionário aconselhou os recém-formados a buscarem trabalhar em áreas que contribuam para resolver problemas significativos no mundo. Ele destacou o cenário promissor de novas indústrias e empresas emergentes, permitindo que os formandos possam ganhar a vida ao fazer a diferença. Seguir um propósito e trabalhar em algo que tenha um impacto positivo não só trará satisfação pessoal, mas também estimulará a criatividade e o desempenho profissional.

4. O Poder das Relações Interpessoais

Bill Gates salientou a importância das amizades e conexões na trajetória profissional. Ele compartilhou sua própria experiência ao se tornar amigo de Paul Allen na escola, uma amizade que culminou na fundação da Microsoft. O recado é que colegas de classe não são apenas pessoas que cruzam o caminho acadêmico, mas sim uma valiosa rede de apoio e potenciais parceiros de negócios no futuro.

5. O Equilíbrio entre Trabalho e Vida Pessoal

Por fim, Gates compartilhou uma lição pessoal sobre a importância de equilibrar trabalho e vida pessoal. Ele reconheceu que, em sua juventude, acreditava que não havia tempo para folgas ou descanso, mas que ao longo do tempo aprendeu a valorizar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. O bilionário incentivou os formandos a reservarem tempo para cuidar de si mesmos, celebrar suas conquistas e se recuperar das dificuldades, lembrando-os de que não são preguiçosos por tirarem um momento para recarregar as energias.

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Fontes: Forbes.

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Engenharia 360

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A startup Varda Space, da Califórnia, lançou a primeira fábrica ativa no espaço. Esse feito histórico tem como objetivo produzir medicamentos no espaço e trazê-los de volta à Terra.

É curioso, mas a produção de medicamentos no espaço oferece vantagens em relação à produção na Terra devido à ausência de gravidade.

Recentemente, a Varda Space conseguiu, utilizando sua instalação espacial, produzir com sucesso cristais de ritonavir, um medicamento usado no tratamento de HIV. Com esses resultados positivos, a empresa está avançando em direção à comercialização da microgravidade e planejando futuros experimentos para solidificar sua posição como líder na produção farmacêutica espacial. Saiba mais neste texto do Engenharia 360!

Primeira Fábrica Ativa no Espaço
Imagem reproduzida de Varda Space industries via CNN

Como foi realizado o processo de fabricação do medicamento no espaço?

O processo de fabricação do medicamento no espaço ocorreu por meio da cristalização do ritonavir no satélite W-Series 1, conectado à plataforma orbital Photon. Nesse cenário de ausência de gravidade no ambiente espacial, é possível a formação mais rápida e de maior qualidade das estruturas cristalinas de proteínas.

Qual o plano para trazer os materiais da fábrica espacial de volta à Terra?

O plano é que a equipe da Rocket Lab – empresa norte-americana do segmento aeroespacial – traga, posteriormente, os materiais da fábrica espacial de volta à Terra enviando um comando para liberar a espaçonave amarrada ao Photon. Isso ativará os propulsores da espaçonave, permitindo que ela saia da órbita.

Primeira Fábrica Ativa no Espaço
Imagem reproduzida de SpaceX, YouTube, via CNN
Primeira Fábrica Ativa no Espaço
Imagem reproduzida de The Nexus

A cápsula de 200 libras se separará do veículo transportador antes da reentrada, e espera-se que a aterrissagem ocorra no Utah Test and Training Range, sudoeste de Salt Lake City, nos Estados Unidos. As amostras serão recuperadas para testes adicionais pela equipe. A data do primeiro retorno da missão, negociada com a Federal Aviation Administration (FAA) e os militares, de acordo com janela de reentrada, foi 20 de julho de 2023 – sendo a próxima janela aberta no final do mês.

Quais são os próximos passos da Varda Space após o sucesso da sua primeira fábrica ativa no espaço?

Após o sucesso na produção do primeiro medicamento, os próximos passos da Varda Space são a recuperação das drogas fabricadas, realização de testes adicionais nas amostras e retorno da missão. Além disso, a empresa planeja realizar outro experimento semelhante da fábrica orbital ainda este ano.

Primeira Fábrica Ativa no Espaço
Imagem reproduzida de Gabe Ramirez via CNN
Primeira Fábrica Ativa no Espaço
Imagem reproduzida de Delian Asparouhov via CNN

A saber, até o momento, a Varda Space já recebeu um total de US$ 53 milhões em financiamento de investidores e empresas de capital de risco.

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Fontes: Olhar Digital, CNN.

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O concreto pigmentado ou concreto colorido é uma mistura de cimento com pigmentos que proporciona cores variadas ao material, permitindo projetos únicos em várias tonalidades sem perder as características essenciais do concreto tradicional.

Além da estética, são vantagens desse tipo de concreto a baixa manutenção e alta resistência a intempéries. A diversidade de cores é incrível, possibilitada por pigmentos como óxidos de ferro e cromo. Enfim, tal material pode ser usado em diferentes aplicações arquitetônicas, substituindo revestimentos tradicionais, além de contribuir para a personalidade e beleza das obras. A seguir, neste texto do Engenharia 360, exploramos mais essa tendência mundial de arquitetura em concreto colorido. Confira!

concreto pigmentado
Imagem reproduzida de Tetracon

Quais são as possibilidades de cores e tons disponíveis para o concreto pigmentado?

O concreto pigmentado oferece diversas possibilidades de cores e tons, como vermelho, amarelo, preto, verde e azul-cobalto.

Os pigmentos são adicionados durante a preparação do concreto, em quantidades recomendadas de 1% a 7% em relação ao peso do cimento no traço. Claro que cuidados devem ser tomados ao utilizar pigmentos inorgânicos, garantindo que sejam inertes, insolúveis na matriz do concreto e resistentes a intempéries e à luz do sol para evitar desbotamento. A preparação do concreto pigmentado deve ser feita por agitação, preferencialmente com uma betoneira, e o controle da quantidade de água é importante para manter a cor desejada.

https://www.instagram.com/p/Cttlv5jApqt/
https://www.instagram.com/p/CtrL1xlAzKc/

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O que é e quais as vantagens e desvantagens do concreto colorido?

Quais são as aplicações mais comuns do concreto pigmentado?

O concreto pigmentado oferece uma ampla variedade de aplicações, possibilitando projetos arquitetônicos únicos e diferenciados, além de proporcionar durabilidade e baixa necessidade de manutenção. Suas diversas cores são especialmente úteis em várias áreas da construção civil, melhorando a segurança e a visualização. Alguns dos principais usos e benefícios do concreto pigmentado são:

Arquitetura e construção de edifícios

O concreto pigmentado permite a criação de projetos arquitetônicos distintos, com cores e tons variados, sem comprometer a resistência e a solidez do concreto tradicional.

concreto pigmentado
Imagem reproduzida de Bayferrox, via Cimento Itambé

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Pavimentos e vias públicas

Em áreas com alta incidência de neblina ou trechos perigosos nas vias, a coloração do pavimento de concreto ou do asfalto pode ser uma solução para melhorar a visibilidade e atrair a atenção dos motoristas para possíveis perigos.

concreto pigmentado
Imagem reproduzida de AlfaBlock, Paver Curitiba

Ciclovias e faixas exclusivas

Utilizando concreto ou asfalto colorido, é possível demarcar áreas exclusivas para ônibus e/ou bicicletas, reduzindo significativamente os custos de manutenção em comparação com a pintura tradicional.

concreto pigmentado
Imagem reproduzida de Microxcolor

Exemplos notáveis de obras arquitetônicas no Brasil que empregam concreto pigmentado são o museu Cais do Sertão Luiz Gonzaga, construído em concreto amarelo pigmentado, e o complexo cultural Praça das Artes, em São Paulo, integralmente construído em concreto pigmentado nas cores vermelha e marrom.

concreto pigmentado
Imagem reproduzida de ARESPI
concreto pigmentado
Imagem reproduzida de ARESPI

Outros exemplos

Em outras partes do mundo, o concreto pigmentado é amplamente utilizado em grandes estruturas, como pontes, edifícios e calçadas.

concreto pigmentado
Imagem reproduzida de Cimento Itambé

Concluindo, os principais aplicações do concreto pigmentado abrangem uma variedade de construções, incluindo pré-fabricados, pisos intertravados, blocos, telhas de cimento e grandes estruturas em paredes de concreto moldadas in loco ou industrializadas. Essa versatilidade permite a utilização do concreto pigmentado em diversos projetos de construção. Com isso, ele se torna uma escolha versátil e funcional para uma ampla gama de empreendimentos arquitetônicos e de infraestrutura.

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Fontes: Tecnomor, AEC Web.

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Engenharia 360

Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.