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Engenheira queniana encontra solução para transformar resíduos em tijolos plásticos altamente resistentes

por Redação 360 | 20/07/2021

A história contada neste texto é mais uma prova de que a #engenhariatransforma! Inspire-se com este lindo exemplo de trabalho pró natureza e sociedade!

A fabricação de objetos e embalagens feitas de plástico cresceu de forma assustadora nos últimos tempos. Com isso, os resíduos de plástico se tornaram um dos maiores inimigos da natureza, contaminando o solo e as águas. Toneladas desse material são encontradas em lagos, rios e oceanos. Ao mesmo tempo, pesquisadores e governos do mundo inteiro vêm procurando soluções para reutilização desses resíduos e, principalmente, redução dos impactos ambientais causados pelo seu descarte inadequado.

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Imagem reproduzida de CicloVivo
Imagem reproduzida de Sabedoria Pura

Os tijolos plásticos de Nzambi Matee

A engenheira queniana Nzambi Matee resolveu dar a sua contribuição para a resolução do problema dos resíduos plásticos que estavam poluindo a cidade onde vivia, Nairóbi, capital do Quênia. E foi durante o período em que trabalhou na indústria de petróleo do Quênia que ela teve inspiração para realizar um projeto de sustentabilidade.

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Matee começou a testar diferentes materiais de pavimentação feitos de plástico e areia no quintal da casa da sua própria mãe. Todo o material utilizado na pesquisa era doado por fábricas de embalagens ou comprado de recicladores locais. 

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Engenheira Nzambi Matee – Imagem reproduzida de Earthshot Prize

Durante a experimentação, a empresária percebeu quais plásticos funcionam melhor juntos e desenvolveu uma máquina para a produção em massa dos blocos. A engenheira chegou a investir todas as suas economias neste projeto, com o qual recebeu uma bolsa para integrar um programa de empreendedorismo social nos Estados Unidos.

Foi nos laboratórios da University of Colorado Boulder – universidade pública estadunidense situada em Boulder, no estado do Colorado – que ela aprimorou a técnica de seus produtos e onde desenvolveu o projeto dos maquinários para produzir os tijolos plásticos. Seus esforços a levaram até o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente ou PNUMA, que, em 2020, a nomeou como uma “Jovem Campeã da Terra”.

A saber, o PNUMA foi fundado em 1972, e visa promover o desenvolvimento sustentável por meio de iniciativas ambientais em todo o mundo.

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Veja Também: Startup produz blocos com lixo reciclado recolhido nos oceanos

O trabalho da startup Gjenge Makers

A empresa startup Gjenge Makers, fundada pela (agora) empresária Nzambi Matee, criou uma máquina capaz de transformar resíduos de plástico em tijolos plásticos mais resistentes do que concreto. O maquinário, utilizado pela empresa, permite que cerca de 1.500 peças sejam produzidas em um único dia.

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Imagem reproduzida de GreenMe Brasil

Os tijolos plásticos mais fortes do que concreto

Os tijolos plásticos fabricados pela Gjenge Makers conseguem suportar o dobro do peso limite de blocos de concreto – de 5% a 7% mais. O produto se destaca pelo custo acessível, comparado aos tijolos tradicionais, além da qualidade e praticidade. Pode apresentar diversas espessuras, cores e formatos. E é vendido por cerca de US$ 7,7 o metro quadrado.

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Imagem reproduzida de LaptrinhX
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Imagem reproduzida de Twitter – Tijolos feitos de resíduo plástico – Imagem reproduzida de Colossal

Os tijolos plásticos da Gjenge Makers levam, na fabricação, resíduos provenientes de empresas que iriam descartar plástico de polietileno de baixa e alta densidade. Depois de aquecido em fornos de altas temperaturas, o material (polímero) é misturado com areia. E essa mistura é, então, moldada em uma máquina hidráulica, produzindo uma variedade de tijolos usados para pavimentação.

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Imagem reproduzida de GreenMe Brasil

Até agora, Gjenge Makers já transformou mais de 20 toneladas de resíduos plásticos em tijolos plásticos, e criou dezenas de postos de trabalho para catadores de lixo no Quênia. O seu objetivo é triplicar a produção ainda em 2021 e oferecer esta solução para outros países do continente africano.

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Imagem reproduzida de GreenMe Brasil

Que história linda, não é mesmo? Será que poderíamos recriar um projeto como esse aqui no Brasil? Escreva nos comentários!

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Fontes: Um só Planeta, Razões para Acreditar, Ciclo Vivo, ComGloss, LifeStyle.

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