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X-59: Avião supersônico da NASA entra em estágio de montagem

por Kamila Jessie | 27/12/2019
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O avião supersônico X-59 QueSST (abreviação de Quiet SuperSonic Technology) da NASA passou seu marco final de desenvolvimento e está indo para a montagem. Essa é uma aeronave experimental pilotada, projetada para voar mais rápido que o som sem produzir os booms sônicos irritantes, e às vezes alarmantes, das aeronaves supersônicas anteriores. Pessoal da Engenharia Aeronáutica, fique de olhos e ouvidos atentos.

X-59
Imagem: Lockheed Martin

A revisão da administração, conhecida como KDP-D (abreviação de Key Decision Point-D), foi o último obstáculo programático para a aeronave X-59, a ser liberada antes que as autoridades se reúnam no final de 2020 para aprovar o primeiro voo da aeronave em 2021.

Potencial do X-59

O X-59 está sendo construído na fábrica Skunk Works da Lockheed Martin em Palmdale, Califórnia, sob um contrato de 247,5 milhões de dólares americanos. Quando concluída, a aeronave de pesquisa será capaz de voara uma altitude de 55.000 pés (17.000 m) a uma velocidade de 1,27 Mach, ou seja, superando a velocidade do som, que pode variar de acordo com a temperatura e as condições atmosféricas. Em outras unidades para os meros curiosos (como a gente), essa velocidade seria em torno de 940 mph ou 1.512 km/h. Além disso, o X-59 ainda promete produzir um boom sônico de apenas 75 decibéis de nível percebido (PLdB ) – quase tão alto (ou baixo) quanto a porta de um carro se fechando.

x-59 aVIÃO SUPERSÔNICO
Imagem: Lockheed Martin

Para que investir em aeronaves supersônicas

O objetivo do X-59 não é apenas demonstrar novas tecnologias que minimizem o infame boom sônico, mas também sobrevoar matrizes de sensores especiais e várias comunidades dos EUA para reunir dados técnicos e avaliar as reações públicas à aeronave, que será usada reescrever os regulamentos ambientais americanos que foram redigidos pela primeira vez na década de 1970 e que eram frequentemente prejudiciais aos voos supersônicos comerciais terrestres.

A montagem final e a integração de sistemas estão programadas para serem concluídas no final de 2020, com o primeiro voo previsto para 2021. Estamos aguardando o projeto decolar.

“Com a conclusão do KDP-D, mostramos que o projeto está dentro do cronograma, está bem planejado e no caminho certo. Temos tudo para continuar essa missão histórica de pesquisa para o público de viagens aéreas do país”, diz Bob Pearce, da NASA, administrador associado de aeronáutica.

Imagem: Lockheed Martin

Fonte: NASA.

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Kamila Jessie

Engenheira ambiental e sanitarista, MSc. e atualmente doutoranda em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo. http://orcid.org/0000-0002-6881-4217

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