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Pessoas confiam mais em robôs quando eles dizem o que fazem, afirma estudo

Engenharia 360
por Larissa Fereguetti
| 30/12/2019 2 min

Pessoas confiam mais em robôs quando eles dizem o que fazem, afirma estudo

por Larissa Fereguetti | 30/12/2019
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Dá para confiar em um robô? Os pesquisadores da University of California Los Angeles e do California Institute of Technology descobriram que sim, mas que, para que essa confiança seja maior, os robôs devem dizer o que estão fazendo.

A suposição de que um robô explicar suas ações pode implicar redução de ansiedade veio do fato de que o cenário de trabalhar com robôs diariamente deixou algumas pessoas desconfortáveis. Os cientistas também observaram que a maior parte do trabalho realizado com robôs foca em concluir uma tarefa e pouco se faz para que haja harmonia entre robôs e humanos.

Para descobrir isso, os pesquisadores programaram um robô para reportar o que fazia de diferentes formas e o exibiram em ação para os voluntários: ele abria um frasco de remédio e explicando isso de três maneiras diferentes. O primeiro tipo de explicação foi chamada de simbólica ou mecanicista, na qual as explicações consistiam em “agarrar”, “empurrar” ou “girar” (cada uma delas era parte de uma série de ações) e eram mostradas imagens do robô as executando.

robôs confiáveis
Imagem: robotics.sciencemag.org

No segundo caso, chamado de explicação funcional, o robô tinha cada passo como uma tarefa, como “aproximar”, “empurrar”, “girar” ou “puxar”. Ainda, os voluntários que assistiam o robô em ação recebiam uma mensagem de texto explicando o que era feito.

Por último, os pesquisadores pediram que os voluntários observasse o robô abrir o frasco de remédio junto às explicações. Nesse caso, os voluntários deram maiores classificações de confiança quando foram mostradas as explicações simbólicas e hápticas (relativas ao tato). As classificações mais baixas foram dadas quando apenas o texto era mostrado.

Com isso, os cientistas mostraram que a probabilidade de confiar em robô é maior se a pessoa recebe informações suficientes sobre o que esse robô está fazendo. A próxima etapa da pesquisa, cuja primeira parte foi publicada na Science Robotics, é programar os robôs para relatar por que estão fazendo uma ação.

Referências: TechXplore.

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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