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Arquitetos querem transformar os estádios da Copa do Mundo em moradia

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por Colaboradores 360
| 27/07/2014 | Atualizado em 18/11/2022 2 min

Arquitetos querem transformar os estádios da Copa do Mundo em moradia

por Colaboradores 360 | 27/07/2014 | Atualizado em 18/11/2022
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Dois arquitetos franceses, Sylvain Macaux and Axel de Stampa, querem transformar os estádios da Copa do Mundo em moradia para os sem-teto.
Créditos:  Fast Co. | copa do mundo
Créditos: Fast Co.
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Chamado de Casa Futebol, o projeto prevê a instalação de até duas mil casas dentro de cada estádio, criando aproximadamente 20 mil moradias, a um custo de R$ 9 bilhões. Segundo a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad), publicada pelo IBGE em 2012, a família brasileira é composta, em média, por três integrantes. Assim, a Casa Futebol poderia abrigar, em média, 60 mil pessoas.

Apesar disso, esse número só representa 24% das 250 mil pessoas que foram deslocadas de suas moradias para dar lugar às obras da Copa do Mundo.

O conceito é interessante, pois alguns estádios ficarão tão ociosos, que até o desembargador Sabino Marques, presidente do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Amazonas, afirmou que vai indicar a Arena da Amazônia como local para funcionar como centro de triagem de detentos de Manaus.

O arquiteto Macaux acredita que os estádios da Copa do Mundo são tão grandes que “é quase absurdo”.
“Lemos, como todo mundo, sobre os protestos sociais no Brasil e sobre todo o dinheiro gasto na Copa do Mundo,” Macaux disse à Fast Company. “Nós tentamos encontrar uma resposta para o problema da nossa maneira, com um conceito e uma imagem poderosa”.

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Créditos para todas as imagens: 1Week 1Project

Várias cidades já declararam que será um desafio aproveitar os estádios, agora que a Copa do Mundo acabou. Talvez este conceito sirva para conscientizar nossos políticos acerca das necessidades reais do povo brasileiro, e quem sabe, até se tornar realidade.

Com informações do Mic.


+ Texto por Douglas Moura. Estudante de Engenharia Civil, saxofonista amador e programador auto-didata, acredita que pode mudar o mundo um passo de cada vez. Ama jazz, software livre e ciências exatas.


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