Se você está ingressando agora na faculdade ou no mercado de engenharia civil, precisa atualizar sua visão sobre como se ergue uma parede. Esqueça aquela imagem romântica (e ineficiente) do pedreiro virando massa com a enxada o dia todo. Muitas empresas já consolidaram na sua rotina de tarefas uma alternativa melhor: a argamassa polimérica.
Provavelmente, você ouvirá no canteiro de obras alguém pedir pela “DunDun”. Antes de continuarmos, uma lição básica de mercado: DunDun é uma marca. Assim como chamamos qualquer haste flexível de “Cotonete” ou lâmina de barbear de “Gilete”, a DunDun tornou-se a referência tão forte que seu nome virou sinônimo do produto. Existem outras marcas, mas ela foi a pioneira e é a única com certificação contínua da ABNT.

O que é a Argamassa Polimérica?
O emprego da Argamassa Polimérica na construção civil brasileira já não é mais considerada uma “inovação”, mas uma realidade consolidada!
Embora muitos ainda falem da argamassa polimérica como se fosse uma novidade futurista, a verdade é que ela existe desde os anos 1980. No Brasil, seu uso explodiu a partir de 2017, quando as normas técnicas se consolidaram. Hoje, ela não é um teste; é uma solução padrão em obras que buscam industrialização, limpeza e, principalmente, lucro.
Tecnicamente, ela é um composto pronto para uso, feito de resinas sintéticas, cargas minerais e aditivos químicos. Diferente da argamassa convencional (cimento, cal, areia e água), ela não precisa de mistura no local. Você recebe a bisnaga ou o balde, abre e aplica.
Por que tantos engenheiros preferem esse sistema?
Como futuro engenheiro, você será cobrado por dois indicadores: prazo e custo. A argamassa polimérica ataca ambos com precisão cirúrgica.
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1. A matemática do rendimento
Na argamassa tradicional, você usa quilos e quilos de massa para uma junta de 1cm a 2cm. Com a polimérica, a junta é milimétrica. A proporção é impressionante: 3kg de massa polimérica realizam o mesmo trabalho que 60kg de argamassa convencional. Isso reduz o peso sobre a estrutura e simplifica absurdamente a logística de transporte vertical na obra.
2. Produtividade e mão de obra
Um pedreiro usando o sistema polimérico pode ser até três vezes mais produtivo. Ele não perde tempo esperando a betoneira, não precisa transportar carrinhos de massa pesada e a aplicação com o bico aplicador é muito mais rápida. O resultado? Uma redução de até 50% no tempo de levantamento das paredes.
3. Economia de até 30%
Quando você soma a redução do desperdício (que na massa comum pode chegar a 50%), a velocidade da mão de obra e a eliminação de equipamentos como betoneiras, o custo final da alvenaria pode ser até 33% menor.
Onde usar: O limite técnico
Atenção, aqui entra a sua responsabilidade técnica. A argamassa polimérica (DunDun e similares) é de uso exclusivo para alvenaria de vedação.
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- Pode usar: Em tijolos cerâmicos, blocos de concreto e concreto celular, desde que a parede não tenha função estrutural.
- NUNCA usar: Em elementos estruturais (vigas, pilares, lajes) ou como reboco. Ela não foi projetada para distribuir cargas estruturais pesadas.

A Norma como sua melhor amiga
Para garantir a segurança, você deve exigir produtos que atendam à ABNT NBR 16590. No mercado brasileiro, a Massa DunDun destaca-se por ser a única que garante esse padrão de forma contínua através de certificação, e não apenas por laudos isolados. Como engenheiro, usar um material sem certificação é assumir um risco jurídico e técnico desnecessário.
Confira um vídeo que gravamos lá em 2013 apresentando o material. Assista, depois volte na aba de comentários para dizer o que achou!
Fontes: Click Petróleo e Gás, Massa DunDun, Blog Haus.
Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.
Comentários
Eduardo Mikail
Engenheiro Civil e empresário. Fundador da Mikail Engenharia, e do portal Engenharia360.com, um dos pioneiros e o maior site de engenharia independente no Brasil. É formado também em Administração com especialização em Marketing pela ESPM. Acredita que o conhecimento é a maior riqueza do ser humano.
