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Satélite geoestacionário brasileiro promete revolucionar a inclusão digital no país

por Larissa Fereguetti | 05/04/2017
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Inclusão digital por meio de banda larga: essa é uma das maiores expectativas do Brasil com relação ao Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), o primeiro satélite geoestacionário brasileiro. O projeto é do Ministério da Defesa em parceria com o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Imagem: airway.uol.com.br

O satélite ficará na órbita geoestacionária (como o nome diz), acompanhando a rotação da Terra, dando a impressão aos observadores da superfície que ele estará em um ponto fixo do céu. Ele orbitará a 35.786km de distância do solo.

O SGDC terá uso militar e civil e será de responsabilidade da Força Aérea Brasileira (FAB). Ele operará nas bandas X (faixa de frequência para uso militar) e Ka. A banda Ka ampliará a oferta de banda larga oferecida pela Telebrás. Por meio dela, vários municípios brasileiros distantes serão beneficiados. Para uso militar, uma das funções é impedir a espionagem.

Imagem: defesaeseguranca.com.br

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A vida útil estimada do SGDC é de 18 anos e o investimento é de R$2,1 bilhões. O centro de controle e uma antena de 18 metros são localizados em uma base da Aeronáutica em Brasília, centro de controle principal. Um centro de controle secundário ficará no Rio de Janeiro e Florianópolis, Salvador e Campo Grande serão estações com porte menor.

A empresa fornecedora do satélite é a francesa Thales Alenia Space. Da França, o satélite foi para a Guiana Francesa e aguarda o lançamento, o qual foi programado para a semana do dia 20 de março de 2017, mas adiado porque, até então, a empresa responsável pelo lançamento está em greve (na Guina Francesa).

Confira um pouco mais sobre o satélite no vídeo abaixo:

Referências: Brasil.gov, AEB, Finep, Galileu, Veja, Defesa Aérea e Naval.

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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