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De onde vem os alimentos distribuídos aos passageiros dos aviões?

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por Redação 360
| 02/09/2022 | Atualizado em 24/09/2022 5 min

De onde vem os alimentos distribuídos aos passageiros dos aviões?

por Redação 360 | 02/09/2022 | Atualizado em 24/09/2022
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Quando realizamos uma viagem de avião, mesmo que seja um trajeto curto, dentro do território nacional, sempre ganhamos algum lanchinho. Em rotas mais longas, os passageiros recebem café da manhã, almoço e jantar. Mas será que são os comissários de voo que preparam essas refeições? Claro que não! Algumas classes de aviões possuem ilha bar, mas, mesmo assim, todas aquelas bandejas de alimentos ou pratos bem elaborados são produzidos fora, em ambiente industrial. Saiba mais no texto a seguir!

O passo a passo da fabricação das refeições consumidas nos aviões

Inicialmente, os alimentos que consumimos nos aviões tem a origem como qualquer alimento que encontramos à venda em um supermercado ou restaurante. Contudo, o preparo final é que tem um complexo processo, incluindo de armazenagem e logística, que é sempre algo realizado por grandes empresas e milhares de profissionais. E pode ter certeza que o resultado de um serviço bem feito nesta etapa acaba impactando a imagem ou reputação de uma companhia aérea no fim das contas. E diante deste nicho tão competitivo de mercado, errar não é aceitável!

alimentos de aviões
Imagem reproduzida de Blog Tudo Gostoso

Preparo dos alimentos

Uma estratégia adotada por várias empresas para se destacar é oferecer, sobretudo para os clientes nível “gold”, menus assinados por chefs renomados. Toda a história começa com os alimentos perecíveis sendo armazenados em câmaras frias, separados de acordo com uma tabela nutricional, mostrando até mesmo quais itens os consumidores podem apresentar restrições. E dento da cozinha industrial, as prateleiras são divididas em cores indicando para qual companhia aérea os pratos são destinados.

Queijos e outros alimentos, por exemplo, são transferidos logo que chegam dos distribuidores para recipientes plásticos especiais e destinados às áreas frias, cuja temperatura é mantida muito baixa para evitar a proliferação de bactérias – que naturalmente estão presentes em tudo que comemos. Já durante o cozimento, nada fica nas panelas ou fornos fica menos de 63ºC, senão o efeito é nulo. Os ingredientes são devidamente separados nas estações, que já têm as louças e os trolleys cedidos pelas companhias. A etapa seguinte é montar os pratos que vão para as bandejas, como aquelas que recebemos nos aviões.

alimentos de aviões
Imagem reproduzida de Melhores Destinos
alimentos de aviões
Imagem reproduzida de Melhores Destinos
alimentos de aviões
Imagem reproduzida de Melhores Destinos

Carregamento da aeronave

Se um voo sai à noite, seus trolleys são montados ainda antes da hora do almoço, reservados depois numa área de espera bastante gelada. Pratos e talheres são cedidos pelas companhias; eles são separados e organizados conforme o estilo de cada empresa, após esterilizados. Ao chegar, os trolleys são lavados em lava-louças de tamanho gigantesco, com água a 90ºC, e alocados para uma área específica – chamada de “contaminada” – antes de seguir para a linha de produção. Antes deles seguirem para a aeronave, são checados por um fiscal de embarque, que averiguar as condições e lacra cada um. A próxima parada é tipo um estacionamento de trolleys, separados por companhias aéreas.

Na fase final, os trolleys são levados para um caminhão. Chegando na pista, o contêiner é içado até a altura da aeronave para carregá-la. E tem vários procedimentos que devem ser seguidos nesse momento, inclusive para não danificar a aeronave, como bater e danificar a porta ou a asa. Se algo acontecer, é a empresa parceira, fabricante das refeições, que deverá arcar com os custos de reparo do avião, fora o tempo de pista, relocação de passageiros e mais. Por isso mesmo é que o cuidado precisa ser redobrado até o fim.

alimentos de aviões
Imagem reproduzida de Melhores Destinos
alimentos de aviões
Imagem reproduzida de Melhores Destinos

Veja Também: Cultivo indoor: o método contemporâneo em potencial para a produção de alimentos

A fazenda modelo da Emirates Crop One

A empresa Emirates Crop One, líder no setor de agricultura vertical interna orientada por tecnologia – atendendo hoje mais de 100 companhias aéreas, como a Emirates -, estreou recentemente a maior fazenda hidropônica do mundo, a Bustanica. A mesma está localizada perto do Aeroporto Internacional Al Maktoum, no Dubai World Central, tendo mais de 30 mil metros quadrados de área. Dentro desse espaço, a previsão é que possam ser produzidos um milhão de quilos de folhas verdes de alta qualidade por ano, como alface e rúcula.

O destaque dessa fazenda é que seu sistema – que utilizada inteligência artificial e métodos avançados – exige quase que 95% menos de água do que seria usado na agricultura convencional, ainda assim garantindo um produto fresco e limpo. Claro que além da estrutura, a Bustanica conta com especialistas em agronomia, engenheiros, horticultores e cientistas de plantas. Eles é que conseguem orientar, por exemplo, como cultivar sem pesticidas, herbicidas ou produtos químicos. Dentro desse conceito, a Bustanica pretende expandir a sua produção e venda de frutas e legumes.

fazenda vertical
Imagem reproduzida de Portal AirConnected

“A Emirates Flight Catering investe constantemente nas mais recentes tecnologias para encantar os clientes, otimizar as operações e minimizar nossa pegada ambiental. A Bustanica ajuda a proteger nossa cadeia de suprimentos e garante que nossos clientes possam desfrutar de produtos nutritivos de origem local.”, “Ao aproximar a produção do consumo, estamos reduzindo a jornada alimentar do campo ao garfo.” – Sheikh Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente e executivo-chefe da companhia aérea e do Grupo Emirates, em reportagem de AEROIN.

fazenda vertical
Imagem reproduzida de Metrópoles
fazenda vertical
Imagem reproduzida de Gulf News

Veja Também: Biotecnologias: cursar Engenharia Genética ou Engenharia de Alimentos?


Fontes: AEROIN, Nexo Jornal, Viaje bi!.

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