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Sabia que a inteligência humana está regredindo? Entenda por quê!

por Simone Tagliani | 13/10/2021

Às vezes, você não tem a impressão de que os humanos estão ficando menos inteligentes? Pode ser verdade e os pesquisadores esclarecem as causas!

Como será que funciona esta curiosa massa cinzenta nossa que costumamos chamar de ‘cérebro’? Consegue adivinhar? É curioso, pois vivemos um momento mundial quase de obscuridade mental, com polarizações ideológicas e dúvidas com relação à ciência e tecnologia. De onde será que estas ideias vêm? Por certo, em algum momento nesta vida você deve ter se perguntado: “Será que aquela pessoa não tem cérebro? Não pensa por si mesma? Não tem raciocínio?”.

Bem, não sei de você, mas sinto, às vezes, que em determinado momento da história humana, nós quase atingimos o começo do patamar de uma curva positiva em direção à elevação global. Graças ao avanço das novas tecnologias, passamos a ter mais acesso à informação e parecia que, pouco a pouco, as coisas estavam mudando para melhor e o mundo parecia caminhar para a evolução. De repente, tudo mudou e as coisas ficaram um tanto quanto confusas. Muitas polêmicas surgiram, velhos debates foram desenterrados e nitidamente demos passos para trás. Mas por quê?

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E se eu te contasse que alguns pesquisadores desenvolveram estudos que afirmam que a nossa inteligência humana está, realmente, regredindo! Leio o texto a seguir para saber por quê!

O estudo da inteligência humana e o conceito de QI

Algumas faculdades que possuímos nos diferenciam dos outros animais. Podemos falar e criar associações mentais, prever consequências de atos, de criar soluções e mais. Mas será que uma pessoa poderia ser mais inteligente do que a outra? Bem, já ouvi que não existem pessoas burras, mas pessoas com problemas de memória – penso que é o meu caso!

Vamos voltar alguns séculos! A primeira vez que ouvimos falar sobre a definição de psique foi na obra Ilíada, o poema clássico grego do século VIII a.C. escrito por Homero. Tempos depois, já no século XIX, o inglês Francis Galton pesquisou a Teoria da Evolução escrita por Charles Darwin e concluiu que a inteligência seria uma característica hereditária. Opa! Será que não podemos evoluir com o tempo, então?

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Imagem reproduzida de Pixabay

Bom, Lewis Terman, especialista em psicologia educacional da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, foi quem criou a tal escala Stanford-Binet, que determina o padrão médio de QI – ou quociente de inteligência -, sendo o número 100. E olha que interessante, o ilustre matemático Albert Einstein pontuava 140 a 145 de QI, de acordo com avaliações de estudiosos. Enfim, querendo ou não, parâmetros como este são utilizados por muitos como referência de se alguém é mais ou menos inteligente.

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Mas os segredos da mente ainda devem entreter pesquisadores e cientistas por muito tempo! Inclusive, volta e meia eles descobrem o que chamam de “novas ramificações para a inteligência”. Por exemplo:

  • inteligência espacial, lógica, linguística, adaptativa – como a criatividade, o bom senso, a empatia e a destreza analítica – inteligência emocional – definida como a capacidade de entender e lidar com sentimentos próprios e alheios.

O início do declínio da inteligência humana

Sabe-se que os países chamados de ‘prósperos’ tiveram, durante muito tempo, um significativo avanço do seu QI médio de seus habitantes. E poderíamos atribuir isso a muitas coisas, como acesso mais facilitado à educação, melhor alimentação e qualidade de vida, entre outros fatores. Seu ápice foi na década de 1970, percebido através da melhora do sistema médico, no pensamento crítico das pessoas, e mais. Entendeu-se que isso era sinônimo de população mais inteligente – um fenômeno que ganhou o nome de “efeito Flynn”.

Contudo, em determinado momento, mais perto da virada do século XX para o XXI, essa curva estacionou e começou a descer. Essa mesma trajetória foi identificada em países emergentes e pobres. Ou seja, o mundo parece em queda na sua capacidade cognitiva! Os filhos já não são mais espertos que os pais! E fica a pergunta: “Como vamos reverter este processo?”.

Possíveis causas

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Imagem reproduzida de Pixabay

Já existem alguns estudos e publicações, como ‘A Fábrica de Cretinos Digitais’ que falam sobre isso. Nesses textos, diversos profissionais apontam, como causa para esse fenômeno de “emburrecimento humano” a mudança de vida que as pessoas têm adotado para si. Por exemplo, usar calculadoras em vez de tentar fazer cálculos de cabeça; recorrer a buscadores na Internet ao invés de folhear livros; e desperdiçar seu tempo de lazer, que poderia ser destinado às práticas esportivas e observação do mundo, com redes sociais, plataformas de vídeos e aplicativos que se alimentam de discussões vazias, onde as crenças sem fundamento são disseminadas e o confronto de ideias pelo saber científico se perde. Eu concordo! E você?

De fato, não precisa ser nenhum gênio para saber que tudo que é demais é prejudicial à nossa saúde, inclusive ficar tempo demais no computador ou celular. Dizem que isso afetaria negativamente as interações, a linguagem e a concentração, os três pilares básicos do progresso cognitivo em qualquer idade! O neurocientista Michel Desmurget disse, em reportagem de Revista Veja, que “A tela, em si, não representa um mal, mas o número de horas despendidas na sua frente é assustador.”, “O uso de computadores e celulares por pré-adolescentes é três vezes maior para se divertir do que para fazer trabalhos escolares. No caso dos adolescentes, o número sobe para oito.”.

Possíveis soluções

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Imagem reproduzida de Pixabay

Para amenizar esse impacto negativo que as novas tecnologias podem ter sobre nós, só tem uma solução: disciplina e autocontrole! Simples, vamos limitar o tempo que ficamos nestes dispositivos. Se podemos fazer dieta alimentar, por que não dieta de redes sociais, por exemplo? Não deixar de “comer”, mas “comer” em pequenas quantidades. E, além disso, fazer exercícios para a nossa mente – ler livros, fazer palavras-cruzadas, conversar com outras pessoas cara-a-cara, ouvir músicas, tocar músicas, visitar museus, ir a parques, brincar com o pet, e mais.

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Vamos interagir mais com o mundo ao nosso redor e sair um pouco do virtual! Ter vivência escolar e participar de atividades extracurriculares sempre que possível também é ótimo. Desafie seu cérebro! Reflita; faça percursos diferentes em suas caminhadas quando puder; instigue a sua curiosidade com perguntas; e tente desenvolver as suas habilidades! Tudo isso deve ajudar em nosso nível acadêmico e no QI!

“Inteligência não é só a bagagem que adquirimos, mas a capacidade de interpretar e de se lançar rumo ao novo, ao desconhecido.”

Chris Frith, psicólogo da University College London, em reportagem da Revista Veja.

Veja Também: Fotos raras mostram como o cérebro de Albert Einstein era diferente dos outros


Fontes: Veja.

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Simone Tagliani

Graduada em Arquitetura & Urbanismo e Letras; especialista em Artes Visuais; estudante de Jornalismo Digital e proprietária da empresa Visual Ideias - Redação, Edição e Produção de Conteúdos.