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Por que a Inteligência emocional é a grande aliada do mundo corporativo

por Rui Brandao | 25/01/2017
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Um relatório publicado em 2016 pelo Fórum Econômico Mundial afirmou que, até 2020, haverá uma mudança nas habilidades mais requisitadas para a maioria das ocupações. Muitas das alterações previstas para os próximos quatro anos dentro da chamada Quarta Revolução Industrial (marcada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas) estão ligadas às habilidades que ainda não podem ser realizadas pelas máquinas.
De acordo com o relatório, áreas como infraestrutura, mobilidade e finanças serão profundamente impactadas nos próximos anos. Nesse contexto, habilidades como capacidade de se adaptar e a flexibilidade ganham ainda mais importância quando se fala em competências profissionais.

Mas, o que os profissionais podem fazer por si mesmos quando as habilidades mais exigidas não são competências ensinadas em cursos de graduação ou especialização? A resposta é desenvolver a chamada Inteligência Emocional (IE), habilidade já tão valorizada por gestores e recrutadores.

“Profissionais com inteligência emocional tendem a tomar decisões mais conscientes do que aqueles que não possuem. Consequentemente podem fazer escolhas profissionais mais alinhadas com o seu propósito, sentindo-se mais satisfeitas com seu trabalho”, afirma a psicóloga, coaching e especialista em saúde do trabalhador Claudia Comaru, que atende por videochamada no Zenklub.

Fonte: Shutterstock.

Inteligência Emocional (IE)

O conceito de Inteligência Emocional (IE) surgiu em 1990 e foi proposto pelos pesquisadores Peter Salovey (Universidade de Yale) e John Mayer (Universidade de New Hampshire), que o definiram como “a habilidade para controlar os sentimentos e emoções em si mesmo e nos demais, discriminar entre elas e usar essa informação para guiar as ações e os pensamentos”.
Estudado pela primeira vez no ambiente acadêmico, o conceito só se popularizou cinco anos depois, com a publicação do livro “Inteligência Emocional” (Editora Objetiva), do psicólogo californiano Daniel Goleman. Com base no conceito de Salovey e Mayer, Goleman acrescentou às habilidades cognitivas atributos de personalidade, como a capacidade de motivar a si mesmo, de controlar os impulsos, de sentir empatia e confiar nos demais, dentre outras, criando o que ele chamou de modelo misto, dividido em cinco domínios:
1. Domínio das próprias emoções
Autoconsciência do indivíduo, incluindo autoconfiança e capacidade para reconhecer um sentimento quando ele ocorre e controlá-lo, de maneira a ter maior autonomia sobre a própria vida.
2. Lidar com emoções
Habilidade da pessoa para lidar apropriadamente com seus sentimentos, confortando-se ou livrando-se das emoções negativas. A psicóloga especialista na abordagem junguiana Simone Cortez, que atende por videochamada no Zenklub, explica a importância de saber lidar com as emoções no trabalho: “Com a vida moderna, corrida, competitiva e com foco nos resultados, fomos perdendo a capacidade de entrar em contato com as nossas emoções. As emoções são tidas como fraquezas, principalmente no mundo corporativo. Através do autoconhecimento, conseguimos entrar em contato com nossas emoções e sentimentos. Podemos sentir onde cada situação nos toca. Podemos nomear sentimentos, aprender como lidar com eles e a exercitar a empatia”, diz.
3. Motivar-se
Dispor das emoções para se atingir uma meta, desenvolvendo automotivação, otimismo e criatividade, sendo que o autocontrole emocional (reprimir os impulsos e adiar o prazer para alcançar uma recompensa maior) é o mecanismo por trás de tal realização.
4. Reconhecer emoções nos outros 
Ter a capacidade de reconhecer sinais sutis que exprimem o que as outras pessoas querem ou precisam.
5. Lidar com relacionamentos 
Define a competência em lidar com as emoções dos outros e trabalhar em equipe, sendo essa a chave para a popularidade e a liderança.

Fonte: Shutterstock.


Existem alguns caminhos para desenvolver essas habilidades, como explica a psicóloga Claudia Comaru: “A inteligência emocional pode ser desenvolvida, por exemplo, através de técnicas de comunicação, de consciência corporal, de atenção plena. Através da prática com as situações do cotidiano é possível conhecer as “armadilhas” que podem afetar nossa percepção”, diz.
A psicóloga Simone Cortez completa: “Existe um saber mais profundo dentro de nós, a chamada intuição. E ela só é acessada através das emoções. [É preciso que nós] deixemos a racionalidade para lidar com problemas de cálculos, por exemplo. Mas com questões que envolvam sentimentos, temos outras, muitas, ferramentas dentro de nós para usarmos”, finaliza.
 

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